Centenas de milhões de Euros desorçamentados

http://pasc-plataformaactiva.blogspot.pt/2013/09/fundo-de-estabilizacao-financeira-da.html

Após este comentário da PASC – Plataforma Activa dos Reformados criticando a instrumentalização do FEFSS pelo Governo anterior que obrigou a comprar dívida Pública através de Portaria , aguardamos com ansiedade e muito interesse o novo comunicado desta Plataforma, criticando o actual Governo pelo uso de 1.400 milhões de euros das nossas futuras reformas para fins de política econômica deste Governo, aplicando este montante num mercado imobiliário de arrendamento a preços “acessíveis” ou subsidiados.

A diferença, esclareço a PASC, é que o anterior Governo na fixação dos limites que constam da Portaria que regula os investimentos do FEFSS não disse que a dívida tinha que ser comprada com juros mais baixos em detrimento dos futuros reformados. Aliás, dado o contributo para o crescimento do património do FEFSS, graças à subida de valor das aplicações feitas, a decisão de comprar instrumentos de dívida pública em mais de 75% da carteira não sendo boa à luz de critérios de prudência foi extraordinariamente positiva em termos de rentabilidade. 

Mas este Governo não impõe apenas um limite a uma classe de activos, por Portaria do Ministro da tutela do FEFSS, como fez o anterior Governo. 

Impõe mais e diz mais: impõe de facto uma perda aos futuros reformados, pois diz que serão os 1.400 milhões de Euros aplicados em arrendamentos subsidiados (no caso da dívida pública teria que ser a taxas de juro mais baixa), o que contraria a lógica das avaliações que a CMVM obriga para os fundos imobiliários, em que os valores de mercado servem de referência para a valorização do património. 

Impõe por isso, esta decisão governamental uma perda imediata, ou seja, a diferença entre a taxa de rentabilidade obtida neste arrendamento subsidiado, digamos 3 ou 4% (sendo otimista no resultado obtido) e a taxa de mercado das aplicações imobiliárias, digamos 6,5%. Se pensarmos numa aplicação como esta, a longo prazo, um rombo de 3 pontos percentuais por ano nos próximos 20 anos, produzirá um resultado negativo de umas largas centenas de milhões de Euros no presente. Que não saem do Orçamento do Estado, saem do bolso dos futuros pensionistas.

Para além disso impõe  uma aplicação concreta numa subclasse do imobiliário, que nem sequer é a mais interessante, ou seja, seria como se o anterior governo tivesse dito que o FEFSS tinha que adquirir as OTs concretas com taxa 4,25% e amortização em 2041, porque do ponto de vista da gestão da sua curva de amortizações era a que mais lhe conviria para a política econômica prosseguida.

Será que os tribunais não têm uma palavra a dizer? 

Será que Tribunal Constitucional não será chamado a pronunciar-se? 

Será que a PASC , acima citada , não se indignará? 

Será que o PR no âmbito das suas relações privilegiadas com o Governo não procurará fazer pedagogia mudando esta ideia? 

Será que a nossa sociedade civil não se revolta?

Não, nada disso, tasse bem na República Socialista do Portugalistão. 

O Público deseduca

Quando os TpC se transformam num pesadelo em tempos de férias” e “E se jogar com o seu filho em vez de fazer uma ficha?” são os títulos do Público na página 2 e 4 desta edição de domingo de Páscoa. Revelam tanto de uma forma de olhar e estar na Educação das crianças que até revolta. Só faltava usarem também  “Os pais reclamam da falta de alternativas que as escolas dão nas férias escolares”, para agravar o enfado.

Gostaria tanto que os títulos fossem antes “Os TpC são uma vantagem para o sucesso escolar” e “Brinque com o seu filho, ensinando a concentração numa ficha escolar“. Mostraria o lado bom de termos uma vida estudantil saudável e positiva perante o futuro escolar em família.

Mas para escrever assim é preciso ter outra atitude e não andar na gargalhada que a nossa educação se vai transformando.

