Post-Brexit tariffs would primarily hurt UK consumers

Repeat after me: Post-Brexit tariffs would primarily hurt UK consumers – not European exporters. Por Ryan Bourne.

Tariffs primarily hurt the consumers of the country imposing them on imported goods. That is such an important insight that it deserves reiterating, nay, repeating ad nauseam until everyone understands it: *tariffs hurt consumers in the importing country*.

Pedro Magalhães prevê vitória tranquila de Hillary Clinton

Uma entrevista que vale a pena ler e que inclui o que me parece uma bold prediction relativa a uma vitória tranquila de Hillary Clinton. Acho certamente possível que Hillary ganhe mas, face a todos os dados conhecidos (incluindo o histórico de sondagens), ficaria surpreendido se resultado não fosse razoavelmente equilibrado. Daqui por poucos dias saberemos.

Aqui fica o link para a recomendada leitura integral da entrevista : Pedro Magalhães: “As duas realidades em que vivemos são ambas alternativas à realidade”

A pouco mais de uma semana da eleição, o olhar analítico sobre os dados das sondagens leva-o a acreditar numa vitória tranquila de Hillary Clinton. Já a descermos para a rua, havia de me pedir para não dar muita atenção às previsões que tinha feito durante o almoço, sobretudo em política caseira. Esta escapa a esse pedido, decisão minha, porque está baseada em factos, em sondagens.

Comensalismo político

comensalismo Por razões sobre as quais não vale agora a pena elaborar, tenho gasto algum tempo a ler sobre o comensalismo, a classe de relações entre animais de espécies diferentes – como os tubarões e as rémoras, por exemplo – em que os indivíduos da espécie mais pequena se “sentam à mesma mesa” de um indivíduo de uma espécie maior, obtendo deste último o abrigo, alimento ou facilidade de locomoção de que precisa para sobreviver, beneficiando assim dessa relação mas deixando o “hóspede” em larga medida sem ser afectado, quer positiva quer negativamente. Enquanto o fazia, ocorreu-me que, no fundo, é esse o tipo de relação que o PS pretende ter com o Bloco de Esquerda e o PCP no governo por si formado e com o apoio destes últimos.

Depois de nas eleições de Outubro passado a coligação PSD/CDS ter perdido a sua maioria absoluta mas sem que o PS tivesse conquistado a sua ou sequer ter tido mais que os seus acasalados rivais, António Costa parece ter achado que que o PS “perdeu as eleições” pelo simples facto de não estar ainda no Governo, que “os portugueses” tinham preferido votar no diabo que conheciam em vez de no novo que lhes prometia o Paraíso mas não podia dar garantias de que lá se chegaria, que o PS lhes surgira como uma enorme incógnita enquanto o governo de então, por muito desprezado que fosse, trazia alguma previsibilidade e por isso segurança; e que, se o PS perdera as eleições por não estar ainda no governo, lhe bastaria chegar a São Bento para que o efeito psicológico que impedira muita gente de votar em Costa em 2015 passasse a beneficiar os socialistas numa futura eleição, fosse ela quando fosse. E assim, procurou ser uma espécie de “hóspede” para os “comensais” PCP e BE, sentando-os “à mesa” do Orçamento, acreditando que sairia dessa relação sem qualquer prejuízo junto do eleitorado que, uma vez olhando para Costa como o “diabo já conhecido”, não hesitaria em lhe “dar” a maioria absoluta. Afinal, a convicção de Costa até era plausível: no fundo, foi isso que ele conseguiu em Lisboa, e era apenas e só natural que ele acreditasse que poderia fazer o mesmo no país.

