SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

Síntese perfeita da reportagem da TVI, feita por um amigo: o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) funciona perfeitamente, excepto em situações de emergência.

Antecipando-se a um escrutínio sério, António Costa pede respostas urgentes. Para que fique tudo na mesma.

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Descubra as diferenças

Dois editoriais de dois jornais – um de referência/o outro de reverência – de dois países vizinhos.

La inoperancia de Portugal en la lucha contra los incendios, do El Mundo.

Versus

Na boca do inferno, da pena de Paulo Baldaia do DN.

62 mortos depois, altera-se a cartilha do Bloco de Esquerda

Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia

Valladolid, 3 de Junho de 2017

Un hombre irrumpe al grito de «Alá es grande» en una iglesia de Valladolid durante una boda

Un hombre ha sembrado por unos minutos el miedo en la tarde de este sábado en la Iglesia de San Pablo de Valladolid, donde mientras se estaba celebrando una boda, en torno a las 18.30 horas, ha entrado un hombre profiriendo gritos de «Alá es grande» y se ha acercado al altar con la intención de derribar varios objetos litúrgicos.

Según han relatado a ABC algunos de los testigos presenciales, el hombre tendría «entre 20 y 30 años de edad, rasgos morenos, algo de barba», y «aparentemente no llevaba ningún arma». También han detallado que cuando algunos de los invitados han intentado reducir a este sujeto en el mismo templo ha tratado de agredir al sacerdote que estaba oficiando la ceremonia.

Londres, 3 de Junho de 2017

“Isto é por Alá”. O ataque de Londres contado pelas testemunhas que o viram

Londres. O que se sabe e o que falta saber

A utopia de esquerda em formato fotográfico

O sucesso do modelo socialista: de fracasso em fracasso, até à miséria final.
Oscar B. Castillo/Fractures Collective fotografou a espera por produtos básicos
State of ruin,  a Venezuela de Maduro retratada por oito fotógrafos venezuelanos.

Costumes liberais e fait-divers IV

Barbas sim, mas sem design

Barbudos, não caiam na blasfémia.

(…) During the council meeting, a local leader of an Islamic political party, the Jamiat Ulema-e-Islam (F) objected to the growing practice of cutting beards in different shapes and designs by local barber shops. JUI-F leader Molvi Muhammad Amin claimed that the practice of cutting beards in new designs and shapes was against Islamic Sharia (Law) and an act of Blasphemy which needs to be stopped.

Taking note of the objection raised by Amin, Chairman of the Council Amir Iqbal issued orders barring hair dresses from trimming beards into different styles. He urged officials to make sure that the hairdressers are in compliance with the new ruling by Monday. (…)

Faith, reason and liberty

Um muito recomendável artigo de Alejandro Chafuen: The Forgotten Hayek: An Antidote For The New Populism?

Then as today the promoters of human freedom were divided in matters of faith and liberty. That division has been costly. F.A. Hayek, wrote about the dangers of separating them, “It is, I think, important that we fully realize that the popular liberal creed, more on the Continent and in America than in England, contained many elements which on the one hand led many of its adherents directly into the folds of socialism or nationalism and on the other hand antagonized many who shared the basic values of individual freedom but who were repelled by the aggressive rationalism which would recognize no values except those whose utility (for an ultimate purpose which was never disclosed) could be demonstrated by individual reason and which presumed that science was competent to tell us not only what is but also what ought to be.”

O terrorismo e a tranquilidade do Xeque Munir

Foto: Rádio Renascença

O líder religioso dos muçulmanos da mesquita central de Lisboa para além da reconhecida capacidade no jogo de cotovelos/quebra narizes, decidiu tranquilizar-nos sobre o Islão e o atentado de Manchester. O Paulo Tunhas, no Observador, faz o favor de levantar a ponta do véu sobre o que o imã disse e o mais que ficou por dizer.

(…)   Chegando a este plano de generalidade, é imperioso reconhecer que o terrorista não tem religião nem pátria. Não tem religião? De acordo com o Sheik Munir, e em função da imunização teológica antes referida, não. O que é ele então? A resposta é de uma assombrosa simplicidade: é um louco. De uma certa maneira, porque não? Mas qual a natureza singular dessa loucura, quais os seus motivos essenciais, quais as razões porque adopta manifestar-se assim? Silêncio. Tudo é feito para manter a discussão na mais extrema generalidade que impeça qualquer atenção ao concreto e ao particular.

