“Anónimos” apoiantes de Sócrates

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Um bom resumo de Vítor Matos e Miguel Santos, no Observador.

O modus operandi do blogger que defendia Sócrates

Escreveu sob anonimato e atacou todos os que se opunham a Sócrates. Entrou nos radares da Operação Marquês por causa das alegadas avenças pagas pelo ex-PM. Quem era e o que escrevia “Miguel Abrantes”?

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Michael Novak (1933-2017)

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Hoje regresso, ocasionalmente, ao Observador para recordar a vida e legado de Michael Novak: Michael Novak (1933-2017): capitalismo, liberdade e verdade.

Michael Novak, que morreu esta sexta-feira, foi um dos mais esclarecidos e influentes estudiosos católicos do capitalismo democrático e em particular das suas dimensões moral, cultural e espiritual.

Governo acaba com imposto*

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*Poluídores-gulosos-fascizantes, é apenas o fim da reavaliação do imposto sobre os combustíveis que “servia  para garantir que os consumidores não seriam penalizados se o preço do petróleo subisse.”

Os ateus-carrapato

O meu texto da semana passada no Observador. Esta semana duplamente pertinente.

‘Nem todos os ateus são carrapatos, claro. A maioria são pessoas normais que vivem a sua vida sem incomodar os outros em excesso. Não fazem da descrença na divindade uma batalha de vida, não escarnecem dos crédulos obscurantistas que têm fé, não esbugalham os olhos transidos de fúria de cada vez que referem a Igreja Católica. São pessoas com quem se pode ter (e frequentemente tem) conversas bem pertinentes sobre espiritualidade e religião. No meu caso (de católica), tenho mais valores e pontos de vista em comum com a maioria dos meus amigos ateus do que com os católicos conservadores fundamentalistas.

Mas há ateus-carrapato, consideravelmente diferentes das pessoas ateias normais minding their own businesses. Caracterizam-se, grosso modo, pelo ódio de morte à religião católica e pela irracionalidade absoluta e agressiva de cada vez que um católico se expressa publicamente – onde estão as purgas nos jornais e nas televisões quando precisamos delas?! Se por acaso quem se expressa publicamente é um padre, o transtorno é tal que ficamos em cuidados se algum destes carrapatos não vai para casa auto mutilar-se. Qualquer dinheiro dos contribuintes que vá parar a uma instituição católica ou de católicos dá-lhes ímpetos de emigrarem – que, infelizmente, não concretizam.

São pessoas suscetíveis. Tal como não conseguem sobreviver com sanidade (e nota-se) sem uma bateria de sessões de psicoterapia de cada vez que ouvem um piropo obsceno na rua, também se ofendem com crimes hediondos como receber desejos de um ‘santo natal’. (Que género de psicopata deseja um ‘santo natal’ a uma pessoa de religião desconhecida?!)’

O resto do texto está aqui.

A propósito de prejuízos causados

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Recordar é viver.

Como o Islão matou a laicidade do Estado

O meu artigo no Jornal Económico.

Como o Islão matou a laicidade do Estado

Nas presidenciais francesas é importante compreender as razões para o estado do partido socialista, cujas primárias tiveram agora lugar. É que depois de cinco anos no Eliseu os socialistas arriscam-se a não ter um candidato na segunda volta. Nem Valls lhes vale, e o único com hipóteses de fazer um brilharete, Macron, saiu do partido e diz-se de esquerda, sim, mas não socialista. Por favor, não o confundam.

Há quem diga que é o resultado do mandato de Hollande. Sem dúvida. Mas, mais que isso convém perceber que a má prestação de Hollande não advém das suas incapacidades políticas, mas da armadilha em que os socialistas caíram.

Lembra a Le Point que tudo começou no Outono de 1989. Nesse ano, mais precisamente a 18 de Setembro, Fatima e Leila, duas raparigas de 13 e 14 anos, são impedidas de continuarem na escola que frequentam. A decisão é do director do estabelecimento de ensino que argumenta que o véu que utilizam é incompatível com o bom funcionamento da escola. Foi um escândalo e o PS dividiu-se entre os que eram favor da proibição do véu, entre eles Valls, e os que foram contra, entre os quais, Hollande. E também, como agora, houve quem não tivesse tomado partido, como foi o caso de Mitterrand. Aquele grande político do tempo em que os políticos tomavam decisões.

