Make Trump Great Again!

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Se eu acreditasse nesse tipo de conspirações (em regra, não acredito), pensaria que, sendo Hillary Clinton uma candidata com profundas fragilidades a vários níveis e muito dificilmente elegível, a campanha de Trump até ao momento poderia ser um exercício cuidadosamente projectado para a tornar POTUS não obstante essas mesmas fragilidades: Trump campaign chairman Paul Manafort resigns

The resignation comes as the campaign seeks to correct course after weeks of damaging controversies and self-inflicted wounds, effectively evaporating Trump’s steady footing against Clinton in the polls and his post-convention bump. Trump is now trailing Clinton in every major poll.

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It’s never too late to say you’re sorry?

Donald Trump pede desculpa por “algumas coisas que disse”

Donald Trump mudou de equipa de campanha (pela segunda vez em dois meses) e, agora, poderá estar, também, a mudar de estratégia comunicacional. “Por vezes, no calor dos debates e dos discursos sobre uma vasta gama de temas, não se escolhem bem as palavras ou dizem-se as coisas erradas”, afirmou Donald Trump na quinta-feira.

“Eu fiz isso e, acreditem ou não, eu lamento tê-lo feito. Lamento, em particular, casos em que posso ter causado dor pessoal”, acrescentou o candidato republicano.

O pedido de desculpas poderá ser uma tentativa de virar o jogo na campanha eleitoral, perante a queda nas sondagens protagonizada por Trump e pelo Partido Republicano. Como recorda o The Guardian, numa entrevista em que se falava sobre declarações de Trump sobre o republicano John McCain, Donald Trump deixou claro: “Não gosto de me arrepender de nada”, afirmava Trump. “Dizemos coisas, fazemos coisas e, francamente, aquilo que disse está dito“, notava o empresário há cerca de quatro meses.

Trump and the “religious right”

Why America’s Christian leaders tolerate Trump: Five influential conservatives talk about Trump’s conversion to Christ, and their conversion to Trump.

The leadership of the religious right once looked like a promising stronghold for the Never Trump movement, a bastion of the GOP deeply at odds with a man who is heretical on many of the political and personal values the country’s most prominent Christian leaders hold dear.

But in an exclusive roundtable conversation with POLITICO, five of America’s most influential religious conservatives said they are committed to supporting the GOP nominee, and some committed to activating their extensive grass-roots networks on his behalf this fall.

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Don’t underestimate Trump

Kristol to Democrats: Don’t underestimate Trump

Kristol, like most mainstream Republicans, mis-underestimated Trump badly and assumed he would burn off like a bottom-shelf casino hangover and reason would prevail. Kristol’s opponents, especially those who blame him for playing a central role in the early Iraq fiasco, accused him of I-know-better intellectual arrogance. (…) That Kristol has finally reached the fifth, and presumably final, stage of Trump grief — acceptance — is no piddling matter. He was one of the final dead-enders, spending weeks this spring trying to recruit a third-party alternative (his lawyer pal David French, who said no thanks, was the closest he got), and denial was the burning river that ran through the Cleveland of his pre-convention dreams. (…) “I do think the thing he has going for him that I think — and maybe I’m, again, too scarred by ’92, to go back to the Bush-Quayle years — in a change year, being the candidate of change is a huge advantage. Voters will want to overcome their concerns about the change candidate, because they do want change.”

Leitura complementar: CNN/ORC: Trump bounces into the lead.

DNC opens today

Democrats in chaos as convention opens

The Democratic National Convention opens Monday marred by the sudden resignation of its unpopular chairwoman after a series of leaked emails suggested she might have used her office to help Hillary Clinton defeat the insurgent candidacy of Bernie Sanders.

CNN/ORC: Trump bounces into the lead

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A convenção republicana correu francamente bem a Trump, mas a campanha de Hillary terá oportunidade de rebater com a convenção democrata e, em qualquer caso, falta ainda muito tempo.

