Bruno is back!

Como já referi ontem, um interessante case study a vários níveis…

Bruno de Carvalho: “Vou a eleições. Vamos ver quem vence”

“Presidente da SAD, ainda sou”. As três razões de Bruno de Carvalho para impugnar a Assembleia Geral

Anúncios

A reacção de Bruno de Carvalho à sua destituição em AG

Um case study a vários níveis…

“Nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube”. A despedida de Bruno de Carvalho no Facebook

As contas da associação Capazes (2)

Desmentida fiscalização às contas da associação Capazes

O programa que atribuiu mais de 73 mil euros à associação de Rita Ferro Rodrigues garantiu que não existe uma investigação às contas da Capazes. Trata-se de uma “verificação administrativa” regular.

Se estes dois não forem bem-sucedidos estamos lixados

Voos subsidiados Cascais-Portimão

As políticas públicas na linha da frente do combate contra as desigualdades regionais…

Programa do acampamento de Verão do Bloco de Esquerda

Alguns destaques:

– Boicote a Israel e celebração da Palestina
– Desconstrução da masculinidade tóxica
– A propriedade é roubo: socialização dos meios de produção
– Direito à boémia: necessidade de vida noturna para produção e radicalização cultural

(via Cristina Miranda)

As contas da associação Capazes

Contas da associação Capazes vão ser fiscalizadas

Associação vai ser fiscalizada pelo programa comunitário que lhe concedeu cerca de 74 mil euros para um projeto no Alentejo, revela Correio da Manhã.

Continue reading “As contas da associação Capazes”

Políticas “Pepsi”

Já viram a nova publicidade da Pepsi Max?

Fez-me imediatamente lembrar um post do Bruno Alves com quase uma década mas, infelizmente, ainda actual: “Os políticos deviam ser como a Coca-Cola”

Paulo Portas: jornalista, político, homem de negócios

O meu problema com Paulo Portas. Por Miguel Pinheiro.

Portas conseguiu desiludir sempre. Aos que queriam um jornalista, saiu-lhes um político; aos que queriam um político, saiu-lhes um homem de negócios. Em Angola, passou a ser MPLA desde pequenino.

Ao ler o excelente artigo de Miguel Pinheiro, com o qual estou em larga medida de acordo, recordei-me de um outro artigo que escrevi em 2016 precisamente pata o Observador: O CDS depois de Portas.

Continue reading “Paulo Portas: jornalista, político, homem de negócios”

Portugal pode ser o maior, mas deprime

Perante a excelência da portugalidade, prescindimos saber o que se passa. Hoje no i.

Portugal pode ser o maior, mas deprime

10 de Junho de 2018. Domingo de manhã, à hora do almoço e, depois, à tarde. Fosse a que horas fosse, assim que o leitor ligasse o televisor nos canais noticiosos portugueses, a transmissão, o relato, a reportagem, as entrevistas e o mais que possa imaginar sobre peças de teor jornalístico relativas às comemorações do Dia de Portugal lá estavam, preenchendo o ecrã, monopolizando a notícia.

Porque nada mais acontece por esse mundo fora, desenxabido e desinteressante. Trump não destruiu 70 anos de confiança atlântica com um tweet, a cimeira entre o presidente dos EUA e o ditador da Coreia do Norte não estava em preparação. Noticiar os temas em cima da mesa em qualquer das duas cimeiras, discutir o que se tinha passado numa e poderia acontecer noutra, informar sobre os interesses de cada uma das partes envolvidas são questões menores perante a grandiosidade que se celebrava em Ponta Delgada.

Não questiono que se celebre o 10 de Junho, mas não posso deixar de o fazer quando esse dia, à semelhança do que sucedia no anterior regime, seja instrumentalizado para, debaixo da capa de um contentamento geral e festivo, propagandear o governo e as instituições públicas. Pior: como outrora, propagandear a originalidade portuguesa perante as confusões e as disputas do mundo de hoje, de que nós, fechados numa redoma, somos a benigna exceção. As praças enchem-se de gente (onde é que já vimos isto?) e se se enchem de gente satisfeita é porque alguém está a fazer um bom trabalho.

Para quê estragá-lo com más notícias? Corrompê-lo com informação que poderá baixar o moral? Um país de acordos, e não de ruturas, não se compadece com as tricas, trapaças e desentendimentos das grandes potências. Estas não conhecem a consensual suavidade portuguesa.

