“Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”

Edmundo Pedro. “Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”, no jornal i

Toda a entrevista é de uma pureza que recomendo. Toda. Por isso até custa destacar apenas umas frases. Mas destaco as duas de extremos:

Eu bati o recorde da frigideira [cela especial no Tarrafal] porque tentei fugir. O castigo era 70 dias. Eu e o meu pai estivemos 70 dias. Não se pode imaginar o que era aquilo. A temperatura lá dentro chegava a atingir quase 50 graus. À noite havia uma condensação e a humidade escorria pelas paredes e nós lambíamos aquilo. Tiraram-nos a água. Não se faz ideia do que era aquele sofrimento.

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Fui vítima do Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores. Não há comparação. A repressão do Salazar nem de longe se aproximou à repressão que existia nos países comunistas.

Fascismo e Comunismo: o mesmo respeito pelo indivíduo. Triste.

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BE e PCP dirigidos diretamente via Largo do Rato

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Um crónica interessante de João Gomes de Almeida:
O BE, o PCP e o Oportunismo.

Alguém que, como eu, acompanha de perto a vida política nacional pensava já ter visto tudo. Mas realmente nunca pensei ver o PCP e o BE serem dirigidos diretamente via Largo do Rato, tudo em prol de um ódio à coligação de direita que nos salvou da bancarrota. Como diria Churchill, “o orgulhoso prefere perder-se a perguntar o caminho”. Será que ainda há algum caminho para a extrema-esquerda nacional?

E sim, de facto há uma certa satisfação em ver BE e PC de joelhos frente ao partido fundado pela CIA. Pode ser que assim os seus eleitores diminuam o seu pretencionismo.

Tudo está bem quando acaba bem!

A chuva fez o que o governo não fez e apagou os fogos (e ainda bem!).
A ministra Constança já foi libertada e pôde regressar à vida universitária.
António Costa já pediu desculpas pela frieza calculista desta semana.
O Público, a RTP e outros Legacy media já demonizaram a manif em Lisboa.
(“centenas” em vez de milhares, foco num provocador, foto de um canto,…)
Em Coimbra nem sequer foi aceite a proposta de manif pela Câmara local.
Ainda assim, acontecem e juntam milhares por todo o país (inc Coimbra).
Rui Rio e Santana Lopes já provaram que são bons… meninos do coro.
Marcelo já perdoou tudo a todos, sigam os Pactos de Regime.

Self Control

Depois de mais uma semana neste Oásis cor-de-rosa em que, após época de incêndios mais mortífera, armamento não desaparecido que apareceuambulâncias de emergência paradas (quantos morreram?), e mentiras nas listas de espera que fariam oscilar qualquer governo de direita, produzir apenas um hmpf só há uma atitude possível.

Retrato de um político grotesco

O dr. Costa é mau demais para ser mentira, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O dr. Costa, em suma, é mau demais para ser mentira. Infelizmente, como estamos em Portugal, é péssimo o suficiente para ser verdade. E a crítica da especialidade, que alucinadamente começou por atribuir ao homem inconcebíveis virtudes, ainda não terminou de venerá-lo – apenas conteve a veneração durante a semana, já que, parecendo que não, cento e tal mortos sempre impõem algum recato.

(…) A título de contexto, há o passado do dr. Costa na Administração Interna, onde cometeu a proeza de agravar trapalhadas herdadas do dr. Santana e, com típica leveza (para dizer o mínimo), consagrou o SIRESP às três pancadas e, por influência de um amigo e da impunidade, adquiriu os portentosos Kamov. E há o radioso momento em que, semanas antes do último Verão, o dr. Costa trocou as chefias da Protecção Civil por amigos (ele tem muitos) de reconhecida competência. E há Pedrógão Grande. E há a resposta do dr. Costa às vítimas de Pedrógão Grande, abandonadas a protectores que não protegem, um sistema de segurança que não funciona e helicópteros que não voam enquanto Sua Excelência desfilava calções e compaixão numa praia espanhola. E há a conversa fiada e as promessas reles que o dr. Costa despejou sobre os escombros de uma das maiores calamidades registadas do género. E há, quatro meses depois, uma calamidade quase idêntica em dimensão e incúria. E há a criminosa arrogância do dr. Costa, que, inchado pela vitória nas “autárquicas”, redobrou o desdém face aos que o maçam com ninharias (“Ó minha senhora, não me faça rir a esta hora”). E há a pedagógica “comunicação” ao país, na qual exibiu um cinismo que, em cérebro superior ao de um laparoto, talvez sugerisse indícios de psicopatia. E há a demissão, em último recurso, da ministra da Administração Interna, uma inultilidadezinha versada em disparates, e o tapete de que o dr. Costa se serviu para esconder o lixo. E há a substituição da ministra em prol de um amigo do dr. Costa (não disse que são imensos?), garanhão celebrizado por chamar “frígida” a uma adversária. E há, sobretudo, a reacção apressada ao ralhete do prof. Marcelo, encenada numa sessão parlamentar em que o dr. Costa tentou fingir que chorava e conseguiu demonstrar aos distraídos o indivíduo extraordinariamente lamentável que de facto é. (…)

