Menos 1 hora de sono

Porque ainda há quem acredite que somos mais produtivos quando nos obrigam a mudar hora do relógio duas vezes por ano.

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SATA: lições sobre “serviço público”

Hoje, no “Primeiro Jornal” da SIC, vi reportagem sobre acumulação de dívida na companhia aérea SATA/Azores Airlines. Passou de €5 milhões em 2007 para €250 milhões em 2017.

Francisco César, deputado PS Açores, filho do líder parlamentar do PS Carlos César, admite ter sido uma opção política para “prestar serviço público” em época de crise a fim de “garantir fluxos turísticos à região”.

Só que easyJet e Ryanair conseguiram aumentar tais fluxos com muito menores custos… Ou seja, os contribuintes açoreanos (e do Continente) agora têm de pagar pelos “voos políticos” do Governo de Carlos César.

Face à situação financeira da SATA, Governo dos Açores procura um “parceiro estratégico” para adquirir 49% do capital. Estratégico? O termo mais adequado é masoquista.

Socialistas (de todos os quadrantes políticos) justificam sempre prejuízos como a necessidade de oferta de “serviço público”. Numa economia de mercado (capitalismo) as trocas são voluntárias. Só ocorrem quando todas as partes acreditam poder beneficiar da transacção. Quando políticos decidem manipular esse harmonioso equilíbrio, alguém terá de ser involuntariamente prejudicado para que outros possam beneficiar. Não é só em política que tal acontece. Só que a essas outras situações chamamos de roubo!

FADO – Futebol, Autoridade, Deus e Osgas

Sobre o endeusamento ao futebol clubístico que vai grassando em Portugal e as consequências e análises fica muito dito no artigo de Alberto Gonçalves no Observador de 10 de Março, cujo link aqui fica para os que quiserem reler.

http://observador.pt/opiniao/jonas-vende-me-a-tua-camisola/

Mas tenho pena que o Alberto Gonçalves não tenha feito a ligação, que me parece bastante óbvia, de que muita da argumentação “ao nível da osga” dos defensores do clube A ou de B no futebol português seja a mesma que em muitos fóruns televisivos e jornalísticos vemos na discussão da coisa política Portuguesa para assuntos sérios e importantes na nossa vida em sociedade, como sejam a sustentabilidade da segurança social, a carga impositiva e regulatória do Estado Centralista, o primado do colectivo sobre as liberdades individuais e tantas outras matérias que nos vão deixando relativamente mais pobres enquanto País.

Simplesmente a objectividade e a racionalidade desaparece quando falamos com a emoção e a paixão clubistica e na política partidária e dos comentadores nada de fundamentalmente diferentes se passa. Há iluminárias (pós) modernas que usam a justificação de que tem que ser assim, ou seja com argumentos “simples” defendendo custe o que custar, contra tudo e contra todos, para poder arregimentar os seguidores dos canais, dos blogs ou das redes sociais para uma causa clubistica ou política .

Como se a razão se obtivesse pelo maior número de adeptos ou número de votos. Dois terços do antigo Bundestag deu o poder absoluto a Adolph Hitler, só para citar a perversão do número, como critério de razão na sociedade (obrigado ao Pedro Arroja por nos lembrar isso ontem). Mais recentemente pouco mais de metade dos britânicos impuseram à outra metade condições de convivência com os europeus que irão trazer pouca prosperidade para eles mesmos nas próximas décadas .

Como ontem ouvíamos alguns de nós numa interessantíssima tertúlia liberal no Porto com a presença de Miguel Morgado, Pedro Arroja e Rui Albuquerque, a Autoridade baseada nas pessoas com conhecimento e na ciência , está , infelizmente , em vias de extinção numa sociedade ela própria em mutação para um Novo Mundo em que o combate passa pelos exércitos de analfabetos a tweetar influenciando o voto de todos. Mas de borla, se quiserem acreditar.

Tal Mundo Novo representa uma clara evolução para os analfabetos que há centenas de anos empunhavam lanças e espadas no campo de batalha em que os exércitos se enfrentavam, ainda que a troco de terras ou pão que a Autoridade lhes prometia.

Nota de Rodapé (para quem tiver lido o Alberto Gonçalves até ao fim): haja uns doutorados no estudo da igualdade do género no ISCSP (a casa onde Pedro Passos Coelho irá leccionar) que a extinção da raça humana será melhor debatida no próximo Prós e Contras, que terei o desprazer de financiar com a taxa que a EDP me cobra ilegitimamente.

