Os restantes são Franciscanos do Alasca

A imbecilidade não respeita títulos académicos.

O SNS e a diabetes tipo 1

Declaração de interesses. Por Luís Aguiar-Conraria.

Fui percebendo as batalhas que temos pela frente. Por exemplo, terei de esperar alguns anos para receber do Sistema Nacional de Saúde a bomba que facilitará as tomas de insulina, pelo que mais vale comprá-la eu. Já conheci crianças que tiveram de esperar 6 e 7 anos pela sua bomba. Também percebi que o facto de ter uma doente crónica na família em nada altera os limites com despesas de saúde no IRS; pelas minhas primeiras contas, o plafond do IRS para despesas com a saúde esgota-se com os consumíveis que gastarei em dois meses. E por aí fora. Na verdade, a minha filha tem sorte de viver numa família que, com alguns sacrifícios, lhe dará acesso à melhor tecnologia disponível, o que é importante para minimizar as sequelas de longo prazo da diabetes, como lesões oculares ou renais.

Mas não consigo não me revoltar com os milhares de crianças a quem não é dado todo o apoio de que carecem. Quando no futuro falar sobre os apoios dados, ou falta deles, a doentes crónicos em geral, ou a diabéticos em particular, os meus leitores já sabem. Falo com a autoridade de quem convive de perto com o assunto. Mas também falo como parte interessada. Fica assim feita a minha declaração de interesses para artigos futuros.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

bbc
Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg

O atentado terrorista em Nice visto por et’s revolucionários

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Persononificados no PCTP/MRPP, pela facção Arnaldo Matos, o eterno educador do proletariado português.

(…) Há um ano que os factos têm sobejamente demonstrado a absoluta incapacidade das forças armadas e policiais da França para impedir o sucesso dos franceses nos actos de guerra que têm estado a praticar em França.

Existe em França uma guerra civil larvar, de franceses contra franceses, promovida por elementos do povo francês contra o imperialismo e os imperialistas da França.

Essa guerra civil vai crescer cada vez mais e vai mundializar-se. Hollande e os maoistas franceses chamam-lhe terrorismo. Mas a verdade é que essa guerra é cada vez mais a guerra que os maoistas do Partido Comunista de França (m-l-m) se recusam a reconhecer como a guerra do povo contra a guerra imperialista, guerra imperialista esta que o imperialismo francês levou e leva a cabo em África e no Médio Oriente, e que, quer queiram os maoistas da França quer não queiram, está a chegar a França, ao covil dos imperialistas.

Há em França dois milhões de imigrantes portugueses e seus descendentes. Mais cedo ou mais tarde, de um lado ou do outro, esses dois milhões de portugueses vão estar envolvidos na guerra imperialista, como carne para canhão dos imperialistas franceses, ou na guerra do povo contra a guerra dos imperialistas.

De que lado é que estarão então os maoistas do Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista)? Em Portugal, os seus amiguinhos liquidacionistas já estão do lado do imperialismo francês e das polícias secretas portuguesas… Pobre canalha!

Admirável Mundo Novo: a prática da eutanásia na Bélgica

Catholic care home in Belgium fined for refusing euthanasia

During the hearing, the three judges decided unanimously that “the nursing home had no right to refuse euthanasia on the basis of conscientious objection”. (…) Euthanasia pioneer Dr Wim Distelmans, a man who has been dubbed Belgium’s “Dr Death”, also welcomed the judgement. He said: “This is an important case because the judge sees the nursing home as an extension of a private home. When other institutions now want to reject euthanasia, they will think twice before they prohibit access to a doctor. Such denials are still common, both in nursing homes and in hospitals. To turn the tide, this court decision is very important.”

Continue reading “Admirável Mundo Novo: a prática da eutanásia na Bélgica”

Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

E se pais tivessem ADSE?

É hoje destaque no Jornal de Notícias caso de negligência médica no Hospital Padre Américo, em Penafiel. Ou uma série de erros humanos (sim, médicos não são perfeitos!).

