Trumpismo: o bom, o mau e o incerto

O meu artigo desta semana no Observador: Trump: o bom, o mau e o incerto.

Compreender o putinismo LXI

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O estado russo sabe o que é melhor para os seus cidadãos. A rede social LinkedIn foi banida na Rússia. 

Uma derrota profunda dos meios de comunicação social

MEC deu mais um exemplo (raro em Portugal…) de decência e honestidade intelectual: É amarga, mas justa, a lição que Donald Trump acabou de nos dar. Por Miguel Esteves Cardoso.

Trump ganhou. Nós perdemos. Por nós quero eu dizer os meios de comunicação social dos EUA e da Europa. Segundo as histórias que nós contámos aos leitores e uns aos outros o que acaba de acontecer era impossível.

As nossas sondagens e opiniões – incluindo as minhas – não só se enganaram redondamente como contribuiram para criar um perigoso unanimismo que fez correr uma cortina de fumo digno dos propagandistas oficiais dos estados totalitários.

Eu leio todas as semanas duas revistas conservadoras americanas – The Weekly Standard e National Review. Leio todos os dias o igualmente pro-Republicano Wall Street Journal. Em nenhum deles fui avisado que Trump poderia ganhar.

Sinto-me vítima de uma conspiração – não da parte de Trump mas da parte dos media. Aquilo que aconteceu não foi a cobertura das eleições americanas, mas antes uma vasta campanha publicitária a favor de Hillary Clinton onde até revistas apolíticas como a Variety participaram.

Donald Trump foi sujeito à maior e mais violenta campanha de ataques pessoais que alguma vez vi na minha vida. Todos as principais publicações alinharam entusiasticamente. Sem recorrer a sites de extrema-direita o único site que defendia Trump foi o extraordinário Drudge Report. Foi só através dele que comecei a achar – e aqui vim dizer – que o eleitorado reage sempre mal às ordens paternalistas dadas por uma unanimidade de comentadores, jornalistas e celebridades.

A eleição de Donald Trump foi um triunfo da democracia e uma derrota profunda dos meios de comunicação social.

Análises à vitória de Trump

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Além do meu artigo semanal, tive muito gosto em contribuir para o especial do Observador de análises rápidas sobre a vitória de Trump, que inclui também textos de Jose Manuel Fernandes, Rui Ramos, Alexandre Homem Cristo, Helena Matos, João Marques de Almeida, e Nuno Garoupa. Aqui fica o meu contributo: Os deploráveis elegeram Trump.

O primeiro passo para compreender e lidar com as consequências da eleição de Trump será não repetir os erros, enviesamento e arrogância com que a sua candidatura e campanha foram analisadas.

Eleições EUA no Observador

Hoje à noite estarei a participar na cobertura que o Observador vai fazer das eleições norte-americanas via liveblog.

Leitura complementar: Eleições americanas n’O Insurgente.

Sem dúvida

Recomendo a leitura da opinião do Alexandre Homem Cristo no Observador, Trump é tão mau quanto Tsipras.

Trump e Tsipras têm o mesmo desprezo pela democracia representativa, pela separação de poderes, pelo pluralismo. Mas não recebem o mesmo tratamento no debate público: um é temido, o outro é amado.

Trump dá mau nome à direita. Não é o único. Há também Marine Le Pen, Nigel Farage e demais hipócritas do Brexit, ou Viktor Órban e restantes nacionalistas do leste e do norte europeu. Mas, hoje, Trump é o ponta-de-lança desta equipa internacional de políticos de direita que, estando na primeira fila do acesso ao poder, se definem como inimigos da globalização e, não raras vezes, das liberdades republicanas – pondo em causa a livre circulação de pessoas e bens, a separação de poderes, a democracia representativa, a promoção do pluralismo e a tolerância social da diferença. No fundo, sacudindo os pilares das repúblicas modernas em que vivemos, aliados em ambição aos que, à esquerda, reprovam o modo de vida ocidental – da Rússia à China, passando pelos novos marxismos europeus (Syriza, Podemos) que vão condicionando a agenda política.

