A atracção por ditadores

Portugal e Rússia: a “geringonça” tem as costas largas, por João Miguel Tavares. A atracção do PS por ditadores e cleptomaníacos – uma tradição que vem de Sócrates.

O Governo virou as costas aos aliados. É uma vergonha que nos sairá cara, por José Manuel Fernandes.   A diplomacia portuguesa de mãos dadas com o regime de oligarcas.

Fake news. Putin, O porteiro do Kremlin adorado por liberais variados, socialistas e integralistas lusitanos perdidos de amor por super-líderes, oferece estátuas de ditadores socialistas? A culpa é dos ingleses.

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SATA: lições sobre “serviço público”

Hoje, no “Primeiro Jornal” da SIC, vi reportagem sobre acumulação de dívida na companhia aérea SATA/Azores Airlines. Passou de €5 milhões em 2007 para €250 milhões em 2017.

Francisco César, deputado PS Açores, filho do líder parlamentar do PS Carlos César, admite ter sido uma opção política para “prestar serviço público” em época de crise a fim de “garantir fluxos turísticos à região”.

Só que easyJet e Ryanair conseguiram aumentar tais fluxos com muito menores custos… Ou seja, os contribuintes açoreanos (e do Continente) agora têm de pagar pelos “voos políticos” do Governo de Carlos César.

Face à situação financeira da SATA, Governo dos Açores procura um “parceiro estratégico” para adquirir 49% do capital. Estratégico? O termo mais adequado é masoquista.

Socialistas (de todos os quadrantes políticos) justificam sempre prejuízos como a necessidade de oferta de “serviço público”. Numa economia de mercado (capitalismo) as trocas são voluntárias. Só ocorrem quando todas as partes acreditam poder beneficiar da transacção. Quando políticos decidem manipular esse harmonioso equilíbrio, alguém terá de ser involuntariamente prejudicado para que outros possam beneficiar. Não é só em política que tal acontece. Só que a essas outras situações chamamos de roubo!

Medina ajuda os carenciados III

A começar pelo vice-presidente da capital do país, Duarte Cordeiro omissões. Um bom trabalho de Rui Pedro Antunes, do Observador.

Medina ajuda os carenciados II

CML, uma amiga dos seus amigos. Porreiro, pá!

Câmara de Lisboa. Avenças em gabinetes do PS chegam a aumentar 80%.

(…) Os aumentos nas avenças em causa são significativos e foram atribuídos a assessores com ligações ao PS. Catarina Gamboa, ex-dirigente da JS e mulher do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, teve um aumento de mais de 2 mil euros no atual mandato e viu a sua remuneração subir para 4.615,57 euros ilíquidos mensais. O mesmo aconteceu com o filho do blogger que assinava como “Miguel Abrantes” no blogue Câmara Corporativa, que o Ministério Público acredita ter recebido verbas de José Sócrates dirigidas ao pai para defender o antigo governante socialista: António Mega Peixoto teve um aumento da avença de 2.135,39 euros para 3.468,04 euros mensais. O mesmo aconteceu com o vice-presidente da Federação do PS de Aveiro, Pedro Vaz — número dois de Pedro Nuno Santos nesta estrutura — que teve um aumento de 2.899,11 euros, para 4.615,57 euros.

Olhando para as 34 nomeações de gabinetes de vereadores eleitos nas listas PS publicadas até agora no site Base.gov, houve 30 reconduções de membros que já estavam na autarquia no anterior mandato. Em 26 desses 30 casos houve aumentos das avenças. (…)

Da Igreja dos Últimos Dias…

…(sem desprimor para esta, se existir). E parabéns aos eleitores da nacinha, bem podem rastejar para debaixo dos calhaus de onde saíram.

Raríssimos políticos

O meu texto desta semana no Observador.

‘A TVI fez uma reportagem denunciando más práticas várias na Raríssimas. É uma IPSS com trabalho meritório, e os indícios de desvarios que lá se passaram serão investigados pelo Ministério Público e pela tutela. Mas este caso também nos permitiu ver alguns querubins da nossa política que se envolvem com instituições que recebem dinheiro dos contribuintes. Motivados, claro, apenas pelo mais assolapado amor pelo próximo.