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Durante 3 anos (entre 2010 e 2013) os pais de uma jovem levaram-na às urgências do hospital em 11 (onze!!!) ocasiões. Apesar de recorrentes queixas de dor de cabeça, sete diferentes médicos diagnosticaram ansiedade, nervos ou falsa gravidez, nunca tendo acedido aos pedidos da mãe para realização de exames adicionais, como TAC/RM ao cérebro. Sara faleceu de um tumor na cabeça a 10 de Janeiro de 2013, aos 19 anos de idade.

Fica aqui a questão que já nada resolve neste caso, mas pode ajudar muitos outros portugueses: e se os pais da Sara tivessem a liberdade de escolha permitida pela ADSE?

Anacleto, sempre

anacleto

Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

castrochavez

A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Clap, clap, clap

Viva o progresso social e humano provado na pequena reportagem da Vice News  intitulada Grocery shopping during Venezuela’s food shortages.

Histerismo na geringonça

geringonca

Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro

Sim, podemos aguardar

podemos

Irão financiou Podemos com esquema, pelo menos, manhoso e que envolve as sinistras contas offshore. Aguardo o tratamento noticioso por parte do Esquerda.Net.

Recordar é viver

louca

O que dizer do Louçã – o Palhaço –, segundo os camaradas do PCTP/MRPP? Apenas que é o contributo possível para a indispensável união das esquerdas em geral e do Bloco em particular.

Nos últimos vinte e cinco anos, nunca houve ninguém em Portugal que fosse tão mimado, tão incensado, tão elogiado, tão lambido, tão levado ao colo e tão carregado em ombros de tudo o que é jornalista e órgão de comunicação social como esse tal de Francisco Louçã.

Com toda a imprensa burguesa, reaccionária em extremo como se sabe, a empurrar por trás, Louçã foi posto à cabeça de um bloco de oportunistas, baptizado de Bloco de Esquerda, de que se safou logo que pôde, foi levado a deputado da Assembleia da República e até foi colocado numa cátedra ali para os lados de São Bento, no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem que ninguém se tivesse apercebido a tempo de que o homem não só não era de esquerda como não passava de um ignorante em matéria de economia e de finanças.

A imprensa tem andado tão babada com o seu menino-prodígio que, no mês passado, enquanto celebrava os quarenta anos do golpe de Otelo e dos seus capitães, foi ao ponto de transformar à sorrelfa o paizinho de Louçã num dos heróis de Abril, quando toda a gente sabe que foram os marinheiros e sub-oficiais da fragata Almirante Gago Coutinho, por um lado, e os obuses da bateria de artilharia de Vendas Novas, colocada no Cristo Rei, em Almada, por outro, quem impediu o comandante – capitão de fragata Seixas Louçã – de bombardear os homens e os carros de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.

Mas a basbaquice da imprensa por Louçã é de tal ordem que não lhe custa nada homenagear como herói de Abril um fascista do antigo regime, desde que seja familiar do sobredito Louçã…

Ora, este produto acabado do jornalismo português de pacotilha – Louçã – de forma indirecta, e durante a presente crise, levantou-se contra o PCTP/MRPP aí por 2012, ao acusar uma das fracções do Bloco de ter cometido o crime de seguir o nosso Partido, ao defender o não pagamento da dívida e a saída do euro.

Desde que, em 16 de Junho de 2012, atacámos, numa conferência realizada na cidade do Porto, o Syrisa e o seu aliado português – o BE -, por não se atreverem a defender a saída do euro e o não pagamento da dívida, Louçã não tem feito outra coisa senão escrever, só ou acompanhado, resmas de papel que têm um único objectivo: explicar como se deve pagar honradamente a nossa dívida, de modo a mantermo-nos no Euro e na União Europeia a todo o custo.