Incendiários

Sugiro que a reforma da floresta comece por reformar os incendiário através de uma prisão efectiva, sem comutação de pena, redução de pena ou substituição de pena de qualquer tipo. Ou com qualquer atenuante que permita a prisão domiciliária. Simplesmente os mais de 400 incendiários conhecidos e catalogados na Justiça pirtuguesa iriam passar férias de Maio a Outubro com trabalho comunitário FORA das matas portuguesas. 

E como o Estado está envolto numa neo-austeridade socialista proponho que se concessionem prisões especiais ao Grupo Barraqueiro que tenham sido construídas por agentes privados do Regime. 

A coerência no primeiro dia após o fim da Campanha Autarquica

Como se não bastasse um timing “ideal” na entrevista concedida ao DN pelo quinto elemento da Lista do PSD  à Assembleia Municipal de Lisboa, os ataques à sua lider de Lista em que participa, Sofia Vala Rocha revela uma coerência parecida com Antonio Costa na sua Governação: vale tudo e o seu contrário para sair bem na foto.

Taiwan, Trump e o início da terceira grande guerra

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A capacidade que Trump tem, involuntariamente, em proporcionar a exposição de profundas contradições de discurso à esquerda e à direita deverá, a seu tempo, servir de case study nos mais prestigiados cursos da área por este globo fora. Argumentar que o presidente-eleito da maior potência mundial não deveria conversar ao telefone com uma governante democraticamente eleita de forma a não ofender terceiros é próprio de uma geração de políticos e paineleiros cujos problemas de coluna me ofereceram uma pseudo-carreira como blogger.

Já no Brexit, à direita, pesavam os argumentos económicos, não fosse a soberania, esse artefacto que pouco diz à modernidade estabelecida, incomodar negociatas. Os tecnocratas de serviço, uma classe formada no economês das business schools desta vida, para quem a história e a cultura são luxos parasitários de rodas dentadas pouco produtivas e cuja profundida ideológica, por escrito, caberia numa nota de 5, querem convencer-nos que fazer o correcto de nada vale sem o lucro como amparo.

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O PS e Salazar – uma admiração revelada

O voto que o Partido Socialista apresentou a chorar Fidel Castro serviria sem muitas alterações para branquear Salazar. Na verdade pode ler-se assim sem grande imaginação.

Nem falta a violação dum povo inteiro ao assinalar-se o luto que os cubanos assinalam do falecido ditador. Como cá no Estado Novo, também o povo cubano é prostituído para servir de bandeira de quem branqueia um ditador que morre num sistema que não permite a celebração de quem sofre e sofreu 50 anos no criminoso regime – e é obrigado a assistir que no estrangeiro isso seja motivo de gozo e diversão por supostos democratas.

O PS do Tempo Novo é afinal o PS do Estado Novo. Do de foice e martelo, em vez do de Deus, Pátria e Família, mas igual no essencial. Depois estranhem o sucesso dos Trumps e das Le Pens desta vida.

Todos os fascistas são gordos

O Ricardo Paes Mamede, sujeito de que nunca ouvi falar mas que, segundo me indicam, reúne alguns afectos cá no burgo, decidiu estabelecer uma relação de causa-efeito entre a obesidade, o alcoolismo, a diabetes e a falta de exercício físico e a vitória de Donald Trump. Em Portugal, onde Gramsci reina, cultura e esquerda andaram sempre numa partilha de lençóis nada púdica e pouco saudável. Isso conduz a que, por um lado, todo o cantor, escritor ou pintor – basicamente todo o criador – tenha palco para debitar alarvidades e que, por outro lado, uma inspiração quase que artística invada as luminárias da academia, atingindo estas o pleno da sua criatividade nas mais bizarras propostas e declarações. 

No entanto, uma ressalva. Desde que deixei o ginásio que reparo em sintomas de que as minhas posições se têm extremado. O que, há uns anos, era uma sujeita simpática que de mim discordava, hoje é uma temível feminazi. Pinochet tornou-se uma piada recorrente e não são poucas as vezes em que me vejo evocar Salazar com um carinhoso Tio. Depois temos outros casos. O Colectivo Insurgente é maioritariamente constituído por gente que gosta de lhe dar no copo, no Mises o problema é igual ou maior. Ora há aqui, de facto, uma interessante correlação entre a pinga e as tendências facho-neoliberais que merece tratamento estatístico. Hão-de reparar, por exemplo, que os deputados da direita são bem mais gordos que os da esquerda, o que me leva a crer que o processo de acumulação de riqueza contemporâneo de que nos fala David Harvey atingiu uma nova etapa: a da acumulação de gordura.

