Os ateus-carrapato

O meu texto da semana passada no Observador. Esta semana duplamente pertinente.

‘Nem todos os ateus são carrapatos, claro. A maioria são pessoas normais que vivem a sua vida sem incomodar os outros em excesso. Não fazem da descrença na divindade uma batalha de vida, não escarnecem dos crédulos obscurantistas que têm fé, não esbugalham os olhos transidos de fúria de cada vez que referem a Igreja Católica. São pessoas com quem se pode ter (e frequentemente tem) conversas bem pertinentes sobre espiritualidade e religião. No meu caso (de católica), tenho mais valores e pontos de vista em comum com a maioria dos meus amigos ateus do que com os católicos conservadores fundamentalistas.

Mas há ateus-carrapato, consideravelmente diferentes das pessoas ateias normais minding their own businesses. Caracterizam-se, grosso modo, pelo ódio de morte à religião católica e pela irracionalidade absoluta e agressiva de cada vez que um católico se expressa publicamente – onde estão as purgas nos jornais e nas televisões quando precisamos delas?! Se por acaso quem se expressa publicamente é um padre, o transtorno é tal que ficamos em cuidados se algum destes carrapatos não vai para casa auto mutilar-se. Qualquer dinheiro dos contribuintes que vá parar a uma instituição católica ou de católicos dá-lhes ímpetos de emigrarem – que, infelizmente, não concretizam.

São pessoas suscetíveis. Tal como não conseguem sobreviver com sanidade (e nota-se) sem uma bateria de sessões de psicoterapia de cada vez que ouvem um piropo obsceno na rua, também se ofendem com crimes hediondos como receber desejos de um ‘santo natal’. (Que género de psicopata deseja um ‘santo natal’ a uma pessoa de religião desconhecida?!)’

O resto do texto está aqui.

Então votos de boa administração Trump

O meu texto de hoje no Observador. Porque, caros amigos liberais, o problema de Trump não é só a defesa do protecionismo. Nem, sequer, tratar-se de um apalpador compulsivo. (Ainda que qualquer das duas chegue e sobre para repelir eventuais apoios a Trump.) O maior problema é ser um autoritário, muito poderoso, que não admite limites ou o simples escrutínio à sua ação – e que, podendo (e quem pode conter Trump não está com vontade disso), vai deteriorar a democracia americana de uma forma talvez irreparável. As boas instituições não estão imunes aos humanos viciados, como bem nos ensina a História.

‘Entretanto, no meio de tudo isto, temos Trump mandando o seu press secretary mentir garantindo que teve a MAIOR multidão de sempre a assistir a uma tomada de posse. Ponto final. Além das divertidas tendências para o culto da personalidade – Trump tem mais gente a vê-lo porque é o mais arrebatador político desde que o poder centralizado do estado surgiu na noite dos tempos, como bem nos informam os superlativos que o POTUS usa sobre si próprio e as suas habilidades – há o mote que foi dado à presidência: mentir quando os factos não confirmam a estonteante maravilha que é Trump. Os funcionários do irmão americano do INE bem podem começar a estudar métodos de inventar estatísticas, caso a realidade tenha a falta de senso de não brindar Trump com o MAIOR crescimento económico desde Adam Smith, ponto final.

Trump no seu discurso fez promessas sensatas e cumpríveis como (cito livremente) exterminar os terroristas e acabar em definitivo com o crime. Declarou o dia da sua tomada de posse um Dia de Devoção Patriótica (façamos uma genuflexão) com ecos da Primeira Guerra Mundial. Inventa que só perdeu o voto popular para Hillary Clinton (por quase 3 milhões de votos) porque imigrantes ilegais lhe roubaram a eleição. Mantém a recusa de mostrar a sua declaração de impostos (algo que até na nossa democracia de pantomina se faz) impossibilitando, assim, os americanos de escrutinarem as suas atividades económicas e o seu património. Garantiu ser uma contradição nos termos um presidente com conflitos de interesses. O prestável partido republicano (aquele com que os crédulos contam para limitar os disparates trumpistas) já tentou, de resto, emprateleirar um departamento de vigilância independente para as questões de ética no Congresso. Foi só parado pela fúria popular; até Trump teve de reprovar a pressa. […]