Ter ligado o televisor no dia 10 de Junho de 2018 foi deprimente. Foi rever a cores o passado que tantas vezes nos mostraram a preto-e-branco. O que nos leva a concluir que a essência que permitiu o Estado Novo é a mesma que permite este novo estado das coisas. A frase proferida por Marcelo nesse mesmo dia em Boston – “Os Estados Unidos são um grande país, mas Portugal ainda é maior” – resume bem o que Salazar quis transmitir-nos: a força espiritual de um país representada na bondosa figura do chefe. Tal como no passado, o país adormeceu para não se preocupar com as crises e as guerras que ocorriam no mundo, como mais tarde também adormeceu perante a guerra que acontecia em África e também agora adormece, se deixa anestesiar, com a ilusão da festa e dos afectos. Para quê estar informado se está tudo bem?

O autoritarismo escolar

De vez em quando, relembrar o autoritarismo escolar. Por Mário Pinto.

O Estado não tem direito de educar. O direito de educar não é um direito político. É um direito humano, pessoal e cultural. O Estado não é nem Estado-educador nem Estado-de-cultura. Deve servir, sem discriminar, as liberdades fundamentais dos cidadãos na educação e na cultura. Está ao serviço do direito de auto-educação da pessoa. O educando está primeiro do que o educador. A escola é para o aluno; não o aluno para a escola. Portanto, deve ser o aluno a escolher a escola e não a escola a impor-se ao aluno. As escolas privadas não se impõem a ninguém. Oferecem-se à liberdade de escolha. Faça o Estado a mesma coisa, com as suas escolas.

Estoril Political Forum 2018 – “Patriotism, Cosmopolitanism and Democracy”

Estoril Political Forum 2018
25-27 June
“Patriotism, Cosmopolitanism and Democracy”
Hotel Palácio, Estoril
Preliminary Program» | Application Form»

Catarina Martins e as Descobertas

Sporting: o último a sair fecha a porta?

Bruno Fernandes, William e Gelson rescindem com o Sporting
Sporting. Acuña também vai rescindir, Dost pode ser o próximo e Battaglia espera por eventual venda
O que Bruno Fernandes, William e Gelson disseram à GNR
Bruno de Carvalho quer reforçar (ainda mais) os seus poderes estatutários

A opção de Carlucci contra a opção de Kissinger

Recordando Frank Carlucci. Por João Carlos Espada.

É ainda relativamente conhecido entre nós o episódio em Washington, no já longínquo mês de Outubro de 1974, em que Henry Kissinger terá dito a Mário Soares que este ia ser o Kerensky português. Mário Soares terá respondido que não queria ser Kerensky. E Kissinger terá ripostado que “Kerensky também não queria”. Segundo algumas versões, Soares terá ainda ripostado que “nesse caso, desta vez, Kerensky vai vencer”.

O que é talvez menos recordado entre nós é que foi na sequência desse almoço em Washington que Kissinger decidiu nomear uma nova embaixada norte-americana em Lisboa, sob recomendação do General Walters. A equipa era chefiada por Frank Carlucci, secundado por Herbert Okun e o Coronel Robert Schuler. Todos eles falavam fluentemente português e tinham trabalhado com o General Walters no Brasil, na década de 1960.

Consequências do Brexit

image.png

Em boa companhia com o Francisco Pereira Coutinho e com a Emelin de Oliveira, estarei em Santarém, no próximo Sábado, a dizer umas coisas sobre o Brexit. Não estou certo de que vá dizer algo de muito substantivo ou até relevante, muito menos acertado. Estou, portanto, no registo ideal para falar deste tema.

Reunião Pública da Câmara Municipal de Lisboa, 30 de Maio de 2018

Sofia Vala Rocha, via Facebook:

Invasão da câmara de Lisboa pedindo casas.

A conversa populista da câmara, do PS, do Bloco de esquerda, do PCP e da Helena Roseta, deram nisto.
As pessoas querem casas.
Isto aconteceu na última sessão da câmara, na passada quarta-feira, dia 30/5.
Acabou assim a reunião, com intervenção da política municipal. O vídeo integral da sessão está no YouTube para quem quiser ver.
O vereador da habitação em exercício diz às pessoas para se indignarem e resistirem.
Vejam que vale a pena.

Fernando Madureira sobre Mário Machado e a Juve Leo

Bom senso sobre a desejável separação entre política e futebol: Fernando Madureira: «Incidentes em Alcochete? Houve falta de liderança»

Sobre a anunciada candidatura de Mário Machado à liderança de Juventude Leonina, Fernando Madureira não acredita que aquele venha a ser escolhido. “Uma pessoa que, tanto quanto se sabe, está fora do futebol e agora diz que quer ser líder de uma claque… As coisas não funcionam assim. Para se ser líder de uma claque tem de haver um passado, uma história dentro dessa claque, do clube, para se ser reconhecido. Não me acredito que venha a ser líder”, disse sobre a intenção do antigo dirigente da Frente Nacional, vincando a necessidade de se separarem as águas entre a política e o futebol.