Temos um secretário de estado da Saúde (demitiu-se; aleluia) que achou razoável receber três mil euros mensais, por largos meses, de uma instituição de solidariedade com problemas financeiros. Por trabalho vago de consultoria. Tirando casos muito particulares de trabalho a tempo inteiro, bastante especializado e com alto valor de mercado, que tipo de político considera adequado, num país onde toda a gente está sempre à míngua de fundos, receber um complemento do ordenado de milhares de euros de uma IPSS?

Temos a deputada socialista Sónia Fertuzinhos, mulher do ministro que fornece centenas de milhar de euros anuais à Raríssimas, sendo escolhida pela dita Raríssimas para uma alegre viagem a um país nórdico. (É indiferente se foi a IPSS que pagou a viagem ou se simplesmente escolheu a deputada para beneficiária do presente dos organizadores do evento.) Como é possível um político eleito não ver conflito de interesses?’

O texto completo aqui.

Una cosa muy rara

Mandei esta definição por email a um ministro, mas não vou dizer qual.
ne·po·tis·mo
(nepote + -ismo)

substantivo masculino

1. Valimento de que gozavam junto de certos papas os seus sobrinhos ou parentes.

2. [Por extensão]  Favoritismo excessivo dado a parentes ou amigos por pessoa bem colocada. = AFILHADISMO, AMIGUISMO

“nepotismo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/nepotismo [consultado em 12-12-2017].

Lições de propaganda

O meu texto desta semana no Observador.

‘Perante isto, o que dizer do comportamento dos ministros durante a ação de propaganda? Percebo que o ministro Cabrita deu o melhor uso possível àquele pedaço de tempo: dormiu. Quem nunca reprimiu um bocejo quando de repente, quase à traição, ouviu a voz de Costa na televisão ou na rádio? Também me solidarizo com Maria Manuel Leitão Marques, que resolveu ler jornais ou por as mensagens e o mail em dia. Bom uso do tempo, ou não fosse uma mulher. De resto era a única que sobressaía pela cor da roupa, num mar de ministros visualmente entediantes. E, de facto, não se deseja ao pior inimigo, nem sequer a um ministro da geringonça, uma tarde a ouvir António Costa.

Mas e a mensagem que passaram, de ignominioso desinteresse pelas respostas que o querido líder dava à amestrada assistência? Sopapos e anos de cadeia talvez sejam excessivos para Cabrita e Leitão Marques, mas que tal enviá-los em licença prolongada para a Mongólia Interior? Ou para as zonas ardidas este ano (há uma ampla escolha neste critério) para um campo de reeducação pelo trabalho?

Depois dos desaires do cenário composto pela universidade e dos ministros que não revelaram adequada veneração pelo seu bom pastor, felizmente a assistência portou-se à altura quanto à devoção e ao respeito pelo aniversariante governo. Não houve perguntas difíceis, foram exibidas publicamente simpatias por tão excelso grupo, só faltou alguma das senhoras questionadoras assumir uma paixão secreta por Mário Centeno e enviar-lhe o número de telefone tossicando em código Morse.’

O texto com princípio meio e fim está aqui.

A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI II

A esquerda não tem vergonha. As cinzas vão mesmo pagar IMI.

 

Leitura complementar: A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

Costa a abraçar uma contribuinte passiva cuja casa ardeu num incêndio florestal e que acaba de chegar da repartição das finanças, onde pagou o IMI.  A contribuínte não tem casa mas cumpiu o dever patriótico e cívico. Não tem nada a ver com os figurantes, a Aximage e o focus group. 

 

Ontem choquei de frente com este tweet da Margarida B. Lopes.  E pensei: mesmo para a evidente falta de nível político, ético e moral da geringonça, é mau demais para ser verdade. Erro meu.
Pelo menos 110 pessoas morreram, vítimas de incêndios florestais. Milhares ficarem sem sustento, sem nada. E o que fazem o PS, o BE e o PCP a propósito de uma iniciativa do PSD de isentar de IMI (referente a este ano e ao próximo) as pessoas que perderam as casas (prédios urbanos, rústicos e industriais)? Chumbam a proposta dos sociais-democratas, obrigando estas vítimas a pagarem IMI sobre imóveis que foram destruídos pelos fogos.
Por uma questão de higiene, vale a pena seguir a discussão na página da Margarida B. Lopes.
E para os mais distraídos em geral e em particular, aos deputados nacional-socialistas de rosto humano, a autora do tweet relembra que existem várias propostas da geringonça para isenções de IMI no OE 2018 e aprovadas na Assembleia da República.
Em resumo: a geringonça não aprovou a medida proposta pelo PSD porque entendeu não o fazer. Em jeito de conclusão: a decisão da geringonça mesmo levando em linha de conta os baixos padrões da geringonça, é monstruosa.
Às criaturas do PS, Bloco de Esquerda e do Partido Comunista que de livre vontade o fizeram, desejo que seja insuportavelmente pesada a terra que levarão em cima.