150 mil é um número bonito: 150 mil empregos, 150 mil cabras

Cabrita para aqui, cabrita para acolá. “Vamo lá ver”, alguém sabe das cabras do Sócrates? E os mil telemóveis para os pastores?

Nacionalizado ao Rui Rocha.

Uma voz para os Trabalhadores Independentes

Com toda esta tragédia dos incêndios, outras situações têm, naturalmente, passado para 2º plano. Uma dessas, é a nova subida de impostos e contribuições sobre os trabalhadores independentes – um grupo já bastante fustigado no regime fiscal português e sem voz na auto-proclamada “Concertação Social”. A APF (Associação Portuguesa de Formadores) pretende agora tentar minorar esse problema apresentando-se como uma possível porta-voz destes trabalhadores, uma vez que a grande maioria dos seus membros são trabalhadores independentes.

Fica a seguir o apelo – ao PR, ao governo e aos grupos parlamentares – que reconsiderem mais este ataque em 2018:

Fazendo algumas projeções, nos contribuintes que ganhem mais de 1380€ (e que na realidade recebem efetivamente pouco mais de metade desse valor) os impostos poderão aumentar em algumas centenas de Euros por mês. E do lado da Segurança Social, ao aumentar a base sujeita à coleta e ao deixar cair a possibilidade de redução de escalões, os aumentos das contribuições poderão ser da ordem dos 50 a 100%, mesmo em valores de retribuição muito baixos.

Ou seja, quem ganha cerca de 700€ líquidos, vai em diversos casos passar a ganhar MENOS que o Salário Mínimo Nacional!

Abaixo têm a carta completa da Associação:

Continue reading “Uma voz para os Trabalhadores Independentes”

O que é necessário para deixar de ser ministro de António Costa?

Constança Urbano de SousaConstança Urbano de Sousa já há muito tempo que tinha a expressão facial de um refém. Soubemos hoje que isso tinha um bom motivo: Ela foi uma Refém!

Atentem à Carta de Demissão:
“Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções (…)”.

Uma pessoa que não estava preparada, sem peso político (GNR concorda), sem competências de liderança, e que há muito se refugiava nas salas da Proteção Civil.
Constança: até Sempre Camarada!

A pergunta que fica: O que diz a escolha desta personagem sobre as capacidades de António Costa para formar um governo, senão legitimado pelo voto, pelo menos competente para gerir a função pública portuguesa?

Encontrado o que, “no limite”, nunca foi furtado

Azeredo Lopes: “No limite, pode não ter havido furto nenhum”

10/Set/2017

Material de guerra roubado em Tancos apareceu na Chamusca

18/Out/2017

Este governo é uma anedota: depois da queda da Ministra das Polícias e dos Bombeiros, o Ministro das Forças Armadas é ridicularizado pela realidade: o armamento que, “no limite”, descobrimos em setembro que “pode” não ter sido furtado… apareceu agora, fruto de uma denúncia anónima.

Azeredo LopesÓ Sr. ministro, diga lá quanto vale a qualidade da generalidade dos ministros do seu governo?

Por muito menos que esta série de trapalhadas, foram dedicadas estas palavras a um governo em 2004. Mas é claro: falsear números oficiais da saúde, não é grave; provocar mais de 100 mortos com uma série de erros grosseiros, não é grave; gerir como uma criança a questão do desaparecimento do equipamento militar, não é grave. Agora ser de direita, isso é inaceitável. Certo, certo…

Não há solução. Excepto uma.

Parece que há uma qualquer tradição na ausência de soluções. Antes era com as cheias.