Os EUA não são a Hungria e o que se passa em Washington tende, mais tarde, a acontecer no resto do mundo. Isto devia preocupar-nos, independentemente de quem os americanos elegerem. Sim, a probabilidade de Trump perder é superior à de ganhar as eleições presidenciais desta terça-feira nos EUA. Ainda bem, digo eu – apesar de Hillary Clinton. Mas, mesmo que derrotado, sobreviverão os efeitos da adesão às suas propostas e da difusão das suas provocações. (…)

Leitura dominical

Se os portugueses votassem nos EUA, a crónica de Alberto Gonçalves no DN

(…) E, brincadeiras à parte, fazem bem. Quer pelos motivos enumerados acima quer pelo egocentrismo imprevisível do sr. Trump, a sra. Hillary, que representa bastante daquilo que os portugueses imaginam abominar na América, é um mal muito menor. No que toca aos EUA, os portugueses rejeitam o charlatanismo, a demagogia e o perigo em prol da relativa moderação: por uma vez, mesmo que pelas razões erradas, escolhem a opção certa. Em Portugal, como diariamente se constata em São Bento, em Belém e nas sondagens, erram nas razões e nas escolhas. Aqui, a única coisa certa é o perigo, além dos charlatães e demagogos. Se os portugueses votassem nos EUA, seria uma maravilha. O nosso azar é votarem em Portugal.

O burro e o Ferrari: never again!

De facto, o burro parece visivelmente stressado

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Mutilação genital feminina na Rússia

Entre a mutilação genital feminina e o assassinato.

Russia has launched an investigation into claims that tens of thousands of girls in remote mountain areas, some as young as three months’ old, have been forced to undergo female genital mutilation.

The general prosecutor’s office has acted following allegations that the life-threatening practice has been taking place “unchecked by the authorities” in the republic of Dagestan, Russia’s state-run news agency Tass reported. (…)

In August, the Dagestani cleric Ismail Berdiyevdescribed FGM as a Dagestani Muslim tradition that was a solution to the “problem of promiscuity in women in general”.

He was supported by Vsevolod Chaplin, an Orthodox Christian leader, who said on Facebook that traditional practices should be allowed to continue without interference. (…)

The Guardian has seen interviews conducted by Moscow-based journalist Marina Akhmedova, who recently travelled to Dagestan to research FGM in the area. She said female cutting was linked to the lack of rights for women in Dagestan, their low status within the family and limited work opportunities.

She said many of the women she interviewed talked about the threat of honour killings if a girl did not behave according to adats (mountain law).

“I believe parents use circumcision as a way of protection from honour killings. They believe if a woman doesn’t have a clitoris she won’t be interested in sex and won’t have it before marriage. The villages support killings of such girls. (…)

Compreender o fenómeno Trump

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O meu artigo de hoje no Observador: O caminho para a vitória de Trump.

Que um candidato tão unanimemente denunciado e desprezado pelo establishment político-mediático (incluindo segmentos importantes e influentes do próprio Partido Republicano) tenha conseguido chegar a esta situação é verdadeiramente extraordinário. O enorme ego de Donald Trump não o deixará ver as coisas assim em caso de derrota mas chegar a este ponto constitui já uma vitória independentemente do resultado das eleições. Uma vitória que, por muito que se possa não gostar de Trump, importará mais compreender do que condenar.

O “clientelismo de massa” da “geringonça”

As três condições deste governo. Por Rui Ramos.

Os actuais governantes esperam controlar o país através do que podemos chamar um “clientelismo de massa”, que compreende o funcionalismo público, os pensionistas de maiores rendimentos e ainda os banqueiros do Estado – uma espécie de “chavismo rico”. A austeridade foi redistribuída de modo a dar aos rentistas do regime uma sensação de segurança, à custa de todos os contribuintes e da degradação dos serviços públicos. É a segunda condição deste governo: a passagem do Estado social ao Estado clientelar.

Um código de conduta

Pre-pubescent girls can be taken’: ISIS publish guide on how to own a sex slave as the terror group uses an app to sell women and girls as young as 12.

Narrativa über alles

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Nem só de rasgar de contratos e impostos indiretos se faz o tempo novo. O governo decidiu voltar a inovar, desta vez na apresentação do orçamento. Nesta altura do ano é suposto um governo já ter uma ideia de quanto irá gastar no presente exercício e disponibilizar esses números na proposta de orçamento para o próximo ano. A honestidade, a ética política, e uma coisa de menor importância chamada Lei de Enquadramento Orçamental, exigem que esses números sejam disponibilizados para a discussão na Assembleia da República. No entanto, Mário Centeno só acedeu a disponibilizá-los quando a Comissão Europeia assim o exigiu. As prioridades de Centeno fazem sentido: a Comissão Europeia representa um grupo de credores com dinheiro e poder, enquanto que o parlamento representa um grupo de desvalidos sem soberania a que se dá o nome de povo português. (…)

Podem continuar a ler aqui.