Um presidente megalómano propenso a mentir, fazer negócios que ninguém poderá avaliar e comprar uma guerra para distrair os seus detratores e energizar os indefetíveis. Uma primeira dama oficiosa, influente, com alma de feirante desonesta. Uns apaniguados obedientes que não recusam mentir. Um partido, com maioria nas duas câmaras do Congresso, que se vendeu e renega o que sempre promoveu (o comércio livre, por exemplo) para alimentar o projeto de poder próprio de Trump. Não, não: não é nenhum bombardeamento à democracia liberal como a conhecemos. Nem nunca houve na história instituições que soçobraram devido a homens viciosos que as usaram e desacreditaram. Só pode correr bem.

Mas não esquecer: o perigo real são os manifestantes contra Trump. Não têm poder para ordenar ataques com drones, ao contrário do seu alvo, mas o que interessa? E as maldosas fake news – que são todas as que expõem Trump. Mas especialmente tóxicas são as desavergonhadas das mais de 3 milhões de mulheres que se manifestaram pacificamente nos Estados Unidos. Deixo-vos um bom plano: fingir que estas manifestações não tiveram números impressionantes, nem são importantes, e exibir só as maluquinhas (existem sempre) que lá se passearam. Que tenham mão pesada para estas aleivosas que não descansam na perseguição (juro que li isto) a um pobre homem que acaba de ser eleito.’

O texto completo está aqui.

Donald Trump e “A Era da Desmiogarquia”

 

Um texto meu no site britânico CapX:

“Sullivan’s words might sound overly-dramatic, but there’s some validity to them. Not in the sense that America’s first orange president will become a true tyrant, but that his election does say something about the predicament of the American Republic. It is a symptom of the American democracy’s degeneration into a desmiogarchy – the government of the shackled, of those in bounds.

This degeneration has been a feature of European politics for several years now. All over the continent (Austria, Poland, Sweden, Denmark, Portugal), an increasing number of voters have transferred their support from mainstream, “centrist” parties to extremist, populist ones, or have elected not to participate in the democratic process at all. The pattern will likely be repeated in future elections in the continent, whether in Germany, Italy or most particularly in France.

At the root of this “desmiogarchization” of European democracies lies the exponential growth of the state. Since the turn of the century, across the continent, public spending has soared as a share of national income – from 51.6 per cent in 2000 to 55.9 per cent in 2012 in France; from 45.9 per cent to 49 per cent in Italy; from 41.6 per cent to 46.9 per cent in Portugal.

(…)in the end, these welfare states created a series of problems that seem difficult to overcome. They’re ineffective: they respond not to the needs of those who use them, but to the bureaucratic goals of political decision-makers. They’re unsustainable: there is an ever smaller number of workers paying for an ever-growing number of beneficiaries. And they’re unfair: because they try to provide for those who need it and those who don’t, they end up giving too much to those who don’t need it and not enough to those who do.

On the one hand, the inefficiency of these services feeds the electorate’s high – and growing – level of dissatisfaction with governments and politicians. On the other, European electorates seem pretty reluctant to give their support to any reform that might mean they would have to give up some of the things they take for granted.

The combination is lethal: most voters make their electoral choices on the basis of who they believe will be capable of keeping things as they are, but at the same time, those voters who want to keep the statist status quo intact grow unhappy with the practical results of that same statism. So voters blame the traditional governing parties for not being able to give them the statism of plenty they long for.”

O resto pode ser lido aqui.

Mário Soares da discórdia

Um texto meu na Folha de São Paulo, sobre as opiniões que se formaram sobre Soares pela minha geração e querubins ainda mais novos. Um amuse-bouche:

‘Algumas pessoas em Portugal estão por estes dias espantadas pela ausência – gritante e ostensiva – do povo comum português nas cerimónias fúnebres de Mário Soares. Houve funeral de estado cuidadosamente preparado e executado – e bonito. Os políticos louvaram em abundância Soares. Os jornalistas lamentaram-se como se tivesse morrido o gatinho preferido. As televisões e jornais esqueceram que existia resto do mundo. A população? Não quis saber.’-

Aqui.