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Agora é com os incêndios:

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Se António Costa acha que não tem solução um país alegadamente de 1º mundo, em 2017, não ser capaz de prevenir a morte de 100 dos seus, então só resta uma solução: demitir-se.

O rosto sem vergonha da incapacidade assassina de quem não gozou férias

“Ia-me embora, ia ter as férias que não tive. Ia resolver o problema?”

“Acho que não é o momento para a demissão. É o momento para a acção”.

As tiradas são da autoria da eterna ministra da Administração interna. Responsável política pela morte de 65 pessoas no incêndio da zona de Pedrógão e de pelo menos mais 27 29 31  32 35 mortos, ontem, em vários pontos do país.

Leitura complementar: Não faltarão afectos e juras que t@d@s fizeram o máximo.

Não faltarão afectos e juras que t@d@s fizeram o máximo

Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema”. O autor da frase é o irresponsável Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna.

O contexto da frase do governante são 68 mortos em incêndios florestais, centenas de feridos e milhares de pessoas que perderam tudo menos a vida. Na semana que passou a ministra que tutela Jorge Gomes, afirmou que  não se demite. Que gente merdosa e incapaz.

Sócrates reflectivo

O ridículo de toda a defesa de Sócrates, como só as redes sociais conseguem resumir:

Sócrates milionário

O menino d’oiro do PS

Sócrates & Companhia Ilimitada, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O facto é tanto mais notável quanto os amigos de José Sócrates eram imensos. Alguns, fiéis à força, continuam a fazer-lhe companhia nas quatro mil páginas do processo. A maioria passeia-se sorridente. Sorridente e amnésica. Se o pacote de acusados constitui uma amostra razoável da oligarquia que regularmente enxovalha o país, convém notar que, por definição, as amostras deixam o resto de fora.

E o resto é demasiada gente. A gente dos “media”, nulidades amestradas que José Sócrates inventou ou desenterrou para o servir. A gente do comentário “isento”, sob nome próprio ou pseudónimo, cujas avenças cresciam de modo directamente proporcional à beatificação do amo e senhor. A gente dos negócios que prosperava à sombra da criatura e retribuía a prosperidade com juros. A gente da “justiça”, indivíduos com pilosidade auricular que garantiam a impunidade do benemérito que lhes arranjou emprego. A gente das “relações pessoais”, um folclórico grupo de familiares, namoradas e espontâneos que cirandava em redor de dinheiro facílimo. Sobretudo a gente da política, que subiu com José Sócrates, conspirou com ele e zelosamente lhe amparava os delírios.

É possível que essa gente não tenha sabido de nada, dado por nada, reparado em nada, desconfiado de nada, participado em nada. É possível que essa gente constitua o maior aglomerado nacional de débeis mentais desde a inauguração de Rilhafoles. É possível, e nesse caso seria um acto de mera comiseração e humanidade remover essa gente do convívio com os demais, a bem de uns e dos outros. É possível, e não se deve ficar tranquilo quando, ao inventariar a tralha “socrática” que continua a infestar lugares de decisão ou influência, imaginarmos que Portugal pode ser pasto de idiotas terminais. Ou então não é possível, e a intranquilidade aumenta.

Se calhar, não é realmente possível que essa gente não tenha experimentado o vestígio de uma suspeita, ou estranhado a folia, ou mesmo colaborado nela. E se calhar não é possível não saber que, além de obviamente ilegal, a folia acontecia à custa dos cidadãos “comuns” que essa gente finge defender em cada uma das suas descaradas intervenções. Em qualquer das hipóteses, essa gente não merece andar por aí em paz, ou porque é clinicamente incapaz disso, ou porque é moralmente indigna. (…)

Uma dúvida

Alguém já se retratou das calúnias aos críticos de Sócrates?

70 por cento do actual governo, a dona Câncio e @s d@m@s de honor já terão tido conhecimento deste assunto?

José Sócrates, está acusado de dezasseis crimes de branqueamento de capitais, nove crimes de falsificação de documentos, três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político e três crimes de fraude fiscal qualificada.

Anatomia de um crime.

Foto: António Carrapato-Lusa

Porreiro, pá!

O que é que o PS pensa da nova União Europeia?

Hoje mesmo Jean-Claude Juncker defendeu que a União Europeia deve passar a ter um ministro europeu das finanças. Acrescentou, ainda, que a UE precisa “de um ministro europeu da Economia e Finanças, alguém que acompanhe as reformas estruturais nos nossos Estados-membros.”