Querida esquerda, nada acaba até estar acabado

O meu texto de ontem no Observador.

‘E o que dá por ‘encerrado’ a geringonça? Escândalos que alguma malvada comunicação social e a sempre aleivosa oposição inventam. Santos Silva deu por encerrado o caso das viagens pagas pela Galp a Rocha Andrade, e agora o BE também já informou que o caso das licenciaturas falsas de um chefe de gabinete do secretário de Estado da Educação está encerrado. E ai de nós se discordarmos. Ainda apanhamos mais umas décimas de impostos sobre os combustíveis se não formos dóceis e obedientes.

Há quem se escandalize pela sobranceria destes encerramentos compulsivos. Neste caso das licenciaturas falsas, por exemplo, pessoas miudinhas (e sem gosto pelas distrações ornitológicas preferidas pela geringonça) podem argumentar que há muito por explicar. Se Nuno Félix foi uma escolha do ministro Tiago Brandão Rodrigues, amigo próximo, independentemente de este saber ou não da mentira da nota biográfica, o ministro não é responsabilizado por escolher (e voltar a escolher) uma pessoa capaz de mentir sobre o seu percurso académico? Já não se avaliam os governantes pela qualidade das pessoas que escolhem recrutar?

Lembrando o motorista – teimariam os tais picuinhas –, não será um ministro politicamente responsável pela rebaldaria, inclusive financeira, de viagens diárias de quatrocentos quilómetros para transportar um chefe de gabinete de casa para o trabalho? Claro que não. Vamos agora submeter a geringonça a esse tipo de escrutínio? Pensam que estão a lidar com um governo de direita?’

O texto todo está aqui.

Compreender o putinismo LX

Soldado desconhecido ou para a famíla e amigos: Maxim Kolganov,
Soldado fantasma ou  Maxim Kolganov, para a famíla e amigos. Fotografia Reuters/Maria Tsvetkova.

Na Ucrânia ficaram conhecidos como os homens verdes, simples agricultores com óbvios problemas de orientação. Na Síria, passaram a soldados fantasma.  Só ao alcance de uma santa mãe pátria.

Ghost soldiers: the Russians secretly dying for the Kremlin in Syria

Alguém está a mentir…

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… e era bom que se esclarecesse quem é o mentiroso e se retirassem daí as devidas consequências políticas: Emails provam que Brandão Rodrigues quis manter Nuno Félix

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, terá mesmo pedido ao antigo secretário de Estado do Desporto, João Wengorovius Meneses, que não exonerasse o seu chefe de gabinete, Nuno Félix. Segundo escreve esta quinta-feira o jornal i, entre março e abril deste ano houve uma troca de emails entre ministro e secretário de Estado sobre a situação do chefe de gabinete, que mostra a interferência, negada esta terça-feira, de Brandão Rodrigues na equipa de Wengorovius Meneses.

Leitura complementar: O ministro da Educação e as licenciaturas falsas; Quando a mentira não tem consequência.

Sobre a baixa cotação da liberdade de expressão em Portugal

A heteronormatividade do virgem ofendido. Por Luís Aguiar-Conraria.

O que é incompreensível é que um deputado, que a coberto da sua imunidade pode insultar quem lhe apetecer, recorra aos tribunais porque um cidadão o insulta. Não é aceitável que quem tem o direito de chamar vulgar canalha a alguém se arme em virgem ofendido quando alguém lhe chama camelo. E, sendo aceitável que na nossa Assembleia se chame mentiroso a alguém, não pode alegar ofensa o deputado a quem acusam de ser desprovido de neurónios. Diria mesmo que sempre que alguém cita Oscar Wilde se contribui para a elevação intelectual do debate político português. Mesmo que a citação seja para dizer que “os loucos por vezes curam-se, os imbecis nunca”. O regime de imunidade dos deputados devia exigir que no início de cada mandato tivessem de fazer uma escolha simples: ou prescindiam da imunidade parlamentar ou prescindiam de perseguir judicialmente quem os atacasse.

