Em defesa da liberdade, contra a agenda LGBT

Docenas de asociaciones cívicas se unen contra la ideología de género, sus multas y sus leyes LGBT

Son asociaciones de padres, de familias, grupos cristianos, entidades cívicas, asociaciones provida, asociaciones educativas… tienen años de experiencia en la defensa de la vida, la familia y las libertades y ahora presentan un frente unido en una Plataforma por las Libertades ante las amenazas de multas y persecución que se leen en las nuevas leyes de ideología de género y de privilegios LGBT que se están aprobando en España.

Falta de travões em mercado islamofóbico de Berlim

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Estado Islâmico Ordem dos Padres Carmelitas Descalços reclama a responsabilidade pela falha mecânica.

Compreender o putinismo LXIII

O putinismo no seu pior: declarações de um camarada  do Embaixador Karlov,  hoje brutalmente assassinado na Turquia.

Russian ambassador’s assassination in Turkey was organised by ‘NATO secret services’ and was ‘a provocation and challenge to Moscow’ claims Kremlin senator

Franz Klintsevich claimed a NATO government was probably behind the hit Klintsevich is a key ally of Vladimir Putin and a defence and security expert

He said the involvement of NATO secret services in the hit was highly likely

The Russian government has branded the hit an act of terror and vowed revenge

 

Leitura dominical

Pedro e os Lobos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…)  Nem menciono os cidadãos de origem portuguesa hospedados em cadeias venezuelanas por razões políticas. Mas sabem dos três enviados da SIC e do Expresso presos em Cuba sem razão aparente? Provavelmente, não, já que por cá o assunto mereceu atenção idêntica à dedicada ao campeonato paquistanês de críquete. De qualquer modo, o PSD, com a escassa moral que lhe resta após tolerar o lamento parlamentar por Fidel, apresentou um voto de protesto contra o sucedido. O voto mereceu o apoio do CDS, a oposição do PCP e a abstenção de PS e BE. É como defender a “causa” homossexual enquanto se venera a Palestina: os famosos “direitos humanos” terminam logo que começa a afinidade ideológica. Para o que importa, os eleitores radicalmente distraídos ficam então informados de que a maioria dos seus representantes na AR acha muitíssimo bem, ou pelo menos não se importa, que jornalistas sejam detidos à toa. Também convinha que alguém informasse os jornalistas.

Sintomas

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O meu artigo desta semana no Observador: Populismos: de Tsipras a Trump.

O populismo pode assim ser visto como um sintoma da falência dos modelos sociais correspondentes e, muito em particular, da sua incapacidade para proporcionarem os resultados prometidos. Como eloquentemente explicou há mais de sete décadas Friedrich Hayek na sua obra The Road to Serfdom, os sucessivos fracassos das políticas intervencionistas conduzem a um gradual aumento das frustrações do eleitorado. Frustrações essas que abrem espaço para figuras carismáticas que se apresentem como líderes “fortes”, com um discurso agressivo centrado no enfrentamento do “sistema” e na suposta defesa dos interesses e aspirações do “cidadão comum”.

Uma cabala de sangue

Que está a atingir a tralha socrática da geringonça.

O concurso internacional realizado chegou a tribunal. Mas apesar da polémica e dos protestos, foi a farmacêutica Octapharma que acabou por ganhar o contrato para aproveitar o plasma do Hospital de S. João no Porto.

Apesar de haver cinco concorrentes, a farmacêutica com a exclusividade de fornecimento de plasma às unidades de saúde em Portugal, era a única que reunia diretamente os dois principais requisitos. Definidos nas regras do concurso.

Fernando Araújo, atual secretário de Estado da Saúde, era então diretor do serviço de Imunohemoterapia. E “esteve diretamente envolvido” no concurso, segundo relata a investigação da TVI. (…)

A mais recente vítima do marxismo

O meu texto desta semana no Observador.

‘O Bartertown Diner era um restaurante marxista. Nas suas paredes exibia garbosamente imagens de Che Guevara e Mao Zedong. No seu facebook, em vez de se promoverem as novas iguarias, escreviam-se tiradas doutrinárias marxistas. Apesar de existir um proprietário, não havia essa mania capitalista dos chefes no restaurante, todos mandavam o mesmo e as decisões eram tomadas coletivamente. Toda a gente ganhava igualmente e implementou-se uma política de não aceitação de gorjetas. Os empregados tinham de pertencer a um sindicato. O que poderia correr mal?