A minha mãe não faz anos todos os dias

Como nem todos os dias são festa, o meu desejo político para 2017 limita-se a que, aos com discernimento, lhes seja permitido não contrair mais dívida dos outros; consigam ser responsáveis pelos seus actos, sem que isso seja considerado egoísmo, mas mera justiça. Já seria muito. Para muitos até demais. O meu artigo no Jornal Económico.

A minha mãe não faz anos todos os dias

A Europa enfrenta três ameaças em 2017: racismo, proteccionismo e populismo. Três que têm origem numa só: dívida. Ou encarado de outra forma, falta de capital, de dinheiro para atender ao comércio que não pára de crescer num mundo globalizado. É o mercantilismo de outrora, quando se desvalorizava moeda para incentivar a produção nacional, que regressa agora entre os que querem uma Europa diferente.

Enquanto a acumulação de dívida não criou problemas de maior, o projecto europeu foi-se alargando e aprofundando sem entraves. Tirando um ou outro aviso, como os de Margaret Thatcher, que no célebre discurso de Bruges deu a conhecer a sua visão da Europa que precavia os povos europeus dos problemas que vivemos agora, ninguém se preocupou muito com o futuro. A Europa andava e isso era o que interessava.

A moeda única europeia, que tantos entenderam como fulcral para a Europa e que hoje consideram um entrave às suas políticas, é o principal alvo das três ameaças acima referidas. Com o euro, moeda que pressupõe políticas orçamentais rigorosas, o capital, o dinheiro, só surge com poupança, investimento e aquele risco em que apenas os prudentes sabem incorrer. Prudentes, porque comedidos; comedidos, porque é o seu dinheiro que está em causa.

É esta ligação entre o dinheiro e quem investe que se perde quando os Estados entram na equação. É desta forma que surge a dívida que não se paga, se acumula e nos afoga anos mais tarde. E qual é a solução que nos é apresentada? Não a difícil que é pagar, mas a fácil que é ignorar. Quem ignora segue em frente, embora com um preço: é preciso justificar o não querer saber. Como? Com a imigração, a globalização e o ataque às instituições. A livre circulação de pessoas, de bens, de capitais, e as organizações que as permitem, combatem-se com racismo, proteccionismo e populismo. As ameaças que atacam a Europa e que nasceram da dívida que, há muitos anos, a mina.

Por que motivo é que a visão europeia de Thatcher foi ignorada? Porque era demasiado pragmática. Porque antevia problemas que poucos quiseram ver quando tudo corria bem. E porque o pragmatismo na política obriga a explicar devidamente as escolhas que, quando feitas com o coração se justificam por si mesmas. O tal populismo. Foi assim em 1988, em 1998, 2008, 2016 e será em 2017. Para quê doutra forma se há um caminho mais fácil?

É assim em Portugal e na Europa. Em todo o lado. Não tenhamos, pois, ilusões: 2017 não será o ano em que deixamos o passado lá atrás. A resposta é chutar para a frente. Que não funciona é tão certo como a minha mãe não fazer anos todos os dias. Mas a maioria quer e é o que vamos ter. Assim, o meu desejo limita-se a que, aos com discernimento, lhes seja permitido não contrair mais dívida dos outros; consigam ser responsáveis pelos seus actos, sem que isso seja considerado egoísmo, mas mera justiça. Já seria muito. Para muitos até demais.

Estamos no grau zero, certo?

O meu texto de ontem no Observador.

