What this is about is bad ideas

Não sei se é por ser um gajo porreiro se é por ser um liberal que acha que todos, absolutamente todos, têm direito ao pensamento e expressão livre, sou amigo de gente from all walks of life e que professam (o termo é este mesmo) as mais variadas ideologias. Desde gajos que se acham fascistas, nazis, social-democratas, socialistas, conservadores, comunistas ao raio que os parta. E todos sem excepção são gente boa que aprecio e cuja amizade agradeço. Todos eles são capazes de discutir comigo, argumentar e debater, todos eles sabem do que falam, leram conhecem de Hegel e Fichte a Marx e Engels com os outros todos pelo meio. Só não consigo ser amigo de imbecis, isso não consigo nem tenho nenhum.

O Imbecil é uma espécie em expansão, o Imbecil não pensa, “sente”, o Imbecil, de tanto amar a Humanidade é incapaz de amar uma pessoa. O Imbecil não vê pessoas, vê conjuntos. O Imbecil é perfeitamente capaz de concordar comigo se eu disser “cada pessoa é única e insubstituível” e que não se substituiu um pai, uma mãe, um filho, um amigo. Mas, logo a seguir, o Imbecil defende o extermínio de uma categoria qualquer, seja ele cristão, judeu, muçulumano, nazi, fascista, comunista, capitalista ou “inimigo do povo”, só porque sim. O Imbecil vive num organismo borg com dificuldades sinápticas e encontra-se cada vez mais entre social-democratas, SJWs e tolerantes, dos que se dizem fartos de intolerância. Dois exemplos: um amigo meu americano, boa gente p’a caralho, com tendências leninistas, está exasperado com a intolerância com isto dos supremacistas de Charlottesville e, no Facebook, oferece ajuda a quem precisar, excepto a homens brancos heterossexuais. É incapaz de pensar em pessoas, tudo se resume a categorias que são o que define as características de cada um. Para ele, por definição, um homem branco heterossexual não merece ajuda. Ainda por definição, homem branco heterossexual (como ele próprio) é culpado seja lá do que for que lhe apeteça. Outro exemplo é o da foto acima. No tempo em que participava do twitter este gajo era um tipo razoável, socialista, um gajo porreiro. Vem agora apelar que se matem os que ele acha que são nazis. A ver: que se matem pessoas por causa de diferenças ideológicas, diz que é legítima defesa. Noutro tweet bloqueia uma das melhores pessoas que conheço, meu amigo, liberal, porque diz ele, se comparam nazis e “estalinistas”, uma maneira de ele próprio (reduzido à imbecilização) e de forma pouco subtil, branquear o comunismo que foi a menção que o meu amigo fez devidamente contextualizada.

Enfim, a imbecilização em curso é com certeza uma coisa muito humana. Não sei porquê chateia-me, não consigo aturar O Imbecil e cada vez há mais. A este ritmo morro sem amigos. Já agora, ide, ide ler este artigo do Jeffrey Tucker de onde retirei o título:

The Violence in Charlottesville

De caminho recomendaria o extraordinário (sou o rei das hipérboles)

“Freedom and Its Betrayal: Six Enemies of Human Libertydo Isaiah Berlin

talvez lendo consigam olhar-se ao espelho e ter vergonha na cara, sejam vocês social-democratas, fascistas, nazis, socialistas, comunistas ou o raio que vos parta. E perceber porque arriscam a serem vocês próprios a encarnação d’O Imbecil.

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Remaking Latin American Politics

Uma perspectiva excessivamente conspirativa (a extrema-esquerda tende a projectar nos outros uma replicação dos seus próprios padrões de organização) e muito marcada ideologicamente, mas ainda assim interessante sobre o notável trabalho de Alejandro Chafuen e da Atlas Network na defesa e promoção da liberdade por todo o mundo: Sphere of Influence: How American Libertarians Are Remaking Latin American Politics.

