E ainda há quem duvide do sucesso do socialismo na Venezuela!

Venezuela

Salário mínimo dos venezuelanos vai aumentar 50% a partir de setembro

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na sexta-feira que o salário mínimo e as pensões dos venezuelanos vão aumentar 50% a partir de setembro. (…)

Trata-se do terceiro aumento salarial decretado pelo Presidente em 2016, depois de uma subida de 20% em março e de 30% em maio, prevendo-se que, se necessário, haverá uma atualização do salário em dezembro. (…)

Estimativas recentes do Fundo Monetário Internacional dão conta que a Venezuela deverá atingir 720% de inflação acumulada em 2016 e 2.200% em 2017.

A imoralidade do imposto sucessório

Imposto sucessório: o imposto mais imoral de todos. Por Mário Amorim Lopes.

Descontadas as questões morais, o que na prática acontecerá é que quem tem grandes fortunas assegurará que ficarão devidamente blindadas numa qualquer fundação ou offshore, tal como acontece no Reino Unido (um exercício interessante para o leitor: vá até à Quinta do Lago e conte o número de casas que não estão registadas numa qualquer offshore de direito britânico). Já aqueles que só conseguiram deixar uma casa ou uns terrenos aos seus filhos ou netos assistirão à triste sina, já numa outra vida, de os ver vender os imóveis só para poderem pagar a maquia do imposto sucessório.

“Entre a Arcada e São Bento”

card_rocha_andrade_060116 A polémica em torno da oferta, por parte da GALP, de viagens e bilhetes para jogos da selecção portuguesa de futebol no último “Euro” a três secretários de Estado do Governo da iniciativa do PS e três deputados do PSD é um iluminador espelho da realidade política portuguesa. A coisa começa com a forma como se foi tornando pública. Primeiro, houve a notícia de que o Secretário de Estado do Autoritarismo Fiscal (oficialmente conhecido por “Assuntos Fiscais”) tinha sido agraciado com esta amabilidade da empresa patrocinadora da “nossa selecção”, curiosamente numa altura em que essa mesma empresa tem um litígio com o Estado em torno de um problema fiscal. Como a publicitação do facto é incómoda para o Governo, a sua máquina de propaganda logo tratou de pôr as suas “fontes” a trabalhar e a telefonarem para os jornalistas amigos, para que noticiassem que também três figuras do PSD – Luís Montenegro (segundo o boateiro profissional que trabalha no palácio de Belém, candidato a líder do PSD), Luís Campos Ferreira (ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros) e Hugo Soares (uma nulidade que ocupa o cargo de vice-presidente da bancada parlamentar laranja) – tinham beneficiado de um “convite” similar de Joaquim Oliveira. E uma vez noticiado esse facto, logo alguém tratou de garantir que se soubesse que mais dois Secretários de Estado tinham sido abençoados com semelhante generosidade. Ou seja, os vários deputados, Ministros e Secretários de Estado dos vários partidos convivem bem com as acções de ética duvidosa uns dos outros, desde que elas não apareçam nas capas dos jornais; caso contrário, logo se ocupam de se acusarem mutuamente por falhas cometidas por ambas as partes. Não é um espectáculo digno de se ver, como não o é aquele a que os jornalistas se prestam, remetendo-se ao papel de meros moços de recados das máquinas partidárias.