Infelizmente para o Primeiro-Ministro (e, como se verá, também para todos nós), as coisas não são bem assim. Quanto mais não seja, porque as expectativas dos “comensais” não são as mesmas do “hóspede”, e em certo sentido, o estatuto de “comensal” nem sequer é o que aspiram a deter. O Bloco, por exemplo, parece querer que a sua relação com o PS seja de carácter “amensalista“, em que o “hóspede” é prejudicado e o organismo mais pequeno sai incólume: como até é fácil de perceber pela forma como o BE insiste em se pôr em bicos de pés e roubar a iniciativa ao governo (como no caso do “imposto Mortágua”), os bloquistas pretendem que o seu acordo com os socialistas consiga simultaneamente “puxar” estes últimos para “a esquerda” e garantir que toda e qualquer medida encarada pelo eleitorado como popular seja atribuída à “frescura” do Bloco, enquanto toda e qualquer medida que seja impopular seja considerada da responsabilidade do “conservadorismo” e “timidez” do PS. O resultado esperado seria um enfraquecimento eleitoral do PS suficientemente ligeiro para não dar uma maioria a PSD e CDS, mas suficientemente pesado para tornar os socialistas dependentes de um Bloco cada vez mais forte para se manterem no Governo. Mas tal como o PS parece estar a ser excessivamente optimista quanto ao comensalismo político que espera ser a sua relação com o PCP e BE, também o Bloco pode muito bem estar errado ao pensar que ela corresponderá a uma espécie de amensalismo. Na realidade, o “governo da iniciativa do PS” assemelha-se mais a uma relação parasítica, da qual a longo prazo só o PCP sairá beneficiado.

Por não perceberem a natureza dos problemas do país, PS e Bloco estimam mal as consequências do seu arranjo. Ao permitir a comunistas e bloquistas banquetearem-se com uma parcela do festim orçamental, o PS dá-lhes uma oportunidade de saciarem as suas respectivas clientelas, ao mesmo tempo que o apoio parlamentar de BE e PCP aos socialistas estarem no poder e assim contentarem as suas. Mas para o fazerem, têm de manter o Estado e o seu aparelho intacto e inalterado, nem sequer podendo sonhar em fazer qualquer reforma que, mesmo melhorando a relação do Estado com os cidadãos e melhorando as vidas destes últimos, afectasse os interesses estabelecidos de quem está integrado no sistema vigente com o “estado de coisas” tão do agrado de tudo o que é partido político (incluindo, à sua maneira, PSD e CDS). Mas se os portugueses – ou, pelo menos, uma parte significativa deles – não parecem estar muito interessados nessas tais reformas pelas quais os partidos mostram ter ainda menor entusiasmo, não deixam de ficar descontentes com os resultados da sua não-realização; por muito que sonhem com um impossível estatismo de abundância, não deixam de se revoltar com as consequências que decorrem dessa mesma impossibilidade, nem de apontar essa revolta para quem quer que esteja no poder. Como o PS só poderá obter uma maioria absoluta se conseguir o apoio dos eleitores “flutuantes” que oram votam PSD, ora votam PS, ora se abstêm, todo e qualquer sucesso que consigam obter da compra de votos a que entusiasmadamente se têm entregado nos últimos tempos será meramente temporária, uma fugaz glória que se dissipará à medida em que até as clientelas beneficiadas pela sua política eleitoralista comecem a ter de pagar o preço do estatismo irreformado; e o BE, com um eleitorado extremamente volátil, que não só alterna o seu voto entre o BE, o PS e a abstenção, mas também entre o Bloco e o PSD, também acabará por sofrer do mesmo mal.

Já o PCP, para o (seu) bem e para o (seu) mal, vive num mundo à parte. O seu eleitorado pode ser envelhecido, mas é muito mais fiel do que o de qualquer outro partido. Essencialmente identitário, não se deixa levar pelo “ar do tempo” nem por “estados de alma”. As suas clientelas (e a sua força) vivem do poder que a sua implantação no aparelho de Estado (central e autárquico) e nos sindicatos – que a política governamental tem favorecido incansavelmente – lhes dá para distribuir benesses nos seus bastiões. E se em última análise o eleitorado comunista também sofrerá pessoalmente com as inevitáveis consequências do imobilismo reformista, será o único a ter o comportamento que o BE esperaria do seu: atribuirá o mais singelo benefício aos esforços “do partido” (o Comunista, claro está), e toda e qualquer dificuldade ao PS e a sua “traição” à “política de esquerda”. O PCP sairá desta experiência com o mesmo peso eleitoral que vai tendo há largos anos, mas naquilo que lhe interessa (sindicatos, ocupação do Estado, autarquias) sairá reforçado, enquanto que, naquilo que lhes interessa (conquistas eleitorais), PS e BE acabarão por, mais tarde ou mais cedo, sair prejudicados da aventura em que se meteram.

