CMTV supera RTP1…

CMTV bate recorde e ganha ao canal 1 da RTP em quase 8 horas do dia

A CMTV alcança o melhor dia de sempre e regista mais audiência que a RTP1 num período global de 7 horas e 47 minutos ao longo deste domingo.

No início do Telejornal do canal 1, por exemplo, às 20 horas, em pleno horário nobre, a CMTV registava 9,3% de share, enquanto o principal canal do Estado tinha apenas 7,4.

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Síria: a verdade luminosa e a verdade embriagada

Fonte fidedigna (como nenhuma outra, sublinhe-se) assegura-me e aos povos que ontem, na Síria “as luzes da noite foram os 93% de mísseis derrubados”. Os crentes dariam graças, com a ajuda da força das orações. O pragmático detentor da verdade, ao som de um hino pimba nacionalista em louvor a Assad, Putin e aos teólogos iranianos, revela que quem ” espalhou o caos entre os enxames de mísseis violadores do Direito Internacional e do sono dos povos” foi um tal de “anjo da guarda das nações pobres” o  Pantsir-S1, a arma de defesa anti-aérea russa.
Graças a Eles, o “ataque americano (foi) reduzido ao ridículo pela defesa anti-aérea russa e síria. Acabou o tempo dos bombardeamentos impunes. O povo sírio de parabéns.”
Falta mesmo pouco para o regresso eminente da paz que teima em fazer-nos esperar por dias gloriosos e ordeiros, já lá vão sete anos.

Lula cheio

Crónica sobre uma crónica sobre o sr. Lula, o artigo de opinião de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Nas duas longas madrugadas que dediquei à contemplação de vídeos com intervenções da criatura e das criaturas que a cercam, comecei a rir e acabei em farrapos. Aquilo – o sr. Lula merece o tratamento – é literalmente indescritível. Não me refiro às origens sociais do sujeito, pelo menos não no sentido repugnado com que certos rústicos do Campo Grande se referiam ao apartamento de Pedro Passos Coelho em Massamá. Lincoln nasceu pobre. Louis Armstrong nasceu pobre. Pelo amor de Deus: julgo que o futebolista Quaresma nasceu pobre e, entre duas cuspidelas para o relvado e uma nova tatuagem na nuca, ainda consegue parecer um cavalheiro por contraste com o sr. Lula. Dizer que o sr. Lula é abaixo de cão é o eufemismo do ano: em matéria de inteligência, carácter e lucidez, o sr. Lula encontra-se bastante abaixo do bicho que lhe deu o nome, com ofensa para o bicho. Em suma, o sr. Lula é menos que nada, o que torna redundantes os esforços de avaliação ou mero comentário. (…)

Perante isto, muitos, estupefactos, perguntam o que leva a esquerda, a nossa e a deles, a idolatrar tão monstruoso vazio. Provavelmente, nasceram ontem. O que os estupefactos podiam estranhar era uma esquerda não venerasse o sr. Lula, o qual, do intelecto às credenciais democráticas, cumpre escrupulosamente os critérios essenciais aos santos que a fé marxista não cessa de consagrar.

Não há engano ou confusão: a esquerda baba-se pelo sr. Lula porque o sr. Lula adequa-se aos apetites hagiográficos da seita e, afinal, porque a seita não se distingue dele. Salvo pelos cinco livrinhos na prateleira e o possível verniz “social”, o camarada padrão padece do primitivismo e da desonestidade, da cegueira e da prepotência que definem o “filho do Brasil”, não por acaso título de um filme de propaganda financiado pelas vias expectáveis. Aliás, em prol do progresso dos povos, a esquerda está habituadíssima a cultivar psicopatas que chacinam pedagogicamente os súbditos. Sob que pretexto se maçaria com um carroceiro que se limitou a roubá-los? (…)

Compreender o putinismo LXXXV

Estão finalmente explicados os fenómenos da santidade e do excepcionalismo  russo.

No que toca à santidade – algo que pode ser alterado a qualquer momento, assim queira o chefe Putin -, para além da verborreia propagandística, a Santa Mãe Rússia opta por nada fazer acerca do segundo ataque militar aliado (EUA, Reino Unido e França) durante a administração Trump à Síria, país que se encontra em guerra há sete anos.

A grande novidade no que toca ao ponto central do excepcionalismo russo é que os russos sob a sábia direcção de Vladimir Putin  possuem, em regime de exclusividade para o planeta Terra, a capacidade sobre-humana de ir e regressar do futuro.

