Do Kremlin, com humor

Vlad

Gozar com criaturas divinas não dá bom resultado.

Na vanguarda

A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.
A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.

Um novo e aliciante desafio à medicina ou apenas uma forma de agradecimento local.

A doctor working at a hospital in Saudi Arabia has been shot for helping a woman deliver a baby.

Jordanian obstetrician Dr Mohannad al-Zubn helped a Saudi woman give birth at the King Fahad Medical City in the Saudi capital, Riyadh, last month.

The new father went to the hospital, saying he wanted to thank the doctor – but, after meeting him outside in the garden, withdrew a concealed gun and shot him at close range.

The unnamed attacker was reported to have carried out the shooting because he did not believe a man should have helped his wife give birth.  “The husband came to the hospital looking for the doctor and shot him in the chest in an attempt to kill him for helping his wife deliver a baby,” said a hospital spokesperson.

As cantigas euro-festivaleiras do PCP

Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.
Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.

Enganam-se aqueles que associam as xaropadas musicais dos Zecas e das Brigadas ao PCP. Na melhor das hipóteses, os cantautores canhotos fazem parte das relíquias dos comunistas portugueses, agora que o PCP descobriu as emoções burguesas da canção ligeira do Eurofestival. A responsável é a ucraniana Jamala que venceu o tal Festival da Canção, realizado em Estocolmo com a canção intitulada 1944 e que recorda os feitos de José Estaline na Crimeia. A canção que representava a Rússia, considerada como favorita, ficou no terceiro lugar, atrás da estreante Austrália.

Afinal, apesar da negação do comunista Mário Nogueira, o estalinismo continua vivo e de boa saúde no PCP.

(…) Pouco importará aos patrocinadores do Festival da Eurovisão que 1944 tenha sido o ano da deportação de tártaros da Crimeia. A História sabe que o imperialismo europeu nunca foi muito dado à preocupação com as tragédias dos humanos, dentro e fora do seu território. E se exemplos faltassem, teríamos o dos refugiados árabes sem refúgio, sobreviventes das guerras que os EUA e a UE levaram às suas casas e às suas vidas, agora reunidos nos campos de concentração que a União Europeia aluga na Turquia. Ou os povos da antiga Jugoslávia, vítimas de um xadrez «ocidental» diabólico, em que o sofrimento oscilou entre a morte e o comércio de órgãos humanos, patrocinado por conhecidos aliados do chamado ocidente.

Em 2016, o Tribunal Administrativo de Kiev decretou a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (PCU), na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2014. Ao mesmo tempo iniciou-se uma campanha de reescrita da história, traduzida no branqueamento dos crimes das forças colaboracionistas com o ocupante nazi na II Guerra Mundial e a promoção de forças paramilitares de perfil neonazi.

Mas isso é em 2016. Para os patrocinadores da Eurovisão a tarefa é a da reinvenção dos dramas que, em 1944, envolveram tártaros da Crimeia, utilizando o estafado (o criminoso) processo da apresentação simplista de «factos» vindos de um tempo que foi o da sementeira da paz, paga com mais de 20 milhões das vidas soviéticas (também de tártaros) que Jamala, esquecendo, ofende (e se ofende).

No fundo é como na Música. Pois se as notas de que se compõe a Ode à Alegria de Beethoven são exactamente as mesmas com que Jamala escreveu uma canção feita para estimular ódios esquecidos! Saiba o vasto público televisivo – e os povos do nosso mundo – distinguir a Obra da provocação.

“Os lóbis mandam” porque o Estado mexe em tudo

Polvo estatal Na sua coluna no Expresso, Daniel Oliveira apela à participação cívica de quem “defenda a Escola Pública ou o Serviço Nacional de Saúde”. Diz o Daniel que, “numa sociedade como poucos hábitos de activismo cívico”, só “os interesses mais diretos – profissionais, corporativos ou locais – movem as pessoas”, o que faz com que “quem, com responsabilidades no Estado, queira defender o bem comum está muito fragilizado perante a pressão de interesses, corporações ou lóbis que tente enfrentar”. O Daniel continua, argumentando que “para além das decisões deste ou daquele ator político, o futuro da comunidade depende sempre do confronto entre interesses conflituantes”, e “se um desiste de se manifestar o outro acabará inevitavelmente por prevalecer. Se os cidadãos são passivos, serão sempre os interesses mais ativos a levar a melhor”.

