Portugal campeão da Europa – Festa em Timor-Leste

Portugal Ganhar Festa em Timor-Leste_11/07/16

Arnor Ingvi Traustason – Þakka þér fyrir

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Admirável Mundo Novo: a prática da eutanásia na Bélgica

Catholic care home in Belgium fined for refusing euthanasia

During the hearing, the three judges decided unanimously that “the nursing home had no right to refuse euthanasia on the basis of conscientious objection”. (…) Euthanasia pioneer Dr Wim Distelmans, a man who has been dubbed Belgium’s “Dr Death”, also welcomed the judgement. He said: “This is an important case because the judge sees the nursing home as an extension of a private home. When other institutions now want to reject euthanasia, they will think twice before they prohibit access to a doctor. Such denials are still common, both in nursing homes and in hospitals. To turn the tide, this court decision is very important.”

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O espantalho Schäuble

Enviaram-me o vídeo com as declarações originais de Wolfgang Schäuble (obrigado JPO) e há um mal-entendido e/ou uma má tradução daquilo que o ministro alemão (conhecido em certos círculos como “Malvado Cavaleiro do Ku Klux Klan” ou “Grande Devorador de Crianças ao Pequeno-Almoço”) disse sobre Portugal. Schäuble, como aliás o jornalista do Handelsblatt esclarece em off («Schäuble alertou para as consequências da quebra das regras europeias»), não se referiu a nenhum pedido de assistência em curso, mas sim a uma possibilidade:

«E Portugal comete um erro grave se não cumprir aquilo a que se comprometeu. Iria ter de pedir um novo programa – e iria tê-lo – mas com pesadas exigências.»

Pode se discordar de Schäuble (pensando que o incumprimento das regras europeias não traz necessariamente um novo programa) mas incendiários, neste caso concreto, são os que dão voz a uma coisa que Schäuble nunca disse.

Ainda sobre o fascismo e a extrema-esquerda

(ou como um partido de extrema-direita se torna de esquerda). Éric Zemmour, em 2013.

Quando a extrema-esquerda é fascista

Nuit Dedout é um movimento de extrema-esquerda que, desde finais de Março, se instalou todas as noites na Praça da República, em Paris, para protestar. A ideia é que qualquer um possa discursar em liberdade.

Alain Finkielkraut é um filósofo francês que ultimamente tem inspirado uma corrente de opinião, oriunda de intelectuais mais jovens, de direita, não liberais mas que não nutrem especial simpatia pela concepção gaullista do Estado francês

Finkielkraut decidiu, em Abril, ir à Praça de República discursar. O que não lhe foi permitido. Em vez disso, expulsaram-no do local. Mas o mais interessante é quando no segundo 39 deste filme, Finkielkraut se vira para trás e chama fascistas aos extremistas de esquerda que não o deixaram falar.

Depois de dias a ler artigos oriundos da esquerda portuguesa que, durante anos, apelidaram de fascista quem usasse pensar diferentemente, mas quando José Rodrigues dos Santos lhes pagou na mesma moeda, se enredaram em preciosismos para se defenderem, a acusação de Finkielkraut é mais que um grito: é uma lufada de ar fresco numa praça que devia ser de liberdade.

Ex-deputado do PS: “O maior falhanço de um governo desde o 25 de Abril”

Vale a pena assistir na íntegra e divulgar.


21º Congresso Nacional do Partido Socialista | 4 de junho | Ricardo Gonçalves

Leitura complementar: O congresso da “geringonça”: unidos pelo poder, divididos pela estratégia.

As cantigas euro-festivaleiras do PCP

Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.
Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.

Enganam-se aqueles que associam as xaropadas musicais dos Zecas e das Brigadas ao PCP. Na melhor das hipóteses, os cantautores canhotos fazem parte das relíquias dos comunistas portugueses, agora que o PCP descobriu as emoções burguesas da canção ligeira do Eurofestival. A responsável é a ucraniana Jamala que venceu o tal Festival da Canção, realizado em Estocolmo com a canção intitulada 1944 e que recorda os feitos de José Estaline na Crimeia. A canção que representava a Rússia, considerada como favorita, ficou no terceiro lugar, atrás da estreante Austrália.