“Nos clubes de futebol e nas claques não pode haver política. O futebol é desporto. A ideologia de uma claque é o seu clube e nela têm de caber pretos, brancos, chineses… Um líder não pode deixar esse tipo de ideias entrar na sua claque, nem para a extrema direita, nem para a extrema esquerda. E esse é um dos grandes males noutros países, como em Espanha, Itália ou Alemanha, em que deixaram entrar a política nas claques. Em Espanha, por exemplo, chegou-se ao ridículo de um adepto do Atlético Madrid chegar a liderar a claque do Real Madrid só por ser líder dos skinheads de Madrid. Isto é o cúmulo”, afirmou.

Festival de Verão – Fenprof 2018

Os mercados são o que nos vale

Apesar de tão vilipendiados foram os mercados que salvaram Portugal da bancarrota, forçaram Sócrates a sair impedindo que controlasse a Justiça e a imprensa. Foram os mercados que salvaram o PS e as carreiras políticas dos seus actuais ministros. São os mercados que têm refreado o populismo fácil que está a tomar conta da Itália.

Os mercados são a réstia de razoabilidade e objectividade num mundo cada vez mais governado por políticos irracionais. A minha crónica hoje no Jornal Económico.

Os mercados são o que nos vale

Quando o novo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, nomeou para ministro das Finanças o eurocéptico Paolo Savona, os mercados reagiram negativamente, forçando o presidente da Itália a recusar a proposta de Conte. Ultrapassado o impasse, os partidos lá chegaram a um acordo e um novo governo acabou por tomar posse. Os mercados acalmaram e por agora vai-se andando. Claro que as forças políticas mais extremistas acusaram os mercados de chantagem. Que a Itália não pode ficar refém dos mercados, como se a Itália não fosse os mercados ou os mercados não fossem a Itália.

Porque os mercados, que as forças políticas extremistas italianas, e também as espanholas, portuguesas e francesas, tanto criticam são a expressão da vontade das pessoas. Os mercados não são mais que as nossas escolhas. Somos nós, cidadãos, que decidimos se vale a pena investir em dívida pública italiana, ou espanhola ou portuguesa, ou se estas, devido à incompetência dos governos na gestão do bem público e à intolerância ideológica dos extremistas, se tornou um investimento demasiado arriscado, fazendo subir as respectivas taxas de juro e acabando por trazer alguma razão a quem governa o Estado.

Foi isso que aconteceu em Itália, tem sucedido em Espanha e salvou Portugal. Foram os mercados, nós, consumidores e investidores, que salvámos Portugal em 2011. Nessa altura, foi a subida das taxas de juros que forçou o pedido de ajuda à troika, sob pena do Estado deixar de pagar salários e pensões, obrigou Sócrates a demitir-se e a serem convocadas novas eleições. Não fossem os mercados e a maioria dos portugueses teria ficado sem salários. Não fossem os mercados e Sócrates permaneceria no poder, controlaria a imprensa e a Justiça. Não fossem os mercados e o PS desapareceria e muitos dos socialistas que hoje estão no governo teriam caído em desgraça.

Todos eles devem estar gratos pelos mercados. Gratos pela clarividência que as pessoas, individualmente e sem pressões das massas, manifestaram naqueles tempos em que tudo parecia desabar. Pela forma como as pessoas, através das livres escolhas que fazem individualmente e a que se dá o nome de mercados, reagiram e trouxeram razoabilidade e objectividade ao que se estava a passar. Quando o país parecia caminhar para o abismo, os cidadãos, portugueses e estrangeiros, em consciência e individualmente, libertos da propaganda política, em segredo, tal qual quando depositam o seu voto na urna, salvaram o país. Como deram uma ajuda à Itália e o já o fizeram à França.

Por ser uma força que os políticos extremistas não controlam que estes acusam os mercados de chantagem. Porque não apreciam a liberdade de decisão. No meio de tanta irracionalidade, os mercados, nós, trazemos razoabilidade e impomos a ordem.

A Itália vista da Alemanha…

Isto enquanto em Portugal as grandes preocupações são a gestão de Bruno de Carvalho, o futuro de Jorge Jesus e as rescisões por justa causa de jogadores do Sporting…

“Não matem os velhinhos”

A resposta de Vera Guedes de Sousa, autora do cartaz “Por favor não matem os velhinhos”:

Recordes para o Observador

Sou céptico relativamente aos modelos de cobrar por conteúdos noticiosos online, mas faço votos de que o Observador continue nesta trajectória de sucesso: Maio foi mês de todos os recordes no Observador

O primeiro mês do programa de assinaturas Observador Premium foi, ao mesmo tempo, o nosso melhor de sempre: 5,6 milhões de utilizadores, 14,1 milhões de visitas, mais de 64 milhões de páginas vistas.