Convém recordar que tendências pós-modernas como lanchar comida de passarinho, não comer carne, frequentar aulas de zumba ou pilates, atraem tendencialmente mais malta de esquerda, tudo pessoal muito boa onda e moderno que considera que fazer uma peregrinação à bairrada para assassinar porquinhos e tomar banho em espumante é uma actividade demodé, desprovida de consciência de classe, mais própria do patriarcado opressor. E assim, caros amigos, podemos concluír que o senhor não estava, de modo algum, errado. Ler o Observador engorda. E os gordos não sabem votar.

As vacas do Brexit

Consta que no Reino Unido não havia vacas voadoras há uns anos atrás, por isso prefiro mantermo-nos afastados de referendos sobre a UE neste cantinho luso, não vão as “vacas loucas” pensar que os juros da dívida em escudos seriam os mesmos que em Euros.
(Nota de edição de 28/06/2016 – o gráfico da direita é falso, aliás a doença das vacas loucas teve um surto em 2002 e não 1992. Espero que tenham gostado da ironia).

A Europa e os Ingleses, por mim e por Paulo Portas

Dos saudosos tempos em que Paulo Portas era o líder que a Direita merecia, por contraste com o líder que a direita veio a ter – numa versão desfalcada dele próprio, como aqueles filmes que se perdem na sala de edição e nos deixam para a posteridade a dúvida pertinente de como teriam ficado sem as cenas cortadas. A dicotomia entre “dúvida dos lúcidos” e a “fé nos espertos” expõe com brilhantismo o pensamento conservador – assente em mecanismos arcaicos como o bom senso – em confronto com o pensamento progressista – que sem muita conversa abre as pernas às serenatas dos amanhãs que cantam.

Berço da democracia moderna, o velho reino não aceita lições sobre a vontade popular nem diktats regados em Bruxelas a bom vinho pago pelo contribuinte. Como PP apontou, Bruxelas tem um efeito nefasto nos nossos políticos, já de si abestalhados de nascença. A transformação do político que vai de Lisboa para Bruxelas é semelhante áquela do que vai do Porto para Lisboa, a não ser no grau de aburguesamente, que é exponencialmente maior. Um tipo estava aqui descansadinho a debater os impostos ou os pensionistas levado com um bairrada e, quando dá por si, já se ocupa em longas dissertações, lubrificadas a champanhe do melhor, sobre a socialização dos porcos – literalmente os porcos, não os colegas.

Quem pensam então que são estes velhacos bárbaros da “Old Britain” que ousam optar pela via radical de seguir o seu próprio destino sem dar satisfações a uma vasta gama de poderes maioritariamente não eleitos ? Desta feita até que afrontam o brilhantismo dos comissários europeis, cuja passagem pelas mais nobres instituições de ensino do continente e arredores e o longo convívio com o luxo e o glamour de plástico dos novos ricos da política lhes forneceu o direito divino de saber o que é melhor para nós, independentemente da inoportuna opinião que nós – leigos ingratos – pudéssemos tecer sobre o assunto.

Para certos bandalhos, a democracia, essa só aceitável quando o resultado lhes é favorável. Aí estamos perante a vontade soberana do bom povo. Se assim não for, a democracia não é mais que um atraso de vida para a revolução em curso. Os velhos, os analfabetos e toda a essa gente de pé rapado desprovida de canudo – esses traidores de classe – venceram as elites aburguesadas na corte de Estrasburgo e os jovenzinhos diplomadas de mentezinhas muito abertas e tão multiculturais que boicotam o Natal para não ofender ninguém. Os tais que ameaçam despejar milénios de civilização eurpeia na sarjeta de um quarto de banho misto.

Pelo meio da fanfarra esganiçada só faltou intimar o Reino Unido de guerra, entre um discurso de medo que não se ouvia desde a guerra fria, abusivas intrusões de chefes de estado estrangeiros na campanha e diversas comparações de Farage e Boris com Hitler e Trump, que teriam graça não tivessem sido os próprios apoiantes do Leave a utilizar as mesmas tácticas e o mesmo registo das referidas personagens.

