Brasil de portas abertas

Veja como vivem e onde moram os estrangeiros no Brasil, na IG.

Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado um destino cada vez mais atraente para pessoas de todas as partes do mundo. Elas vêm por causa do crescimento econômico, da tolerância étnica e religiosa e também, claro, pelo jeito como se vive por aqui e pelas paisagens que podem ser apreciadas simplesmente colocando o pé para fora de casa, como é o caso do Rio de Janeiro.

Comparando os seis primeiros meses de 2010 e o mesmo período de 2011, o número de autorizações concedidos pelo Ministério do Trabalho para estrangeiros trabalharem no País cresceu 19%. Hoje, 1,5 milhão de pessoas nascidas em outras partes do mundo moram no Brasil. Esse número é maior do que a população de Porto Alegre e o equivalente a 0,8% da população total do Brasil.

Além disso, até meados da década de 2000, segundo estudo do governo dos EUA com vários países do mundo, o Brasil era um grande exportador de gente. Agora, o País atingiu o equilíbrio: o número de pessoas que entram e que saem é o mesmo. E a tendência, para os próximos anos, é que o saldo seja, pela primeira vez em décadas, positivo: haverá mais pessoas entrando do que saindo.

E depois mostra vários casos concretos, como este. Deixo também as infografias:

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Dilma manda cerca de 100.000 Brasileiros para o Desemprego

Dilma obriga todos os que ganhem entre 200 e 257 Euros a irem para o Desemprego.

26.400 Milhões de Euros passam assim de Investimento para Consumo.

Acho bem, pois afinal o Brasil é um país onde Investimento é coisa que sobra e Chineses e asiáticos precisavam de exportar mais.

Eleições no Brasil: a antiprivatista e o defensor envergonhado das privatizações

No debate promovido ontem pelo canal brasileiro Rede TV! em parceria com o jornal Folha de São Paulo, a candidata do PT à Presidência do Brasil, Dilma Rousseff, manteve a estratégia usada pelo Presidente Lula na eleição de 2006 contra o seu adversário Geraldo Alckmin, do PSDB: atacar as privatizações e acusar o actual candidato do PSDB, José Serra, de querer privatizar a Petrobras.

Naquela disputa, o esquema funcionou pela reacção equivocada da campanha de Alckmin, que acusou o golpe e adoptou para si o discurso do adversário até chegar ao acto medonho de vestir uma jaqueta com os símbolos das empresas estatais brasileiras. Se ambos os candidatos demonizavam as privatizações, era de considerar que a população, com essa informação, partilhasse da mesma opinião, mesmo que tenha sido beneficiada directamente, como no exemplo da privatização do sector de telefones móveis e fixos.

Agora, apesar de inicialmente seguir os passos de Alckmin, o candidato do PSDB parece ter escutado conselhos de colegas de partido e passou a defender o governo de FHC e as privatizações. No debate de ontem, chamou a atenção para os benefícios do acesso aos telemóveis pela população mais pobre. Isso não quer dizer que Serra seja um liberal. Está longe disso. Assim como sua adversária, a candidata do PT, acredita que o estado deve ser o agente do desenvolvimento econômico.

A nota cómica dessa segunda volta presidencial é que a candidata do PT que acusa adversário do PSDB de privatista, num tom ainda mais agressivo do que se acusasse a mãe dele de actos menos nobres, é a mesma que desenvolve um discurso mais pró-mercado do que o próprio José Serra. Ideologia de político brasileiro começa e termina naquilo que atrai mais votos.

O melhor até agora foi que a não-eleição da candidata do PT na primeira volta e a reacção do eleitor brasileiro às denúncias de corrupção no governo Lula e à satanização da privatização mostraram que o eleitor brasileiro é melhor do que imaginam os analistas políticos e os políticos em campanha. Essas informações permitem ratificar a observação do sociólogo Alberto Carlos de Almeida de que um partido de direita no Brasil (liberal-conservador) conquistaria uma parcela significativa dos votantes que carecem de uma proposta política alternativa e eficiente.

Entre a antiprivatista de ocasião (Dilma Rousseff) e o defensor envergonhado das privatizações (José Serra) há uma lacuna política a ser ocupada pelos liberais. Ou eles ocupam tal espaço ou vamos continuar lamentando que o leque de opções ideológicas da política partidária no Brasil vá do amplo espectro entre a esquerda e o canhoto.