Quando as consequências precedem as causas

A “geringonça” é tão boa que medidas aplicadas em 2016 e 2017 produziram efeitos nos dados da emigração relativos a… 2015…

Ou como a agenda político-partidária se pode sobrepor até às mais elementares regra de lógica: Portugueses voltaram a ter um “capital de esperança” que fez baixar a emigração

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CNN fires Donna Brazile

CNN fires Donna Brazile for allegedly giving debate questions to Hillary Clinton in advance

CNN has dropped a political commentator following accusations that she sent Hillary Clinton two questions ahead of time during the primary season.

Donna Brazile announced her departure on 31 October on twitter although she resigned two weeks ago.

Leaked emails from WikiLeaks belonging to Clinton campaign chair John Podesta showed that Ms Brazile funneled two questions to Ms Clinton, a longtime political ally, before a CNN-sponsored debate and voter town hall event against Vermont senator Bernie Sanders.

Um retrato do Opus Dei que não corresponde à realidade

Rui Pedro Antunes, jornalista, publica «Opus Dei: Eles estão no meio de nós»
Um retrato do Opus Dei que não corresponde à realidade.

As licenciaturas falsas e Tiago Brandão Rodrigues

O meu artigo desta semana no Observador: O ministro da Educação e as licenciaturas falsas.

Se ainda restar algum vestígio de decência e sentido institucional no governo da “geringonça”, o tempo de Tiago Brandão Rodrigues no papel de ministro da Educação só pode ter chegado ao fim.

Pois tem…

“A vossa presença tem significado político”, disse José Sócrates a dirigentes e militantes do PS

Crato, rua!

crato

Chefe de gabinete inventou dois cursos e o ministro da Educação segurou-o. Demitiu-se agora.

Em Abril, o ministro Crato deixou cair o anterior Secretário de Estado da Juventude que quis exonerar o amigo do ministro.

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Adenda: No consulado de Sócrates, Nuno Félix recebeu 98.277 euros por serviços na área da comunicação, por ajuste directo.

 

Uma esquerda que não sente

O meu artigo no Jornal Económico.

Uma esquerda que não sente

O Governo desistiu do crescimento económico. Costa já deve ter percebido que não é possível com despesa elevada e impostos altos. O objectivo, agora, é que o défice agrade Bruxelas e cale o PSD, mesmo que para isso adie pagamentos aos fornecedores, corte nas escolas e nos hospitais. O Governo precisa de chegar às autárquicas com os números a bater certo, mesmo que tudo esteja errado.

Mas o Governo não desistiu do crescimento económico apenas para agradar Bruxelas. Fê-lo também para satisfazer o seu eleitorado. O principal propósito do Estado, nesta legislatura, é pagar salários. Sem salários, nem pensões, não há votos e o Governo cai. E se a economia não cresce, porque descer a despesa implica reduzir salários, é necessário cortar nos serviços. Veja-se o Ministério da Educação, cujo orçamento para 2017 cresce 179,4 milhões de euros, mas as despesas previstas para salários dos professores e funcionários de escolas aumentam 188 milhões. Onde é que se vai buscar a diferença?

Costa está a paralisar o país. Por ora, a maioria está satisfeita porque beneficia dessa estagnação. Mas nenhuma sociedade vive desta forma.

Pouco antes de falecer, Michel Rocard concedeu uma entrevista à Le Point, na qual qualificava a esquerda francesa como a mais retrógrada da Europa. Não se lembrou da portuguesa, mas as críticas feitas a uma aplicam-se à outra. Dizia o ex-primeiro-ministro francês que a esquerda perdeu a cultura económica e o diálogo social. Profundamente marxista, com uma análise racional da produção, a esquerda de hoje quer destruir o capitalismo e desconfia da economia de mercado. Rocard foi um socialista moderado, crítico do arcaísmo de Mitterrand, e intelectualmente próximo de António Guterres, um primeiro-ministro fraco que agora o PS aplaude mas que traiu em 2001, numa altura em que o PS já se encontrava no processo de radicalização que agora presenciamos.

A nova esquerda socialista perdeu a dimensão cultural dos tempos de Rocard. Alicerçada no ódio promove a desconfiança, seja à Europa, seja à Alemanha. É sem qualquer problema que invoca um passado com 70 anos para destruir o que a Europa tanto esforço fez, não para esquecer, mas para não repetir. Amaldiçoa a globalização, esse processo de integração económica iniciado pelos portugueses, que tem tirado da miséria tanta gente por esse mundo fora e que Vargas Llosa, que ainda este mês esteve em Lisboa, qualificou de movimento entusiasta que acabou com o nacionalismo responsável por tantas mortes.

