Virtude Política: Uma Análise das Qualidades e Talentos dos Governantes (2)

Livros para o Natal (I). Por João Carlos Espada.

A minha primeira sugestão de livros para o Natal é Virtude Política: Uma Análise das Qualidades e Talentos dos Governantes, de Pedro Rosa Ferro (Almedina, 2017). Trata-se de um livro importante sobre um tema muito importante: a virtude política.

O autor detecta um paradoxo curioso nas nossas contemporâneas democracias liberais. Por um lado, é voz corrente a condenação da falta de virtude política nos detentores de cargos públicos (por vezes designados como ‘elites’). Por outro lado, a praça pública, ou o debate político público, encara com sérias reservas (para dizer o mínimo) qualquer referência ao conceito de virtude — embora lance simultaneamente sobre os políticos a suspeita permanente de não praticarem a virtude.

Pedro Rosa Ferro discute este paradoxo com notável abertura e profundidade. Através de uma vigorosa conversação crítica com alguns dos grandes filósofos ocidentais — Aristóteles, Tomás de Aquino, Locke, Burke, ‘Publius’ e Tocqueville, entre outros — Pedro Rosa Ferro recorda uma nobre genealogia intelectual da tradição ocidental em que o ideal da liberdade e o sentido pessoal de dever sempre estiveram associados. Em rigor, o autor parece sugerir uma tese ainda mais forte: a liberdade e o governo limitado não estarão seguros, se não existir uma cultura pública comum que valorize a virtude e o autocontrolo.

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Virtude Política: Uma Análise das Qualidades e Talentos dos Governantes

Recordando Francisco Suarez (1548-1617)

Recordando Francisco Suarez (1548-1617). Por João Carlos Espada.

Recordar Francisco Suarez consiste também em recordar que a civilização ocidental da liberdade sob a lei não começou com as ideologias revolucionárias do século XVIII.

Tyler Cowen sobre o novo livro de Bruno Maçães

Best non-fiction books of 2017

Bruno Maçães, The Dawn of Eurasia. Technically this doesn’t come out until January, but I read it smack in the middle of 2017 to blurb it. It is my pick for “best of the year,” if I am allowed to count it. It is one book that has changed how I frame 2017 and beyond.

Pós-Graduação em Escola Austríaca de Economia 2018

Apresentação do Curso 2018

Trata-se de um curso de Pós-Graduação, com a duração de um semestre (120 horas), que versará sobre o pensamento económico, filosófico e político da Escola Austríaca de Economia, e os seus principais autores e representantes, onde se destacam Carl Menger, Eugene Bohm-Bawerk, Ludwig von Mises, Friedrich Augus von Hayek e Murray Rothbard.

O curso incidirá sobre aspetos de Economia, Direito e Filosofia Política, assim como versará temas relacionados com o liberalismo político e económico, o libertarianismo, fazendo o contraponto com as doutrinas e o pensamento marxista e keynesiano.

É um curso inspirado noutros que existem em Universidades europeias e americanas, entre elas a Universidade Rey Juan Carlos, em Madrid, a Universidade Francisco Marroquín, na Guatemala, a George Mason University, nos EUA e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Horário:
Sextas-feiras, 18,30 – 21,30
Sábados, 9,00 – 13,00 (de 15 em 15 dias intervalando com as 5ª feiras)

Podem saber mais e candidatarem-se nesta página da Univ. Lusófona do Porto.

PGEAE

Colóquio Francisco Suarez – 29 de Novembro em Lisboa

No próximo dia 29 de Novembro, na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, serei um dos oradores no Colóquio que assinala os 400 anos da morte de Francisco Suarez.
Mais informações aqui.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres e entre regiões em Portugal

O sexo e as cidades: uma visão regional das disparidades salariais. Por Carlos Guimarães Pinto.

Curiosamente, a diferença salarial de uma mulher no Norte em relação a um homem com as mesmas características (9,3%) é ligeiramente inferior do que em relação a uma mulher que trabalhe na Área Metropolitana de Lisboa (9,9%). Para uma mulher a trabalhar no Norte do país, a região onde vive tem um efeito mais negativo no seu salário do que o sexo com que nasceu.