Resta que o verdadeiro prejudicado pelo parasitismo político travestido de comensalismo do “governo da iniciativa do PS” será o conjunto (ainda assim, largo) de portugueses que não tem a sorte de fazer parte de quem (não apenas no funcionalismo, mas entre os muitos “empreendedores” do sector “privado” cuja actividade é na realidade a obtenção de subsídios para “negócios” sem procura que os justifique) vive do Estado e do que ele extrai em impostos ao país. Esses verão, ano após ano, os seus rendimentos diminuírem, sugados por uma máquina fiscal cada vez mais voraz, autoritária e criminosa, com o propósito de dar ao poder político do momento a riqueza que precisam de redistribuir pelas clientelas que dele dependem, e das quais ele depende ainda mais, e, simultaneamente, de manterem junto dos mercados financeiros o crédito suficiente para endividarem o Estado a preços minimamente comportáveis, e com esse propósito, cumprirem as exigências orçamentais que possibilitem a permanência no Euro que dá a Portugal as taxas de juro baixas ou relativamente baixas de que vai gozando, para terem com que poder continuar a fazer essa redistribuição. No fundo, nada de muito diferente do que tem acontecido até aqui. Apenas cada vez pior.

O ministro da economia faz mal à saúde e inteligência

DV/NUNO ANDRÉ
DV/NUNO ANDRÉ

Imposto sobre refrigerantes? É por “razões de saúde”, diz ministro da Economia.

Liberalismo, Conservadorismo e a grande batalha dos nossos dias

O meu artigo de hoje no Observador: Liberalismo, Conservadorismo e Livre Comércio.

Não só no Reino Unido, mas também a nível europeu e global, a grande batalha dos nossos dias trava-se entre quem defende maior abertura ao mundo e o ressurgimento das velhas ameaças proteccionistas. Neste contexto, faz sentido terminar este artigo saudando uma outra conferência, organizada pela Universidade Católica Portuguesa em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira e dedicada às negociações em curso relativas ao acordo entre UE e Mercosul. Reunindo alguns dos principais intervenientes nessas negociações, a conferência terá lugar já na próxima segunda-feira a partir das 14h00 no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica, em Lisboa.

2016 EYC Freedom Summit – Porto

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A quinta edição da EYC Freedom Summit começa hoje no Porto e serei um dos oradores convidados num painel que terá lugar amanhã de tarde e onde se discutirá a relação entre conservadorismo e liberalismo.

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A deliciosa vida política de Pedro Sánchez, o grande líder do PSOE.

 

Com estes truques, a imprensa está a desaparecer

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O artigo do Expresso intulado “O povo português está a desaparecer” pode ser lido aqui. Os dados têm como fonte a Portada.

Nacionalizado ao Romeu Monteiro.

 

David Reynolds – “Churchill’s Sense of History”, 12 de Outubro, Cascais

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O Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa organiza no próximo dia 12 de Outubro, pelas 18h30, no Palácio da Cidadela em Cascais, a segunda “Winston Churchill Memorial Lecture and Dinner”.

O orador convidado deste ano será David Reynolds, Professor of International History, Cambridge University, que falará sobre “Churchill’s Sense of History”.

Com a presença de David Reynolds, o IEP-UCP dá seguimento a um longo registo de palestrantes, docentes e investigadores internacionais que não tem paralelo em Portugal nas áreas de Ciência Política e Relações Internacionais, ainda que curiosamente (ou talvez não) o mesmo seja muito pouco reconhecido e valorizado pelas instâncias competentes do “sistema científico nacional”.

Mais informações aqui.