Vejamos. Os clientes não podiam gratificar por um bom serviço, pelo que as refeições eram dispendiosas para compensar a perda das gorjetas. Como não havia incentivo para o tal bom serviço que poderia merecer a gorjeta, uma sandwich demorava quarenta minutos a entregar. Os horários eram decididos pelo coletivo, de acordo com a conveniência da força proletária; em resultado desta política orientada para o prestador de serviços, o restaurante abria só quando era conveniente a quem lá trabalhava, em vez de quando os potenciais clientes necessitavam de alimentação. No Reddit alguém aventou a possibilidade de ser indigesto partilhar um repasto com os assassinos em série representados nas paredes.’

O resto do texto está aqui.

Abram alas para a herança da geringonaça

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O PSD apresentou na Assembleia da República um voto de protesto relativo à detenção de três jornalistas do Expresso e da SIC em Cuba.

A votação foi o que se esperava: o CDS votou a favor. O PCP votou contra e o BE e o PS abstiveram-se. Está explicada, uma vez mais, a geringonça e o afastamento do PS do bom senso e da dignidade.

Leitura complementar: Abram alas para a herança de Fidel.

 

Compreender o putinismo LXII

Não faço ideia do número de almas que continuam na libertada cidade síria de Allepo mas o porta-voz do Ministro da Defesa russo, o general Igor Konashenkov  nega tudo, cambada de russofóbicos.

The Russian Defense Ministry’s spokesman Maj. Gen. Igor Konashenkov has refuted allegations of “250,000 trapped” Aleppo civilians.

“All dramatized outcries allegedly in defense of ‘trapped 250,000’ Aleppo civilians, especially loudly voiced by representatives of Britain and France, are nothing more than russophobic chatter,” he said.

Konashenkov underscored that terrorists had used more than 100,000 civilians as human shields in Eastern Aleppo.

Amor aos sanguinários: direita trumpista a papel químico da esquerda

Agora há esta nova moda à direita. Direita é como quem diz: das pessoas que apoiam Trump. Sempre presumi que para se questionarem as opções ocidentais não era necessário endeusar os sanguinários das outras zonas do mundo. E que para reconhecer que nos países islâmicos as ditaduras laicas são um mal menor se comparados com os possíveis substitutos não era preciso perder a vergonha e desatar a elogiar ditadores da estirpe de Assad – que, recorde-se, nem hesitou em usar armas químicas sobre a população síria (que de início o apoiava), e que tem um longo historial de abusos e torturas. De trumpistas até já li elogios a essa pessoa impecável que era Kadaffi. Certamente que questionar a intervenção na Líbia não pode apagar todos os crimes hediondos da criatura, certo? Ou há pessoas com tão pouca subtileza intelectual?

Esta direita trumpista é como a esquerda, muito crítica dos líderes democráticos mas tem como coqueluches gente miserável como Chávez, Fidel Castro, Evo Morales, Che Guevara, Mao Zedong. Na versão da direita: Obama e Hollande (e eu não aprecio nenhum dos dois uma pevide)? Escória da terra. Assad e Putin? Dois líderes grandiosos.

Não é só no amor a gente odiosa que a direita trumpista copia a esquerda. Na verdade, mostram o mesmo ódio ao ocidente e à vida ocidental. As sociedades ocidentais estão caducas, precisam de um estrondo que as revolucione, minadíssimas por essa gente perigossíssima que são as feministas e os gays e os imigrantes, há que não deixar pedra sobre pedra das atuais instituições, a NATO (essa organização sensaborona) é afinal a causa de todos os males do mundo. Isto no Ocidente – que tem a civilização mais rica, mais justa, mais admirável de toda a história da humanidade.

Vêm-me estas reflexões porque leio coisas por estes dias, vindas da direita (ataque de tosse, e desta vez não resulta da fenomenal gripe que me assalta), que me deixam de queixo caído. Tanto que chego à conclusão que, como bem dizem os trumpistas, o problema das eleições americanas não foram as fake news – desde logo porque a vitória de Trump se deveu a margens escassíssimas em poucos estados, tendo Hillary ganho o voto popular por cerca de mais 2,7 milhões de votos. O problema é mesmo haver tanta gente do lado que apoia Trump que mente descaradamente. Mentiram descaradamente durante a campanha e continuam a mentir descaradamente agora.