‘Durante horas pensei que o lamento oficial de Marcelo Rebelo de Sousa pela morte de George Michael era uma piada das redes sociais à hiperatividade presidencial a que MRS nos vem habituando. Nem acreditei quando li as notícias. Tive de ir ao site da Presidência da República confirmar que a mais recente exuberância pesarosa de MRS existia mesmo. Pelo que, queridos concidadãos, está na hora de assumirmos mais esta cruz nacional (e peço perdão por trazer este travo quaresmal para o tempo natalício): temos um Presidente que perde tempo a emitir lamentos oficiais pela morte de estrelas pop estrangeiras.

Enquanto aguardamos a publicação no site da Presidência da nota congratulatória de Marcelo Rebelo de Sousa pelo regresso das andorinhas na primavera (que as andorinhas não são menos que George Michael), ou talvez mesmo um comentário oficial do Presidente sobre a problemática das notícias falsas, devemos, quem sabe, perder uns momentos e dirigir a uma qualquer divindade do nosso agrado uma oração pedindo uma mordaça para Marcelo Rebelo de Sousa (já que o bom senso e o sentido das proporções não são suficientes para o moderar).’

O resto do texto está aqui.

As liberdades que não são de esquerda

O meu texto desta semana no Observador.

‘É oficial: pelos lados da geringonça cortaram as últimas amarras que os ligavam à realidade. É o que qualquer pessoa sensata conclui da promessa de Pedro Marques do novo aeroporto complementar no Montijo para 2019. Os tempos dessa entrada cimeira da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o ‘direito ao TGV’, exigido pelos lunáticos da Juventude Socialista em 2009, estão de volta.

Claro que em 2019 dificilmente haverá aeroporto. A razão é simples e bruta: não há dinheiro. Mas, em boa verdade, o que interessa ao PS também não é a construção do aeroporto. É muito mais útil enganar os tolos com a retórica do investimento; encher jornais e noticiários com projetos grandiosos que o magnífico governo apadrinha (os jornalistas assim sempre se esquecem de referir os números risíveis do investimento que, de facto, temos tido e que mostram que com este desgoverno ninguém arrisca investir); oferecer uma cenoura coberta de chocolate, à laia de esperança, aos eleitores dos municípios da zona do futuro-barra-imaginário aeroporto.

O PS sempre foi um partido da pós-verdade, muito antes do conceito estar na moda. Lembramo-nos das promessas de Centeno e Costa para o crescimento económico, não lembramos? Pelo que dizer que se quer construir o aeroporto, para o PS, é muito mais útil que construir mesmo o aeroporto. Quanto menos o pretenderem construir, mais proclamações enfáticas de amor assolapado pelo novo aeroporto deveremos ouvir. Vamos ser todos endoutrinados na bala de prata (mais uma, já houve tantas) que é o novo aeroporto para o desenvolvimento português. Quem não amar o projeto do novo aeroporto acima de todas as coisas, não é patriota. António Costa, naquela sua peculiar maneira de esmigalhar a língua portuguesa, ‘incontrará’ maneira de argumentar que é ‘inconxional’ não construir o novo aeroporto.’

O resto do texto está aqui.

O ano em que ninguém quis saber

O meu artigo no ‘i’ sobre o ano português que termina.

O ano em que ninguém quis saber

O ano está a terminar e é hora dos balanços. Por todo o lado leio que o país está excelente. O Público, num especial sobre 2016, descreve-o como o ano dos êxitos improváveis e pergunta se a auto-estima voltou. Até a novela do aeroporto regressou à baila com o Expresso a noticiar que a construção de um  novo pode avançar já em 2019. Isto depois de sabermos que já há planos para a expansão do Metro de Lisboa.

Algo de muito estranho se passou este ano e que poderá explicar como é que saímos da depressão profunda da troika e chegámos à euforia contagiante da geringonça. Mas o quê?  É certo que o BCE compra dívida pública portuguesa, mantendo o país a soro. Mas e depois? Ninguém se pergunta como vai ser quando essa ajuda terminar? Ninguém se preocupa?

Lembram-se daquelas reformas que durante anos ouvimos dizer que eram indispensáveis? Agora já não não precisas para nada. Afinal o país até está melhor sem estas. Até porque essas reformas implicavam mudanças de hábitos e os portugueses estão habituados a não mudar as suas práticas. Como governante hábil que é António Costa percebeu isso e deu-nos isso.

