Da Série “A ADSE Dá Lucro”

Eu ainda sou do tempo em que se dizia que a “ADSE dá lucro” (ver notícia abaixo de 2016 retirada daqui):

Eu também sou do longínquo ano de 2018 (o ano passado) em que o Bloco de Esquerda – isto apesar da grande maioria dos beneficiários da ADSE irem dar “lucro aos privados” – propunha uma redução da contribuição da ADSE por parte dos beneficiários (notícia retirada daqui):

Eis que surge hoje a seguinte notícia em vários jornais (imagem retirada daqui):

Essencialmente, se nada for feito, segundo o Tribunal de Contas, a ADSE, que deixou de receber transerências do orçamento de estado em 2012, entrará em défice já em 2020 e esgota o seu fundo (resultado de excedentes de anos anteriores) em 2026.

Como sugeriu o João Miranda no Twitter é chamar o Vieira da Silva, o super-ministro que todos os anos salvava a Segurança Social e que todos os anos garantia a sustentabilidade da Segurança Social por mais vinte anos 🙂

E se pais tivessem ADSE?

É hoje destaque no Jornal de Notícias caso de negligência médica no Hospital Padre Américo, em Penafiel. Ou uma série de erros humanos (sim, médicos não são perfeitos!).

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Durante 3 anos (entre 2010 e 2013) os pais de uma jovem levaram-na às urgências do hospital em 11 (onze!!!) ocasiões. Apesar de recorrentes queixas de dor de cabeça, sete diferentes médicos diagnosticaram ansiedade, nervos ou falsa gravidez, nunca tendo acedido aos pedidos da mãe para realização de exames adicionais, como TAC/RM ao cérebro. Sara faleceu de um tumor na cabeça a 10 de Janeiro de 2013, aos 19 anos de idade.

Fica aqui a questão que já nada resolve neste caso, mas pode ajudar muitos outros portugueses: e se os pais da Sara tivessem a liberdade de escolha permitida pela ADSE?

“O futuro da ADSE”, hoje, no Económico

Hoje, no Económico:

O Estado impõe um SNS a todos os cidadãos mas depois alimenta um subsistema consumidor de recursos reservado a uma parte dos funcionários públicos.

Friedman viveu numa época de prosperidade económica e demográfica num ambiente cultural dominado pelo socialismo. Profundo conhecedor do magnetismo das políticas de base socialista, Friedman defendeu que o combate ao ‘mainstream’ não deveria ser feito contrariando os que apelavam à sedução de um futuro sem esforço. De nada valeria tentar combater a “tirania do status quo”, uma espécie de inércia socialista fortemente enraizada na sociedade civil e no universo estatal que limita a mudança de paradigmas. Restaria aos espíritos mais livres manter “as opções em aberto até que as circunstâncias tornassem a mudança necessária”.

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