Veja-se por exemplo este texto de António Ribeiro Ferreira. Perde-se a capacidade de emitir palavras durante vários minutos, tal o amontoado de tretas. A primavera árabe – que apanhou EUA e Europa totalmente desprevenidos, afinal foi financiada por estes que não sabiam que ia ocorrer e que por muito tempo não fizeram ideia de como reagir. (E nem todos os países da primavera árabe – que nunca me entusiasmou – se engalfinharam numa guerra.) O apoio ocidental aos rebeldes na Síria pode ser caracterizado de néscio, desde logo por supor que haveria rebeldes que seriam leais a quem os ajudasse com munições e treino e equipamento, ou por manter o mito da existência dos ‘islâmicos moderados’. Mas não foi de todo a causa da guerra civil na Síria nem, sequer, o catalisador para os mortíferos combates desta guerra. Pelo que caracterizar estas ajudas pontuais como ‘criminosa aventura ocidental na Síria’ dá ideia ou de alucinações involuntárias sobre a realidade ou aldrabice deliberada.

Assad – que até teve uma grande vitória (uau – e, tendo em conta Aleppo, aposto que ARF também achou a destruição de Dresden uma grande vitória dos aliados; há quem não tenha argúcia para perceber que às vezes só há derrotas, mesmo quando há ganhos militares) e Putin são uns tipos impecáveis. Os curdos – que acabaram de explodir coisas e matar gente – são outros seres humanos, todos, acima de qualquer crítica. Supor que Assad – que anos a fio sustentou o Hezbollah, que lá por não ser a Al Qaeda ou o ISIS não deixa de ser um grupo de terroristas – é um trunfo no combate ao terrorismo, bem, é tão obtuso como inventar os tais ‘islâmicos moderados’ que poderiam ser aliados do ocidente.

Enfim, quando esta gente que agora apoia os amigos de Trump se interessar por saber as figuras que faz, tem uma solução fácil: é igual aos desavergonhados que há pouco tempo andaram a recordar flores e estrelas cintilantes sobre esse outro tipo impecável que foi Fidel Castro.

 

 

 

Leitura dominical

No jardim-de-infância, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) Geert Wilders, político holandês, “populista” e de “extrema-direita”, foi condenado por discriminação, racismo e “discurso de ódio” após ter perguntado à audiência de um comício se queria mais marroquinos no país. Já há cinco anos o sr. Wilders fora a tribunal por comparar o islão ao nazismo – pormenor curioso para quem é acusado de abominar muçulmanos e de ser nazi. De qualquer modo, o sr. Wilders é de facto impertinente. As pessoas de bem sabem que o racismo, a xenofobia, a discriminação e o ódio em geral só são tolerados quando dirigidos contra: a) banqueiros, especuladores e, salvo ditadores “revolucionários”, milionários em geral; b) alemães, americanos brancos, israelitas e “sionistas” em geral; c) políticos populistas, de extrema-direita ou à direita do socialismo em geral; e d) cavalgaduras que dizem coisas de que não gostamos em geral.

E é isto. Agora resta esperar para ver o exacto tipo de gente que persegue o sr. Wilders mostrar-se incrédulo com a popularidade crescente do sr. Wilders e similares. Vou comprar pipocas

Purga envergonhada no Bloco de Esquerda

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Imagino que na vida interna dos partidos existam episódios dignos de uma comédia que acaba muitas vezes por se  transformar em drama e nos piores casos, em tragédia e horror. E se até agora pensavam que a purga era um exclusivo do PCP – o mais moscovita-estalinista dos partidos comunistas da Europa Ocidental, estão enganados, de uma forma mais ou menos envergonhada o Bloco de Esquerda  lá vai percorrendo o seu caminho.

O Bloco de Esquerda é mais do que uma experiência, uma vivência de um conjunto de partidos inovadores de esquerda, com maioria absoluta nas  redacções, cujo primeiro líder foi o actual Senador da Rrrépública Francisco Anacleto Louçã. Depois dele, a gerência passou por uma direcção bicéfala que respeitou a quota dos sexos e acabou com Catarina Martins a chefe, a apoiar a Geringonça e a engolir uma generosa quota de sapos, rãs e demais batráquios.