Generosamente, o Sheik Munir concede que a situação é também da sua responsabilidade, para logo lembrar que todos temos um papel. Todos, sem distinção, e supõe-se que em idêntico grau. Depois de tudo o que veio antes, já nada surpreende. Como não surpreende a candura da interrogação: como é que eu posso contribuir? A questão supõe uma desarmante inocência. Ainda não tinha pensado no caso? Ou a resposta é de uma tal complexidade que a perplexidade é infindável? A questão é no entanto necessária porque, mais uma vez, ninguém gosta de viver no medo. É importante que as pessoas se sintam seguras nas mesquitas, nas igrejas, nas sinagogas e nos seus lugares de lazer e hoje em dia não há essa segurança. Isso preocupa o Sheik Munir. Note-se mais uma vez que o abstracto “viver no medo” substitui qualquer referência às vítimas.

Depois de ouvir este depoimento, confesso que saí dele igualmente preocupado com o Sheik Munir. Imagino, e quero imaginar, que a muito reduzida comunidade muçulmana portuguesa (cerca de 50.000 pessoas, creio) seja tão pacífica quanto possível. Mas nos tempos em que vivemos o que se pede antes de tudo aos líderes religiosos dessas comunidades são condenações concretas dos crimes que em nome do Islão são perpetrados, o que implica o exercício, eventualmente penoso mas necessário, de assumir a partilha de uma religião comum com aqueles que são fautores desses crimes. Para, é claro, depois se demarcarem da interpretação corânica dos criminosos. Só assim a tal reciprocidade no respeito que o Sheik Munir reivindica pode ser vivida de forma limpa e plena.

Ora, o depoimento do Sheik Munir vai num sentido que é o exacto oposto disto. A quente, logo a seguir ao atentado de Manchester, começa, sem qualquer referência às vítimas, por exigir reciprocidade no respeito. Critica os preconceitos contra os muçulmanos. Decreta, contra toda a evidência, a completa inocência do Islão, quer dizer: a completa ausência de relações entre o Islão e as motivações dos terroristas. As referências aos crimes reais são substituídas pela abstracta menção ao medo. Os assassinos são acusados de uma loucura difusa sem nenhum traço particular que a identifique. A comunidade islâmica não tem qualquer obrigação maior do que o resto dos cidadãos de condenação firme, inequívoca e muito concreta da barbárie que em seu nome é levada a cabo. Pudera: a ouvir o depoimento do Sheik Munir, os terroristas podiam perfeitamente ser marcianos. Quem fica tranquilo a ouvir isto?

O Governo placebo

(artigo publicado hoje no Jornal Económico)

Jorge Bergoglio, o responsável máximo da Igreja Católica mais conhecido pelo seu nome artístico de “Francisco” e expoente máximo da moderna falsa “autenticidade” dos afectados “afectos” e dos afortunados que vêem virtudes na pobreza que não têm de suportar (da qual o nosso Presidente é o maior representante local) veio a Portugal participar num mega-evento televisivo na Cova da Iria, e um pouco por todo o país, os funcionários públicos aproveitaram a ocasião para gozarem um dia de férias extra o mais longe possível das festividades. Tudo porque o Primeiro-Ministro António Costa resolveu aproveitar o pretexto da “excepcionalidade” da visita papal para contentar a referida (e vasta) clientela com um dia de “tolerância de ponto”, revelando o carácter e natureza do seu Governo.

Num artigo recente, intitulado America’s Placebo President? – “O Presidente Placebo da América?” – Tyler Cowen argumentava que o apelo de Donald Trump junto dos seus eleitores se deve não tanto à substância das suas políticas ou aos resultados que delas esperam, mas da forma como o primeiro Presidente laranja dos EUA, com a sua “retórica” e postura mediática, lhes “sinaliza” que está do seu lado nas “guerras culturais” americanas. Por outras palavras, Cowen acha que Trump apela aos seus fãs não porque eles esperem que ele melhore as suas vidas, mas porque os faz sentir melhor, oferecendo-lhes com a sua pessoa “uma voz pública” e “a ilusão de maior controlo sem o controlo propriamente dito”.