Mas eis que, no último domingo, na Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Louçã terá admitido, segundo notícia circulada pelo jornal i, que “a saída do euro pode mesmo tornar-se na única solução para o País”.

Não acredito! Será possível que o animal tenha dito semelhante coisa?!

Mas acho que sim. Disse mesmo!

É que Louçã não passa de um palhaço! Até domingo passado, Louçã sempre defendeu a permanência de Portugal no euro e o pagamento honradinho e integral da dívida pública.

Começou, aliás, por defender, no consulado de Guterres, a adesão de Portugal à moeda única, muito embora criticasse as negociações da adesão, que teriam prejudicado o País. “Mas essa entrada era inevitável”, alegou então o catedrático Louçã.

Em Maio de 2011, fez agora três anos, numa troca pública de ideias com Jerónimo de Sousa, Louçã, com aquele ar de convicta certeza que nunca abandona mesmo quando diz as maiores alarvidades do planeta, pretendeu ter esmagado, com a sua autoridade professoral, o pouco ilustrado Jerónimo, atirando-lhe a matar: “Recuso a saída do euro, porque isso seria catastrófico”; “Ficaria tudo mais caro, desvalorizaria salários e pensões e faria com que as pessoas que têm créditos à habitação passassem a pagar muito mais“.

Não se encontraria em parte alguma da Europa um pequeno-burguês mais explícito… (…)

O regresso de Darth Putin

putinsmile

A seguir o Darth Putin’s Blog que promete “a reunificação soviética“.

 

Transcript of note from the 146% legitimate President of Russia!

Citizens!!

Your 146% legitimate President is being unjustly held in Twitter’s gulag! However, through a trusted, loyal courtier I have managed to smuggle a message to the outside world. (Ok, I scribbled note this on a spare copy of the Minsk Agreement in my pocket when I was arrested and jammed it up Medvedev’s backside for him to smuggle).

Appeals against this kangaroo court and travesty of justice have begun and the USA’s lickspittles have indicated that a compromise is possible.  However, be warned, I still have neighbors I have yet to invade in order to distract my citizens from shitty roads and falling wages.

With this in mind I urge the CIA’s stooges in Russia’s illegally annexed California Oblast to release me from this unjust detention.

In the mean time, please keep tweeting your support with the hashtag #NoTwitterGulagForDarthPutinKGB to remind the fascists that this will not stand.

Yours, topless

VVP

E saúde-se o regresso ao activo de @DarthPutinKGB.

Como a realidade tende a ultrapassar a ficção e a comédia, Konstantín Dolgov, o responsável pelos direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores russo aponta o neoliberalismo agressivo como a mãe de todos os males.

Felizmente que à humanidade resta Vladimir Putin – o verdadeiro porteiro do Kremlin.

Leitura complementar: Do Kremlin, com humor.

Do Kremlin, com humor

Vlad

Gozar com criaturas divinas não dá bom resultado.

Na vanguarda

A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.
A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.

Um novo e aliciante desafio à medicina ou apenas uma forma de agradecimento local.

A doctor working at a hospital in Saudi Arabia has been shot for helping a woman deliver a baby.

Jordanian obstetrician Dr Mohannad al-Zubn helped a Saudi woman give birth at the King Fahad Medical City in the Saudi capital, Riyadh, last month.

The new father went to the hospital, saying he wanted to thank the doctor – but, after meeting him outside in the garden, withdrew a concealed gun and shot him at close range.

The unnamed attacker was reported to have carried out the shooting because he did not believe a man should have helped his wife give birth.  “The husband came to the hospital looking for the doctor and shot him in the chest in an attempt to kill him for helping his wife deliver a baby,” said a hospital spokesperson.

As cantigas euro-festivaleiras do PCP

Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.
Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.