Em parte, o Daniel tem razão. Os vários grupos de interesse que se manifestam nos mais diversos sentidos em torno das mais variadas questões têm muitas vezes uma agenda subordinada aos seus “interesses particulares”, potencialmente postos em causa pela acção política em prol de “algo mais abrangente a que chamamos de bem comum”, pelo qual “o Estado deve zelar”, e se só uma parte dos vários grupos que compõem uma sociedade se esforçam por defender os seus interesses particulares (ou, de forma mais benévola, a sua particular concepção do que é o “bem comum”), as decisões do Estado tenderão a reflectir os seus desejos, e não necessariamente aquilo que seria melhor para o país e a sociedade como um todo. Mas, ao contrário do que o Daniel pensa, “os lóbis” não “mandam” simplesmente “porque se mexem”; “mandam porque se mexem” num país em que o Estado mexe em tudo.

O que o Daniel não consegue perceber, como aliás geralmente acontece com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “esquerda” (e especialmente em Portugal, também com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “direita”), é que a esfera do Estado não está umbilicalmente ligada à prossecução do “bem comum”, nem o seu redondo e aconchegante seio está livre do peso da cabeça de “interesses particulares”. O Estado, como as empresas, as associações cívicas, as famílias ou qualquer conjunto de mais de uma pessoa, é formado por – pasme-se – pessoas, com as suas opiniões, interesses e preconceitos muito seus – numa palavra, privados. Sempre e onde quer que uma actividade ou série de actividades estejam entregues “ao mercado” – ou seja, à livre interacção e escolhas das pessoas que nelas participam – os resultados reflectem essas interacções e escolhas. Não reflectirão sempre a vontade de quem as faz – uns terão mais sucesso nas escolhas que fazem, quer por terem mais talento, mais sorte ou melhores condições à partida – mas serão resultado – desejado ou indesejado – dessas interacções e escolhas. Mas sempre e onde quer que o Estado intervenha (e circunstâncias em que a sua intervenção é mesmo mais que justificada, como, por exemplo, para dar meios de conduzir uma vida digna a quem por esta ou aquela razão não os obtenha por si próprio, ou garantir o acesso a cuidados de saúde a quem não os possa aceder pelos seus próprios meios, e especialmente na administração da justiça e do policiamento), está a substituir esse mercado da livre interacção e escolhas dos membros de uma sociedade pelo mercado da influência política, e a inevitável corrupção que o acompanha. Os “lóbis mandam” e têm o poder que têm porque em muitas actividades em Portugal, os tentáculos do polvo estatal tocam toda a sua extensão, quer através da legislação quer através da sua intervenção directa como prestador de serviços. Sendo assim, o sucesso ou insucesso na satisfação dos interesses particulares de cada um dos grupos que participam nessas actividades depende, não da satisfação dos que a eles possam recorrer, mas da pressão que conseguem exercer sobre quem toma as decisões políticas, e dos “favores” que conseguem oferecer ao poder político para depois serem devidamente cobrados. Onde o Estado interfere, mesmo que justificadamente, ganham, não o “bem comum”, mas os “interesses particulares” de quem consiga ter acesso privilegiado aos corredores do poder.

