Diferenças Privado vs Público

Esta imagem da Iniciativa Liberal mostra bem as diferenças entre quem trabalha no sector privado e no sector público. As diferenças entre quem trabalha no privado e quem trabalha para o Partido do Estado (mesmo que haja uma parte que trabalhando no público, não deseje pertencer a esse “partido”). Aquela coisa do Artigo 13° da Constituição, o Princípio da Igualdade, só serve quando dá jeito aos socialistas não é? Pior do que isto tudo é que é uma parte do privado que sustenta todo o público.

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O PS sabe bem onde ir buscar votos e aponta ao seu eleitorado alvo sem medos com todos os meios que tem (entenda-se dinheiro de impostos para comprar votos). O PSD disse alguma coisa em relação a isto? Aliás, algum partido com lugar no parlamento disse? Eu nada vi nas redes sociais. Rui Rio anda mais ocupado a dizer pelo Twitter que a ideologia do PSD é a verdadeira social democracia. Ainda bem para ele e para o PS-B… ou PSD, desculpem. Faz muito bem a Iniciativa Liberal, como novo partido sem medos de desagradar a quem tiver de ser, em mostrar de forma clara isto às pessoas.

 

 

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Anti-Academia

A publicação deste atentado à inteligência no Público mostra bem a mediocridade da academia portuguesa: Um jovem quase imberbe apelida de “cientista medíocre” uma pessoa com quase quatro décadas de carreira em universidades de topo e mais de uma centena de artigos publicados (e citados mais de 10000 vezes), escrevendo uma textozeco sem qualquer profundidade e sem abordar nada do pensamento que apelida de “medíocre”. Nada mal, para alguém cuja existência académica é inexistente.

O estranho caso de Emídio Lúcia-Lima, deputado do PAN e terrorista

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Esta é a verdadeira história de Emídio Lúcia-Lima. Começa em pequenino, ainda nem havia nascido. Sua mãe, vegan e praticante de reiki, e seu pai, voyeur de árvores e de outras pessoas não humanas, preparavam o parto natural. Estava lá também o cão, que auxiliava e garantia a limpeza do espaço. Era forte o cheiro a incenso e a seitã do dia anterior, aquecido ao lume, que tinha esturricado. O pai gritava força e contorcia-se em posição de bakasana, inspirando assim a mãe. Ao fim de muitas horas de contemplação da relva, de três ou quatro canas índicas e do pai em posição fetal, eis finalmente que sai Emídio, de cordão umbilical numa mão e com um ramo de stevia noutra, que aquilo lá por casa foi um forrobodó há duas noites atrás. O panegírico dos dois em honra a Osha, que juntou as forças da natureza para que tudo corresse bem, era incompreensível, até porque era em hindu. O almoço estava muito bom, sim. Juntaram num tacho duas folhas de louro, uns ramos de alecrim e tomilho lá do jardim, um pouco de sal e pimenta e a placenta. Ainda deu para guardar em tupperwares vegan, que são caixinhas feitas de papel, e reaqueceram ao jantar. O Emídio cresceu para ser um rapaz forte, apesar das anemias constantes. Bebeu do leite materno até aos 8 anos de idade, altura a partir da qual disse à mãe que queria algo mais gourmet, que era vegan mas gostava de experimentar coisas novas, e fez a transição para o leite de soja e para bagas goji. Entrou numa escola daquelas naturalistas, que não são bem escolas, mas espaços onde as crianças se borram ainda mais do que o normal. Teve o seu primeiro desgosto amoroso aos 12 anos, quando escrevemos aquelas cartas parvas com duas caixas a perguntar se a pessoa de quem nós gostamos quer namorar connosco. Nunca recebeu resposta do pinheiro e até ao dia de hoje não sabe bem o porquê, mas desconfia de que o pinheiro gostava era do bad boy de 14 anos, repetente nas aulas de Criação Corporal e Introdução à Biodanza, que perseguia passarinhos e comia os frangos ainda eles eram bebés no ovo — ah, é sempre assim, exclamava ele, preferem sempre os maus. Lúcia-Lima cresceu e tornou-se num homem poliamoroso, pansexual, pananimal e pangénero, amando tudo e o seu contrário. Mantinha uma relação com uma andorinha e com um gnu, e de vez em quando dava uma escapadela com uma árvore de pêra-abacate, por quem se apaixonou na ressaca do pinheiro. É sempre assim, procuramos um amor que compense outro que não correu bem. Tudo isto era aceite entre todos, ou não mantivessem também a andorinha e o gnu relações duplas e até triplas. Aos 16, Lúcia-Lima já participava em manifestações no Terreiro do Paço e em Benavente, no festival do chouriço. Levava sempre a sua t-shirt a dizer «Friend with a broccoli» enquanto gritava coisas como «Mais tofu! Menos marisco!» ou então «Sejamos conscienciosos com as pessoas não humanas que coabitam no nosso espaço», palavras de ordem muito fortes que dirigia às pessoas humanas. O «Touradas só de humanos! Free Touros!» também era recorrente, até porque isto era uma questão civilizacional e o Partido Socialista votou contra esta questão civilizacional, os bárbaros. Os pais, entretanto, divorciaram-se. A mãe não tolerou ver o pai abraçado a uma árvore dona Joaquina, que dava umas belas pêras (toda a gente tem um passado, e os pais do Emídio não eram excepção). Isto revoltou-o muito e vai daí junta-se a um grupo terrorista, o IRA. O que acontece a seguir já todos sabemos — vai para o calabouço e, pior, é obrigado a comer entrecosto de porco e pica-pau para o resto da sua vida.