Enganam-se aqueles que associam as xaropadas musicais dos Zecas e das Brigadas ao PCP. Na melhor das hipóteses, os cantautores canhotos fazem parte das relíquias dos comunistas portugueses, agora que o PCP descobriu as emoções burguesas da canção ligeira do Eurofestival. A responsável é a ucraniana Jamala que venceu o tal Festival da Canção, realizado em Estocolmo com a canção intitulada 1944 e que recorda os feitos de José Estaline na Crimeia. A canção que representava a Rússia, considerada como favorita, ficou no terceiro lugar, atrás da estreante Austrália.

Afinal, apesar da negação do comunista Mário Nogueira, o estalinismo continua vivo e de boa saúde no PCP.

(…) Pouco importará aos patrocinadores do Festival da Eurovisão que 1944 tenha sido o ano da deportação de tártaros da Crimeia. A História sabe que o imperialismo europeu nunca foi muito dado à preocupação com as tragédias dos humanos, dentro e fora do seu território. E se exemplos faltassem, teríamos o dos refugiados árabes sem refúgio, sobreviventes das guerras que os EUA e a UE levaram às suas casas e às suas vidas, agora reunidos nos campos de concentração que a União Europeia aluga na Turquia. Ou os povos da antiga Jugoslávia, vítimas de um xadrez «ocidental» diabólico, em que o sofrimento oscilou entre a morte e o comércio de órgãos humanos, patrocinado por conhecidos aliados do chamado ocidente.

Em 2016, o Tribunal Administrativo de Kiev decretou a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (PCU), na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2014. Ao mesmo tempo iniciou-se uma campanha de reescrita da história, traduzida no branqueamento dos crimes das forças colaboracionistas com o ocupante nazi na II Guerra Mundial e a promoção de forças paramilitares de perfil neonazi.

Mas isso é em 2016. Para os patrocinadores da Eurovisão a tarefa é a da reinvenção dos dramas que, em 1944, envolveram tártaros da Crimeia, utilizando o estafado (o criminoso) processo da apresentação simplista de «factos» vindos de um tempo que foi o da sementeira da paz, paga com mais de 20 milhões das vidas soviéticas (também de tártaros) que Jamala, esquecendo, ofende (e se ofende).

No fundo é como na Música. Pois se as notas de que se compõe a Ode à Alegria de Beethoven são exactamente as mesmas com que Jamala escreveu uma canção feita para estimular ódios esquecidos! Saiba o vasto público televisivo – e os povos do nosso mundo – distinguir a Obra da provocação.

“Os lóbis mandam” porque o Estado mexe em tudo

Polvo estatal Na sua coluna no Expresso, Daniel Oliveira apela à participação cívica de quem “defenda a Escola Pública ou o Serviço Nacional de Saúde”. Diz o Daniel que, “numa sociedade como poucos hábitos de activismo cívico”, só “os interesses mais diretos – profissionais, corporativos ou locais – movem as pessoas”, o que faz com que “quem, com responsabilidades no Estado, queira defender o bem comum está muito fragilizado perante a pressão de interesses, corporações ou lóbis que tente enfrentar”. O Daniel continua, argumentando que “para além das decisões deste ou daquele ator político, o futuro da comunidade depende sempre do confronto entre interesses conflituantes”, e “se um desiste de se manifestar o outro acabará inevitavelmente por prevalecer. Se os cidadãos são passivos, serão sempre os interesses mais ativos a levar a melhor”.

Em parte, o Daniel tem razão. Os vários grupos de interesse que se manifestam nos mais diversos sentidos em torno das mais variadas questões têm muitas vezes uma agenda subordinada aos seus “interesses particulares”, potencialmente postos em causa pela acção política em prol de “algo mais abrangente a que chamamos de bem comum”, pelo qual “o Estado deve zelar”, e se só uma parte dos vários grupos que compõem uma sociedade se esforçam por defender os seus interesses particulares (ou, de forma mais benévola, a sua particular concepção do que é o “bem comum”), as decisões do Estado tenderão a reflectir os seus desejos, e não necessariamente aquilo que seria melhor para o país e a sociedade como um todo. Mas, ao contrário do que o Daniel pensa, “os lóbis” não “mandam” simplesmente “porque se mexem”; “mandam porque se mexem” num país em que o Estado mexe em tudo.