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Socialism happens

Constitutionalism in a Plural World

~

No próximo dia 23 de Novembro apresentarei a comunicação “Beyond Constitutional Rules: the case of the Constitution of the Portuguese Republic of 1976” (elaborada em co-autoria com Inês Gregório e Daniela Silva) no âmbito da conferência internacional “Constitutionalism in a Plural World” no Campus da Foz da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Mais informações, incluindo o programa completo da conferência, aqui.

Luiz Felipe Pondé, dia 24 de Novembro no IEP-UCP

Luiz Felipe Pondé no próximo dia 24 de Novembro no IEP-UCP.

A maior fraude intelectual e moral do século XX

A fraude da revolução soviética. Por João Carlos Espada.

A revolução soviética, cujo centenário alguns celebram amanhã, foi simplesmente a maior fraude intelectual e moral do século XX.

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O Conservadorismo do Futuro – Miguel Morgado

O Conservadorismo do Futuro e Outros Ensaios (Edições 70, 2017) é o mais recente livro do meu colega Miguel Morgado (professor no Instituto de Estudos Políticos e investigador no CIEP, da Universidade Católica Portuguesa), com prefácio de Rui Ramos.

Não é um almoço grátis mas é muito útil

The Encyclopedia of Libertarianism.

Thaler e a premissa omissa na agenda progressista

De regresso – ainda que ocasionalmente – ao Observador com algumas reflexões sobre Richard Thaler num artigo conjunto com José Manuel Moreira: Richard Thaler e o Estado como senhorio público

Trata-se de revelar a premissa omissa na agenda progressista: a noção de que o Estado se encontra investido da autoridade de um senhorio público com inquestionável poder de domínio sobre a sociedade.

“The case for colonialism”: assim vai a liberdade académica no Ocidente…

The case for colonialism

WITHDRAWAL NOTICE

This Viewpoint essay has been withdrawn at the request of the academic journal editor, and in agreement with the author of the essay. Following a number of complaints, Taylor & Francis conducted a thorough investigation into the peer review process on this article. Whilst this clearly demonstrated the essay had undergone double-blind peer review, in line with the journal’s editorial policy, the journal editor has subsequently received serious and credible threats of personal violence. These threats are linked to the publication of this essay. As the publisher, we must take this seriously. Taylor & Francis has a strong and supportive duty of care to all our academic editorial teams, and this is why we are withdrawing this essay.

A importância de ter projecções fiáveis

A confirmar-se, será um belo exemplo da importância de ter projecções fiáveis: Passos foi enganado

O líder do PSD ponderou anunciar a não recandidatura na própria noite eleitoral. Quando lhe deram as projeções para Lisboa e para o resto do país. No final, descontando Lisboa e Porto, onde o PSD foi arrasado, o partido até cresceu mais de 30 mil votos no resto do país. Já foi tarde.

Sobre o assassino que vende t-shirts

Che Guevara: o homem que desprezava a humanidade, por Rui Ramos no Observador.

The Killing Machine Che Guevara, from Communist Firebrand to Capitalist Brand, de Alvaro Vargas Llosa.

Afro-matemática versus matemática racista

O marxismo cultural está bem e recomenda-se.

Graças ao Lula da Silva e à carteira dos contribuíntes brasileiros, a Universidade Federal do ABC (UFABC), criou duas novas disciplinas no curso de Licenciatura em Matemática: Estudos Étnicos-raciais e Afro-matemática como Transformadora Social. Não sei do que é que está à espera o Ministério da Educação da Geringonça para colocar um travão progressista ao racismo da matemática.

(…) A proposta foi criada pelo “Coletivo Negro Vozes” para “combater o racismo na matemática”. De acordo com o coordenador do coletivo, Jorge Costa, “a disciplina de matemática é uma das responsáveis pela exclusão de negros e negras das escolas e consequentemente dos cursos superiores nas áreas tecnológicas”.

Após objeções conceituais do Núcleo Estruturante da Licenciatura em Matemática da UFABC, a disciplina de “Afro-matemática” foi renomeada como Seminários em Modalidades Diversas em Matemática. A ementa e a bibliografia proposta pelo “coletivo”, entretanto, foi a mesma, o que foi comemorado por Jorge: “Este talvez seja o primeiro ou um dos primeiros cursos de licenciatura em matemática que se propõe a discutir o racismo de modo estruturante como uma obrigatoriedade da instituição”. (…)

Catalunha e Escócia

Madrid’s violent tactics will only push Catalans towards independence. Por Daniel Hannan.

To see how Madrid has destroyed that status quo, try to imagine London taking a similar line over Scotland. Suppose that, instead of agreeing terms for a referendum with Alex Salmond, David Cameron had had him prosecuted. Picture Tory politicians in London calling for Scots to be ‘Anglicised’, as a Partido Popular minister demanded the Catalans be ‘Hispanicised’. Try to visualise Met officers knocking pensioners aside as they carted ballot boxes out of schools.

Scots would rightly have felt that they were being dealt with not as fellow citizens, but as conquered vassals. Most Irish people felt the same way following the bloody repression of the 1916 rising, when Dublin was treated not as a British city, but as an enemy redoubt. Republicanism went overnight from being a fringe position to having clear majority support. Telling people that they are not allowed to leave turns out to be a pretty good way of ensuring that they do.

A few weeks ago, I made this point to Raül Romeva, whom the Catalan Generalitat calls its foreign minister, at his exquisite headquarters in the 14th-century Cases dels Canonges, near Barcelona’s cathedral. The Gothic surroundings were magnificent, and his conversation was entertaining, so I had no desire to walk out. ‘But if I saw someone trying to lock me in, what do you think I’d do?’

Future Law – I Congresso Internacional sobre o Futuro do Direito

Mesmo não sendo o Direito a minha área principal de investigação, foi com muito gosto (e vontade de aprender) que aceitei o convite para integrar o Comité Científico do Future Law – I Congresso Internacional sobre o Futuro do Direito, que terá lugar no Campus da Foz, no Porto, da Universidade Católica Portuguesa, nos dias 7 e 8 de Junho de 2018.

O FUTURE LAW será celebrado na Universidade Católica Portuguesa, Escola de Direito do Porto, nos dias 7 e 8 de junho de 2018. Tem por objetivo reunir investigadores e professores de alta capacidade científica com o intuito de promover o debate, a troca de conhecimentos e a interação de ideias, a fim de difundir o conhecimento jurídico nas suas variadas vertentes. É com satisfação que se convida a comunidade académica a submeter propostas para apresentação nos painéis do congresso. O FUTURE LAW conta com a colaboração da Universidade de Verona, Universidade de Santiago de Compostela, Universidade de Salamanca e Universidade Europeia de Madrid.

Para potenciais interessados, aqui fica o Call for Papers.

Liberalismo, esquerda e direita

Pessoalmente, embora sem certezas absolutas neste domínio, sou mais céptico relativamente à dicotomia esquerda-direita, mas recomendo enfaticamente este texto: Esquerda e direita. Por Rui Albuquerque.

Poderíamos prosseguir, mas estes são já bons argumentos para mantermos a dicotomia «esquerda-direita» e para dizermos que o liberalismo se deve situar na segunda e nunca na primeira.

Não nos referimos, entenda-se, ao liberalismo histórico francês e afrancesado ou ao actual «liberalismo» americano, que eram e são manifestações de estatismo pueril, no primeiro caso, e de social-democracia moderna, no segundo. Referimo-nos a um liberalismo que se projecta no indivíduo, na propriedade, na cooperação, na criação e distribuição de riqueza sempre à margem ou para além do intervencionismo do estado, na justiça e numa igualdade social que advêm de uma sociedade mais próspera, mais rica e com mais oportunidades para um cada vez maior número de pessoas.

