Esta capa é ridícula

Time Trump child

Trump tem defeitos e cada um pode gostar dele ou não por diversos motivos. Tem aspectos que eu gosto (anti-politicamente correcto) e que e não gosto (política proteccionista que lhe rendeu a Casa Branca no Rust Belt).

Agora, colocar na capa um tema de 2014 como se fosse novo, absolvendo Obama e nazificando Trump, que é essencialmente um problema legislativo e que o Partido Democrata não quer resolver pela via legislativa (Nazis também?) é mau jornalismo.

A situação só se agrava quando se sabe a foto da história da capa:
A criança é hondurenha, a mãe deixou as outras 3 crianças com o pai, pediu asilo por motivos políticos sem base real para tal, nunca foi separada da filha, e o choro deve-se a cerca de 3 minutos de conversa da mãe com um polícia, por acaso latino. Ah, e mãe e filha estão juntas. Podem ver Ban Shapiro sobre esta foto no seguinte vídeo:

Para quando uma oposição séria com base em verdades?
PS: E as lágrimas a pedido da Rachel “mad dog” Maddow? Triste.

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As contas da associação Capazes (2)

Desmentida fiscalização às contas da associação Capazes

O programa que atribuiu mais de 73 mil euros à associação de Rita Ferro Rodrigues garantiu que não existe uma investigação às contas da Capazes. Trata-se de uma “verificação administrativa” regular.

Tsipras de gravata

Para a troika sair da Grécia Tsipras até usa gravata

A gravata, vermelha, marcava um distanciamento no estilo, depois de o próprio Tsipras se ter vindo a distanciar da postura mais radical com que se apresentou a eleições e ganhou nas urnas, que incluiu uma reformulação do seu partido para afastar os membros mais radicais do Syriza.

O problema da imigração

Quem inventou o problema da imigração? Por Rui Ramos.

Parece que é agora moda entre os bem pensantes dizer que não há um problema de imigração, que é tudo uma invenção daqueles políticos que não são bem pensantes, como Donald Trump, que, para se divertir, separa os filhos dos pais. Falemos portanto de quem inventou o problema.

Dizer que a imigração este ano está abaixo do pico de 2015 e que por isso não tem qualquer significado — é uma manipulação estatística grosseira. A migração legal e sobretudo ilegal para o Ocidente cresce desde a década de 1990, e não por acaso. Cresce, como é óbvio, devido ao desnível entre o Ocidente e algumas regiões próximas que não têm conseguido participar na globalização a não ser através da circulação de pessoas. Mas cresce também por causa dos cálculos e cinismos das elites ocidentais, em que uns estão tentados a resolver o recuo demográfico através da importação de mão de obra barata, e outros andam fascinados pela transformação dos migrantes em blocos eleitorais cativos (como a esquerda americana, esperançada com a expansão do “voto latino”). Sim, o problema da imigração foi criado pelos políticos, mas por políticos do “sistema” como Angela Merkel, que ao tentar fazer do descontrolo migratório uma prova de virtude provocou uma enchente em que demasiada gente se arriscou e morreu.

The media kinda forgot to cover this story under Obama (2)

The media kinda forgot to cover this story under Obama

Que a próxima seja Guantanamo

Hillary on immigrant children (2014)

Hillary 2014…Just Because Your Child Gets Across The Border…That Doesn’t Mean The Child Gets To Stay

Se estes dois não forem bem-sucedidos estamos lixados

Jordan Peterson vs. “Social Justice Warriors”

Stossel: Jordan Peterson vs. “Social Justice Warriors”

Cuban infant mortality and longevity: health care or repression?

Cuban infant mortality and longevity: health care or repression? Por Gilbert Berdine, Vincent Geloso e Benjamin Powell.

Highlights

Cuban healthcare statistics are flawed.

The health achievements are in part the result of repressive methods.

The health achievements are in part the result of policies that are unrelated to health care provision.

Ongoing political changes in Cuba following Fidel Castro’s death offer an opportunity to evaluate his regime’s legacy with regards to health outcomes. The common assessment is that Cuba’s achievements in lowering infant mortality and increasing longevity are among the praiseworthy outcomes of the regime—a viewpoint reinforced by studies published in US medical journals (Campion and Morrissey 1993; Cooper and Kennelly, 2006)1 We argue that some of the praise is unjustified. Although Cuban health statistics appear strong, they overstate the achievements because of data manipulation. Moreover, their strength is not derived from the successful delivery of health care but rather from the particular repressive nature of the regime which comes at the expense of other populations.

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Photo of ‘immigrant child’ in a cage

The truth behind this photo of an ‘immigrant child’ crying inside a cage

A photo of a little boy crying in a cage is being shared on social media as seemingly another heart-rending byproduct of the White House’s “zero tolerance” immigration policy, which separates undocumented parents and kids at the border.