Daqui a muito tempo os portugueses do futuro estudarão estes anos para conhecer Portugal. Para se conhecerem a eles próprios. Um país que fecha os olhos porque dessa forma não se passa nada. Não querer saber é um remédio. E quando o Carmo e a Trindade caem pergunta-se porque é que ninguém avisou. Não é verdade. Os avisos estão aí. O problema é que ninguém quer mesmo saber.

A mais recente vítima do marxismo

O meu texto desta semana no Observador.

‘O Bartertown Diner era um restaurante marxista. Nas suas paredes exibia garbosamente imagens de Che Guevara e Mao Zedong. No seu facebook, em vez de se promoverem as novas iguarias, escreviam-se tiradas doutrinárias marxistas. Apesar de existir um proprietário, não havia essa mania capitalista dos chefes no restaurante, todos mandavam o mesmo e as decisões eram tomadas coletivamente. Toda a gente ganhava igualmente e implementou-se uma política de não aceitação de gorjetas. Os empregados tinham de pertencer a um sindicato. O que poderia correr mal?

Vejamos. Os clientes não podiam gratificar por um bom serviço, pelo que as refeições eram dispendiosas para compensar a perda das gorjetas. Como não havia incentivo para o tal bom serviço que poderia merecer a gorjeta, uma sandwich demorava quarenta minutos a entregar. Os horários eram decididos pelo coletivo, de acordo com a conveniência da força proletária; em resultado desta política orientada para o prestador de serviços, o restaurante abria só quando era conveniente a quem lá trabalhava, em vez de quando os potenciais clientes necessitavam de alimentação. No Reddit alguém aventou a possibilidade de ser indigesto partilhar um repasto com os assassinos em série representados nas paredes.’

O resto do texto está aqui.

Fidel Castro e as ditaduras fofinhas

O meu texto de hoje no Observador.

‘As reações dos políticos foram igualmente repugnantes. Do PCP veio o gozo descarado costumeiro. Jorge Sampaio, essa insignificância política de que não rezaria a história se um dia Cavaco não tivesse perdido umas eleições, deu um testemunho (e porquê, Deus meu, alguém se lembra de pedir um testemunho a Jorge Sampaio?) onde aplaudiu a simpatia do hirsuto Castro, entre outras qualidades adoráveis. Do atual Presidente, que há pouco tempo se fez fotografar sorridente ao lado do tirano, também nada de tragável veio.

Mas o pior chegou na forma dos votos de pesar que o parlamento aprovou pela morte da criatura. E se do PS extremista se espera todos os enlevos com as ditaduras comunistas, já não se perdoa que o PSD tenha escolhido abster-se nesta votação. É por estas e por outras que a suposta direita parlamentar merece todas as geringonças que a atropelem: os eleitores não respeitam quem não se dá ao respeito.

Enfim. Para terminar com uma nota de humor, depois das entranhas revolvidas com as reações portuguesas à morte de um carrasco das Caraíbas, podemos pelo menos reconhecer que ninguém por cá foi tão ridículo como Trudeau – deu azo a uma das hashtags mais divertidas dos últimos tempos –, que produziu um tributo a Fidel Castro que até a canadiana CBC chamou de ‘deliberadamente obtuso’. Parece que Fidel amava de amor profundo o povo cubano (matou e prendeu uns tantos, mas o que interessa isso?) e criou um maravilhoso mundo com boa saúde e educação.

O que é verdade. Quem não aprecia um destino de turismo sexual com oferta de gente muito escolarizada a prostituir-se? Também me lembro do filme Guantanamera, dos idos dos anos 90, onde uma professora universitária e um seu antigo aluno referiam áreas do saber cubanas, utilíssimas em qualquer curso superior, da estirpe de ‘marxismo dialético’ ou ‘socialismo aplicado’. Quem não saliva pela oportunidade de estudar isto?’

O texto com princípio, meio e fim está aqui.