Apostada no consumismo, a esquerda reduziu o Estado social ao pagamento de salários e de pensões, esperando que os que votam em si gastem e reduzam a sua existência a essa satisfação efémera. Esta é uma esquerda que não sente. E como o dinheiro não nasce das árvores, uma massa de gente sem fito na vida estará pronta a pôr-se na mão de meia dúzia de populistas que andam por aí confusos entre governar e mandar bocas.

O clube das mulheres nasty e o clube dos senhorios espoliados

O meu texto de ontem no Observador.

‘O clímax veio no terceiro debate, quando chamou ‘nasty woman’ (‘mulher detestável’) a Hillary. Para Trump e a sua corte de seguidores sexistas, foi uma forma genial de por a contraparte feminina no seu lugar. Como dizia um congressista republicano, ‘às vezes uma senhora precisa que lhe digam que está a ser nasty’. (Não é adorável? Ainda bem que existem estes homens beneméritos e esclarecidos para nos darem ralhetes. Só espero que nenhuma senhora que se cruze com esta pessoa nos próximos tempos não lhe entorne em cima da roupa, por azar, um copo daqueles cafés que os americanos bebem a escaldar. Seria uma grande pena.)

Para o resto do mundo com noções de decência em funcionamento, em geral, e para as mulheres, em particular, o ‘nasty woman’ funcionou como uma declaração de guerra. Além do barulho nos media com o insulto, as mulheres correram para o twitter proclamando-se nasty. Já há há t-shirts à venda e demais parafernália. Porque, de facto, já fomos todas nasty. Não por atos desagradáveis ou imorais, mas pela ousadia de questionarmos homens que não entendem como não somos só produtoras de elogios e salamaleques. Acontece-nos muito. Temos orgulho em ser assim nasty. Tanto que até a Teen Vogue – muito mais afiada do que muitos comentadores masculinos por esse mundo fora, mesmo os que desgostam de Trump, que não estão a perceber a magnitude da repugnância que a criatura gera nas mulheres – sugeriu que o comentário tinha acabado de ganhar a eleição a Hillary.’

O texto todo está aqui.

As liberdades sindicais no socialismo real

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Exército vai ocupar empresas que aderirem à greve na Venezuela

O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, anunciou na quarta-feira que o exército tomará o controlo das empresas que se juntarem à greve geral convocada pela oposição para sexta-feira.

Twilight zone

Meu, isto é a sério. A sério, não, foda-se, aconteceu mesmo. Não é montagem, um gajo destes (destes p’amordedeus!) é convidado por um canal de televisão para falar de um livro de que é o suposto plumitivo autor sabendo nós (p’amordedeus!) que não o escreveu, pá. Está tudo doido? Aquela merda na TVI funciona a LSD? Isto não é possível, não é. Ponto.

coiso

Compreender o putinismo XLVIII

Um bom resumo dos #SurkovLeaks.

Breaking Down the Surkov Leaks

What the leaked inbox of the Kremlin’s “Grey Cardinal” tells us about the war in the Donbass

Classe e estado da geringonça

simoes

Deputado do PS recomenda que ministro se cale e não faça “figura de miúdo”.

Quatro cadeiras, zero mesas.

 

Putas, descendentes e abduzidos

recycled-toilet-paper-4613202Ali pelos idos de 1992, num programa de televisão o Fernando Alves (TSF) afirmou que os jornalistas eram, à época, “uma classe de putas”. Foi há cerca de vinte e quatro anos pelo que podemos com alguma segurança dizer que os actuais são os filhos das ditas sem medo de falhar por muito.
Por exemplo, naquele jornal (?) que concorre com os rolos de Renova (folha simples e macia) uma filha dilecta da geração de 92 (conforme definida pelo Fernando Alves) de nome Margarida qualquer-coisa escreveu isto sobre a Associação“Joãozinho” e a cedência ao Continente de uns terrenos junto ao Hospital de São João.  O Pedro Arroja, Presidente da dita Associação conta todo o processo aqui e aqui. No pasquim concorrente com os rolos de marca branca do Continente (packs de 3, folha picotada) não existe vergonha na cara? Caro Fernando (Alves) as putas do teu tempo deixaram descendência mas mais rasca que as mães. Uma merdia é o que é.
E o David Dinis? Desaprendeu? Arranjou quem lhe pague melhor? Foi abduzido e substituído por um clone alienígena?