E se a coisa começa mal, acaba muito pior. Porque mais graves do que a forma como os políticos das várias cores partidárias lidam com a polémica em torno de práticas como esta, são precisamente as práticas que uma vez ganhando destaque noticioso dão origem a polémicas como esta. O que as viagens do Secretário de Estado do Autoritarismo Fiscal Rocha Andrade, do Secretário de Estado da Internacionalização Jorge Costa Oliveira, do Secretário de Estado da Internacionalização João Vasconcelos ou dos três deputados do PSD deixam a nu é o insalubre ambiente promíscuo em que a “elite” portuguesa vive e convive. O Governo, pela voz imponente do Ministro dos Negócios Estrangeiros Santos Silva, já veio dizer que “o caso” fica “encerrado” com o reembolso da oferta por parte dos três membros do Executivo. Não fica, porque o problema não é o dinheiro que a empresa gastou e que os senhores membros do Governo pouparam. O problema está no facto de, neste caso como em muitos outros que nunca aparecem nos jornais ou nas televisões, políticos como os senhores Secretários de Estado e os senhores deputados (e Ministros e Primeiros-Ministros) almoçam e jantam com altas figuras de importantes empresas, falam ao telefone com eles, frequentam os mesmos sítios, têm amigos e família em comum, vão a “eventos” organizados uns pelos outros, fazem viagens pagas pelos clubes e Federação de Futebol (que são empresas por muito que o seu estatuto legal seja outro, e empresas que geram e movimentam muito dinheiro) para se promoverem em troca de se dar ao futebol o “mundo à parte” legal em que o desporto vive, os partidos a que esses políticos pertencem são financiados pelas empresas geridas por essas figuaras, recebem favores de uns e fazem favores aos outros, conversam amigavelmente uns com os outros de forma informal sobre decisões a serem tomadas formalmente mais tarde, sem escrutínio e sem transparência. As boas consciências logo se perguntaram como era possível não ocorrer a um Secretário de Estado que não pode aceitar uma oferta de uma empresa privada; não percebem que não lhe ocorreu porque para ele – como para qualquer outro político português – este hábito de recíproco coçar de costas entre o “poder político” e o “poder económico” (incluindo o “poder futebolístico”) é perfeitamente normal: a sua vida consiste de facilitar a vida a quem lhes pode facilitar a sua. A própria Secretaria de Estado da Internacionalização, cujo responsável está a merecer menor censura que Rocha Andrade, mais não é do que uma agência facilitadora estatal, que só difere dos restantes Ministérios e Secretarias de Estado porque faz menos esforços para o esconder.

Santos Silva anunciou que o Governo irá elaborar um código de conduta para evitar situações destas. A “solução” talvez resolva o problema “comunicacional” – ou seja, propagandístico – nascido desta polémica, mas em nada resolve o problema do qual ela nasceu: o “sistema” português vive desta promiscuidade entre quem ocupa o Estado e quem dele precisa para prosperar, porque o país é pequeno, a elite é reduzida, o Estado é grande, e a dependência dos “interesses” em relação a ele (e dele em relação aos “interesses”) é ainda maior. Só reduzindo o Estado e o número de actividades e decisões que dependem do seu arbítrio é que se pode reduzir – sublinho, reduzir – o poder de quem tem acesso privilegiado aos corredores e números de telefone dos gabinetes ministeriais, e só assim se poderá atenuar – sublinho, atenuar – o problema da relação promíscua entre os políticos e quem lhes faz (e deles recebe) convites e favores. Rocha Andrade, Vasconcelos, Costa Oliveira, Montenegro, Soares e Campos Ferreira são um epifenómeno. Um epifenómeno grave (especialmente no caso de Rocha Andrade), mas um epifenómeno. O problema, bem maior, está muito para além deles e desta polémica de Agosto.

Licenciatura em CPRI

Termina amanhã a 1ª fase de candidaturas à Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Catolica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

The Closing of the Liberal Mind – Kim Holmes

The Closing of the Liberal Mind How Groupthink and Intolerance Define the Left

Livros para Férias: O “fechamento” de certa esquerda… e de certa direita. Por João Carlos Espada.

O tema central do livro é a emergência de um novo tipo de esquerda na América, a que o autor chama — quanto a mim, muito apropriadamente — “esquerda pós-moderna”. Esta “nova esquerda” está patente nas entusiásticas hostes de jovens com educação universitária (sempre sem gravata e preferencialmente de T-shirt, jeans, ténis ou chinelos) que aclamaram (e continuam a aclamar) o ex-candidato Bernie Sanders. São eles que dominam hoje os campus universitários norte-americanos (e britânicos, para não vir mais perto).