As razões pelas quais o socialismo fracassa

socialismo

Una guía para principiantes sobre la economía socialista, de Marian L. Tupy.

João Galamba dixit

Para o Bloco, a solução para a pobreza e para as desigualdades é muito simples: estamos perante um problema de redistribuição da riqueza. É o estafado: existem pobres porque existem ricos. Há quem ache que se deve ir por aqui. Eu discordo. Ou melhor: a redistribuição e necessária, mas não chega. É uma fantasia achar que se resolve o problma da pobreza e das desigualdades criando um escalão de 45% de IRS e um imposto sobre as grandes fortunas. Os nossos problemas também não se resolvem nacionalizando a banca, os seguros e o sector energético — e muitos menos se resolvem introduzindo mecanismos de controlo administrativo e burocratico dos juros.

Em tudo o que cheire a economia a solução do BE é sempre a mesma: estatismo e penalização da iniciativa privada. Estamos perante, se me permitem, um liberalismo invertido: onde estes acham que o privado resolve tudo, o BE acha que o estatismo é a panaceia para todos os atrasos do nosso país. Um e outro, acreditam na solução varinha mágica e reduzem as razões do nosso atraso reside à estafada questão da propriedade dos recursos — e não na utilização dos recursos. Se o PSD tem um preconceito em relação ao Estado, o BE tem um preconceito em relação aos privados. Nenhum destes partidos entende que a relação entre Estado e privados não é um jogo de soma nula.

O PS mostra ser mais inteligente e vai buscar ensinamentos tanto à direita liberal como à esquerda estatista. Daí o PS propor uma solução intermédia que reconhece a complementariedade entre público e privado, isto é, o PS é o único partido que mostra ter aprendido com a crise actual e com a falência do socialismo real. Enquanto o PSD fala como se esta crise não tivesse existido, o BE fala como se só tivesse existido essa crise, como se o socialismo tivesse sido inventado em 2009.

Um dos maiores problemas do BE consiste na ausência de uma política que assegure um crescimento económico que garanta o a sustentabilidade do estado social. Para o Bloco, solidariedade não requer competitividade e crescimento económico. Por outras palavras: a solução para todos os nossos problemas não tem de ser construída, isto é, não depende da criação de um contexto que económico que ainda não existe. Os nossos problemas resolvem-se a partir dos recursos actualmente existentes, redistribuindo-os. Mas alguém acredita que as medidas propostas pelo Bloco garantam os crescimento económico que financie as políticas sociais que a esquerda bloquista deseja? Qual a tx de crescimento necessária para pagar o estado social defendido pelo bloco sem que o défice se torne insustentável? O BE, infelizmente, ignorou estas contas.

Esquerda tradicional vs Esquerda moderna, numa realidade pré-geringonça.

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O bloquismo e a geringonça (9)

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Mariana “Mouch” Mortágua. Por João Campos.

O que não deixa de ser um tanto ou quanto perturbador: qualquer pessoa que tenha lido Rand com um mínimo de atenção repara na inverosimilhança dos seus heróis, mas pelos vistos os vilões do Objectivismo não só não são implausíveis como ocupam posições de poder entre nós. Estamos bem arranjados.

“Uma catástrofe”

Mesmo numa perspectiva keynesiana, o que está em marcha não se aconselha ao pior inimigo: Daniel Bessa: forma como Governo quer que país cresça “é patetice”

Ex-ministro da Economia critica a aposta no crescimento por via da procura interna. “Sou a favor de políticas de procura mas não sou amigo de políticas de procura à escala de dez milhões de tesos e endividados, isso é uma catástrofe”, diz

Sobre a composição do ajustamento entre 2010 e 2014

Não rezem o terço! Por Luís Aguiar-Conraria.

Entre 2010 e 2014, a despesa pública primária (ou seja, sem contar com os juros) caiu um pouco mais de 8 mil milhões de euros. A receita aumentou ligeiramente acima de 4 mil milhões. Fazendo as contas, a conclusão é imediata: o ajustamento orçamental feito nos anos da troika foi de dois terços do lado da despesa e apenas um terço por via da receita.

