Portugal precisa de 130 anos para atingir uma riqueza igual à média UE

Na notícia do JE:

“Se quisermos ignorar o comportamento da produtividade e olharmos só para a evolução do PIB, uma convergência de duas décimas por ano (como em 2018) significa que demoraríamos 130 anos para atingir a média da União Europeia”, diz o Fórum para a Competitividade, na sua nota de conjuntura de fevereiro. Ou seja, Portugal na média da União Europeia só em 2149.

O Fórum para a Competitividade fez umas contas. Basicamente pegou nas últimas previsões e diz que se Portugal conseguir constantemente recuperar duas décimas face à média da UE como fez no último ano (só de si já difícil com as políticas socialistas de PS e PSD) então em 2149 Portugal irá atingir uma riqueza per capita equivalente à média da União Europeia.

Problema? O Fórum diz que as contas foram feitas desprezando o efeito da produtividade. Produtividade essa que está a subir em média na UE, mas está em queda em Portugal ! Os países de leste continuam a ultrapassar-nos e nós cada vez mais na cauda da Europa, continuamos mais coisa menos coisa um país estagnado. Políticas liberais precisam-se para colocar Portugal a crescer novamente.

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Cabeça de lista do PS fez parte da rede de blogue pago para dizer bem de Sócrates

A Sábado noticia que Pedro Marques – agora cabeça de lista do PS às europeias e ex-ministro do Planeamento de António Costa – “fazia parte de um núcleo que alimentava o blogue de “Miguel Abrantes”, personagem criada por António Peixoto. João Galamba e o comentador Pedro Adão e Silva eram outros dos interlocutores (…) A jornalista Fernanda Câncio é outra das interlocutoras”.

Como noticiava o Sol em 2016, “José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, pagou uma avença mensal a um blogger para veicular opinião e informações favoráveis ao seu Governo, ao PS e a si próprio – defende o Ministério Público. O blogger em causa, António Peixoto (ver mais sobre o assunto aqui), escrevia sob o pseudónimo Miguel Abrantes no blogue Câmara Corporativa (também conhecido como Corporações), criado em 2005 para defender o Governo de Sócrates. (…) O blogue nasceu em 2005 e era pago por Rui Mão de Ferro, sócio de Carlos Santos Silva, que também sustentou uma avença a Domingos Farinho, o suposto autor do livro de Sócrates.”

Em 2017, o Observador noticiava “Ministério Público em busca de mais pagamentos a bloggers socráticos” – “António Peixoto terá recebido mais de 76 mil euros para alimentar um blogue que atacava os adversários de José Sócrates. Não terá sido o único blogger a ser pago para elogiar a obra do ex-1.º ministro”.

Aliás, já em 2010, o CM noticiava “Campanha com meios públicos Sócrates foi apoiado por blogues alimentados em informação e argumentários feitos por assessores”.

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Fonte da foto: https://www.sulinformacao.pt/2018/01/governo-vai-lancar-obras-de-eletrificacao-da-linha-do-algarve-ainda-em-2018/

Governo nomeia dezenas de militantes do PS para altos cargos

Quando o PS governo dá-se sempre uma OTE: Ocupatação Total do Estado. É ocupar tudo o que é cargo de poder. Distribuir tachos pelos militantes mais activos e fiéis. É a captura total do Estado que não pára de aumentar. E a legitimidade e transparência perante o cidadão que não pára de diminuir.

A ler aqui .

À medida que se aproximam as eleições legislativas de outubro de 2019, aumentam as nomeações de militantes do PS para cargos dirigentes da Administração Pública. O Jornal Económico verificou as nomeações publicadas em “Diário da República” (o anterior Governo liderado por Pedro Passos Coelho compilava todas as nomeações no respetivo portal, promovendo a transparência; o atual Governo liderado por António Costa eliminou essa funcionalidade no portal, dificultando o escrutínio) e identificou dezenas de casos.