Afinal, apesar da negação do comunista Mário Nogueira, o estalinismo continua vivo e de boa saúde no PCP.

(…) Pouco importará aos patrocinadores do Festival da Eurovisão que 1944 tenha sido o ano da deportação de tártaros da Crimeia. A História sabe que o imperialismo europeu nunca foi muito dado à preocupação com as tragédias dos humanos, dentro e fora do seu território. E se exemplos faltassem, teríamos o dos refugiados árabes sem refúgio, sobreviventes das guerras que os EUA e a UE levaram às suas casas e às suas vidas, agora reunidos nos campos de concentração que a União Europeia aluga na Turquia. Ou os povos da antiga Jugoslávia, vítimas de um xadrez «ocidental» diabólico, em que o sofrimento oscilou entre a morte e o comércio de órgãos humanos, patrocinado por conhecidos aliados do chamado ocidente.

Em 2016, o Tribunal Administrativo de Kiev decretou a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (PCU), na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2014. Ao mesmo tempo iniciou-se uma campanha de reescrita da história, traduzida no branqueamento dos crimes das forças colaboracionistas com o ocupante nazi na II Guerra Mundial e a promoção de forças paramilitares de perfil neonazi.

Mas isso é em 2016. Para os patrocinadores da Eurovisão a tarefa é a da reinvenção dos dramas que, em 1944, envolveram tártaros da Crimeia, utilizando o estafado (o criminoso) processo da apresentação simplista de «factos» vindos de um tempo que foi o da sementeira da paz, paga com mais de 20 milhões das vidas soviéticas (também de tártaros) que Jamala, esquecendo, ofende (e se ofende).

No fundo é como na Música. Pois se as notas de que se compõe a Ode à Alegria de Beethoven são exactamente as mesmas com que Jamala escreveu uma canção feita para estimular ódios esquecidos! Saiba o vasto público televisivo – e os povos do nosso mundo – distinguir a Obra da provocação.

Penálti não assinalado de Talisca no Benfica-Nacional

Nacional, Caso, Salvador Agra, 17m: Livre largo na direita para a área, apontado por Agra, Talisca corta e os jogadores ‘insulares’ ficam a pedir grande penalidade por mão na bola. O árbitro manda seguir…

Jair Bolsonaro, uma estrela em ascensão na política brasileira

Conservative’s Star Rises in Brazil as Polarizing Views Tap Into Discontent

Mr. Bolsonaro, who is often greeted with raucous applause in airport lobbies and street rallies around Brazil, placed fourth among potential presidential candidates in a public opinion survey in April by Datafolha, a polling company.

With 8 percent support, Mr. Bolsonaro ranked ahead of Vice President Michel Temer, with just 2 percent. Mr. Temer, of the centrist Brazilian Democratic Movement Party, is maneuvering to assume the presidency if Ms. Rousseff is suspended in a Senate impeachment vote this month.

Some Brazilians were comforted that Mr. Bolsonaro’s overall support remained in the single digits. (Reflecting broad disenchantment with Brazil’s political class, the front-runners in the poll, Luiz Inácio Lula da Silva, a former president, had the support of only 21 percent, and Marina Silva, a former environment minister, had 19 percent.)

Still, closer evaluation revealed some surprises in the poll, conducted on April 7 and 8 in interviews with 2,779 people. The survey had a margin of sampling error of plus or minus two percentage points.

Mr. Bolsonaro emerged as the preferred candidate among the richest Brazilians, securing 23 percent of support among those with the highest incomes, Datafolha said. Among Brazilians with a college education, Mr. Bolsonaro placed second with 15 percent support, behind only Ms. Silva, according to Datafolha.