Veja-se por exemplo o que se passa na educação. A “esquerda” indigna-se com a pressão do “lobby” dos colégios com contratos de associação. A “direita”, por sua vez, revolta-se com a acção de Mário Nogueira e dos sindicatos de professores de escolas do Estado. O que nem uns nem outros fazem é defrontar a razão pela qual esses respectivos grupos de interesse exercem essa pressão da forma que exercem: o seu futuro e as suas condições de vida dependem das decisões do poder político – no caso dos colégios, da renovação dos contratos, no dos sindicatos, na atribuição de uma série de benefícios que exigem – e portanto dependem do quão bem sucedidos são a convencer os governos a satisfazerem a sua vontade. Mas se, por exemplo, o Estado deixasse de financiar directamente qualquer escola, fosse ela detida pelo Estado ou por privados, passando a financiar os alunos cujos pais não tivessem meios próprios para pagar o acesso da sua criança à escola da sua preferência, o bem-estar e futuro dos indivíduos dessas escolas deixariam de depender de decisões políticas, tornando obsoleta a necessidade de fazer pressão sobre os decisores governamentais; passariam a depender da capacidade de uns e outros de oferecerem a pais e alunos um serviço de educação que satisfizesse as suas necessidades e desejos, em vez de dependerem da facilidade que têem ou não em ligar para o telemóvel do Ministro da Educação ou de o assustar com o número de participantes nas suas respectivas manifestações. Como ninguém propõe uma solução deste tipo, “os lóbis” – sejam os das escolas privadas sejam os “da Escola Pública” – continuam a mandar. E a vida das pessoas a piorar.

Questões à CML, a construtora de mesquitas

medina

Vale a pena ler o post da Helena Matos intitulado A CML, a construtora de mesquitas.

Da leitura surgem algumas questões:

A CML – socialista, laica e republicana – paga a construção de uma mesquita na Mouraria a que propósito?

Que outros locais de culto foram promovidos e pagos pela CML?

Houve lugar a expropriações? Em que moldes e condições?

Passará a norma edificar templos religiosos a partir de instalações clandestinas?

A construção da mesquita na Mouraria está no programa eleitoral do PS local ou nacional?

Na incerteza de que terei as respostas por quem as deve dar, informo que existe uma petição dirigida À CML e Assembleia da República intitulada “Petição Contra a Construção de Mesquita em Lisboa em Propriedade Privada Expropriada“.

Alguém tem notícias de Snowden?

VladFriend

State Has Put 6% of Russians Under Surveillance in Past Decade.

At least six percent of Russia’s population has been under state surveillance at some point in the last nine years, according to a report released by human rights activists Monday.

Information released by Russian human rights group Agora claims that the Russian Supreme Court received some 4,659,325 applications to monitor and record telephone communications between 2007 and 2015. The court approved almost 97 percent of these, or 4,517,515.

Assuming that each wiretap target was in conversation with at least one other person, activists calculate that six percent of the Russian population, or 8.5 million people, have been monitored by the state at some time.

“If we assume that each of the wiretaps lasted for roughly a month, that means that over the course of nine years at least six percent of the population have had their communications monitored at some point,” said report co-author Pavel Chikov.

Agora claims that a lack of accountability has left the work of the security services open to political exploitation. The report alleges that on numerous occasions Russian law enforcement agencies violated human rights without compelling criminal evidence.

Government agencies acted without evidence in 352 cases, taking DNA or other biometric information in 242 of them, according to the report. Targets included activists who demonstrated on Manezh Square in 2014 and a number of Crimean Tatars between 2014 and 2016.

In 35 cases, citizens’ movements were monitored without any evidence of a crime, while 23 targets saw electronic communications hacked by security services.

Hidden video or audio equipment was used without compelling reason on 28 occasions and in several cases covert police footage was leaked to the media. (…)

O Inverno da ignorância está a chegar

nothing

Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

Petição pelo alargamento da ADSE foi ao parlamento

Aspecto da fachada do Palacio de Sao Bento, Assembleia da Republica, em Lisboa a 7 de Novembro de 2006    INACIO ROSA / LUSA

Na sequência da petição a pedir o alargamento da ADSE a todos os portugueses, eu e o Mário Amorim Lopes fomos hoje recebidos na Comissão de Saúde da Assembleia da República. Fica aqui o discurso com que iniciámos a audição:

“Senhores deputados, senhoras deputadas,

Muito obrigado por reservarem o vosso tempo para nos ouvirem hoje. Todos saberão já porque é que estamos aqui. Por isso vou começar por dizer por quem é que estamos aqui:

Estamos aqui pela senhora de Sintra que marcou uma colonoscopia e esperou quase 2 anos para ser atendida. Quando finalmente fez o exame, foi-lhe descoberto um cancro já em fase avançada, que teria sido curável alguns meses antes. Morreu pouco tempo depois.