Neste momento, o dado que me parece mais interessante nas sondagens mais recentes são os very high negatives de Hillary Clinton (isto não deve ter ajudado mesmo nada à já profundamente negativa imagem que Hillary tem junto de grande parte do eleitorado), superando inclusivamente os de Trump em muitos segmentos.

Tudo está em em aberto: Donald Trump bounces into the lead

Donald Trump comes out of his convention ahead of Hillary Clinton in the race for the White House, topping her 44% to 39% in a four-way matchup including Gary Johnson (9%) and Jill Stein (3%) and by three points in a two-way head-to-head, 48% to 45%. That latter finding represents a 6-point convention bounce for Trump, which are traditionally measured in two-way matchups.

There hasn’t been a significant post-convention bounce in CNN’s polling since 2000. That year Al Gore and George W. Bush both boosted their numbers by an identical 8 points post-convention before ultimately battling all the way to the Supreme Court.

The new findings mark Trump’s best showing in a CNN/ORC Poll against Clinton since September 2015. Trump’s new edge rests largely on increased support among independents, 43% of whom said that Trump’s convention in Cleveland left them more likely to back him, while 41% were dissuaded. Pre-convention, independents split 34% Clinton to 31% Trump, with sizable numbers behind Johnson (22%) and Stein (10%). Now, 46% say they back Trump, 28% Clinton, 15% Johnson and 4% Stein.

Massive swing to Brexit

EU Referendum: Massive swing to Brexit – with just 13 days to go

The campaign to take Britain out of the EU has opened up a remarkable 10-point lead over the Remain camp, according to an exclusive poll for The Independent.

The survey of 2,000 people by ORB found that 55 per cent believe the UK should leave the EU (up four points since our last poll in April), while 45 per cent want it to remain (down four points). These figures are weighted to take account of people’s likelihood to vote. It is by far the biggest lead the Leave camp has enjoyed since ORB began polling the EU issue for The Independent a year ago, when it was Remain who enjoyed a 10-point lead. Now the tables have turned.

6 meses de geringonça

Passaram seis meses desde a posse do Governo de António Costa. Através de apoio parlamentar do seu partido (Partido Socialista), Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Verdes foi possível a Costa acabar(!) com a austeridade. A julgar pelas intenções de voto das últimas sondagens a esquerda continua em maioria. Será que assim continuará quando novamente chegar a factura? Relembro que Sócrates também foi bastante popular…

Brasileiros precisam prestar mais atenção ao Prof. Boaventura

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Sondagem: Dilma Rousseff e Lula da Silva em queda livre

Uma nova sondagem do instituto de pesquisa Datafolha revela que a popularidade de Dilma Rousseff e de Lula da Silva nunca esteve tão baixa: 68% dos brasileiros apoiam a destituição de Dilma (mais 8% que no mês de fevereiro) e 57% deixaram de acreditar em Lula da Silva.

Leitura complementar: “Quando um rico rouba, vira ministro”.

Sondagem: quando é duplicada yield da dívida portuguesa?

Antes das eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015 a yield da dívida portuguesa fechou a 2,299%.

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Quatro meses da geringonça de António Costa e a taxa ontem subiu para os 4,107%. Fica então a pergunta: quando chegará a yield da dívida portuguesa ao dobro da verificada antes das eleições (cotação de fecho no site Bloomberg)? Aceitam-se apostas:

Tesourinhos deprimentes

Mestre Nódoa

O ainda Mestre Nódoa.

Imagem nacionalizada ao Queremos estas fotos no Panteão Nacional.

Sondagens – eleições presidenciais 2016 (2)

As eleições presidenciais através das sondagens. Por Miguel Maria Pereira.

O que e que tudo isto nos diz sobre as eleições de 2016?

Em primeiro lugar, as flutuações nas estimativas de intenção de voto até ao final do mês passado parecem-me perfeitamente naturais; não só tendo em conta o comportamento das sondagens no passado, mas especialmente dadas as características dos candidatos presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa não vem de cinco anos no Palácio de Belém, mas de mais de uma década a governar audiências. Além disso, alguns dos principais opositores eram praticamente desconhecidos do eleitorado até há poucos meses.