Esta é a história de Emídio Lúcia-Lima. Quando encontrar alguém como o Emídio, não o insulte, não o agrida. Adopte-o.

De direita e liberal, sem a vossa licença

Podem vir os Davids, os Danieis, os Pedros, os Franciscos e o diabo a quatro. Como diria Pinheiro de Azevedo, vão…

https://observador.pt/opiniao/de-direita-e-liberal-sem-a-vossa-licenca

Regina Cruz

Regina da CruzO Insurgente fez mais uma contratação de luxo para o colectivo: a minha correligionária minhota Regina Cruz – uma mulher com um enorme apreço à liberdade, apenas igualado pelo seu generalizado desprezo pelo estado. Sê bem-vinda Regina!

A máquina de fazer carneiros

Lendo Mafalda Anjos da Visão, no seu artigo, A máquina de fazer fascistas, o leitor pode ler que o YouTube (sim, o Politicamente Correcto YouTube, dirigido por uma feminista extrema) é uma fábrica de fazer “fascistas”.

https://www.pinterest.pt/pin/437060338817340816/
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Como a Mafalda Anjos não sabe usar a aplicação YouTube Kids, facilmente acessível, a snowflake fica chocada porque ao buscar a princesa geradora de snowflakes (há qualquer coisa de Freudiano nesta escolha) encontrou “Elsas vilãs, Elsas doentes com altos na cabeça e cabelo a cair, Elsas feias, porcas e más”. Como ela não conhece a aplicação Kids, o artigo parece sugerir que se eliminassem todas estas Elsas da aplicação (ou do sítio) principal (como a da imagem ao lado, presumo). Para proteger as crianças, claro!

Com base neste único exemplo, a conclusão é óbvia: “Não é, pois, de estranhar que, com este padrão de funcionamento, o YouTube seja o ponto de partida para o recrutamento da extrema-direita um pouco por todo o lado.” Wow, esta situação escalou depressa! Como versões negras da Princesa Elsa

Mas a directora de um órgão de legacy media (distribuído em papel!) a seguir revela ao que vem: “No ano passado estive a fazer a cobertura das eleições alemãs junto de um grupo militante da AfD, o partido de extrema-direita que conquistou então 13% dos votos e entrada no Parlamento alemão e que voltou a ter um resultado histórico este fim de semana na Baviera, e nunca mais esqueci a frase que ouvi: “Sem a internet isto nunca tinha sido possível.”“. Há mudanças na sociedade a acontecerem sem o aval da Mafalda e dos outros legacy media? O lápis azul da censura da Mafalda e dos seus amigos está a perder poder? Ora, nós não podemos aceitar isso, pois não, Mafalda?

Depois de 2 parágrafos de scaremongering, o artigo acaba com uma questão: como podamos sair daqui? A solução dela? Educação. Informação. Claro que sim, digo eu. Mas para mim estas palavras têm significado diferente. Para a Mafalda, elas significam censura, ignorância, e desconhecimento. Assim, a história irá repetir-se, mas pelo menos a Mafalda mantém o seu salário por mais uns anos (e a sociedade que se dane). Para o Ricardo, informação significa transparência, significa expor os internautas a tudo e educação serve para depois comentar as consequências negativas de certas opções. De como a censura só pode acabar na queima de livros, de como a falta de informação só pode acabar na repetição de erros, e em como a falta de informação só pode acabar num povo encarreirado como os carneiros.

Que queira manter o seu emprego apesar de ele obviamente estar condenado nos moldes actuais, aceito. Que faça isso enquanto pede Censura, com todas as possíveis consequências que daí pode advir, não aceito. A melhor estratégia para combater o fascismo é a luz e a sua desconstrução, não a censura. Pela Liberdade de Expressão, Sempre!