O governo de Costa, no fundo, serve um propósito semelhante, ajustado à medida do nosso provincianismo e pobreza relativa. Ninguém, no seu perfeito juízo (o que já limita de forma mais ou menos significativa o universo de portugueses a que isto se aplica), acredita mesmo que as políticas que Costa e os seus subalternos têm aplicado vão trazer uma grande prosperidade ao país, conseguir um “crescimento” que se veja ou “modernizar” o que quer que seja. No entanto, a crer nas sondagens, há uma satisfação geral com a governação socialista, ou, no mínimo, uma indiferença generalizada em relação à sua inconsequência. Não seria de espantar que tal se devesse ao facto do Governo, com as suas “devoluções”, “reversões” e proclamações de “virar da página da austeridade”, estar, embora sem nada fazer para realmente resolver qualquer um dos problemas estruturais que nos atormentam e mantendo o “livro” da dita “austeridade” bem aberto (com algumas clientelas poupadas ao esforço), a sinalizar que “os tempos difíceis” já passaram: Costa, os seus validos, e “idiotas úteis” (para usar o termo técnico) como os faladores do BE (o PCP presta-se menos a tais figuras) oferecem aos portugueses uma “voz pública” para o seu cansaço com os vários “apertos de cinto” que têm sofrido nas últimas décadas e com as exigências da “Europa”, e uma “ilusão de maior controlo” sobre o seu futuro económico e financeiro, mesmo que “sem o controlo propriamente dito”. A “tolerância de ponto” não serve apenas para dar um rebuçado aos funcionários públicos: serve para que os portugueses sintam que as coisas já não estão tão complicadas como estavam há uns anos atrás, mesmo que nada tenha realmente mudado.

Diga-se que o Governo anterior não era muito diferente: a sua retórica reformista escondia uma política profundamente imobilista, com a qual aos “cortes” (de salários ou pensões) ou “aumentos” (de impostos) não correspondiam medidas estruturais com efeitos duradouros. Se o governo actual oferece “tolerâncias de ponto”, o anterior “acabava com feriados”, uma medida irrelevante mas que sinalizava, sem afectar qualquer interesse realmente poderoso, que as coisas não podiam continuar como nos tempos da fraude “socrática”, dando uma “voz pública” à necessidade de maior rigor e uma “ilusão de controlo” perante a bancarrota sem que nada fosse feito que prevenisse a sua repetição no futuro.

É esse, aliás, o grande problema dos governos que sucessivamente nos têm pastoreado: todos eles se comportam como um médico que acha que a melhor forma de lidar com uma doença de um paciente é mascarar-lhe os sintomas, em vez de efectivamente a tratar. Durante uns tempos, há mesmo quem acredite que está tudo bem. Mas mais tarde ou mais cedo, acabamos sempre por descobrir que esse está longe de ser o caso, e que pagaremos cara a falta de juízo e honestidade de quem os deveria ter.

A solução final dos trabalhistas

Podia ser uma anedota mas é apenas a realidade. Vai ser animada a campanha dos neo-comunistas britânicos.

A senior aide to Len McCluskey has been installed at Labour HQ to oversee Jeremy Corbyn’s final push in the general election campaign.

Andrew Murray, chief of staff to the Unite general secretary, is heading up the Labour leader’s campaign team under a special secondment from the union, senior sources have confirmed to HuffPost UK.

Murray is a long-standing friend and ally of Corbyn and ex-chair of the Stop the War Coalition which led protests against the Iraq war. (…)

 

Fátima. Futebol. Fado.

13 de Maio de 2017:

Dia do 1º Centenário de Fátima

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Dia do 1º Tetra dos Encarnados:

Habemus Tetra2

Dia da 1ª Vitória de Portugal na Eurovisão.

Salvador na Eurovisão2

Coincidências…

A Igreja é o seu povo. Parabéns Fátima!

Centenário Santuário de Fátima

Ser Liberal é acreditar que cada um deve ter os valores que lhe aprouver, desde que não interfira com a liberdade dos outros. Eu sigo com orgulho o Catolicismo.

Houvesse mais pessoas devotas de Fátima, este seria um país melhor.
Um lugar inspirador.

