PdVeC* de vento em popa

Depois do insuportável peso do estado e da interferência deste na vida de pessoas e empresas, agradeçamos ao governo da geringonça o *Processo de Venezuelização em Curso. Graças ao bizarro governo, a república portuguesa tem uma página na internet que marca o dia internacional da felicidade e que, imagine-se dá pelo nome de “FELICIDADE” – assim mesmo, a gritar.

Aos poucos mas de forma consistente, enganam-se todos aqueles que julgam que Portugal ainda possuí uma cultura democrática ligeiramente acima da Venezuela.

Adenda: Como bem assinala a leitora c3lia na caixa de comentários, o Presidente venezuelano criou o vice-ministério para a suprema felicidade do povo, com os resultados conhecidos.

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Compreender Fátima

Rui Ramos. “Fátima é como um elefante na sala”

Há todas as questões de um regime que desde 1910 funciona como a ocupação de um estado pelo Partido Republicano Português. Um partido em guerra não apenas contra aqueles que não são republicanos, mas também em guerra contra muitos que são republicanos, mas que não se reconhecem nesse partido, dirigido por Afonso Costa. O Partido Republicano Português, conhecido também como Partido Democrático, ocupa o poder de uma maneira violenta e agressiva para com as oposições. E depois um conflito que é aberto também pelo Partido Republicano e que o partido se recusa nessa época a atenuar com a Igreja Católica.

1910 e 1911 são também o começo de uma guerra ideológica contra a Igreja Católica, que é o projecto que Afonso Costa assume: acabar com o catolicismo em Portugal em duas ou três gerações. Em 1911 temos a chamada “separação”, mas de facto é uma integração violenta da Igreja no Estado porque aquilo que visa é tornar o clero dependente do Estado e eliminar a influência da hierarquia e da relação com o Vaticano, destruir a Igreja e reduzi-la a um conjunto de padres, funcionários do Estado. Em 1917, quase todos os bispos estavam proibidos pelo governo de estarem em suas dioceses.

O PCP está uma geringonça

Alguém no PCP tem que colocar ordem na casa estalinista. Corre-se o risco de pensar que a Associação 25 de Abril que  ofereceu as suas  instalações para lá se realizar a conferência de Jaime Nogueira Pinto seja tida como falsa e ao serviço de uma democracia suicida.

A evolução dos truques de imprensa

 Foto: JOSE LUIS ROCA

Aqui, mesmo ao lado, pode-se.

(…)  Asumo que todas las profesiones tienen sus dificultades, pero escribir sobre Podemos te exige ser un héroe cada día”, afirma un periodista. “Evidentemente que está en juego la libertad de prensa, pero eso conlleva una erosión en lo personal terrible, porque estás afrontando un bullying y unas amenazas y un acoso terribles a diario”, sigue en referencia a las conversaciones que mantiene con los dirigentes del partido o a la mención explícita que se hace de su medio en los tuits de las caras visibles de la formación. “A largo plazo lo que están intentando hacer es deslegitimar al periodismo para que cualquier crítica sobre ellos sea ilegítima”. (…)

¿La consecuencia? “A veces no tuiteo las informaciones que sé que pueden generar una mayor contestación de los seguidores del partido hacia mí”, reconoce un periodista como resumen de las presiones que sufre en Twitter. “Y cuando has vivido 15 como esas, a la siguiente te piensas si merece la pena hacer el tema”, completa otro.

Inmediatamente después de la publicación de los tuits, los informadores son objeto de insultos en Internet por parte de usuarios de redes sociales que habitualmente tuitean contenidos de Podemos, o de bulos que propagan falsedades sobre su trayectoria profesional y personal. Incluso estos periodistas han llegado a ver mensajes con emoticonos que aparecen con una pistola.

Leitura complementar: Comunicado de APM ante el acoso de Podemos a periodistas.

O socialismo a dar novos rumos ao progresso

Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O chavismo reina há quase duas décadas na Venezuela, um dos países que conta com uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Com o sistema económico colapsado, o Presidente Nicolás Maduro, de quando em vez, reconhece que “há problemas económicos”, cuja culpa é dos imperialistas do costume que invejam o revolucionário estado venezuelano. De frente perante a dura realidade que criou, o governo socialista venezuelano aposta sempre no aprofundamento das soluções progressistas que tão bons resultados tem dado. Também na área da saúde, o modelo socialista é trágico exemplar.

