Nazismo e Comunismo

Deveria ser óbvio mas infelizmente para muita gente não é.

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Assessor do governo quer ilegalizar PCTP-MRPP

Um dia, de acordo com os desejos do Mestre Rui Cerdeira Branco, adjunto do gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, todos os partidos serão o Partido Socialista.  Aguardo com expectativa a reacção do Camarada Arnaldo Matos face ao desejo de Rui Cerdeira Branco de acabar com o MRPP.

O Grande Irmão, O Partido Socialista e a Polícia do Pensamento fazem o seu caminho.

Leitura recomendada: 1984, de George Orwell. Rápido, antes que seja “extinto” pela nobre vontade dos burocratas em obediência absoluta ao Estado.

Trumpices caseiras

António Costa inspira-se em Trump.

Compreender o putinismo LXXX

O Ocidente quer destruir a santa mãe rússia de Putin. Como? Com um brinquedo que veio substituir o Pokemon Go e o bandido Alexey Navalny.

Have you tried the fidget spinner? The toy that enjoys a wave of global popularity has now also reached Russia – only to be blamed on national TV for being instrumental in a conspiracy to topple the Kremlin leaders.

 

Compreender o putinismo LXIX

Punitive Psychiatry Reemerges in Post-Soviet States, de Madeline Roache.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Last summer, Crimean Tatar political activist Ilmi Umerov was receiving treatment for high blood pressure in a Simferopol hospital when FSB officers showed up one day and hauled him off to a psychiatric facility for an evaluation. Umerov, a former deputy chairman of the Mejlis, the Crimean Tatar representative body, had been a vocal critic of Russia’s annexation of Crimea.

In May 2016, the FSB charged him with criminal separatism after he declared, in Tatar: “We must force Russia to withdraw from Crimea.” At the psychiatric facility, a doctor quickly let him know that he would be punished, not treated. “You just need to admit that you’re wrong, and everybody will stop bothering you,” Umerov, in an interview with Euromaidan Press, quoted the doctor as saying. “Simple as that.” When Umerov would not make a deal, he was detained at the facility.

The conditions he endured were appalling. According to his lawyers, he was kept in an overcrowded room with severely mentally ill patients, denied access to his heart and diabetes medications, and forced to go long stretches of time without food.

Umerov was released three weeks later, but he remained subject to criminal prosecution. His trial commenced in June. Human rights activists point to Umerov’s case as an indicator of a troubling resurgence of punitive psychiatry in the former Soviet space.

The practice of using psychiatry to punish religious and political dissidents, including many well-known writers and artists, became notorious during the late Soviet era. The method was reportedly the brainchild of then-KGB Chairman Yuri Andropov, who saw psychiatry as a tool of systematic political repression: victims would be released only after retracting “wrong ideas” that the authorities deemed dangerous to Kremlin rule.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Over the past five years across the former Soviet Union, more than 30 similar instances have been documented in which activists and journalists have been improperly detained in psychiatric institutions, sometimes for as long as 10 years, reports the Federation Global Initiative on Psychiatry (FGIP), a human rights watchdog. Experts say the real number of victims could be considerably higher. (…)

A citação é uma tecnologia heteromasculina e neoliberal

A ciência produz-se através de artigos científicos que são submetidos para revistas internacionais, com revisão por pares, e que geralmente dão o seu contributo em cima de outros trabalhos já publicados e revistos (raramente, ou nunca, uma contribuição é 100% original, no sentido em que faz sempre uso de algum método ou saber anterior). Ora, este processo desencadeia um subprocesso de citações, onde prestamos o devido reconhecimento ou crítica a um trabalho passado.