Estamos aqui pela senhora de Faro, de 22 anos, que esperou sete meses por uma consulta ginecológica marcada como urgente. Nesse período sofreu hemorragias frequentes, anemias e um aborto espontâneo.

Estamos aqui pelo senhor de Viseu que, como muitas outras pessoas no país, sofreu uma hérnia discal. Um problema que resulta num sofrimento grande no dia-a-dia, mas que pode ser resolvido numa operação simples em ambulatório. Passou 3 anos de sofrimento porque a operação é considerada não urgente no serviço público. Depois de 3 anos já tinha desenvolvido problemas no fígado devido à medicação que vinha tomando para aliviar as dores.

Estamos aqui pelas pessoas que vêem consultas serem permanentemente adiadas por erros administrativos ou por faltas temporárias de pessoal. E que por isso sofrem mais tempo e agravam as suas doenças sem terem sequer uma alternativa para se socorrerem.

Eu podia continuar aqui horas e horas a relatar casos semelhantes de pessoas que morreram ou sofreram muito tempo por falta de opção. Mas há uma coisa que estes casos têm em comum: todos poderiam ter sido evitados se estas pessoas tivessem a liberdade de escolha que a ADSE garante aos seus beneficiários.

Sei que muitos irão querer fazer desta uma questão técnica. A parte técnica é importante. Mas não se enganem: esta é uma questão moral e política.

Para garantir o acesso universal a cuidados de saúde, bastaria ao estado ser financiador desses cuidados. É assim que é feito em muitos países. Mas não: foi tomada a opção política de tornar o estado também prestador de cuidados de saúde. Mas tem sido um prestador tão mau, tão ineficiente, que são os próprios funcionários do estado os primeiros a acharem-se indignos de recorrer ao prestador estado. É o estado, como entidade empregadora, o primeiro a admitir o seu fracasso como prestador de cuidados de saúde, oferecendo aos seus funcionários a possibilidade de recorrer a alternativas no sector privado. Mas o estado não tem obrigações apenas perante os seus funcionários. O Estado não existe apenas para servir os funcionários públicos. O estado tem obrigações, até constitucionais, perante todos os portugueses na área da saúde. E é por isso que, sabendo do sucesso e popularidade de um sistema como a ADSE, é obrigação de todos nós aqui presentes, não por uma questão política mas por uma questão de humanidade, pugnar para que todos os portugueses possam ter acesso em condições de igualdade a um sistema que proteja melhor a sua vida e o seu bem-estar.

Alguns dirão que a ADSE é apenas mais uma componente da remuneração dos funcionários públicos, igual à que é dada por muitos empregadores privados. Mas esse é um enorme equívoco, porque o estado não é um empregador qualquer. A obrigação do estado em pagar um salário é apenas perante os seus funcionários, mas a obrigação constitucional de garantir serviços de saúde em condições de igualdade é perante todos os portugueses. Um empregador privado pode achar que o serviço nacional de saúde não é suficientemente bom para os seus funcionários. Mas o empregador estado, que cobra impostos sob a promessa de garantir a todos cuidados de saúde em condições de igualdade, não pode achar o mesmo. Se o empregador estado encontrou uma forma melhor de garantir cuidados de saúde, tem a obrigação de a disponibilizar de forma igual a todos os portugueses.

Acabo esta introdução com uma nota de optimismo. Estou profundamente convicto de que o objecto desta petição será aprovado. E estou convicto porque já vi nesta casa no passado recente propostas da direita à esquerda no sentido de alargar a ADSE. Nos últimos meses, ouvi o Bloco de Esquerda propor o alargamento da ADSE aos familiares dos funcionários públicos e ouvi do CDS a intenção de alargar a ADSE a todos os portugueses. Ouvir isto de dois lados opostos da Assembleia, de dois partidos que apoiam ou já apoiaram governos, é a maior demonstração do reconhecimento da superioridade do sistema da ADSE e dos benefícios que traria para o bem-estar de toda a população. Por isso estou aqui optimista, de que hoje será dado o primeiro passo nesse sentido.