25 de Novembro

Alguns poderão estar esquecidos, outros nunca terão ouvido, outros estarão equivocados e alguns terão escutado uma versão deturpada ou selectiva da coisa. Mas quando Jaime Neves e os restantes comandos impedem o golpe dos pára-quedistas de Tancos, impedem não apenas um golpe militar, mas o golpe militar da extrema-esquerda que visava garantir que Portugal passava de uma ditadura de direita para uma ditadura de esquerda, comunista e à boa moda soviética, isto assumindo que os arrufos entre estalinistas e maoístas se resolviam. Isto foi no dia 25 de Novembro de 1975. O 25 de Abril sem o 25 de Novembro teria sido uma mera mudança de cores de camisola. É, portanto, uma data tão alusiva à democracia como é o 25 de Abril, e, como tal, merece ser recordada, celebrada, felicitada, festejada.

Um dos partidos que mais fez pela consolidação do 25 de Novembro foi precisamente o PS de Mário Soares. Que o Bloco de Esquerda, que mais não é do que a agremiação da UDP e do PSR, radicais que buscavam essa ditadura comunista, e o PCP, que, bom, é o PCP, não celebrem o 25 de Novembro parece-me coerente. Afinal, o sonho de uma ditadura comunista foi gorado. Que o PS alinhe no circo é que é absolutamente inaceitável. Uma vergonha.

A esquerda está a dar cabo do Estado social

Hoje no Jornal Económico.

A esquerda está a dar cabo do Estado social

Primeiro soubemos das cativações orçamentais. Depois que essas cativações tinham sido a causa para o dito sucesso do défice de 2% do PIB, em 2016. Como não há milagres, apesar de na crença de alguns as vacas voarem, percebemos que as cativações compensaram os aumentos salariais na função pública, que é a plataforma eleitoral do Governo.

Mais tarde fomos sabendo outras coisas. Soubemos da má resposta das autoridades ao incêndio em Pedrógão, das deficiências do Estado no combate aos incêndios de 15 de Outubro, da anedota pública que foi o roubo de Tancos, das listas de espera nos hospitais que têm vindo a aumentar, das escolas, algumas sem professores outras sem comida decente para crianças. Uma lista interminável de falhas do funcionamento do Estado, das quais o surto legionella no São Francisco Xavier é apenas mais uma gota de água num oceano que, caso o Governo fosse outro que não este seguro pela extrema-esquerda e um ciclone de categoria 5 pairaria sobre nós.

Conforme noticiado pelo Público, o Conselho Nacional de Saúde, um órgão independente consultivo do Governo terá concluído que faltam cerca de mil milhões de euros para a saúde. Não é por nada, mas quando ouço rumores de que falta dinheiro na saúde, que há atrasos no pagamento a fornecedores e os partidos de extrema-esquerda se calam é porque o assunto, além de grave, os compromete. O que me assusta: sempre que os extremistas, e os comunistas são extremistas se nos recordarmos do que disseram aquando do centenário da revolução bolchevique, estão comprometidos é porque algo muito grave e perigoso se passa.

É chocante a forma como o Governo, e quem o sustenta, mentiu antes da troika, durante a intervenção da troika e agora, depois do programa de resgate financeiro a que o Estado se teve de submeter para salvar a sua dimensão social. Até 2011, com a economia estagnada, o PS comprometeu o país, apesar de alguns avisos em contrário, a um programa de dispendiosas obras públicas para fazer a economia mexer. O resultado foi a falência do Estado. Durante o programa de resgate que visou salvar o Estado social, a esquerda, da pretensamente moderada à extremista, acusou o governo de o destruir porque se cortavam salários apesar de se manterem as despesas sociais. Como se pagar salários na função pública fosse uma obrigação social e não laboral. Já em 2017, enquanto se cativa dinheiro que falta faz a quem precisa, aumentam-se salários, repõem-se regalias.

