150 mil é um número bonito: 150 mil empregos, 150 mil cabras

Cabrita para aqui, cabrita para acolá. “Vamo lá ver”, alguém sabe das cabras do Sócrates? E os mil telemóveis para os pastores?

Nacionalizado ao Rui Rocha.

Anúncios

A responsabilidade não pode cair em saco roto

Por respeito aos mais de 100 mortos em incêndios florestais que não são nem podem ser tratados como “desafios” pelos irresponsáveis políticos obcecados pelos resultados dos “focus groups” e pela desproteção civil, incapaz de proteger algo que não sejam os “boys” fica feito o convite a indignarem-se nas seguintes manifestações:

Hoje:  Lisboa – 19h30 – Belém

Amanhã:

Uma morte nos incêndios é uma morte a mais

“No dia 15 de Outubro de 2017, Portugal ardeu à frente dos nossos olhos em 500 fogos espalhados de Norte a Sul. (…)
Indignados com quem nos devia proteger e a quem pagamos um tributo anual, pela sua proteção falhada.
Não devia ser possível deixar os portugueses entrar em comboios que param a meio da viagem, não devia ser possível os carros e autocarros circularem em estradas incendiadas, não devia ser possível o Estado deixar aldeias completamente desprotegidas no meio das chamas.
Todos os portugueses têm direito à indignação, a uma indignação com voz, a uma indignação que peça responsabilidades e uma indignação que grite alto para que não haja uma terceira tragédia que consuma mais vidas inocentes.
Por isso vos pedimos que na próxima 4 feira, dia 18 de Outubro, às 18h30 quando os mortos desta tragédia forem a enterrar, nos mobilizemos e coloquemos uma flor em frente de todas as 308 Câmaras Municipais e da Assembleia da República em Lisboa, vestidos de luto e mostrando apenas uma frase que nos una:
“Um morto nos incêndios é um morto a mais”

Leiria – 21h – Praça Rodrigues Lobo

Sexta-feira:Braga – 18h – Avenida Central 

Coimbra – 18h – Praça 8 de Maio

Sábado:Porto – 16h – Avenida dos Aliados

 Lisboa – 16h – Praça Luis de Camões

Leituras complementares: Protestar para mudar: manifestações contra fogos vão sair à rua e chegam a BelémPortugueses usam Facebook para marcar protestos contra incêndiosIncêndios: vários protestos convocados nas redes sociais“Vão de férias”. Convocada manifestação para hoje em Belém contra a incompetência e inação

O rosto sem vergonha da incapacidade assassina de quem não gozou férias

“Ia-me embora, ia ter as férias que não tive. Ia resolver o problema?”

“Acho que não é o momento para a demissão. É o momento para a acção”.

As tiradas são da autoria da eterna ministra da Administração interna. Responsável política pela morte de 65 pessoas no incêndio da zona de Pedrógão e de pelo menos mais 27 29 31  32 35 mortos, ontem, em vários pontos do país.

Leitura complementar: Não faltarão afectos e juras que t@d@s fizeram o máximo.

Não faltarão afectos e juras que t@d@s fizeram o máximo

Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema”. O autor da frase é o irresponsável Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna.

O contexto da frase do governante são 68 mortos em incêndios florestais, centenas de feridos e milhares de pessoas que perderam tudo menos a vida. Na semana que passou a ministra que tutela Jorge Gomes, afirmou que  não se demite. Que gente merdosa e incapaz.

O menino d’oiro do PS

Sócrates & Companhia Ilimitada, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O facto é tanto mais notável quanto os amigos de José Sócrates eram imensos. Alguns, fiéis à força, continuam a fazer-lhe companhia nas quatro mil páginas do processo. A maioria passeia-se sorridente. Sorridente e amnésica. Se o pacote de acusados constitui uma amostra razoável da oligarquia que regularmente enxovalha o país, convém notar que, por definição, as amostras deixam o resto de fora.