Podemos estar gratos tanto à sua existência como à sua dissidência. É ao BE que devemos a existência de um MAS (Joana Amaral Dias durante umas eleições e gravidez), do Livre unipessoal de Rui Tavares, de um 3D (do Daniel Oliveira que não pergunta o que nos dizem os nossos olhos) ou qualquer outra agremiação que entretanto tenha nascido ou venha a nascer da força  imaginativa dos homens, mulheres e restantes criaturas da esquerda que se quer diferente mas igual. O BE para além dessa tarefa hercúlea de procura e  dissimulação envergonhada do comunismo,  sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da  luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Ao que parece,o BE oprimiu impediu  Francisco Raposo,ex-dirigente da agremiação de regressar. O curioso é que até ao momento ninguém sabe muito bem as razões do boicote. Para já, existe uma carta aberta de solidariedade com o socialismo, com uma peculiar lista de subscritores nacionais e estrangeiros e um manifesto de Solidariedade dos membros da Moção B da Mesa Nacional do BE, naquilo que é considerado como um golpe inaceitável na democracia interna do Bloco de Esquerda.

De regresso ao PCP, enquanto partido conservador-comunista aproveitou a derrocada do comunismo na Europa de Leste,  para purgar os elementos menos ortodoxos, cabendo a alguns deles a abertura de novos movimentos de participação cívica-comunista- na-realidade- mas-com- outro-nome. Ou na integração dos dissidentes sobreviventes em partidos como o PS ou o PSD.

O surrealismo purgatório é lei para o comum dos traidores e o desfecho natural da militância no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP ). Um dia depois do Natal de  1976, após seis anos de luta, nasceu o PCTP/MRPP, um partido “com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na  aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.” Sempre consideraram os outros comunistas como uns betinhos e de valor residual. O camarada Arnaldo Matos atingiu o  estatuto de figura pública apesar de não ter o culto das multidões proletárias e camponesas de um Ribeiro Santos – abatido pela PIDE – ou de um Alexandrino de Sousa, assassinado pelos social-fascistas da UDP  (facção do actual BE) . E depois de um afastamento a que os ousados apelidariam de burguês, acabou recentemente por purgar o Secretário-Geral o mediático advogado Garcia Pereira e os membros do comité permanente do comité central. O  único partido capaz de fazer “a aliança operária-camponesa” e num momento de  reflexão profunda reconhece-se a si próprio como “o único partido que, desde o início da mais  recente e grave crise do sistema capitalista em Portugal, definiu que a questão central que se coloca  à classe operária para não ser esmagada pela contra-revolução é a do não pagamento da dívida.”  É esta a abrangência que os camaradas têm direito,  sem coligações burguesas, de preferência sem pagar aos credores e em perpétuas histórias de higienização interna.

Alguém alinha nas pipocas?

Abram alas para a herança de Fidel

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O comunismo é um reconhecido sistema inventivo, daí as aparentes dificuldades que os três  jornalistas do Expresso e da SIC terão sentido quando foram detidos pela polícia cubana quando se preparavam para ir trabalhar, graças a uma dica do dono da casa em que estavam hospedados.

No domingo de manhã, as cinzas de Fidel iriam a ‘enterrar’ no cemitério de Santa Ifigénia, em cerimónia privada, reservada apenas a alguns convidados, incluindo alguns estrangeiros como Dilma Rousseff e Lula da Silva.

Ficara, por isso, combinado entre os enviados do Expresso e da SIC uma saída às 4 e meia da manhã, para poder registar o final da vigília que decorria na Praça da Revolução, em Santiago de Cuba, e o derradeiro cortejo em que povo cubano poderia participar ao fim de nove dias de luto.

Nunca lá chegaríamos, porém.

Minutos depois de sair da casa onde estávamos hospedados encontrámo-nos na insólita situação de detidos pela polícia cubana e obrigados a recorrer à diplomacia portuguesa.

Foi nesse momento que percebemos a importância do telefonema que o dono da casa recebera já depois da meia noite, e ao qual apenas respondera: “Três jornalistas portugueses, dois homens e uma mulher. Vão sair muito cedo”.

As mentes maldosas dirão que é algo típico de uma ditadura, resultado de um sistema opressivo e que premeia a bufaria. Não acreditem, oiçam os votos de louvor a Fidel do PS, PCP e Bloco de Esquerda.