Vítor Gaspar pede mais Impostos, mais Despesa Pública e mais Dívida

vg

Vítor Gaspar retorna às manchetes, o que constitui sempre uma infelicidade. O único motivo que nos pode deixar felizes por ler uma nova observação de algum membro daquele fatídico governo será, porventura, o estado de coisas em que o país se encontra, com Costa e os Jovem Turcos de um lado e Rio e a Brigada do Reumático do outro. Mas é sempre um perigo tomar como bom o menos mau. A minha teima com Gaspar é antiga. Recordar-se-ão alguns daqueles violentos ataques que lancei, juntamente com muitos dos meus colegas, contra Vítor Gaspar, que uns quantos amigos meus me tentavam assegurar tratar-se de um génio, um milagreiro, uma dádiva divina.
Escrevi, em O Efeito Teixeira dos Santos, que:

Ora parece que o Efeito Teixeiro dos Santos se está a repetir na figura do reputado Vítor Gaspar. Um homem tão capaz, tão capaz, que alinha na estratégia de nos taxar até à morte. Tão sério, tão sério que Governa 2kms ao lado do Programa do Governo. As finanças continuam em cacos e a economia não dá ares de se erguer, portanto falhou. Todas as previsões sobre a receita falharam consecutivamente, falhou portanto. Ainda hoje aparecem buracos e buracos que o próprio não soube encontrar a tempo, falhou portanto. Foi o replay da fanfarra dos modelos matemáticos e do cálculo aplicado. A Tecnocracia no seu esplendor. E nada, zero. O Governo continua a alinhar na estratégia de assalto fiscal e festinhas na despesa. E a crise vai-se agravando, como aquela doença em que,  sem as necessárias cirurgias e tratamentos, meia dúzia de remédios mais não fazem que atrasar a hora da morte. 

Em  Já Basta 2.0 complementei:

Os Tecnocratas perderam o jogo. Tomaram a economia por uma ciência matemática e não uma ciência social. No fim de contas, as contas estavam erradas. Não era preciso ser doutor para prever que o aumento de impostos ia fazer baixar a receita. Não era preciso ser sociólogo para prever que, especialmente, o aumento dos impostos indirectos iria criar uma inflacção de preços que depauperaria famílias e criaria um clima de instabilidade social, até nos mais fiéis apoiantes dos partidos do governo. Não precisamos de génios para prever que o défice ia derrapar. Não foram os buracos, os tais desconhecidos buracos – hoje – mas de que Passos já falava – em eleições. Foi a maneira leviana como foram aplicadas as mais importantes medidas do Memorando. Assegurando um interesse aqui, protegendo um interesse acolá. Foi a incapacidade para cortar despesa. Não umas migalhas, mas o pão inteiro. E foi, repito, esta sádica, anti-social, anti-crescimento ideia de aumentar os impostos até o país morrer de fome. Para trás ficam outros momentos menos felizes que fizemos questão de recordar. 

E como estes, outros tantos. Portugal tem um fascínio messiânico pela figura do contabilista, o que também explica a fervorosa adoração das equivocadas políticas econômicas do Dr. Salazar e do seu suposto milagre na Fazenda – coisa que em ditadura qualquer dona de casa conseguiria. Mas Sotor Gaspar, que asfixiou a economia portuguesa bem para lá do absurdo, trabalhou assim por consentimento do seu chefe.

O chefe de Gaspar, actual figura de proa no mais recente fenómeno sebastiânico da direita portuguesa, foi um sujeito que encheu a administração de compadres, o parlamento de incompetentes e colocou o próprio programa numa gaveta. Por outro lado, o maior adversário de Gaspar dentro do governo foi alguém que nos proporcionou os mais allenescos momentos da alta governação recente – digo allenescos porque como nos filmes de Woody Allen são dramas que nos fazem desatar à gargalhada. E foi isto.

 

Recordo-me que à data, quem à direita não subscrevia a ditadura fiscal do Sotor Gaspar era um traidor à pátria, sem sentido de estado, sem compaixão pelo Dr. Coelho, pobrezinho, que comandava os destinos da nação à mercê da falta de fé do indigenato, cujo estado da barbárie não lhe permitia entender os trâmites da finança internacional e da macroeconomia,. O Dr. Coelho que pouco fez para facilitar o investimento – e baixar impostos não é o único caminho – e apontava sempre para o futuro próximo luz ao fundo do túnel. O Dr. Coelho que substitui Gaspar pela sua alma gémea, irritando o Dr. Portas.

O Dr. Portas que cobiçava a pasta da economia com a qual nada se fez. Nunca comprei a cantiga do governo da coligação como um gestor de insolvência, limitando-se a cumprir ordens de fora. A prova disso foram as inúmeras medidas e recomendações da Troika alteradas ou trocadas a pedido deste ou daquele ministro, a meio de constante gritaria dos barões dos dois partidos. A gestão que foi feita da crise quase aniquilou a classe média e um governo medíocre foi promovido, por base de comparação com governos desastrosos, a um oásis de competência, honestidade e estadismo.

E o Dr. Gaspar, que recompensado pelos seus serviços de bom aluno ingressou na tecnocracia internacional, fazendo agora carreira impondo as suas asneiras a outros países, vem exigir mais impostos. Acha também que é preciso gastar mais de forma significativa e quiçá recorrer a dívida. Quer o Dr. Gaspar prosseguir as políticas que levaram o país a um ponto em que teve que recorrer ao próprio Dr. Gaspar? Não entendo. Mas estas coisas nunca foram de se entender e os técnicos do FMI nunca foram gente de confiança. .