% of all votes in the 14 European countries with continuous democracy since 1949

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Voting and non-voting in the 14 European countries with continuous democracy since 1949

100 years of European politics in one figure

Michael Novak (1933-2017)

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Hoje regresso, ocasionalmente, ao Observador para recordar a vida e legado de Michael Novak: Michael Novak (1933-2017): capitalismo, liberdade e verdade.

Michael Novak, que morreu esta sexta-feira, foi um dos mais esclarecidos e influentes estudiosos católicos do capitalismo democrático e em particular das suas dimensões moral, cultural e espiritual.

Human Action – Amanhã no IEP-UCP

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Amanhã, a partir das 19:00, falarei sobre a obra Human Action, de Ludwig von Mises, no IEP-UCP. Entrada livre. Mais informações aqui.

Human Action – 15 de Fevereiro no IEP-UCP

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No próximo dia 15 de Fevereiro, a partir das 19:00, falarei sobre a obra Human Action, de Ludwig von Mises, no IEP-UCP. Entrada livre. Mais informações aqui.

Compreender o fenómeno Trump

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Trump is no fascist. He is a champion for the forgotten millions. Por John Daniel Davidson.

America is deeply divided, but it’s not divided between fascists and Democrats. It’s more accurate to say that America is divided between the elites and everybody else, and Trump’s election was a rejection of the elites.

That’s not to say plenty of Democrats and progressives don’t vehemently oppose Trump. But the crowds of demonstrators share something in common with our political and media elites: they still don’t understand how Trump got elected, or why millions of Americans continue to support him. Even now, recent polls show that more Americans support Trump’s executive order on immigration than oppose it, but you wouldn’t know it based on the media coverage.

Support for Trump’s travel ban, indeed his entire agenda for immigration reform, is precisely the sort of thing mainstream media, concentrated in urban enclaves along our coasts, has trouble comprehending. The fact is, many Americans who voted for Trump, especially those in suburban and rural areas across the heartland and the south, have long felt disconnected from the institutions that govern them. On immigration and trade, the issues that propelled Trump to the White House, they want the status quo to change.

Leitura complementar: O Presidente Trump, as sondagens e o futuro.

Revista Portuguesa de Filosofia: Política e Filosofia

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Depois de em 2009 (como o tempo passa…) ter publicado numa edição da prestigiada Revista Portuguesa de Filosofia dedicada à ligação entre Filosofia e Economia (na altura dirigida por João J. Vila-Chã, SJ), regresso em 2017 (agora sob direcção de Álvaro Balsas, SJ) no fascículo “Política e Filosofia I: A Democracia em Questão”, com um artigo conjunto com o meu colega Hugo Chelo: “Discurso Contemporâneo sobre a Paz e a Guerra à Luz da Teoria da Guerra Justa: uma Leitura dos Desenvolvimentos do Magistério Católico”.

Destaco também outros dois artigos de investigadores integrados do CIEP (centro de investigação que tenho a honra e prazer de dirigir na Universidade Católica): “Hayek e a Recuperação do Ideal Democrático”, por José Manuel Moreira e “Democracia Liberal e Repúdio Iliberal: Roger Scruton e a Tradição Conservadora Anglo-Saxónica”, por João Pereira Coutinho.

Mais informações aqui.

Continue reading “Revista Portuguesa de Filosofia: Política e Filosofia”

Make us poorer, again IV

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Vale a pena ler o artigo de opinião de Juan Ramón Rallo, Gobierno de Trump: los planes de Trump o cómo empobrecer a las clases medias de EE.UU.

(…)  Al respecto, el Peterson Instituteha estimado que una guerra comercial entre EE.UU., por un lado, y China y México, por el otro, provocaría que la economía estadounidense perdiera cinco millones de empleos hasta 2019: tanto las compañías locales que se dedicaran a exportar a China o México cuanto las empresas locales que distribuyeran mercancías importadas se verían enormemente penalizadas. Los sectores más afectados serían los manufactureros, con caídas del empleo potencial de hasta el 10%. A su vez, los estados más negativamente afectados serían Washington, California, Texas y también el cinturón industrial de EE.UU. (Michigan, Illinois, Wisconsin, Pensilvania u Ohio), los cuales sufrirían pérdidas de puestos de trabajo superiores al 4%.

