Corrupção no PDeCAT

Não pode o partido do Puig a monte corrupto? Só pode ser Fake News!

 

Chavez “é uma esperança para a América Latina”

A frase é de Bolsonaro, o profeta-farol do liberalismo pós Donald Trump.

Rir continua a ser o melhor remédio. Divirtam-se.

Estado- O que representa Chávez?

Jair Bolsonaro- É uma esperança para a América Latina e gostaria muito que esta filosofia chegasse ao Brasil. Acho ele ímpar. Pretendo. Pretendo ir à Venezuela e tentar conhecê-lo. Quero passar uma semana por lá e ver se consigo uma audiência. (…)

Estado- Porque ele é admirável?

Bolsonaro-Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964 com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui.

Estado- O que acha dos comunistas apoiarem Chávez?

Bolsonaro-Ele não é anti-comunista e eu também não sou. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar. Nem sei quem é comunista hoje em dia.

Fonte desta fake news: O Estado de S.Paulo, edição de 4 de Setembro de 1999.

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.

Liberdade separatista

A Catalunha transformou-se, por magia, num paraíso libertário. Na Catalunha, os separatistas não apreciam a obra de Cervantes e não aprovam a realização de uma iniciativa política do Ciudadanos.

 

Um mundo espiritual sem Deus

Hoje no i.

Um mundo espiritual sem Deus

Em “Silêncio na Era do Ruído” (Quetzal), o norueguês Erling Kagge conta como, no dia seguinte ao da sua chegada e do explorador Borge Ousland ao Polo Norte, apareceu no céu um avião-espião norte-americano. Talvez por terem ficado surpreendidos com a presença de dois exploradores, o avião atirou-lhes uma caixa de alimentos antes de seguir viagem. Quando a abriram, viram que continha um almoço de sanduíches, sumo e arenque. Como estavam há 58 dias com temperaturas de -58 oC, Kagge diz que se preparava para devorar a sua parte quando Borge lhe sugeriu que, antes de comer, fizesse uma pausa. Contaram até dez e depois comeram. Mataram a fome e usufruíram da refeição.

Numa entrevista há dias ao “Público”, um engenheiro de nome Mo Gawdat, que trabalhava para a Google e de onde saiu para escrever sobre a felicidade, afirmava que a tecnologia e o dinheiro não fazem as pessoas felizes. No seu entender, são muitos os que procuram o bem-estar nas suas grandes casas, belíssimos carros e telemóveis que os ligam a toda a gente, a toda a hora. Para este engenheiro, a felicidade não está nesses objetos mas dentro de cada um de nós, sendo “preciso parar de acreditar nas promessas vazias do mundo moderno. Parar de acreditar que o sucesso, o ego, a imagem, os gadgets ou o dinheiro são mais importantes do que a felicidade”.

Há muita gente com um ego enorme e que depende de o alimentar. Uma alimentação constante que os torna permanentemente insatisfeitos, numa contínua comparação com terceiros que até podem ter outras prioridades ou desvalorizar tudo o que eles consideram como sucesso. Uma insatisfação permanente que acentua invejas, incompreensões, rancores, e um mal-estar indefinível e incompreendido por quem acha que tem tudo para ser feliz, mas não se sente bem.

Mas um dos aspetos mais interessantes de Kagge e Mo Gawdat é o que dizem, ou não dizem, sobre Deus. O segundo (e na mesma entrevista), à pergunta se podemos ser felizes sem religião, responde: “O nosso verdadeiro eu não é físico. As pessoas confundem espiritualidade com religião. A religião tem muitas regras.” Já Kagge não menciona Deus no seu livro, mas conta como, quando “a caminho do Polo Norte, imaginava o homem da Lua a olhar lá para baixo, para a Terra”. Lá de cima, esse homem conseguiria ver todo o nosso planeta e, no extremo norte, um rapaz, Kagge, de “anoraque azul, que seguia sempre na mesma direção”. Kagge usou esta imagem para se questionar quem seria mais maluco, se ele a caminho do Polo Norte ou se todos os restantes milhões de pessoas que, mais abaixo na Terra, o homem da Lua via levantarem–se de manhã e seguirem a suas vidas rotineiras até morrerem. Pensar nisso ajudou Kagge a continuar.

O que estes dois homens dizem é interessante porque, depois de um período materialista, vivemos uma época espiritual, mas sem Deus. A contagem até dez antes de comer era (é) a oração antes da refeição. O homem na Lua é Deus, que nos recorda que o mundo é um todo uno e que não estamos sós. O que Kagge e Gawdat dizem é o que a religião, qualquer delas, refere há milénios: que a vida somos nós, não as nossas coisas.