Mises, o economista

Ironicamente, o economista mais importante do Séc. XX não é considerado economista por muitos dos economistas dos dias de hoje, o que explica também (em parte) que seja possível fazer uma licenciatura em Economia sem sequer ouvir o seu nome: Afinal Mises era economista ou não? Por Pedro Almeida Jorge.

Nova Cidadania 62

Está à venda o nr 62 da revista Nova Cidadania, que inclui um dossier especial sobre comércio internacional para o qual eu e Carlos Guimarães Pinto fomos dois dos autores que contribuíram.

Nancy MacLean e James Buchanan

MacLean on James Buchanan: Fake History for an Age of Fake News. Por David Gordon.

Nancy MacLean’s book was published only a short time ago, but already it has attracted considerable attention. She has uncovered, she tells us, a conspirator against the public interest. James M. Buchanan, the winner of the Nobel Prize for Economics in 1986, was at the center of a nefarious campaign to reverse the needed social changes, supported by the vast majority of Americans, that followed the Supreme Court’s decision in Brown v Board of Education in 1954. Buchanan devised a scheme to privatize Virginia’s schools, in order to maintain segregation. This failed, but Buchanan did not abandon his reactionary campaign. To the contrary, he continued throughout his long life his efforts to destroy popular programs like Social Security. He took time off from his Herculean labors to help shore up the Pinochet regime in Chile. Later, ensconced at George Mason University, he helped train other soldiers of reaction.

I have hesitated to review the book, because many writers have already exposed the most important of its numerous errors. Although MacLean is a well-known historian who teaches at Duke University and has garnered many honors in her career, she makes mistakes that would disgrace a tyro.

Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais – IEP-UCP

Está em curso a 1ª fase de candidaturas à melhor Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Portugal – a do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Eu, Sebastião Pereira

Dou a boa-nova que a colega Fernanda Câncio já descobriu quem pagou as contas das férias em Formentera.

O Exame

Public Policy and Economics Summer Course – London

É já daqui a menos de um mês, na segunda metade de Julho e primeiros dias de Agosto, que terá lugar na St Mary’s University, em Londres, o Public Policy and Economics Summer Course que desenhei e dirijo conjuntamente com Philip Booth.

O curso faz parte de uma nova parceria de St. Mary’s com a Universidade de Warwick e terá lugar no campus da SMU em Strawberry Hill e entre os oradores convidados incluem-se o Chief Economist do Bank of England, Andy Haldane, a ex-Ministra britânica Ruth Kelly e Chris Snowdon e Stephen Davies do Institute of Economic Affairs. O programa inclui ainda uma palestra de George Akerlof, vencedor do Prémio Nobel da Economia em 2001.

O programa académico inclui visitas ao Bank of England, Houses of Parliament e Hampton Court. Mais informação disponível aqui.

O sistema político português – 8 de Junho

Public Policy and Economics Summer Course in London

Na segunda metade de Julho e primeiros dias de Agosto terá lugar na St Mary’s University, em Londres, o Public Policy and Economics Summer Course que desenhei e dirijo conjuntamente com Philip Booth.

O curso faz parte de uma nova parceria de St. Mary’s com a Universidade de Warwick e terá lugar no campus da SMU em Strawberry Hill.

Entre os oradores convidados incluem-se o Chief Economist do Bank of England, Andy Haldane, a ex-Ministra britânica Ruth Kelly e Chris Snowdon e Stephen Davies do Institute of Economic Affairs. O programa inclui ainda uma palestra de George Akerlof, vencedor do Prémio Nobel da Economia em 2001.

O programa académico inclui visitas ao Bank of England, Houses of Parliament e Hampton Court. Mais informação disponível aqui.

Faith, reason and liberty

Um muito recomendável artigo de Alejandro Chafuen: The Forgotten Hayek: An Antidote For The New Populism?