En definitiva, quienes podrían salir más perjudicados de una escalada proteccionista entre EE.UU. y el resto del mundo son justamente aquellas clases trabajadoras cuyos intereses Trump dice querer defender: tanto sus rentas nominales cuanto su poder adquisitivo se verían muy negativamente afectados por una guerra comercial. Por supuesto, los habrá que piensen que el presidente republicano jamás tolerará que otros países dañen comercialmente a EE.UU., pero entonces deberá renunciar a uno de los principios expuestos en su (horrible) discurso de investidura: el aislacionismo. Recordemos que, de acuerdo con el magnate neoyorquino: “Buscaremos amistad y buenas relaciones con las distintas naciones del planeta, pero lo haremos entendiendo que todas las naciones tienen el derecho a anteponer sus propios intereses”. Si todas las naciones tienen derecho a anteponer sus propios intereses, ¿cómo rechazar que China o México represalien a EE.UU. castigando con aranceles a sus productos para así proteger a ciertas industrias locales? ¿O cómo frenar una carrera arancelaria global absteniéndote de intervenir en la política extranjera?

Una hora después de que Trump se convirtiese en presidente, la nueva Administración difundió un esbozo de las políticas que planea aplicar en energía, empleo, política exterior y comercio

Todos hemos salido ganando con la globalización de los últimos 30 años. Una guerra comercial a gran escala nos perjudicaría igualmente a todos y solo beneficiaría a los populistas nacionalistas que acceden al poder dividiendo, enfrentando y envenenando la concordia entre los distintos ciudadanos del planeta. ‘Make globalization great again‘.

O comércio gera riqueza e não é imoral, ao contrário do proteccionismo.

Leituras complementares: Make us poorer, again, Make us poorer, again IIMake us poorer, again III.

 

Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

Donald Trump e “A Era da Desmiogarquia”

 

Um texto meu no site britânico CapX:

“Sullivan’s words might sound overly-dramatic, but there’s some validity to them. Not in the sense that America’s first orange president will become a true tyrant, but that his election does say something about the predicament of the American Republic. It is a symptom of the American democracy’s degeneration into a desmiogarchy – the government of the shackled, of those in bounds.

This degeneration has been a feature of European politics for several years now. All over the continent (Austria, Poland, Sweden, Denmark, Portugal), an increasing number of voters have transferred their support from mainstream, “centrist” parties to extremist, populist ones, or have elected not to participate in the democratic process at all. The pattern will likely be repeated in future elections in the continent, whether in Germany, Italy or most particularly in France.

At the root of this “desmiogarchization” of European democracies lies the exponential growth of the state. Since the turn of the century, across the continent, public spending has soared as a share of national income – from 51.6 per cent in 2000 to 55.9 per cent in 2012 in France; from 45.9 per cent to 49 per cent in Italy; from 41.6 per cent to 46.9 per cent in Portugal.

(…)in the end, these welfare states created a series of problems that seem difficult to overcome. They’re ineffective: they respond not to the needs of those who use them, but to the bureaucratic goals of political decision-makers. They’re unsustainable: there is an ever smaller number of workers paying for an ever-growing number of beneficiaries. And they’re unfair: because they try to provide for those who need it and those who don’t, they end up giving too much to those who don’t need it and not enough to those who do.

On the one hand, the inefficiency of these services feeds the electorate’s high – and growing – level of dissatisfaction with governments and politicians. On the other, European electorates seem pretty reluctant to give their support to any reform that might mean they would have to give up some of the things they take for granted.

The combination is lethal: most voters make their electoral choices on the basis of who they believe will be capable of keeping things as they are, but at the same time, those voters who want to keep the statist status quo intact grow unhappy with the practical results of that same statism. So voters blame the traditional governing parties for not being able to give them the statism of plenty they long for.”

O resto pode ser lido aqui.

Trump, as sondagens e o futuro

O artigo que marca o fim de ciclo na colaboração regular com o Observador que mantive, com muito gosto, desde o início do projecto: O Presidente Trump, as sondagens e o futuro.

O enviesamento, arrogância e sobranceria com que a sua candidatura e os seus apoiantes foram sistematicamente analisados dificultaram e muito a compreensão do fenómeno Donald Trump.

O que importa é a amizade entre as pessoas

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O verdadeiro significado da amizade, está na TAP.