Prémio Nobel-Lemon (daqueles ácidos)

  
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias_primas/detalhe/ministro_da_economia_apela_aos_portugueses_para_nao_abastecerem_o_carro_em_espanha.html
Em articulação perfeita entre dois professores doutores de eminentes universidades internacionais da área económica , assistimos no último mês à revolução no pensamento económico, digno provavelmente, da Academia de Estocolmo proporcionar o prémio Nobel-Lemon já muito usado noutras áreas. A este prémio também concorre Pablo Iglesias com inúmeras iniciativas em Espanha.

Passo a esclarecer: como forma de criar estímulos à actividade económica  (o famoso “crescimento” que a oposição durante 4 anos andou a proclamar) o Governo da geringonça decidiu dar um aumento de 2 euros aos pensionistas e algumas centenas de euros aos “sofredores” da CES ao mesmo tempo que aumentava o ISP e outros impostos indirectos. Com o aumento conjugado do imposto sobre os produtos petrolíferos e de 40% do valor da matéria prima, no espaço de apenas um mês (houve a virtude de acertar nos mínimos , de acordo com um relatório da IEA divulgado esta semana) , o Prof Dr. Ministro das Finanças deve-se ter assustado com a receita fiscal e vai daí pede ao Prof. Dr. Ministro da Economia  para fazer algo que faz todo o sentido económico : que os portugueses comprem mais caro quando podem comprar mais barato. Não quis apelar , até agora, ao Ministro do Interior e proibir a saída do país com finalidade de abastecimento do depósito de combustível. Se a Mariana Mortagua ocupasse o lugar no ministério do interior  não sei se não teríamos já uma lei a proibir o abastecimento em Espanha e Andorra.
Assim emergiram duas leis da Economia inovadoras e merecedoras do tal Prémio Nobel-Lemon: um aumento de imposto cria crescimento económico e um aumento de preço deve ser acompanhado de maior procura desse bem. 

Esperamos ansiosamente pelos novos papers destes ilustres economistas que digam que o aumento do salário mínimo cria emprego…Ahh, um deles até já escreveu algo sobre o assunto, mas dizia o contrário. 

Não faz mal , a economia destes economistas molda-se à política destes governantes !

Sr. ministro, o barril do petróleo já está nos 37,25 Dólares

Desde o mínimo atingido há pouco mais um mês , o valor do barril do petróleo, medido pelo futuro do Brent (LCOc1) subiu 10 USD, ou 37,5%. Um valor de grandes dimensões e que não deverá deixar ficar ninguém indiferente, em especial o nosso ministro das finanças, que precisamente há cerca de um mês anunciava o aumento do ISP com base na peregrina ideia de que o preço do petróleo baixo fazia com que as receitas de imposto (que é fixo por litro) sobre os produtos petrolíferos descessem. E não esperando pela aprovação orçamental na AR , por portaria do dia 11 de Fevereiro , implementava um brutal aumento do ISP. 

Chegados a este momento, e recordando a promessa do sr ministro Mário Centeno aquando da introdução desta medida,  teremos um desagravamento do ISP nos próximos dias através de portaria?  E quando é que as empresas em geral vão saber como compensam este aumento de ISP nas suas contas de forma a que seja neutral conforme foi prometido ? 

Recordando as palavras do seu Sec. de Estado proferidas no dia 11 de Fevereiro, “da mesma maneira que será possível aliviar o ISP se o preço dos combustíveis aumentar, também se deve dizer que será até desejável ponderar um outro aumento se muito significativamente o preço dos combustíveis se reduzir”.

Palavra dada será palavra cumprida?

Talvez não o seja, em nome da tal inovação denominada “austeridade expansionista” apresentada neste OGE !

Uma dor sem dor, que chegará a pneumonia

Ao contrário de outros ilustres economistas e politólogos acredito que o país vai sofrer por mais algum tempo , talvez uma legislatura, o efeito catastrófico  da governação da geringonça de esquerda. Ela ainda agora está a dar os primeiros passos.

E acredito nisso por duas ordens de razões : umas políticas e outras económicas.

