O dinheiro é do PS: o dador põe, o PS dispõe

Leio  o comunicado do Conselho de ministros e onde diz:

Este fundo, de âmbito social, tem o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada dando-lhe um destino coordenado de apoio à revitalização das áreas afetadas, garantindo prioritariamente a reconstrução ou reabilitação de habitações e o seu apetrechamento, designadamente mobiliário, eletrodomésticos e utensílios domésticos. Este apoio complementa o apoio público existente nas áreas da Segurança Social, do Planeamento e Infraestruturas, da Economia, da Agricultura e da Habitação.

O Governo pretende, deste modo, garantir uma maior eficiência, não só na gestão desses recursos, mas também na sua afetação aos que dele necessitam, promovendo um reforço da celeridade em todo o processo, com a participação de representantes das autarquias de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande e do sector social local.

deve ler-se: o tal fundo do governo é criado através do confisco dos donativos particulares e com este dinheiro gerido com a eficiência que se reconhece ao estado – a começar na sua primeira obrigação: a de proteger a vida dos cidadãos, nomeadamente em incêndios florestais.

Distribuídas as verbas com a celeridade devida e de acordo com os interesses políticos do governo, tudo isto configura uma nacionalização e posterior gestão dos donativos.

O brilharete do governo socialista com o dinheiro dos outros está uma vez mais assegurado. Afinal, “o dinheiro é do Estado, é do PS.”  Nunca nos esqueçamos.

Anúncios

SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

Síntese perfeita da reportagem da TVI, feita por um amigo: o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) funciona perfeitamente, excepto em situações de emergência.

Antecipando-se a um escrutínio sério, António Costa pede respostas urgentes. Para que fique tudo na mesma.

Descubra as diferenças

Dois editoriais de dois jornais – um de referência/o outro de reverência – de dois países vizinhos.

La inoperancia de Portugal en la lucha contra los incendios, do El Mundo.

Versus

Na boca do inferno, da pena de Paulo Baldaia do DN.

62 mortos depois, altera-se a cartilha do Bloco de Esquerda

Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia

Trovoada seca socialista

Nacionalizado ao Vicente‏ @vicente79.

O Siresp continua a dar boa conta de si. Os helicópetros Kamov continuam parados e  Lacerda Machado , percebe mesmo de tudo e mais um par de botas. Abençoados.

Compreender o putinismo LXVIII

Após a anexação em forma de referendo de parte da Ucrânia e ameaças directas aos países bálticos e à Polónia que pertencem à NATO- suponho que de livre vontade e acredito com bastante alívio – , a Suécia volta a estar sob o olhar atento ao porteiro do Kremlin.

Russian President Vladimir Putin has expressed deep opposition to the idea of Sweden joining NATO, calling its potential membership of the U.S.-led alliance a “threat” that would need to be “eliminated.”

“If Sweden joins NATO this will affect our relations in a negative way because we will consider that the infrastructure of the military bloc now approaches us from the Swedish side,” Putin told state news agency Itar-Tass. “We will interpret that as an additional threat for Russia and we will think about how to eliminate this threat.”

A utopia de esquerda em formato fotográfico

O sucesso do modelo socialista: de fracasso em fracasso, até à miséria final.
Oscar B. Castillo/Fractures Collective fotografou a espera por produtos básicos
State of ruin,  a Venezuela de Maduro retratada por oito fotógrafos venezuelanos.

Costumes liberais e fait-divers IV

Barbas sim, mas sem design

Barbudos, não caiam na blasfémia.

(…) During the council meeting, a local leader of an Islamic political party, the Jamiat Ulema-e-Islam (F) objected to the growing practice of cutting beards in different shapes and designs by local barber shops. JUI-F leader Molvi Muhammad Amin claimed that the practice of cutting beards in new designs and shapes was against Islamic Sharia (Law) and an act of Blasphemy which needs to be stopped.

Taking note of the objection raised by Amin, Chairman of the Council Amir Iqbal issued orders barring hair dresses from trimming beards into different styles. He urged officials to make sure that the hairdressers are in compliance with the new ruling by Monday. (…)

O terrorismo e a tranquilidade do Xeque Munir

Foto: Rádio Renascença

O líder religioso dos muçulmanos da mesquita central de Lisboa para além da reconhecida capacidade no jogo de cotovelos/quebra narizes, decidiu tranquilizar-nos sobre o Islão e o atentado de Manchester. O Paulo Tunhas, no Observador, faz o favor de levantar a ponta do véu sobre o que o imã disse e o mais que ficou por dizer.

