Stand-up Comedy: “O PS é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade”

António Costa daria um bom comediante. Ontem no frente a frente com Assunção Cristas conseguiu afirmar sem se rir que “Há uma coisa que os portugueses sabem quanto ao PS desde que Mário Soares o fundou: é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade“.

E que quereria António Costa dizer com esta afirmação? Ora vejamos:

Primeira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1977, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Segunda Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1983, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Terceira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 2011, Primeiro Ministro: José Sócrates, Partido Socialista

O legado do partido socialista em Portugal está mais do que assegurado.

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António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Na entrevista que António Costa deu à SIC no dia 4 de Setembro, o primeiro-ministro afirmou que “Os portugueses estão a pagar menos mil milhões de euros de impostos do que em 2015“. Obviamente, esta declaração tem que ser falsa, não só porque a carga fiscal atingiu um valor recorde em 2018 (ver aqui), como dado o crescimento económico, mesmo que a carga fiscal se tivesse mantido, o valor arrecadado em impostos seria forçosamente maior. Uma mentira, repetida milhares de vezes, continua a ser uma mentira. Esta mentira é confirmada pelo Polígrafo aqui e pode ser verificada também no portal Pordata.

Também com ajuda do polígrafo, analisemos a grande viragem da página da austeridade com que António Costa brindou os portugueses:

2017

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (na altura chamada de “actualização”) – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 3,2%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou entre 0,8% e 8,8%.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova taxa de 0,7% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário entre 600 mil e um milhão de euros.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova sobretaxa de 1% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário superior a um milhão de euros.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou entre 5 e 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto sobre a cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 3%.
    Novo imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas gerou aumento de 15 a 30 cêntimos por cada garrafa.
  • Aumento do imposto de selo sobre o crédito ao consumo em 50%
  • Aumento do imposto sobre o alojamento local de 15% para 35%

2018

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos – fonte
  • Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) aumentou taxa da derrama estadual de 7% para 9% para empresas com lucros anuais acima de 35 milhões de euros.
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou entre 0,94% e 1,4%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,4% em média.
  • Imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou entre 1,4% e 1,5%.
  • Imposto sobre cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 1,5%.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,07% para 0,08% e de 0,09% para 1% consoante o prazo do crédito.

2019

  • Aumento da taxa de carbono sobre combustíveis – fonte
  • Sacos de plástico ficam 50% mais caros – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou cerca de 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,08% para 0,128% e de 1% para 1,6% consoante o prazo do crédito.

O António Costa toma os portugueses por parvos?

A Vitória do Syriza É Um Sinal de Mudança Que Dá Força Para Seguir a Mesma Linha?

Em 2015, a esquerda (em particular a Portuguesa) rejubilava com a vitória do Syriza. Prometia-se “o bater do pé à União Europeia” e o fim da austeridade. António Costa reagia assim:

Quatro anos de mais austeridade grega depois, os gregos já não acreditam em histórias da carochinha Tsipras, e depois das eleições de hoje, o governo do Syriza será substituído por um governo de Direita que pode vir a ter maioria absoluta.

Na Europa, Portugal e Espanha ficam cada vez mais isolados à esquerda.

Vá, António Costa: se a vitória do Syriza dava força para seguir a mesma linha, a derrota do Syriza dá-te força para o quê?

A Fórmula de António Costa: Mais Impostos, Impostos Mais Altos, Menos Liberdade e Menos Concorrência

António Costa será provavelmente o primeiro-ministro português mais impreparado de sempre, e assentaria bem como comissário da União Soviética ou como ministro de Nicolás Maduro. Sempre que for necessário limitar a liberdade económica; criar impostos; aumentar impostos; e aumentar a influência e poder do estado em detrimento da liberdade individual, podemos sempre contar com o António Costa.

Numa carta aberta intitulada “45 anos da Revolução dos Cravos – renovar a promessa europeia” que é assinada por António Costa e pela líder do SPD Andrea Nahles, o primeiro-ministro português defende o seguinte:

  • As grandes empresas recebem grandes lucros sem pagar a justa parte dos impostos” – de destacar o uso da a palavra “recebem”, como se os lucros caíssem do céu. Se as empresas obtêm lucros é porque conseguem produzir bens e serviços que os clientes valorizam acima dos custos de produção; e se alguém pensa que ser empresário é algo fácil, pois bem – que coloque as mãos à obra em vez de publicar cartas.
  • Não pode haver dumping salarial: Aqueles que não cumprem as regras devem ser sancionados.” –  o que é o “dumping salarial“? Se áté no próprio país, dependendo do contexto e da produtividade do empregado existem naturais diferenças salariais, como é que entre países diferentes não existirão diferenças ainda maiores? De referir ainda que hoje em dia, as empresas competem num mercado global que vai muito para além da União Europeia.
  • António Costa e Andrea Nahles manifestam-se frontalmente contra a concorrência […] entre políticas fiscais dos diferentes Estados-membros” António Costa pretende limitar a liberdade dos estados membros de terem a sua própria política fiscal, e também evitar que outros estados membros possam ter impostos mais baixos. Já que nós temos impostos altos, os outros países também têm que ter.
  • “Os líderes do PS e do SPD propõem uma tributação mínima de todas as empresas e um imposto digital.– lá está, socialista que é socialista procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista. A única preocupação é sempre onde ir buscar mais dinheiro aos contribuintes. Nunca passa pela cabeça dos socialistas reduzir a despesa.

Uma carta de António Costa nunca ficaria completa sem os lirismos e os lero-leros do costume e António Costa não desilude incluindo na carta abstrações e delírios do género: “a promessa europeia“; os “partidos conservadores e liberais até se empenham em ajudar partidos antieuropeus e populistas de extrema direita a chegarem ao poder“; a “necessidade de decisões corajosas e de ações firmes”; e a cereja em cima do bolo: “Há 45 anos os portugueses deixaram bem claro quão grande é a conquista desta Europa comum de liberdade, de paz e de justiça para todos nós. Queremos renovar essa promessa. Para o benefício das pessoas em Portugal, na Alemanha e na Europa como um todo“.

Enfim, muito deprimente.

António Costa, O Campeão dos Jobs for the Boys

António Costa pode não ter conseguido virar a página da austeridade, mas o seu governo já conseguiu o estatuto de Campeão das Nomeações:

Nos três anos e meio de mandato, o Governo de António Costa já fez 3.282 nomeações — 2.342 delas para gabinetes ministeriais e 940 para altos cargos de órgãos da administração pública, noticia o Correio da Manhã. Se pegarmos em todos os dados para os gabinetes, isso corresponde à nomeação de cerca de duas pessoas por dia (1,9 por dia) entre 26 de novembro de 2015 — dia da tomada de posse — e o passado 23 de abril.

A comparação com os dois governos anteriores, de Passos Coelho e José Sócrates, não é exata, já que a estrutura governativa é diferente, e o espaço temporal também é diferente. Ainda assim, o CM faz as contas tendo em consideração os números que foram divulgados em meados de 2018 pela revista Sábado e conclui que o atual Governo tem uma média de nomeações para os gabinetes muito superior: no caso de Passos Coelho, era de 1,45 nomeações por dia, e no de José Sócrates de 1,48 nomeações por dia.

A imagem acima foi retirada daqui e o texto foi retirado daqui.

Leitura complementar: WhatsApp-Check: Governo já fez mais de três mil nomeações?

Demência

Creio que as declarações abaixo de Pedro Marques e de António Costa só podem ser compreendidas como um estado avançado de demência.

As imagens das notícias acima foram retiradas daqui e daqui.