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

A amizade pode existir entre homens e mulheres, irmãos, namorados, maridos, parentes, pessoas com diferentes vínculos. É um relacionamento social voluntário de intimidade. Algumas bases do sentimento de amizade são a reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

A amizade pode ter diversas origens, como o meio em que as pessoas convivem, por exemplo, o trabalho, o colégio, a faculdade, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração.

A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

in Significados.

Make us poorer, again

Trump, o proteccionista.

Therefore, despite the naive proclamations from Trump about “making America great again” with protectionism and tariffs, the economic analysis above demonstrates that protective tariffs make the country imposing them worse off,on net, and that proposition is supported by 200 years of economic theory and hundreds of empirical studies. That is why economists almost universally support free trade and oppose tariffs and trade protection – because economic analysis and empirical evidence clearly show that there are always net economic losses from protectionism.

If Trump is successful with his mercantilist and protectionist trade policies, it will be average Americans who will be punished by punitive tariffs, not the Mexicans or Chinese. And while Trump’s protectionism might save some U.S. jobs in the short run, his tariffs and other protectionist measures will unavoidably lead to even greater job losses in the long run, and less prosperity and a lower standard of living for the average American. That’s not a formula for greatness, it’s a guaranteed formula for economic impoverishment.

Candidaturas IEP-UCP – Até 20 de Janeiro

Encerram a 20 de Janeiro de 2017 as candidaturas para os programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

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Geringonça no eucaliptal

A assinatura do acordo de constituição da geringonça foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital
A assinatura do acordo de constituição da geringonça entre Heloísa Apolónia e António Costa foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) tem a arte de existir, possuir um grupo parlamentar sem nunca se conhecer a quantidade de votos expressos em qualquer urna de votos, desde que existe, decorria o mês de  Dezembro do ano de 1982.

Este partido claramente democrático e de votações expressas muito constantes, criado pelo PCP durante a Guerra Fria por forma a acudir aos desejos ambientalistas de Moscovo e a enganar algum ecologista militante mais distraído, comtempla a “ecologia como concepção  política”. No fundo, como “portadora de uma nova forma de pensar o mundo e a organização das  sociedades. A ecologia política toma a espécie humana como uma componente da Natureza, tal  como outras espécies, constatando a sua dependência em relação a elementos naturais  imprescindíveis à sua sobrevivência – como o ar, a água, o solo, a fauna e a flora.” O PEV descobre mesmo o  demónio no planeta Terra (pois deconhece-se a sua acção noutros planetas):“os modelos liberais e  neo-liberais, que têm imperado no mundo, têm resultado no esgotamento e na delapidação dos  recursos naturais, corporizando formas de organização económica que fomentam a produção  intensiva e descontrolada e o consumismo desregulado, concentrando e intensificando sempre mais  a riqueza nas mãos de uma pequena minoria, sem pudor na negação de direitos a largas faixas da  população e na generalização da pobreza a biliões da seres humanos.” A solução apontado é o “eco- desenvolvimento”.

Quero acreditar que a convergência política na geringonaça é possível com o investimento de milhões na indústria de papel e a exploração económica do eucaliptal. As palavras do Primeiro-Ministro, António Costa são, como é costume, claras como o petróleo verde:

(…) Assinados os contratos de investimento, que vão permitir criar a maior unidade de descasque e destroçamento de madeira da Europa, o primeiro ministro plantou a ideia de reconstruir o setor florestal e explicou como fazê-lo: “valorizando os nossos recursos autóctones, que são decisivos para a riqueza do país, mas também necessariamente a plantação do eucalipto”.

Portugal precisa de melhorar a produtividade da Floresta e com isso melhorar a produtividade do eucalipto. É “o grande desafio que temos pela frente”, assume António Costa, que acrescenta que “a produtividade média por hectare é baixíssima. Não são só os matos que estão ao abandono, há muita área de eucalipto que também o está”.

Uma melhor produção de eucalipto permite responder à procura das indústrias e aumentar a produção de pasta de papel, setor onde Portugal dá cartas e que ajuda a equilibrar a balança comercial. Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel”, afirma.

Ramón Díaz (1926-2017)

Morreu hoje Ramón Díaz, Presidente da Mont Pelerin Society entre 1998 e 2000 e defensor incansável da liberdade.

