Trump and the “religious right”

Why America’s Christian leaders tolerate Trump: Five influential conservatives talk about Trump’s conversion to Christ, and their conversion to Trump.

The leadership of the religious right once looked like a promising stronghold for the Never Trump movement, a bastion of the GOP deeply at odds with a man who is heretical on many of the political and personal values the country’s most prominent Christian leaders hold dear.

But in an exclusive roundtable conversation with POLITICO, five of America’s most influential religious conservatives said they are committed to supporting the GOP nominee, and some committed to activating their extensive grass-roots networks on his behalf this fall.

Continue reading “Trump and the “religious right””

Debbie Wasserman Schultz at DNC

Debbie Wasserman Schultz BOOED At DNC By Florida Delegation

Leitura complementar: CNN/ORC: Trump bounces into the lead.

Don’t underestimate Trump

Kristol to Democrats: Don’t underestimate Trump

Kristol, like most mainstream Republicans, mis-underestimated Trump badly and assumed he would burn off like a bottom-shelf casino hangover and reason would prevail. Kristol’s opponents, especially those who blame him for playing a central role in the early Iraq fiasco, accused him of I-know-better intellectual arrogance. (…) That Kristol has finally reached the fifth, and presumably final, stage of Trump grief — acceptance — is no piddling matter. He was one of the final dead-enders, spending weeks this spring trying to recruit a third-party alternative (his lawyer pal David French, who said no thanks, was the closest he got), and denial was the burning river that ran through the Cleveland of his pre-convention dreams. (…) “I do think the thing he has going for him that I think — and maybe I’m, again, too scarred by ’92, to go back to the Bush-Quayle years — in a change year, being the candidate of change is a huge advantage. Voters will want to overcome their concerns about the change candidate, because they do want change.”

Leitura complementar: CNN/ORC: Trump bounces into the lead.

DNC opens today

Democrats in chaos as convention opens

The Democratic National Convention opens Monday marred by the sudden resignation of its unpopular chairwoman after a series of leaked emails suggested she might have used her office to help Hillary Clinton defeat the insurgent candidacy of Bernie Sanders.

Malik Obama apoia Donald Trump

malik_obama_trump

Meio-irmão de Barack Obama vai votar em Donald Trump

O meio-irmão do presidente dos EUA, Malik Obama, anunciou que vai votar em Donald Trump nas eleições de novembro.

Malik, de 58 anos, que vive no Quénia — mas vota no estado americano do Maryland –, disse ao New York Post que gosta de Donald Trump “porque ele fala do coração”, e acrescentou que gostaria de o conhecer.

Continue reading “Malik Obama apoia Donald Trump”

PSD e CDS devem coligar-se

Sugiro leitura deste artigo do Alexandre Homem Cristo. Em Março, quando ainda a situação não era premente, escrevi para o Diário Económico que PSD e CDS deviam coligar-se o quanto antes e, se possível, fundirem-se, mais tarde, num só partido político que unisse toda a direita.

Isto foi em Março. Agora, em finais de Julho, com Setembro já aí, o entendimento entre os dois partidos, torna-se ainda mais urgente.

CNN/ORC: Trump bounces into the lead

cnn_orc_trump_clinton

A convenção republicana correu francamente bem a Trump, mas a campanha de Hillary terá oportunidade de rebater com a convenção democrata e, em qualquer caso, falta ainda muito tempo.

Neste momento, o dado que me parece mais interessante nas sondagens mais recentes são os very high negatives de Hillary Clinton (isto não deve ter ajudado mesmo nada à já profundamente negativa imagem que Hillary tem junto de grande parte do eleitorado), superando inclusivamente os de Trump em muitos segmentos.

Tudo está em em aberto: Donald Trump bounces into the lead

Donald Trump comes out of his convention ahead of Hillary Clinton in the race for the White House, topping her 44% to 39% in a four-way matchup including Gary Johnson (9%) and Jill Stein (3%) and by three points in a two-way head-to-head, 48% to 45%. That latter finding represents a 6-point convention bounce for Trump, which are traditionally measured in two-way matchups.

There hasn’t been a significant post-convention bounce in CNN’s polling since 2000. That year Al Gore and George W. Bush both boosted their numbers by an identical 8 points post-convention before ultimately battling all the way to the Supreme Court.