Then as today the promoters of human freedom were divided in matters of faith and liberty. That division has been costly. F.A. Hayek, wrote about the dangers of separating them, “It is, I think, important that we fully realize that the popular liberal creed, more on the Continent and in America than in England, contained many elements which on the one hand led many of its adherents directly into the folds of socialism or nationalism and on the other hand antagonized many who shared the basic values of individual freedom but who were repelled by the aggressive rationalism which would recognize no values except those whose utility (for an ultimate purpose which was never disclosed) could be demonstrated by individual reason and which presumed that science was competent to tell us not only what is but also what ought to be.”

23 e 24 Maio | Populismo: as suas expressões

Programa completo dispoinível aqui.

A solução final dos trabalhistas

Podia ser uma anedota mas é apenas a realidade. Vai ser animada a campanha dos neo-comunistas britânicos.

A senior aide to Len McCluskey has been installed at Labour HQ to oversee Jeremy Corbyn’s final push in the general election campaign.

Andrew Murray, chief of staff to the Unite general secretary, is heading up the Labour leader’s campaign team under a special secondment from the union, senior sources have confirmed to HuffPost UK.

Murray is a long-standing friend and ally of Corbyn and ex-chair of the Stop the War Coalition which led protests against the Iraq war. (…)

 

Amanhã em Lisboa: RBI em discussão

Amanhã estarei na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para participar a partir das 14:30 numa mesa redonda dedicada ao tema “Introdução do RBI em Portugal: avaliação da sua necessidade e viabilidade”, integrada num workshop sobre RBI que decorre ao longo de todo o dia.

Os outros intervenientes no debate serão Carlos Farinha Rodrigues, Manuel Carvalho da Silva, Renato do Carmo, Martim Avillez Figueiredo, André Barata e Luís Teles Morais, sob moderação de Pedro Araújo.

Dia 18, no IEP-UCP

No próximo dia 18, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa: Seminário “Relançar o crescimento em Portugal: Reforma 2+2+2”.

Estoril Political Forum 2017 – “Defending the Western Tradition of Liberty Under Law”

XXV International Annual Meeting in Political Studies | Estoril Political Forum 2017 “Defending the Western Tradition of Liberty Under Law”
June 26-28, 2017

In 2017, the Estoril Political Forum, which evolved from the International Meeting in Political Studies launched in the Arrábida Convent in 1993, will celebrate its 25th anniversary. This year will also mark the 20th anniversary of the Catholic University’s Institute for Political Studies, whose founding in 1996/97 was inspired by the Arrábida meetings.
The title of this year’s meeting, “Defending the Western Tradition of Liberty Under Law” expresses the commitment that has animated both the Forum and the Institute since their inception. As always, the meeting will bring together a broad range of political perspectives. It will seek to address new challenges while recalling the old lessons bequeathed to us by the “Western Tradition of Liberty Under Law.”

Le Pen, nacionalismo e “globalismo”

Celebrando a derrota de Le Pen… com interrogações europeístas. Por João Carlos Espada.

A primeira grande globalização da era moderna foi iniciada por um Estado-nação — e receio ter de recordar que era já nessa altura bastante antigo e se chamava Portugal. Em seguida, inúmeros estados-nação da Europa seguiram o caminho da globalização — incluindo a Espanha, a Holanda, a Inglaterra e a França, para citar apenas alguns. Depois da derrota da ilusão pós-nacional de Napoleão e depois do Congresso de Viena, em 1815, a Europa e o mundo experimentaram um período sem precedentes de comércio livre baseado em estados descentralizados — que só foi ultrapassado depois da queda do império soviético, em 1989.

Por outras palavras, não vejo qualquer razão empiricamente testável para dizer que o sentimento nacional se opõe necessariamente ao comércio livre e à globalização. Mas há razões para temer essa infeliz dicotomia entre “nacionalismo versus globalismo”: se as pessoas que sentem um legítimo orgulho nacional continuarem a ser confrontadas com essa dicotomia enganadora, podem acabar por escolher o protecionismo — pensando que estão a optar pelo sentimento nacional.