O que o Daniel não consegue perceber, como aliás geralmente acontece com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “esquerda” (e especialmente em Portugal, também com aquilo a que por preguiça ou ignorância chamamos de “direita”), é que a esfera do Estado não está umbilicalmente ligada à prossecução do “bem comum”, nem o seu redondo e aconchegante seio está livre do peso da cabeça de “interesses particulares”. O Estado, como as empresas, as associações cívicas, as famílias ou qualquer conjunto de mais de uma pessoa, é formado por – pasme-se – pessoas, com as suas opiniões, interesses e preconceitos muito seus – numa palavra, privados. Sempre e onde quer que uma actividade ou série de actividades estejam entregues “ao mercado” – ou seja, à livre interacção e escolhas das pessoas que nelas participam – os resultados reflectem essas interacções e escolhas. Não reflectirão sempre a vontade de quem as faz – uns terão mais sucesso nas escolhas que fazem, quer por terem mais talento, mais sorte ou melhores condições à partida – mas serão resultado – desejado ou indesejado – dessas interacções e escolhas. Mas sempre e onde quer que o Estado intervenha (e circunstâncias em que a sua intervenção é mesmo mais que justificada, como, por exemplo, para dar meios de conduzir uma vida digna a quem por esta ou aquela razão não os obtenha por si próprio, ou garantir o acesso a cuidados de saúde a quem não os possa aceder pelos seus próprios meios, e especialmente na administração da justiça e do policiamento), está a substituir esse mercado da livre interacção e escolhas dos membros de uma sociedade pelo mercado da influência política, e a inevitável corrupção que o acompanha. Os “lóbis mandam” e têm o poder que têm porque em muitas actividades em Portugal, os tentáculos do polvo estatal tocam toda a sua extensão, quer através da legislação quer através da sua intervenção directa como prestador de serviços. Sendo assim, o sucesso ou insucesso na satisfação dos interesses particulares de cada um dos grupos que participam nessas actividades depende, não da satisfação dos que a eles possam recorrer, mas da pressão que conseguem exercer sobre quem toma as decisões políticas, e dos “favores” que conseguem oferecer ao poder político para depois serem devidamente cobrados. Onde o Estado interfere, mesmo que justificadamente, ganham, não o “bem comum”, mas os “interesses particulares” de quem consiga ter acesso privilegiado aos corredores do poder.

Veja-se por exemplo o que se passa na educação. A “esquerda” indigna-se com a pressão do “lobby” dos colégios com contratos de associação. A “direita”, por sua vez, revolta-se com a acção de Mário Nogueira e dos sindicatos de professores de escolas do Estado. O que nem uns nem outros fazem é defrontar a razão pela qual esses respectivos grupos de interesse exercem essa pressão da forma que exercem: o seu futuro e as suas condições de vida dependem das decisões do poder político – no caso dos colégios, da renovação dos contratos, no dos sindicatos, na atribuição de uma série de benefícios que exigem – e portanto dependem do quão bem sucedidos são a convencer os governos a satisfazerem a sua vontade. Mas se, por exemplo, o Estado deixasse de financiar directamente qualquer escola, fosse ela detida pelo Estado ou por privados, passando a financiar os alunos cujos pais não tivessem meios próprios para pagar o acesso da sua criança à escola da sua preferência, o bem-estar e futuro dos indivíduos dessas escolas deixariam de depender de decisões políticas, tornando obsoleta a necessidade de fazer pressão sobre os decisores governamentais; passariam a depender da capacidade de uns e outros de oferecerem a pais e alunos um serviço de educação que satisfizesse as suas necessidades e desejos, em vez de dependerem da facilidade que têem ou não em ligar para o telemóvel do Ministro da Educação ou de o assustar com o número de participantes nas suas respectivas manifestações. Como ninguém propõe uma solução deste tipo, “os lóbis” – sejam os das escolas privadas sejam os “da Escola Pública” – continuam a mandar. E a vida das pessoas a piorar.