(…)   Chegando a este plano de generalidade, é imperioso reconhecer que o terrorista não tem religião nem pátria. Não tem religião? De acordo com o Sheik Munir, e em função da imunização teológica antes referida, não. O que é ele então? A resposta é de uma assombrosa simplicidade: é um louco. De uma certa maneira, porque não? Mas qual a natureza singular dessa loucura, quais os seus motivos essenciais, quais as razões porque adopta manifestar-se assim? Silêncio. Tudo é feito para manter a discussão na mais extrema generalidade que impeça qualquer atenção ao concreto e ao particular.

Generosamente, o Sheik Munir concede que a situação é também da sua responsabilidade, para logo lembrar que todos temos um papel. Todos, sem distinção, e supõe-se que em idêntico grau. Depois de tudo o que veio antes, já nada surpreende. Como não surpreende a candura da interrogação: como é que eu posso contribuir? A questão supõe uma desarmante inocência. Ainda não tinha pensado no caso? Ou a resposta é de uma tal complexidade que a perplexidade é infindável? A questão é no entanto necessária porque, mais uma vez, ninguém gosta de viver no medo. É importante que as pessoas se sintam seguras nas mesquitas, nas igrejas, nas sinagogas e nos seus lugares de lazer e hoje em dia não há essa segurança. Isso preocupa o Sheik Munir. Note-se mais uma vez que o abstracto “viver no medo” substitui qualquer referência às vítimas.

Depois de ouvir este depoimento, confesso que saí dele igualmente preocupado com o Sheik Munir. Imagino, e quero imaginar, que a muito reduzida comunidade muçulmana portuguesa (cerca de 50.000 pessoas, creio) seja tão pacífica quanto possível. Mas nos tempos em que vivemos o que se pede antes de tudo aos líderes religiosos dessas comunidades são condenações concretas dos crimes que em nome do Islão são perpetrados, o que implica o exercício, eventualmente penoso mas necessário, de assumir a partilha de uma religião comum com aqueles que são fautores desses crimes. Para, é claro, depois se demarcarem da interpretação corânica dos criminosos. Só assim a tal reciprocidade no respeito que o Sheik Munir reivindica pode ser vivida de forma limpa e plena.

Ora, o depoimento do Sheik Munir vai num sentido que é o exacto oposto disto. A quente, logo a seguir ao atentado de Manchester, começa, sem qualquer referência às vítimas, por exigir reciprocidade no respeito. Critica os preconceitos contra os muçulmanos. Decreta, contra toda a evidência, a completa inocência do Islão, quer dizer: a completa ausência de relações entre o Islão e as motivações dos terroristas. As referências aos crimes reais são substituídas pela abstracta menção ao medo. Os assassinos são acusados de uma loucura difusa sem nenhum traço particular que a identifique. A comunidade islâmica não tem qualquer obrigação maior do que o resto dos cidadãos de condenação firme, inequívoca e muito concreta da barbárie que em seu nome é levada a cabo. Pudera: a ouvir o depoimento do Sheik Munir, os terroristas podiam perfeitamente ser marcianos. Quem fica tranquilo a ouvir isto?

Compreender o putinismo LXVII

Vladimir Putin numa demonstração de grande proximidade com a então mulher Lyudmila Putina e o Taj Mahal a servir de cenário idílico. Fotografia: REUTERS/Pawel Kopczynski/

Lyudmila Putina, ex-mulher de Vladimir Putin é uma espécie de Fava local. Uma história de sonho, de grandes e profícuas amizades.

Esquerdas de Ponta – Bugchasing

Há uma grande discriminação nas sociedades ocidentais contra os portadores de doenças. É uma discriminação e é importante resolveres-te-la. Poderíamos por exemplo tentar integrar os portadores de HIV/SIDA no nosso meio e ter relações normais com eles, pois o vírus só é transmissível por via sexual. Seríamos assim Bons Samaritanos.

Mas isso já não é hedgy o suficiente. O chique agora é ser Bug Chaser.