Agora que o Estado vai perdendo a sua dimensão social a esquerda já não sai à rua porque os seus não são os que mais beneficiam dos cuidados de saúde nem das políticas sociais. Os seus são apenas os que votam e esses são os que lhe interessam.

Festa no Panteão: a culpa é do Passos, da Cristas e dos eucaliptos com dois anos

Entretanto, o site www.patrimoniocultural.gov.pt recolheu ao Panteão Nacional. Acreditemos que a culpa é do governo anterior.

Adenda “eu não fui”: (…)Quanto à presença de membros do Governo no polémico jantar, o gabinete do primeiro-ministro só esclarece que António Costa não participou. O mesmo gabinete não esclarece se qualquer outro membro do executivo esteve presente.

António Costa, o novo Odorico Paraguaçu

Festa rija no Panteão Nacional. Descubra as diferenças entre a personagem de ficção e um ser desprovido de vergonha o Primeiro-Ministro de Portugal.

Candidato a prefeito da cidade fictícia de Sucupira, elegeu-se com a promessa de construir o cemitério da cidade.[2] Apesar de corrupto e demagogo, era adorado pelos eleitores e exercia fascínio sobre as mulheres.[2][1] Era pai de Telma (Sandra Bréa) e Cecéu (João Paulo Adour).[2]

Dono de uma retórica vazia, gostava de citar filósofos e políticos, como Platão e Rui Barbosa, ou inventava frases que atribuía a personalidades.[2]

O problema de Odorico é que, após a inauguração do cemitério, ninguém mais morreu. Desesperado com a situação, tomou iniciativas macabras para concretizar sua promessa, provocando situações cômicas.

Para o futuro fica a ideia para mais eventos: só em Lisboa existem outros sete locais -Cemitério Alto de São João, Cemitério da Ajuda, Cemitério de Benfica, Cemitério de Carnide, Cemitério do Lumiar, Cemitério dos Olivais e o promissor Cemitério dos Prazeres-, que podem ser usados de uma forma moderna, festiva e progressista.  O poder local recentemente eleito promete e a Geringonça que é incapaz de cuidar dos vivos e de respeitar os mortos governa o país a cantar e a rir, de uma forma nunca antes vista. Não estranhem.

PPPs: pela sua Saúde

Against all odds, as PPPs em Saúde foram uma excelente solução, que trouxe uma poupança líquida para o Estado na prestação de cuidados de saúde. Só na PPP do Hospital de Cascais são 30M€/ano. BE e PCP querem revertê-las por mero capricho ideológico, quando toda a evidência vai em sentido contrário. Aliás, a participação do sector privado tem sido absolutamente fundamental para

a melhoria da eficiência no financiamento e na prestação de cuidados de saúde pela competição e cooperação geradas, pela utilização mais racional dos recursos, pela repartição de responsabilidades e pelo aumento da produtividade, pelo incremento da equidade, no acesso, através do aumento da oferta, da maior cobertura geográfica do país, da redução de barreiras de acesso, da redução das listas de espera e ainda pela melhor articulação entre os setores traduzida na melhoria global dos resultados em saúde.

Quem o diz não sou eu, é o actual Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na sua tese de doutoramento.

O meu artigo no Observador.

Geringonça assume poderes ditatoriais

Governo manda encerrar a discoteca Urban Beach após mais um caso de violência.

A notificação do despacho do Ministro da Administração Interna foi feita cerca das 4h30 e o estabelecimento encerrado, tendo procedido à evacuação do espaço e à retirada das pessoas que se encontravam no interior.

Citando o Professor José Bento da Silva: A partir de hoje, e caso isto seja verdade, ficamos definitivamente esclarecidos: o poder administrativo sobrepõe-se em Portugal à lei. Vivemos, de facto, e sem margem para dúvidas, em ditadura. É pena que a maioria, porque não leu o que deveria ter lido, esteja convencida de que fechar uma discoteca assim, por decreto de um ministério, é algo de positivo… uma falácia. Regime onde ministros cancelam edições de livros e mandam fechar estabelecimentos comerciais são regimes ditatoriais e que não respeitam o primado da lei. O que se passa na Urban é para a Justiça resolver, não um ministro… básico, mas infelizmente pouco entendido…

Urban Beach

Adição: Este artigo na Maça de Eva só vem piorar a minha visão sobre a situação.