Venezuelan plumber Marcos Heredia scoured 20 pharmacies in one day but could not find crucial medicines to stop his epileptic 8-year-old from convulsions that caused irreparable brain damage late last year.

The once giggly and alert boy, also called Marcos, could no longer sit on his own and began to shut off from the outside world.

“I called people in the cities of San Cristobal, Valencia, Puerto La Cruz, Barquisimeto, and no one could find the medicine,” Heredia, 43, said in the family’s bare living room in a windy slum overlooking an international airport in the coastal state of Vargas.

“You can’t find the medicines, and the government doesn’t want to accept that.”

Heredia ended up traveling 860 km (540 miles) by bus to the Colombian border to pick up medicine a cousin had bought him in the neighboring country. He was back at work the next day.

Venezuela’s brutal recession is worsening shortages of medicines from painkillers to chemotherapy drugs. (…)

Holodomor: o negacionismo de deputados socialistas sobre o genocídio ordenado por Estaline

Em nome da russificação, Estaline matou à fome milhões de pesssoas na Ucrânia, Cáucaso do Norte e Cazaquistão
Em nome da russificação, Estaline matou à fome milhões de pesssoas na Ucrânia, Cáucaso do Norte e Cazaquistão
Isabel Moreira,, descontraída, a cuidar da sua pele.
Isabel Moreira,, descontraída, a cuidar da sua pele.

Isabel Santos, Presidente da Comissão de Democracia, Direitos Humanos e Questões Humanitárias da Assembleia Parlamentar da OSCE; Paulo Pisco, pós-graduado em Estudos Europeus e a célebre Isabel Moreira que dispensa apresentações, foram os deputados socialistas que votaram contra no Voto de Condenação Nº 233/XIII  – Reconhecimento do “Holodomor” – Grande Fome de 1932 e 1933 ocorrida na Ucrânia, um dos crimes maiores do regime  comunista soviético.

Leituras complementares: Holodomor: o negacionismo do PCP sobre o genocídio ordenado por Estaline e Parlamento português reconhece Holodomor ucraniano como genocídio comunista.

Erdogan e a importância do jornalismo

erdogan

De acordo com Erdogan, um jornalista é um terrorista. Na melhor das hipóteses um agente secreto, cujo lugar natural é numa prisão.

Em 2013, recorde-se, a Turquia alcança mesmo a proeza de  ultrapassar o Irão e a China no número de jornalistas presos. Os mais indesejados foram acusados de terrorismo e por outros crimes contra o Estado. O então Primeiro-Ministro Tayyip Erdogan, acusava igualmente polícias, procuradores e juízes de estarem na base de uma cabala contra si, procurando envolvê-lo num alegado esquema de corrupção de grandes dimensões.

Na altura, algumas das medidas do executivo turco aprofundaram o maior controlo da internet e das redes sociais por parte do estado. Desde há muito que a liberdade é um bem escasso na Turquia.

Adenda: When The Last Barricade Falls: Remembering Unlawful Takeover Of Turkey’s Largest Daily.

O mesmo caminho socialista

antoniocostasyriza

A austeridade acabou. Grécia pede fotocópias assistência financeira.

Igreja perseguida na Venezuela

Venezuelan Catholics face backlash for opposing government

After speaking against alleged government misconduct, human rights abuses and delay of free elections, Catholic churches and clergy around Venezuela are facing a wave of protests from pro-government supporters.

A string of incidents began on the morning of Jan. 29, as supporters of the current government interrupted a Mass at San Pedro Claver Church in a poor neighborhood of Caracas, Reuters reported.

The crowd of around 20 people hurled insults at the clergy, calling them “Satan in a cassock!” and “Fascist!” The protesters also used the chant “Chavez lives!” – in honor of late president and former leader of the ruling Socialist party, Hugo Chavez.

Continue reading “Igreja perseguida na Venezuela”

Por terras dos Ayatollahs

Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty
Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty

Depois de chafurdar no jornalismo de referência reverência português, nada como um banho de realidade em que a liberdade de expressão lhes sai do corpo.

Récit de la répression contre la liberté de l’information en Iran depuis le 1er janvier 2017

O retorno de Deus

Será que a Europa vai reagir ao islamismo retornando a Deus? O meu artigo no ‘i’.

