US Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

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The abject failure of communism

Socialism still kills. Por Kishore Jayabalan.

Talk long enough to European conservatives and they will eventually remind you that the communists in the western and eastern parts of the Old Continent have never been held accountable for their crimes. Certainly nowhere near to the extent that Nazi party members were following World War II. This lack of accountability has meant that communism was never made completely disreputable on the political left, so some variant of communism/socialism was bound to re-surface, despite the insurmountable evidence of its human cost and abject failure.

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Coisas fantásticas no reino da ONU

A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI II

A esquerda não tem vergonha. As cinzas vão mesmo pagar IMI.

 

Leitura complementar: A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

“Like all great Stasi institutions”

Beware the modern-day heretic hunters

Like all great Stasi institutions, the university will not explain the exact crime. Nor reveal exactly what the accused is accused of. Nor reveal who the complainant is. Shepherd is not allowed to be told whether one student has complained. Or many. Or all. But she is informed that showing a viewpoint that is contrary to the currently prevailing dogma is akin to an act of violence. This, in turn, is against the Ontario Human Rights Code. All the current torture-terms are there. Things are ‘problematic’. Shepherd is guilty of ‘targeting’. Her actions are ‘discriminatory’ and make people feel ‘unsafe’. One of the apparatchiks even uses the term ‘positionality’ where the word ‘position’ would be perfectly adequate. Presumably because in his particular bubble there is no point in using the correct word when an elongated (and incorrect) one could give off an air of greater authority, the better to intimidate underlings with.

Mad World

Na sequência das denúncias de assédio e abuso sexual por figuras públicas, uma mãe da vila inglesa de North Shields resolveu subir a parada e exigir a retirada de um perigoso livro da lista de leituras da escola do seu filho de seis anos. Trata-se da Bela Adormecida, estando Sarah Hall preocupada com o impacto no seu filho do comportamento predatório do príncipe (que beija Aurora sem o consentimento desta). Se ao menos Harvey Weinstein e Kevin Spacey não tivessem sido expostos ao livro dos irmãos Grimm ou mesmo, quem sabe, ao filme da Disney…

Com notícias destas e outras como a das Rainhas Magas vem-me à cabeça o refrão da canção: “It’s a very very mad world…” (na versão de Gary Jules para o Donnie Darko).

O sacrifício do cordeiro

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Não é cordeiro nem se sacrificou, mas Ricardo Araújo Pereira foi estendido e simbolicamente enterrado pela turba inquisitorial que policia o pensamento e que faz birra porque o mundo teima em não ser como tweetam. O crime do Ricardo? Ter opinião — e não ser um cordeiro.

Percebe-se. Afinal, há coisas invioláveis à luz da mais nobre ética republicana. A primeira é duvidar da sacrosantidade de José Sócrates e da incapacidade das amásias em questionar de onde vinha o dinheiro — o que acontece em Formentera fica em Formentera. A segunda é achar que até não estamos mal, e que aqueles rituais obscurantistas de supressão da liberdade de expressão e de ideias, tão em voga no séc XVI, não devem ser mais do que um pequeno compêndio nos livros de história.

Daqui se conclui que se não estás com eles, estás contra eles, Ricardo. Ou contra elas. Ou contra el@s. Ainda que tenhas defendido a legalização do aborto, pairado pelo PCP, votado no Bloco, apoiado o Livre, não é aceitável que não alinhes em toda e qualquer causa progressista do dia.

Se dúvidas houvesse da importância do progresso, ainda ontem se dava conta de mais um flagelo acometido no Reino Unido, que só não tomou outras proporções porque uma mãe atenta decidiu interceder. Não é que foram passar o filme da Bela Adormecida na escola da filha de 6 anos? Esse mesmo, o filme em que a Princesa, que não havia previamente autorizado o beijo do Príncipe pois encontrava-se a dormir, foi beijada de supetão. Ilustrado, sim, mas assédio sexual.