Os que eram contra a exclusão das alunas alegaram que a laicidade do Estado não permitia proibir. “Il est exclu d’exclure”, nas palavras de Jospin. E como esta esquerda não tinha referências religiosas, era laica, achou que o problema se resolvia proibindo os cristãos de se dizerem cristãos, por serem muitos, e permitir os muçulmanos de serem muçulmanos, porque eram poucos.

Mas já não são. São muitos e em muitos lugares a maioria. E os socialistas continuam a não saber como lidar com o fenómeno. O falhanço do socialismo em França, ao contrário do que está a suceder noutros locais do mundo, veremos como vai ser em Portugal quando rebentar a bolha em que vivemos, prende-se tanto com a destruição do conceito de laicidade do Estado como com a crise económica. A França perdeu a sua identidade e o Estado Republicano e Laico, que era o seu garante, traiu-a.

Este era um problema que De Gaulle anteviu difícil de resolver: como é que um Estado laico não se imiscui na religião se, por exemplo, ao financiar escolas públicas laicas, dificulta o acesso às religiosas? E se em 2017, Valls, categoricamente laico perante todos, perdeu para Benoît Hamon, que defende que os muçulmanos sejam compensados do ostracismo a que pretensamente estão sujeitos, é porque assistimos ao culminar da desintegração de um conceito a que nos habituámos.

Não deixa de ser interessante que Fillon se defina como cristão, a Frente Nacional discuta se o inimigo é a União Europeia ou o Islão e Macron recuse a laicidade como religião. A Europa recristianiza-se e, de certa forma, o laicismo para combater o catolicismo foi derrotado pelo islamismo.

Vergonha em tons multiculturais V

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De alguma forma, fez-se justiça.

Rotherham child sex gang shout ‘Allahu Akbar’ in court as they are jailed for 80 years for abusing girls, including one who became pregnant at just 12, after being groomed with alcohol and drugs

Members of a Rotherham sex gang today yelled ‘Allahu Akbar’ in court as they were jailed for abusing a girl who fell pregnant aged 12 after being groomed with alcohol.

Six men were given sentences between 10 years and 20 years – and totalling more than 80 years – by a judge who heard details of how two young girls were sexually abused in the South Yorkshire town between 1999 and 2001.

Judge Sarah Wright described how one of the girls was plied with alcohol and drugs and was having sex with a number of men from the age of 11.

The victim, in a statement read to the court, said: ‘There’s evil and truly evil people in the world. I feel my child was the product of pure evil.’

The sentencing marks the end of a series of three major trials after a report on child sexual exploitation in Rotherham revealed that more than 1,400 youngsters had been groomed, trafficked and raped in the town over a 16-year period.

It has led to 18 people being jailed for sentences totalling more than 280 years.

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais IIIVergonha em tons multiculturais IV e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Pedir desculpa por dizer a verdade?

Autoridades palestinianas exigem pedido de desculpa a Guterres

O secretário-geral da ONU provocou um incidente diplomático ao dizer que na origem do Monte do Templo esteve um templo judeu, o que é rigorosamente verdade, pois era aí que se erguia Templo de Salomão

Trumpices

A sério, Sean Spicer?

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Sean Spicer Retweets Onion Video Saying He Provides ‘Robust Misinformation’: ‘You Nailed It’

A verdade do padeiro

Não me dão condições para explorar, a crónica de José Diogo Quintela no CM.

Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar-me num grande patrão explorador.

Como um dos donos da Padaria Portuguesa (PP), fiquei chocado com as declarações do meu primo e sócio Nuno Carvalho à SIC, sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e legislação laboral. Disse o Nuno que, com o aumento, 25% dos trabalhadores da PP, que até agora ganhavam acima do SMN, passam a recebê-lo. É um escândalo! Quer isso dizer que os trabalhadores da PP são pagos? Em dinheiro, ainda por cima? Mais indignado fico com a preocupação do Nuno com a flexibilização da lei laboral. Então a PP respeita legislação? Mau!

