Dilma Rousseff, Neoliberal

MDilmaais uma proeminente figura política de esquerda que se rende à austeridade e ao neoliberalismo – a realidade é uma coisa tramada.

Brasil: cortes orçamentais de 6.000 milhões de euros em 2016 para conter défice.

“[…] a Presidente, que havia afirmado que não haveria mais cortes orçamentais, viu-se obrigada a alterar a sua posição.

Os cortes orçamentais anunciados englobam um adiamento dos aumentos salariais de servidores federais, de Janeiro para Agosto, a suspensão de concursos públicos, a redução de cargos de confiança política e de ministérios. As medidas devem ser anunciadas até ao fim do mês.

O Governo brasileiro, que ainda precisa de negociar algumas das medidas com os envolvidas ou com o Congresso, prevê também a redução de gastos no programa Minha Casa Minha Vida, de habitação, e alterações no financiamento do sector da saúde.

Entre as mudanças fiscais propostas, está o regresso ao imposto sobre os cheques, a CPMF, com uma alíquota de 0,2%, que será revertida para a Previdência.” (fonte)

Para a história

Brasil1José Sócrates dizia repetidas vezes que iria ficar para a história, e que a história lhe faria justiça. E, com razão, ficou. Ficou no historial dos reclusos do estabelecimento prisional de Évora, ficou no historial de suspeitos do Ministério Público — o objectivo final de ficar também como arguído e condenado está próximo —, e fica agora na história de uma manifestação anti-corrupção… no Brasil. Pois bem, a história está-lhe mesmo a fazer justiça, em Portugal e além-mar.

The sick men of BRIC

Notícias ao Minuto

Questionado pela Bloomberg sobre se ainda agruparia o Brasil, a Rússia, a Índia e a China como os mais fortes mercados emergentes, como fez em 2001 num célebre ensaio com o título ‘Building Better BRIC, Jim O’Neill respondeu: “Eu poderia estar tentado a chamá-los apenas IC ou, se os próximos três anos forem o mesmo que os últimos para o Brasil e a Rússia, antecipo isso para 2019”

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Acerca das presidênciais brasileiras

Depois do resultado do 1º turno, escrevia um conhecido meu a residir no Brasil: “Uma coisa eu sei, o Brasil não aguenta mais um governo do PT.“. Foi renhido. Mas apesar da boa prestação eleitoral Aécio Neves não conseguiu afastar a quadrilha do PT do Planalto. Para um país que no início do Século prometia tanto, as perspectivas são sombrias. Pelo menos caberá a Dilma e não a Aécio pagar o custo das suas políticas desastrosas.

Acerca das presidênciais brasileiras

Comentário de um português a residir no Brasil

Aí estão os resultados que o Brasil esperava: Dilma (PT) e Aécio (PSDB) vão discutir a eleição para presidente do Brasil numa segunda volta. Sem dúvida que a passagem de Aécio à segunda volta no lugar de Marina Silva é uma réstia de esperança para este País. Aécio pertence ao PSDB, o partido de Fernando Henrique Cardoso, o presidente que preparou o terreno e criou as condições para a cavalgada de Lula da Silva, o maior embuste das últimas décadas. O Brasil de Lula cavalgou a …onda da crise financeira mundial, em que os investidores transferiram capital dos Estados Unidos e da Europa em crise para os paises emergentes, isto em paralelo com compras de matérias primas por parte da China que dificilmente se repetirão. Estes factos levaram a que o Brasil em 2010 crescesse 7,5% e achasse que tinha resolvido os problemas históricos e crónicos que o assolam. Dilma (uma criação de Lula) chegou a viajar para a Europa explicando como a Europa devia resolver a sua crise (perante os silêncios e risos trocistas de muitos). Claro que os tempos mudaram e os problemas nunca resolvidos ficaram novamente à vista de todos. O Brasil este ano deverá crescer perto de 0% e encontra-se já em recessão técnica. Como costume, estas políticas “bolivarianas” não têm sustentação e quem tira e não repõe acaba por bater contra a parede. Onde foi que eu já vi isto? Não sei se Aécio é a resposta. Acho que o problema do Brasil é bem mais profundo e sem políticas estruturais profundas (que não sei se a a população está preparada para aceitar) não me parece que a situação se resolva nas próximas décadas. Uma coisa eu sei, o Brasil não aguenta mais um governo do PT. Este País merece outra sorte.

Marchinha das Vadias

Já tiveram a experiência de entrar numa cerimónia, conferência ou em qualquer evento festivo que não fosse formalmente à porta fechada mas que deixasse subentendido que não seriam ali bem-vindos? Ao ignorar o bom senso que vos alertava previamente para não entrarem, teriam de permanecer num local em que destoariam do grupo e se sentiriam humilhados, durante horas, como verdadeiros intrusos? Confesso que já me aconteceu numa ocasião que ficou bem memorizada. Foi numa cerimónia de encerramento de uns dias de palestras no Mosteiro dos Jerónimos. Na prática, ninguém expulsaria três jovens alunas de um espaço repleto de gente madura e engravatadinha, diplomatas, ministros, seus familiares e afins. Já disse que tinha emissão em directo? Bem, como se costuma dizer, foi um “abre olhos” e louva-se a capacidade de o perceber.     
Já num extremo oposto, encontramos o exemplo de um grupo que faz questão de estar sempre a mais, invadindo, ofendendo e ridicularizando-se, até. No caso brasileiro, a espécie selvagem assume a designação de “a marcha das vadias” e pode ser localizada e observada a olho nu, sobretudo entre grandes ajuntamentos de pessoas, em datas especiais, eventos nacionais, cerimónias de cariz religioso, entre outros. A espécie assume este comportamento parasitário de forma a socorrer-se da visibilidade de outros grupos para ultrapassar a sua inerente pequenez e insignificância. Uma das mais recentes ocorrências pôde ser observada na monumental Jornada Mundial da Juventude que têm decorrido no Rio de Janeiro. Segundo consta, a espécie enfrenta sérias dificuldades de expansão dos valores que preconiza, pois eles não se revelam suficientemente apelativos e convincentes aos olhos de quem prefere a preservação da vida humana à face da Terra.

As pessoas que se mobilizam para o evento apostólico já mostraram estarem interessadas em actividades bem mais edificantes do que dançar de peitaça ao léu avenida abaixo, avenida acima, ir ali abortar, exibirem o facto de terem um corpo com membros e tudo, ofenderem a mãe, a filha e a vizinha ou mostrarem os seios aos fiéis e aos polícias (que vantagem tão exclusiva é essa de ter seios). Dada a indiferença dos católicos perante estas propostas, a espécie protegida recorreu a uma brincadeira tradicional e milenar, recuperando a desesperada atitude iconoclasta. Atitudes cheias de maturidade, como a do menino no infantário que enterra a chucha da amiga na areia porque não consegue chamar a atenção de outra forma. 

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