 

É de pequenino que se atira ao pepino

Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.
Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.

Mesmo no moderado Irão.

WAR GAMES Iran opens chilling kids’ military theme park with AK47s where children as young as 8 fire bullets at US flags and effigies of the Israeli PM

THE Iranian government has opened a sinister kids’ war-based theme park which instead of roller-coasters and roundabouts has military checkpoints and AK47s.  The City of Games for Revolutionary Children park lets youngsters dress up in full combat gear and pretend to be attacking Iran’s enemies like Israel and the West. (…)

Totalitarismo abortista: desenvolvimentos recentes em França e Portugal

Proibido não adorar o aborto. Por Maria João Marques.

O legislador francês, ao mesmo tempo que considera as mulheres capazes de tomar uma decisão difícil sobre a vida de um ser humano irrepetível, supõe as mulheres tão sensíveis e trémulas nas suas convicções que não podem saber que existe quem discorde da bondade da opção de abortar.

Se está a pensar que França é um país muito doente, informo-o que tem boa companhia. Nesse longínquo país chamado Portugal, há uma mistela, quero dizer, um documento das Direções Gerais da Saúde e da Educação que propõe que as crianças do quinto ano sejam apresentadas ao conceito de aborto nas aulas de Educação Sexual. Digam lá se há algo melhor para falar com crianças de nove, dez e onze anos do que de aborto? Não é evidente que uma decisão que é tantas vezes agonizante para mulheres adultas será limpidamente clara para uma menina de dez anos? Eu, por mim, que sou mãe de uma criança que está no quinto ano, posso sugerir acabarem-se já as aulas de História e começarem já a explicar-se os métodos de raspagem do útero ou a diferença entre aborto cirúrgico e aborto medicamentoso.

Fidel, o brutal ditador cubano (2)

Castro

Castro and Human Dignity. Por Mary Anastasia O’Grady.

Castro left a once-prosperous and promising land in dire poverty. But his legacy is far worse than the material ruin of a nation. His insatiable appetite for absolute power was manifest in an obsession with hunting down every last nonconformist, stripping away the human dignity of the population.

Continue reading “Fidel, o brutal ditador cubano (2)”

XX Congresso do PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”

Além do meu habitual artigo semanal, tive muito gosto em contribuir para o especial do Observador sobre o XX Congresso do PCP, que inclui também análises de Miguel Pinheiro, José Milhazes, Helena Matos, Alexandre Homem Cristo e Vítor Matos. Aqui fica o meu contributo: PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”.

O PCP procura persuadir o eleitorado mais à esquerda de que o apoio ao governo do PS não é bem um apoio, um pouco como Bill Clinton afirmava há uns anos atrás que “fumou, mas não inalou”. É a esta luz que devem ser entendidas as constantes referências e críticas dirigidas ao PSD e CDS – mais de um ano depois de Passos Coelho ter deixado de ser primeiro-ministro. O papão de um “governo de direita” continua a ser a única forma de o PCP justificar o seu apoio ao governo do PS em contradição com quase tudo o que defendeu durante anos. Mas esta é uma estratégia retórica que pode estar a chegar ao final do prazo de validade.

Leitura dominical

Os amigos do povo português, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) Já é embaraçoso que um adolescente dedique poemas à namorada, à vizinha, à mãe ou à menina que o atende na loja da Meo. Mas que espécie de distúrbio leva um adolescente apenas mental a dedicar poemas a um velho milionário que vivia nas longínquas Caraíbas? Por outras palavras (e que palavras, Nossa Senhora!), o intelectual Boaventura Sousa Santos escreveu uns versinhos, em rima branca, ao falecido Carniceiro de Havana e nem uma junta psiquiátrica conseguirá explicar porquê. O lado positivo disto é que o dr. Boaventura escreve tão mal quanto pensa e, escusado acrescentar, o poema é uma galhofa pegada. E é a segunda vez numa semana que Cuba nos proporciona alegrias.

Sabia-se há muito que a veia lírica do dr. Boaventura rivalizava em grotesco com o seu trabalho académico. Dos remotos poemas eróticos (“faz parte desta gota/ ser a taça e alagar-se/ faz parte deste cisma/ ter entranhas e sujar-se/ faz parte deste coito/ estar a um canto a masturbar-se”) às incursões pelo rap (“Jesus caminha/ caminha com alguém/ que pode ser ninguém/ Allah caminha/ nas ramblas de granada/ e não acontece nada”), o homem é um mestre do humor involuntário.