E o resto é demasiada gente. A gente dos “media”, nulidades amestradas que José Sócrates inventou ou desenterrou para o servir. A gente do comentário “isento”, sob nome próprio ou pseudónimo, cujas avenças cresciam de modo directamente proporcional à beatificação do amo e senhor. A gente dos negócios que prosperava à sombra da criatura e retribuía a prosperidade com juros. A gente da “justiça”, indivíduos com pilosidade auricular que garantiam a impunidade do benemérito que lhes arranjou emprego. A gente das “relações pessoais”, um folclórico grupo de familiares, namoradas e espontâneos que cirandava em redor de dinheiro facílimo. Sobretudo a gente da política, que subiu com José Sócrates, conspirou com ele e zelosamente lhe amparava os delírios.

É possível que essa gente não tenha sabido de nada, dado por nada, reparado em nada, desconfiado de nada, participado em nada. É possível que essa gente constitua o maior aglomerado nacional de débeis mentais desde a inauguração de Rilhafoles. É possível, e nesse caso seria um acto de mera comiseração e humanidade remover essa gente do convívio com os demais, a bem de uns e dos outros. É possível, e não se deve ficar tranquilo quando, ao inventariar a tralha “socrática” que continua a infestar lugares de decisão ou influência, imaginarmos que Portugal pode ser pasto de idiotas terminais. Ou então não é possível, e a intranquilidade aumenta.

Se calhar, não é realmente possível que essa gente não tenha experimentado o vestígio de uma suspeita, ou estranhado a folia, ou mesmo colaborado nela. E se calhar não é possível não saber que, além de obviamente ilegal, a folia acontecia à custa dos cidadãos “comuns” que essa gente finge defender em cada uma das suas descaradas intervenções. Em qualquer das hipóteses, essa gente não merece andar por aí em paz, ou porque é clinicamente incapaz disso, ou porque é moralmente indigna. (…)

70 por cento do actual governo, a dona Câncio e @s d@m@s de honor já terão tido conhecimento deste assunto?

José Sócrates, está acusado de dezasseis crimes de branqueamento de capitais, nove crimes de falsificação de documentos, três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político e três crimes de fraude fiscal qualificada.

Anatomia de um crime.

Foto: António Carrapato-Lusa

Porreiro, pá!

Sobre o assassino que vende t-shirts

Che Guevara: o homem que desprezava a humanidade, por Rui Ramos no Observador.

The Killing Machine Che Guevara, from Communist Firebrand to Capitalist Brand, de Alvaro Vargas Llosa.

Afro-matemática versus matemática racista

O marxismo cultural está bem e recomenda-se.

Graças ao Lula da Silva e à carteira dos contribuíntes brasileiros, a Universidade Federal do ABC (UFABC), criou duas novas disciplinas no curso de Licenciatura em Matemática: Estudos Étnicos-raciais e Afro-matemática como Transformadora Social. Não sei do que é que está à espera o Ministério da Educação da Geringonça para colocar um travão progressista ao racismo da matemática.

(…) A proposta foi criada pelo “Coletivo Negro Vozes” para “combater o racismo na matemática”. De acordo com o coordenador do coletivo, Jorge Costa, “a disciplina de matemática é uma das responsáveis pela exclusão de negros e negras das escolas e consequentemente dos cursos superiores nas áreas tecnológicas”.

Após objeções conceituais do Núcleo Estruturante da Licenciatura em Matemática da UFABC, a disciplina de “Afro-matemática” foi renomeada como Seminários em Modalidades Diversas em Matemática. A ementa e a bibliografia proposta pelo “coletivo”, entretanto, foi a mesma, o que foi comemorado por Jorge: “Este talvez seja o primeiro ou um dos primeiros cursos de licenciatura em matemática que se propõe a discutir o racismo de modo estruturante como uma obrigatoriedade da instituição”. (…)

José Soeiro, indocumentado crónico

O indocumentado a indocumentar. A foto é de Paulete Matos, propriedade do Esquerda.net.

Bela resposta de Javier Martin, correspondente do El País, à ignorância e má-fé do bloquista sobre a Catalunha.