Sim, o objectivo é tentar fazer sexo com o maior número possível de pessoas infectadas com o vírus HIV com o objectivo de contrair a doença.
Já sabem que não estou a brincar, por isso aqui ficam alguns links onde podem ler mais sobre o tema (tudo em inglês):sida_2

E sim, eu sei que o fenómeno é antigo, mas só agora é que começa a haver uma comunidade significativa de praticantes, fruto de uma narrativa SJW de integração.
Para que não vos falte nada, aqui ficam exemplos da ligação deste fenómeno aos SJW:

Nota: Não confundir com bareback sex, prática em que não há intenção, logo é só desejo carnal e não há o desejo de integração implícito no bugchasing. Nem confundir com gift-giving, que neste contexto é o oposto (um HIV+ que oferece sexo desprotegido a quem quiser, publicitando o facto e usando-o como “isco”). Outros termos semelhantes.

Portanto, já sabem: Virtue signalling é algo que não conhece limites!

Par toutatis, os vencedores gauleses

Cartoon de Olivier Ménégol.

O candidato da extrema-esquerda, poderá aguardar pelo Carnaval para vestir o traje de Presidente.

Bênoit Hamon, candidato socialista alcança uns honrosos seis por cento dos votos e o apoio do camarada António Costa. Este último terá sido fundamental na apresentação dos equilíbrios que geraram satisfação incontida no eleitorado em geral e no Partido socialista francês, em particular.

O grupo de comunicação do DN, JN e TSF é um buraco

Vale a pena ler o artigo de opinião de Jão Miguel Tavares, A Global Media e o nosso homem em Macau.

(…) Perplexidade 5: As movimentações accionistas via Macau não espantam apenas pela estranha empresa KNJ, que supostamente investe “na área do imobiliário, saúde e restauração” (entradas no Google sobre a KNJ Investment antes de 2016: zero). Quem se apresentou em Portugal como mediador do negócio entre Global e KNJ foi Paulo Rego. Em 2006, era José Sócrates primeiro-ministro, Paulo Rego foi nomeado director-adjunto da Lusa. Rego foi uma escolha surpreendente. Era à altura coordenador da revista Macau e tinha ligações a uma empresa de trading que levantaram dúvidas à ERC acerca da compatibilidade com a função de jornalista. Juntamente com o director Luís Miguel Viana, Paulo Rego dirigiu a Lusa numa das épocas mais governamentalizadas da sua história.

Perplexidade 6: Afonso Camões foi administrador da Lusa entre 2005 e 2009 e seu presidente entre 2009 e 2014, quando saiu para dirigir o JN. Afonso Camões viveu em Macau entre 1991 e 1999, onde foi, entre muitas outras coisas, administrador da Teledifusão de Macau (TDM) e director da revista Macau. Paulo Baldaia disse-me um dia que ser jornalista é fazer perguntas. Aqui está uma: que negócio, afinal, foi este?

Cegueira socialista

Fotografia: Juan Barreto, AFP.

O que vê o ilustre deputado Miguel Tiago, do pcp, nesta imagem? Uma senhora em frente a um blindado sem ninguém lhe fazer mal.

Por falar em cegueira, vale a pena recuperar o legado de Hugo Chávez ao mundo, segundo o chefe dos socialistas britânicos.

Compreender o putinismo LXVI

Testemunhas de Jeová, alvo de perseguição por parte do estado de Vladimir Putin.

Russia bans Jehovah’s Witnesses deeming it an ‘extremist’ organisation after prosecutors said it ‘destroys families and fosters hatred’

Russia’s Supreme Court has banned Jehovah’s Witnesses on Thursday It ruled the organisation was ‘extremist’ and shut down its headquarters

Authorities have put several publications on the banned extremist literature list

Russia’s Supreme Court has banned the Jehovah’s Witnesses, deeming them an ‘extremist’ organisation.

The ruling means the religious group’s 175,000 followers in Russia are equated to Islamic State members.   (…)

Vacarias de todo o mundo, uni-vos

As vacas que voam são um valor seguro.

O espírito construtivo que reina no país e na Geringonça que é capaz de colocar vacas a voar é o mesmo que no progressista Zimbabwe, um dos expoentes do socialismo de rosto africano, tem feito milagres nos sectores económico e financeiro.

Commercial banks in Zimbabwe will soon be compelled to accept livestock such as cattle, goats and sheep as collateral for cash loans to informal businesses under a new law presented to parliament Tuesday. (…)

Vehicles, television sets, refrigerators, computers and other household appliances will become acceptable as collateral once they are evaluated and registered in the central bank’s register, according to Chinamasa.

“As minister in charge of financial institutions, I feel there is need for a change of attitude by our banks to reflect of our economic realities,” he said. Banks are “stuck in the old ways of doing things and failing to respond to the needs of our highly informalized economy.”