O que Juncker disse hoje no Parlamento Europeu não está longe do que Emmnauel macron tem defendido para a Europa e que referi neste meu artigo no Jornal Económico saído no passado dia 2 de Junho. Macron quer um orçamento comunitário para a zona euro direccionado ao investimento estratégico. Um orçamento que implica, necessariamente, um ministro das finanças europeu que tutele todos os demais ministros das finanças. Este orçamento servirá também para apoiar os países que se encontrem numa situação de emergência financeira, como sucedeu com Portugal. A moeda de troca, ou seja, a condição para que um país da zona euro beneficie dessa ajuda e beneficie dos referidos investimentos estratégicos é a apresentação de reformas estruturais: no Estado e na economia, nomeadamente na lei laboral.

A pergunta que então coloquei nesse meu artigo, volto a repetir agora: Como é que o PS, o PCP e o BE vão lidar com este projecto europeu? Considerarão que um orçamento europeu e um ministro das Finanças da zona euro ferem a soberania nacional, ou aceitam os fundos daí provenientes em troca de reformas, como a liberalização do Código Laboral que sempre recusaram?

Guerra às crianças

O meu texto de ontem no Observador.

‘Eu sei, eu sei: os milhões doados para alívio das vítimas de Pedrógão, de que o PS apressadamente se apoderou para distribuir como se fosse a generosa origem do dinheiro, estão em parte incerta; o relatório sobre Pedrógão foi atrasado para depois das eleições autárquicas, que o PS não brinca em serviço nem deixa que 66 mortos lhe atrapalhem pretensões eleitorais; a ministra da Administração Interna pede relatórios atrás de relatórios sobre o que corre mal – no caso, as refeições próprias de alturas de más colheitas na África subsaariana dadas aos bombeiros – como se não lhe coubesse antecipadamente garantir que uma ou outra coisa, pelo menos, corresse bem. E um quilométrico etc.

Mas deixem-me voltar ao caso dos cadernos de atividades que foram retirados por coação do ministro Eduardo-‘frígida’-Cabrita e a sua Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Porque, com a recomendação da CIG, iniciou-se a tentativa de institucionalização daquilo que as crianças do sexo feminino não podem fazer.

Em 1917 as meninas tinham de ser prendadas, não podiam correr como os rapazes nem subir às árvores, tinham de saber bordar e tocar piano, usavam roupas que lhes tolhiam os movimentos, desporto só, com sorte, ténis. Em 2017, as meninas não podem vestir cor de rosa (atenção, um menino transgénero pode vestir cor de rosa para se afirmar menina, mas as miúdas têm de escolher azul ou uma cor neutra), as princesas foram guilhotinadas e joguem futebol feminino faz favor.

Os espartilhos colocados às meninas mudam mas permanecem afiados. Jamais deixar a meninada escolher cores e atividades e brinquedos, com toda a liberdade conforme os gostos, desde o karaté à ginástica rítmica. Melhor negar o direito às miúdas de usufruírem de qualquer divertimento associado ao universo feminino. (Horror! Repitam mantras satânicos para vos proteger desse pavor que são TODOS os comportamentos femininos.)’

O resto está aqui.

Viciados em proibir

O meu texto desta semana no Observador.

‘Sabem quem deu indicação à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) que ‘recomendou’ (pois) retirada dos cadernos da Porto Editora? O ministro da tutela, Eduardo Cabrita. O deputado socialista que em 2013, para fins políticos, chamou ‘frígida’ a Maria Luís Albuquerque. Cabrita é, além de malcriado e censor, um protozoário machista que não sabe debater política envolvendo uma mulher sem ir buscar ataques sexuais. Donde, para António Costa e PS, é o ministro ideal para tutelar a promoção da igualdade de género.

Mas cheguemos ao caso em concreto. Simples: as editoras publicam os livros que entendem, respaldadas no conhecimento de mercado, e os consumidores compram ou não. Umas publicam livros para meninas e/ou para meninos, outras para ambos, ilustrações ao gosto do freguês. Quem incentiva as filhas a gostar de princesas e os filhos de piratas, compra(va) os da Porto Editora. Quem apreciava mais outras temáticas, ou é um indefetível dos produtos unissexo, compra para outros lados.