A prova, imune a fake news, para os cépticos:

(…) Russian Foreign Minister Sergei Lavrov said citing data from the Swiss laboratory that the BZ toxin was used in the poisoning of the Skripals, adding that the chemical has been in the possession of the US and the UK, but has never been produced in Russia. Specialists from the laboratory finished examining the samples on April 27.(…)

Portugal, 2018, pós-austeridade: a quimioterapia pediátrica no Hospital de S. João

Crianças fazem quimioterapia num corredor do S. João

Pais queixam-se das condições em que os filhos recebem tratamentos no Hospital S. João e no Joãozinho. Unidade garante que tem feito melhorias.

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A corrupção e a inquestionável superioridade moral da esquerda

Sobre a corrupção — e a inquestionável superioridade moral da esquerda. Por Luís Rosa.

A corrupção não é de esquerda nem de direita, não é católica nem protestante, não é branca nem preta e não é do norte nem do sul. A corrupção atinge todos os países, partidos e grupos sociais.

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Da inutilidade

Segundo o SAPO24, «Informação de mais de 63 mil pessoas em Portugal pode ter sido usada pela Cambridge Analytica». Fica a dúvida: “Usada” como?

A notícia terá sido avançada pelo Expresso, que também afirma:

A [Cambridge Analytica] terá acedido, através da aplicação “thisisyousdigitallife”, a dados de utilizadores que foram usados ao serviço da campanha presidencial de Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas.

Apesar do voluntarismo e fascínio com as eleições americanas, os jornalistas portugueses, sejam do SAPO24, do Expresso ou do Público, tal como os portugueses em geral, incluindo os que usam o Facebook, não votam nelas.

Venham mais cinco!

Cinco anos depois, Bruno de Carvalho ainda persegue o título de campeão

Bruno de Carvalho pede desculpa e diz que é hora de “baixar a cabeça”
Bruno de Carvalho no autocarro com a equipa
Bruno de Carvalho acusa Braga de “usar a tática da ‘casa mãe’”

A atracção por ditadores

Portugal e Rússia: a “geringonça” tem as costas largas, por João Miguel Tavares. A atracção do PS por ditadores e cleptomaníacos – uma tradição que vem de Sócrates.

O Governo virou as costas aos aliados. É uma vergonha que nos sairá cara, por José Manuel Fernandes.   A diplomacia portuguesa de mãos dadas com o regime de oligarcas.

Fake news. Putin, O porteiro do Kremlin adorado por liberais variados, socialistas e integralistas lusitanos perdidos de amor por super-líderes, oferece estátuas de ditadores socialistas? A culpa é dos ingleses.

Compreender o putinismo LXXXIV

Artigo de Daniel Hannan sobre o putinismo: Putin will keep up his aggression until he encounters resistance.

(…) Putin’s experiences so far have taught him that the West is craven, sluggish, and filled with useful idiots. In the old days, the useful idiots came from the far Left. While a few of these are still around – notably the British Labor leader, Jeremy Corbyn, who seamlessly transferred his sympathy from Communist Russia to Putinite Russia – most now come from the authoritarian Right: Marine Le Pen and Geert Wilders in Europe, UKIP in Britain, and a few Trump cheerleaders in the U.S.

Putin will probe and probe until he encounters real resistance. And, so far, he hasn’t.

Sobre a contratação de Passos Coelho como professor catedrático convidado (2)

Passos académico ou como a espuma foge dos temas que importam. Por Nuno Garoupa.

Durante uns dias, as redes sociais (logo também a comunicação social) andaram muito comocionadas com o anúncio de que o anterior primeiro-ministro ia dar umas aulas no ISCSP como professor catedrático convidado. Ora, um ex-governante colaborar numa universidade pública nem deveria ser notícia (por exemplo, a colaboração de Paulo Portas com a Nova SBE não ofereceu grande ruído público), muito menos ser objeto de enorme polémica. É absolutamente natural que uma escola na área das políticas públicas queira a colaboração de alguém que foi primeiro-ministro. Quer para os seus conteúdos letivos (uma matéria para reflexão dos órgãos próprios da escola) quer como cabeça-de-cartaz para atrair alunos num mercado de licenciaturas e mestrados cada vez mais competitivo (para mais numa escola com uma forte ambição de afirmação interna e sem uma forte componente internacional). E, sendo um ex-primeiro-ministro (eleito democraticamente), merece evidentemente um lugar condigno. Muitos alimentaram uma enorme confusão entre catedrático (professor doutorado, agregado e concursado) e catedrático convidado (professor convidado com equiparação e salário de catedrático por decisão dos órgãos da escola). Por maldade ou por total desconhecimento, certamente, pois nunca o ex-primeiro-ministro poderia estar na tal famosa “carreira académica” quando não tem habilitações literárias, nem competência científica para tal. Contudo, é um ex-primeiro-ministro, pelo que faz todo o sentido que seja um professor convidado ao nível de catedrático, se os órgãos científicos do ISCSP assim o legitimamente entenderem.