O retorno de Deus

“Le retour du religieux (…) je le savais pour ma part inéluctable dès l’âge de quinze ans.” “Soumission”, Michel Houellebecq, p. 267.

Esta frase é proferida pelo director da Universidade de Sorbonne, um belga convertido ao islamismo numa França, em 2022, com um presidente muçulmano. Em “Soumission”, Michel Houellebecq retrata a escolha que uma França adormecida se vê forçada a fazer entre uma Frente Nacional radicalizada e um partido islâmico moderado.

Como todas as histórias futuristas, esta parece fantasticamente implausível para ser possível. Mas, se Houellebecq não quis descrever avanços tecnológicos que não antevê – a forma de comunicar é hoje mais evoluída que a do livro –, acerta num ponto que deixa qualquer um de sobreaviso: os partidos tradicionais estão em crise e, na vida real, já em 2017, podem não ir à segunda volta das presidenciais.

Quem nos conta o que se passa é François, um académico estudioso de Joris-Karl Huysmans, escritor francês do século XIX, expoente maior do decadentismo e que se converteu ao catolicismo. François é um francês deste século, sem ligações nem ao país nem a ninguém, que se interroga perante a submissão inevitável que os homens terão de aceitar para se elevarem acima do que são.

“Soumission” não é apenas o adivinhar da falência política de um regime, mas a indicação de um caminho: a crença em algo mais forte que nós para que sejamos mais que uma decadência adormecida. Assim, ou Houellebecq, que disse já não ser ateu, se engana, ou a reação europeia será religiosa.

“Anónimos” apoiantes de Sócrates

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Um bom resumo de Vítor Matos e Miguel Santos, no Observador.

O modus operandi do blogger que defendia Sócrates

Escreveu sob anonimato e atacou todos os que se opunham a Sócrates. Entrou nos radares da Operação Marquês por causa das alegadas avenças pagas pelo ex-PM. Quem era e o que escrevia “Miguel Abrantes”?

Michael Novak (1933-2017)

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Hoje regresso, ocasionalmente, ao Observador para recordar a vida e legado de Michael Novak: Michael Novak (1933-2017): capitalismo, liberdade e verdade.

Michael Novak, que morreu esta sexta-feira, foi um dos mais esclarecidos e influentes estudiosos católicos do capitalismo democrático e em particular das suas dimensões moral, cultural e espiritual.

Governo acaba com imposto*

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*Poluídores-gulosos-fascizantes, é apenas o fim da reavaliação do imposto sobre os combustíveis que “servia  para garantir que os consumidores não seriam penalizados se o preço do petróleo subisse.”

Os ateus-carrapato

O meu texto da semana passada no Observador. Esta semana duplamente pertinente.

‘Nem todos os ateus são carrapatos, claro. A maioria são pessoas normais que vivem a sua vida sem incomodar os outros em excesso. Não fazem da descrença na divindade uma batalha de vida, não escarnecem dos crédulos obscurantistas que têm fé, não esbugalham os olhos transidos de fúria de cada vez que referem a Igreja Católica. São pessoas com quem se pode ter (e frequentemente tem) conversas bem pertinentes sobre espiritualidade e religião. No meu caso (de católica), tenho mais valores e pontos de vista em comum com a maioria dos meus amigos ateus do que com os católicos conservadores fundamentalistas.

Mas há ateus-carrapato, consideravelmente diferentes das pessoas ateias normais minding their own businesses. Caracterizam-se, grosso modo, pelo ódio de morte à religião católica e pela irracionalidade absoluta e agressiva de cada vez que um católico se expressa publicamente – onde estão as purgas nos jornais e nas televisões quando precisamos delas?! Se por acaso quem se expressa publicamente é um padre, o transtorno é tal que ficamos em cuidados se algum destes carrapatos não vai para casa auto mutilar-se. Qualquer dinheiro dos contribuintes que vá parar a uma instituição católica ou de católicos dá-lhes ímpetos de emigrarem – que, infelizmente, não concretizam.