Bombeiros exigem comando próprio

Bombeiros ameaçam fazer “guerra” ao Governo por comando próprio, via TSF (!)

Os Bombeiros queixam-se que o Governo os tem excluído do processo de reforma da proteção civil e não aceitam continuar a ser comandados pela Autoridade Nacional da Proteção Civil. Uma das principais reivindicações prende-se com a criação de um comando próprio e um orçamento com verbas do Estado.

Faz sentido. Um comando por que percebe do tema pode ajudar bastante, como disse ao Expresso de ontem José Manuel Moura. Comissários políticos podem causar catástrofes.

A resposta de António Costa?

No final do discurso, o presidente da Liga dos Bombeiros Jaime Marta Soares declarou-se surpreendido com a ausência de respostas por parte do primeiro-ministro às reivindicações que antes lhe havia apresentado. “Ouviu com muita atenção, foi muito simpático, mas foi uma mão cheia de nada e outra vazia, não respondendo às questões concretas que lhe apresentámos”.

Chocado. Quem esperaria isto de António Costa?

Centeno tem sorte em ser de esquerda

mw-960Centeno é ministro de um governo de esquerda.

Tem sorte.

Fosse de um governo de direita e isto seria tratado como a questão do sangue de Leonor Beleza.

Assim, no pasa nada.

Daqui a uma semana nem a notícia se encontra online.

Fonte: capa do Expresso de ontem.
Não disponível online.

José Manuel Moura sobre Pedrógão

No Expresso desta semana:
Pedrogão - José Manuel Moura

Sua Excelência Marcelo Rebelo de Sousa,  o jumento do dia

 Informa o ministério da administração interna no resumo de imprensa destinado a todas as polícias e outras entidades estatais que o Presidente da República é o jumento do dia.

Nesse dia, o resumo de imprensa tem logo à cabeça o artigo “Umas no cravo e outras na ferradura”, com uma fotografia de um burro com uma gravata e onde se escreve que “Marcelo Rebelo de Sousa pode passear à vontade, desde que alguém leve o jipe com os processos para homologar, o que na maior parte dos casos não é mais do que assinar de cruz”.

Referindo-se ao facto de o Presidente da República se ter deslocado aos locais dos incêndios, é dito no artigo que “Marcelo, manhoso como de costume, preferiu que a mensagem do primeiro-ministro frio e distante dos problemas prevalecesse sobre a verdade”.

Hoje, o Acção Socialista Público chama para a primeira página um spin/notícia (riscar o que não interessar) que dá voz a uma fonte anónima que adianta a propósito da comunicação de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a resposta a dar aos incêndios que o governo foi invadido por uma onda de surpresa e de choque.

Passada a emoção governamental, estes momentos da geringonça/trolls ao serviço do estado socialista serão dos mais cómicos da legislatura. Aguardemos pelos novos episódios.

“Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”

Edmundo Pedro. “Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”, no jornal i

Toda a entrevista é de uma pureza que recomendo. Toda. Por isso até custa destacar apenas umas frases. Mas destaco as duas de extremos:

Eu bati o recorde da frigideira [cela especial no Tarrafal] porque tentei fugir. O castigo era 70 dias. Eu e o meu pai estivemos 70 dias. Não se pode imaginar o que era aquilo. A temperatura lá dentro chegava a atingir quase 50 graus. À noite havia uma condensação e a humidade escorria pelas paredes e nós lambíamos aquilo. Tiraram-nos a água. Não se faz ideia do que era aquele sofrimento.

e

Fui vítima do Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores. Não há comparação. A repressão do Salazar nem de longe se aproximou à repressão que existia nos países comunistas.

Fascismo e Comunismo: o mesmo respeito pelo indivíduo. Triste.

BE e PCP dirigidos diretamente via Largo do Rato

joao-gomes-almeida

Um crónica interessante de João Gomes de Almeida:
O BE, o PCP e o Oportunismo.