Para as pessoas que pensam que a Igreja era a melhor amiga do capitalismo até chegar o mauzão encarnado do Francisco

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Como anda por aí gente muito desmemoriada – e, pelo que leio nas tedes sociais, afogados em fel e azedume de cada vez que lhes referem o Papa Francisco – venho aqui fazer serviço público lembrando algumas coisas dos antecessores de Francisco. Porque há quem, de tantas proclamações de amor a Bento XVI, pareça os socráticos queixando-se da agressividade do processo de ajustamento e fazendo por esquecer a situação herdada pela coligação que a resolveu.

João Paulo II. O senhor que mais parecia papa de uma religião mariana, em vez de uma religião cristã. Que se fartou de escrever contra o capitalismo selvagem. Ah, e que lá por ter trabalhado para desmantelar o comunismo soviético na Europa não hesitou em ser um grande fator de reabilitação de Fidel Castro, que recebeu um muito cordial João Paulo II em Cuba (espero não provocar desmaios em ninguém). E muito bem, que não cabe à Igreja boicotar regimes políticos; há católicos em Cuba e de um Papa espera-se que procure dar conforto espiritual aos crentes, que os guie, não que dê lições de ciência política ou de economia.

E Bento XVI? Bem, não disse tanto mal do capitalismo (um bocadinho menos) porque dizia pouco de quase tudo (preferia estar no meio dos seus livros). Atenção, eu gosto de Bento XVI. Aprecia de discussões intelectuais, tem sentido estético apurado, partilha comigo o gosto por sapatos Prada, e claramente esforçava-se por desfazer a sua imagem de rottweiler de João Paulo II. Gosto de Bento XVI sobretudo porque teve a coragem e a dignidade de reconhecer que era escancaradamente desadequado para a função para que foi eleito. Odiava a evangelização – que é, desde Jesus e São Paulo, uma vocação inalianável da tal Igreja universal – e era com evidente sacrifício e timidez que viajava e contactava com as multidões. Foi incapaz – não com cumplicidade ou maldade, mas com negligência – de lidar com os escandândalos dos padres abusadores sexuais. Reconhecidamente não conseguiu parar as máfias do Vaticano. A Igreja estava a tornar-se um ambiente onde a bufaria era um modo de vida,  bem como as vinganças e os ressentimentos pessoais. Acima de tudo, queria tornar a Igreja um grupinho pequeno e manejável, sem caridade ou misericórdia, de gente muito intelectualizada e cumpridora de intermináveis regras que a diferenciasse da populaça entregue aos instintos. Em vez de opção preferencial pelos pobres, havia a obsessão com a moral sexual.

Lamento, mas quem quiser fazer parte de uma coisa destas deve fundar um grupo de gnósticos. A Igreja nunca foi isto e nunca será. Quanto aos ateus e agnósticos adoradores de Bento XVI e que se sentem agredidos por Francisco, acho-os mesmo ridículos. Parecem a Câncio e derivados a botar julgamento em realidades que não compreendem.

Deputedo lunático?

Aqui há uns tempos a.g. (Antes da Geringonça) um eminente deputado da ala lunática socialista afirmava que o Estado não faz crowding out do crédito disponível.

Em Fevereiro deste ano, a dívida das empresas não financeiras aumentou em 1,4 mil milhões de euros, destes 1,4 mil milhões as empresas públicas são responsáveis por 1,3 mil milhões e têm nesta altura 43% do stock total de dívida das ditas empresas. Ah! Mas a Carris é nossa! Ora merda pra isto mais os lunáticos.

Submissão ou Venezuela

Se você não leu Submissão, de Michel Houellebecq, vem aí um spoiler: no livro, a França se islamiza basicamente porque os muçulmanos compram tudo e oferecem esposas adolescentes. O islã pode triunfar como identidade, mas ele vem mais para garantir e reforçar o hedonismo flácido dos personagens franceses.

No romance, o islã se apresenta como alternativa de esquerda ao Front National. Vem na categoria “tudo menos o Front National”. Curioso é que as diferenças entre a “extrema” esquerda de Mélenchon e a “extrema” direita de Le Pen as diferenças são mais superficiais e cosméticas do que substanciais. Lição: não subestimemos o poder da cosmética, do tribalismo ideológico.

Contudo, suponhamos que o véu se rasgasse e Le Pen e Mélenchon dessem as mãos numa firme aliança contra o maldito globalismo capitalista. Em duas décadas, talvez pudéssemos andar por Paris e pensar: “O que faltava a Caracas era a Champs Elysées!”.