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Em defesa do livre comércio

O Livre Comércio numa Maré Vaza. Por Ricardo Ferreira Reis.

É o livre comércio que cria o real desenvolvimento que perdura no tempo. Foi assim nos tempos quinhentistas, foi assim na industrialização, foi assim no pós-Guerra e tem de voltar a ser assim depressa.

Socialismo cria novas espécies de animais em Caracas

O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS
O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS.

Leões tornam-se vegetarianos.

Pás, pás, pás

É de pequenino que se torce o pepino.

Na Tunísia, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado.
Na Tunísia, a eterna pátria da Primavera Árabe, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado, presente em muitas festas locais.

 

A aposta na formação, o passar à prática de conhecimentos milenares que os mais brutos chamariam de islamo-fascistas (ou islamo-nazis) que norteiam o percurso profissional de uma pessoa terrorista, passa pela compreensão de um extenso conjunto de conteúdos e matérias de um curso para a vida.

 

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Dados às artes, os jovens dão largas à criatividade e representam um bravo do Estado Islâmico que convive, de acordo com as regras de etiqueta e boas maneiras, com duas pessoas que se vestem de cor de laranja e que apresentam curiosas expressões faciais.

Dar o terreno e a outra face

Tem um preço.

The mosque in Saint-Etienne-du-Rouvray was inaugurated in 2000, built on a plot of land that was donated by Saint-Etienne’s sister parish, Saint Theresa’s.

Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais – IEP-UCP

Apresentação Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

Está em curso a 1ª fase de candidaturas à melhor Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Portugal – a do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

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Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg

O atentado terrorista em Nice visto por et’s revolucionários

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Persononificados no PCTP/MRPP, pela facção Arnaldo Matos, o eterno educador do proletariado português.

(…) Há um ano que os factos têm sobejamente demonstrado a absoluta incapacidade das forças armadas e policiais da França para impedir o sucesso dos franceses nos actos de guerra que têm estado a praticar em França.

Existe em França uma guerra civil larvar, de franceses contra franceses, promovida por elementos do povo francês contra o imperialismo e os imperialistas da França.

Essa guerra civil vai crescer cada vez mais e vai mundializar-se. Hollande e os maoistas franceses chamam-lhe terrorismo. Mas a verdade é que essa guerra é cada vez mais a guerra que os maoistas do Partido Comunista de França (m-l-m) se recusam a reconhecer como a guerra do povo contra a guerra imperialista, guerra imperialista esta que o imperialismo francês levou e leva a cabo em África e no Médio Oriente, e que, quer queiram os maoistas da França quer não queiram, está a chegar a França, ao covil dos imperialistas.

Há em França dois milhões de imigrantes portugueses e seus descendentes. Mais cedo ou mais tarde, de um lado ou do outro, esses dois milhões de portugueses vão estar envolvidos na guerra imperialista, como carne para canhão dos imperialistas franceses, ou na guerra do povo contra a guerra dos imperialistas.

De que lado é que estarão então os maoistas do Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista)? Em Portugal, os seus amiguinhos liquidacionistas já estão do lado do imperialismo francês e das polícias secretas portuguesas… Pobre canalha!

Nova Cidadania 59

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A Nova Cidadania 59 está à venda nas livrarias Alêtheia, Almedina, Bulhosa, Coimbra Editores, Europa-América, Férin, Papelaria do Alto (Estoril), Wook e também na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, Porto e Viseu).

Neste número destaco, por o assunto estar na ordem do dia e assim ir continuar ao longo dos próximos meses, os artigos (escritos antes do referendo) sobre o Brexit de Michael Gove, Timothy Gartin Ash, Ryan Bourne e Diego Zuluaga.

Mais informações aqui.

A selecção e os ‘doutores da bola’

Estudar relvas. Por João Pereira Coutinho.

Depois de a Dinamarca ter vencido o Euro’92 vinda directamente de férias, o triunfo de Portugal seria o descrédito dos ‘doutores da bola’, que gostam de transformar o jogo em ciência. Quem não brindaria a isso?