PCP faz prova de vida (2): greve aos exames nacionais

Governo ameaça não reconhecer nem um dia da carreira congelada, professores avançam com greve a tudo

“Os professores não são filhos de um deus menor”, disse o sindicalista, lembrando que os restantes trabalhadores da Função Pública viram recuperados os anos de serviço que estiveram congelados. Sem perder tempo, Nogueira já falou com os restantes sindicatos — FNE incluída — e não foi difícil chegar a acordo. Mantém-se a greve já convocado às avaliações a partir de 18 de junho e juntam-se outras novas: greve aos exames nacionais, às aulas que ainda estão a decorrer até ao final do ano letivo e a tarefas burocráticas.

PCP faz prova de vida

Greve deixa estações vazias, comboios parados e passageiros descontentes
Quase 140 ligações de comboio suprimidas às 22h de domingo devido a greve
Sindicato estima adesão de 85% à greve nos comboios e fala em ilegalidades

Eutanásia: um retrocesso civilizacional

Um deputado socialista que não vota a Eutanásia. Por Ascenso Simões.

A vida, essa coisa mágica, essa realidade filosófica que nunca terá uma resposta, razão, ou equação, foi o sinal que me levou a não sancionar a atual lei da Interrupção Voluntária da Gravidez e à consideração envergonhada de alguns, sobre este eu parlamentar, por um certo ultramontanismo. O limite para mim sempre foi o dos três registos que a minha leitura científica e filosófica também estabeleceu – violação, risco para a saúde da mãe, malformação do feto. Não importa regressar agora a este combate. Ele está hoje tão penetrado na nossa circunstância relativizada que já nem a mais conservadora Irlanda se mantém pertinaz.

Entramos nestes tempos na questão da morte assistida, ou na eutanásia, por economia de conceitos. Já acima referi a minha discordância e a minha circunstância de deputado socialista minoritário. Importa agora indicar as razões que já desenvolvi em circunstâncias diversas mas que as mais recentes opiniões publicadas me compelem a recolocar.

Tenho para mim que é dever dos poderes públicos a preservação da vida, não a conjugação das autorizações para a sua eliminação. A ciência, como atrás referi, dá-nos, a cada dia, surpreendentes notícias, concede-nos um campo de novas oportunidades que deveremos assumir. Para mim, o Parlamento não pode conceder que esta seja uma matéria de reserva de cada um, e o sinal de que se pode “matar” não é um avanço, mas sim um retrocesso civilizacional.

A eutanásia e a imposição da “cultura de morte” aos mais vulneráveis

A factura da fractura. Por P. Miguel Gonçalves Ferreira sj.

Para além disso, uma eventual aprovação da eutanásia faz com que o nosso ordenamento jurídico continue a somar inconsistências, como a de impedir os canis municipais de matar cães (ou até a mutilação genital feminina, mesmo voluntária), permitindo que num hospital se matem seres humanos. Para ser totalmente coerente com as liberdades individuais invocadas, o Estado deveria então permitir a venda livre de “pílulas da eutanásia”, como permite a “pílula do dia seguinte”, até em grandes superfícies…

Um dos argumentos velados da petição à Assembleia para a discussão da eutanásia era o de acabar com uma “imposição cultural católica” ao resto da sociedade. A declaração conjunta das várias religiões e a posição do PCP — partido assumidamente materialista — demonstram que a questão é bem mais vasta. A eventual aprovação da morte assistida, essa sim, cria uma cultura que se impõe sobretudo aos estratos mais vulneráveis da sociedade, como os idosos que vivem em lares. Estes poderão ser movidos por uma “cultura de morte” – ou até por vozes alheias e interesses mesquinhos – a sentir-se um peso e a pedir para morrer. Assim atinge uma sociedade o cúmulo da perversidade!

Eutanásia e mortes “dignas” e “indignas”

Penso exactamente o mesmo e por isso colocar a questão da eutanásia (que me levanta alguns problemas de difícil resolução na dimensão da liberdade de escolha) em termos de “morrer com dignidade” sempre me fez muita confusão: Morte assistida e morte provocada. Por José Ribeiro e Castro.

O conceito de morte digna, que colam à eutanásia e ao suicídio assistido, é uma afirmação profundamente irritante de soberba e arrogância. Então eutanasiados e suicidas têm dignidade e os outros não?

A eutanásia e a dignidade do ser humano

Porque vou votar contra a eutanásia. Por Inês Domingos.

Vou votar contra porque acredito que a dignidade humana não se esgota com as nossas capacidades ou com o nosso estado de saúde. Para mim, a dignidade do ser humano persiste até ao último sopro.

Maria Luís Albuquerque sobre a eutanásia

Vou votar contra a despenalização da eutanásia. Por Maria Luís Albuquerque.