Portugal’s troubled summer

Um artigo de análise no Politico sobre a situação portuguesa, para o qual contribuí com alguns comentários: Portugal’s troubled summer of fire, firearms and football.

Anúncios

UK vote by education level

UK vote by age group

UK vote by socio-economic grade

Le Pen e o “sapo” Macron

À esquerda, custa engolir um sapo chamado Emmanuel Macron

Le Pen “rouba” minuto e meio de um discurso de François Fillon

Varoufakis pede voto em Macron, que “quis salvar a Grécia”

Le Pen ganha terreno a Macron a dias das eleições

Le Pen e Macron: sinais

Macron Jeered by Hometown Crowd After Le Pen’s Ambush

Emmanuel Macron was booed and whistled at by striking factory workers in his hometown of Amiens, northern France, after an ambush by his nationalist rival Marine Le Pen forced him into a confrontation with some of her hardcore supporters.

Le Pen made a surprise visit to the Whirlpool Corp. plant on the edge of Amiens while election front-runner Macron was meeting with union leaders from the plant in the center of town. Le Pen told reporters on the picket line that Macron’s decision to meet the workers’ representatives behind closed doors showed his “contempt” for their plight, forcing her rival to change his plans and engage with the demonstrators live on television.

With the black smoke of burning tires whipped up by a cold wind and cries of “Marine! President!” punctuating his remarks, Macron tried to mount a defense of the European trade regime in the factory parking lot as angry demonstrators crowded round.

“When she tells you the solution is to turn back globalization, she’s lying,” Macron told the workers, his comments picked by the microphones of more than 100 reporters witnessing the clash. “We cannot outlaw firing. We must fight to find a buyer.”

(…) Although the 39-year-old rookie in his first political campaign is the strong favorite to win the presidential runoff on May 7, he needs to regain the initiative after stumbling at the start of the week. A survey by Harris Interactive released Wednesday showed 61 percent of voters thought Le Pen had started the final stretch of campaigning well and 52 percent thought Macron had done badly.

Sobre sondagens e projecções em França

Acertaram quase ao milímetro (espantosamente considerando as naturais margens de erro, o facto de haver quatro candidatos à passagem à segunda volta e uma situação altamente volátil), ainda que quase ninguém fale disso.

Macron – Le Pen ?

Com estas projecções e respectivas margens de erro, a noite eleitoral francesa pode muito bem ser longa.

8 cenários possíveis para as eleições francesas

(via Frederik Ducrozet e António Nogueira Leite)

Até onde cairá o PSD nas sondagens?

Um gráfico do Pedro Magalhães que mostra a tendência de subida consolidada do PS e de descida consolidada do PSD desde final de 2015, ao mesmo tempo que BE, PCP e CDS se mantêm (relativamente) estáveis.

Dados que sugerem a manutenção das principais tendências salientes na última sondagem política nacional do CESOP, que é já de Novembro de 2016. Na altura, PS aparecia com 43% e PSD com 30%. Caso a tendência se confirme, o PSD poderá estar a caminhar para a zona dos seus piores resultados de sempre, com possíveis implicações no próprio sistema partidário português. Mas prefiro aguardar por próximas sondagens do CESOP e, mais importante ainda, pelos resultados eleitorais das autárquicas antes de desenvolver a análise.

Le Pen: a candidata dos jovens, em especial dos portugueses

Dados que dão que pensar: Marine Le Pen tem mais apoio entre os jovens do que entre o eleitorado em geral e, entre os jovens, são os de origem portuguesa quem mais apoia a candidata da Front National.


(via Alexandre Afonso)

The Democrats who are helping Trump

trump-triumphant

Are Liberals Helping Trump?

Mrs. O’Connell is a registered Democrat. She voted for Bill Clinton twice. But she has drifted away from the party over what she said was a move from its middle-class economic roots toward identity politics. She remembers Mr. Clinton giving a speech about the dangers of illegal immigration. Mr. Trump was lambasted for offering some of the same ideas, she said.