São pessoas suscetíveis. Tal como não conseguem sobreviver com sanidade (e nota-se) sem uma bateria de sessões de psicoterapia de cada vez que ouvem um piropo obsceno na rua, também se ofendem com crimes hediondos como receber desejos de um ‘santo natal’. (Que género de psicopata deseja um ‘santo natal’ a uma pessoa de religião desconhecida?!)’

O resto do texto está aqui.

A propósito de prejuízos causados

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Recordar é viver.

Como o Islão matou a laicidade do Estado

O meu artigo no Jornal Económico.

Como o Islão matou a laicidade do Estado

Nas presidenciais francesas é importante compreender as razões para o estado do partido socialista, cujas primárias tiveram agora lugar. É que depois de cinco anos no Eliseu os socialistas arriscam-se a não ter um candidato na segunda volta. Nem Valls lhes vale, e o único com hipóteses de fazer um brilharete, Macron, saiu do partido e diz-se de esquerda, sim, mas não socialista. Por favor, não o confundam.

Há quem diga que é o resultado do mandato de Hollande. Sem dúvida. Mas, mais que isso convém perceber que a má prestação de Hollande não advém das suas incapacidades políticas, mas da armadilha em que os socialistas caíram.

Lembra a Le Point que tudo começou no Outono de 1989. Nesse ano, mais precisamente a 18 de Setembro, Fatima e Leila, duas raparigas de 13 e 14 anos, são impedidas de continuarem na escola que frequentam. A decisão é do director do estabelecimento de ensino que argumenta que o véu que utilizam é incompatível com o bom funcionamento da escola. Foi um escândalo e o PS dividiu-se entre os que eram favor da proibição do véu, entre eles Valls, e os que foram contra, entre os quais, Hollande. E também, como agora, houve quem não tivesse tomado partido, como foi o caso de Mitterrand. Aquele grande político do tempo em que os políticos tomavam decisões.

Os que eram contra a exclusão das alunas alegaram que a laicidade do Estado não permitia proibir. “Il est exclu d’exclure”, nas palavras de Jospin. E como esta esquerda não tinha referências religiosas, era laica, achou que o problema se resolvia proibindo os cristãos de se dizerem cristãos, por serem muitos, e permitir os muçulmanos de serem muçulmanos, porque eram poucos.

Mas já não são. São muitos e em muitos lugares a maioria. E os socialistas continuam a não saber como lidar com o fenómeno. O falhanço do socialismo em França, ao contrário do que está a suceder noutros locais do mundo, veremos como vai ser em Portugal quando rebentar a bolha em que vivemos, prende-se tanto com a destruição do conceito de laicidade do Estado como com a crise económica. A França perdeu a sua identidade e o Estado Republicano e Laico, que era o seu garante, traiu-a.

Este era um problema que De Gaulle anteviu difícil de resolver: como é que um Estado laico não se imiscui na religião se, por exemplo, ao financiar escolas públicas laicas, dificulta o acesso às religiosas? E se em 2017, Valls, categoricamente laico perante todos, perdeu para Benoît Hamon, que defende que os muçulmanos sejam compensados do ostracismo a que pretensamente estão sujeitos, é porque assistimos ao culminar da desintegração de um conceito a que nos habituámos.

Não deixa de ser interessante que Fillon se defina como cristão, a Frente Nacional discuta se o inimigo é a União Europeia ou o Islão e Macron recuse a laicidade como religião. A Europa recristianiza-se e, de certa forma, o laicismo para combater o catolicismo foi derrotado pelo islamismo.

Vergonha em tons multiculturais V

rotherhamchildsexgang

De alguma forma, fez-se justiça.

Rotherham child sex gang shout ‘Allahu Akbar’ in court as they are jailed for 80 years for abusing girls, including one who became pregnant at just 12, after being groomed with alcohol and drugs

Members of a Rotherham sex gang today yelled ‘Allahu Akbar’ in court as they were jailed for abusing a girl who fell pregnant aged 12 after being groomed with alcohol.

Six men were given sentences between 10 years and 20 years – and totalling more than 80 years – by a judge who heard details of how two young girls were sexually abused in the South Yorkshire town between 1999 and 2001.

Judge Sarah Wright described how one of the girls was plied with alcohol and drugs and was having sex with a number of men from the age of 11.

The victim, in a statement read to the court, said: ‘There’s evil and truly evil people in the world. I feel my child was the product of pure evil.’