Em segundo lugar, pelas mesmas razões descritas acima é expectável que as intenções de voto em Marcelo Rebelo de Sousa divulgadas nos últimos meses se diluam nas próximas semanas.

Em terceiro lugar, é previsível que os institutos de sondagens tenham dificuldade em captar com precisão as intenções de voto nos candidatos sem apoios dos principais partidos. Potencialmente esses desvios são no sentido da subestimação.

Teste do algodão

E Se As Eleições Fossem Hoje?

A TVI publicou hoje os resultados de uma sondagem Intercampus sobre as intenções de voto caso as eleições se voltassem a realizar e que apresentam um reforço da intenção de voto na coligação Portugal à Frente que ficaria perto de alcançar uma maioria absoluta.

Sondagem_18Out2015

Que governo irá Presidente empossar?

Este não é um inquérito sobre o cenário que desejam mas, dada a recente evolução dos acontecimentos, a vossa expectativa do futuro.

Governo e oposição

O meu artigo desta semana no Observador: Entre um governo sofrível e uma oposição que assusta.

Sondados apelam a maioria absoluta do PàF?

Da sondagem Intercampus para a TVI:

NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS, QUAL CONSIDERA SER O MELHOR RESULTADO PARA O PAÍS?

  • Um resultado que permita um governo com maioria absoluta: 51,7%
  • Um resultado que permita um governo com mais de um partido: 38,4%

António Costa apela à maioria absoluta do PàF?

António Costa, secretário-geral do PS, bem começou por dizer que sondagens dizem que maioria dos eleitores está contra coligação mas depois diz isto (na TVI24, minha transcrição):

E não havia nada pior neste quadro financeiro e neste quadro económico que gerarmos a incerteza e deixarmos para outros a escolha que verdadeiramente cabe a cada portuguesa e cada português fazer. Como queremos governar e quem queremos que governe. Por que é vamos deixar para debates jurídicos, por que é que vamos deixar para a escolha do Presidente da República, por que é vamos deixar para jogadas políticas na Assembleia aquilo que cada um pode soberanamente decidir que é: quem governa e como governa?

Governo patriótico(?) de esquerda

Se a coligação Portugal à Frente não obtiver maioria absoluta nas eleições legislativas de domingo, conseguirá o Partido Socialista entender-se com Partido Comunista e Bloco de Esquerda para formar Governo? Que tipo de programa seria negociado?

Os seis gráficos que explicam as sondagens

Vale a pena ler o artigo do Pedro Magalhães (o único, em conjunto com o PCP, que ganha todas as eleições) no Washington Post. Um resumo do artigo está também disponível no The Portuguese Insurgent.

Voto (in)útil

Mark van Laere @flickr.com (creative commons)
Mark van Laere @flickr.com (creative commons)

António Costa está a perder o centro. É isso que dizem a tendência das sondagens. O próprio líder do Partido Socialista também parece não acreditar que consegue conquistar suficientes votos ao centro e agora apela ao voto dos apoiantes dos partidos à sua esquerda. Mas a maioria dos indecisos não está, penso, à esquerda do PS…

Face à incerteza dos resultados o Observador equacionou 8 cenários pós-eleições. Excluindo uma maioria absoluta da coligação Portugal à Frente ou do Partido Socialista prevê-se crise política a curto e médio prazo.

Em que partido está o voto útil? Há voto útil? Qual o cenário mais provável? Deixem a vossa opinião aqui nos comentários ou na nossa página do Facebook.

Simulador de cenários pós-eleitorais

assembleia-da-republica-deputadosServiço público Insurgente: fica aqui disponível um simulador dos resultados eleitorais que transforma resultados totais em número de deputados total e por distrito (incluindo divisão entre deputados PSD e CDS). Os leitores que estejam interessados podem fazer download do documento e alterar os parâmetros para analisar diferentes cenários (Basta alterar a linha 7).