Por um lado a aliança na esquerda sabe bem quais são as linhas vermelhas e sabem o que compraram cada um quando firmaram os pseudo-acordos post eleitorais. Sabem bem que ainda tem muitos votos para comprar na sua base “flutuante” de apoio junto do funcionalismo público e dos “pobres” que não tem carro, nem fumam, nem bebem e só vão ao restaurante aos domingos . Sabem por isso que têm que continuar a deixar passar os OGE e outras leis quando o líder da oposição PPC não mostrar o jogo por antecipação (como fez no caso Banif). É que o Costa acenará ao BE e ao PC (porventura esquecendo-se dos Verdes) o bicho papão dos neo-liberais e a  potencial perda de influência dos sindicatos dos transportes se não o deixarem conduzir a geringonça. Claro que a estratégia tem limites, mas nada que a imprensa mansa não suavize e maquilhe.

Do lado económico, existem 3 factores a prolongar esta geringonça para além do que é desejável para Portugal. Em primeiro lugar existem uns cofres cheios (tal como entre 1974 e 1975) ao contrário de 2011 e por isso os amigos podem ir pensando nas próximas obras públicas que irão realizar e reactivar a economia . Em segundo lugar os juros de curto prazo (BTs com taxas negativas) e os spreads aplicados na economia real pelos bancos são modestos a luz do que se passou em 2011/2013 e este factor fará com que o calendário e mecanismo de financiamento do Estado se vá alterando ao sabor das necessidades desta geringonça (veremos no entanto se o IGCP aceitará esta postura). Em terceiro lugar os factores de crescimento do PIB, exportações e Turismo, tenderão a consolidar-se e a permitir acomodar desvios importantes nas previsões de consumo Privado que se irão notar após este agravamento fiscal do OGE 2016.

Nos próximos anos iremos sentindo uma dor, sem doer muito, porque os supositórios Ben-u-ron farão milagres num eleitorado que quer ser enganado (mas de preferência não pelos pseudo liberais). O problema virá depois com as injecções de penicilina, quando a gripe da geringonça se converter na pneumonia e alguém tiver que ser chamado para curar. 

Adivinhem quem? 

Pato Donald Costa

http://www.nytimes.com/politics/first-draft/2016/02/03/donald-trump-tells-crowd-in-arkansas-i-think-i-came-in-first-in-iowa/

Usando uma tradição muito querida entre alguns políticos portugueses e descoberta nas eleições de 2015, o candidato Republicano à nomeação para as eleições presidenciais nos EUA, decidiu declarar que era vencedor de umas eleições primárias no Iowa em que tinha ficado em segundo e atrás do candidato Ted Cruz por mais de 3 p.p.

Tenho dúvidas que Donald Trump se alie com alguém para conquistar a Presidência, para além da sua própria imagem no espelho, seja ou não engraçadinho. Por outro lado as semelhanças com o tom de pele e de cabelo do actual PM português são escassas. No entanto a capacidade de re-interpretar os resultados de um dia eleitoral a seu favor permitem acalentar que um dia os EUA terão um Presidente a mandar embora todos os mexicanos e muçulmanos para os seus países de origem.

Já o nosso PM terá que esperar que não haja mexicanos, nem muçulmanos a querer vir para Portugal para evitar a aritmética e a contabilidade difícil dos seus aliados com as integrações e os direitos sociais das minorias.

Mas ainda que sem mexicanos o nosso Costa não se vai livrar de uma segunda vaga de brasileiros empurrados pelos êxitos económicos da petista Dilma, em especial se eles tiverem conversado antes com os amigos que por cá andaram numa primeira vaga e saibam quão magnânimo é o contribuinte português .

Há patos para todos os gostos , seja entre o eleitorado brasileiro, português ou americano. No final exclamarão todos eles “quack, quack” tal como o Pato Donald, o que traduzido quer dizer : fui depenado !!!

Zika e Zico

Depois da gripe das aves, da febre das vacas loucas, do vírus Ébola e das famosas polémicas sobre a Hepatite C que ninguém sabe exactamente quanto custam ao SNS , temos uma nova epidemia da OMS e da indústria farmacêutica nos Media, já com contornos de pandemia nas Américas, onde os mosquitos e o Zico se destacam na popularidade.

E eu que julgava que a microcefalia era hereditária nos socialistas e os mosquitos só davam comichão …