“ A rejeição e a anulação do estatuto de autonomia da Catalunha, aprovado pelo povo catalão e negociado com Madrid em 2006, foi um poderoso carburante para o sentimento nacionalista ”

Falso. O Estatuto de Autonomia está vigente, não foi anulado. O Tribunal Constitucional anulou alguns artigos que iam contra a Constituição, como acontece em Portugal ou em qualquer país com uma Constituição. Ao contrário, foi a maioria do Parlamento de Catalunha que nos dias 6 e 8 de setembro aprovou leis contra o seu próprio Estatuto.

“ Até ver, o seu gesto autoritário [do governo do PP], que na prática impõe um estado de exceção e suspende direitos fundamentais como a liberdade de expressão e o direito de reunião na Catalunha, só pode atiçar ainda mais o incêndio.”

Pergunto, está o senhor Soeiro em Barcelona ou lê as notícias na internet? Tenho todas as dúvidas. Se o senhor Soeiro for a Barcelona poderá acampar e dormir nos jardins públicos, frente ao Ministério das Finanças ou dos Tribunais de Justiça; também poderá ler jornais independentistas, ouvir rádios independentistas e ver televisões independentistas; e também poderá levar cartazes para dizer qualquer borrada, pode também fazer chichi dentro dos carros da Guardia Civil, como fizeram os manifestantes, e nada aconteceu. Nem uma detenção.

“… o governo de Madrid lançou uma vaga de repressão política, com aintimidação de altos funcionários catalães (acusados dos crimes de desobediência, prevaricação e desvio de fundos, por estarem a organizar um referendo “não autorizado”), a interdição da atividade pública de líderes eleitos e, agora, a apreensão de mais de 10 milhões de boletins de voto, o confisco das urnas e a prisão de altos dirigentes.”

Falso, não foi o Governo, foi um juiz (catalão, aliás). (…)

Não é um tema de votar, como bem sabe o senhor Soeiro. Votam muito em Cuba e em Venezuela. O voto não é garante de democracia e a votação do referendo do dia 1 não é uma votação nem democrática, nem livre, nem legal. (…)

Direitos dos animais

Cabras aguardam, com alguma impaciência, pelos donos antes de entrarem no restaurante.

Proponho que os animais sejam obrigatórios nas cozinhas e casas de banho dos restaurantes frequentados pelas criaturas do PAN.

Pela desmercadorização de Boaventura Sousa Santos e do Islamismo

O Professor Doutor Boaventura Sousa Santos, académico de renome internacional, anunciado nas tv’s e na grande maioria da acéfala imprensa portuguesa, gere como poucos o seu quintal, também conhecido como Centro de Estudos Sociais. Autor e patrono de  muitos  disparates, o Homem que sonha desmercadorizar o Universo, sabe-se agora que lucra com os inesgotáveis fundos provenientes da Comissão Europeia especialmente dedicados a projectos ímpares como o Islamic Human Rights Commission.

Se é conhecido o apelo do distinto académico a correntes de pensamento e acção que visam, a título meramente exemplificativo, a destruição física de Israel e do Ocidente tal como foi construído e joga todo o seu prestígio na defesa de uma coisa islâmica intitulada  Islamic Human Rights Commission (com sede no Reino Unido, local propício a infelizes incidentes), ainda consigo ser apanhado de surpresa quando é o Centro de Estudos Sociais a não desmercadorizar-se do vil metal, proveniente da ultra-liberal Comissão Europeia.
Perdoem-me a blasfémia mas por Alá, nem o Professor Doutor Boaventura Sousa Santos nem o Centro de Estudos Sociais parecem conseguir erradicar as necessidades e a ânsia de uma acumulação infinita de riqueza, obtida a qualquer preço, parecendo que se esqueceram de aplicar a si mesmos o que defendem para os outros. Em síntese, a Pacha Mama, não fica bem tratada mas o Islamismo fica bem servido. No final das contas e como bem sabe o Boaventura Sousa Santos, tudo se compra e vende.