Diante de uma perspectiva como essa — e juntos, Le Pen e Mélenchon têm 40% dos votos; será que nesses 40% estão os mais jovens? —, vale a pena perguntar: o hedonismo flácido bancado pelo islamismo imperialista de Submissão é uma alternativa tão terrível?

Par toutatis, os vencedores gauleses

Cartoon de Olivier Ménégol.

O candidato da extrema-esquerda, poderá aguardar pelo Carnaval para vestir o traje de Presidente.

Bênoit Hamon, candidato socialista alcança uns honrosos seis por cento dos votos e o apoio do camarada António Costa. Este último terá sido fundamental na apresentação dos equilíbrios que geraram satisfação incontida no eleitorado em geral e no Partido socialista francês, em particular.

O grupo de comunicação do DN, JN e TSF é um buraco

Vale a pena ler o artigo de opinião de Jão Miguel Tavares, A Global Media e o nosso homem em Macau.

(…) Perplexidade 5: As movimentações accionistas via Macau não espantam apenas pela estranha empresa KNJ, que supostamente investe “na área do imobiliário, saúde e restauração” (entradas no Google sobre a KNJ Investment antes de 2016: zero). Quem se apresentou em Portugal como mediador do negócio entre Global e KNJ foi Paulo Rego. Em 2006, era José Sócrates primeiro-ministro, Paulo Rego foi nomeado director-adjunto da Lusa. Rego foi uma escolha surpreendente. Era à altura coordenador da revista Macau e tinha ligações a uma empresa de trading que levantaram dúvidas à ERC acerca da compatibilidade com a função de jornalista. Juntamente com o director Luís Miguel Viana, Paulo Rego dirigiu a Lusa numa das épocas mais governamentalizadas da sua história.

Perplexidade 6: Afonso Camões foi administrador da Lusa entre 2005 e 2009 e seu presidente entre 2009 e 2014, quando saiu para dirigir o JN. Afonso Camões viveu em Macau entre 1991 e 1999, onde foi, entre muitas outras coisas, administrador da Teledifusão de Macau (TDM) e director da revista Macau. Paulo Baldaia disse-me um dia que ser jornalista é fazer perguntas. Aqui está uma: que negócio, afinal, foi este?

Cegueira socialista

Fotografia: Juan Barreto, AFP.

O que vê o ilustre deputado Miguel Tiago, do pcp, nesta imagem? Uma senhora em frente a um blindado sem ninguém lhe fazer mal.

Por falar em cegueira, vale a pena recuperar o legado de Hugo Chávez ao mundo, segundo o chefe dos socialistas britânicos.

Compreender o putinismo LXVI

Testemunhas de Jeová, alvo de perseguição por parte do estado de Vladimir Putin.

Russia bans Jehovah’s Witnesses deeming it an ‘extremist’ organisation after prosecutors said it ‘destroys families and fosters hatred’

Russia’s Supreme Court has banned Jehovah’s Witnesses on Thursday It ruled the organisation was ‘extremist’ and shut down its headquarters

Authorities have put several publications on the banned extremist literature list

Russia’s Supreme Court has banned the Jehovah’s Witnesses, deeming them an ‘extremist’ organisation.

The ruling means the religious group’s 175,000 followers in Russia are equated to Islamic State members.   (…)

Fátima e o comunismo

A minha crónica hoje no ‘i’.

Fátima e o comunismo

Aproximam-se as comemorações do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Não sou um grande entusiasta de Fátima, talvez até pela comoção agitada que se associa ao local. Mas o que ali sucedeu em 1917 foi impressionante se tivermos em conta o que, nesse mesmo ano, se passaria na outra ponta do continente.

Porque Fátima está intimamente ligada à Rússia e ao comunismo. Fátima é o anúncio do fim de uma ideologia totalitária no momento em que ela toma forma. A sua mensagem serviu de foco, iluminou o espírito e deu forças a inúmeras pessoas que, querendo ser livres e viver em dignidade, tiveram de lutar contra o comunismo.

Em Portugal, durante o PREC. Ninguém instala uma ditadura comunista num país em que 10 por cento da sua população se reúnem num santuário católico situado bem no seu centro. Em Roma, onde João Paulo ii pegou na mensagem e a usou para inspirar os seus compatriotas polacos na luta contra a tirania.