No Fio da Navalha

Quando votamos para o Parlamento, votamos para 4 anos; quanto tempo vale uma decisão tomada em referendo? O meu artigo hoje no ‘i’.

Os referendos e a força das massas

Quem acompanhe os canais de televisão britânicos notou como até os comentadores favoráveis ao Brexit estão apreensivos. Parece que queriam votar naquele sentido, mas não com aquele resultado. E os efeitos são muitos: baixa dos ratings das agências de notação financeira, queda da libra, saída das empresas da City, possibilidade de desintegração do Reino Unido. Fala-se em milhões que se arrependeram de como votaram. Como é que os fleumáticos britânicos se puseram nesta situação?

São os mais jovens a criticar o resultado que os mais velhos lhes impuseram e com que terão de viver o resto das suas vidas. São os trabalhadores dos setores mais integrados na União Europeia que criticam o sentido de voto dos que sentem viver à margem da Europa. Este referendo foi a possibilidade de pessoas decidirem o destino, não de um país, mas da vida de pessoas que não conhecem e cujas necessidades ignoram.

O fenómeno repetiu-se até no Partido Trabalhista, quando Jeremy Corbyn, atacado pelos seus deputados, se virou para as massas que, conduzidas por ele, o apoiam. A massificação do voto, que ignora as particularidades das minorias, é o caminho para o poder absoluto dos populistas e radicais.

Foi Karl Popper quem elogiou a democracia representativa como um dos instrumentos que limitam o poder. Ela previne o poder absoluto da decisão tomada num momento em que o poder passa de uns para outros num mero instante. Para Popper, a democracia representativa prevenia o que aconteceu no Reino Unido. Seria bom que esta fosse uma das lições a tirar do que aconteceu.

A diferença britânica

O meu artigo desta semana no Observador: A Rainha, a diferença britânica e o Brexit.

Queen Elizabeth II

Ainda sobre comunismo e fascismo

Ainda sobre a convergência entre comunismo e fascismo. Por João Carlos Espada.

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Marxismo, fascismo e a importância de estudar o pensamento político

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Na sequência do muito feedback suscitado pelo meu artigo De Marx a Mussolini – mais de 1.000 partilhas nas redes sociais e algumas centenas de comentários por vários meios – gostaria, na impossibilidade de responder individualmente, de agradecer por esta via o interesse de todos quantos partilharam e reagiram. Ficam também várias ideias, críticas e sugestões como mote para eventualmente regressar ao assunto de forma mais desenvolvida no futuro.

Sobre o tema abordado, gostaria de destacar dois textos adicionais. O primeiro, de Alexandre Franco de Sá (Fascismo é quando a esquerda quiser), por ser o mais sustentado e interessante contributo teórico adicional para esta discussão que tive oportunidade de ler. Recomendo a leitura integral do artigo, mas parece-me especialmente relevante destacar este parágrafo:

É no contexto deste uso e abuso do “fascismo” por alguma da nossa esquerda que o clamor suscitado pelas afirmações de José Rodrigues dos Santos pode ser explicado. Qualquer evocação das relações históricas entre socialistas e fascistas, ou qualquer comparação conceptual entre marxismo e fascismo, ofende imediatamente uma mentalidade dicotómica que vê o mundo político como uma batalha do bem contra o mal; uma mentalidade que, neste esquema simples, não permite que se toque nas “sagradas escrituras” do marxismo, incensadas como “progressistas”, “emancipatórias”, “defensoras da justiça e direitos humanos” e outros epítetos anacrónicos.

O segundo texto, de Francisco Louçã, não inclui nenhum contributo teórico relevante para a discussão e está escrito no estilo grosseiro e pedante a que o ex-líder do BE nos habituou, mas creio que deve ser destacado por evidenciar a incomodidade que o tema provoca junto da extrema-esquerda e a mentalidade dicotómica típica dos revolucionários monistas, aspectos que como abordei no meu artigo no Observador e que me parecem fundamentais para compreender o que está em causa. Pelo proeminente perfil público do seu autor como referência intelectual da extrema-esquerda em Portugal e por ser, de entre todos os textos que li, o que melhor ilustra os aspectos referidos tenho pena que fique remetido à relativa obscuridade do blogue do Público onde foi publicado.