9/11

O PS já começou a construir o seu Index

Com a desvantagem que o Índex da Igreja Católica, além de já ter sido extinto há umas boas décadas, era seguido voluntariamente pelos católicos que o quisessem (no meu caso, e sou católica, já gozei abundantemente por a IC também não ‘recomendar’ os livros do Harry Potter às impressionáveis mentes cristãs), enquanto que o Índex do PS tem força de chantagem estatal às empresas que lá caem.

Enfim, quem se coliga com comunistas e alucinados derivados é porque tem afinidades de valores totalitários. O PS não espanta por aqui.

À criatura que se diz feminista, Rita Ferro Rodrigues, recomendo que alguém lhe faça chegar uma versão do Animal Farm. Pode ser aquela em desenhos animados, que a senhora não parece ser capaz de grandes abstrações. Talvez consiga perceber a parte dos que lutaram contra a ditadura que terminaram replicando, para pior, a ditadura que derrubaram. Se tiver um assomo de consciência, perceberá que é a história da sua família.

Mas se pensam que Rita Ferro Rodrigues é do pior que nos pode calhar, é lerem Inês Pedrosa, que quer proibir os supermercados de arrumarem a mercadoria que têm para venda como bem entendem. Estamos entregues a doidos varridos. Doidos varridos.

inês pedrosa

 

 

Seja feita a obediência absoluta à vontade do estado

Face ao exposto, a CIG, por orientação do Ministro Adjunto, recomendou à Porto Editora – tendo em conta o seu relevante papel educativo – que retire estas duas publicações dos pontos de venda, disponibilizando-se para colaborar na revisão dos conteúdos das mesmas, no sentido de eliminar as mensagens que possam ser promotoras de uma diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado.

23 de agosto de 2017

Um grande dia para o Partido Único, o Ministério da Verdade e a Polícia do Pensamento.

Leituras complementares: 1984, George Orwell; Incapazes indignadas.

Incapazes indignadas

A Rita Ferro Rodrigues lançou mais uma vibrante campanha contra uns livros de actividades “para menino” e “para menina” da Porto Editora, em que só compra quem quer. Temo que existam questões um tudo nada mais fracturantes importantes que afectam as mulheres como a mutilação genital feminina, uma tragédia normalmente esquecida pelas progressistas de pacotilha a que temos direito.

Leitura recomendada às capazes:80% OF WOMEN IN MUSLIM SECT IN DETROIT CASE HAD FGMWomen in small Muslim sect say they have had FGM in CanadaMUTILATING LITTLE GIRLS IN MICHIGAN’S LITTLE PALESTINE A female genital mutilation horror in the Midwest.

Trumpices

Os media mainstream não dão descanso ao flip-flop que habita a Casa Branca.

Trumpices

Steve Bannon sai da Casa Branca. A conter o riso, é melhor esperar pelas reações dos trumpistas lusitanos.

Assessor do governo quer ilegalizar PCTP-MRPP

Um dia, de acordo com os desejos do Mestre Rui Cerdeira Branco, adjunto do gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, todos os partidos serão o Partido Socialista.  Aguardo com expectativa a reacção do Camarada Arnaldo Matos face ao desejo de Rui Cerdeira Branco de acabar com o MRPP.

O Grande Irmão, O Partido Socialista e a Polícia do Pensamento fazem o seu caminho.

Leitura recomendada: 1984, de George Orwell. Rápido, antes que seja “extinto” pela nobre vontade dos burocratas em obediência absoluta ao Estado.

Trumpices caseiras

António Costa inspira-se em Trump.

Compreender o putinismo LXXX

O Ocidente quer destruir a santa mãe rússia de Putin. Como? Com um brinquedo que veio substituir o Pokemon Go e o bandido Alexey Navalny.

Have you tried the fidget spinner? The toy that enjoys a wave of global popularity has now also reached Russia – only to be blamed on national TV for being instrumental in a conspiracy to topple the Kremlin leaders.