Carrie Mott e Daniel Cockayne (juro), «cientistas sociais» especializados em gender studies, argumentam que isto de contar citações é um instrumento, e cito, «neoliberal», que contribui para a «reprodução da heteromasculinidade branca do pensamento geográfico». Urge, assim, que os feministas e anti-racistas se insurjam contra esta ferramenta do neoliberalismo, e que «resistam a estas tecnologias anti-éticas de predomínio das hierarquias na produção científica». Trocando por miúdos, entre o prémio Nobel reconhecido pelos seus pares que tem dezenas de milhares de citações e um tolinho qualquer que diz que os pénis são uma construção social, a diferença é só mesmo o preconceito hereropatriarcal.

Abstract

An increasing amount of scholarship in critical, feminist, and anti-racist geographies has recently focused self-reflexively on the topics of exclusion and discrimination within the discipline itself. In this article we contribute to this literature by considering citation as a problematic technology that contributes to the reproduction of the white heteromasculinity of geographical thought and scholarship, despite advances toward more inclusivity in the discipline in recent decades. Yet we also suggest, against citation counting and other related neoliberal technologies that imprecisely approximate measures of impact, influence, and academic excellence, citation thought conscientiously can also be a feminist and anti-racist technology of resistance that demonstrates engagement with those authors and voices we want to carry forward. We argue for a conscientious engagement with the politics of citation as a geographical practice that is mindful of how citational practices can be a tool for either the reification of, or resistance to, unethical hierarchies of knowledge production. We offer practical and conceptual reasons for carefully thinking through the role of citation as a performative embodiment of the reproduction of geographical thought.

E para manter esta tradição herero-patriarcal e neoliberal, eis a citação: Mott et al (2017) – Citation matters: mobilizing the politics of citation toward a practice of ‘conscientious engagement’. Gender, Place & Culture – A Journal of Feminist Geography.

O PCP, o Augusto Santos Silva e a Venezuela

Entre o nojo e um ministro aldrabão.

Trumpices

Trumpismo no seu melhor. As autoridades podem apreender a propriedade de pessoas que nem sequer estão acusadas de crime, incluíndo em estados onde esta forma de roubo se encontra banida. Só pode ser fake news pois a fonte é jornalista da CBS.

Trumpices

O Trump parece que está a esforçar-se para manter vivo e bem nutrido o Russia Gate.

Press secretary Sean Spicer confirmed Trump and Putin spoke at the G-20 heads of state dinner, hours after their formal bilateral sit-down. But he wasn’t able to say how long they spoke or what they discussed.

According to Tuesday reports, in their second conversation, Trump spoke with the Russian leader for roughly an hour, joined only by Putin’s translator. The meeting had previously gone without mention by the administration.

“There was a couples only social dinner at the G-20. Toward the end, the president spoke to Putin at the dinner,” National Security Council spokesman Michael Anton said.

Trump’s interactions with Putin are the subject of particularly intense scrutiny in the U.S., because of the ongoing special counsel and congressional investigations into possible collusion between the Trump campaign and Moscow.

That Trump was not joined in the conversation by his own translator is a breach of national security protocol, according to Ian Bremmer, president of the Eurasia Group, though one that the president likely would not know about.

O novo normal anormal de Trump parece passar por interromper a história do encontro do Donald Jr para anunciar o seu próprio segundo encontro com Vladimir Putin (até ao momento) mantido em segredo. Numa ideia, a doutrina Trump reside na capacidade de distracção de tudo o que o que o próprio Trump e a sua família fazem com o precioso detalhe do Presidente norte-americano de se ter reunido a sós com o bully do Kremlin e do tradutor russo.

Leitura complementar: Trump, Russia, and the Misconduct of Public Men.

 

Aceitar ‘os nossos’ é fácil

Podemos não concordar com ela, mas todos têm direito à sua opinião. É quando não concordarmos que o respeito se torna, não importante, mas indispensável. Aceitar quem pensa como nós é fácil. Tentar compreender, debater, contradizer as ideias daqueles de quem discordamos, isso sim é o que nos torna em verdadeiros amantes da liberdade.