Perguntam-te enfim, como derradeiro momento de redenção, antes mesmo de desembrenharem a faca: de que lado vais estar, Ricardo? Eu não sei, mas o jardim visto do lado de lá do manicómio parece um lugar bem mais agradável.

Socialism happens

Salvem o socialismo africano

Parece que Robert Mugabe não terá muitas condições para para continuar a realizar obra.
O ditador africano há mais tempo no poder instaurou um regime violento, autoritário e sobre o qual pendem múltiplas violações grosseiras da liberdade.
As reformas socialistas implantadas à força e acompanhadas pela banda sonora do racismo foram a via verde para o precipício, com os ataques à propriedade privada, a nacionalização de propriedades e o abandono forçado das terras, sob a ameaça de armas.
Para o regime de Robert Mugabe, a democracia pouco mais é do que um mecanismo processual onde são eleitos os seus representantes. E o até agora eterno Presidente sempre venceu as eleições e com resultados estratosféricos, com as consequências devastadoras que estão à vista de todos.

…at which academic thought and indeed higher education have ceased to exist

Higher Education’s Deeper Sickness

The overall campus figures include professional schools and science, technology, business and mathematics departments. In most humanities and social-science departments—especially those central to a liberal education, such as history, English and political science—the share of left-of-center faculty already approaches 100%.

The imbalance is not only a question of numbers. Well-balanced opposing views act as a corrective for each other: The weaker arguments of one side are pounced on and picked off by the other. Both remain consequently healthier and more intellectually viable. But intellectual dominance promotes stupidity. As one side becomes numerically stronger, its discipline weakens. The greater the imbalance between the two sides, the more incoherent and irrational the majority will become.

What we are now seeing on the campuses illustrates this general principle perfectly. The nearly complete exclusion of one side has led to complete irrationality on the other. With almost no intellectual opponents remaining, campus radicals have lost the ability to engage with arguments and resort instead to the lazy alternative of name-calling: Opponents are all “fascists,” “racists” or “white supremacists.”

In a state of balance between the two sides, leadership flows naturally to those better able to make the case for their side against the other. That takes knowledge and skill. But when one side has the field to itself, leadership flows instead to those who make the most uncompromising and therefore intellectually least defensible case, one that rouses followers to enthusiasm but can’t stand up to scrutiny. Extremism and demagoguery win out. Physical violence is the endpoint of this intellectual decay—the stage at which academic thought and indeed higher education have ceased to exist.

António Costa, o novo Odorico Paraguaçu

Festa rija no Panteão Nacional. Descubra as diferenças entre a personagem de ficção e um ser desprovido de vergonha o Primeiro-Ministro de Portugal.

Candidato a prefeito da cidade fictícia de Sucupira, elegeu-se com a promessa de construir o cemitério da cidade.[2] Apesar de corrupto e demagogo, era adorado pelos eleitores e exercia fascínio sobre as mulheres.[2][1] Era pai de Telma (Sandra Bréa) e Cecéu (João Paulo Adour).[2]

Dono de uma retórica vazia, gostava de citar filósofos e políticos, como Platão e Rui Barbosa, ou inventava frases que atribuía a personalidades.[2]

O problema de Odorico é que, após a inauguração do cemitério, ninguém mais morreu. Desesperado com a situação, tomou iniciativas macabras para concretizar sua promessa, provocando situações cômicas.

Para o futuro fica a ideia para mais eventos: só em Lisboa existem outros sete locais -Cemitério Alto de São João, Cemitério da Ajuda, Cemitério de Benfica, Cemitério de Carnide, Cemitério do Lumiar, Cemitério dos Olivais e o promissor Cemitério dos Prazeres-, que podem ser usados de uma forma moderna, festiva e progressista.  O poder local recentemente eleito promete e a Geringonça que é incapaz de cuidar dos vivos e de respeitar os mortos governa o país a cantar e a rir, de uma forma nunca antes vista. Não estranhem.