 

Santo Inácio de Loyola

Recomendo no dia de hoje a leitura deste texto de João Vila-Chã.

Compreender o putinismo LXIX

Punitive Psychiatry Reemerges in Post-Soviet States, de Madeline Roache.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Last summer, Crimean Tatar political activist Ilmi Umerov was receiving treatment for high blood pressure in a Simferopol hospital when FSB officers showed up one day and hauled him off to a psychiatric facility for an evaluation. Umerov, a former deputy chairman of the Mejlis, the Crimean Tatar representative body, had been a vocal critic of Russia’s annexation of Crimea.

In May 2016, the FSB charged him with criminal separatism after he declared, in Tatar: “We must force Russia to withdraw from Crimea.” At the psychiatric facility, a doctor quickly let him know that he would be punished, not treated. “You just need to admit that you’re wrong, and everybody will stop bothering you,” Umerov, in an interview with Euromaidan Press, quoted the doctor as saying. “Simple as that.” When Umerov would not make a deal, he was detained at the facility.

The conditions he endured were appalling. According to his lawyers, he was kept in an overcrowded room with severely mentally ill patients, denied access to his heart and diabetes medications, and forced to go long stretches of time without food.

Umerov was released three weeks later, but he remained subject to criminal prosecution. His trial commenced in June. Human rights activists point to Umerov’s case as an indicator of a troubling resurgence of punitive psychiatry in the former Soviet space.

The practice of using psychiatry to punish religious and political dissidents, including many well-known writers and artists, became notorious during the late Soviet era. The method was reportedly the brainchild of then-KGB Chairman Yuri Andropov, who saw psychiatry as a tool of systematic political repression: victims would be released only after retracting “wrong ideas” that the authorities deemed dangerous to Kremlin rule.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Over the past five years across the former Soviet Union, more than 30 similar instances have been documented in which activists and journalists have been improperly detained in psychiatric institutions, sometimes for as long as 10 years, reports the Federation Global Initiative on Psychiatry (FGIP), a human rights watchdog. Experts say the real number of victims could be considerably higher. (…)

O PCP, o Augusto Santos Silva e a Venezuela

Entre o nojo e um ministro aldrabão.

Trumpices

Trumpismo no seu melhor. As autoridades podem apreender a propriedade de pessoas que nem sequer estão acusadas de crime, incluíndo em estados onde esta forma de roubo se encontra banida. Só pode ser fake news pois a fonte é jornalista da CBS.

Trumpices

O Trump parece que está a esforçar-se para manter vivo e bem nutrido o Russia Gate.

Press secretary Sean Spicer confirmed Trump and Putin spoke at the G-20 heads of state dinner, hours after their formal bilateral sit-down. But he wasn’t able to say how long they spoke or what they discussed.

According to Tuesday reports, in their second conversation, Trump spoke with the Russian leader for roughly an hour, joined only by Putin’s translator. The meeting had previously gone without mention by the administration.

“There was a couples only social dinner at the G-20. Toward the end, the president spoke to Putin at the dinner,” National Security Council spokesman Michael Anton said.

Trump’s interactions with Putin are the subject of particularly intense scrutiny in the U.S., because of the ongoing special counsel and congressional investigations into possible collusion between the Trump campaign and Moscow.

That Trump was not joined in the conversation by his own translator is a breach of national security protocol, according to Ian Bremmer, president of the Eurasia Group, though one that the president likely would not know about.

O novo normal anormal de Trump parece passar por interromper a história do encontro do Donald Jr para anunciar o seu próprio segundo encontro com Vladimir Putin (até ao momento) mantido em segredo. Numa ideia, a doutrina Trump reside na capacidade de distracção de tudo o que o que o próprio Trump e a sua família fazem com o precioso detalhe do Presidente norte-americano de se ter reunido a sós com o bully do Kremlin e do tradutor russo.

Leitura complementar: Trump, Russia, and the Misconduct of Public Men.