Uma saudação especial para o Ministro das finanças português, por se recusar -apesar das oito tentativas de cariz fascizante- a revelar o valor actual líquido do empréstimo ao Fundo de Resolução. Ao não responder, o sondado-para-o-Eurogrupo, Mário Centeno reforçou a confiança dos portugueses em relação às instituições, à democracia e ao Universo. Afinal de contas, para quê que os contribuíntes desejariam saber qual foi o perdão de dívida ao certo quanto dinheiro emprestaram à banca e qual o montante que esta irá pagar? Aprendamos que o gado em forma de contribuínte passivo, não tem preço.

França submersa em ódio

Rotina, um grande artigo de Helena Matos no Observador.

(…) Já não há velas, nem flores, nem lágrimas. Entrou na rotina. Por rotina também tento confirmar se já saíram notícias sobre a morte de Lucie Sarah Halimi. Não encontro nada. O silêncio, o faz de conta que não tem interesse, o não é bem assim ou quiçá falar nisso seja “anti-islão” predominam há largo tempo nesta matéria. Por isso a morte de Lucie Sarah Halimi passou como se tivesse sido o caso de uma senhora sexagenária assassinada por um jovem vizinho prontamente classificado como desequilibrado. (…)

Lucie Sarah Halim foi agredida por um jovem seu vizinho de 27 anos. Segundo alguns vizinhos este gritava Allah ou-Akhbar enquanto a atirava pela janela. A confirmar-se esta versão dos factos Lucie Sarah Halimi é a última vítima da violência crescente exercida sobre os judeus em França. (…)

Os agressores regra geral são muçulmanos que os vizinhos dizem radicalizados mas que as autoridades começam por apresentar como doentes mentais, pequenos traficantes ou ladrões tão inofensivos que até acreditam que todos os judeus são ricos. (…)

O recente assassínio de Lucie Sarah Halimi, os gritos “porcos judeus” e as garrafas atiradas aparentemente por magrebinos sobre as pessoas que integraram a manifestação de pesar pela sua morte a par da quase invisibilidade mediática deste caso só surpreendem quem não segue a realidade francesa.

O desinteresse com que as redacções europeias começaram por olhar para as agressões aos judeus em França transferiu-se em seguida para a Suécia: os ataques aos judeus em Malmo foram um dos primeiros sinais de que no paraíso oficial da multiculturalidade algo estava correr muito mal. Depois veio a fase da negação. Agora temos uma fé: acredita-se que os factos não ocorrem se não os referirmos.

Mas por mais que isso nos custe a admitir os judeus partem porque os fundamentalistas já estão aqui. E estão a mudar o nosso modo de vida. (…)

Salvem os cardumes do Mar Morto, Jeremy Corbyn e o ódio a Israel

Mar Morto, fotografado por David Shankbone (Wikipedia)

Se pensa que a  salinidade extrema do Mar Morto impede o desenvolvimento de vida  pescável nas suas águas, está enganado. A petição intitulada Stop Israeli apartheid against Dead Sea fishermen – make Israel give them a fair deal, dirigida ao chefe dos socialistas britânicos, prova a existência de uma invejável existência de cardumes. E de passagem um sintomático e hilariante ódio a Israel.

#SaveTheDeadSeaFish #SaveJeremyCorbyn

Compreender o putinismo LXV

O putativo agente da CIA.

Algumas horas após o atentado terrorista que teve lugar em São Petesburgo, está encontrado o culpado: a CIA.  Não entendo a razão de existir da interrogação do mítico Pravda.

CIA engaged in St. Petersburg terror act?

Incursão da Ordem dos Médicos pela misoginia

O meu texto de ontem no Observador.

‘Tinha pensado esta semana escrever sobre a reação pacóvia de António Costa (perdoem a redundância de ‘pacóvia’ e ‘António Costa’) às declarações do senhor dos caracóis holandês. Mesmo sabendo que Costa não tem um vocabulário numeroso, ainda assim revirei os olhos pelas suas queixas de ‘sexismo’ e ‘racismo’ de Dijsselbloem. Foi o que se lembrou o pobre PM, não soube melhor que inventar para os portugueses uma raça diferenciada e supostamente menor que a raça holandesa. Ou ir para o politicamente correto infantil de afirmar que é um insulto as mulheres serem destinatárias de despesas masculinas – como se alguém, homem ou mulher, gostasse de um significant other sovina, gastando tudo consigo em vez de com as pessoas importantes da sua vida (mulheres lá no meio).