F. A. Hayek and intellectual humility

F.A.Hayek, Free-Market Think Tanks, And Intellectual Entrepreneurs. Por Alejandro Chafuen.

I still recall the first time I heard F.A. Hayek (1899-1992) deliver a major lecture: it was in 1981 at the main hall in the classic building of the old Argentine Stock Exchange. During his presentation, he defended unemployment insurance, especially for those in risky occupations. I was so “radical” at the time after having studied all the books of Ludwig von Mises, Hayek’s mentor and colleague. Hayek’s statement shocked me. I handed in a card with my question and to my surprise, the moderator read it out loud. I’d written, “Ludwig von Mises wrote that in a free and unhampered market occupations with higher risks for unemployment already get a premium in salary, wouldn’t that invalidate the reason you stated?” I was even more surprised when Hayek answered, “as usual, my master was right.” Throughout my life, I’ve had the privilege of meeting many important intellectuals. Intellectual humility is seldom one of their traits. Hayek was different. I decided to learn from his example and began focusing on reading every one of Hayek’s work available to me.

Happy Birthday, Professor Hayek


(foto via Mario Rizzo)

Sail on, sail on…

Leonard Cohen – Democracy

Salazar e Le Pen: a luta continua

Daqui se conclui com relativa evidência: tivesse Salazar tido a “lucidez” de chamar União Nacional Trabalhista ao seu partido único e de chamar às colónias “territórios de resistência ao imperalismo” teria podido contar com Cunhal como seu fiel ministro – tudo o resto seria o Estado Novo como o conhecemos: prisão de opositores (banal desde Lenine), censura prévia na imprensa (nada mais comum no Pacto de Varsóvia) e colonialismo (URSS, alguém?).

 

Isto e mais no Expresso online.

Forbidden Knowledge: Sam Harris entrevista Charles Murray

Vale a pena ouvir com atenção: Forbidden Knowledge – A Conversation with Charles Murray

In this episode of the Waking Up podcast, Sam Harris speaks with Charles Murray about the controversy over his book The Bell Curve, the validity and significance of IQ as a measure of intelligence, the problem of social stratification, the rise of Trump, universal basic income, and other topics.

Charles Murray is a political scientist and author. His 1994 New York Times bestseller, The Bell Curve (coauthored with the late Richard J. Herrnstein), sparked heated controversy for its analysis of the role of IQ in shaping America’s class structure. Murray’s other books include What It Means to Be a Libertarian, Human Accomplishment, and In Our Hands. His 2012 book, Coming Apart: The State of White America, 1960-2010 describes an unprecedented divergence in American classes over the last half century.

“Espaço Orçamental no Espaço Europeu”, amanhã no ISCTE

Amanhã a partir das 14:30 participarei na quarta edição do Economics Day do ISCTE-IUL, num debate sobre “Espaço Orçamental no Espaço Europeu”, juntamente com João César das Neves, da CLSBE, João Duque, do ISEG, Nuno Teles, do CES-UCoimbra e Rui Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas. A moderação estará a cargo de Rui Peres Jorge, do Jornal de Negócios.