 

O Urso e o “urso”

 Há uns dias, o nosso Ricardo Campelo Magalhães, o autoproclamado “Insurgente que mais atenção presta à política americana”, viu um vídeo de uns apoiantes de Bernie Sanders, um conhecido socialista que achou que o local ideal para passar a lua-de-mel era a União Soviética, a elogiarem o “histórico e importante” dia em Trump e Putin se reuniram e anunciaram um cessar-fogo na Síria (a juntar aos muitos outros que já foram anunciados e que a Rússia e o regime sírio aproveitam para preparar ataques à oposição síria mas que, curiosamente, deixam o ISIS a salvo, quando não o ajudam), e ficou encantado. Compreendo o impulso. Idealmente, uma aproximação entre os EUA e a Rússia seria uma bênção para ambos os países, e também para o resto do mundo. Mas levar a sério essa possibilidade é cometer o mesmo erro que os desastrados Barack Obama e Hillary Clinton cometeram em 2008, ou (em menor grau e mais compreensivelmente, já que Putin estava há pouco tempo no poder e talvez não fosse ainda não tão clara a natureza do seu regime)George W. Bush após o 11 de Setembro: não compreender que uma reaproximação entre a Rússia e os EUA não é possível nem desejável, porque os interesses do regime de Putin não são conciliáveis com os interesses de um país democrático e aberto ao resto do mundo.

O interesse dos EUA (e diga-se de passagem, o nosso) é (ou pelo menos costumava e deveria ser) um mundo o mais pacífico possível, o mais aberto possível ao comércio livre, e também o mais democrático possível, e da combinação de todos estes factores, o mais próspero possível. O interesse de Putin e da rede mafiosa que gira à sua volta reside em enriquecer e manter o seu poder político intacto, até porque sem ele não poderão encher as contas bancárias. Para isso, precisam – por exemplo – de um Médio Oriente instável, para que o preço do petróleo seja o mais alto possível para que os seus rendimentos, muito dependentes do sector energético, não sejam muito afectados, e daí a promoção da perpetuação da guerra civil na Síria. Precisam, também, de promover uma política externa agressiva para com estados seus vizinhos como a Ucrânia, a Estónia, a Lituânia, a Letónia ou a Moldávia, apelando ao “fervor” nacionalista do povo russo, que assim se distrai da decadência económica e militar do país e se une em torno do líder político que enriquece enquanto grande parte da população passa fome ou se embebeda até à morte.

Acima de tudo, a propaganda russa (basta ver a RT) precisa de passar a ideia de que a democracia dos EUA ou dos países europeus é tão disfuncional e corrupta como o disfuncional e corrupto autoritarismo que Putin comanda. Daí a inegável interferência na campanha eleitoral americana: em primeira instância, Putin pretendia descredibilizar a candidata que se esperava que fosse ganhar, Hillary Clinton (que, convenhamos, não requeria um grande esforço para ser descredibilizada, dado o passado pouco abonatório da máquina política da família), e em segundo lugar, promover um candidato com um longo historial de negócios duvidosos com indivíduos ligados à máfia russa, que colocou na estrutura da sua campanha gente com um passado de ligações ao Kremlin (Paul Manafort, Michael Flynn, e Carter Page), e que veio publicamente pedir à Rússia que interceptasse e divulgasse os emails de Clinton. Precisamente por todos estes elementos tornarem no mínimo plausível (mesmo que não seja verdadeira) a ideia de que Trump estava conscientemente em “conluio” com a Rússia (e ninguém, excepto os potenciais intervenientes, sabe se estava ou não), Putin preferia promover a candidatura de Trump e descredibilizar a de Clinton: na pior das hipóteses manchava ainda mais a já frágil reputação da candidata Democrata, e na melhor das hipóteses, via ser eleito Presidente dos EUA um candidato que lhe dava pela confiança de que a sua mera eleição descredibilizaria gravemente o processo eleitoral americano junto de uma parte significativa da população, e de que um eventual impeachment motivado pela forma como se deixou enredar na teia do “Kremlingate” ou pelo seu duvidoso passado financeiro minaria a confiança dos seus apoiantes (que duvidariam sempre da legitimidade desse impeachment) nesse mesmo processo; enquanto isso, todas estas atribulações permitem-lhe, na Rússia, dizer “olhem como eles não se governam”, que é o seu principal objectivo.