E o estado não tem que vigiar o bem-estar das criancinhas? Tem, claro. Tem que assegurar que os pais alimentam devidamente a criançada, cumprem a escolaridade obrigatória, dão cuidados médicos, não os espancam nem os torturam psicologicamente, não os violam nem deixam violar por outros. E cuidados semelhantes. O estado também deve certificar manuais escolares que promovam a igualdade de direitos e oportunidades entre os sexos. Fora desta esfera, e nos livros não obrigatórios, é desandar.

Mas desmascarada a mentira ‘os exercícios são mais fáceis para as meninas’, há razões incontornáveis para o marialva Cabrita e a CIG banirem dois livros? Há, porque para a CIG tudo o que tenha vagamente a ver com o universo feminino merece esgares de desprezo e é para proibir. De resto, qualquer pessoa com neurónios mirrados percebe que a forma das famílias estupidificarem as filhas é comprar-lhes cadernos para estimularem as capacidades cognitivas.’

O resto aqui.

O PS já começou a construir o seu Index

Com a desvantagem que o Índex da Igreja Católica, além de já ter sido extinto há umas boas décadas, era seguido voluntariamente pelos católicos que o quisessem (no meu caso, e sou católica, já gozei abundantemente por a IC também não ‘recomendar’ os livros do Harry Potter às impressionáveis mentes cristãs), enquanto que o Índex do PS tem força de chantagem estatal às empresas que lá caem.

Enfim, quem se coliga com comunistas e alucinados derivados é porque tem afinidades de valores totalitários. O PS não espanta por aqui.

À criatura que se diz feminista, Rita Ferro Rodrigues, recomendo que alguém lhe faça chegar uma versão do Animal Farm. Pode ser aquela em desenhos animados, que a senhora não parece ser capaz de grandes abstrações. Talvez consiga perceber a parte dos que lutaram contra a ditadura que terminaram replicando, para pior, a ditadura que derrubaram. Se tiver um assomo de consciência, perceberá que é a história da sua família.

Mas se pensam que Rita Ferro Rodrigues é do pior que nos pode calhar, é lerem Inês Pedrosa, que quer proibir os supermercados de arrumarem a mercadoria que têm para venda como bem entendem. Estamos entregues a doidos varridos. Doidos varridos.

inês pedrosa

 

 

Seja feita a obediência absoluta à vontade do estado

Face ao exposto, a CIG, por orientação do Ministro Adjunto, recomendou à Porto Editora – tendo em conta o seu relevante papel educativo – que retire estas duas publicações dos pontos de venda, disponibilizando-se para colaborar na revisão dos conteúdos das mesmas, no sentido de eliminar as mensagens que possam ser promotoras de uma diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado.

23 de agosto de 2017

Um grande dia para o Partido Único, o Ministério da Verdade e a Polícia do Pensamento.

Leituras complementares: 1984, George Orwell; Incapazes indignadas.

Assessor do governo quer ilegalizar PCTP-MRPP

Um dia, de acordo com os desejos do Mestre Rui Cerdeira Branco, adjunto do gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, todos os partidos serão o Partido Socialista.  Aguardo com expectativa a reacção do Camarada Arnaldo Matos face ao desejo de Rui Cerdeira Branco de acabar com o MRPP.

O Grande Irmão, O Partido Socialista e a Polícia do Pensamento fazem o seu caminho.

Leitura recomendada: 1984, de George Orwell. Rápido, antes que seja “extinto” pela nobre vontade dos burocratas em obediência absoluta ao Estado.

Trumpices caseiras

António Costa inspira-se em Trump.

Insert brain

Parece que o Dr Pedro Nuno Santos, que se tornou famoso pela putativa capacidade de pôr as pernas dos banqueiros alemães a tremer, terá afirmado que confia que o Dr Pote D’Unto…perdão, Dr Alguidar de Banha…ai, perdão, Dr António Costa “voltará” a ganhar as eleições em 2019. Que mal pergunte, quando é que o Dr Pote D’…perdão, Dr António Costa ganhou as eleições para que possa “voltar” a ganhá-las?

Optimismo antropológico

Os nomes das pessoas que morreram nos incêndios em “segredo de justiça” é das desculpas mais esfarrapadas que me lembro de ler ou ouvir. Como é que as doações chegam às famílias, como é que as Seguradoras indemnizam quem devem se os dados destes estão em “segredo de justiça”? Mas pronto, é sempre possível descer mais baixo, é sempre possível que quem nos pastoreia atinja níveis de miséria insuspeitos de poder sequer existir. Sou um optimista antropológico mas às vezes fica difícil.