Leitura complementar: Passos Coelho vai ser professor catedrático convidado. E pode?

CDS e PSD em 2018

Artigo no Público para o qual contribuí com alguns comentários: Só um desastre no PSD pode satisfazer a ambição de Cristas

Compreender o putinismo LXXXIII

Razões de ser da superioridade Ocidental face à Santa Mãe Rússia de Vladimir Putin.

We must stand up to Russia – even over the fate of just one man. That’s what makes us better than Putin, por Daniel Hannan.

 

Sobre a contratação de Passos Coelho como professor catedrático convidado

Um artigo que vale a pena ler no Observador, para o qual contribuí (modestamente) com a minha perspectiva sobre este tema e a muito peculiar polémica entretanto gerada em torno desta contratação: Passos Coelho vai ser professor catedrático convidado. E pode?

Progressividade Progressiva

Quando mais de metade dos agregados familiares não paga IRS, é evidente que qualquer redução desse imposto aumentará a desigualdade no curto prazo. A ideia de que a bitola de análise da bondade de uma alteração fiscal passa necessariamente pelo seu impacto na progressividade é estapafúrdia. Assim sendo, nenhum aumento de impostos é temporário (algo que já desconfiávamos). Excepto quando há eleições no horizonte (o que nos faz desconfiar que só as reduções de impostos é que são temporárias).

Quando a sobretaxa foi introduzida, foi prometido que era uma medida temporária. Agora que finalmente o actual governo põe termo a esse imposto extraordinário é no mínimo censurável que se questione tal como uma política “regressiva”. Que a UE ache que a medida orçamental pode ter um impacto maior que o previsto no saldo é uma coisa. Que use uma argumentação chico-esperta que legitima a voracidade fiscal de alguns políticos, criando um mind-set propício à “progressividade progressiva” é outra completamente diferente. Esta última resulta em parágrafos como o abaixo, extraído do Observador:

«Por outro lado, uma grande parte da população portuguesa já não paga IRS porque não atinge o limiar mínimo do imposto, são cerca de 50%, logo não é favorecida neste (sic) reforma

Já não falamos de uma derivada positiva. Agora é uma segunda derivada positiva.

Open Day IEP – 19 de Abril

Juntos e no fundo do abismo

A consagração da União Nacional, a opinião de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) É pena? Depende. Por mim, sou suficientemente avesso a colectivismos, ou meramente egoísta, para encarar com desprendimento teórico os desvarios da nação. Se o país em peso resolve jovialmente lançar-se rumo ao penhasco ou a uma alucinação latino-americana, o país pode fazê-lo com estrondo. O problema é a prática, na qual se torna difícil conseguir um camarote para acompanhar ileso o espectáculo. Ao contrário dos oligarcas e respectivos protegidos, os cidadãos comuns, classe a que indubitavelmente pertenço, não escapam sem abalos a desastres desta dimensão. Um dia pagaremos o gozo dos que celebram os “acordos”, os “consensos” e, regresso – salvo seja – ao prof. Marcelo, as “convergências”, que aliás já começamos a pagar todos os dias. Quando a experiência acabar, ou quando acabarmos nós, seremos mais pobres, mais isolados, mais dependentes, mais ridículos. E menos livres. Mas muito unidos, no fundo o que importa. No fundo.

Trumpices

Da série o presidente mais libertário de sempre: não há nada que uma boa e fácil guerra comercial não resolva.

U.S. President Donald Trump said on Friday trade wars were good and easy to win, striking a defiant tone after global criticism of his plan to slap tariffs on imports of steel and aluminum that triggered a slide in world stock markets. (…)

Vargas Llosa, um homem com juízo

Vargas Llosa: «En España no hay ningún partido liberal en el poder»

(…) «El nacionalismo es un monstruo, una ideología antidemocrática. En Cataluña se ha creado ese monstruo, a través fundamentalmente de la educación, inoculando esa ideología tóxica según la cual Cataluña estaría mucho mejor si se independizara de España», ha sostenido. De ahí que «si hay un brote de nacionalimso, hay que combatirlo», como hicieron «cientos de miles de catalanes» en la manifestación que tuvo lugar el pasado 8 de octubre en Barcelona y de la que Vargas Llosa no se va a olvidar «nunca». «Mi esperanza es que Cataluña vuelva a ser otra vez la vanguardia de España, que este fenómeno haya quedado atrás y el “seny” se imponga», ha destacado.