É também, sob determinada perspectiva, um sujeito invulgar. Qualquer pessoa que tivesse perpetrado semelhantes atentados à literatura fugiria sem deixar rastro no dia em que os visse cair no domínio público. Em geral, as pessoas têm vergonha. Na “poesia” (desculpem) e no resto, o dr. Boaventura não tem vergonha nenhuma. Por isso, mal o cadáver do ditador arrefecia e, a partir de um cantinho da Universidade de Coimbra, o mundo era abençoado com nove estrofes, livres e com antecanto, em louvor dele.

Não disponho de espaço para divulgar a peça na íntegra. Limito-me a notar que “Na morte de Fidel” contém referências a “comboios da imaginação”, “manivelas de razão”, “barcos polifónicos”, “mobílias espirituais”, “turismo de acomodação”, “supermercados” e, claro, “azeite puro”. Se o conteúdo parece saído de experiências médicas, o objectivo é óbvio: o dr. Boaventura presta vassalagem à causa que serviu a vida inteira, leia-se o despotismo de esquerda. O dr. Boaventura só não publicou um soneto sobre o Violador de Telheiras porque o tipo não desgraçou gente suficiente e, para cúmulo, se calhar vota no PSD. (…)

Pobre país o nosso…

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António Filipe: “É simplista e errado qualificar Fidel como ditador”

Leitura complementar: O legado de Fidel e a duplicidade moral da esquerda.

Fidel, o brutal ditador cubano

Castro

O meu artigo desta semana no Observador: O legado de Fidel e a duplicidade moral da esquerda.

(…) o legado negativo de Fidel transcende em muito o sofrimento imposto ao martirizado povo cubano. Ao longo de décadas – e em especial no auge da Guerra Fria – Fidel e o seu regime semearam o terror e a destruição em vários pontos do mundo, desde Angola ao Chile. Este é um aspecto relevante e que importa não esquecer na avaliação histórica do castro-comunismo e das suas consequências globais. (…) Segundo os relatos recebidos, o brutal ditador cubano terá morrido na cama, pacificamente. Importa recordar que, infelizmente, as suas milhares de vítimas não tiveram a mesma sorte.

“o seu povo o elegerá como o maior de entre os seus”

As palavras que nunca te direi. Por Michael Seufert.

Já afastado do dia-a-dia da liderança do país que tanto lhe deve, não deixou de estar no coração do seu povo, que tanto chora a sua morte, e que continuava a acreditar na sua liderança e na sua entrega abnegada. A sua morte,após invulgar resistência contra a doença, abre caminhos para novas reformas no regime e a melhoria de relações com o exterior, o que se saúda. O seu povo, enlutado, não o esquecerá e certamente se daqui a 40 anos a televisão quiser fazer a retrospectiva da sua vida o seu povo o elegerá como o maior de entre os seus, muito na frente daqueles que, derrotados pela história, lhe fizeram frente.

Vergonha em tons multiculturais IV

Foi condenada a  rede que abusou de crianças em Rotherham.

Ringleader of Rotherham child sexual abuse gang jailed for 35 years

Judge praises ‘immeasurable courage’ of victims as three brothers are jailed for between 19 and 35 years for leading exploitation of girls

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Fidel Castro e as ditaduras fofinhas

O meu texto de hoje no Observador.

‘As reações dos políticos foram igualmente repugnantes. Do PCP veio o gozo descarado costumeiro. Jorge Sampaio, essa insignificância política de que não rezaria a história se um dia Cavaco não tivesse perdido umas eleições, deu um testemunho (e porquê, Deus meu, alguém se lembra de pedir um testemunho a Jorge Sampaio?) onde aplaudiu a simpatia do hirsuto Castro, entre outras qualidades adoráveis. Do atual Presidente, que há pouco tempo se fez fotografar sorridente ao lado do tirano, também nada de tragável veio.

Mas o pior chegou na forma dos votos de pesar que o parlamento aprovou pela morte da criatura. E se do PS extremista se espera todos os enlevos com as ditaduras comunistas, já não se perdoa que o PSD tenha escolhido abster-se nesta votação. É por estas e por outras que a suposta direita parlamentar merece todas as geringonças que a atropelem: os eleitores não respeitam quem não se dá ao respeito.