The new findings mark Trump’s best showing in a CNN/ORC Poll against Clinton since September 2015. Trump’s new edge rests largely on increased support among independents, 43% of whom said that Trump’s convention in Cleveland left them more likely to back him, while 41% were dissuaded. Pre-convention, independents split 34% Clinton to 31% Trump, with sizable numbers behind Johnson (22%) and Stein (10%). Now, 46% say they back Trump, 28% Clinton, 15% Johnson and 4% Stein.

Bombista suicida na Alemanha

Novo ataque na Alemanha: um morto e 15 feridos.
Atentado na Alemanha: as imagens e o que já se sabe

The looming crisis in Portugal

People are starting to get seriously worried about the looming crisis in Portugal

Centeno: cordeiro útil?

centeno

Leitura complementar: Não íamos “virar a página da austeridade”?

A “geringonça” e a nova página da austeridade

2015-11-04-antonio-Costa-Catarina-martins-Jeronimo-de-sousa

O meu artigo desta semana no Observador: Não íamos “virar a página da austeridade”?

À medida que a demagogia dos propagandistas da esquerda radical que impulsionaram a “geringonça” vai colidindo com a realidade, fica cada vez mais claro que o prometido “virar de página da austeridade” acabará por conduzir a um novo capítulo com ainda mais austeridade. Desde Passos Coelho às instituições europeias – sem esquecer os “mercados” – não faltarão bodes expiatórios a quem apontar o dedo no momento do colapso, mas nessa altura importará recordar que foi a “geringonça” quem fracassou estrondosamente no cumprimento das suas promessas.

Os restantes são Franciscanos do Alasca

A imbecilidade não respeita títulos académicos.

O segundo resgate e o mundo que mudou…

A culpa? Fica para o próximo governo de Passos. Por Rui Ramos.

Ontem, constou que Costa estava preocupado. Depois, constou que não estava. Não sei se está ou não. Também não sei se o governo vai conseguir enrolar a Europa. Talvez consiga. Mas o que não vai é tornar Portugal um melhor lugar para trabalhar e investir. E sem isso, tudo se esfumará um dia, quando o BCE acabar com o dinheiro barato. Dir-me-ão: será como em 2011. Passos Coelho terá de vir limpar a casa, e lá ficará outra vez com as culpas. O próprio Passos, no conselho nacional do PSD de quarta-feira, ter-se-ia muito cristãmente conformado com esse destino. Mas acontece que o mundo já não é o mesmo de 2011, a Europa não é a mesma, nem Portugal é o mesmo.

Sanções a pensar no futuro

A política das sanções ou a sanção das políticas. Por Francisco Veloso.

É claro para todos, incluindo para a Comissão Europeia, que as sanções não vão ajudar o país a recuperar a sua situação económica e a resolver o défice. Mas a razão das sanções é penalizar políticas que claramente se desviam dos objetivos do Tratado Orçamental, para que não voltem a acontecer no futuro. E, neste capítulo, tenho muitas dúvidas. Não encontro nos orçamentos dos últimos dois anos uma determinação em resolver o défice de forma permanente. Assim, se (pelo menos a ameaça de) a aplicação de sanções servir para corrigir este comportamento no futuro, elas estão a cumprir o seu propósito. A decisão última não é da Comissão, mas antes do Ecofin, e por isso eminentemente política, um exercício de convencimento sobre o futuro, com base em dados do presente e do passado. Um debate que mistura a política das sanções com a sanção das políticas. Veremos as conclusões!

Um misto de Kardashian e Putin

donald_trump_gop_debate Tenho passado as últimas noites a destruir os meus já pouco saudáveis padrões de sono, assistindo à Convenção Republicana que coroou o José Sócrates americano (e mais rico), Donald Trump. Embora repelente e deprimente, o “espectáculo” (pois é disso que se trata) é instrutivo acerca do personagem, da forma como faz política, e das tácticas de “comunicação” que hoje se usam. Quem tenha prestado atenção ao que se foi passando em Cleveland e à forma como a comunicação social o transmitia, e viva neste mundo e com o que ele tem de pior, facilmente percebe como Trump é uma mistura de irmã Kardashian com Vladimir Putin, e a sua estratégica mediática uma combinação de “reality TV” com desinformação ao estilo da escola Putinista (na qual aprenderam e trabalharam vários dos seus principais colaboradores e estrategas). Os grandes casos da semana – a cópia de várias frases de um discurso de Michelle Obama por parte da mulher de Trump, a série de intervenções a pedir a prisão de Hillary Clinton, ou a fuga do discurso de aceitação da nomeação de Trump para as mãos de um Democrata que de imediato o lançou à imprensa – são um bom exemplo de como Trump tem, ao longo de toda a campanha, dito e feito coisas que para qualquer outro candidato seriam desastres, mas que no caso dele, e embora a comunicação social os apresente como tal, não parecem causar grande mossa junto da sua base de apoio. Mais: Trump parece criar esses “desastres” de forma propositada, precisamente para atrair a censura da comunicação social e excitar os fãs.