“The Democratic Party has changed so much that I don’t even recognize it anymore,” she said. “These people are destroying our democracy. They are scarier to me than these Islamic terrorists. I feel absolutely disgusted with them and their antics. It strengthens people’s resolve in wanting to support President Trump. It really does.”

Polling data suggest many center-right voters feel the same way. The first poll by the Pew Research Center on presidential job performance since Mr. Trump took office showed last week that while he has almost no support from Democrats, he has high marks among moderates who lean Republican: 70 percent approve, while 20 percent disapprove.

What do Europeans think about Muslim immigration?

muslim_migration

Trump, as sondagens e o futuro

O artigo que marca o fim de ciclo na colaboração regular com o Observador que mantive, com muito gosto, desde o início do projecto: O Presidente Trump, as sondagens e o futuro.

O enviesamento, arrogância e sobranceria com que a sua candidatura e os seus apoiantes foram sistematicamente analisados dificultaram e muito a compreensão do fenómeno Donald Trump.

People Who Laughed at Trump

Uma pequena mas significativa amostra da ignorância e arrogância esquerdistas que ajudaram decisivamente a eleger Donald Trump.

People Who Laughed at TRUMP… and said he would never be President

Que significa “se as eleições fossem hoje”? (2)

Convém relembrar o que “diziam” as sondagens cerca de um ano antes do governo PS levar o país à beira da bancarrota e ter de pedir um resgate (meus destaques). Em 2010:

Quase 60% dos portugueses acham que José Sócrates mentiu no Parlamento sobre o seu desconhecimento do negócio PT/TVI.

(…)

Mas nem essa “mentira” nem a alegada ligação de José Sócrates a escândalos recentes lhe retiram condições para governar. Aliás, se as eleições fossem hoje, o PS voltava a ganhar e reforçava mesmo a sua votação, ficando à beira da maioria absoluta.

As eleições afinal não foram naquele dia da sondagem. Acabaram por ter lugar no ano seguinte (2011) e PS nem esteve próximo da maioria absoluta.

socrates_troika

Que significa “se as eleições fossem hoje”?

«Se as eleições fossem hoje». Esta é a habitual introdução das sondagens sobre as preferências políticas dos inquiridos no momento. Nesta última o PS estaria próximo da maioria absoluta.

Porém, considerem o seguinte: uma legislatura tem duração de 4 anos. Ainda só passou 1 ano. Se as eleições fossem hoje algo teria acontecido para Governo de António Costa ter caído em desgraça. Com tal em mente, se as eleições fossem hoje acham que estaria mesmo PS próximo da maioria absoluta?

costa_centeno_troika

Sondagem: SMN (4)

Hoje o inquérito pretende sondar a vossa opinião sobre qual deveria ser o valor do salário mínimo nacional (SMN) para 2017.

Sondagem: SMN (3)

Desta vez a sondagem aos leitores d’ O Insurgente pretende saber a opinião sobre as melhores alternativas para ajudar um desempregado menos qualificado a encontrar emprego (resposta múltipla).

Sondagem: SMN (2)

Nova sondagem insurgente sobre o Salário Mínimo Nacional:

Sondagem: SMN (1)

Salário Mínimo Nacional (SMN). Entre as duas seguintes opções qual escolheriam?

Torturando os números

Os grandes meios de comunicação social e as elites comentadeiras tiveram um grande choque com a vitória de Donald Trump nas eleições da passada semana. O resultado não seguiu o guião martelado até à exaustão pelos próprios, cujo viés foi o maior de sempre. Efectivamente, estamos perante uma surpresa; não tanto pela vitória de um candidato republicano, partido supostamente em vias de se tornar inelegível pela demografia, mas pela derrota dos fazedores de opinião, que não conseguiram fazê-la.

