Trump e o perigo de uma escalada proteccionista

Comentários meus num artigo de ontem no Expresso sobre aquele que me parece ser o maior factor de risco e a maior preocupação entre as políticas de Donald Trump: Comércio mundial. “Inversão histórica” no G7 poderá ter “consequências sérias e perigosas”

A cimeira do G7, que decorreu esta sexta-feira e este sábado no Canadá, deveria ter servido para fazer retroceder o perigo de uma escalada protecionista, começa por dizer André Azevedo Alves, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Mas “não só não o fez como agravou esse perigo”, avalia o investigador, que deteta uma “inversão histórica” no comércio mundial, protagonizada pelos EUA e que poderá ter “consequências sérias e perigosas”.

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Os primeiros 100 dias de Rui Rio na liderança do PSD

Artigo com comentários meus e de António Costa Pinto sobre os 100 dias de Rui Rio na liderança do PSD: Rio/100 dias: Um líder em lenta afirmação num PSD em que sobram tensões internas

Sobre a contratação de Passos Coelho como professor catedrático convidado

Um artigo que vale a pena ler no Observador, para o qual contribuí (modestamente) com a minha perspectiva sobre este tema e a muito peculiar polémica entretanto gerada em torno desta contratação: Passos Coelho vai ser professor catedrático convidado. E pode?

Sobre o futuro da “geringonça”

Artigo com comentários meus e de António Costa Pinto: Politólogos antevêem mais tensão na “geringonça” sem “cimento” de Passos.

22:00 no Porto Canal: a nova liderança do PSD e a situação política nacional

Juntamente com Luís Miguel Duarte, da Universidade do Porto, e Salvador Malheiro, director nacional de campanha de Rui Rio, sou um dos participantes do debate “Estado do País” no Porto Canal sobre as implicações da nova liderança do PSD para a situação política nacional que vai para o ar hoje às 22:00.

Em defesa do consumismo

O meu texto de hoje no Observador.

‘Desde a bendita black friday que tenho apanhado alguns vídeos assaz perspicazes sobre o consumismo do mundo desenvolvido. O meu preferido alterna imagens de multidões a entrar em lojas, passagens de modelos e gente com roupa e sapatos (provavelmente uma ofensa em si mesma; quem não se veste como Gandhi é um globalista explorador) com imagens de bairros de lata, campos a levarem pesticidas, camiões de caixa aberta apinhados de gente, uma mulher com a pele do rosto descolorada.

A mensagem implícita? É o consumismo do mundo rico que provoca todas estas atrocidades.

Como se sabe, se não fosse o consumismo desenfreado dos ricos explorando os países pobres, estes teriam sistemas de transportes públicos irrepreensíveis, limpos, com lugar sentado para todos os utentes, muito mais pontuais do que o metro de Lisboa. Os ataques com ácido às mulheres não ocorreriam. Todas as famílias viveriam, pelo menos, num T3 com ar condicionado. Os malvados desenvolvidos, que desataram a consumir sem parar, é que estragaram este paraíso que eram os países mais pobres antes da última vaga de globalização.

Agora um bocadinho de realidade. A China, desde as reformas económicas de Deng Xiaoping em 1978, que tornaram a China na tal ‘fábrica do mundo’, já tirou entre setecentos e oitocentos milhões de chineses da pobreza. A taxa de pobreza extrema (atualmente menos de 1,90USD/dia) caiu de 84% em 1981 para 15,9% em 2005; anda agora na casa dos 10%. Entre 1994 e 2012, cento e trinta e três milhões de indianos saíram da extrema pobreza. Nas duas décadas entre 1990 e 2010, mil milhões de pessoas saíram da pobreza. Repito: mil milhões de pessoas pelo mundo. Nove zeros: 1.000.000.000 de pessoas.’

O texto completo aqui.

Mário Centeno é o novo presidente do Eurogrupo (4)

Os meus comentários de ontem sobre a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, no jornal das 20h do Porto Canal, podem ser vistos (ou revistos) aqui.