“Desastres” e “erros” como o plágio de Melania geraram uma enorme atenção mediática que, embora geralmente negativa, deu a Trump e aos seus apoiantes uma oportunidade de usarem a polémica como “prova” de que Hillary Clinton tinha a comunicação social na mão e a estava a usar para “esmagar uma mulher que a ameaça”, precisamente o tipo de coisa que boa parte do eleitorado republicano (e principalmente, a parte que adora Trump) quer ouvir; os incessantes discursos a pedirem a prisão de Clinton, a chamarem-na de assassina ou de admiradora do Diabo (como o inacreditável Ben Carson disse), embora sejam tratados pela comunicação social como “incitadores ao ódio” e reprováveis, permitem – precisamente por causa da forma como são cobertos pela comunicação social – a Trump e à sua base de apoio apresentar a comunicação social como parcial contra Trump, e este como alguém com a “coragem” para dizer “aquilo que os outros não dizem” (como se fosse uma virtude ser louco ou desavergonhado o suficiente para propagar teorias da conspiração ainda mais parvas do que as habituais, como a de que o pai de Ted Cruz esteve envolvido na “conspiração” para matar Kennedy); tal como a fuga e divulgação do discurso lhe pode permitir, por exemplo, fazer um discurso diferente, que mencione o episódio e lhe permita “demonstrar” que “eles dizem que têm o meu discurso e que a minha campanha não funciona, mas eu digo o que penso, não preciso de um guião como a ‘Crooked Hillary’, e por isso é que vocês me adoram”. Trump pode ser um péssimo homem de negócios (com inúmeros investimentos falhados ao longo da sua carreira), e em geral um enorme incompetente que teve a sorte de nascer rico e com isso ter a garantia de que nunca passaria mal, mas se há coisa em que realmente é muito bom é a vender a sua personagem. “Erros” e “casos” como os do plágio, da difamação ou da fuga podem parecer (e ser) orquestrados, pois 1)permitem a Trump surgir como um “vilão” no sentido em que o termo é usado na “reality TV” ou no wrestling, assim apelar aos fãs que o adoram precisamente e exclusivamente por ele ser apresentado como um vilão pela comunicação social de que desconfiam e pelos grupos sociais e políticos que desprezam, e 2) tal como Putin propaga teorias da conspiração e manipula os media para criar um clima de desconfiança em relação a toda a informação (ou a página de desinformação do PS Truques da Imprensa Portuguesa critica e distorce as notícias mais inócuas da comunicação social nacional para criar um clima de desconfiança generalizado que descredibilize indirectamente toda e qualquer notícia negativa sobre o Governo socialista ou José Sócrates), Trump cria, estimula e usa a hostilidade da comunicação social para criar, junto da sua base eleitoral, um clima de desconfiança em relação a toda e qualquer notícia ou opinião negativa sobre ele. E o pior é que funciona. Talvez fosse bom prestar atenção, quanto mais não seja porque mais tarde ou menos, truques destes vão começar a proliferar por cá.

Sucesso a mais, empregos a mais, dinheiro a mais: estão aí as consequências trágicas do liberalismo no turismo

Vale a pena ouvir esta declaração do Adolfo Mesquita Nunes do princípio ao fim. Como é que freguesias com algumas dezenas de pessoas em 2011 ficaram desabitadas após a lei das rendas e do alojamento local (em 2012 e em 2014). Como a criança que abandona o brinquedo semanas a fio mas faz birra porque o irmão decidiu brincar com ele, há um grupo de pessoas que, numa cidade de 100 quilómetros quadrados decidiu há 2/3 anos que queria viver naqueles dois quilómetros quadrados onde nunca ninguém quis viver antes, apenas porque agora está cheio de turistas.