A mensagem de Fátima não continha qualquer fórmula para combater o comunismo. A sua força advinha da certeza na vitória que era o fim da ditadura e a possibilidade de se poder viver num mundo melhor e mais justo. Cem anos passados, aquela ideologia terminou. Existem ainda resquícios, é certo, mas são pequenos grupos políticos incapazes de reconhecer o erro e os danos daí decorrentes.

Os desafios de hoje são outros. Mas, tal como no passado, sabemos que mantendo a esperança e acreditando nos valores que nos devem reger, a liberdade virá sempre ao de cima.

Vacarias de todo o mundo, uni-vos

As vacas que voam são um valor seguro.

O espírito construtivo que reina no país e na Geringonça que é capaz de colocar vacas a voar é o mesmo que no progressista Zimbabwe, um dos expoentes do socialismo de rosto africano, tem feito milagres nos sectores económico e financeiro.

Commercial banks in Zimbabwe will soon be compelled to accept livestock such as cattle, goats and sheep as collateral for cash loans to informal businesses under a new law presented to parliament Tuesday. (…)

Vehicles, television sets, refrigerators, computers and other household appliances will become acceptable as collateral once they are evaluated and registered in the central bank’s register, according to Chinamasa.

“As minister in charge of financial institutions, I feel there is need for a change of attitude by our banks to reflect of our economic realities,” he said. Banks are “stuck in the old ways of doing things and failing to respond to the needs of our highly informalized economy.”

Uma saudação especial para o Ministro das finanças português, por se recusar -apesar das oito tentativas de cariz fascizante- a revelar o valor actual líquido do empréstimo ao Fundo de Resolução. Ao não responder, o sondado-para-o-Eurogrupo, Mário Centeno reforçou a confiança dos portugueses em relação às instituições, à democracia e ao Universo. Afinal de contas, para quê que os contribuíntes desejariam saber qual foi o perdão de dívida ao certo quanto dinheiro emprestaram à banca e qual o montante que esta irá pagar? Aprendamos que o gado em forma de contribuínte passivo, não tem preço.

Sobre as viagens de “finalistas”

Finalistas de quê? Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

O Miguel, nome fictício de outro estudante, corrobora a mesma versão dos acontecimentos, pois afirma que “os estragos foram mínimos”, embora depois esclareça que os desacatos começaram após um incêndio no quarto de uma estudante de Lisboa. De facto, um incêndio num quarto é, precisamente, o que tecnicamente se classifica como estrago mínimo, porque um grande estrago seria um terramoto, um vulcão ou um tsunami e, felizmente, nada disso aconteceu. Honi soit qui mal y pense!

Como consequência dos ditos “estragos mínimos”, o empresário hoteleiro exigiu a caução a que os turbulentos hóspedes lusitanos tinham sido obrigados, em previsão dos possíveis danos. Como explica Miguel, foi essa a gota que fez transbordar o copo: “Aí sim, fizemos estragos no hotel. É verdade. No desenrolar da acção, após nos dizerem que não havia caução. Se nos vão tirar o dinheiro pelos estragos que não fizemos, vamos realmente fazer estragos. E aí os estragos foram feitos …”. Muito educativo, não é? Esta rapaziada, decididamente, promete.

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França submersa em ódio

Rotina, um grande artigo de Helena Matos no Observador.

(…) Já não há velas, nem flores, nem lágrimas. Entrou na rotina. Por rotina também tento confirmar se já saíram notícias sobre a morte de Lucie Sarah Halimi. Não encontro nada. O silêncio, o faz de conta que não tem interesse, o não é bem assim ou quiçá falar nisso seja “anti-islão” predominam há largo tempo nesta matéria. Por isso a morte de Lucie Sarah Halimi passou como se tivesse sido o caso de uma senhora sexagenária assassinada por um jovem vizinho prontamente classificado como desequilibrado. (…)

Lucie Sarah Halim foi agredida por um jovem seu vizinho de 27 anos. Segundo alguns vizinhos este gritava Allah ou-Akhbar enquanto a atirava pela janela. A confirmar-se esta versão dos factos Lucie Sarah Halimi é a última vítima da violência crescente exercida sobre os judeus em França. (…)

Os agressores regra geral são muçulmanos que os vizinhos dizem radicalizados mas que as autoridades começam por apresentar como doentes mentais, pequenos traficantes ou ladrões tão inofensivos que até acreditam que todos os judeus são ricos. (…)

O recente assassínio de Lucie Sarah Halimi, os gritos “porcos judeus” e as garrafas atiradas aparentemente por magrebinos sobre as pessoas que integraram a manifestação de pesar pela sua morte a par da quase invisibilidade mediática deste caso só surpreendem quem não segue a realidade francesa.