Desejo de morte I

Quando do fuzilamento do Ceaucescu e da Elena fiquei impressionado com o ar de espanto (mais que do medo) do ditadorzinho nas fotos que apareceram. Olhava os executores com o que me pareceu um sincero ar de espanto, de que não podia acreditar que aquilo lhe estava a acontecer, a ele que teria feito tudo pelos romenos que, por sua vez, lhe pagavam fuzilando-o. Não será caso único, os bolcheviques assassinados publicamente por ordem do Lenine e do Estaline devem ter sentido mais ou menos o mesmo. Vem isto a propósito de quê?
Por mais que o tempo passe, parece que há um desejo de morte atávico nas pessoas, não aprendemos nada. Não tenho qualquer espécie de dúvida que, com todos os defeitos, a democracia liberal como a conhecemos desde a WWII é o melhor sistema político que alguma vez existiu neste vale de lágrimas. Nunca fomos tão livres de pensar, dizer ou fazer o que quisermos. E sempre que houve um sistema político que permitia mais liberdade, as pessoas comuns acabaram a abomina-lo e, em consequência, levaram com coisas infinitamente piores. Agora não é diferente. Não faltam entusiastas dos autoritarismos/totalitarismos que vão de coisas como o Bloco, Podemos, Corbyn ou Siriza até ao Wilders, Le Pen ou AfD. O status quo democrata-liberal é uma merda não é?
Os vencedores das revoluções não costumam perdoar a quem os põe no poder. Por muito que os tais entusiastas dos totalitarismos se imaginem a comandar batalhões em parada calçados de botas de montar, ou se masturbem com julgamentos sumários dos capitalistas e burgueses, podem bem acabar com um picador de gelo espetado na testa ou pendurados em bombas de gasolina. É uma tradição dos que recusam a liberdade e lhe preferem a Nacinha ou a igualdade.
Meus caros, a liberdade que nos permite estar aqui a mandar bojardas, não é garantida. E é um bem demasiado precioso para andar com merdas, vejam lá se não vai o bebé com a água do banho, costuma ir.

 

Sobre sondagens e projecções em França

Acertaram quase ao milímetro (espantosamente considerando as naturais margens de erro, o facto de haver quatro candidatos à passagem à segunda volta e uma situação altamente volátil), ainda que quase ninguém fale disso.

A persistência do Estado-nação e do sentimento nacional

Eleições em França: A ilusão pós-nacional. Por João Carlos Espada.

(…) os dois partidos centrais da democracia francesa — os Republicanos, ao centro-direita, e os Socialistas, ao centro-esquerda — ficaram em ruínas. Nenhum dos seus candidatos estará na segunda volta. Em conjunto, não terão alcançado 30% dos votos. Isto merece uma análise ponderada, pois terá necessariamente consequências muito sérias para a democracia em França. E deve ser olhado em perspectiva comparada com o que sucedeu no Reino Unido e nos EUA.

No Reino Unido, uma ruptura política radical — a decisão de sair da UE — não afectou a solidez dos partidos tradicionais. O partido político que associou essa decisão a uma revolta popular contra “o sistema” — o Ukip de Nigel Farage — tem hoje 7% nas sondagens e não detém neste momento nenhum deputado no Parlamento britânico (o único que tinha acabou de se demitir).

Continue reading “A persistência do Estado-nação e do sentimento nacional”

Cegueira socialista

Fotografia: Juan Barreto, AFP.

O que vê o ilustre deputado Miguel Tiago, do pcp, nesta imagem? Uma senhora em frente a um blindado sem ninguém lhe fazer mal.

Por falar em cegueira, vale a pena recuperar o legado de Hugo Chávez ao mundo, segundo o chefe dos socialistas britânicos.

A Turquia e a democracia como negação do direito

Turquia: democracia (constitucional)? Por Catarina Santos Botelho.

Os traços de forte presidencialismo executivo, a existência diminuída do poder judicial, o intermitente perigo da violação da separação de poderes, a restrição dos freios e contrapesos (checks and balances) democráticos, não auguram boas notícias. Concomitantemente, num cenário de grande polarização mundividencial e política, o risco de populismo é exacerbado.

Resta-nos esperar que não se confirme o pior dos cenários: que esta revisão constitucional seja uma encenação, uma máscara diáfana que visa a perpetuação no poder de uma ideologia político-partidária. Sem a espada de Dâmocles da separação dos poderes, a democracia nada mais é do que a negação do direito.

A Monarquia como berço do Parlamentarismo

No próximo dia 20 de Abril serei o orador convidado no jantar-tertúlia da Juventude Monárquica de Lisboa, que terá como tema “A Monarquia como berço do Parlamentarismo”.

Mais informações e inscrições aqui.