Não foi com esses pressupostos que entrei no negócio. Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar- -me um grande patrão explorador (passe a redundância). Basicamente, ambicionava parasitar empregados. Qualquer que fosse o negócio. Calhou a panificação por ser uma área em que não existia concorrência (quem já tinha ouvido falar em ‘padarias’?), mas que, por outro lado, já tinha um mercado estabelecido. Toda a gente se lembra das filas de potenciais consumidores à porta de lojas devolutas espalhadas por Lisboa, a acenar com notas e a dizerem: ‘Queremos pão de Deus! Como é que ninguém nos vende pão de Deus quando nós, potenciais consumidores, demonstramos enorme desejo de pão de Deus e até nos organizámos à volta de 50 localizações ideais para situar lojas que vendam pão de Deus?’

Pessoalmente, preferia um negócio que envolvesse burlar idosos, mas a padaria era a via mais rápida para me tornar num porco capitalista. Só precisámos de: 1) expropriar uma fábrica que produzia próteses gratuitas para vítimas de minas em África, para passar a fazer pão; 2) obrigar órfãos sírios a construírem lojas a troco de não lhes batermos muito; 3) adquirir vários contentores de escravos prontos a oprimir. Depois, o plano era esmifrar trabalhadores, vampirizar fornecedores, ludibriar consumidores e gastar o esbulho na compra de marfim e diamantes de sangue, como boas sanguessugas plutocratas. Descubro agora que fui enganado e não ando a espoliar empregados como era suposto. Pelos vistos, a PP cumpre leis e obrigações. Assim não é giro. Se era para isso, não me convidavam. O meu primo traiu-me. Aliás, já não vale a pena disfarçar. O leitor decerto percebeu que não somos primos. Os humanos é que têm primos. A única relação familiar que temos é que os nossos ovos foram incubados na mesma cova. Quando saímos da casca, a primeira língua bífida que lhe silvou foi a minha.

Os répteis são animais de sangue frio, de modo que não ficaremos zangados muito tempo. Em breve faremos as pazes, enquanto brindamos com o sangue de um pasteleiro (reserva de 2012, um óptimo ano) e combinamos o próximo negócio. De preferência, que envolva tortura de gatinhos ou extorsão de invisuais sem abrigo. Quando fazemos o que gostamos, o dinheiro é secundário. (…)

Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

O que importa é a amizade entre as pessoas

amizade

O verdadeiro significado da amizade, está na TAP.

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

A amizade pode existir entre homens e mulheres, irmãos, namorados, maridos, parentes, pessoas com diferentes vínculos. É um relacionamento social voluntário de intimidade. Algumas bases do sentimento de amizade são a reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

A amizade pode ter diversas origens, como o meio em que as pessoas convivem, por exemplo, o trabalho, o colégio, a faculdade, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração.

A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

in Significados.

Make us poorer, again II

trump

“We will follow two simple rules: Buy American and hire American”.

Donald Trump, o nacional-socialista no discurso de abertura do fim do mundo.

Leitura complementar: Make us poorer, again.

The Obama legacy

On the Worst President. Por James V. Schall, S.J.

Much will be written of the Obama legacy. He will no doubt quickly sign a lucrative contract to produce a book explaining the glory of these past eight years, awful as they were. While most folks have understood that things were falling apart at the most basic levels, Mr. Obama, in his own mind, saw them progressing from one success to another. He flew over it but he never really saw America. His basic character was pretty accurately described by Plato and Aristotle. Like Mr. Clinton, he probably would have been elected for a third and fourth term were it not for the reaction to, yes, Franklin Roosevelt and the two-term limitation.

I will pass over his religious views. His is a popular leftism that identifies religion as politics. Catholics were slow to recognize the efforts Mr. Obama made to identify religion and positive law. No leeway was left. Religion could not stand in the way of social “progress.” Who could have imagined even a decade ago that the freedom of speech and the freedom of religion traditions would be under fire for holding back the social engineering that Mr. Obama and his friends foisted on the country’s embassies, laws, military, healthcare, medicine, schools, environment, and even in the food we can’t eat.

Geringonça no eucaliptal

A assinatura do acordo de constituição da geringonça foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital
A assinatura do acordo de constituição da geringonça entre Heloísa Apolónia e António Costa foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) tem a arte de existir, possuir um grupo parlamentar sem nunca se conhecer a quantidade de votos expressos em qualquer urna de votos, desde que existe, decorria o mês de  Dezembro do ano de 1982.