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Advanced Program «Politics and Economics of Portugal»

PAPEP

Publicidade em causa própria, já que faço parte do corpo docente deste programa do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, mais especificamente no módulo 2 (Economics and Challenges of Governance), juntamente com Miguel Morgado, João César das Neves e João Salgueiro.

Mais informações aqui.

Um velho truque da imprensa

A partir do automóvel, um condutor palestiniano ataca soldados israelitas. Decide  sair da viatura e, supõe-se que por mero acaso, esfaqueia um militar e é abatido a tiro. A agência de notícias Reuters notícia o incidente assim: “Israeli soldier shoots dead Palestinian driver in West Bank: army.

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Permanece um mistério as razões pelas quais as armas rudimentares continuam a ser usadas para matar pessoas e a mesma agência de notícias ter alterado o título inicial da notícia para “Palestinian who stabbed Israeli soldier shot dead: army“, de modo a clarificar o incidente.

Progress

Why can’t we see that we’re living in a golden age? Por Johan Norberg.

Karl Marx thought that capitalism inevitably made the rich richer and the poor poorer. By the time Marx died, however, the average Englishman was three times richer than at the time of his birth 65 years earlier — never before had the population experienced anything like it.

Fast forward to 1981. Then, almost nine in ten Chinese lived in extreme poverty; now just one in ten do. Then, just half of the world’s population had access to safe water. Now, 91 per cent do. On average, that means that 285,000 more people have gained access to safe water every day for the past 25 years.

Global trade has led to an expansion of wealth on a magnitude which is hard to comprehend. During the 25 years since the end of the Cold War, global economic wealth — or GDP per capita — has increased almost as much as it did during the preceding 25,000 years.

The economic consequences of Brexit

Why economists are hopeless when it comes to Brexit. Por Allister Heath.

So why have economists been so surprised in recent days? Ideology – in the sense of a dislike of Brexit, and a particular interpretation of what it will end up meaning – is probably clouding their judgement. I say that as an ideologue on this matter myself, of course, albeit one who backs Brexit.

The difference is that I readily accept that there will be short-term costs to Brexit – first caused by uncertainty, and then by any measures that reduce economic integration with the EU – though I believe that the long-term benefits will be greater.

My view is that with the right free-market policies, our departure from the EU will eventually be remembered as a great triumph on every front, including economic.

Smaller political units are better managed than larger ones; and competition between these smaller units tends to make countries pursue more fiscally conservative and sensible, pro-growth policies. We’ll eventually find out who’s right.

E ainda há quem duvide do sucesso do socialismo na Venezuela!

Venezuela

Salário mínimo dos venezuelanos vai aumentar 50% a partir de setembro

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na sexta-feira que o salário mínimo e as pensões dos venezuelanos vão aumentar 50% a partir de setembro. (…)

Trata-se do terceiro aumento salarial decretado pelo Presidente em 2016, depois de uma subida de 20% em março e de 30% em maio, prevendo-se que, se necessário, haverá uma atualização do salário em dezembro. (…)

Estimativas recentes do Fundo Monetário Internacional dão conta que a Venezuela deverá atingir 720% de inflação acumulada em 2016 e 2.200% em 2017.

A imoralidade do imposto sucessório

Imposto sucessório: o imposto mais imoral de todos. Por Mário Amorim Lopes.

Descontadas as questões morais, o que na prática acontecerá é que quem tem grandes fortunas assegurará que ficarão devidamente blindadas numa qualquer fundação ou offshore, tal como acontece no Reino Unido (um exercício interessante para o leitor: vá até à Quinta do Lago e conte o número de casas que não estão registadas numa qualquer offshore de direito britânico). Já aqueles que só conseguiram deixar uma casa ou uns terrenos aos seus filhos ou netos assistirão à triste sina, já numa outra vida, de os ver vender os imóveis só para poderem pagar a maquia do imposto sucessório.