A maior fraude intelectual e moral do século XX

A fraude da revolução soviética. Por João Carlos Espada.

A revolução soviética, cujo centenário alguns celebram amanhã, foi simplesmente a maior fraude intelectual e moral do século XX.

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A esquerda contra a liberdade de expressão

Millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring

Matt Ridley’s fine recent Times column was hardly the first to raise the alarm about the pseudo-Soviet intolerance of the left emerging from university campuses. Yet he began with arresting statistics: ‘38 per cent of Britons and 70 per cent of Germans think the government should be able to prevent speech that is offensive to minorities.’ Given that any populace can be subdivided into a veritably infinite number of minorities, with equally infinite sensitivities, the perceived bruising of which we only encourage, pretty soon none of us may be allowed to say an ever-loving thing.

(…)

Accordingly, the young casually assume not only that they’re the cutting-edge, trend-setting arbiters of the acceptable now, but that they always will be. The students running campuses like re-education camps aren’t afraid of being muzzled, because they imagine they will always be the ones doing the muzzling — the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual), what books we can read (Tom Sawyer is out), what practices we can embrace (white people may not wear dreadlocks). These millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring.

Retrato de um político grotesco

O dr. Costa é mau demais para ser mentira, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O dr. Costa, em suma, é mau demais para ser mentira. Infelizmente, como estamos em Portugal, é péssimo o suficiente para ser verdade. E a crítica da especialidade, que alucinadamente começou por atribuir ao homem inconcebíveis virtudes, ainda não terminou de venerá-lo – apenas conteve a veneração durante a semana, já que, parecendo que não, cento e tal mortos sempre impõem algum recato.

(…) A título de contexto, há o passado do dr. Costa na Administração Interna, onde cometeu a proeza de agravar trapalhadas herdadas do dr. Santana e, com típica leveza (para dizer o mínimo), consagrou o SIRESP às três pancadas e, por influência de um amigo e da impunidade, adquiriu os portentosos Kamov. E há o radioso momento em que, semanas antes do último Verão, o dr. Costa trocou as chefias da Protecção Civil por amigos (ele tem muitos) de reconhecida competência. E há Pedrógão Grande. E há a resposta do dr. Costa às vítimas de Pedrógão Grande, abandonadas a protectores que não protegem, um sistema de segurança que não funciona e helicópteros que não voam enquanto Sua Excelência desfilava calções e compaixão numa praia espanhola. E há a conversa fiada e as promessas reles que o dr. Costa despejou sobre os escombros de uma das maiores calamidades registadas do género. E há, quatro meses depois, uma calamidade quase idêntica em dimensão e incúria. E há a criminosa arrogância do dr. Costa, que, inchado pela vitória nas “autárquicas”, redobrou o desdém face aos que o maçam com ninharias (“Ó minha senhora, não me faça rir a esta hora”). E há a pedagógica “comunicação” ao país, na qual exibiu um cinismo que, em cérebro superior ao de um laparoto, talvez sugerisse indícios de psicopatia. E há a demissão, em último recurso, da ministra da Administração Interna, uma inultilidadezinha versada em disparates, e o tapete de que o dr. Costa se serviu para esconder o lixo. E há a substituição da ministra em prol de um amigo do dr. Costa (não disse que são imensos?), garanhão celebrizado por chamar “frígida” a uma adversária. E há, sobretudo, a reacção apressada ao ralhete do prof. Marcelo, encenada numa sessão parlamentar em que o dr. Costa tentou fingir que chorava e conseguiu demonstrar aos distraídos o indivíduo extraordinariamente lamentável que de facto é. (…)

30.000

Com as mudanças introduzidas pelo Facebook nas suas políticas internas nos últimos meses, a difusão de conteúdos nessa plataforma ficou (muito) mais difícil para projectos como O Insurgente.

Ainda assim – ou talvez: ainda mais assim – é de assinalar que a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou a marca das 30.000 pessoas.