Mas adiante, que vi esta reportagem no fim de semana, sobre a alteração legislativa que permitiu aos pais assistirem às cesarianas nos hospitais públicos, bem como a recente oposição da Ordem dos Médicos. Resolvi, então, concentrar-me num efetivo ataque da Ordem dos Médicos às mulheres, em vez de nos sexismos inventados por Costa e tola esquerda nacional.

Tenho dois filhos e ambos nasceram de cesariana. O primeiro porque não fiz dilatação e o segundo porque passei os últimos dias de gravidez em repouso absoluto, às tantas rompeu-se o saco amniótico e a cesariana, que já havia sido recomendada, foi adiantada. Não tive desgostos pelas cesarianas, confesso. Foram partos cómodos, estive medicada para as dores, tive pós-partos fantásticos e, de resto, escapei de fazer uma episiotomia – que era o que mais me horrorizava em todo o processo. Ainda tentei convencei o médico de que não era precisa, umas semanas antes do parto, mas sem sucesso. Lá está: os médicos não ligam às necessidades e preferências das mães. Somos, evidentemente, umas histéricas (mesmo quando muito lidas e informadas sobre o assunto, como foi o meu caso) e os senhores doutores sabem sempre o que é melhor.

Chegando ao parto por cesariana. Leio que os anestesistas torcem o nariz à presença dos pais no bloco operatório aquando das cesarianas. Ora nas minhas duas cesarianas o pai da criançada claro que esteve presente. No primeiro, na Cruz Vermelha em Lisboa, o anestesista estava tão agoniado e assustado com os perigos desta intrusão que até filmou partes do parto e, no fim, nos ofereceu um cd com os melhores momentos do evento. Não faço ideia já do nome do médico, mas tem em mim uma fã adoradora até ao fim dos tempos. No segundo, noutro privado, não houve filme mas houve a presença do pai. Num país que, no fundo, da direita à esquerda, aprecia muitos os marcadores de diferenciação social, parece que minorar os desconfortos de um parto só deve estar reservado para quem tem dinheiro para pagar hospitais privados ou seguros de saúde – diz a Ordem dos Médicos.’

O resto está aqui.

PdVeC* de vento em popa

Depois do insuportável peso do estado e da interferência deste na vida de pessoas e empresas, agradeçamos ao governo da geringonça o *Processo de Venezuelização em Curso. Graças ao bizarro governo, a república portuguesa tem uma página na internet que marca o dia internacional da felicidade e que, imagine-se dá pelo nome de “FELICIDADE” – assim mesmo, a gritar.

Aos poucos mas de forma consistente, enganam-se todos aqueles que julgam que Portugal ainda possuí uma cultura democrática ligeiramente acima da Venezuela.

Adenda: Como bem assinala a leitora c3lia na caixa de comentários, o Presidente venezuelano criou o vice-ministério para a suprema felicidade do povo, com os resultados conhecidos.

António Costa, retratos de um não-aficionado

Nacionalizado ao 

O PCP está uma geringonça

Alguém no PCP tem que colocar ordem na casa estalinista. Corre-se o risco de pensar que a Associação 25 de Abril que  ofereceu as suas  instalações para lá se realizar a conferência de Jaime Nogueira Pinto seja tida como falsa e ao serviço de uma democracia suicida.

A evolução dos truques de imprensa

 Foto: JOSE LUIS ROCA

Aqui, mesmo ao lado, pode-se.

(…)  Asumo que todas las profesiones tienen sus dificultades, pero escribir sobre Podemos te exige ser un héroe cada día”, afirma un periodista. “Evidentemente que está en juego la libertad de prensa, pero eso conlleva una erosión en lo personal terrible, porque estás afrontando un bullying y unas amenazas y un acoso terribles a diario”, sigue en referencia a las conversaciones que mantiene con los dirigentes del partido o a la mención explícita que se hace de su medio en los tuits de las caras visibles de la formación. “A largo plazo lo que están intentando hacer es deslegitimar al periodismo para que cualquier crítica sobre ellos sea ilegítima”. (…)

¿La consecuencia? “A veces no tuiteo las informaciones que sé que pueden generar una mayor contestación de los seguidores del partido hacia mí”, reconoce un periodista como resumen de las presiones que sufre en Twitter. “Y cuando has vivido 15 como esas, a la siguiente te piensas si merece la pena hacer el tema”, completa otro.