Bastava não estragar

Screen Shot 2016-07-20 at 11.35.07.png

Tivesse Portugal a sorte de não ter governo, sorte essa que bafejou a Espanha, e apenas não estragar teria sido possível. A somar à miríade de indicadores económicos que rumam em direcção à ravina, eis mais um: o saldo da balança corrente, que indica se o país está a ser financiado com recurso a poupança externa, apresentou um défice de quase mil milhões de Euros, e tudo indica que voltará a ser negativo. Informação que é expectável, tendo em conta que a poupança (interna) atingiu valores negativos. Note-se que, desde 2013, Portugal tinha um saldo na sua balança corrente.

Apertem os cintos de segurança.

Sanções? Vêm tarde.

9159818005_54ea602f1b_b 1. Os números do défice para efeitos de sanções não são uma ciência exacta. A margem de manobra é escassa, mas podem subir ou descer umas décimas de acordo com o que as equipas dos governos nacionais e entidades europeias negociarem incluir no valor final.

2. Um outro governo teria provavelmente conseguido colocar o défice de 2015 abaixo dos 3% nessas negociações (lembremo-nos que o défice foi de 2,8% sem ajudas a bancos, o que poderia facilmente ter sido negociado). Mas não era esse o interesse de António Costa, a quem importava empolar o défice de 2015 para que os valores de 2016 não pareçam tão maus. E se um país se decide atirar para a espada das sanções, não é a comissão europeia o irá impedir.

3. Mal ou bem, Portugal está no Euro e, pelas mesmas razões pelas quais provavelmente não deveria ter entrado, também não deve sair agora.

4. Foi a leveza com que as regras do euro foram tratadas antes de 2009 que levaram à crise que quase acabou com o euro nos últimos anos. Sem regras, o euro acabará numa próxima crise que até nem precisa de ser tão severa como a anterior.

5. Regras sem sanções não serão nunca levadas a sério.

6. Se Portugal tivesse sofrido sanções no período de 2004-09, provavelmente teria invertido o caminho e estado melhor preparado para a crise financeira. O ajustamento posterior teria sido menor e teríamos, por isso, evitado algum sofrimento pós-crise. Não teria sido patriótico rejeitar as sanções nessa altura e continua a não sê-lo agora.

7. Portugal ajustou seriamente o défice nos últimos anos, pelo que qualquer sanção que não passe por uma “pena suspensa” seria de uma profunda idiotice das entidades europeias, principalmente para um país que foi em grande parte governado pelas instituições europeias desde a crise.

Marcelo e Costa vão dar cabo disto tudo

O meu artigo hoje no Diário Económico.

Marcelo e Costa vão dar cabo disto tudo

Para justificar a sua existência, o Governo do PS contou que o anterior tinha destruído postos de trabalho, colocado o Estado Social em risco e que se preparava para entregar o país aos neoliberais de Bruxelas. Em Bruxelas, e de novo para se justificar, disse que a anterior política orçamental não tinha cumprido as metas do défice. Era preciso mudar. Esta foi a história que o PS contou para justificar a sua chegada ao poder.

Entretanto, todas as instituições relevantes na matéria têm revisto em baixa as previsões de crescimento económico para 2016. No seu programa de governo, o PS punha o país a crescer 3%; agora as previsões são de 0,9%. E como o Orçamento de Estado foi delineado em sonhos deste género, não é difícil imaginar o que vai acontecer ao défice, que já se prevê ficar acima dos 3% do PIB.

Ora, é este Governo, que contou em Bruxelas que a meta do défice não tinha sido cumprida em 2015, e que se prepara para fechar 2016 com um défice superior a 3% do PIB, que diz estar a defender os interesses do país. É nesta altura que assistimos aos contornos de uma nova história do PS. Uma história de horror e com consequências gravíssimas para os portugueses. E que história é essa?

Tem duas partes distintas. Primeiro, desvaloriza-se a queda do crescimento, a derrapagem das contas, o atraso no pagamento aos fornecedores. O importante é que o país se sinta feliz. Um pouco à semelhança do que Salazar conseguiu nos anos 40 e 50. Aqui, Marcelo Rebelo de Sousa tem tido uma grande importância, distribuindo afectos e desvalorizando as más notícias. No fundo, se sorrirmos não se passa nada. A segunda parte é o confronto com Bruxelas.

Aqui radicaliza-se o discurso, culpam-se os burocratas, os neoliberais por esse mundo fora e os alemães – nesta coisa dos nacionalismos bacocos fica sempre bem odiar um povo concreto – de todos os males do mundo. Na verdade, a culpa é da Europa que não deixa que os nossos políticos sejam irresponsáveis como dantes. Não se admite. Até Catarina Martins se queixa que a Europa não aceita certas políticas de esquerda, esquecendo-se que a Europa, desde 1989, deixou para trás essas certas políticas de esquerda.