Este partido claramente democrático e de votações expressas muito constantes, criado pelo PCP durante a Guerra Fria por forma a acudir aos desejos ambientalistas de Moscovo e a enganar algum ecologista militante mais distraído, comtempla a “ecologia como concepção  política”. No fundo, como “portadora de uma nova forma de pensar o mundo e a organização das  sociedades. A ecologia política toma a espécie humana como uma componente da Natureza, tal  como outras espécies, constatando a sua dependência em relação a elementos naturais  imprescindíveis à sua sobrevivência – como o ar, a água, o solo, a fauna e a flora.” O PEV descobre mesmo o  demónio no planeta Terra (pois deconhece-se a sua acção noutros planetas):“os modelos liberais e  neo-liberais, que têm imperado no mundo, têm resultado no esgotamento e na delapidação dos  recursos naturais, corporizando formas de organização económica que fomentam a produção  intensiva e descontrolada e o consumismo desregulado, concentrando e intensificando sempre mais  a riqueza nas mãos de uma pequena minoria, sem pudor na negação de direitos a largas faixas da  população e na generalização da pobreza a biliões da seres humanos.” A solução apontado é o “eco- desenvolvimento”.

Quero acreditar que a convergência política na geringonaça é possível com o investimento de milhões na indústria de papel e a exploração económica do eucaliptal. As palavras do Primeiro-Ministro, António Costa são, como é costume, claras como o petróleo verde:

(…) Assinados os contratos de investimento, que vão permitir criar a maior unidade de descasque e destroçamento de madeira da Europa, o primeiro ministro plantou a ideia de reconstruir o setor florestal e explicou como fazê-lo: “valorizando os nossos recursos autóctones, que são decisivos para a riqueza do país, mas também necessariamente a plantação do eucalipto”.

Portugal precisa de melhorar a produtividade da Floresta e com isso melhorar a produtividade do eucalipto. É “o grande desafio que temos pela frente”, assume António Costa, que acrescenta que “a produtividade média por hectare é baixíssima. Não são só os matos que estão ao abandono, há muita área de eucalipto que também o está”.

Uma melhor produção de eucalipto permite responder à procura das indústrias e aumentar a produção de pasta de papel, setor onde Portugal dá cartas e que ajuda a equilibrar a balança comercial. Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel”, afirma.

Carrega, Medina

medina

EMEL estuda alargamento da fiscalização e das multas até às 23h e ao fim-de-semana.

Acho pouco, a fiscalização devia estender-se às 24 horas do dia, todos os dias do ano. E em jeito de bónus, carregar mais nos preços durante o período de Verão, feriados e época natalícia.

Gente de bem e de pás

anjemchoudary

Recordar os benefícios da diversidade.

Members of Anjem Choudary’s terror cell are facing jail today after drumming up support for ISIS in hate speeches calling for ’40 trucks driving down Oxford Street full of explosives’.

A covert officer infiltrated the Luton chapter of the banned group Al-Muhajiroun (ALM) and secretly recorded speeches over 20 months before police swooped to arrest two extremists.

At the meetings, attended by up to 80 people including young children, the group praised ISIS and urged others to support the terror group and travel to Syria to fight.

As opções editoriais sobre crianças III

baldaia

A correr desde o início de Dezembro do ano passado nas redes sociais e nalguns orgãos de comunicação social estrangeiros, o DN resolver publicar hoje com destaque da primeira página uma fotografia de um menino morto e com direito a editorial de Paulo Baldaia.

Na altura, as informações que acompanhavam a imagem relatavam que a criança terá sido uma das dezenas de vítimas mortais e que resultaram dos disparos contra barcos na fronteira entre Bangladesh e Myanmar, por guardas fronteiriços deste último país.

E o que “extraio” do editorial do director do DN? Isto “dito” de modo mais rústico quando comparado com a pena progressista do director do DN:

O centenário DN publica a 5 de Janeiro de 2017, algo que foi difundido nas redes sociais e nalguma imprensa internacional a 5 de Dezembro de 2016 e que ao contrário do que afirma Paulo Baldaia não foi publicada em primeira mão pela CNN.