Inmediatamente después de la publicación de los tuits, los informadores son objeto de insultos en Internet por parte de usuarios de redes sociales que habitualmente tuitean contenidos de Podemos, o de bulos que propagan falsedades sobre su trayectoria profesional y personal. Incluso estos periodistas han llegado a ver mensajes con emoticonos que aparecen con una pistola.

Leitura complementar: Comunicado de APM ante el acoso de Podemos a periodistas.

O socialismo a dar novos rumos ao progresso

Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O chavismo reina há quase duas décadas na Venezuela, um dos países que conta com uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Com o sistema económico colapsado, o Presidente Nicolás Maduro, de quando em vez, reconhece que “há problemas económicos”, cuja culpa é dos imperialistas do costume que invejam o revolucionário estado venezuelano. De frente perante a dura realidade que criou, o governo socialista venezuelano aposta sempre no aprofundamento das soluções progressistas que tão bons resultados tem dado. Também na área da saúde, o modelo socialista é trágico exemplar.

Venezuelan plumber Marcos Heredia scoured 20 pharmacies in one day but could not find crucial medicines to stop his epileptic 8-year-old from convulsions that caused irreparable brain damage late last year.

The once giggly and alert boy, also called Marcos, could no longer sit on his own and began to shut off from the outside world.

“I called people in the cities of San Cristobal, Valencia, Puerto La Cruz, Barquisimeto, and no one could find the medicine,” Heredia, 43, said in the family’s bare living room in a windy slum overlooking an international airport in the coastal state of Vargas.

“You can’t find the medicines, and the government doesn’t want to accept that.”

Heredia ended up traveling 860 km (540 miles) by bus to the Colombian border to pick up medicine a cousin had bought him in the neighboring country. He was back at work the next day.

Venezuela’s brutal recession is worsening shortages of medicines from painkillers to chemotherapy drugs. (…)

Holodomor: o negacionismo de deputados socialistas sobre o genocídio ordenado por Estaline

Em nome da russificação, Estaline matou à fome milhões de pesssoas na Ucrânia, Cáucaso do Norte e Cazaquistão
Em nome da russificação, Estaline matou à fome milhões de pesssoas na Ucrânia, Cáucaso do Norte e Cazaquistão
Isabel Moreira,, descontraída, a cuidar da sua pele.
Isabel Moreira,, descontraída, a cuidar da sua pele.

Isabel Santos, Presidente da Comissão de Democracia, Direitos Humanos e Questões Humanitárias da Assembleia Parlamentar da OSCE; Paulo Pisco, pós-graduado em Estudos Europeus e a célebre Isabel Moreira que dispensa apresentações, foram os deputados socialistas que votaram contra no Voto de Condenação Nº 233/XIII  – Reconhecimento do “Holodomor” – Grande Fome de 1932 e 1933 ocorrida na Ucrânia, um dos crimes maiores do regime  comunista soviético.

Leituras complementares: Holodomor: o negacionismo do PCP sobre o genocídio ordenado por Estaline e Parlamento português reconhece Holodomor ucraniano como genocídio comunista.

Erdogan e a importância do jornalismo

erdogan

De acordo com Erdogan, um jornalista é um terrorista. Na melhor das hipóteses um agente secreto, cujo lugar natural é numa prisão.

Em 2013, recorde-se, a Turquia alcança mesmo a proeza de  ultrapassar o Irão e a China no número de jornalistas presos. Os mais indesejados foram acusados de terrorismo e por outros crimes contra o Estado. O então Primeiro-Ministro Tayyip Erdogan, acusava igualmente polícias, procuradores e juízes de estarem na base de uma cabala contra si, procurando envolvê-lo num alegado esquema de corrupção de grandes dimensões.

Na altura, algumas das medidas do executivo turco aprofundaram o maior controlo da internet e das redes sociais por parte do estado. Desde há muito que a liberdade é um bem escasso na Turquia.

Adenda: When The Last Barricade Falls: Remembering Unlawful Takeover Of Turkey’s Largest Daily.

O mesmo caminho socialista

antoniocostasyriza

A austeridade acabou. Grécia pede fotocópias assistência financeira.

Por terras dos Ayatollahs

Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty
Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty

Depois de chafurdar no jornalismo de referência reverência português, nada como um banho de realidade em que a liberdade de expressão lhes sai do corpo.

Récit de la répression contre la liberté de l’information en Iran depuis le 1er janvier 2017