O PCP, o Augusto Santos Silva e a Venezuela

Entre o nojo e um ministro aldrabão.

Armando Pereira é bom demais para o país que o viu nascer

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Escreve o Público que Armando Pereira, «produtor de cabos de fibra óptica», não sossega o Governo, pois «parece não ter o perfil para dirigir uma empresa como a Altice». Armando Pereira é de facto insólito. Ao contrário de outras sumidades, Armando Pereira foi para um qualquer bairro de lata em França aos 14 anos, e aos 11 já era feirante — e não consta que o fosse por carolice. Não foi para um luxuoso apartamento em Paris pago por um amigo, frequentar um mestrado na Sorbonne, com uma dissertação escrita por um obscuro professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Não, foi mesmo trabalhar, imagine-se o despautério. Entretanto percebeu que havia ali uma oportunidade, numa época em que a rede por cabo estava em expansão. Sem o élan de um verdadeiro gestor, daqueles que ganham prémios internacionais e depois levam à falência a respectiva empresa, pede uns 80 mil Euros a um banco para constituir a sua empresa. Registe-se a saloiice do mendicante, que ao invés de pedir 100 mil Euros à Caixa Geral de Depósitos para comprar um Mercedes Classe S, pede-os para fazer efectivamente algo. Fá-lo, e, inusitadamente, chega mesmo a pagar o empréstimo de volta. Constrói um império — sem subsídios, sem o préstimo do Estado, sem favores de políticos.

Conclui-se, portanto, que Armando Pereira é um péssimo gestor, pelo menos quando medido pela bitola dos cânones portugueses que regem a boa gestão e a negociata dos indígenas. Compreende-se, assim, que o pobretanas feito milionário, que não janta no Tavares (quando o quiser fazer, Armando Pereira compra o Tavares), não frequenta a Rua do Grémio Lusitano, não vai caçar ao Alentejo ou recebe prémios de gestão, seja alvo da ira dos pelintras depenados que pululam por Lisboa e brunem os Oxford dos grandes empresários portugueses, dos que sabem negociar com políticos de igual estirpe. Estes, cujo maior feito de gestão terá sido ir à Staples comprar arquivos para o seu gabinete, arrogam-se do direito de criticar as competências de gestão de terceiros. Os mesmos que compactuaram com Zeinal Bava, Ricardo Salgado, entre outros portentos da gestão, glorificados vezes a fio pelo jornalismo indígena, são quem apontam as alabardas a Armando Pereira. Bem vistas as coisas, Armando Pereira não merece mesmo este país. Azar o dele que nele nasceu.

 

My ass II

E o socorro às vítimas da negligência e incompetência do Estado e do Governo em Pedrógão? Onde páram os milhões que a generosidade dos portugueses e estrangeiros entregaram? Já agora, quantos funerais houve relacionados com aquele desastre? Em que estado estão os feridos? E as empresas destruídas e respectivos trabalhadores (não tarda os patrões arruinados estão a ser acusados de se apropriarem do IRS e da TSU dos trabalhadores)? Bem sei, o que interessa são as conclusões dos focus groups e as masturbações dos imberbes aprendizes de feiticeiro. Isto dá vontade de morrer, já dizia o outro, e dá mesmo.

(Não sai já um chorrilho de palavrões porque enfim)

My ass

“If you don’t read newspapers you are uninformed, if you read them, you are misinformed” – Samuel Clemens aka Mark Twain

Desde o início desta história do “assalto” ao paiol de Tancos que a explicação mais plausível sempre me pareceu um problema de inventário. Não me lixem, não conheço pessoalmente o Cmdt do RE1 (embora tenha boas indicações dele por terceiros) mas salvo raras excepções tenho a melhor das ideias acerca do Oficiais de Engenharia e de uma coisa que nenhum dos que conheci pode ser acusado é de falta de rigor. São tão Engenheiros como qualquer um saído do IST ou da FEUP. Aliás são o mais antigo curso de engenharia em Portugal.