Lisboa e a banda do exército saúdam a festa dos brutos

Foto Tiago Petinga/Lusa

Duzentas almas manifestaram-se hoje em Lisboa a favor do regime comunista venezuelano, liderado por Nicolás Maduro. A celebração cívica teve o natural apoio do PCP, através do líder parlamentar, de uma sua afiliada intitulada Conselho Português para a Paz e Cooperação presidida -por mero acaso- pela candidata comunista à Câmara Municipal do Porto e da embaixada do país sul-americano.

O que me indigna não é a defesa por parte de comunistas e comunistas envergonhados de ditaduras brutais e autoritárias desligadas da realidade e do elementar bom senso mas a participação na celebração de apoio às forças progressistas de representantes da Câmara Municipal de Lisboa e da Banda do Exército.

O socialismo do século XXI não muda – continua a ser uma festa brutal e ignóbil.

A liberdade é um bem escasso na Turquia

O confisco de propriedade de igrejas e a islamização da Turquia vai bem obrigado.

Erdogan Seizes 50 Syriac Churches and Monasteries, Declares Them Turkish State Property

Leitura complementar: Momento cultural turco.

Até o SIRESP fez o máximo que podia

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

O relatório do SIRESP é um insulto às vítimas dos incêndios e mais uma prova do processo de venezuelização em curso. Afinal a vida tem de continuar, excepto para todos aqueles  que a perderam, por responsabilidade do estado.

“É lógico que houve falhas” no SIRESP em Pedrógão Grande, diz comandante de Castanheira de Pera

Caixa negra da Proteção Civil revela pedidos de ajuda sem resposta por falha do SIRESP

SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

Síntese perfeita da reportagem da TVI, feita por um amigo: o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) funciona perfeitamente, excepto em situações de emergência.

Antecipando-se a um escrutínio sério, António Costa pede respostas urgentes. Para que fique tudo na mesma.

Trump rejeita Paris

Um post ao nível do que se tem escrito e dito na generalidade da comunicação social sobre o tema.

(ideia e foto via RAF)

O pénis é uma construção social

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Na perspectiva dos sociólogos fiéis à teoria do construcionismo social — falamos, pois, de fãs de Heidegger ou de Habermas — tudo é uma construção social. Ora, se tudo é uma construção social, nenhum motivo válido haverá para que o pénis, ou, porque não, uma bilha de gás, não seja também uma construção social.

Neste sentido, dois académicos, Peter Boghossian and James Lindsay, decidiram escrever um artigo «científico» onde demonstram que o pénis é uma construção social e que é o grande responsável, se dúvidas houvesse, pelo aquecimento global. O artigo é uma paródia, à semelhança do artigo do Sokal, mas foi aceite e publicado na revista Cogent Social Sciences.

Abstract
Anatomical penises may exist, but as pre-operative transgendered women also have anatomical penises, the penis vis-à-vis maleness is an incoherent construct. We argue that the conceptual penis is better understood not as an anatomical organ but as a social construct isomorphic to performative toxic masculinity. Through detailed poststructuralist discursive criticism and the example of climate change, this paper will challenge the prevailing and damaging social trope that penises are best understood as the male sexual organ and reassign it a more fitting role as a type of masculine performance.

Uma análise mais séria do assunto por parte dos próprios autores da paródia pode ser lida aqui.

Fonte: The conceptual penis as a social construct, Jamie Lindsay & Peter Boyle, Cogent Social Sciences (2017), 3: 1330439.

Inconsciente ou irresponsável?

A notícia chegou pela manhã como pão quente: o Estado português conseguiu “colocar” 1500 milhões de euros em títulos de dívida pública a 6 e 12 meses a “juros ainda mais negativos” do que os dos empréstimos semelhantes que contraíra recentemente. Incapaz de se controlar, como de costume, o “Prof. Marcelo” correu à procura das equipas de reportagens das televisões, rádios e jornais, e manifestou a sua enorme alegria com a boa-nova. Segundo o Presidente, sempre convencido de que todo e qualquer acontecimento gira em torno da sua magnífica pessoa, este resultado “confirma a viragem de que eu falei (…) na economia portuguesa”, e mostra que “os mercados” estarão “a sentir” a “solidez financeira” e “o crescimento” que actualmente beneficia o país. “Era impensável”, diz Marcelo, que “há um ano, há dois, há três, há quatro, que nós pudéssemos ir recolher dinheiro a seis meses, a um ano, a juros tão negativos”. Ter sido possível fazê-lo, explica o Presidente, “quer dizer que as pessoas ainda pagam para ter dívida pública portuguesa”. E conclui: “isso é bom”.