Os verdadeiros “liberais” segundo a esquerda laicista e progressista

Monty Python’s Life of Brian: I want to have babies

(via Alexandre Mota)

Mário Centeno: diz que é uma espécie de ministro das Finanças…

É lamentável que, Mário Centeno – um economista com um trajecto profissional e académico respeitável no contexto português – se esteja a prestar a desempenhar este papel.

Mário Centeno Após Conselho de Ministros – 29/04/2016

Leitura complementar: Senhoras e senhores: o pior jogador de Poker do mundo; O equilibrismo impossível de Mário Centeno

O melhor discurso sobre o 25 de Abril

Foi o ano passado pelo Michael Seufert que, infelizmente, não se encontra neste momento na Assembleia da República.

Austeridade politicamente correcta

Na passada terça-feira, dia 12 de Abril, o convidado do programa “Olhos nos Olhos” (TVI24, video) foi João Ferreira do Amaral. A sua intervenção inicial incluiu o seguinte (meu destaque):

“Do meu ponto de vista penso que não [haverá futuro dentro do euro], ou seja, nós precisamos de um choque de crescimento económico porque com estes crescimentos económicos da ordem de 1%-1,5% não conseguimos, de facto, enfrentar os problemas estruturais graves que temos. E eu não creio que seja possível um choque de crescimento dentro da Zona Euro. A Zona Euro tem demasiadas limitações em termos de política monetária e política orçamental que não permitem que haja um choque, uma dinâmica induzida para fazer crescer a economia. É preciso dar incentivo ao investimento, em particular investimento em sectores de bens que são susceptíveis de exportação ou de substituição de importações e isso a política cambial, neste momento, é crucial.”

Não são declarações novas para o professor do ISEG. Sempre defendeu que Portugal não devia entrar no euro e, agora que lá está, é necessário organizar saída ordeira. Sobre isso escreveu dois livros. Um deles em conjunto com seu colega professor Francisco Louçã.

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Para este economista, a alternativa de desvalorização da moeda tem benefícios dificilmente alcançáveis por uma austeridade interna (que Governo Sócrates tentou aplicar com PEC1, PEC2, PEC3 e, depois de pedido de resgate, através do “Memorando de Entendimento”, tarefa que coube mais tarde ao Governo Passos Coelho). É verdade. Começa por ser não só politicamente correcta (maioria da população não percebe que a consequente subida de preços resulta daquela política estatal) mas também constitucional (corte de rendimentos via inflação não seria chumbada pelos juízes do Tribunal Constitucional).

Mas fica a dúvida: se esta política monetária agressiva é assim tão eficaz para resolver desequilíbrios orçamentais (é uma das medidas exigidas pelo FMI a países em dificuldades com moeda própria), porque razão, nos anos 80 do século passado, semelhante austeridade aplicada por Mário Soares não produziu melhores resultados no crescimento económico?

 

Reunião no Brasil

Reunião de emergência, pelo pessoal da Porta dos Fundos. A reunião teve lugar em 27 de Junho de 2013. Como é claro, não tem nada a ver com o PT e restantes Metralhas associados.

Miguel Morgado interpela Mário Centeno sobre OE 2016

Miguel Morgado questiona Ministro das Finanças no debate o Orçamento

Tory MP heckles Jeremy Corbyn: ‘Who are you?’

Tory MP heckles Jeremy Corbyn: ‘Who are you?’