Obrigado a todos pela preferência.

“The case for colonialism”: assim vai a liberdade académica no Ocidente…

The case for colonialism

WITHDRAWAL NOTICE

This Viewpoint essay has been withdrawn at the request of the academic journal editor, and in agreement with the author of the essay. Following a number of complaints, Taylor & Francis conducted a thorough investigation into the peer review process on this article. Whilst this clearly demonstrated the essay had undergone double-blind peer review, in line with the journal’s editorial policy, the journal editor has subsequently received serious and credible threats of personal violence. These threats are linked to the publication of this essay. As the publisher, we must take this seriously. Taylor & Francis has a strong and supportive duty of care to all our academic editorial teams, and this is why we are withdrawing this essay.

Sobre o assassino que vende t-shirts

Che Guevara: o homem que desprezava a humanidade, por Rui Ramos no Observador.

The Killing Machine Che Guevara, from Communist Firebrand to Capitalist Brand, de Alvaro Vargas Llosa.

Esquerda Vs Direita – a Biologia explica!

Na natureza há 2 estratégias para uma espécie se adaptar a um ambiente: r & K.

r é a estratégia dos coelhos: não há luta entre coelhos, o foco é na quantidade sobre a qualidade, a sexualidade é muito presente e imposta desde uma idade precoce, há pouco investimento dos pais nas crianças e a lealdade entre animais do mesmo grupo é baixa.

K é a estratégia dos lobos: altamente competitivos, baixa taxa de reprodução pois o ambiente não o permite, sexualidade tardia e baixa, elevado investimento parental em cada cria e elevada lealdade dentro do grupo.

Computing Forever

Este vídeo explica muito bem como esta realidade biológica explica as diferenças políticas em diferentes circunstâncias em 17 minutos.

Eu gostaria ainda de relacionar esta informação com este outro vídeo sobre os sinais de decadência de uma sociedade. Essencialmente há 6 fases que uma sociedade passa ciclicamente: Pioneiros, Conquista, Comércio, Afluência, Intelectualidade e Decadência. Como creio ser evidente, estamos neste momento no ocidente na fase de Decadência e os sinais estão todos lá: um exército esticado para além do razoável, o consumismo e exibicionismo, uma disparidade brutal de meios (não adquiridos por mérito), um desejo de viver às custas de um estado obeso, e uma obsessão com prazeres como culinária e, sobretudo, Sexo – sobretudo “não-baunilha”.

Combinando as duas informações, parece natural a subida da esquerda, não parece?

José Soeiro, indocumentado crónico

O indocumentado a indocumentar. A foto é de Paulete Matos, propriedade do Esquerda.net.

Bela resposta de Javier Martin, correspondente do El País, à ignorância e má-fé do bloquista sobre a Catalunha.

“ A rejeição e a anulação do estatuto de autonomia da Catalunha, aprovado pelo povo catalão e negociado com Madrid em 2006, foi um poderoso carburante para o sentimento nacionalista ”

Falso. O Estatuto de Autonomia está vigente, não foi anulado. O Tribunal Constitucional anulou alguns artigos que iam contra a Constituição, como acontece em Portugal ou em qualquer país com uma Constituição. Ao contrário, foi a maioria do Parlamento de Catalunha que nos dias 6 e 8 de setembro aprovou leis contra o seu próprio Estatuto.

“ Até ver, o seu gesto autoritário [do governo do PP], que na prática impõe um estado de exceção e suspende direitos fundamentais como a liberdade de expressão e o direito de reunião na Catalunha, só pode atiçar ainda mais o incêndio.”

Pergunto, está o senhor Soeiro em Barcelona ou lê as notícias na internet? Tenho todas as dúvidas. Se o senhor Soeiro for a Barcelona poderá acampar e dormir nos jardins públicos, frente ao Ministério das Finanças ou dos Tribunais de Justiça; também poderá ler jornais independentistas, ouvir rádios independentistas e ver televisões independentistas; e também poderá levar cartazes para dizer qualquer borrada, pode também fazer chichi dentro dos carros da Guardia Civil, como fizeram os manifestantes, e nada aconteceu. Nem uma detenção.