Volviendo la vista a América Latina, el escritor ha defendido que para poder juzgarla «conviene comparar la de hoy con la del pasado»: «Tenemos que reconocer que hay un progreso muy notable. Dictaduras tenemos Cuba y Venezuela, el resto son democracias imperfectas y algunas van camino de la prosperidad, de la civilización». No obstante, Vargas Llosa ha advertido que «lo que ocurre en Venezuela debería servir de ejemplo preventivo a los países latinoamericanos». «Esas elecciones -en relación a las presidenciales venezolanas del 22 de abril- van a ser una farsa. Sólo se puede esperar un fraude monumental y no creo que haya gente tan ingenua como el expresidente español José Luis Rodríguez Zapatero que invoca a ir a votar a una mentira tan flagrante», ha concluido al respecto. (…)

Aniversários

No dia do 13º aniversário d’O Insurgente, há um outro aniversário que importa realçar: o do assassinato de Boris Nemtsov. Vale a pena ler o artigo de Vladimir Kara-Murza, How I Remember Boris Nemtsov.

Leitura complementar: Remembering Boris Nemtsov, por Keith Gessen.

 

 

O nacional-socialismo é porreiro e passa na RTP

Um programa 100% reles, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Além de um espectáculo pelintra, e veículo promocional de um Estado muito desonesto e pouco democrático, “100% Português” é um manifesto reaccionário, com cheirinho à superioridade da “raça”, aos prazeres da xenofobia e a feiras de fumeiro. Numa palavra, é reles. Em meia dúzia de palavras, é um sintoma da miséria a que descemos ver a “economia de substituição” – ou o atraso de vida – louvada no horário “nobre” do Inverno de 2018. Na campa, Salazar deve contorcer-se de gozo. Como Jerónimo de Sousa no museu.

Em abono do rigor, esclareço que, no momento em que o moço pegou no Borges da boina, a electricidade dele foi abaixo. E a minha paciência também. Enquanto o moço presumivelmente pesquisava turbinas criadas em Gondomar num telemóvel criado em Portimão, considerei-me satisfeito (salvo seja) e desliguei o televisor (projectado na Buraca). Suportei perto de vinte minutos, a duração média que o corpo humano resiste à fogueira, o único suplício comparável. Se o nacionalismo é de facto o último refúgio dos canalhas, consola não ser uma invenção portuguesa. Já a lobotomia é. E nota-se.

Levar e calar

Não havia sapos à porta do São João, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Também não aprecio discriminações e, por princípio, não vejo grande utilidade em mencionar a “raça” dos causadores de uma baderna. A questão é que, excepto se se aceitar um conceito discutível, não interessa definir os ciganos enquanto “raça”, e sim enquanto cultura. Uma cultura coesa e ancestral, com valores tradicionais e uma série de comportamentos relativamente padronizados e reconhecíveis. Um comportamento típico, que 99% dos profissionais de saúde poderão certificar, consiste em invadir hospitais ao berro e abandoná-los ao pontapé.

Os ciganos possuem inúmeros comportamentos típicos, muitos deles com o curioso recurso ao berro e ao pontapé. Tudo decorre da peculiar maneira com que essa comunidade olha o mundo “exterior”: um território de privilégios infinitos e zero deveres. Em teoria, eu deveria achar certa graça à fúria com que os ciganos investem contra o Estado (por razões que não vêm ao caso, apetecia-me invadir a Direcção Geral de Energia com uma bazuca). Na prática, a graça perde-se no zelo com que reclamam os respectivos benefícios. Outras características fascinantes passam pela amabilidade que dispensam às mulheres, o empenho que devotam à educação e, descontados os carros, os televisores e demais pechisbeques, a abertura a qualquer avanço civilizacional posterior ao século VII.  (…)

Admita-se que a culpa é um bocadinho nossa (embora não seja minha). Permitir, sob determinados e absurdos critérios, que um conjunto de cidadãos saltite por aí à revelia da lei e dos hábitos não é exibir tolerância: é conceder impunidade. E – estrebuche-se à vontade – notar este desagradável facto não é “racismo”, “xenofobia”, “preconceito” ou “discriminação”. Discriminação é tratar alguém de modo diferente. E, através do cínico “respeito” pela “diferença”, condenar milhares de criaturas a uma existência quase primitiva, além de condenar as suas vítimas a tratamento médico. (…)

O poderoso desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária

Um excelente artigo de José Manuel Fernandes: Um dia vai ser proibido ser católico.