Questões à CML, a construtora de mesquitas

medina

Vale a pena ler o post da Helena Matos intitulado A CML, a construtora de mesquitas.

Da leitura surgem algumas questões:

A CML – socialista, laica e republicana – paga a construção de uma mesquita na Mouraria a que propósito?

Que outros locais de culto foram promovidos e pagos pela CML?

Houve lugar a expropriações? Em que moldes e condições?

Passará a norma edificar templos religiosos a partir de instalações clandestinas?

A construção da mesquita na Mouraria está no programa eleitoral do PS local ou nacional?

Na incerteza de que terei as respostas por quem as deve dar, informo que existe uma petição dirigida À CML e Assembleia da República intitulada “Petição Contra a Construção de Mesquita em Lisboa em Propriedade Privada Expropriada“.

Alguém tem notícias de Snowden?

VladFriend

State Has Put 6% of Russians Under Surveillance in Past Decade.

At least six percent of Russia’s population has been under state surveillance at some point in the last nine years, according to a report released by human rights activists Monday.

Information released by Russian human rights group Agora claims that the Russian Supreme Court received some 4,659,325 applications to monitor and record telephone communications between 2007 and 2015. The court approved almost 97 percent of these, or 4,517,515.

Assuming that each wiretap target was in conversation with at least one other person, activists calculate that six percent of the Russian population, or 8.5 million people, have been monitored by the state at some time.

“If we assume that each of the wiretaps lasted for roughly a month, that means that over the course of nine years at least six percent of the population have had their communications monitored at some point,” said report co-author Pavel Chikov.

Agora claims that a lack of accountability has left the work of the security services open to political exploitation. The report alleges that on numerous occasions Russian law enforcement agencies violated human rights without compelling criminal evidence.

Government agencies acted without evidence in 352 cases, taking DNA or other biometric information in 242 of them, according to the report. Targets included activists who demonstrated on Manezh Square in 2014 and a number of Crimean Tatars between 2014 and 2016.

In 35 cases, citizens’ movements were monitored without any evidence of a crime, while 23 targets saw electronic communications hacked by security services.

Hidden video or audio equipment was used without compelling reason on 28 occasions and in several cases covert police footage was leaked to the media. (…)

O Inverno da ignorância está a chegar

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Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

Petição pelo alargamento da ADSE foi ao parlamento

Aspecto da fachada do Palacio de Sao Bento, Assembleia da Republica, em Lisboa a 7 de Novembro de 2006    INACIO ROSA / LUSA

Na sequência da petição a pedir o alargamento da ADSE a todos os portugueses, eu e o Mário Amorim Lopes fomos hoje recebidos na Comissão de Saúde da Assembleia da República. Fica aqui o discurso com que iniciámos a audição:

“Senhores deputados, senhoras deputadas,

Muito obrigado por reservarem o vosso tempo para nos ouvirem hoje. Todos saberão já porque é que estamos aqui. Por isso vou começar por dizer por quem é que estamos aqui:

Estamos aqui pela senhora de Sintra que marcou uma colonoscopia e esperou quase 2 anos para ser atendida. Quando finalmente fez o exame, foi-lhe descoberto um cancro já em fase avançada, que teria sido curável alguns meses antes. Morreu pouco tempo depois.

Estamos aqui pela senhora de Faro, de 22 anos, que esperou sete meses por uma consulta ginecológica marcada como urgente. Nesse período sofreu hemorragias frequentes, anemias e um aborto espontâneo.