É uma tendência crescente nos últimos meses e, tendo em atenção os procedimentos concursais em curso na Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), deverá acentuar-se em pleno ano eleitoral (não apenas legislativas, mas também europeias e regionais). O crivo da CReSAP não tem impedido a escolha de militantes do PS por ministros de um Governo do PS, desde logo porque a CReSAP seleciona três candidatos, em plano de igualdade (mesmo que tenham diferentes níveis de avaliação curricular e de competência para exercer o cargo), cabendo ao governante a decisão final.

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PS: Isto quando se soube há dias que em 2018 o Estado aumentou em 14 mil o número total de funcionários públicos (em média ganham 1721 euros).

Do bairro da Jamaica para o bairro do mundo

Excelente artigo do actor Gany Ferreira . Destaco uma parte onde explica brevemente como num mercado livre a discriminação tende a diminuir, apesar do resto do texto valer a pena também.

O economista Gary Becker dizia que a discriminação saía cara, que num mercado competitivo, os empregadores que discriminam, acabariam por sair vergados aos custos adicionais da sua atitude. Nada melhor para combater a discriminação do que a concorrência e o mercado livre. Isso aliás já acontece no desporto e nas artes. Não é difícil imaginar o que aconteceria a um clube de futebol que se recusasse contratar negros. Para acabar de vez com a discriminação, precisamos que estas consequências se alarguem a todos os sectores. Precisamos de uma economia mais dinâmica e concorrencial. Precisamos que o poder empresarial deixe de estar concentrado em meia dúzia de empresas agarradas ao estado.

Fiquei a saber que o Gany Ferreira é actor da TVI, admito que desconhecia porque já não vejo muito conteúdo na TV. Googlei e parece que para além disso é locutor, músico, modelo, apresentador e estudou economia. Que tenha sucesso e que continue a defender as ideias liberais.

Parem de enterrar dinheiro dos contribuintes em bancos

“Custo dos apoios à banca já atinge 9000 milhões de euros”. Onde andam o BE e o PCP (e o próprio PS) indignados com este Governo ?

Para mim, enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Não devemos andar a salvar negócios que falham. Convém é perceber porque falharam (e se havia ilegalidades pelo meio é ir à Justiça). O incentivo que é dado ao dizer “se falires salvamos” é este: “faz o que quiseres aí no teu banco, dá crédito a empresas amigas em grandes dificuldades e arriscadas… se isso for à falência nós vamos buscar dinheiro de impostos e salvamos o teu banco, pá”. Uma coisita chamada moral hazard.

Nos últimos 10 anos já pusemos mais de 20 mil milhões dos contribuintes em bancos (perdas contabilizadas já iam nos 18 mil milhões, se não estou em erro, só até 2017 e pode haver mais ainda).

De realçar ainda que esta semana saiu um relatório do Banco Central Europeu que “aponta a disponibilidade do Estado para resgatar bancos com perdas acentuadas como uma explicação para a atribuição de créditos da banca privada a empresas em dificuldades. Na prática esses créditos eram uma forma de os bancos empurrarem o assumir de perdas para mais tarde”. Moral Hazard lá está.

 

Reações ao SOTU dizem muito sobre a América

O “Estado da União” é um discurso que marca a agenda política americana nesta época do ano.

Depois do desastre do ano passado, este ano os Democratas escolheram Stacey Abrams para reagir. Ora, a pessoa escolhida para apresentar a reação oficial do partido ao discurso não o ouviu.

Entretanto as sondagens da CBS já saíram e são claras: os independentes claramente aprovaram o discurso.

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Naturalmente os Republicanos adoraram e os Democratas na sua grande maioria não gostaram – mas isso já era o esperado.

Com os Democratas embrenhados em concursos de puritanismo, e com os pedidos de desculpa a sucederem-se (fica para outros artigos), fico à espera de como Luís Costa Ribas e a restante extrema esquerda em Portugal vai reagir ao discurso e às perspectivas cada vez mais prováveis de Trump ser eleito para um 2º mandato.

Extra: Linguagem corporal durante o evento.