Demora muito?

Públco

O aviso foi dado pelo vice-presidente do grupo parlamentar do partido de Angela Merkel, Michael Fuchs, em declarações ao jornal diário Handelsblatt, numa entrevista que será publicada na segunda-feira.

De acordo com o responsável, a Alemanha está preparada para recorrer ao seu poder de veto, caso entenda que a Grécia não está a cumprir o acordado com os credores internacionais (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu).

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Nem os alemães gostam da Angela Merkel

Sondagem mostra que alemães querem Grécia fora do euro

O estudo, feito pelo Infratest para o canal de televisão público ARD, mostra que 65% dos alemães quer que a Grécia saia da moeda única.(…)

Os entrevistados germânicos mostram-se (…) satisfeitos com Angela Merkel e pensam que é a melhor pessoa para os liderar nesse momento. Uma percentagem de 70% diz que a Zona Euro está “em boas mãos” com a chanceler alemã. É uma subida de dois pontos percentuais face ao mês anterior, renovando-se assim a mais elevada pontuação desde Dezembro de 2009 nestas sondagens do Infratest.

Segundo a Bloomberg, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, é o segundo político melhor visto para salvar a união monetária, com uma percentagem de 67%.

Uma medida para combater o desemprego

Em 2003 o chanceler Gerhard Schroeder (um conhecido “neoliberal”) propôs a criação dos “mini-jobs”. Empregos a tempo parcial cujo salário máximo seria 400 euros, isentos de impostos sobre o rendimento e cujas contribuições para a segurança social seriam voluntários. Foi duramente criticado mas parece que a ideia resultou em pleno. Mas há que ache que é preferível manter as pessoal no desemprego.

O elitismo europeu

Mais um adepto do “paga e cala-te”. E é claro que o euro nunca poderá um assunto interno dos países-membros. (Nem sequer do maior contribuinte líquido.) O tema só pode ser discutido pelas elites. Foi graças a “iluminados” como o Sr. Juncker que acham que acreditam que a “construção europeia” é decida por vanguardas esclarecida e longe do sufrágio popular que chegamos ao presente caos. Os alemães podem e devem conhecer, discutir e decidir internamente quanto custa o resgate da Grécia e quanto custa não o fazerem.

A germanofobia tem destas coisas

Com a germanofobia a atingir por estes dias o estatuto de religião laica é natural que qualquer noticia negativa sobre a Alemanha (veja-se o recente europeu de futebol) seja, para muitos, motivo de júbilo. Ainda assim seria conveniente manter um mínimo de racionalidade coisa que neste post parece ter-se ausentado para parte incerta . 

A  autora parece acreditar que coisas que dão pelo nome de “liderança” ou “visão europeia” poderiam ter salvo a Grécia ou Portugal (ou mesmo a Espanha) da bancarrota. Aliás, não é difícil perceber que se tivesse havido maior empenho (leia-se endividamento) alemão em favor do Clube Med em vez de um simples “negative outlook” teriamos já assistido a vários descidas na notação da dívida alemã. E também não parece credível que a ameaça da Moody’s torne os alemães mais generosos.

Dois terços dos alemães são austeritários

Diário Económico

De acordo com uma sondagem divulgada hoje, quase 66% dos alemães não concorda que se dê mais tempo a Portugal, Grécia e Espanha para cumprir as metas acordadas com a troika.(…) A poll da ZDF-Politbarometer, citada pela Reuters, também mostra que 63% dos alemães apoia a forma como a chanceler Angela Merkel tem gerido a crise de dívida(…).

Mais de metade dos alemães também não concorda com a mutualização da dívida na zona euro.(…) A mesma sondagem mostra que o partido conservador de Merkel continua a ser o mais popular na Alemanha, com um apoio de 36% dos sondados, dois pontos percentuais acima da última poll, de Maio

E o vencedor foi…

Wolfgang Munchau rejeita a tese que a Alemanha tenha cedido em toda à linha, na última cimeira à pretensões da Espanha e Itália.

“The real victor in Brussels was Merkel” de Wolfgang Munchau (Financial Times)

Mario Monti faced down the German chancellor and won the battle. He will survive a few more weeks or months in politics. It was clever of him to threaten a veto on something Angela Merkel badly needed. He had her in the corner. It was an example of classic EU diplomacy.

But this was only the foreground spectacle. If you look behind the curtain, you will find that, for Italy at least, nothing has changed at all.(…)

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