Por fim, não posso deixar de manifestar o meu agrado pelo interesse que temas de teoria e filosofia política suscitaram em tanta gente, ainda que o nível da discussão tenha frequentemente deixado a desejar. Como refere Alexandre Franco e Sá na conclusão do seu excelente artigo: “(…) Portugal precisa de uma escola em que se forme para o conhecimento, para a cultura, para a verdadeira discussão e para a crítica; não uma escola que promova as ideias feitas ou as “gargalhadas” que há poucos meses faziam as preferências de certa dirigente partidária”.

Pela minha parte – e pese embora a necessária declaração de interesses pela minha ligação ao Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa – não resisto a aproveitar a oportunidade para fazer publicidade recomendando a todos quantos desejem aprofundar conhecimentos sobre teoria política e história do pensamento político o Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais do IEP-UCP. Além de um plano curricular com forte ênfase na história do pensamento político e na teoria política contemporânea, o programa beneficia de um corpo docente de inegável qualidade e pluralismo.

Aproveito também para recordar que estão abertas as inscrições para o Estoril Political Forum 2016, este ano realizado em parceria com o International Forum for Democratic Studies e dedicado ao tema “Democracy and its Enemies: New Threats, New Possibilities”.

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Estoril Political Forum 2016: “Democracy and its Enemies”

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The title of this year’s meeting is reminiscent of the famous book by Karl Popper, The Open Society and Its Enemies, published in 1945. The book was an energetic defense of liberal democracy and Western civilization against its totalitarian enemies, both from the revolutionary left and the revolutionary right, communism and national-socialism.

(…)

The registration for the ESTORIL POLITICAL FORUM 2016, the XXIV International Annual Meeting in Political Studies is now open!

XXIV International Meeting in Political Studies – Estoril Political Forum 2016, on “Democracy and its Enemies: New Threats, New Possibilities”, this year in association with the International Forum for Democratic Studies, Washington, D.C.

Please see the Programme here»

For registrations click here»

For more information please contact: summerschool.iep@iep.lisboa.ucp.pt

Cantar as glórias do socialismo, de colapso em colapso

O colapso da Venezuela não irá acabar com o poder sedutor do socialismo – e há explicações para isso. Por Marian Tupy.

Olhando para o futuro, é seguro prever que mais países irão se recusar a aprender com a história e irão adotar novamente políticas socialistas, ainda que talvez sob outra roupagem e sob outro rótulo. Pior ainda: estou igualmente certo de que, quando isso novamente ocorrer, haverá “idiotas úteis” — para utilizar as palavras de Lênin — como David Sirota, que irão cantar as glórias do socialismo até o momento em que tal país se afundar no mais profundo colapso. E, após o colapso, esses nobres palpiteiros irão simplesmente tirar o time de campo, ignorar tudo o que escreveram, e passarão a parolar eloquentemente sobre outros assuntos.

O que nos leva a essa importante pergunta: dado que o socialismo sempre fracassou em todos os locais em que foi tentado, por que ainda existem inúmeras pessoas que insistem em lhe tecer glórias e em tentar fazê-lo funcionar?

José Rodrigues dos Santos sobre fascismo e marxismo

O meu artigo de hoje no Observador: De Marx a Mussolini.

Mas porventura o mais estranho no artigo de Paulo Pena é que se insira numa rubrica intitulada “Prova dos Factos”. Se se tratasse apenas – e assumidamente – de um artigo de opinião, seriam de lamentar as imprecisões e inconsistências (algumas das quais bastante grosseiras) mas pelo menos não estaria em causa a natureza do texto (apenas a sua falta de rigor e qualidade). Ao tentar apresentar-se como algo que notoriamente não é nem poderia ser, o artigo assume natureza mais gravosa por se inserir numa campanha de propaganda dirigida contra José Rodrigues dos Santos. Num contexto de hegemonia quase absoluta da esquerda e extrema-esquerda nas redações da comunicação social portuguesa, Rodrigues dos Santos – goste-se ou não do estilo – é uma presença incómoda. Mais ainda por não ser facilmente intimidável e por ter uma posição que lhe garante alguma autonomia.