Por isso, provavelmente, mandou os seus assalariados Manafort e Flynn insinuarem-se junto da campanha de Trump, que ingenuamente os aceitou e logo se deixou comprometer; por isso terá usado o seu aparelho diplomático nos EUA para encetar conversações com Jared Kushner e ou levá-lo a pedir acesso a um sistema de comunicações na embaixada russa que lhe permitisse comunicar com o Kremlin sem estar sujeito à normal fiscalização de comunicações diplomáticas por parte do aparelho de Estado americano, ou dizer isso mesmo sendo falso numa chamada telefónica do embaixador que saberiam estar a ser escutado, com o simples propósito de o comprometer; por isso terá usado a advogada com ligações ao seu aparelho político Natalia Veselnitskaya para atrair o pouco inteligente Donald Trump, Jr. a uma reunião comprometedora, sabendo que o pobre rapaz não teria o juízo necessário para avisar imediatamente o FBI em vez de se deixar manipular por velhas tácticas da espionagem russa.

Sabendo tudo isto, por muito compreensível que seja o desejo de Trump de melhorar as relações com a Rússia e assim resolver uma série de problemas em que os EUA estão envolvidos, é difícil perceber como o Presidente dos EUA não se apercebe de que os esforços nesse sentido, por muito sinceros que possam ser, são fúteis e contraproducentes. E perante isto, só restam duas hipóteses: ou Trump está conscientemente – seja por que razão for – a colaborar activamente com o Kremlin para “tornar a Rússia grande de novo” e fortalecer o Urso russo, ou – perdoe-se o plebeísmo – está a fazer figura de “urso”. Estando familiarizado com as declarações públicas e a acção do senhor, inclino-me para a segunda, mas nunca se sabe.

Lisboa e a banda do exército saúdam a festa dos brutos

Foto Tiago Petinga/Lusa

Duzentas almas manifestaram-se hoje em Lisboa a favor do regime comunista venezuelano, liderado por Nicolás Maduro. A celebração cívica teve o natural apoio do PCP, através do líder parlamentar, de uma sua afiliada intitulada Conselho Português para a Paz e Cooperação presidida -por mero acaso- pela candidata comunista à Câmara Municipal do Porto e da embaixada do país sul-americano.

O que me indigna não é a defesa por parte de comunistas e comunistas envergonhados de ditaduras brutais e autoritárias desligadas da realidade e do elementar bom senso mas a participação na celebração de apoio às forças progressistas de representantes da Câmara Municipal de Lisboa e da Banda do Exército.

O socialismo do século XXI não muda – continua a ser uma festa brutal e ignóbil.

A liberdade é um bem escasso na Turquia

O confisco de propriedade de igrejas e a islamização da Turquia vai bem obrigado.

Erdogan Seizes 50 Syriac Churches and Monasteries, Declares Them Turkish State Property

Leitura complementar: Momento cultural turco.

O Metro de Lisboa e o ministro do ambiente a darem o máximo

No mínimo, é o máximo. A espera pelo Metro é algo de pitoresco.

“Sou um cliente assíduo do Metro de Lisboa e testemunho que está a funcionar muito melhor”, afirmou o ministro do Ambiente.

Leitura recomendada: Felizmente, o metro de Lisboa é do povo e não de uma multinacional neoliberal qualquer

Até o SIRESP fez o máximo que podia

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

O relatório do SIRESP é um insulto às vítimas dos incêndios e mais uma prova do processo de venezuelização em curso. Afinal a vida tem de continuar, excepto para todos aqueles  que a perderam, por responsabilidade do estado.

“É lógico que houve falhas” no SIRESP em Pedrógão Grande, diz comandante de Castanheira de Pera

Caixa negra da Proteção Civil revela pedidos de ajuda sem resposta por falha do SIRESP