O desinteresse com que as redacções europeias começaram por olhar para as agressões aos judeus em França transferiu-se em seguida para a Suécia: os ataques aos judeus em Malmo foram um dos primeiros sinais de que no paraíso oficial da multiculturalidade algo estava correr muito mal. Depois veio a fase da negação. Agora temos uma fé: acredita-se que os factos não ocorrem se não os referirmos.

Mas por mais que isso nos custe a admitir os judeus partem porque os fundamentalistas já estão aqui. E estão a mudar o nosso modo de vida. (…)

Salvem os cardumes do Mar Morto, Jeremy Corbyn e o ódio a Israel

Mar Morto, fotografado por David Shankbone (Wikipedia)

Se pensa que a  salinidade extrema do Mar Morto impede o desenvolvimento de vida  pescável nas suas águas, está enganado. A petição intitulada Stop Israeli apartheid against Dead Sea fishermen – make Israel give them a fair deal, dirigida ao chefe dos socialistas britânicos, prova a existência de uma invejável existência de cardumes. E de passagem um sintomático e hilariante ódio a Israel.

#SaveTheDeadSeaFish #SaveJeremyCorbyn

Compreender o putinismo LXV

O putativo agente da CIA.

Algumas horas após o atentado terrorista que teve lugar em São Petesburgo, está encontrado o culpado: a CIA.  Não entendo a razão de existir da interrogação do mítico Pravda.

CIA engaged in St. Petersburg terror act?

PdVeC* de vento em popa

Depois do insuportável peso do estado e da interferência deste na vida de pessoas e empresas, agradeçamos ao governo da geringonça o *Processo de Venezuelização em Curso. Graças ao bizarro governo, a república portuguesa tem uma página na internet que marca o dia internacional da felicidade e que, imagine-se dá pelo nome de “FELICIDADE” – assim mesmo, a gritar.

Aos poucos mas de forma consistente, enganam-se todos aqueles que julgam que Portugal ainda possuí uma cultura democrática ligeiramente acima da Venezuela.

Adenda: Como bem assinala a leitora c3lia na caixa de comentários, o Presidente venezuelano criou o vice-ministério para a suprema felicidade do povo, com os resultados conhecidos.

Compreender Fátima

Rui Ramos. “Fátima é como um elefante na sala”

Há todas as questões de um regime que desde 1910 funciona como a ocupação de um estado pelo Partido Republicano Português. Um partido em guerra não apenas contra aqueles que não são republicanos, mas também em guerra contra muitos que são republicanos, mas que não se reconhecem nesse partido, dirigido por Afonso Costa. O Partido Republicano Português, conhecido também como Partido Democrático, ocupa o poder de uma maneira violenta e agressiva para com as oposições. E depois um conflito que é aberto também pelo Partido Republicano e que o partido se recusa nessa época a atenuar com a Igreja Católica.

1910 e 1911 são também o começo de uma guerra ideológica contra a Igreja Católica, que é o projecto que Afonso Costa assume: acabar com o catolicismo em Portugal em duas ou três gerações. Em 1911 temos a chamada “separação”, mas de facto é uma integração violenta da Igreja no Estado porque aquilo que visa é tornar o clero dependente do Estado e eliminar a influência da hierarquia e da relação com o Vaticano, destruir a Igreja e reduzi-la a um conjunto de padres, funcionários do Estado. Em 1917, quase todos os bispos estavam proibidos pelo governo de estarem em suas dioceses.

O PCP está uma geringonça

Alguém no PCP tem que colocar ordem na casa estalinista. Corre-se o risco de pensar que a Associação 25 de Abril que  ofereceu as suas  instalações para lá se realizar a conferência de Jaime Nogueira Pinto seja tida como falsa e ao serviço de uma democracia suicida.