Da análise inicial dos resultados do simulador, ficam aqui algumas notas:

Maioria absoluta

A PàF deverá precisar de 42,1% dos votos para atingir a maioria absoluta. O PS, com eleitorado mais geograficamente disperso, deverá precisar de mais 3-4 décimas para atingir os 116 deputados. Isto assumindo que o número de votos em partidos pequenos, brancos e nulos será bastante inferior ao das eleições europeias (como habitualmente acontece). Por curiosidade, se o número de votos noutros partidos, brancos e nulos fosse semelhante ao das Eleições Europeias, bastariam 36,9% dos votos para obter maioria absoluta. Ou seja, Seguro ficou a cerca de 5 pontos percentuais da maioria absoluta nas Eleições europeias. Segundo as sondagens mais favoráveis para o PS, Costa está a quase 7 pontos da maioria absoluta.

Coligações pós-eleitorais

PàF
Se o PDR conseguisse manter metade da % de votos do MPT nas Europeias, bastariam à PàF 41% dos votos para poder governar em coligação com o PDR. Se o PDR mantivesse a votação do MPT nas europeias, bastaria à PàF obter 37,9% dos votos para poder governar em coligação com Marinho e Pinto.

PS
Cenário em que o PS pode obter uma maioria no parlamento:
– Se ganhar com menos de 37,6%: apenas em coligação com o PSD.
– Se ganhar com mais de 37,6%: pode atingir a maioria coligando-se com o CDS.
– Se ganhar com mais de 38,4%: pode atingir a maioria coligando-se com o BE (38%,2 juntando também o Livre)

Em todos os cenário razoáveis em que o PS pode atingir uma maioria absoluta em coligação com o BE, também o poderá fazer em coligação com o CDS. Não é pelos números, mas pela linha política, que o PS pondera sequer coligar-se com o BE.

Partido com mais deputados

Para que o PSD seja o partido com mais deputados, a PàF precisa de uma votação mínima de 40,0%. Uma votação abaixo dos 40% e o PSD terá menos deputados do que o PS, mesmo que a PàF tenha uma maioria relativa no parlamento.

Mais votos, mas menos deputados

Devido à dispersão de votos, se o PS ganhar por uma vantagem escassa, pode acabar com menos deputados do que a PàF. Por exemplo, se o PS tiver 37% dos votos e a PàF 36%, a PàF elegerá, mesmo assim, mais deputados.

Liga dos últimos

Como tem um eleitorado mais disperso geograficamente, o PDR precisa de um resultado nacional a rondar os 1,9% para eleger um deputado, enquanto o LIVRE (com eleitorado concentrado em Lisboa) apenas precisará de 1,2%. Estes 1,2% chegam para o LIVRE eleger o seu líder, Rui Tavares. Já Marinho e Pinto precisaria que o PDR imitasse o resultado do MPT nas Europeias para ser eleito por Coimbra. Ou seja, só uma catástrofe impedirá Rui Tavares de ser eleito e só uma grande surpresa fará com que Marinho e Pinto vá para o parlamento.

(Nota: excepto onde mencionado, os números acima assumem uma votação na CDU de 9%, BE de 7%, PDR e LIVRE com 2% cada e 7% para outros partidos, brancos e nulos. Se tiverem alguma sugestão em relação ao simulador, podem deixá-la na caixa de comentários.)

Grandioso passatempo Insurgente – Legislativas 2015: 2ª parte

Há cerca de dois meses, lançamos a 1ª parte do Grandioso Passatempo Insurgente – Legislativas 2015. Na altura, as apostas dos leitores afastaram-se das sondagens que estavam a ser publicadas mas, coincidência ou não, anteciparam os resultados das sondagens de Setembro.

Hoje é lançado um novo concurso. Depois da campanha eleitoral, depois dos debates, qual a vossa aposta para os resultados das eleições? Tal como na primeira fase, o grande vencedor receberá uma cópia do livro “O Economista Insurgente”.

Tudo o que têm a fazer é deixar na caixa de comentários deste blog a vossa aposta para o resultado das 4 maiores listas, mais o resultado daquele que acham que será o 5º partido. Em caso de empate, ganhará quem adivinhar o 5º partido mais votado ou o leitor que tiver colocado a sua aposta mais cedo.