Zilu

Zilu e o traidor. Por José Miguel Pinto dos Santos.

Basta folhear os Analectos para perceber que ninguém recebeu tantas críticas de Confúcio como Zilu. Criticas que, algumas, mordazes que eram, Zilu legitimamente poderia ter tomado como ataques pessoais e insultos. Apesar de impulsivo, nunca se deu por ofendido, e aceitou-as todas com elegância porque, na sua grandeza de caráter percebia a importância do diálogo e do debate, mesmo quando ríspidos, não só para o crescimento pessoal, nem tão pouco apenas para a boa gestão da coisa pública, mas também para o polir das ideias e o avanço do conhecimento. Foi esta abertura ao debate, na procura do que é ético e do que é verdadeiro, que manteve florescente o Confucionismo durante dois milénios e meio, mesmo sem nunca ter envergado as vestes diáfanas dos ideais democráticos. A crítica, ensinava Confúcio, é para o bem de quem a recebe se este a recebe bem: “O Mestre disse: ‘Se os estimas, não os corriges? E se lhes és leal, não os instróis?’” (Analectos 14, 7)

“Os lóbis mandam” porque o Estado mexe em tudo

Polvo estatal Na sua coluna no Expresso, Daniel Oliveira apela à participação cívica de quem “defenda a Escola Pública ou o Serviço Nacional de Saúde”. Diz o Daniel que, “numa sociedade como poucos hábitos de activismo cívico”, só “os interesses mais diretos – profissionais, corporativos ou locais – movem as pessoas”, o que faz com que “quem, com responsabilidades no Estado, queira defender o bem comum está muito fragilizado perante a pressão de interesses, corporações ou lóbis que tente enfrentar”. O Daniel continua, argumentando que “para além das decisões deste ou daquele ator político, o futuro da comunidade depende sempre do confronto entre interesses conflituantes”, e “se um desiste de se manifestar o outro acabará inevitavelmente por prevalecer. Se os cidadãos são passivos, serão sempre os interesses mais ativos a levar a melhor”.

Em parte, o Daniel tem razão. Os vários grupos de interesse que se manifestam nos mais diversos sentidos em torno das mais variadas questões têm muitas vezes uma agenda subordinada aos seus “interesses particulares”, potencialmente postos em causa pela acção política em prol de “algo mais abrangente a que chamamos de bem comum”, pelo qual “o Estado deve zelar”, e se só uma parte dos vários grupos que compõem uma sociedade se esforçam por defender os seus interesses particulares (ou, de forma mais benévola, a sua particular concepção do que é o “bem comum”), as decisões do Estado tenderão a reflectir os seus desejos, e não necessariamente aquilo que seria melhor para o país e a sociedade como um todo. Mas, ao contrário do que o Daniel pensa, “os lóbis” não “mandam” simplesmente “porque se mexem”; “mandam porque se mexem” num país em que o Estado mexe em tudo.