The sentencing marks the end of a series of three major trials after a report on child sexual exploitation in Rotherham revealed that more than 1,400 youngsters had been groomed, trafficked and raped in the town over a 16-year period.

It has led to 18 people being jailed for sentences totalling more than 280 years.

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais IIIVergonha em tons multiculturais IV e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Pedir desculpa por dizer a verdade?

Autoridades palestinianas exigem pedido de desculpa a Guterres

O secretário-geral da ONU provocou um incidente diplomático ao dizer que na origem do Monte do Templo esteve um templo judeu, o que é rigorosamente verdade, pois era aí que se erguia Templo de Salomão

Trumpices

A sério, Sean Spicer?

seanspicer

Sean Spicer Retweets Onion Video Saying He Provides ‘Robust Misinformation’: ‘You Nailed It’

A verdade do padeiro

Não me dão condições para explorar, a crónica de José Diogo Quintela no CM.

Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar-me num grande patrão explorador.

Como um dos donos da Padaria Portuguesa (PP), fiquei chocado com as declarações do meu primo e sócio Nuno Carvalho à SIC, sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e legislação laboral. Disse o Nuno que, com o aumento, 25% dos trabalhadores da PP, que até agora ganhavam acima do SMN, passam a recebê-lo. É um escândalo! Quer isso dizer que os trabalhadores da PP são pagos? Em dinheiro, ainda por cima? Mais indignado fico com a preocupação do Nuno com a flexibilização da lei laboral. Então a PP respeita legislação? Mau!

Não foi com esses pressupostos que entrei no negócio. Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar- -me um grande patrão explorador (passe a redundância). Basicamente, ambicionava parasitar empregados. Qualquer que fosse o negócio. Calhou a panificação por ser uma área em que não existia concorrência (quem já tinha ouvido falar em ‘padarias’?), mas que, por outro lado, já tinha um mercado estabelecido. Toda a gente se lembra das filas de potenciais consumidores à porta de lojas devolutas espalhadas por Lisboa, a acenar com notas e a dizerem: ‘Queremos pão de Deus! Como é que ninguém nos vende pão de Deus quando nós, potenciais consumidores, demonstramos enorme desejo de pão de Deus e até nos organizámos à volta de 50 localizações ideais para situar lojas que vendam pão de Deus?’

Pessoalmente, preferia um negócio que envolvesse burlar idosos, mas a padaria era a via mais rápida para me tornar num porco capitalista. Só precisámos de: 1) expropriar uma fábrica que produzia próteses gratuitas para vítimas de minas em África, para passar a fazer pão; 2) obrigar órfãos sírios a construírem lojas a troco de não lhes batermos muito; 3) adquirir vários contentores de escravos prontos a oprimir. Depois, o plano era esmifrar trabalhadores, vampirizar fornecedores, ludibriar consumidores e gastar o esbulho na compra de marfim e diamantes de sangue, como boas sanguessugas plutocratas. Descubro agora que fui enganado e não ando a espoliar empregados como era suposto. Pelos vistos, a PP cumpre leis e obrigações. Assim não é giro. Se era para isso, não me convidavam. O meu primo traiu-me. Aliás, já não vale a pena disfarçar. O leitor decerto percebeu que não somos primos. Os humanos é que têm primos. A única relação familiar que temos é que os nossos ovos foram incubados na mesma cova. Quando saímos da casca, a primeira língua bífida que lhe silvou foi a minha.

Os répteis são animais de sangue frio, de modo que não ficaremos zangados muito tempo. Em breve faremos as pazes, enquanto brindamos com o sangue de um pasteleiro (reserva de 2012, um óptimo ano) e combinamos o próximo negócio. De preferência, que envolva tortura de gatinhos ou extorsão de invisuais sem abrigo. Quando fazemos o que gostamos, o dinheiro é secundário. (…)

Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

O que importa é a amizade entre as pessoas

amizade

O verdadeiro significado da amizade, está na TAP.

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

A amizade pode existir entre homens e mulheres, irmãos, namorados, maridos, parentes, pessoas com diferentes vínculos. É um relacionamento social voluntário de intimidade. Algumas bases do sentimento de amizade são a reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

A amizade pode ter diversas origens, como o meio em que as pessoas convivem, por exemplo, o trabalho, o colégio, a faculdade, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração.

A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

in Significados.