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Ramon Diaz on F. A. Hayek’s Liberalism

Leitura complementar: Cuando un hombre hace historia; Ramon Diaz and the Spread of Liberal Ideas in Uruguay.

Niall Ferguson – The Decline and Fall of History

The Decline and Fall of History

Leitura complementar: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

Zizek, o Islão e a decadência intelectual da esquerda

Miguel Morgado sobre O Islão é Charlie?, de Slavoj Žižek: Crítica de livros: O Islão é Charlie?

Curiosamente, Zizek inicia este pequeno manifesto com uma crítica cerrada à correcção política que caracteriza a chamada esquerda democrática. Zizek diz com todas as letras que as atenuantes com que a esquerda nos brinda sempre que ocorre uma atrocidade a cargo do fundamentalismo islâmico – os muçulmanos são oprimidos e explorados, os EUA com a sua política no Médio Oriente são os responsáveis pelos atentados, falta tolerância multiculturalista – são uma demonstração da falência intelectual dessa esquerda. Diz Zizek com notável discernimento: “quanto mais os left wing liberals ocidentais se culpabilizarem, mais serão acusados pelos muçulmanos fundamentalistas de hipócritas que apenas tentam esconder o seu ódio pelo Islão”. Para Zizek não há atenuantes para um fundamentalismo que é um fanatismo “racista, religioso e sexista”. Dá bem ideia da decadência actual da esquerda não revolucionária que seja preciso Zizek para lhe dizer isto.

Síria: back to basics XXIX

Pára tudo: a guerra acabou e a santa mãe rússia retira as tropas de uma Síria pacificada.

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Ah esperai é uma notícia do renovado Pravda.

Frederico Lourenço

Uma espécie de milagre. Por José Tolentino Mendonça.

Frederico Lourenço é uma espécie de milagre no contexto português. Pense-se no que ele teve de contrariar para entregar-se a empresas tão desproporcionadas, na ambição e no brilho, empresas no fundo tão humílimas e necessárias, como traduzir sem perder o fôlego o cancioneiro homérico, uma parte da lírica grega e agora adentrar-se no mare magnum que é o repositório bíblico. E realizar isso nas condições possíveis em Portugal, onde a erosão de uma área disciplinar fundamental como a dos estudos clássicos parece um desastre em vias de consumar-se. Certamente é fantástico aquilo que António Barreto sublinhou em nome do júri do Prémio Pessoa que agora lhe foi atribuído, e de que ele é inteiramente merecedor: “Frederico Lourenço é responsável por um fenómeno raro: tornou a ‘Odisseia’ e a ‘Ilíada’ best-sellers entre nós.” Mas como se faria outra justiça ao trabalho do nosso miglior fabbro se, por exemplo, as edições dessas obras pudessem ser ao mesmo tempo best-sellers e bilingues como noutras paragens? Ninguém como Frederico Lourenço lamenta que “a língua de Homero, Platão e do Novo Testamento se tenha tornado, em Portugal, aquilo que em três mil anos de história nunca chegou verdadeiramente a ser: uma língua morta”. Contudo, ele não desiste. Dá o seu melhor. Dá-nos chão. Amplia-nos. Transcende-nos.

Geringonça de verdade

Sintomas

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O meu artigo desta semana no Observador: Populismos: de Tsipras a Trump.

O populismo pode assim ser visto como um sintoma da falência dos modelos sociais correspondentes e, muito em particular, da sua incapacidade para proporcionarem os resultados prometidos. Como eloquentemente explicou há mais de sete décadas Friedrich Hayek na sua obra The Road to Serfdom, os sucessivos fracassos das políticas intervencionistas conduzem a um gradual aumento das frustrações do eleitorado. Frustrações essas que abrem espaço para figuras carismáticas que se apresentem como líderes “fortes”, com um discurso agressivo centrado no enfrentamento do “sistema” e na suposta defesa dos interesses e aspirações do “cidadão comum”.

Candidaturas IEP-UCP – Semestre de Primavera

Candidaturas abertas até 20 de Janeiro de 2017 para os programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

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Tiago Barbosa Ribeiro merece uma comenda

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Deus e a concelhia distrital do PS do Porto abençoaram-nos pela existência, vivência, visão analítica e obra política do deputado Tiago Barbosa Nogueira consubstanciados num tweet de 2013.

