Partido Democrata enterra-se

The Night the Democratic Party Committed Political Suicide

That’s why I report the Democratic Party committed political suicide on Tuesday night. Their response to Trump’s speech was out of bounds. It wasn’t normal. It was hateful. It was bizarre. Actually, in a word, it was “foreign.” The Democratic Party is now a foreign party in their own country. They no longer have any understanding of what people born in America think or feel.

It’s perfectly fine to be respectfully opposed to the politics of one party or president. That’s acceptable. That’s as American as apple pie. But that’s not what happened on Tuesday night.

Democrats were outed as the party that is rooting for America’s failure. Rooting against a booming economy. Rooting for misery, instead of prosperity. Rooting against job creation. Rooting against a booming stock market. Rooting against employee bonuses. Angry about the lowest black unemployment ever. Angry about the lowest Hispanic unemployment ever. Angry at the lowest female unemployment in 18 years.

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Partido Democrata prefere um país em ruínas, em que todos dependam do Estado e das suas empresas rentistas – quem fornece muletas gosta de pernas partidas, nem que tenham de as partir eles mesmos. E se falha depois faz esta cara. Tamanho ódio… Triste.

Aconselho também a análise de Anthony Brian Logan, um negro republicano.

 

 

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Do Irão moderado, com amor

O ensino de inglês nas escolas (primárias públicas e privadas) está proibido no Irão.  O passo seguinte será a proibição do ensino do hebraico?

 Iran has banned the teaching of English in primary schools, a senior education official said, after the country’s Supreme Leader said early learning of the language opened the way to a Western “cultural invasion”.

Trumpices

Quando um presidente condiciona e sonha proibir a edição de um livro, estamos perante o mais liberal (certificado) dos presidentes ou um destacado crítico literário?

Mad World

Na sequência das denúncias de assédio e abuso sexual por figuras públicas, uma mãe da vila inglesa de North Shields resolveu subir a parada e exigir a retirada de um perigoso livro da lista de leituras da escola do seu filho de seis anos. Trata-se da Bela Adormecida, estando Sarah Hall preocupada com o impacto no seu filho do comportamento predatório do príncipe (que beija Aurora sem o consentimento desta). Se ao menos Harvey Weinstein e Kevin Spacey não tivessem sido expostos ao livro dos irmãos Grimm ou mesmo, quem sabe, ao filme da Disney…

Com notícias destas e outras como a das Rainhas Magas vem-me à cabeça o refrão da canção: “It’s a very very mad world…” (na versão de Gary Jules para o Donnie Darko).

O sacrifício do cordeiro

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Não é cordeiro nem se sacrificou, mas Ricardo Araújo Pereira foi estendido e simbolicamente enterrado pela turba inquisitorial que policia o pensamento e que faz birra porque o mundo teima em não ser como tweetam. O crime do Ricardo? Ter opinião — e não ser um cordeiro.

Percebe-se. Afinal, há coisas invioláveis à luz da mais nobre ética republicana. A primeira é duvidar da sacrosantidade de José Sócrates e da incapacidade das amásias em questionar de onde vinha o dinheiro — o que acontece em Formentera fica em Formentera. A segunda é achar que até não estamos mal, e que aqueles rituais obscurantistas de supressão da liberdade de expressão e de ideias, tão em voga no séc XVI, não devem ser mais do que um pequeno compêndio nos livros de história.

Daqui se conclui que se não estás com eles, estás contra eles, Ricardo. Ou contra elas. Ou contra el@s. Ainda que tenhas defendido a legalização do aborto, pairado pelo PCP, votado no Bloco, apoiado o Livre, não é aceitável que não alinhes em toda e qualquer causa progressista do dia.

Se dúvidas houvesse da importância do progresso, ainda ontem se dava conta de mais um flagelo acometido no Reino Unido, que só não tomou outras proporções porque uma mãe atenta decidiu interceder. Não é que foram passar o filme da Bela Adormecida na escola da filha de 6 anos? Esse mesmo, o filme em que a Princesa, que não havia previamente autorizado o beijo do Príncipe pois encontrava-se a dormir, foi beijada de supetão. Ilustrado, sim, mas assédio sexual.

Perguntam-te enfim, como derradeiro momento de redenção, antes mesmo de desembrenharem a faca: de que lado vais estar, Ricardo? Eu não sei, mas o jardim visto do lado de lá do manicómio parece um lugar bem mais agradável.

1984 actualizado

1984 foi escrito numa época em que não havia internet. Assim, o autor teve de imaginar um sistema de microfones, câmaras e televisões.

O PCC (Partido Comunista Chinês) beneficia de tecnologias como a internet e o microchip, com tudo o que estas permitiram: ligação das pessoas em rede, partilha de informação nas redes sociais, compras on-line, id virtual, sistemas de pontuação creditícia, entre outros. E está a construir o futuro, que a UE e os EUA seguirão.

O resultado: Social Score. Em vez do Credit Score, este mede o vosso valor como bons cidadãos. Compram fraldas, +. Vêem notícias na TV, +. Lêem O Insurgente, -. Lêem Fernando Rosas, +. Lêem 1984, -. Partilham um feito da Geringonça no Facebook, +. Um amigo partilha um artigo do Blasfémias, – (coeficiente de queda menor, pois foi apenas um amigo). Ligam para um tio que vota direita, -. Assistem a um vídeo de YouTube com publicidade, +. Compram um livro no index aprovado, +.

Querem internet rápida? Querem serviços a preço baixo? Querem pagar menos impostos? Querem prioridade nos correios? Têm de ter uma boa pontuação. E desamigar os que não a têm claro. Afinal, a vida será muito mais fácil se forem bons cidadãos…

Thought Police persegue “PeterSweden”

Muitos dos comentários no meu artigo “Geringonça assume poderes ditatoriais” entristeceram-me. Não por serem legalmente incorrectos (aprende-se sempre algo com os comentários), mas porque o princípio de aceitação do abuso estatal está lá – e basta exacerbar alguns casos nos media para que esse à-vontade se traduza num “Police State” completo com uma “Thought Police” digna de 1984.

Para ilustrar este meu ponto, deixo aqui um caso do YouTuber PeterSweden (que recomendo, para quem quiser saber o que vai acontecendo nos países nórdicos e não passa nos legacy media, pois foi neste canal que soube das 11 bombas que explodiram na Suécia em Outubrover também este), que anda a ser perseguido no Reino Unido por perturbar a ordem pública com as suas opiniões.

Sim, no Reino Unido existe uma divisão da Scotland Yard para perseguir trolls na internet (Telegraph, Sun, The Guardian, RT). Com base no que li nos comentários do outro artigo, basta criarem a lei entre o governo, os Estalinistas e os Trotskistas: depois certamente surgirão comentadores a detalhar-me como eu desconheço a lei e como aquilo é tudo legal e portanto facto consumado. Nestes tempos, tiram-se livros de circulação, fecham-se espaços públicos e calam-se vozes incómodas nos media tradicionais com uma facilidade incrível. E depois está tudo bem porque alguém do estado afirma que “quem não deve não teme”, “o estado agiu na legalidade” e “não pode haver complacência”. O Nanny State está bem e recomenda-se.

Edição – Nota importante para quem não viu o vídeo: para mim o principal problema é que já estamos no ponto na Europa em que se alguém na polícia achar que demos a opinião errada no Twitter, Facebook ou YouTube, pode passar repetidamente na casa da família à noite para nos prender.