Sucede que o país não funciona sem os mercados e sem a Europa. Se quiséssemos que funcionasse teríamos de ser como a Venezuela. Independentes e na mão de um governo opressor. Ora, e infelizmente, é para lá que caminhamos a passos largos. Nunca imaginei que este Governo conseguisse tão depressa destruir o que se alcançou em 4 anos muito difíceis para todos. Mas também tinha esperança de que quando a factura chegasse, como chegou em 2011, o país acordasse e fizesse o que tivesse de ser feito.

Ora, é precisamente aí que está o problema. É que, ao contrário do que aconteceu em 2011, o PS não vai aceitar que Portugal corrija a sua trajectória descendente. Fazê-lo seria o fim desta elite política e empresarial. Algo inaceitável para pessoas como António Costa, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa, Ferro Rodrigues e o próprio Marcelo Rebelo de Sousa. Uma nova política de austeridade seria o fim do PS e de todos os que vivem na sua órbita.

Mais há mais: é que a Europa de 2016 não é igual à de 2011. No entretanto deu-se a crise grega, o Brexit, vieram os refugiados, ressurgiram os nacionalismos, de esquerda e de direita, sofreram-se atentados terroristas, apareceu na América um Trump que defende o proteccionismo, e o medo e a desconfiança grassam por aí fora. Não tenhamos dúvidas: este PS, aliado ao BE e ao PCP, vê nestes acontecimentos, não algo terrífico, mas uma oportunidade para se fazer valer, ou seja, escapar. Para a esquerda, o país não vai falir porque não haverá Europa para decretar a falência.

Assim, o que nos espera é uma luta desenfreada entre estes actores políticos pelos despojos. Costa dramatizará o discurso das sanções esperando eleições antes de um novo resgate. Finalmente vencedor pode deparar-se com uma Europa sem força e um PSD domesticado nas mãos de Marcelo. Este, espera pelo desastre para mandar a partir de Belém.

Não deixa de ser interessante perceber que, enquanto o modo de vida estável de todos nós se descompõe e centenas de milhares caminham para a pobreza, a classe política que nos governa tenha já a sua tábua de salvação à mão. Os ratos não fariam melhor.

 

Portagens: quando o todo da geringonça é menos que qualquer das partes

Anunciado o novo regime das portagens, com os respectivos descontos, ficamos finalmente a saber quanto é que os contribuintes vão subsidiar quem circula nas auto-estradas.

O que tem graça é que o caso das portagens é um exemplo de como ter havido coligação aparentemente é, na lógica socialista, pior que ter um dos partidos individualmente no governo.

Vejamos o que o PS prometia sobre portagens, p.ex., no Algarve:

PS portagens
(roubado no Facebook do Cristóvão Norte)

Noutra altura, aparentemente o Partido Socialista assumiu como “compromisso com o Algarve“, “montante não inferior a 30%“.

Não sei se há grande interesse em escalpelizar a conversa de quem muda de “Compromisso com o Algarve” consoante a assistência, mas a verdade é que, uma vez coligado com o Bloco e PCP que prometiam o fim tout-court das portagens, a redução da geringonça se resume a 15% de desconto sobre o valor original. Mais estranho o caso fica quando o PS tinha um reputado «estudo técnico» da Universidade do Algarve a garantir que um corte de 50% no valor das portagens da Via do Infante traria mais procura que compensaria a redução do montante sem prejuízo das receitas totais! Um estudo! Técnico!!

Fica a pergunta: todos os partidos da geringonça prometeram mexer nas portagens no Algarve: no mínimo 30%, 50% para o Voto Útil no PS e 100% para o voto (aparentemente inútil) na extrema-esquerda. Quem é que chegada a hora da verdade garantiu que a média entre estas reduções se resumia a 15%? Num dos distritos em que a geringonça teve dos seus melhores resultados é este o agradecimento ao eleitor.

Às vezes a união não faz a força…

Sanções e CGD no Económico TV

O governo precisa de proteger os interesses que dominam o Estado, nomeadamente através da Caixa Geral de Depósitos. Nem que para isso seja preciso comprar uma guerra com Bruxelas, que justifique esta maioria de esquerda, que justifique eleições antes que a economia se deteriore ainda mais. Os meus comentários, ontem, no Económico TV.