Alguém que, como eu, acompanha de perto a vida política nacional pensava já ter visto tudo. Mas realmente nunca pensei ver o PCP e o BE serem dirigidos diretamente via Largo do Rato, tudo em prol de um ódio à coligação de direita que nos salvou da bancarrota. Como diria Churchill, “o orgulhoso prefere perder-se a perguntar o caminho”. Será que ainda há algum caminho para a extrema-esquerda nacional?

E sim, de facto há uma certa satisfação em ver BE e PC de joelhos frente ao partido fundado pela CIA. Pode ser que assim os seus eleitores diminuam o seu pretencionismo.

Tudo está bem quando acaba bem!

A chuva fez o que o governo não fez e apagou os fogos (e ainda bem!).
A ministra Constança já foi libertada e pôde regressar à vida universitária.
António Costa já pediu desculpas pela frieza calculista desta semana.
O Público, a RTP e outros Legacy media já demonizaram a manif em Lisboa.
(“centenas” em vez de milhares, foco num provocador, foto de um canto,…)
Em Coimbra nem sequer foi aceite a proposta de manif pela Câmara local.
Ainda assim, acontecem e juntam milhares por todo o país (inc Coimbra).
Rui Rio e Santana Lopes já provaram que são bons… meninos do coro.
Marcelo já perdoou tudo a todos, sigam os Pactos de Regime.

Self Control

Depois de mais uma semana neste Oásis cor-de-rosa em que, após época de incêndios mais mortífera, armamento não desaparecido que apareceuambulâncias de emergência paradas (quantos morreram?), e mentiras nas listas de espera que fariam oscilar qualquer governo de direita, produzir apenas um hmpf só há uma atitude possível.

Retrato de um político grotesco

O dr. Costa é mau demais para ser mentira, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O dr. Costa, em suma, é mau demais para ser mentira. Infelizmente, como estamos em Portugal, é péssimo o suficiente para ser verdade. E a crítica da especialidade, que alucinadamente começou por atribuir ao homem inconcebíveis virtudes, ainda não terminou de venerá-lo – apenas conteve a veneração durante a semana, já que, parecendo que não, cento e tal mortos sempre impõem algum recato.

(…) A título de contexto, há o passado do dr. Costa na Administração Interna, onde cometeu a proeza de agravar trapalhadas herdadas do dr. Santana e, com típica leveza (para dizer o mínimo), consagrou o SIRESP às três pancadas e, por influência de um amigo e da impunidade, adquiriu os portentosos Kamov. E há o radioso momento em que, semanas antes do último Verão, o dr. Costa trocou as chefias da Protecção Civil por amigos (ele tem muitos) de reconhecida competência. E há Pedrógão Grande. E há a resposta do dr. Costa às vítimas de Pedrógão Grande, abandonadas a protectores que não protegem, um sistema de segurança que não funciona e helicópteros que não voam enquanto Sua Excelência desfilava calções e compaixão numa praia espanhola. E há a conversa fiada e as promessas reles que o dr. Costa despejou sobre os escombros de uma das maiores calamidades registadas do género. E há, quatro meses depois, uma calamidade quase idêntica em dimensão e incúria. E há a criminosa arrogância do dr. Costa, que, inchado pela vitória nas “autárquicas”, redobrou o desdém face aos que o maçam com ninharias (“Ó minha senhora, não me faça rir a esta hora”). E há a pedagógica “comunicação” ao país, na qual exibiu um cinismo que, em cérebro superior ao de um laparoto, talvez sugerisse indícios de psicopatia. E há a demissão, em último recurso, da ministra da Administração Interna, uma inultilidadezinha versada em disparates, e o tapete de que o dr. Costa se serviu para esconder o lixo. E há a substituição da ministra em prol de um amigo do dr. Costa (não disse que são imensos?), garanhão celebrizado por chamar “frígida” a uma adversária. E há, sobretudo, a reacção apressada ao ralhete do prof. Marcelo, encenada numa sessão parlamentar em que o dr. Costa tentou fingir que chorava e conseguiu demonstrar aos distraídos o indivíduo extraordinariamente lamentável que de facto é. (…)

150 mil é um número bonito: 150 mil empregos, 150 mil cabras

Cabrita para aqui, cabrita para acolá. “Vamo lá ver”, alguém sabe das cabras do Sócrates? E os mil telemóveis para os pastores?