Estamos aqui pelo senhor de Viseu que, como muitas outras pessoas no país, sofreu uma hérnia discal. Um problema que resulta num sofrimento grande no dia-a-dia, mas que pode ser resolvido numa operação simples em ambulatório. Passou 3 anos de sofrimento porque a operação é considerada não urgente no serviço público. Depois de 3 anos já tinha desenvolvido problemas no fígado devido à medicação que vinha tomando para aliviar as dores.

Estamos aqui pelas pessoas que vêem consultas serem permanentemente adiadas por erros administrativos ou por faltas temporárias de pessoal. E que por isso sofrem mais tempo e agravam as suas doenças sem terem sequer uma alternativa para se socorrerem.

Eu podia continuar aqui horas e horas a relatar casos semelhantes de pessoas que morreram ou sofreram muito tempo por falta de opção. Mas há uma coisa que estes casos têm em comum: todos poderiam ter sido evitados se estas pessoas tivessem a liberdade de escolha que a ADSE garante aos seus beneficiários.

Sei que muitos irão querer fazer desta uma questão técnica. A parte técnica é importante. Mas não se enganem: esta é uma questão moral e política.

Para garantir o acesso universal a cuidados de saúde, bastaria ao estado ser financiador desses cuidados. É assim que é feito em muitos países. Mas não: foi tomada a opção política de tornar o estado também prestador de cuidados de saúde. Mas tem sido um prestador tão mau, tão ineficiente, que são os próprios funcionários do estado os primeiros a acharem-se indignos de recorrer ao prestador estado. É o estado, como entidade empregadora, o primeiro a admitir o seu fracasso como prestador de cuidados de saúde, oferecendo aos seus funcionários a possibilidade de recorrer a alternativas no sector privado. Mas o estado não tem obrigações apenas perante os seus funcionários. O Estado não existe apenas para servir os funcionários públicos. O estado tem obrigações, até constitucionais, perante todos os portugueses na área da saúde. E é por isso que, sabendo do sucesso e popularidade de um sistema como a ADSE, é obrigação de todos nós aqui presentes, não por uma questão política mas por uma questão de humanidade, pugnar para que todos os portugueses possam ter acesso em condições de igualdade a um sistema que proteja melhor a sua vida e o seu bem-estar.

Alguns dirão que a ADSE é apenas mais uma componente da remuneração dos funcionários públicos, igual à que é dada por muitos empregadores privados. Mas esse é um enorme equívoco, porque o estado não é um empregador qualquer. A obrigação do estado em pagar um salário é apenas perante os seus funcionários, mas a obrigação constitucional de garantir serviços de saúde em condições de igualdade é perante todos os portugueses. Um empregador privado pode achar que o serviço nacional de saúde não é suficientemente bom para os seus funcionários. Mas o empregador estado, que cobra impostos sob a promessa de garantir a todos cuidados de saúde em condições de igualdade, não pode achar o mesmo. Se o empregador estado encontrou uma forma melhor de garantir cuidados de saúde, tem a obrigação de a disponibilizar de forma igual a todos os portugueses.

Acabo esta introdução com uma nota de optimismo. Estou profundamente convicto de que o objecto desta petição será aprovado. E estou convicto porque já vi nesta casa no passado recente propostas da direita à esquerda no sentido de alargar a ADSE. Nos últimos meses, ouvi o Bloco de Esquerda propor o alargamento da ADSE aos familiares dos funcionários públicos e ouvi do CDS a intenção de alargar a ADSE a todos os portugueses. Ouvir isto de dois lados opostos da Assembleia, de dois partidos que apoiam ou já apoiaram governos, é a maior demonstração do reconhecimento da superioridade do sistema da ADSE e dos benefícios que traria para o bem-estar de toda a população. Por isso estou aqui optimista, de que hoje será dado o primeiro passo nesse sentido.

As vidas que já se perderam, o sofrimento que já foi criado, não pode ser apagado. Mas se deixarmos a ideologia e os interesses corporativos de lado e nos focarmos no que é melhor para a saúde dos portugueses, podemos começar aqui, o processo para impedir que mais casos destes aconteçam no futuro.”