Olhando para as estatísticas, pretendeu-se criar a ideia que Trump tinha um eleitorado branco, masculino, pouco educado e revoltado; e que tal eleitorado seria sempre insuficiente para a vitória. Este maniqueísmo impediu os analistas de ver que milhões de negros, hispânicos, mulheres, diplomados e cidadãos perfeitamente pacatos também votariam nele. Ou, possivelmente, em qualquer outro republicano.

As sondagens à saída das urnas realizadas pela Edison Research ajudam a perceber o que se passou. A maior parte das notícias que têm saído a esmiuçar a votação de dia 8 usam os dados da Edison Research para tirar conclusões. Exemplos no Washington Post e no Pew Research Center.

Tal como o saber convencional dos media afirmava, Trump teve mais apoio entre homens que mulheres, entre brancos que negros ou hispânicos, entre não-diplomados que diplomados. Mas no fim do dia, a visualização dos gráficos mostra de imediato que o resultado é a continuação de uma tendência. Barack Obama teve um resultado excepcional em 2008. Conseguiu tirar da abstenção milhões de votos de pessoas que nunca haviam votado. Em 2012, conseguiu menos e, em 2016, Hillary Clinton conseguiu menos ainda.

A tendência de queda dos democratas, presumivelmente desiludidos pela presidência de Obama, pela própria Clinton, ou simplesmente desmotivados depois do interesse passageiro que as eleições de 2008 proporcionaram, deveria ter levado a uma vitória ainda maior dos republicanos. O facto de isto não ter ocorido é que é a coisa interessante que se retira dos números.

A vitória republicana não foi maior pelo único efeito gritante contra-tendência que se verifica na sondagem da Edison Research: Mais mulheres votaram democrata em 2016 que em 2012. Se as mulheres tivessem seguido o ciclo político de forma igual aos homens, Trump teria tido uma vitória tão esmagadora como Obama sobre McCain. É possível que este efeito no eleitorado feminino resulte de Clinton ser mulher. Ou que a estratégia democrata de enfocar a propaganda nas alegações de assédio sexual sobre Trump tenha assustado o eleitorado feminino. Ou que as duas coisas tenham tido influência.

Independentemente das causas, a verdade é que este “efeito feminino” tem grande valor explicativo na evolução da demografia dos eleitorados republicano e democrata. Sendo certo que negros e hispânicos votam mais democrata que republicano, fizeram-no menos em 2016 que no passado. Já o aumento da votação democrata entre diplomados deve-se quase exclusivamente ao aumento da proporção de mulheres que assim votaram. Não é portanto uma verdade inquestionável que o eleitorado de Clinton seja mais educado que o de Trump* (embora até possa ser, marginalmente). Ele é, acima de tudo, mais feminino**.

* A título de exemplo: A proporção de negros licenciados a votar Trump é muito maior que a proporção de negros não licenciados que o faz.
** Dentro do eleitorado feminino há um efeito curioso: Mulheres casadas votam em Trump e Clinton de forma quase igual (49-47). É entre mulheres solteiras que a diferença se nota (62-33). É possível que esta diferença ajude a explicar parte da vantagem de Clinton no segmento jovem (18-29), se assumirmos que a proporção de mulheres solteiras é maior neste grupo etário.

Incerteza até ao fim (2)

polls_no_toss_ups_2016-08-11

Hillary Clinton apresenta uma ligeira vantagem nas sondagens a nível nacional mas Estado a Estado – que é o que realmente interessa para o Colégio Eleitoral – as sondagens apontam para que tudo esteja ainda mais em aberto.

Assim sendo, perspectiva-se mesmo um cenário de incerteza até ao fim.

A vantagem de Trump sobre Clinton no Ohio

Enquanto na média das sondagens nacionais Hillary parece nos últimos dias ter recuperado alguma da vantagem que tinha sobre Trump, a evolução no Ohio – tradicionalmente um dos mais relevantes bellwether states (ma que poderá deixar de o ser…) – foi no último mês extraordinariamente favorável a Trump. Mais um contraste interessante a acompanhar na noite eleitoral de amanhã…

ohio_polls_2016

Michigan e New Mexico

Dados interessante de Michigan e New Mexico: Hillary Clinton com menos de 5 pontos percentuais de vantagem nas sondagens mais recentes em dois Estados que Obama venceu por larga margem em 2008 e 2012.