As vidas que já se perderam, o sofrimento que já foi criado, não pode ser apagado. Mas se deixarmos a ideologia e os interesses corporativos de lado e nos focarmos no que é melhor para a saúde dos portugueses, podemos começar aqui, o processo para impedir que mais casos destes aconteçam no futuro.”

PS, CDS, BE e PCP faltaram à chamada, e o PSD fez-se representar por dois deputados e um assessor.

Envelhecer

putedoNão me chateia nem me assusta envelhecer. O que me assusta é envelhecer e mesmo antes de ser velho, perder faculdades e começar a bater mal, a ver conspirações, bandidos e espécimes pouco recomendáveis em todo o lado. Nos que me são próximos, nos que me são distantes e nos mais ou menos. Caramba, um tipo podia bem envelhecer e morrer, nem que entrevado, mas com o cérebro a funcionar. Nem sempre é assim, é tramado.

 

O sentido da eutanásia

Eu, tu e a eutanásia. Por António Pedro Barreiro.

E, se questionados sobre o sentido da morte assistida, responderão porventura que se trata de um acto digno, na medida em que é voluntário. Dirão que se limitam a abrir uma porta e que cada pessoa, no acto soberano de escolher ou não transpô-la, carrega consigo as suas convicções e a sua dignidade, independentemente do que decida. Quem sabe das dores é o mortificado. E que ninguém mais se meta; que ninguém se aproxime. O problema é que a solidão também mata, como sabem Verónica e Martin Buber. O problema é que, ao dizer vigorosamente aos elementos mais vulneráveis da nossa sociedade que a vida de cada um é um assunto exclusivamente seu, estamos a sussurrar-lhes que estão sozinhos no Mundo. E estou disposto a apostar que não era bem isso que eles queriam ouvir.

Assim se vê a força do PC

Durante o dia, o Povo Venezuelano sai às ruas para agradecer a solidariedade do socialismo. Foto: EFE,
Durante o dia, o Povo Venezuelano agradece a solidariedade do socialismo.  Foto: EFE.

No meio do caos socialista, os comunistas portugueses na “Jornada Mundial de Solidariedade com a Venezuela” –  reafirmam o ” apoio à luta do povo venezuelano” e exigem “o fim das ameaças e ingerências externas.”

A solidariedade internacional do PCP já está a dar frutos e o sonho marxista de acabar com o capitalismo foi uma vez mais alcançado: a Venezuela não tem dinheiro suficiente para imprimir notas.

De regresso à realidade, o Povo venezuelano sai para a rua para festejar o apagão diário a que têm direito, apesar da capital Caracas permanecer sem essa conquista social que cobre 75 por cento do país.

Erdogan é paz e amor

erdogan

Se ouvir alguém a insultar o Presidente turco, só tem de reportar os factos ao consulado turco na Holanda.

We ask urgently for the names and written comments of people who have given derogatory, disparaging, hateful and defamatory statements against the Turkish president, Turkey and Turkish society in general.

A fuga do paraíso cubano

AP Photo/Hans Deryk
AP Photo/Hans Deryk

E em números crescentes.

De forma surpreendente, o destino de quem escolhe escapar ao paraíso comunista não é a Venezuela nem a Festa do Avante.

Leitura complementar: Cuba jovem e revolucionáriaA homenagem da geringonça ao ditador Hugo Chávez.

Cuba jovem e revolucionária

Castrojovem

O Presidente de Cuba tem 84 anos. Raúl Castro anuncia que irá deixar o cargo em 2018 e sugere que os líderes do abençoado Partido Comunista Cubano sejam sub-70.  Graças a um curto período de transicão sugerido por si mesmo, Raúl Castro irá permanecer como Presidente daquela organização mafiosa por mais cinco anos.

Entretanto, o facínora mais velho, fo apanhado a falar com o coronel Chávez na Amadora.