Mais. Apesar “dos riscos de manipulação que deixaram o jornalismo ficar mal” (alguém se lembra de Pallywood?), a publicação pelo DN serve para de algum modo defender a minoria muçulmana de Myanmar e “expor” as vítimas do terrorismo religioso de qualquer ponto do planeta.

A crer nessa missão, estarão asseguradas para todas as restantes edições do diário de referência português a publicação de pelo menos uma fotografia chocante, de preferência de um corpo de uma criança, o respectivo editorial justificativo e um dossier sobre o tema do dia mas sem banalizar ou aborrecer os leitores do jornal.

Talvez esteja encontrada a solução para acabar com a decadência nas vendas do DN e tirar da miséria franciscana a secção de Internacional do jornal que até à publicação da imagem do corpo de um menino nunca se interessou verdadeiramente por conflitos que não nos são próximos e que matam inocentes. Até porque o Engº Guterres irá salvar o Mundo a partir da secretaria-geral da ONU e o DN não podia deixar de cumprir o seu papel.

Sugestão de leitura complementar: As opções editoriais sobre crianças e As opções editoriais sobre crianças II.

Lula da Silva, o eterno Presidente do Brasil

Faltam-me as palavras para classificar Lula da Silva.

A/c da administração Trump

Se a indústria francesa não importasse, o preço final seria 27 por cento mais caro.  Alguém faça um tweet ao homem.

Fátima persiste

Fátima, cem anos depois. Por João César das Neves.

Em 2017 Portugal era governado pela extrema-esquerda e vivia uma das maiores crises da sua história. Foi então que na serra de Aire, no meio do país mais profundo e atrasado, aconteceu alguma coisa. Ninguém pode negar que ali, naquele canto perdido da nação rural, aconteceu alguma coisa. Nem sequer a elite intelectual, então no poder, que se negou a aceitar o sucedido, o consegue negar. O povo, que a extrema-esquerda tanto despreza como crédulo, boçal, supersticioso, acorreu em massa, junto com as classes abastadas, também desprezadas. Mas até a imprensa do regime divulgou o acontecimento extraordinário. Fátima aconteceu.

Passaram cem anos. Portugal é de novo governado pela extrema-esquerda e vive uma das maiores crises da sua história. O país já não é rural e atrasado, e a serra de Aire deixou de ser um canto perdido. É mesmo a maior atração internacional de uma economia onde o setor do turismo é dos poucos dinâmicos. Neste ano, em maio, de novo em Fátima, vai acontecer alguma coisa que ninguém, nem sequer a elite intelectual e a imprensa do regime, pode negar. Multidões de todo o mundo vão confluir para aquele cantinho da serra. São pessoas tão variadas que ninguém pode classificar como povo boçal ou classe abastada. Fátima persiste.

Zizek, o Islão e a decadência intelectual da esquerda

Miguel Morgado sobre O Islão é Charlie?, de Slavoj Žižek: Crítica de livros: O Islão é Charlie?

Curiosamente, Zizek inicia este pequeno manifesto com uma crítica cerrada à correcção política que caracteriza a chamada esquerda democrática. Zizek diz com todas as letras que as atenuantes com que a esquerda nos brinda sempre que ocorre uma atrocidade a cargo do fundamentalismo islâmico – os muçulmanos são oprimidos e explorados, os EUA com a sua política no Médio Oriente são os responsáveis pelos atentados, falta tolerância multiculturalista – são uma demonstração da falência intelectual dessa esquerda. Diz Zizek com notável discernimento: “quanto mais os left wing liberals ocidentais se culpabilizarem, mais serão acusados pelos muçulmanos fundamentalistas de hipócritas que apenas tentam esconder o seu ódio pelo Islão”. Para Zizek não há atenuantes para um fundamentalismo que é um fanatismo “racista, religioso e sexista”. Dá bem ideia da decadência actual da esquerda não revolucionária que seja preciso Zizek para lhe dizer isto.

O Centenário das Aparições de Fátima e a peregrinação do Papa Francisco

Uma curiosidade interessante, a juntar-se a outras em torno desta peregrinação a Fátima que não será visita de Estado a Portugal: Presidência adianta-se a anunciar visita do Papa e omite referência aos bispos

O comunicado que anuncia a visita do Papa a Fátima foi escrito com o acordo dos bispos portugueses, do Vaticano e da Presidência da República e ficou combinado entre todos que a sua divulgação seria feita esta sexta-feira, conjuntamente, às 11h00 – hora em que sai o boletim diário da sala de imprensa da Santa Sé.