“… o governo de Madrid lançou uma vaga de repressão política, com aintimidação de altos funcionários catalães (acusados dos crimes de desobediência, prevaricação e desvio de fundos, por estarem a organizar um referendo “não autorizado”), a interdição da atividade pública de líderes eleitos e, agora, a apreensão de mais de 10 milhões de boletins de voto, o confisco das urnas e a prisão de altos dirigentes.”

Falso, não foi o Governo, foi um juiz (catalão, aliás). (…)

Não é um tema de votar, como bem sabe o senhor Soeiro. Votam muito em Cuba e em Venezuela. O voto não é garante de democracia e a votação do referendo do dia 1 não é uma votação nem democrática, nem livre, nem legal. (…)

Pela desmercadorização de Boaventura Sousa Santos e do Islamismo

O Professor Doutor Boaventura Sousa Santos, académico de renome internacional, anunciado nas tv’s e na grande maioria da acéfala imprensa portuguesa, gere como poucos o seu quintal, também conhecido como Centro de Estudos Sociais. Autor e patrono de  muitos  disparates, o Homem que sonha desmercadorizar o Universo, sabe-se agora que lucra com os inesgotáveis fundos provenientes da Comissão Europeia especialmente dedicados a projectos ímpares como o Islamic Human Rights Commission.

Se é conhecido o apelo do distinto académico a correntes de pensamento e acção que visam, a título meramente exemplificativo, a destruição física de Israel e do Ocidente tal como foi construído e joga todo o seu prestígio na defesa de uma coisa islâmica intitulada  Islamic Human Rights Commission (com sede no Reino Unido, local propício a infelizes incidentes), ainda consigo ser apanhado de surpresa quando é o Centro de Estudos Sociais a não desmercadorizar-se do vil metal, proveniente da ultra-liberal Comissão Europeia.
Perdoem-me a blasfémia mas por Alá, nem o Professor Doutor Boaventura Sousa Santos nem o Centro de Estudos Sociais parecem conseguir erradicar as necessidades e a ânsia de uma acumulação infinita de riqueza, obtida a qualquer preço, parecendo que se esqueceram de aplicar a si mesmos o que defendem para os outros. Em síntese, a Pacha Mama, não fica bem tratada mas o Islamismo fica bem servido. No final das contas e como bem sabe o Boaventura Sousa Santos, tudo se compra e vende.

Guerra às crianças

O meu texto de ontem no Observador.

‘Eu sei, eu sei: os milhões doados para alívio das vítimas de Pedrógão, de que o PS apressadamente se apoderou para distribuir como se fosse a generosa origem do dinheiro, estão em parte incerta; o relatório sobre Pedrógão foi atrasado para depois das eleições autárquicas, que o PS não brinca em serviço nem deixa que 66 mortos lhe atrapalhem pretensões eleitorais; a ministra da Administração Interna pede relatórios atrás de relatórios sobre o que corre mal – no caso, as refeições próprias de alturas de más colheitas na África subsaariana dadas aos bombeiros – como se não lhe coubesse antecipadamente garantir que uma ou outra coisa, pelo menos, corresse bem. E um quilométrico etc.

Mas deixem-me voltar ao caso dos cadernos de atividades que foram retirados por coação do ministro Eduardo-‘frígida’-Cabrita e a sua Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Porque, com a recomendação da CIG, iniciou-se a tentativa de institucionalização daquilo que as crianças do sexo feminino não podem fazer.