Pedro Magalhães prevê vitória tranquila de Hillary Clinton

Uma entrevista que vale a pena ler e que inclui o que me parece uma bold prediction relativa a uma vitória tranquila de Hillary Clinton. Acho certamente possível que Hillary ganhe mas, face a todos os dados conhecidos (incluindo o histórico de sondagens), ficaria surpreendido se resultado não fosse razoavelmente equilibrado. Daqui por poucos dias saberemos.

Aqui fica o link para a recomendada leitura integral da entrevista : Pedro Magalhães: “As duas realidades em que vivemos são ambas alternativas à realidade”

A pouco mais de uma semana da eleição, o olhar analítico sobre os dados das sondagens leva-o a acreditar numa vitória tranquila de Hillary Clinton. Já a descermos para a rua, havia de me pedir para não dar muita atenção às previsões que tinha feito durante o almoço, sobretudo em política caseira. Esta escapa a esse pedido, decisão minha, porque está baseada em factos, em sondagens.

Um final de campanha interessante nos EUA…

GOP Candidates Seize on News of FBI’s Clinton Email Probe

Harry Reid’s incendiary claim about ‘coordination’ between Donald Trump and Russia

Make Trump Great Again!

donald_trump_hillary_clinton

Se eu acreditasse nesse tipo de conspirações (em regra, não acredito), pensaria que, sendo Hillary Clinton uma candidata com profundas fragilidades a vários níveis e muito dificilmente elegível, a campanha de Trump até ao momento poderia ser um exercício cuidadosamente projectado para a tornar POTUS não obstante essas mesmas fragilidades: Trump campaign chairman Paul Manafort resigns

The resignation comes as the campaign seeks to correct course after weeks of damaging controversies and self-inflicted wounds, effectively evaporating Trump’s steady footing against Clinton in the polls and his post-convention bump. Trump is now trailing Clinton in every major poll.

Continue reading “Make Trump Great Again!”

It’s never too late to say you’re sorry?

Donald Trump pede desculpa por “algumas coisas que disse”

Donald Trump mudou de equipa de campanha (pela segunda vez em dois meses) e, agora, poderá estar, também, a mudar de estratégia comunicacional. “Por vezes, no calor dos debates e dos discursos sobre uma vasta gama de temas, não se escolhem bem as palavras ou dizem-se as coisas erradas”, afirmou Donald Trump na quinta-feira.

“Eu fiz isso e, acreditem ou não, eu lamento tê-lo feito. Lamento, em particular, casos em que posso ter causado dor pessoal”, acrescentou o candidato republicano.

O pedido de desculpas poderá ser uma tentativa de virar o jogo na campanha eleitoral, perante a queda nas sondagens protagonizada por Trump e pelo Partido Republicano. Como recorda o The Guardian, numa entrevista em que se falava sobre declarações de Trump sobre o republicano John McCain, Donald Trump deixou claro: “Não gosto de me arrepender de nada”, afirmava Trump. “Dizemos coisas, fazemos coisas e, francamente, aquilo que disse está dito“, notava o empresário há cerca de quatro meses.

Trump and the “religious right”

Why America’s Christian leaders tolerate Trump: Five influential conservatives talk about Trump’s conversion to Christ, and their conversion to Trump.

The leadership of the religious right once looked like a promising stronghold for the Never Trump movement, a bastion of the GOP deeply at odds with a man who is heretical on many of the political and personal values the country’s most prominent Christian leaders hold dear.

But in an exclusive roundtable conversation with POLITICO, five of America’s most influential religious conservatives said they are committed to supporting the GOP nominee, and some committed to activating their extensive grass-roots networks on his behalf this fall.

Continue reading “Trump and the “religious right””