O que o Daniel não consegue perceber, como aliás geralmente acontece com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “esquerda” (e especialmente em Portugal, também com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “direita”), é que a esfera do Estado não está umbilicalmente ligada à prossecução do “bem comum”, nem o seu redondo e aconchegante seio está livre do peso da cabeça de “interesses particulares”. O Estado, como as empresas, as associações cívicas, as famílias ou qualquer conjunto de mais de uma pessoa, é formado por – pasme-se – pessoas, com as suas opiniões, interesses e preconceitos muito seus – numa palavra, privados. Sempre e onde quer que uma actividade ou série de actividades estejam entregues “ao mercado” – ou seja, à livre interacção e escolhas das pessoas que nelas participam – os resultados reflectem essas interacções e escolhas. Não reflectirão sempre a vontade de quem as faz – uns terão mais sucesso nas escolhas que fazem, quer por terem mais talento, mais sorte ou melhores condições à partida – mas serão resultado – desejado ou indesejado – dessas interacções e escolhas. Mas sempre e onde quer que o Estado intervenha (e circunstâncias em que a sua intervenção é mesmo mais que justificada, como, por exemplo, para dar meios de conduzir uma vida digna a quem por esta ou aquela razão não os obtenha por si próprio, ou garantir o acesso a cuidados de saúde a quem não os possa aceder pelos seus próprios meios, e especialmente na administração da justiça e do policiamento), está a substituir esse mercado da livre interacção e escolhas dos membros de uma sociedade pelo mercado da influência política, e a inevitável corrupção que o acompanha. Os “lóbis mandam” e têm o poder que têm porque em muitas actividades em Portugal, os tentáculos do polvo estatal tocam toda a sua extensão, quer através da legislação quer através da sua intervenção directa como prestador de serviços. Sendo assim, o sucesso ou insucesso na satisfação dos interesses particulares de cada um dos grupos que participam nessas actividades depende, não da satisfação dos que a eles possam recorrer, mas da pressão que conseguem exercer sobre quem toma as decisões políticas, e dos “favores” que conseguem oferecer ao poder político para depois serem devidamente cobrados. Onde o Estado interfere, mesmo que justificadamente, ganham, não o “bem comum”, mas os “interesses particulares” de quem consiga ter acesso privilegiado aos corredores do poder.

Veja-se por exemplo o que se passa na educação. A “esquerda” indigna-se com a pressão do “lobby” dos colégios com contratos de associação. A “direita”, por sua vez, revolta-se com a acção de Mário Nogueira e dos sindicatos de professores de escolas do Estado. O que nem uns nem outros fazem é defrontar a razão pela qual esses respectivos grupos de interesse exercem essa pressão da forma que exercem: o seu futuro e as suas condições de vida dependem das decisões do poder político – no caso dos colégios, da renovação dos contratos, no dos sindicatos, na atribuição de uma série de benefícios que exigem – e portanto dependem do quão bem sucedidos são a convencer os governos a satisfazerem a sua vontade. Mas se, por exemplo, o Estado deixasse de financiar directamente qualquer escola, fosse ela detida pelo Estado ou por privados, passando a financiar os alunos cujos pais não tivessem meios próprios para pagar o acesso da sua criança à escola da sua preferência, o bem-estar e futuro dos indivíduos dessas escolas deixariam de depender de decisões políticas, tornando obsoleta a necessidade de fazer pressão sobre os decisores governamentais; passariam a depender da capacidade de uns e outros de oferecerem a pais e alunos um serviço de educação que satisfizesse as suas necessidades e desejos, em vez de dependerem da facilidade que têem ou não em ligar para o telemóvel do Ministro da Educação ou de o assustar com o número de participantes nas suas respectivas manifestações. Como ninguém propõe uma solução deste tipo, “os lóbis” – sejam os das escolas privadas sejam os “da Escola Pública” – continuam a mandar. E a vida das pessoas a piorar.

“The financial crash and its causes”, 25 Maio, 18h30, em Lisboa

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Entrada livre mas sujeita a inscrição. Mais informações aqui.

A inspiração de Bento XVI

O meu artigo desta semana no Observador: Fé e Razão: a inspiração de Bento XVI.

Numa altura em que os laicistas radicais procuram monopolizar o espaço público, é mais importante que nunca promover o debate livre e aberto e combater pela liberdade contra a intolerância e o fanatismo

Debate na Universidade do Minho – dia 23, às 11:00

Na próxima Segunda-feira, dia 23, às 11:00, estarei na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho para participar num debate inserido nas comemorações dos 20 anos da licenciatura em Economia na EEG.

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O Inverno da ignorância está a chegar

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Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

Prémio Europeu Professor Sousa Franco 2016

Parabéns à Graça, vencedora da edição deste ano do Prémio Europeu Professor Sousa Franco na categoria investigação.