There’s only one problem: The picture is being completely taken out of context — and does not show what it is purported to show.

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Voos subsidiados Cascais-Portimão

As políticas públicas na linha da frente do combate contra as desigualdades regionais…

Programa do acampamento de Verão do Bloco de Esquerda

Alguns destaques:

– Boicote a Israel e celebração da Palestina
– Desconstrução da masculinidade tóxica
– A propriedade é roubo: socialização dos meios de produção
– Direito à boémia: necessidade de vida noturna para produção e radicalização cultural

(via Cristina Miranda)

As contas da associação Capazes

Contas da associação Capazes vão ser fiscalizadas

Associação vai ser fiscalizada pelo programa comunitário que lhe concedeu cerca de 74 mil euros para um projeto no Alentejo, revela Correio da Manhã.

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Trump e o perigo de uma escalada proteccionista (2)

Guerra Comercial: China aumenta tarifas de importação sobre soja, carros elétricos e peixes

A China reagiu à disputa comercial com o presidente dos EUA e aumentou as tarifas de importação numa lista de produtos americanos, incluindo soja, peixe, carros elétricos e uísque.

Leitura complementar: Trump e o perigo de uma escalada proteccionista.

Pablo Iglesias e La Roja…

La hipocresía de Pablo Iglesias con la selección española: lo que decía en 2012 y lo que dice ahora

El cambio de discurso de Pablo Iglesias sobre la selección española

Políticas “Pepsi”

Já viram a nova publicidade da Pepsi Max?

Fez-me imediatamente lembrar um post do Bruno Alves com quase uma década mas, infelizmente, ainda actual: “Os políticos deviam ser como a Coca-Cola”

Paulo Portas: jornalista, político, homem de negócios

O meu problema com Paulo Portas. Por Miguel Pinheiro.

Portas conseguiu desiludir sempre. Aos que queriam um jornalista, saiu-lhes um político; aos que queriam um político, saiu-lhes um homem de negócios. Em Angola, passou a ser MPLA desde pequenino.

Ao ler o excelente artigo de Miguel Pinheiro, com o qual estou em larga medida de acordo, recordei-me de um outro artigo que escrevi em 2016 precisamente pata o Observador: O CDS depois de Portas.

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Trump’s Economy

It’s Trump’s Economy Now. Por Stephen Moore e Arthur Laffer.

Mr. Obama might be justified in taking credit for today’s economy if his successor had adopted and carried on his policies. Instead, Mr. Trump has reversed nearly every Obama rule, edict and law that he can legally overturn. At its core, the Trump economic strategy wasn’t complicated: systematically repeal Mr. Obama’s “accomplishments”—the tax increases, the regulatory blitz on business, the welfare expansions, the war on American fossil fuels, and so on. As a result, the economy would pop like a cork pulled from a shaken champagne bottle.

Mr. Obama does deserve credit for the long and durable recovery. But it was a very shallow one that left much of the country behind. Our estimate of the “growth gap”—the difference between where the economy was in 2016 and where it should have been with a normal recovery—was an accumulated $2 trillion to $3 trillion in annual output. We felt confident Mr. Trump could recapture that lost output.

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Portugal pode ser o maior, mas deprime

Perante a excelência da portugalidade, prescindimos saber o que se passa. Hoje no i.

Portugal pode ser o maior, mas deprime

10 de Junho de 2018. Domingo de manhã, à hora do almoço e, depois, à tarde. Fosse a que horas fosse, assim que o leitor ligasse o televisor nos canais noticiosos portugueses, a transmissão, o relato, a reportagem, as entrevistas e o mais que possa imaginar sobre peças de teor jornalístico relativas às comemorações do Dia de Portugal lá estavam, preenchendo o ecrã, monopolizando a notícia.

Porque nada mais acontece por esse mundo fora, desenxabido e desinteressante. Trump não destruiu 70 anos de confiança atlântica com um tweet, a cimeira entre o presidente dos EUA e o ditador da Coreia do Norte não estava em preparação. Noticiar os temas em cima da mesa em qualquer das duas cimeiras, discutir o que se tinha passado numa e poderia acontecer noutra, informar sobre os interesses de cada uma das partes envolvidas são questões menores perante a grandiosidade que se celebrava em Ponta Delgada.

Não questiono que se celebre o 10 de Junho, mas não posso deixar de o fazer quando esse dia, à semelhança do que sucedia no anterior regime, seja instrumentalizado para, debaixo da capa de um contentamento geral e festivo, propagandear o governo e as instituições públicas. Pior: como outrora, propagandear a originalidade portuguesa perante as confusões e as disputas do mundo de hoje, de que nós, fechados numa redoma, somos a benigna exceção. As praças enchem-se de gente (onde é que já vimos isto?) e se se enchem de gente satisfeita é porque alguém está a fazer um bom trabalho.