“Entre a Arcada e São Bento”

card_rocha_andrade_060116 A polémica em torno da oferta, por parte da GALP, de viagens e bilhetes para jogos da selecção portuguesa de futebol no último “Euro” a três secretários de Estado do Governo da iniciativa do PS e três deputados do PSD é um iluminador espelho da realidade política portuguesa. A coisa começa com a forma como se foi tornando pública. Primeiro, houve a notícia de que o Secretário de Estado do Autoritarismo Fiscal (oficialmente conhecido por “Assuntos Fiscais”) tinha sido agraciado com esta amabilidade da empresa patrocinadora da “nossa selecção”, curiosamente numa altura em que essa mesma empresa tem um litígio com o Estado em torno de um problema fiscal. Como a publicitação do facto é incómoda para o Governo, a sua máquina de propaganda logo tratou de pôr as suas “fontes” a trabalhar e a telefonarem para os jornalistas amigos, para que noticiassem que também três figuras do PSD – Luís Montenegro (segundo o boateiro profissional que trabalha no palácio de Belém, candidato a líder do PSD), Luís Campos Ferreira (ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros) e Hugo Soares (uma nulidade que ocupa o cargo de vice-presidente da bancada parlamentar laranja) – tinham beneficiado de um “convite” similar de Joaquim Oliveira. E uma vez noticiado esse facto, logo alguém tratou de garantir que se soubesse que mais dois Secretários de Estado tinham sido abençoados com semelhante generosidade. Ou seja, os vários deputados, Ministros e Secretários de Estado dos vários partidos convivem bem com as acções de ética duvidosa uns dos outros, desde que elas não apareçam nas capas dos jornais; caso contrário, logo se ocupam de se acusarem mutuamente por falhas cometidas por ambas as partes. Não é um espectáculo digno de se ver, como não o é aquele a que os jornalistas se prestam, remetendo-se ao papel de meros moços de recados das máquinas partidárias.

E se a coisa começa mal, acaba muito pior. Porque mais graves do que a forma como os políticos das várias cores partidárias lidam com a polémica em torno de práticas como esta, são precisamente as práticas que uma vez ganhando destaque noticioso dão origem a polémicas como esta. O que as viagens do Secretário de Estado do Autoritarismo Fiscal Rocha Andrade, do Secretário de Estado da Internacionalização Jorge Costa Oliveira, do Secretário de Estado da Internacionalização João Vasconcelos ou dos três deputados do PSD deixam a nu é o insalubre ambiente promíscuo em que a “elite” portuguesa vive e convive. O Governo, pela voz imponente do Ministro dos Negócios Estrangeiros Santos Silva, já veio dizer que “o caso” fica “encerrado” com o reembolso da oferta por parte dos três membros do Executivo. Não fica, porque o problema não é o dinheiro que a empresa gastou e que os senhores membros do Governo pouparam. O problema está no facto de, neste caso como em muitos outros que nunca aparecem nos jornais ou nas televisões, políticos como os senhores Secretários de Estado e os senhores deputados (e Ministros e Primeiros-Ministros) almoçam e jantam com altas figuras de importantes empresas, falam ao telefone com eles, frequentam os mesmos sítios, têm amigos e família em comum, vão a “eventos” organizados uns pelos outros, fazem viagens pagas pelos clubes e Federação de Futebol (que são empresas por muito que o seu estatuto legal seja outro, e empresas que geram e movimentam muito dinheiro) para se promoverem em troca de se dar ao futebol o “mundo à parte” legal em que o desporto vive, os partidos a que esses políticos pertencem são financiados pelas empresas geridas por essas figuaras, recebem favores de uns e fazem favores aos outros, conversam amigavelmente uns com os outros de forma informal sobre decisões a serem tomadas formalmente mais tarde, sem escrutínio e sem transparência. As boas consciências logo se perguntaram como era possível não ocorrer a um Secretário de Estado que não pode aceitar uma oferta de uma empresa privada; não percebem que não lhe ocorreu porque para ele – como para qualquer outro político português – este hábito de recíproco coçar de costas entre o “poder político” e o “poder económico” (incluindo o “poder futebolístico”) é perfeitamente normal: a sua vida consiste de facilitar a vida a quem lhes pode facilitar a sua. A própria Secretaria de Estado da Internacionalização, cujo responsável está a merecer menor censura que Rocha Andrade, mais não é do que uma agência facilitadora estatal, que só difere dos restantes Ministérios e Secretarias de Estado porque faz menos esforços para o esconder.