Julho de 2016, nos Alpes

Man ‘knifes French woman and her three daughters’ in Alps resort

A French woman and her three young daughters were severely injured when they were stabbed at a holiday resort on Tuesday by a Moroccan-born man who reportedly shouted that they were too scantily dressed.

Leitura complementar: A Europa como Israel.

Medidas anunciadas pelo governo espanhol não chegam

Espanha. Multa zero mas 1.300 milhões em fundos europeus cortados

Jornal “El Español” avança que o “castigo” da Comissão Europeia será uma multa zero mas 1.300 milhões de euros em fundos comunitários congelados. Medidas anunciadas pelo governo não chegam.

Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais – IEP-UCP

Apresentação Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

Está em curso a 1ª fase de candidaturas à melhor Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Portugal – a do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Bill Kristol sobre Trump

Bill Kristol entrevistado por José Manuel Fernandes: “Nunca imaginei ver a América transformada numa espécie de Argentina”

Trump pode ganhar as eleições?
Sempre achei que não, mas começo a ter dúvidas. O que se passou com as reacções ao que se passou em Nice é bem ilustrativo do que pode vir a ser a campanha. Hillary reagiu como se fosse uma espécie de sub-secretária-geral da NATO, dizendo umas banalidades sobre a necessidade maior cooperação na partilha de informações. Um desastre. Já Trump encontrou o tom certo, com emoção mas sem exageros.
Por outro lado, se alguma coisa aprendi com a eleição de 1992, a que Bush pai perdeu, é que se as pessoas querem mesmo a mudança, então estão prontas a racionlizar o voto em alguém que tão problemático e tão cheio de defeitos como Trump. Sobretudo se a sua única alternativa for alguém completamente identificado com o status quo de quem não gostam. Ora se há coisa que é certa é que, neste momento, dois terços do eleitorado diz que quer mudanças, diz que não não gostam do status quo na economia, que não gosta do status quo na frente internacional.
Mas se estes factores jogam contra Hillary Clinton, a verdade é que, em última análise, estas eleições vão ser realmente umas eleições em torno de Trump e do que ele significa, um referendo a Trump. Essa é que é a verdade: estas serão umas eleições em que mais do que nunca se vota contra qualquer coisa, não a favor de alguém.

Martins for Congress (NY 3rd Congressional District)

Considerando que o incumbente Steve Israel não se recandidata e também o eleitorado do distrito eleitoral em causa, Jack Martins tem possibilidades reais de ser eleito, o que seria uma excelente notícia: Jack Martins quer ser o novo congressista luso-americano em Washington

Jack Martins for Congress

O SNS e a diabetes tipo 1

Declaração de interesses. Por Luís Aguiar-Conraria.

Fui percebendo as batalhas que temos pela frente. Por exemplo, terei de esperar alguns anos para receber do Sistema Nacional de Saúde a bomba que facilitará as tomas de insulina, pelo que mais vale comprá-la eu. Já conheci crianças que tiveram de esperar 6 e 7 anos pela sua bomba. Também percebi que o facto de ter uma doente crónica na família em nada altera os limites com despesas de saúde no IRS; pelas minhas primeiras contas, o plafond do IRS para despesas com a saúde esgota-se com os consumíveis que gastarei em dois meses. E por aí fora. Na verdade, a minha filha tem sorte de viver numa família que, com alguns sacrifícios, lhe dará acesso à melhor tecnologia disponível, o que é importante para minimizar as sequelas de longo prazo da diabetes, como lesões oculares ou renais.

Mas não consigo não me revoltar com os milhares de crianças a quem não é dado todo o apoio de que carecem. Quando no futuro falar sobre os apoios dados, ou falta deles, a doentes crónicos em geral, ou a diabéticos em particular, os meus leitores já sabem. Falo com a autoridade de quem convive de perto com o assunto. Mas também falo como parte interessada. Fica assim feita a minha declaração de interesses para artigos futuros.

Assim vai a gestão política da CGD…

Caixa Geral de Depósitos: Administração da CGD esteve seis meses “sem qualquer orientação” do governo

O conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) queixou-se em junho de não receber “qualquer orientação” e “qualquer explicação” por parte do governo nos seis meses até então, depois de numa reunião com Mário Centeno em dezembro ter sido manifestada “preocupação” e apresentado um plano de capitalização alternativo para o banco público, sem envolver a injeção de mais dinheiros públicos. Um plano que, escreve a TSF, que teve acesso à carta de demissão, ficou na gaveta.