Para mim, mais que a saudável vitória da liberdade e a chapada de luva branca aos eurocratas, enche-me de regozijo o ruidoso sofrimento de inúmeras criaturas de carácter e craveira  duvidosas a que vimos assistindo. Eu, como “mau cristão”, não consigo deixar de ficar feliz pela irritação patente no rosto dos burocratas de Bruxelas, nos socialistas, na direita envergonhada e, especialmente, numa comunicação social que nos prestou um horripilante e desonesto serviço nas últimas semanas. Sempre tive para mim que a forma mais fácil de distinguir o bem do mal é ver de que lado estão os vermes. E aqui, é certo, os vermes perderam.

Via João Tavares

Centenas de milhões de Euros desorçamentados

http://pasc-plataformaactiva.blogspot.pt/2013/09/fundo-de-estabilizacao-financeira-da.html

Após este comentário da PASC – Plataforma Activa dos Reformados criticando a instrumentalização do FEFSS pelo Governo anterior que obrigou a comprar dívida Pública através de Portaria , aguardamos com ansiedade e muito interesse o novo comunicado desta Plataforma, criticando o actual Governo pelo uso de 1.400 milhões de euros das nossas futuras reformas para fins de política econômica deste Governo, aplicando este montante num mercado imobiliário de arrendamento a preços “acessíveis” ou subsidiados.

A diferença, esclareço a PASC, é que o anterior Governo na fixação dos limites que constam da Portaria que regula os investimentos do FEFSS não disse que a dívida tinha que ser comprada com juros mais baixos em detrimento dos futuros reformados. Aliás, dado o contributo para o crescimento do património do FEFSS, graças à subida de valor das aplicações feitas, a decisão de comprar instrumentos de dívida pública em mais de 75% da carteira não sendo boa à luz de critérios de prudência foi extraordinariamente positiva em termos de rentabilidade. 

Mas este Governo não impõe apenas um limite a uma classe de activos, por Portaria do Ministro da tutela do FEFSS, como fez o anterior Governo. 

Impõe mais e diz mais: impõe de facto uma perda aos futuros reformados, pois diz que serão os 1.400 milhões de Euros aplicados em arrendamentos subsidiados (no caso da dívida pública teria que ser a taxas de juro mais baixa), o que contraria a lógica das avaliações que a CMVM obriga para os fundos imobiliários, em que os valores de mercado servem de referência para a valorização do património. 

Impõe por isso, esta decisão governamental uma perda imediata, ou seja, a diferença entre a taxa de rentabilidade obtida neste arrendamento subsidiado, digamos 3 ou 4% (sendo otimista no resultado obtido) e a taxa de mercado das aplicações imobiliárias, digamos 6,5%. Se pensarmos numa aplicação como esta, a longo prazo, um rombo de 3 pontos percentuais por ano nos próximos 20 anos, produzirá um resultado negativo de umas largas centenas de milhões de Euros no presente. Que não saem do Orçamento do Estado, saem do bolso dos futuros pensionistas.

Para além disso impõe  uma aplicação concreta numa subclasse do imobiliário, que nem sequer é a mais interessante, ou seja, seria como se o anterior governo tivesse dito que o FEFSS tinha que adquirir as OTs concretas com taxa 4,25% e amortização em 2041, porque do ponto de vista da gestão da sua curva de amortizações era a que mais lhe conviria para a política econômica prosseguida.

Será que os tribunais não têm uma palavra a dizer? 

Será que Tribunal Constitucional não será chamado a pronunciar-se? 

Será que a PASC , acima citada , não se indignará? 

Será que o PR no âmbito das suas relações privilegiadas com o Governo não procurará fazer pedagogia mudando esta ideia? 

Será que a nossa sociedade civil não se revolta?

Não, nada disso, tasse bem na República Socialista do Portugalistão. 

O Público deseduca

Quando os TpC se transformam num pesadelo em tempos de férias” e “E se jogar com o seu filho em vez de fazer uma ficha?” são os títulos do Público na página 2 e 4 desta edição de domingo de Páscoa. Revelam tanto de uma forma de olhar e estar na Educação das crianças que até revolta. Só faltava usarem também  “Os pais reclamam da falta de alternativas que as escolas dão nas férias escolares”, para agravar o enfado.

Gostaria tanto que os títulos fossem antes “Os TpC são uma vantagem para o sucesso escolar” e “Brinque com o seu filho, ensinando a concentração numa ficha escolar“. Mostraria o lado bom de termos uma vida estudantil saudável e positiva perante o futuro escolar em família.