PS, CDS, BE e PCP faltaram à chamada, e o PSD fez-se representar por dois deputados e um assessor.

Envelhecer

putedoNão me chateia nem me assusta envelhecer. O que me assusta é envelhecer e mesmo antes de ser velho, perder faculdades e começar a bater mal, a ver conspirações, bandidos e espécimes pouco recomendáveis em todo o lado. Nos que me são próximos, nos que me são distantes e nos mais ou menos. Caramba, um tipo podia bem envelhecer e morrer, nem que entrevado, mas com o cérebro a funcionar. Nem sempre é assim, é tramado.

 

O sentido da eutanásia

Eu, tu e a eutanásia. Por António Pedro Barreiro.

E, se questionados sobre o sentido da morte assistida, responderão porventura que se trata de um acto digno, na medida em que é voluntário. Dirão que se limitam a abrir uma porta e que cada pessoa, no acto soberano de escolher ou não transpô-la, carrega consigo as suas convicções e a sua dignidade, independentemente do que decida. Quem sabe das dores é o mortificado. E que ninguém mais se meta; que ninguém se aproxime. O problema é que a solidão também mata, como sabem Verónica e Martin Buber. O problema é que, ao dizer vigorosamente aos elementos mais vulneráveis da nossa sociedade que a vida de cada um é um assunto exclusivamente seu, estamos a sussurrar-lhes que estão sozinhos no Mundo. E estou disposto a apostar que não era bem isso que eles queriam ouvir.

Assim se vê a força do PC

Durante o dia, o Povo Venezuelano sai às ruas para agradecer a solidariedade do socialismo. Foto: EFE,
Durante o dia, o Povo Venezuelano agradece a solidariedade do socialismo.  Foto: EFE.

No meio do caos socialista, os comunistas portugueses na “Jornada Mundial de Solidariedade com a Venezuela” –  reafirmam o ” apoio à luta do povo venezuelano” e exigem “o fim das ameaças e ingerências externas.”

A solidariedade internacional do PCP já está a dar frutos e o sonho marxista de acabar com o capitalismo foi uma vez mais alcançado: a Venezuela não tem dinheiro suficiente para imprimir notas.

De regresso à realidade, o Povo venezuelano sai para a rua para festejar o apagão diário a que têm direito, apesar da capital Caracas permanecer sem essa conquista social que cobre 75 por cento do país.

Erdogan é paz e amor

erdogan

Se ouvir alguém a insultar o Presidente turco, só tem de reportar os factos ao consulado turco na Holanda.

We ask urgently for the names and written comments of people who have given derogatory, disparaging, hateful and defamatory statements against the Turkish president, Turkey and Turkish society in general.

A fuga do paraíso cubano

AP Photo/Hans Deryk
AP Photo/Hans Deryk

E em números crescentes.

De forma surpreendente, o destino de quem escolhe escapar ao paraíso comunista não é a Venezuela nem a Festa do Avante.

Leitura complementar: Cuba jovem e revolucionáriaA homenagem da geringonça ao ditador Hugo Chávez.

Cuba jovem e revolucionária

Castrojovem

O Presidente de Cuba tem 84 anos. Raúl Castro anuncia que irá deixar o cargo em 2018 e sugere que os líderes do abençoado Partido Comunista Cubano sejam sub-70.  Graças a um curto período de transicão sugerido por si mesmo, Raúl Castro irá permanecer como Presidente daquela organização mafiosa por mais cinco anos.

Entretanto, o facínora mais velho, fo apanhado a falar com o coronel Chávez na Amadora.

Não sei se Cuba aguentará tanto sangue novo e mudanças tão abruptas.

A geringonça dá nov@s mund@s a@ mund@

EduCabrita

Depois da geringonça mudar  o nome do cartão de cidadão, o próximo passo é acabar de vez com o opressor nome da Carta dos Direitos do Homem.