Fica aqui a minha previsão revista:

PàF: 39%
PS: 35%
CDU: 9%
BE: 7%
5º partido: 2% (PDR)

Podem colocar as vossas apostas até ao meio-dia de sábado.

Sobre as sondagens e a sua interpretação

Um excelente artigo de Pedro Magalhães, que mostra que é possível ter convicções políticas bem vincadas e simultaneamente levar a cabo uma análise de qualidade e com base em dados tão objectivos quanto possível: Um guia para os perplexos.

Em suma, a coligação sangra até Julho de 2013, mas a partir daí estanca. Na verdade, a pergunta que apetece colocar é por que razão a coligação não recuperou mais. Não sei a resposta a essa. O desemprego melhora, mas sabemos que em parte devido à criação de emprego e em parte devido à emigração e emprego precário. O crescimento foi positivo, mas modesto. As percepções da economia a a confiança do consumidor melhoraram, mas ainda estão do lado negativo. O primeiro ministro e o vice-primeiro ministro continuam extremamente impopulares (se encontrarem no país cartazes onde eles aparecem digam, sim?). A confiança no governo aumentou, mas continua a níveis muito baixos. Os pensionistas são uma parte muito importante do eleitorado do PSD, mas foram um alvo preferencial. Etc. Eu não sei a resposta, mas aqui o que importa é que a pergunta certa talvez não seja bem a que muita gente tem colocado.

Leitura especialmente recomendada a Helena Roseta e pessoas em condição similar.

Helena Roseta sobre as sondagens: “Ou seja”

Mais um pequeno mas significativo contributo para a credibilização do PS (embora deva ser realçado que há certamente gente nos restantes partidos capaz de contributos similares).

Que desconto me fazem por este governo?

O meu texto de ontem no Observador.

‘Estava quase, quase, quase convencida a votar na coligação. Durante bastante tempo vivi decidida a votar em branco. Depois começou a pré-campanha e António Costa fez-se ouvir, os socialistas do twitter pegaram fogo e a reação de qualquer pessoa com sistema nervoso central com validade é arrepiar-se e perceber que nada é tão mau como ter um governo de socráticos impenitentes outra vez.

Assisti de pasmo em pasmo à tentativa de António Costa e do PS de culparem o PSD pela necessidade de um resgate financeiro internacional. É certo que os eleitores votaram duas vezes em José Sócrates – pelo que a avaliação da inteligência dos portugueses feita lá pelos lados da sede do PS não deve ser famosa – mas mais valia fazerem tempos de antena com a mensagem ‘votem em nós, loosers’. O PS governou quase sem interrupção entre 1995 e 2011. Não era necessária aprovação do PEC4 no Parlamento. A demissão do governo depois da votação contra o PEC4 foi um capricho do PS, que como minoritário tinha a obrigação de negociar consensos com a oposição em vez de lhe impor o ego de Sócrates. O facto de o governo se ter demitido também não justifica resgates da troika, que não existiram quando houve eleições antecipadas em 1987, 2002 e 2005.

A insistência do PS nesta mentira só mostrou como o partido de Sócrates continua a conviver mal com a verdade e a realidade. E, pior, que não entenderam (ou escolheram não entender) o que aconteceu no país antes de 2011 que levou à necessidade da simpática troika.

Depois seguiu-se a semana dos insultos aos jornalistas. Por estes dias os alvos dos socialistas de cabeça perdida são as empresas de sondagens – que têm a desfaçatez de dar maior intenção de voto à coligação do que ao PS – e os media que lhes encomendam os trabalhos. (Nem refiro o surreal desconhecimento que Costa tem do programa económico que uns economistas lhe impingiram, e das respetivas contas, que isso merece uma crónica inteira.)

E foi assim que eu fiquei quase convencida a votar na coligação, com o trabalho de persuasão todo feito pelo PS.

Andava eu, portanto, a magicar formas de conseguir votar numa coligação que implementou umas tantas políticas às quais tenho absoluta objeção de consciência.’

O resto está aqui.