Ao contrário do que Marcelo diz, não é. Seria, claro, se fosse um sinal de que o país e a sua dívida surgem, aos olhos de quem a compra – ou seja, de quem nos empresta dinheiro – como um bem duradouramente estável e apetecível. Ora, apesar do que as aparências ilusoriamente levarão a crer, nada disso acontece. Pois ao mesmo tempo que os juros dos títulos de dívida pública portuguesa com juros a curto prazo atingem esses valores negativos, os empréstimos que Portugal contrai a longo prazo (a 10 anos, por exemplo) continuam a ter juros acima dos 3%, mais elevados que a maioria dos outros países da zona euro

Como já há muito tempo se percebe, esta disparidade e este aparente paradoxo só têm uma explicação, que não augura nada de bom acerca do que o futuro reserva a todos aqueles que tiveram o azar de nascer – e a imprudência de continuar a viver – em Portugal: num país como o nosso, em que a dívida pública cresce sem cessar e que só através de truques de contabilidade e incumprimento das suas obrigações para com os mais variados credores (escolas, hospitais, prestadores de serviços, etc.) consegue que o valor do défice orçamental seja inferior àquele que “Bruxelas” exige, seria de esperar tudo menos que se conseguisse pedir dinheiro emprestado a taxas de juro negativas. Olhando para o papel do Banco Central Europeu e a sua “política de compra de activos”, vê-se melhor o que se passa: para salvar da bancarrota países com problemas orçamentais como Portugal (ou a Itália, ou a França, ou a Grécia), o BCE adquire títulos de dívida pública (e injecta dinheiro para economia), aumentando de forma artificial a procura desses produtos, tornando-os de forma igualmente artificial menos onerosos para quem tem de pagar os juros pelos empréstimos que eles representam.

Ou seja: o BCE está deliberadamente a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida pública. É essa bolha que explica os juros inacreditavelmente baixos que Portugal paga pelos empréstimos com maturidades mais curtas, e os juros bem mais elevados dos empréstimos com maturidades mais longas: ao mesmo tempo que a existência da bolha faz com que países que de outra forma ficariam sem acesso a esses mercados (como Portugal) neles permaneçam, e a custos irrisórios ou inexistentes, a consciência de que a bolha existe e a expectativa de que mais tarde ou mais cedo ela terá de rebentar fazem com que só com juros relativamente elevados alguém esteja disposto a correr o risco de nos emprestar dinheiro que só teríamos de pagar daqui a 7 ou a 10 anos, altura em que, talvez sem a ajuda do BCE, poderemos não estar em condições de o fazer.

Marcelo, claro, não diz nada disto, como nunca diz o que quer que seja que tenha um mínimo de complexidade, substância, importância ou gravidade. A única questão, à qual não sei responder, é se não o diz por ser um irresponsável que, para agradar a todos os que não gostam de “divisões partidárias” e afagar os inquietos corações de quem está farto de “más notícias”, apaga do seu discurso e da realidade todo e qualquer facto preocupante para os quais deveria alertar o país e os seus cidadãos, ou se não o diz por ser um completo inconsciente, alguém sem a mínima noção da realidade do país, dos problemas que o afectam, e dos perigos que o espreitam, enquanto os seus pobres habitantes sorriem e dão graças aos deuses da sua predilecção pelo Governo que os faz sentir que as dificuldades passaram e pelo Presidente que lhes assegura que “somos os melhores”.