Não sei se Cuba aguentará tanto sangue novo e mudanças tão abruptas.

A geringonça dá nov@s mund@s a@ mund@

EduCabrita

Depois da geringonça mudar  o nome do cartão de cidadão, o próximo passo é acabar de vez com o opressor nome da Carta dos Direitos do Homem.

Compreender o putinismo XL

crimeiaescocia

Pacificação final do referendo na Crimeia.

One of Russia’s most senior law enforcement officials has said that dismissing thnder which Crimea joined Russia should be a crime equal to extremism.

Crimea was controversially annexed from the territory of Ukraine in 2014 as well-armed, but unmarked, fighters who appeared to be Russian special operations forces seized government buildings. Pro-Russian authorities then set up an internationally unrecognized referendum in Crimea on joining Russia, after which the region was incorporated into the Russian Federation.

According to Alexander Bastrykin, head of Russia’s Investigative Committee, questioning the legitimacy of the referendum should be considered “extremist activity” for “falsifying reports of historical events and facts.”

Leitura complementar: Compreender o putinismo XVI.

Mais depressa se apanha um Centeno que um coxo

Centendo beiço

PSD: Mário Centeno mentiu na comissão de inquérito ao Banif

PSD apresenta um email do BCE que contradiz as declarações do ministro das Finanças na comissão de inquérito. Centeno terá pedido ao BCE para persuadir Bruxelas a aceitar proposta do Santander.

A homenagem da geringonça ao ditador Hugo Chávez

chacezamadora
Alfragide faz História. O momento glorioso da profunda união e irmandade que une os povos de Portugal e da Venezuela nas pessoas da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares e do Embaixador venezuelano.

Um dia antes da útil inauguração da estação de metro na Reboleira (temos de aprender a viver sem carro) que liga os comboios da linha de Sintra à rede de Metro, a Câmara Municipal da Amadora, descerrou a placa toponímica Praça Hugo Chávez, na freguesia de Alfragide. A cerimónia que animou os admiradores de ditaduras populares -mesmo os mais adormecidos-, foi abrilhantada pelo senhor Embaixador da Venezuela em Portugal, o General en Jefe Lucas Rincón Romero.

O ditador imortalizado na placa de Alfragide levou à miséria o seu país regressou em espírito a Portugal e calou os pessimistas que o apontam como o responsável máximo pela falência de um país rico em petróleo, onde se deixou de trabalhar às Sextas para poupar energia, em que os supermercados oferecem prateleiras vazias a quem os visita – vencidas as enorme bichas – e onde a inflacção galopa alegre e a bom ritmo para os quatro digitos.
A sua herança é, sublinhe-se,  a todos os níveis, memorável: perseguição e existência de presos políticos, golpes progressistas, marcação cerrada e fecho dos media que ousam noticiar a realidade. Em jeito de conclusão: este enviado do socialismo merece todas as homenagens de quem não tem vergonha alguma.

Cabala atlântica

lulas

Sócrates diz que o seu processo e o de Lula visaram impedir candidaturas presidenciais.

Compreender o putinismo XXXIX

fururo

Passa pelo entendimento do que é a verdadeira inovação. É preciso um meio de comunicação ao serviço do estado, das pme’s russas e do povo russo que noticie o desenvolvimento por parte do Ministério do Desenvolvimento Económico de uma plataforma de e- commerce, sugerida pelo eterno Presidente Putin em Dezembro passado. Agora entendo as mais justas pessoas (de liberais puros a comunistas mais ou menos disfarçados) que defendem os esquemas a visão progressista de Vladimir Putin y sus muchachos.