As reacções à nota do Patriarca de Lisboa revelaram a incapacidade de ler e compreender o que lá estava escrito e, sobretudo, o desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária dos tempos que correm

The Oxfam sex scandal and the EU

Oxfam warned it could lose European funding over scandal

The warning on Monday evening came as the UK’s Charity Commission launched a statutory inquiry into Oxfam amid concerns it might not have “fully and frankly disclosed” all details about the Haiti allegations. The charity’s deputy chief executive, Penny Lawrence, has resigned, saying was “desperately sorry”.

A former senior official at the charity also said she had repeatedly warned senior management of a culture of sexual abuse in some offices around the world, and asked for more resources to tackle the issue. Helen Evans, the head of global safeguarding at Oxfam from 2012 to 2015, told Channel 4 News that in a single day she received allegations about a woman being coerced to have sex in a humanitarian response by an aid worker, a woman being coerced in exchange for aid and another case where a staff member had been struck off for sexual abuse and hadn’t disclosed that.

She also claimed that volunteers as young as 14 in Oxfam shops in the UK had alleged abuse. In at least one case an adult volunteer had allegedly assaulted a child volunteer. In 2012-14 there were 12 allegations, she said.

The European commission, which provided almost as much funding as the UK government last year, said: “We are ready to review and if needed cease funding any partner who is not living up to the required high ethical standards.”

Oxfam sex scandal deepens (2)

Abuse rife in BRITISH Oxfam shops: 123 cases of alleged sexual harassment and NO criminal record checks for 23,000 volunteers. Shocking statistics are revealed as whistleblower says she was ‘IGNORED’

The Oxfam sex scandal and the UK government

The Oxfam scandal will unearth some difficult facts for ministers

The UK government gave Oxfam £31.7 million in 2016 which isn’t a huge amount in government terms but is considerable in charity terms.

This means that the scandal engulfing the aid world, which started with the revelations about the behaviour of certain Oxfam employees in Haiti, also involves the use of public money. As a result, various Commons committees are going to get involved looking at how these organisations handled these allegations, and what the government knew and when. This process will, I suspect, unearth various difficult facts. I would be very surprised if Oxfam’s deputy director Penny Lawrence is the only senior figure who ends up having to resign over how this whole issue has been handled.

When it comes to the aid budget, the debate nearly always concentrates on how much is spent. But this episode is another reminder that how it is spent is actually more important.

Oxfam sex scandal deepens

Oxfam scandal deepens with allegations of ‘sex for aid’ and abuse in charity shops

The sexual misconduct scandal at Oxfam deepened on Monday night as the charity’s former head of safeguarding revealed teenage volunteers at UK shops had been abused and overseas staff had traded aid for sex.

In some of the most explosive allegations yet against the charity, Helen Evans accused her bosses of ignoring her evidence and her pleas for more resources, forcing her to quit in despair.

Ms Evans said that staff had been accused of rape and that sexual abuse by shop managers in UK stores against young volunteers was covered up.

Oxfam Haiti sex scandal (3)

President of Haiti condemns Oxfam scandal as a ‘serious violation of human dignity’

The President of Haiti has condemned Oxfam’s handling of a sex scandal in his country, describing the controversy as a “serious violation of human dignity”.

President Jovenel Moise last night described the aid workers who are alleged to have exchanged “aid for sex” as “sexual predators”, amid reports that the country is preparing to launch a criminal investigation.

Taking to social media, Mr Moïse said: “There is nothing more undignified and dishonest than a sexual predator who uses his position as part of the humanitarian response to a natural disaster to exploit the needy people in their moments of great vulnerability.

Sobre o futuro da “geringonça”

Artigo com comentários meus e de António Costa Pinto: Politólogos antevêem mais tensão na “geringonça” sem “cimento” de Passos.

Oxfam Haiti sex scandal (2)

Senior Oxfam aid workers ‘paid for sex with underage prostitutes’ in earthquake-ravaged Haiti

In one incident, a “full-on Caligula orgy” with girls wearing Oxfam T-shirts was filmed in the Caribbean island’s capital Port-au-Prince in 2010, sources claimed.

An internal 2011 report said: “It cannot be ruled out that any of the prostitutes were under-aged.”

But police were not called and no one has been arrested.

A major relief effort was launched following the quake that killed 220,000 people, injured 300,000 and left 1.5million homeless.

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