Nacionalizado ao Rui Rocha.

Uma voz para os Trabalhadores Independentes

Com toda esta tragédia dos incêndios, outras situações têm, naturalmente, passado para 2º plano. Uma dessas, é a nova subida de impostos e contribuições sobre os trabalhadores independentes – um grupo já bastante fustigado no regime fiscal português e sem voz na auto-proclamada “Concertação Social”. A APF (Associação Portuguesa de Formadores) pretende agora tentar minorar esse problema apresentando-se como uma possível porta-voz destes trabalhadores, uma vez que a grande maioria dos seus membros são trabalhadores independentes.

Fica a seguir o apelo – ao PR, ao governo e aos grupos parlamentares – que reconsiderem mais este ataque em 2018:

Fazendo algumas projeções, nos contribuintes que ganhem mais de 1380€ (e que na realidade recebem efetivamente pouco mais de metade desse valor) os impostos poderão aumentar em algumas centenas de Euros por mês. E do lado da Segurança Social, ao aumentar a base sujeita à coleta e ao deixar cair a possibilidade de redução de escalões, os aumentos das contribuições poderão ser da ordem dos 50 a 100%, mesmo em valores de retribuição muito baixos.

Ou seja, quem ganha cerca de 700€ líquidos, vai em diversos casos passar a ganhar MENOS que o Salário Mínimo Nacional!

Abaixo têm a carta completa da Associação:

Continue reading “Uma voz para os Trabalhadores Independentes”

O que é necessário para deixar de ser ministro de António Costa?

Constança Urbano de SousaConstança Urbano de Sousa já há muito tempo que tinha a expressão facial de um refém. Soubemos hoje que isso tinha um bom motivo: Ela foi uma Refém!

Atentem à Carta de Demissão:
“Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções (…)”.

Uma pessoa que não estava preparada, sem peso político (GNR concorda), sem competências de liderança, e que há muito se refugiava nas salas da Proteção Civil.
Constança: até Sempre Camarada!

A pergunta que fica: O que diz a escolha desta personagem sobre as capacidades de António Costa para formar um governo, senão legitimado pelo voto, pelo menos competente para gerir a função pública portuguesa?

Encontrado o que, “no limite”, nunca foi furtado

Azeredo Lopes: “No limite, pode não ter havido furto nenhum”

10/Set/2017

Material de guerra roubado em Tancos apareceu na Chamusca

18/Out/2017

Este governo é uma anedota: depois da queda da Ministra das Polícias e dos Bombeiros, o Ministro das Forças Armadas é ridicularizado pela realidade: o armamento que, “no limite”, descobrimos em setembro que “pode” não ter sido furtado… apareceu agora, fruto de uma denúncia anónima.

Azeredo LopesÓ Sr. ministro, diga lá quanto vale a qualidade da generalidade dos ministros do seu governo?

Por muito menos que esta série de trapalhadas, foram dedicadas estas palavras a um governo em 2004. Mas é claro: falsear números oficiais da saúde, não é grave; provocar mais de 100 mortos com uma série de erros grosseiros, não é grave; gerir como uma criança a questão do desaparecimento do equipamento militar, não é grave. Agora ser de direita, isso é inaceitável. Certo, certo…

Não há solução. Excepto uma.

Parece que há uma qualquer tradição na ausência de soluções. Antes era com as cheias.

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Agora é com os incêndios:

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Se António Costa acha que não tem solução um país alegadamente de 1º mundo, em 2017, não ser capaz de prevenir a morte de 100 dos seus, então só resta uma solução: demitir-se.

O rosto sem vergonha da incapacidade assassina de quem não gozou férias

“Ia-me embora, ia ter as férias que não tive. Ia resolver o problema?”

“Acho que não é o momento para a demissão. É o momento para a acção”.

As tiradas são da autoria da eterna ministra da Administração interna. Responsável política pela morte de 65 pessoas no incêndio da zona de Pedrógão e de pelo menos mais 27 29 31  32 35 mortos, ontem, em vários pontos do país.

Leitura complementar: Não faltarão afectos e juras que t@d@s fizeram o máximo.