Malditos geógrafos, que ignoram o seu corpo

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Mais preocupada com corpos de terceiros, esta investigadora ignora como o seu corpo pode influenciar a sua investigação científica

Há poucos dias inaugurei uma coluna onde partilhei convosco alguns dos artigos «científicos» que andam a ser produzidos com o meu e com o vosso dinheiro, e cujo contributo societal é tão relevante quanto admirar um piaçaba 6 horas a fio. O primeiro desses artigos «científicos» visava mostrar como é que um determinado tipo de esquilos era vítima de racismo e discriminação.

Hoje, tenho o prazer de partilhar convosco um artigo que procura demonstrar que os geógrafos ignoram os seus corpos, a sua sexualidade e o seu erotismo, escondendo até, imagine-se, os seus desejos sexuais do resto da comunidade científica, e como isto tudo influencia a carreira de investigação. A investigadora partilha até, num digno exercício de reflexividade, a sua experiência como mulher-investigadora desejada, quiçá proveito da sua voluptuosidade, e como isso influenciou a sua carreira científica. Finalmente, o artigo tem uma secção dedicada a clubes de swing, sem dúvida um pilar fundamental de investigação científica rigorosa.

Uma vez mais, é bom saber que o nosso dinheiro está a ser bem aplicado.

Fonte: De Craene, Valerie (2017). “Fucking geographers! Or the epistemological consequences of neglecting the lusty researcher’s body”. Journal of Gender, Place & Culture.

Os esquilos estão sujeitos a discriminação e racismo

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Evidência de um esquilo burguês em processo de acumulação de capital.

Depois do fantástico — sendo que aqui fantástico denota mesmo o sentido estrito — artigo onde o «investigador» propõe que olhemos para os icebergs numa perspectiva feminista; depois de eu próprio ter tido um resumo que se propunha a demonstrar que a calçada portuguesa é machista aceite numa conferência de feminismo pós-colonialista, eis que dei finalmente conta de um qualquer imperativo categórico que me impele a partilhar convosco trabalhos de igual monta.

Assim, estreio n’O Insurgente uma coluna onde disseminarei artigos auto-proclamados «científicos», passe a ignomínia, das gentes que investigam no lastro deixado pela escola de Frankfurt. Estreio-me com When ‘Angelino’ squirrels don’t eat nuts: a feminist posthumanist politics of consumption across southern California, uma análise necessária à forma como os esquilos estão sujeitos ao racismo e discriminação generalizada dos media pela forma como se alimentam.

Abstract
Eastern fox squirrels (Sciurus niger), reddish-brown tree squirrels native to the eastern and southeastern United States, were introduced to and now thrive in suburban/urban California. As a result, many residents in the greater Los Angeles region are grappling with living amongst tree squirrels, particularly because the state’s native western gray squirrel (Sciurus griseus) is less tolerant of human beings and, as a result, has historically been absent from most sections of the greater Los Angeles area. ‘Easties,’ as they are colloquially referred to in the popular press, are willing to feed on trash and have an ‘appetite for everything.’ Given that the shift in tree squirrel demographics is a relatively recent phenomenon, this case presents a unique opportunity to question and re-theorize the ontological given of ‘otherness’ that manifests, in part, through a politics whereby animal food choices ‘[come] to stand in for both compliance and resistance to the dominant forces in [human] culture’. I, therefore, juxtapose feminist posthumanist theories and feminist food studies scholarship to demonstrate how eastern fox squirrels are subjected to gendered, racialized, and speciesist thinking in the popular news media as a result of their feeding/eating practices, their unique and unfixed spatial arrangements in the greater Los Angeles region, and the western, modernist human frame through which humans interpret these actions. I conclude by drawing out the implications of this research for the fields of animal geography and feminist geography.

Publicado na revista Gender, Place & Culture — A Journal of Feminist Geography (Taylor & Francis), e certamente merecedor de todo e qualquer financiamento público que lhe tenha sido atribuído.