Santos Silva anunciou que o Governo irá elaborar um código de conduta para evitar situações destas. A “solução” talvez resolva o problema “comunicacional” – ou seja, propagandístico – nascido desta polémica, mas em nada resolve o problema do qual ela nasceu: o “sistema” português vive desta promiscuidade entre quem ocupa o Estado e quem dele precisa para prosperar, porque o país é pequeno, a elite é reduzida, o Estado é grande, e a dependência dos “interesses” em relação a ele (e dele em relação aos “interesses”) é ainda maior. Só reduzindo o Estado e o número de actividades e decisões que dependem do seu arbítrio é que se pode reduzir – sublinho, reduzir – o poder de quem tem acesso privilegiado aos corredores e números de telefone dos gabinetes ministeriais, e só assim se poderá atenuar – sublinho, atenuar – o problema da relação promíscua entre os políticos e quem lhes faz (e deles recebe) convites e favores. Rocha Andrade, Vasconcelos, Costa Oliveira, Montenegro, Soares e Campos Ferreira são um epifenómeno. Um epifenómeno grave (especialmente no caso de Rocha Andrade), mas um epifenómeno. O problema, bem maior, está muito para além deles e desta polémica de Agosto.

Licenciatura em CPRI

Termina amanhã a 1ª fase de candidaturas à Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Catolica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

The Closing of the Liberal Mind – Kim Holmes

The Closing of the Liberal Mind How Groupthink and Intolerance Define the Left

Livros para Férias: O “fechamento” de certa esquerda… e de certa direita. Por João Carlos Espada.

O tema central do livro é a emergência de um novo tipo de esquerda na América, a que o autor chama — quanto a mim, muito apropriadamente — “esquerda pós-moderna”. Esta “nova esquerda” está patente nas entusiásticas hostes de jovens com educação universitária (sempre sem gravata e preferencialmente de T-shirt, jeans, ténis ou chinelos) que aclamaram (e continuam a aclamar) o ex-candidato Bernie Sanders. São eles que dominam hoje os campus universitários norte-americanos (e britânicos, para não vir mais perto).

Continue reading “The Closing of the Liberal Mind – Kim Holmes”

Em defesa do livre comércio

O Livre Comércio numa Maré Vaza. Por Ricardo Ferreira Reis.

É o livre comércio que cria o real desenvolvimento que perdura no tempo. Foi assim nos tempos quinhentistas, foi assim na industrialização, foi assim no pós-Guerra e tem de voltar a ser assim depressa.

Socialismo cria novas espécies de animais em Caracas

O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS
O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS.

Leões tornam-se vegetarianos.

Pás, pás, pás

É de pequenino que se torce o pepino.

Na Tunísia, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado.
Na Tunísia, a eterna pátria da Primavera Árabe, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado, presente em muitas festas locais.

 

A aposta na formação, o passar à prática de conhecimentos milenares que os mais brutos chamariam de islamo-fascistas (ou islamo-nazis) que norteiam o percurso profissional de uma pessoa terrorista, passa pela compreensão de um extenso conjunto de conteúdos e matérias de um curso para a vida.

 

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Dados às artes, os jovens dão largas à criatividade e representam um bravo do Estado Islâmico que convive, de acordo com as regras de etiqueta e boas maneiras, com duas pessoas que se vestem de cor de laranja e que apresentam curiosas expressões faciais.

Dar o terreno e a outra face

Tem um preço.

The mosque in Saint-Etienne-du-Rouvray was inaugurated in 2000, built on a plot of land that was donated by Saint-Etienne’s sister parish, Saint Theresa’s.

Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais – IEP-UCP

Apresentação Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

Está em curso a 1ª fase de candidaturas à melhor Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Portugal – a do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

bbc
Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg