A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

Costa a abraçar uma contribuinte passiva cuja casa ardeu num incêndio florestal e que acaba de chegar da repartição das finanças, onde pagou o IMI.  A contribuínte não tem casa mas cumpiu o dever patriótico e cívico. Não tem nada a ver com os figurantes, a Aximage e o focus group. 

 

Ontem choquei de frente com este tweet da Margarida B. Lopes.  E pensei: mesmo para a evidente falta de nível político, ético e moral da geringonça, é mau demais para ser verdade. Erro meu.
Pelo menos 110 pessoas morreram, vítimas de incêndios florestais. Milhares ficarem sem sustento, sem nada. E o que fazem o PS, o BE e o PCP a propósito de uma iniciativa do PSD de isentar de IMI (referente a este ano e ao próximo) as pessoas que perderam as casas (prédios urbanos, rústicos e industriais)? Chumbam a proposta dos sociais-democratas, obrigando estas vítimas a pagarem IMI sobre imóveis que foram destruídos pelos fogos.
Por uma questão de higiene, vale a pena seguir a discussão na página da Margarida B. Lopes.
E para os mais distraídos em geral e em particular, aos deputados nacional-socialistas de rosto humano, a autora do tweet relembra que existem várias propostas da geringonça para isenções de IMI no OE 2018 e aprovadas na Assembleia da República.
Em resumo: a geringonça não aprovou a medida proposta pelo PSD porque entendeu não o fazer. Em jeito de conclusão: a decisão da geringonça mesmo levando em linha de conta os baixos padrões da geringonça, é monstruosa.
Às criaturas do PS, Bloco de Esquerda e do Partido Comunista que de livre vontade o fizeram, desejo que seja insuportavelmente pesada a terra que levarão em cima.
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Que significa “se as eleições fossem hoje”? (2)

Convém relembrar o que “diziam” as sondagens cerca de um ano antes do governo PS levar o país à beira da bancarrota e ter de pedir um resgate (meus destaques). Em 2010:

Quase 60% dos portugueses acham que José Sócrates mentiu no Parlamento sobre o seu desconhecimento do negócio PT/TVI.

(…)

Mas nem essa “mentira” nem a alegada ligação de José Sócrates a escândalos recentes lhe retiram condições para governar. Aliás, se as eleições fossem hoje, o PS voltava a ganhar e reforçava mesmo a sua votação, ficando à beira da maioria absoluta.

As eleições afinal não foram naquele dia da sondagem. Acabaram por ter lugar no ano seguinte (2011) e PS nem esteve próximo da maioria absoluta.

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Que significa “se as eleições fossem hoje”?

«Se as eleições fossem hoje». Esta é a habitual introdução das sondagens sobre as preferências políticas dos inquiridos no momento. Nesta última o PS estaria próximo da maioria absoluta.

Porém, considerem o seguinte: uma legislatura tem duração de 4 anos. Ainda só passou 1 ano. Se as eleições fossem hoje algo teria acontecido para Governo de António Costa ter caído em desgraça. Com tal em mente, se as eleições fossem hoje acham que estaria mesmo PS próximo da maioria absoluta?

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