Mas para escrever assim é preciso ter outra atitude e não andar na gargalhada que a nossa educação se vai transformando.

Bruxelas, hoje

  
Não, perdão. Feira de Espinho, ontem. 

Prémio Nobel-Lemon (daqueles ácidos)

  
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias_primas/detalhe/ministro_da_economia_apela_aos_portugueses_para_nao_abastecerem_o_carro_em_espanha.html
Em articulação perfeita entre dois professores doutores de eminentes universidades internacionais da área económica , assistimos no último mês à revolução no pensamento económico, digno provavelmente, da Academia de Estocolmo proporcionar o prémio Nobel-Lemon já muito usado noutras áreas. A este prémio também concorre Pablo Iglesias com inúmeras iniciativas em Espanha.

Passo a esclarecer: como forma de criar estímulos à actividade económica  (o famoso “crescimento” que a oposição durante 4 anos andou a proclamar) o Governo da geringonça decidiu dar um aumento de 2 euros aos pensionistas e algumas centenas de euros aos “sofredores” da CES ao mesmo tempo que aumentava o ISP e outros impostos indirectos. Com o aumento conjugado do imposto sobre os produtos petrolíferos e de 40% do valor da matéria prima, no espaço de apenas um mês (houve a virtude de acertar nos mínimos , de acordo com um relatório da IEA divulgado esta semana) , o Prof Dr. Ministro das Finanças deve-se ter assustado com a receita fiscal e vai daí pede ao Prof. Dr. Ministro da Economia  para fazer algo que faz todo o sentido económico : que os portugueses comprem mais caro quando podem comprar mais barato. Não quis apelar , até agora, ao Ministro do Interior e proibir a saída do país com finalidade de abastecimento do depósito de combustível. Se a Mariana Mortagua ocupasse o lugar no ministério do interior  não sei se não teríamos já uma lei a proibir o abastecimento em Espanha e Andorra.
Assim emergiram duas leis da Economia inovadoras e merecedoras do tal Prémio Nobel-Lemon: um aumento de imposto cria crescimento económico e um aumento de preço deve ser acompanhado de maior procura desse bem. 

Esperamos ansiosamente pelos novos papers destes ilustres economistas que digam que o aumento do salário mínimo cria emprego…Ahh, um deles até já escreveu algo sobre o assunto, mas dizia o contrário. 

Não faz mal , a economia destes economistas molda-se à política destes governantes !

Sr. ministro, o barril do petróleo já está nos 37,25 Dólares

Desde o mínimo atingido há pouco mais um mês , o valor do barril do petróleo, medido pelo futuro do Brent (LCOc1) subiu 10 USD, ou 37,5%. Um valor de grandes dimensões e que não deverá deixar ficar ninguém indiferente, em especial o nosso ministro das finanças, que precisamente há cerca de um mês anunciava o aumento do ISP com base na peregrina ideia de que o preço do petróleo baixo fazia com que as receitas de imposto (que é fixo por litro) sobre os produtos petrolíferos descessem. E não esperando pela aprovação orçamental na AR , por portaria do dia 11 de Fevereiro , implementava um brutal aumento do ISP. 

Chegados a este momento, e recordando a promessa do sr ministro Mário Centeno aquando da introdução desta medida,  teremos um desagravamento do ISP nos próximos dias através de portaria?  E quando é que as empresas em geral vão saber como compensam este aumento de ISP nas suas contas de forma a que seja neutral conforme foi prometido ? 

Recordando as palavras do seu Sec. de Estado proferidas no dia 11 de Fevereiro, “da mesma maneira que será possível aliviar o ISP se o preço dos combustíveis aumentar, também se deve dizer que será até desejável ponderar um outro aumento se muito significativamente o preço dos combustíveis se reduzir”.

Palavra dada será palavra cumprida?

Talvez não o seja, em nome da tal inovação denominada “austeridade expansionista” apresentada neste OGE !

Uma dor sem dor, que chegará a pneumonia

Ao contrário de outros ilustres economistas e politólogos acredito que o país vai sofrer por mais algum tempo , talvez uma legislatura, o efeito catastrófico  da governação da geringonça de esquerda. Ela ainda agora está a dar os primeiros passos.

E acredito nisso por duas ordens de razões : umas políticas e outras económicas.