Só que a Presidência portuguesa antecipou-se e publicou o comunicado um dia antes do que estava combinado, retirando do texto a referência aos bispos.

A precipitação, que já tinha acontecido também nos tempos de Cavaco Silva, já mereceu um pedido de desculpas à nunciatura e aos bispos, apurou a Renascença.

Ainda assim, o mais importante a assinalar é sem qualquer dúvida a visita do Papa Francisco por ocasião do Centenário das Aparições de Fátima.

Síria: back to basics XXIX

Pára tudo: a guerra acabou e a santa mãe rússia retira as tropas de uma Síria pacificada.

pravda

Ah esperai é uma notícia do renovado Pravda.

Augusto Santos Silva em alta no mercado bovino

Fotografia Rui Carmo. Reunião da concertação social, realizada em Odiáxere, Lagos.
Fotografia Rui Carmo. Reunião da concertação social, realizada em Odiáxere, Lagos.

Já recordei aos membros do governo que, enquanto membros do Governo, nem à mesa do café podem deixar de se lembrar que são membros do Governo e, portanto, devem ser contidos na forma como expressam as suas emoções, e se é assim à mesa do café quanto mais nestes novos espaços comunicacionais que hoje não são de conversa privada nem reservada e tornam-se naturalmente públicos”.

António Costa, o chefe da geringonça sobre a polémica que levou ao afastamento de João Soares.

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“Ali o Vieira da Silva conseguiu mais um acordo! Ó Zé António, és o maior! Grande negociante… Era como uma feira de gado! Foram todos menos a CGTP? Parabéns…”

O lobby LGBT como ameaça à liberdade (2)

Foi com especial satisfação que constatei que o meu artigo desta semana no Observador (Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT) suscitou grande interesse tendo sido um dos mais lidos de todo o site nos últimos dias e atingido cerca de 2.000 partilhas nas redes sociais.

Mais do que o (limitado) mérito pessoal do autor, creio que este sucesso evidencia que tanto o tema como a abordagem suscitam interesse por parte de muitos leitores, ainda que as patrulhas do politicamente correcto prefiram silenciar sempre que possível as vozes críticas e não se coíbam de usar todos os meios que têm à sua disposição, incluindo apelos à censura, insultos e ameaças de vária ordem.

O caso de Luis Peral

Luis Peral, diputado provida y muy crítico con la ley LGTB de Cifuentes, deja su escaño en Madrid

Leitura complementar: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

Frederico Lourenço

Uma espécie de milagre. Por José Tolentino Mendonça.

Frederico Lourenço é uma espécie de milagre no contexto português. Pense-se no que ele teve de contrariar para entregar-se a empresas tão desproporcionadas, na ambição e no brilho, empresas no fundo tão humílimas e necessárias, como traduzir sem perder o fôlego o cancioneiro homérico, uma parte da lírica grega e agora adentrar-se no mare magnum que é o repositório bíblico. E realizar isso nas condições possíveis em Portugal, onde a erosão de uma área disciplinar fundamental como a dos estudos clássicos parece um desastre em vias de consumar-se. Certamente é fantástico aquilo que António Barreto sublinhou em nome do júri do Prémio Pessoa que agora lhe foi atribuído, e de que ele é inteiramente merecedor: “Frederico Lourenço é responsável por um fenómeno raro: tornou a ‘Odisseia’ e a ‘Ilíada’ best-sellers entre nós.” Mas como se faria outra justiça ao trabalho do nosso miglior fabbro se, por exemplo, as edições dessas obras pudessem ser ao mesmo tempo best-sellers e bilingues como noutras paragens? Ninguém como Frederico Lourenço lamenta que “a língua de Homero, Platão e do Novo Testamento se tenha tornado, em Portugal, aquilo que em três mil anos de história nunca chegou verdadeiramente a ser: uma língua morta”. Contudo, ele não desiste. Dá o seu melhor. Dá-nos chão. Amplia-nos. Transcende-nos.