Enfim. Para terminar com uma nota de humor, depois das entranhas revolvidas com as reações portuguesas à morte de um carrasco das Caraíbas, podemos pelo menos reconhecer que ninguém por cá foi tão ridículo como Trudeau – deu azo a uma das hashtags mais divertidas dos últimos tempos –, que produziu um tributo a Fidel Castro que até a canadiana CBC chamou de ‘deliberadamente obtuso’. Parece que Fidel amava de amor profundo o povo cubano (matou e prendeu uns tantos, mas o que interessa isso?) e criou um maravilhoso mundo com boa saúde e educação.

O que é verdade. Quem não aprecia um destino de turismo sexual com oferta de gente muito escolarizada a prostituir-se? Também me lembro do filme Guantanamera, dos idos dos anos 90, onde uma professora universitária e um seu antigo aluno referiam áreas do saber cubanas, utilíssimas em qualquer curso superior, da estirpe de ‘marxismo dialético’ ou ‘socialismo aplicado’. Quem não saliva pela oportunidade de estudar isto?’

O texto com princípio, meio e fim está aqui.

Era um humano

Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter
Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter

A criatura que não dominou o carro e que experimentou uma faca de talhante noutras criaturas, frequentou um ATL virado para o sucesso.

Vale a pena ler uma pequena mas emotiva entrevista ao humano Abdul Razak Ali Artan.

(…) “I just transferred from Columbus State. We had prayer rooms, like actual rooms where we could go pray because we Muslims have to pray five times a day.

“There’s Fajr, which is early in the morning, at dawn. Then Zuhr during the daytime, then Asr in the evening, like right about now. And then Maghrib, which is like right at sunset and then Isha at night. I wanted to pray Asr. I mean, I’m new here. This is my first day. This place is huge, and I don’t even know where to pray.

“I wanted to pray in the open, but I was scared with everything going on in the media. I’m a Muslim, it’s not what the media portrays me to be. If people look at me, a Muslim praying, I don’t know what they’re going to think, what’s going to happen. But, I don’t blame them. It’s the media that put that picture in their heads so they’re just going to have it and it, it’s going to make them feel uncomfortable. I was kind of scared right now. But I just did it. I relied on God. I went over to the corner and just prayed.”

Leitura dominical

Um sucesso com precedentes, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) O prof. Marcelo, especialista em selfies e obituários, chamou a Fidel Castro uma personalidade “marcante”, “cujo peso na história não se pode negar”. De facto, a criatura marcou sobretudo as suas incontáveis vítimas, executadas, torturadas ou, nos dias em que acordava bem-disposto, apenas presas por delito de opinião. E não serei eu a negar o tal “peso” de Fidel na história, a par de figuras estimáveis como Estaline, Hitler, Mao, Pol Pot, os ditadores argentinos e, numa escala modesta mas comparável na barba, o estrangulador Landru. Por sorte, dele e nossa por osmose, o prof. Marcelo ainda foi a tempo de conhecer o Carniceiro, perdão, o Comandante de Havana. Temos, em suma, um presidente esclarecido. Já os americanos terão o sr. Trump, que considerou Fidel um “ditador brutal”. Tamanha ignorância assusta.

Trump e a esquerda

Qual é o problema da esquerda com Trump? Por Rui Ramos.

Qual é, afinal, o problema das esquerdas com Trump? Trump propôs-se rasgar tratados de comércio, reduzir compromissos militares, aumentar o défice. Não é isso, num mesmo patamar de demagogia, que desejam os inimigos do “neoliberalismo” e da “austeridade”? Muitos eleitores da esquerda americana não viram onde estava o problema, e votaram Trump. São racistas, diz-se agora. Mas em 2008, quando elegeram Obama, também foram racistas?

25 de Novembro de 2016 na Venezuela

venezuelasocialismo

Hungry Venezuelans Flee in Boats to Escape Economic Collapse, por Nicholas Casey (texto) e Meridith Kohut (fotografias).

(…) “I’m leaving with nothing. But I have to do this. Otherwise, we will just die here hungry.” (…)

Espera-se, a todo o momento,  que o governo revolucionário venezuelano coloque em marcha um conjunto de medidas mágicas que resolverá de vez a escassez de bens essenciais e que potenciará os bons resultados do modelo socialista.