À esquerda nunca encontraremos quem defenda o conjunto destes valores. À direita ainda encontramos. Pensem nisso.

“Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal”

Carta da América. Por João Carlos Espada.

Na América, está em curso um vigoroso renascimento conservador-liberal. Conseguirá a vaga conservadora em gestação na Europa acompanhar a linguagem liberal e anti-estatista da sua congénere americana?

Nas últimas duas semanas, fiz uma pitoresca viagem americana, com início na jovial Universidade de Anchorage, no Alasca, e término na vetusta Universidade de Harvard, em Cambridge, MA. Por um lado, nada de novo: a cada passo, encontrei a vibrante sociedade civil e empresarial que sempre distinguiu a América. Por outro lado, algo de muito novo: emerge dessa sociedade civil uma profunda reacção conservadora-liberal contra a engenharia social politicamente correcta.

Esta reacção apresenta traços que também se vislumbram na Europa: reafirmação do patriotismo, oposição à imigração descontrolada, reafirmação das diferenças entre os sexos, recusa do abaixamento de padrões culturais e morais. Por outro lado, estes traços, que poderiam ser designados como conservadores, surgem profundamente associados à reafirmação das tradições liberais americanas: redução da área de intervenção do estado, liberdade de expressão e de religião, prioridade às instituições espontâneas da sociedade civil, forte crítica às organizações burocráticas e ao despotismo das suas regulamentações inovadoras.

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“Política orçamental: eficácia, sustentabilidade, equidade e controle democrático” – 26 de Setembro

No próximo dia 26 Setembro, a partir das 14:00, terá lugar na Nova School of Business and Economics a conferência “Política orçamental: eficácia, sustentabilidade, equidade e controle democrático”, na qual serão apresentados alguns resultados intermédios da investigação levada a cabo no âmbito do projecto “Orçamento, economia e democracia: uma proposta de arquitectura institucional”, coordenado pelo Professor Abel Mateus e em cuja equipa tenho tido o prazer de participar. Por me encontrar em Londres nesse dia devido a obrigações na St. Mary’s University, a apresentação da parte do projecto na qual trabalhei mais directamente estará a cargo da investigadora Catarina Leão, que colaborou comigo na sua elaboração.

Os restantes oradores da conferência serão Abel Mateus, Pedro Magalhães, José Tavares, Francesco Franco, Rita Calçada Pires, com comentários a cargo de Carlos Farinha Rodrigues, Orlando Caliço, Ricardo Reis, Teodora Cardoso, João Borges de Assunção e Rui Lanceiro.

A entrada é livre mas sujeita a inscrição. Mais informações aqui.

III Fórum Economia Social – 20 de Setembro, no Porto

No próximo dia 20 de Setembro serei um dos oradores (com Nuno Ornelas Martins e José António Pereirinha) no painel da manhã do III Fórum Economia Social, que terá lugar no Campus da Foz da Universidade Católica, no Porto. Mais informações e inscrições aqui.

At the Origins of Modernity: Francisco de Vitoria and the Discovery of International Law


At the Origins of Modernity: Francisco de Vitoria and the Discovery of International Law
Beneyto, José María, Corti Varela, Justo (Eds.)

Foi com muito gosto que contribuí primeiro para a conferência (em 2015) e depois para o livro (acabado de publicar) com o capítulo “Vitoria, the Common Good and the Limits of Political Power”.

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RBI em análise

Artigo no Jornal Económico sobre o RBI, para o qual contribuí com alguns comentários: Trabalho: E se todos tivéssemos um rendimento básico?

day by day and minute by minute (3)

The campaign to topple Oxford University’s Cecil Rhodes statue is too silly for words. Por Daniel Hannan.

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell

day by day and minute by minute (2)

Parece uma piada de mau gosto mas não é: Toppling statues? Here’s why Nelson’s column should be next

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell

day by day and minute by minute

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell

Thomas Sowell

Thomas Sowell’s Legacy

His retirement is a loss to public discourse and the African-American community.