Por um lado a aliança na esquerda sabe bem quais são as linhas vermelhas e sabem o que compraram cada um quando firmaram os pseudo-acordos post eleitorais. Sabem bem que ainda tem muitos votos para comprar na sua base “flutuante” de apoio junto do funcionalismo público e dos “pobres” que não tem carro, nem fumam, nem bebem e só vão ao restaurante aos domingos . Sabem por isso que têm que continuar a deixar passar os OGE e outras leis quando o líder da oposição PPC não mostrar o jogo por antecipação (como fez no caso Banif). É que o Costa acenará ao BE e ao PC (porventura esquecendo-se dos Verdes) o bicho papão dos neo-liberais e a  potencial perda de influência dos sindicatos dos transportes se não o deixarem conduzir a geringonça. Claro que a estratégia tem limites, mas nada que a imprensa mansa não suavize e maquilhe.

Do lado económico, existem 3 factores a prolongar esta geringonça para além do que é desejável para Portugal. Em primeiro lugar existem uns cofres cheios (tal como entre 1974 e 1975) ao contrário de 2011 e por isso os amigos podem ir pensando nas próximas obras públicas que irão realizar e reactivar a economia . Em segundo lugar os juros de curto prazo (BTs com taxas negativas) e os spreads aplicados na economia real pelos bancos são modestos a luz do que se passou em 2011/2013 e este factor fará com que o calendário e mecanismo de financiamento do Estado se vá alterando ao sabor das necessidades desta geringonça (veremos no entanto se o IGCP aceitará esta postura). Em terceiro lugar os factores de crescimento do PIB, exportações e Turismo, tenderão a consolidar-se e a permitir acomodar desvios importantes nas previsões de consumo Privado que se irão notar após este agravamento fiscal do OGE 2016.

Nos próximos anos iremos sentindo uma dor, sem doer muito, porque os supositórios Ben-u-ron farão milagres num eleitorado que quer ser enganado (mas de preferência não pelos pseudo liberais). O problema virá depois com as injecções de penicilina, quando a gripe da geringonça se converter na pneumonia e alguém tiver que ser chamado para curar. 

Adivinhem quem? 

#ConselhosdoCosta (do António)

A EDP não vai gostar deste conselho 

 

Pato Donald Costa

http://www.nytimes.com/politics/first-draft/2016/02/03/donald-trump-tells-crowd-in-arkansas-i-think-i-came-in-first-in-iowa/

Usando uma tradição muito querida entre alguns políticos portugueses e descoberta nas eleições de 2015, o candidato Republicano à nomeação para as eleições presidenciais nos EUA, decidiu declarar que era vencedor de umas eleições primárias no Iowa em que tinha ficado em segundo e atrás do candidato Ted Cruz por mais de 3 p.p.

Tenho dúvidas que Donald Trump se alie com alguém para conquistar a Presidência, para além da sua própria imagem no espelho, seja ou não engraçadinho. Por outro lado as semelhanças com o tom de pele e de cabelo do actual PM português são escassas. No entanto a capacidade de re-interpretar os resultados de um dia eleitoral a seu favor permitem acalentar que um dia os EUA terão um Presidente a mandar embora todos os mexicanos e muçulmanos para os seus países de origem.

Já o nosso PM terá que esperar que não haja mexicanos, nem muçulmanos a querer vir para Portugal para evitar a aritmética e a contabilidade difícil dos seus aliados com as integrações e os direitos sociais das minorias.

Mas ainda que sem mexicanos o nosso Costa não se vai livrar de uma segunda vaga de brasileiros empurrados pelos êxitos económicos da petista Dilma, em especial se eles tiverem conversado antes com os amigos que por cá andaram numa primeira vaga e saibam quão magnânimo é o contribuinte português .

Há patos para todos os gostos , seja entre o eleitorado brasileiro, português ou americano. No final exclamarão todos eles “quack, quack” tal como o Pato Donald, o que traduzido quer dizer : fui depenado !!!

Zika e Zico

Depois da gripe das aves, da febre das vacas loucas, do vírus Ébola e das famosas polémicas sobre a Hepatite C que ninguém sabe exactamente quanto custam ao SNS , temos uma nova epidemia da OMS e da indústria farmacêutica nos Media, já com contornos de pandemia nas Américas, onde os mosquitos e o Zico se destacam na popularidade.

E eu que julgava que a microcefalia era hereditária nos socialistas e os mosquitos só davam comichão …