 

As Unidades do Exército têm vários Depósitos; de bares onde estão as bebidas e outros produtos destinados aos bares e messes, de fardamento, disto e daquilo. E têm paióis. No limite do pessoal, nenhum Cmdt de um Regimento, mas nenhum mesmo, deixa de ter a noção das prioridades da Guarda. Entre armas e explosivos ou fiambre e cerveja não têm dúvidas. Assim desde que a história aparece, convenientemente logo a seguir ao desastre de Pedrógão, que tresanda. As torres de vigia estavam vazias mas é os tomates. O problema foi isto ter escalado e na Central de Informação não terem percebido a gravidade da versão (pudera, naqueles lados a Defesa é um detalhe do papel do Estado e pouco importante) que puseram a circular. Quem se lixaria no fim seriam uns Oficiais e uma ou outra alforreca com umas estrelas nos ombros e Pedrógão e a inacreditável incompetência do Governo, do Estado e das instituições operacionais geridas por enfermeiros e professores primários passaria à História. Pois, só que lá fora, isto de material de guerra desaparecido é levado a sério.

 

A ver, os tais 44 “lança granadas” são umas merdas que pesam 2,5Kg cada um (em cada pelotão há um certo número de soldados que leva às costas três LGFs – neste caso parece ser M72 LAW que é a mesma merda – Google it, embora não me lembre de quantas munições leva um cunhete, 1495 munições é ridículo; granadas de gás lacrimogénio e ofensivas? E granadas defensivas nem uma? É que quem quiser fazer estragos a sério usa granadas defensivas (bem sei que é contra intuitivo, Google it). Mais uns cordões e umas merdices e está o filme feito.

Ora bem, para haver um problema de inventário que é a única explicação plausível há duas hipóteses, uma envolvendo corrupção outra negligência.

 

  1. Periodicamente há material que tem que ser destruído por ultrapassar o prazo de validade e há, ou havia, vários métodos de o fazer. Basta o tipo encarregue de contar o material a abater fazê-lo sem rigor nenhum (em vez de contar , digamos 364 LGFs contou 320 meio a olho, em vez de 52 cunhetes de munições contou 51, etc. ). Passado uns tempos há uma inspecção e o inventário está todo gatado. Vocês sabem qual é a percentagem que as grandese profissionalíssimas cadeias de supermercados usam para desaparecimentos antes de os produtos chegarem às prateleiras: 7%. E não é só por roubos, é também e essencialmente por erros de contagem.
  2. Outra hipótese é o material ter sido encomendado (imaginemos 1500 LGF), pago e parte nunca ter sido entregue e alguém se abotoa com a diferença que, honestamente, são trocos. Claro que vai dar asneira mais cedo ou mais tarde, mas muita gente metida nestas coisas não prima pela inteligência (ver o caso recente na FA e os mantimentos).

 

Agora, ninguém, mas mesmo ninguém me convence que houve assalto algum ao paiol de Tancos. Mas é que não mesmo. Eh pá! Qualquer paiol está cheio de granadas defensivas. Alguém que quer fazer estragos ou ganhar guita as deixa lá ficar e leva mei a dúzia de ofensivas e de gás lacrimogéneo? Olhem, quem inventou esta história bem pode ir gozar com o raio que o parta. Pedrógão não vai ser esquecido e teve o lado bom de permitir identificar as alforrecas ao serviço do poder.

Nem era preciso PJ, bastaria a PJM agarrar em todos os inventários e ir andando para trás e facilmente chegaria ao buraco. Mas pronto, quem poderia explicar está constitucionalmente impedido de falar (e ainda sabe o que é a honra), quem pode falar está a salvar a pele, a própria e a de outros porque isto escalou. Os imberbes da Central de Informações são uns meninos cheios de maquiavelismo livresco mas sem noção nenhuma do Mundo.

 

Na imagem um M72 LAW, 2,5kg, 640€ cada um. Segundo os espanhóis são 44 coisas daquelas que faltam.

E Agora, Para Algo Completamente Diferente… (2)

Pegando no post do João, se instado a comentar o evento de Tancos, Pedro Silva Pereira poderia perfeitamente dizer: se o paiol não existisse, também não teria ocorrido um roubo de material militar nesse paiol.

O Metro de Lisboa e o ministro do ambiente a darem o máximo

No mínimo, é o máximo. A espera pelo Metro é algo de pitoresco.

“Sou um cliente assíduo do Metro de Lisboa e testemunho que está a funcionar muito melhor”, afirmou o ministro do Ambiente.

Leitura recomendada: Felizmente, o metro de Lisboa é do povo e não de uma multinacional neoliberal qualquer