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Outras luzes do Tiago Barbosa Ribeiro: O PS é uma Grécia?; Prémio hot para o deputado socialista da legislaturaO PS, as portagens e a nova geração de socialistasO Casillas que se cuideQuando a vergonha muda de corUma homenagem aos lutadores pela imparcialidade da imprensa e Tiago Barbosa Ribeiro – para compreender o novo PS.

Compreender o fracasso do modelo de agências reguladoras em Portugal

Um artigo bem fundamentado, corajoso e escrito por quem conhece como poucos a teoria e prática dos processos de captura institucional em Portugal: O Estado-Regulador portuguese style. Por Nuno Garoupa.

A chegada do modelo de agências reguladoras a Portugal encontrou, pois, uma cultura hostil, uma apetência pela governamentalização, a preponderância da opacidade e da falta de transparência, um sistema judicial ineficiente e incapaz de lidar com os desafios da regulação económica. Foi, portanto, um transplante incómodo destinado a falhar.

(…)

Em Portugal, o Estado-regulador morreu antes de começar. Os sucessivos governos lidaram mal com a independência dos reguladores e, rapidamente, decidiram que são despojos partidários. Invalidaram a possibilidade de contratação internacional de reguladores, fugiram das boas práticas (não há nenhum concurso digno desse nome), integraram os reguladores no grande esquema do aparelho do Estado sujeito às conveniências políticas do momento. A primazia da cultura administrativa portuguesa (deferente e amiga da governamentalização) manteve-se inalterável. Os tribunais não desempenham qualquer papel minimamente relevante. A captura privada dos reguladores merece alguma atenção na comunicação social, mas longe de irritar o poder político.

Num país que cultiva a fidelização pessoal ou partidária dos cargos públicos em detrimento da qualidade técnica, do mérito profissional ou da independência institucional, não há espaço para um modelo de agências reguladoras. Num país onde os tribunais não podem supervisionar a atividade regulatória e a regulação por litigância está absolutamente penalizada, não faz sentido pensar em regulação económica.

Sem prestação de contas efetiva e sem desgovernamentalização, não faz qualquer sentido o modelo de agências reguladoras. É simplesmente anacrónico. Defendo, por isso, dentro do Direito Comunitário, o regresso ao modelo das direções-gerais. Tem mais legitimidade democrática, mantém o capital humano necessário ao Estado-intervencionista, é mais barato orçamentalmente e adere à realidade cultural das elites políticas e económicas portuguesas.

Como maximizar a imigração ilegal do México para os EUA

Um artigo brilhante de Tyler Cowen: What If Trump Wanted More Illegal Immigration? Wait, He’s On It!

Imagine that a new U.S. president, different from the one we just elected, set out to maximize the number of illegal Mexican immigrants. Maybe he or she saw electoral advantage in this, or maybe just thought it was the right thing to do. But how to achieve that end? Imagine also that I was called into the Oval Office to give advice.

I would start by recommending an enormous new program of fiscal stimulus and construction. Let’s rebuild our roads, bridges and power grids, and put up some new infrastructure as well, including perhaps an unfinished border wall. That will require a lot of labor, and Mexican labor, including that of the illegal variety, is common in the construction business. The financial crisis, and the resulting freeze-up in the housing market, was a major reason why Mexican migration to the United States went into reverse, so a new building program might counteract that trend.

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Trump and higher education

Higher education is awash with hysteria. That might have helped elect Trump. Por George Will.

Many undergraduates, their fawn-like eyes wide with astonishment, are wondering: Why didn’t the dean of students prevent the election from disrupting the serenity to which my school has taught me that I am entitled? Campuses create “safe spaces” where students can shelter from discombobulating thoughts and receive spiritual balm for the trauma of microaggressions. Yet the presidential election came without trigger warnings? (…) Academia should consider how it contributed to, and reflects Americans’ judgments pertinent to, Donald Trump’s election. The compound of childishness and condescension radiating from campuses is a reminder to normal Americans of the decay of protected classes — in this case, tenured faculty and cosseted students. (…) Institutions of supposedly higher education are awash with hysteria, authoritarianism, obscurantism, philistinism and charlatanry. Which must have something to do with the tone and substance of the presidential election, which took the nation’s temperature.