Make us poorer, again II

trump

“We will follow two simple rules: Buy American and hire American”.

Donald Trump, o nacional-socialista no discurso de abertura do fim do mundo.

Leitura complementar: Make us poorer, again.

The Obama legacy

On the Worst President. Por James V. Schall, S.J.

Much will be written of the Obama legacy. He will no doubt quickly sign a lucrative contract to produce a book explaining the glory of these past eight years, awful as they were. While most folks have understood that things were falling apart at the most basic levels, Mr. Obama, in his own mind, saw them progressing from one success to another. He flew over it but he never really saw America. His basic character was pretty accurately described by Plato and Aristotle. Like Mr. Clinton, he probably would have been elected for a third and fourth term were it not for the reaction to, yes, Franklin Roosevelt and the two-term limitation.

I will pass over his religious views. His is a popular leftism that identifies religion as politics. Catholics were slow to recognize the efforts Mr. Obama made to identify religion and positive law. No leeway was left. Religion could not stand in the way of social “progress.” Who could have imagined even a decade ago that the freedom of speech and the freedom of religion traditions would be under fire for holding back the social engineering that Mr. Obama and his friends foisted on the country’s embassies, laws, military, healthcare, medicine, schools, environment, and even in the food we can’t eat.

Geringonça no eucaliptal

A assinatura do acordo de constituição da geringonça foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital
A assinatura do acordo de constituição da geringonça entre Heloísa Apolónia e António Costa foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) tem a arte de existir, possuir um grupo parlamentar sem nunca se conhecer a quantidade de votos expressos em qualquer urna de votos, desde que existe, decorria o mês de  Dezembro do ano de 1982.

Este partido claramente democrático e de votações expressas muito constantes, criado pelo PCP durante a Guerra Fria por forma a acudir aos desejos ambientalistas de Moscovo e a enganar algum ecologista militante mais distraído, comtempla a “ecologia como concepção  política”. No fundo, como “portadora de uma nova forma de pensar o mundo e a organização das  sociedades. A ecologia política toma a espécie humana como uma componente da Natureza, tal  como outras espécies, constatando a sua dependência em relação a elementos naturais  imprescindíveis à sua sobrevivência – como o ar, a água, o solo, a fauna e a flora.” O PEV descobre mesmo o  demónio no planeta Terra (pois deconhece-se a sua acção noutros planetas):“os modelos liberais e  neo-liberais, que têm imperado no mundo, têm resultado no esgotamento e na delapidação dos  recursos naturais, corporizando formas de organização económica que fomentam a produção  intensiva e descontrolada e o consumismo desregulado, concentrando e intensificando sempre mais  a riqueza nas mãos de uma pequena minoria, sem pudor na negação de direitos a largas faixas da  população e na generalização da pobreza a biliões da seres humanos.” A solução apontado é o “eco- desenvolvimento”.

Quero acreditar que a convergência política na geringonaça é possível com o investimento de milhões na indústria de papel e a exploração económica do eucaliptal. As palavras do Primeiro-Ministro, António Costa são, como é costume, claras como o petróleo verde:

(…) Assinados os contratos de investimento, que vão permitir criar a maior unidade de descasque e destroçamento de madeira da Europa, o primeiro ministro plantou a ideia de reconstruir o setor florestal e explicou como fazê-lo: “valorizando os nossos recursos autóctones, que são decisivos para a riqueza do país, mas também necessariamente a plantação do eucalipto”.

Portugal precisa de melhorar a produtividade da Floresta e com isso melhorar a produtividade do eucalipto. É “o grande desafio que temos pela frente”, assume António Costa, que acrescenta que “a produtividade média por hectare é baixíssima. Não são só os matos que estão ao abandono, há muita área de eucalipto que também o está”.

Uma melhor produção de eucalipto permite responder à procura das indústrias e aumentar a produção de pasta de papel, setor onde Portugal dá cartas e que ajuda a equilibrar a balança comercial. Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel”, afirma.

Carrega, Medina

medina

EMEL estuda alargamento da fiscalização e das multas até às 23h e ao fim-de-semana.

Acho pouco, a fiscalização devia estender-se às 24 horas do dia, todos os dias do ano. E em jeito de bónus, carregar mais nos preços durante o período de Verão, feriados e época natalícia.