Bloggar continua a fazer mal à saúde

Samad

Secular activist who criticised Islamism killed in Dhaka

Nazimuddin Samad, whose family live in London, was hacked to death by at least four assailants after posting on Facebook

Samad foi a décima pessoa a ser assassinada no Banglandesh por expressar opiniões nas redes sociais.
Recordo o que escrevi no ano passado, a propósito das ameaças dos moderados  iranianos à feira do livro de Frankfurt:
Salman Rushdie foi condenado à morte por ofender o Islão. A gota de água que fez em 1989 Sayyid Ruhollah Musavi Khomeini “soltar” a fatwa condenatória foi o livro Versículos Satânicos. Nela, o responsável iraniano convidava todos os muçulmanos devotos a executar Salman Rushdie como exemplo para quem se atreve a insultar o Islão. O convite estava lançado. Quem se atreve a insultar o Islão, sabe com o que conta.
Salman Rushdie é obrigado a viver sob protecção policial. Passados todos estes anos os intelectuais mais pacifistas continuam a encontrar “razões” que levam à “compreensão” da fatwa que condenou à morte Salman Rushdie mais os seus editores e tradutores. Por certo, partilharão o repúdio  demonstrado pelo ministro iraniano.

Geringonça offshore

geringonca

BE, PCP e PEV exigem fim do “offshore” da Madeira, PS rejeita “pedidos inexequíveis”.

 

Leitura recomendada

Escritora saudita questiona como reagiriam muçulmanos se terroristas cristãos se fizessem explodir no meio deles.

A autora é Nadine Al-Budair, saudita. A tradução é de Romeu Monteiro.

(…) “Imaginem um jovem ocidental a vir aqui e a levar a cabo uma missão suicida numa das nossas praças públicas em nome da Cruz. Imaginem que dois arranha-céus haviam colapsado numa capital árabe, e que um grupo extremista cristão, vestindo roupas do milénio passado, haviam assumido responsabilidade pelo evento enquanto destacavam a sua determinação em ressuscitar ensinamentos cristãos ou decisões cristãs, de acordo com a sua percepção, para viver como no tempo [de Jesus] e dos discípulos, e para implementar certos edictos de teólogos cristãos…

“Imaginem ouvir as vozes dos monges e dos padres nas igrejas e lugares de oração, dentro e fora do Mundo Árabe, gritando em altifalantes e fazendo acusações contra muçulmanos, chamando-os de infiéis, e cantando: ‘Deus, elimina os muçulmanos e derrota-os a todos.’

“Imaginem que havíamos oferecido a um número incontável de grupos de estrangeiros vistos de turismo e residência, cartões de identidade, cidadania, bons empregos, educação gratuita, cuidados de saúde modernos gratuitos, segurança social, e por aí fora, e depois disso um membro de um desses grupos surgia, consumido por ódio e por sede de sangue, e matava os nossos filhos nas nossas ruas, nos nossos prédios, nos escritórios dos nossos jornais, nas nossas mesquitas e nas nossas escolas. (…)

ADSE: alargamento ou fim ?

Pelo alargamento da ADSE. Por Mário Amorim Lopes.

Leitura complementar: ADSE para todos; A ADSE e o princípio da igualdade.

Compreender o putinismo XXXVIII

AP Photo/Alexander Zemlianichenko
AP Photo/Alexander Zemlianichenko

Vladimir Putin disse basta à opressão das agências de rating que como sabemos se encontram ao serviço das potências estrangeiras que desejam o mal à Santa Mãe Rússia e decide criar a sua própria agência de rating. Não sei como ninguém da geringonça imita o pequeno czar.

Reunião no Brasil

Reunião de emergência, pelo pessoal da Porta dos Fundos. A reunião teve lugar em 27 de Junho de 2013. Como é claro, não tem nada a ver com o PT e restantes Metralhas associados.

O mensalão segundo Snowden

Mais de 100 mil dólares são mensalmente depositados numa conta bancária em Nassau.
Mais de 100 mil dólares são mensalmente depositados numa conta bancária em Nassau.

Bin Laden vive nas Bahamas com pensão completa, paga pela CIA, afirma Edward Snowden. O material proveniente do Afeganistão continua a provocar os efeitos procurados.

Compreender o putinismo XXXVII

VladPutin

Coisas que acontecem naturalmente.

Another Defector Dead in Washington

A former member of Putin’s inner circle has died violently and mysteriously in our nation’s capital

Ética segundo Lula da Silva

LulaSócrates

Vale e Azevedo aceita ser Ministro e por mero acaso alcança a desejada imunidade judicial.