Para quê estragá-lo com más notícias? Corrompê-lo com informação que poderá baixar o moral? Um país de acordos, e não de ruturas, não se compadece com as tricas, trapaças e desentendimentos das grandes potências. Estas não conhecem a consensual suavidade portuguesa.

Ter ligado o televisor no dia 10 de Junho de 2018 foi deprimente. Foi rever a cores o passado que tantas vezes nos mostraram a preto-e-branco. O que nos leva a concluir que a essência que permitiu o Estado Novo é a mesma que permite este novo estado das coisas. A frase proferida por Marcelo nesse mesmo dia em Boston – “Os Estados Unidos são um grande país, mas Portugal ainda é maior” – resume bem o que Salazar quis transmitir-nos: a força espiritual de um país representada na bondosa figura do chefe. Tal como no passado, o país adormeceu para não se preocupar com as crises e as guerras que ocorriam no mundo, como mais tarde também adormeceu perante a guerra que acontecia em África e também agora adormece, se deixa anestesiar, com a ilusão da festa e dos afectos. Para quê estar informado se está tudo bem?

United States – North Korea Singapore Summit – the trailer

United States – North Korea Singapore Summit Video (English) (Destiny Pictures)

Watch the astonishing fake movie trailer the US created to convince North Korea to ‘remake history’

O autoritarismo escolar

De vez em quando, relembrar o autoritarismo escolar. Por Mário Pinto.

O Estado não tem direito de educar. O direito de educar não é um direito político. É um direito humano, pessoal e cultural. O Estado não é nem Estado-educador nem Estado-de-cultura. Deve servir, sem discriminar, as liberdades fundamentais dos cidadãos na educação e na cultura. Está ao serviço do direito de auto-educação da pessoa. O educando está primeiro do que o educador. A escola é para o aluno; não o aluno para a escola. Portanto, deve ser o aluno a escolher a escola e não a escola a impor-se ao aluno. As escolas privadas não se impõem a ninguém. Oferecem-se à liberdade de escolha. Faça o Estado a mesma coisa, com as suas escolas.

Trump e o perigo de uma escalada proteccionista

Comentários meus num artigo de ontem no Expresso sobre aquele que me parece ser o maior factor de risco e a maior preocupação entre as políticas de Donald Trump: Comércio mundial. “Inversão histórica” no G7 poderá ter “consequências sérias e perigosas”

A cimeira do G7, que decorreu esta sexta-feira e este sábado no Canadá, deveria ter servido para fazer retroceder o perigo de uma escalada protecionista, começa por dizer André Azevedo Alves, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Mas “não só não o fez como agravou esse perigo”, avalia o investigador, que deteta uma “inversão histórica” no comércio mundial, protagonizada pelos EUA e que poderá ter “consequências sérias e perigosas”.

Estoril Political Forum 2018 – “Patriotism, Cosmopolitanism and Democracy”

Estoril Political Forum 2018
25-27 June
“Patriotism, Cosmopolitanism and Democracy”
Hotel Palácio, Estoril
Preliminary Program» | Application Form»

Uma importante vitória diplomática de Trump

Falta o mais difícil que será a implementação mas só quem estiver de muito má fé poderá deixar de reconhecer que se trata de uma importante vitória diplomática do Presidente Donald Trump:

Trump e Kim Jong-un acordam desnuclearização total da península da Coreia e manutenção de regime estável e pacífico
Leia aqui o acordo que Trump e Kim assinaram esta manhã
As imagens históricas do encontro entre Kim e Trump

Catarina Martins e as Descobertas

E a malta diverte-se…

Era impossível ganhar as primárias…
Era impossível ganhar as eleições…
Era impossível resistir à destituição…
Era impossível fazer regressar empregos…
Era impossível reunir com a Coreia do Norte…
Acho incrível como tantos nos Legacy Media ainda têm emprego.
Confio mais em astrólogos e cartomantes.

Foto G7 com Trump e Merkel: uma cena, quatro perspectivas

A opção de Carlucci contra a opção de Kissinger

Recordando Frank Carlucci. Por João Carlos Espada.

É ainda relativamente conhecido entre nós o episódio em Washington, no já longínquo mês de Outubro de 1974, em que Henry Kissinger terá dito a Mário Soares que este ia ser o Kerensky português. Mário Soares terá respondido que não queria ser Kerensky. E Kissinger terá ripostado que “Kerensky também não queria”. Segundo algumas versões, Soares terá ainda ripostado que “nesse caso, desta vez, Kerensky vai vencer”.

O que é talvez menos recordado entre nós é que foi na sequência desse almoço em Washington que Kissinger decidiu nomear uma nova embaixada norte-americana em Lisboa, sob recomendação do General Walters. A equipa era chefiada por Frank Carlucci, secundado por Herbert Okun e o Coronel Robert Schuler. Todos eles falavam fluentemente português e tinham trabalhado com o General Walters no Brasil, na década de 1960.