Frank Capra, j’accuse

É oficial: eu culpo o Frank Capra, com o Mr Smith Goes to Washington, pela candidatura e o sucesso de Trump, pelo allure que deu à ideia do outsider que vai para Washington e enfrenta a corrupção instalada. O Rui já ali em baixo linkou o Alberto Gonçalves, mas trago também para aqui algumas palavras da incredulidade dele com esta possibilidade presidencial de Trump. Não tenho tão grande experiência dos Estados Unidos. Estive umas tantas vezes em Nova Iorque, estive uma vez em Miami e outra em New Orleans e passei um dia em Los Angeles, entre voos do Perú para o Pacífico Sul (e boa parte desse dia foi usado nos estúdios da Universal, o que é uma experiência muito americana e onde, muito adequadamente a este post, havia uma James Stewart Avenue). Mas não deixa de haver paralelismo de abismos entre o Trump político e o GOP e entre Trump e Nova Iorque, que tem as Trump Towers como paradigma da falta de gosto ostensiva dos anos 80. Isto numa cidade onde (ao contrário da ideia feita do americano rico) os milionários e endinheirados novaiorquinos transportam pelas ruas sinais de considerável riqueza da forma mais discreta e understated possível. É a senhora do Upper East Side que anda pelas ruas às compras num sobretudo de caxemira Oscar de La Renta apenas identificado pelo corte impecável e pelo toque, ou uma carteira Bottega Veneta (nada com logotipos, cruz credo), ou faz jogging com uns discretos ténis Chanel. A anos luz do espalhafatoso Trump, que nem enjeita ir pavonear-se para reality shows.

Já do outro lado, Hillary lá ganhou no Nevada ao Mr. Magoo. Que é uma personagem curiosa. Desde logo porque se recusa a aceitar as derrotas (parece Costa) – e quando ganhou no New Hampshire não conseguiu qualquer graciosidade para a candidata derrotada. É um caso muito evidente de um homem de idade já avançada com as dificuldades do costume nestes casos: reconhecer que perdeu para uma mulher – que estas, como se sabe, são sempre derrotas mais amargas para os espíritos pequenos (socialistas e progressistas ou não).

E agora deixo-vos as palavras de Alberto Gonçalves. E o vídeo do momento do philibuster de James Stewart no filme da culpa. Para verem que afinal até o Mr Smith é melhor que Trump. Há oito anos eu gozava com o enlevo mundial com os discursos de Obama dizendo que pareciam escritos por Aaron Sorkin, o argumentista de West Wing. Já os discursos de Trump parecem uma confrangedora redação caceteira de um miúdo de 12 anos.

Os candidatos “tradicionais” de ambos os partidos, fossem Rubio ou Cruz, fosse Hillary, eram deprimentes quanto baste. Os candidatos “surpresa” são outra coisa completamente diferente. Enquanto sociedade, o grande mérito da América tem sido a capacidade de enfraquecer os diversos radicalismos em prol de uma alternativa civilizacional eficaz. É um lugar de equilíbrios, que sempre reagiu às rupturas sociais com decência e rapidez. A orientação para o “centro”, com os inúmeros defeitos deste, poupou a América a arrebatamentos totalitários. Hoje, por razões que não cabem aqui, os senhores Trump e Sanders elegeram o “centro” como o inimigo. Se os americanos elegerem um deles, a América que conhecemos está em risco. E o mundo, pelo menos o meu, também.’

Isto sim, é revolucionário

Ontem alguém dizia que o efeito da audição das ondas gravitacionais na exploração do Universo era equivalente a um surdo começar a ouvir de repente. Mas o mais impressionante é que um homem tenha teorizado há 100 anos algo que só agora se comprovou ser verdade. É como se alguém previsse hoje que, com base em estudos e cálculos, extraterrestres chegariam à terra dentro de um século e 100 anos depois eles aterrassem no Central Park.

O poder da ilusão sobre os iludidos

Totos

O primeiro-ministro deve “viver” numa realidade alternativa e espera que todos partilhem dessa ilusão. Observador:

António Costa não gosta de pôr as culpas em Bruxelas, mas afirmou, neste sábado, que “o Orçamento do Estado estava melhor antes da intervenção da Comissão Europeia”.

Pois… não olhem aos detalhes. Os números apresentados são mais importantes que as fórmulas usadas para os atingir. Fechem os olhos e acreditem na capacidade da geringonça tornar realidade o mais fantástico sonho. Existem unicórnios!

Só quem já viu o filme Inception (“A Origem”) percebe o seu significado, mas Costa e seus acólitos estão a precisar de um totem (objecto que que permite distinguir sonho de realidade):

 

Freud explica (o complexo da geringonça)

António Costa chama “primeiro-ministro” a Passos Coelho