Governo cria linha de crédito para financiar pagamento de impostos?

Em vez disto podiam… sei lá… diminuir impostos.

A medida ainda está a ser desenhada, mas ao que o ECO apurou destina-se a PME e profissionais liberais e pode ser usada para financiar o pagamento de qualquer tipo de imposto.

O Estado vai dar dinheiro, que vem de impostos ou que mais tarde será pago com impostos, para as pessoas/empresas pagarem impostos. É isto.

Avante com a festa

Ao contrário de muitos, concordo com a realização da Festa do Avante.

Também concordo com o PCP quando critica ajudas do Estado (“lucros privados, prejuízos públicos”).

Para manter coerência, o camarada Jerónimo de Sousa deve incluir, no preço do bilhete, seguro que pague custos de testes e internamento de infectados com Covid-19.

É que, como muitos, não estou disposto a pagar possíveis consequências desta Festa “política”.

Os empregos criados por Costa

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No Jornal de Notícias de hoje aparece o título da foto. É incrível como os jornais compram esta conversa aldrabona de que os governos criam empregos. Pior: Neste caso os empregos são “criados por Costa”. Que se saiba os únicos empregos criados pelo actual PM, durante toda a sua vida, foram os tachos para os correligionários e para o amigo mega-consultor.

E a adorável ironia de que os empregos são criados por ele e destruídos pelo Covid? É que apesar de tudo, a relação entre as decisões do governo relativas ao confinamento que causaram esta destruição de emprego é mais directa do que a suposta relação entre políticas públicas e a criação de emprego. Mas enfim. É para isto que servem os milhões dos contribuintes que subsidiam os media.

Niall Ferguson e Yascha Mounk sobre as Ameaças à Democracia Liberal

O primeira debate/conversa do novo projeto de Yascha Mounk, Persuasion, foi com o brilhante historiador Niall Ferguson. Embora considere a análise de Mounk geralmente equivocada (tanto por confundir conceitos como por aplicar análises semalhantes a contextos distintos), não devemos subestimar muitos dos seus avisos. Existe, efetivamente, um perigo no “populismo” que se Mounk se refere (o perigo está exatamente no referente de “populismo”, pois não creio que o sentido da palavra seja claro, pelo menos na forma como Mounk a utiliza). Ferguson não discorda de Mounk em praticamente nenhum ponto. Porém, o historiador britânico deixa claro que a perceção de relevância de Mounk (e de grande da media “liberal”) é completamente equivocada. O grande perigo iliberal vem não do “populismo” mas, antes, de muitos auto-proclamados liberais que, numa tentativa desenfreada de expiar os pecados da civilização ocidental, minam as suas instituições e práticas. Na verdade, o próprio populismo que Mounk denuncia pode ser lido, seguindo as lentes de Ferguson em The Great Degeneration (ou O Declínio do Ocidente, publicado pela D. Quixote), como um subproduto da podridão generalizada das instituições liberais clássicas. Deste modo, Ferguson defende que a grande ameaça à Democracia Liberal vem de uma esquerda crescentemente iliberal, anti-democrática, que vê nas instituições ocidentais a razão dos seus pecados (e não aquilo que os amenizou) e que, dada a sua visão de mundo, não consegue sequer contemplar ideias que nos parecem tão basilares como a liberdade de expressão.

 

A Ciência e o Lobo

No Observador:

O problema grave nestas situações é a instrumentalização da ciência para fins políticos, que resulta numa relativização da própria ciência. Factos e teorias científicas não devem ser escolhidos “a la carte” para sustentar opiniões políticas e tentar desqualificar as posições contrárias, sob pena de se quebrar a relação de confiança que permite a aplicação prática do conhecimento científico.

The Plot Against America?

Na National Review: The Strategies of Dementia Politics.

Democrats also knew that they would lose with an Elizabeth Warren, Kamala Harris, or Bernie Sanders as their masthead. The primaries, even heavily loaded to the left-wing base, taught them that well enough. The hard-left agenda of winter 2020 went nowhere, and it will go less than nowhere in the fall after months of televised arson, looting, and gratuitous violence.

In contrast, even a cardboard-cutout version of Biden offers them the veneer of the “moderation.” A Bill Clinton–style Biden phantom, if elected, can allow a passageway for a leftist surrogate into the presidency, the same way that Harry Truman, a centrist, was put on the ticket in 1944 to save the country from Vice President Henry Wallace’s Communism.

 

O Ambientalista Apologético

O artigo de Michael Schellenberger censurado pela Forbes, republicado no Quillette, sobre o seu livro «Apocalypse Never: Why Environmental Alarmism Hurts Us All»:

On behalf of environmentalists everywhere, I would like to formally apologize for the climate scare we created over the last 30 years. Climate change is happening. It’s just not the end of the world. It’s not even our most serious environmental problem. I may seem like a strange person to be saying all of this. I have been a climate activist for 20 years and an environmentalist for 30.

Automutilação

No Reino Unido, a média móvel do número de mortos por dia de Covid-19 era de cerca de 260 no início de Junho. Felizmente, nas pouco mais de três semanas desde então, o número baixou para cerca de 130. Metade. No mesmo periodo, os números correspondentes relativos a Portugal são 14 e 3, respectivamente. No início de Junho, morriam no Reino Unido por dia dezoito vezes mais pessoas que em Portugal, sendo que a população britânica não chega a ser sete vezes maior. Neste momento, lamentavelmente, ainda morrem por dia no Reino Unido 43 vezes mais pessoas que em Portugal.

No entanto, o governo britânico está prestes a anunciar acordo bilaterais com alguns países para permitir que viajantes entre os dois não sejam sujeitos a quarentenas. Tudo indica que Portugal não estará nesses acordos, o que significará uma machadada na ténue esperança que os operadores turísticos portugueses ainda têm relativamente a este ano.

A que se deve esta aparente incongruência (comparando os perfis de risco, etc)? Desconfio que exclusivamente à histeria de parte da população portuguesa, acicatada pelos media que noticiam cada infecção como se fosse uma morte. Conseguiram transformar um pequeno surto perfeitamente controlado, em Lagos, numa notícia internacional que levanta dúvidas sobre uma das regiões menos afectadas e que, num contexto de liderança ao sabor do vento, passou a ser destino a evitar para os seus principais mercados internacionais.