Em 1917 as meninas tinham de ser prendadas, não podiam correr como os rapazes nem subir às árvores, tinham de saber bordar e tocar piano, usavam roupas que lhes tolhiam os movimentos, desporto só, com sorte, ténis. Em 2017, as meninas não podem vestir cor de rosa (atenção, um menino transgénero pode vestir cor de rosa para se afirmar menina, mas as miúdas têm de escolher azul ou uma cor neutra), as princesas foram guilhotinadas e joguem futebol feminino faz favor.

Os espartilhos colocados às meninas mudam mas permanecem afiados. Jamais deixar a meninada escolher cores e atividades e brinquedos, com toda a liberdade conforme os gostos, desde o karaté à ginástica rítmica. Melhor negar o direito às miúdas de usufruírem de qualquer divertimento associado ao universo feminino. (Horror! Repitam mantras satânicos para vos proteger desse pavor que são TODOS os comportamentos femininos.)’

O resto está aqui.

Viciados em proibir

O meu texto desta semana no Observador.

‘Sabem quem deu indicação à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) que ‘recomendou’ (pois) retirada dos cadernos da Porto Editora? O ministro da tutela, Eduardo Cabrita. O deputado socialista que em 2013, para fins políticos, chamou ‘frígida’ a Maria Luís Albuquerque. Cabrita é, além de malcriado e censor, um protozoário machista que não sabe debater política envolvendo uma mulher sem ir buscar ataques sexuais. Donde, para António Costa e PS, é o ministro ideal para tutelar a promoção da igualdade de género.

Mas cheguemos ao caso em concreto. Simples: as editoras publicam os livros que entendem, respaldadas no conhecimento de mercado, e os consumidores compram ou não. Umas publicam livros para meninas e/ou para meninos, outras para ambos, ilustrações ao gosto do freguês. Quem incentiva as filhas a gostar de princesas e os filhos de piratas, compra(va) os da Porto Editora. Quem apreciava mais outras temáticas, ou é um indefetível dos produtos unissexo, compra para outros lados.

E o estado não tem que vigiar o bem-estar das criancinhas? Tem, claro. Tem que assegurar que os pais alimentam devidamente a criançada, cumprem a escolaridade obrigatória, dão cuidados médicos, não os espancam nem os torturam psicologicamente, não os violam nem deixam violar por outros. E cuidados semelhantes. O estado também deve certificar manuais escolares que promovam a igualdade de direitos e oportunidades entre os sexos. Fora desta esfera, e nos livros não obrigatórios, é desandar.

Mas desmascarada a mentira ‘os exercícios são mais fáceis para as meninas’, há razões incontornáveis para o marialva Cabrita e a CIG banirem dois livros? Há, porque para a CIG tudo o que tenha vagamente a ver com o universo feminino merece esgares de desprezo e é para proibir. De resto, qualquer pessoa com neurónios mirrados percebe que a forma das famílias estupidificarem as filhas é comprar-lhes cadernos para estimularem as capacidades cognitivas.’

O resto aqui.

Google is your big brother

Se o caso do despedimento do James Damore já não indiciava nada de positivo, cada vez fica mais claro que a Google virou polícia do pensamento.

Quando se pesquisa por «white couple» no Google:

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Quando se pesquisa por «black couple»:

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A pergunta inevitável é se o Google usa o conteúdo de artigos de que não gosta para prejudicar o PageRank do site.

The fascists of the future…

…will call themselves anti-fascists. – Winston Churchill

Segundo a Rita Ferro Rodrigues “São imensas as publicações sexistas disponíveis no mercado” e eu concordo absolutamente. Já se for para as denunciar e “recomendar” que se retirem do mercado, sugiro começar pela “Odisseia” do Homero onde a pobre da Penélope, fiel ao marido, espera pelo herói Ulisses durante vinte anos a tecer e a desfazer um sudário. Daí, sei lá, é ir por aí fora, denunciar a literatura clássica quase toda, o Shakespeare (Romeu e Julieta? Otelo?), o Camões (“Andando, as lácteas tetas lhe tremiam” – Camões, ‘Os Lusíadas’, canto II, estância 36), a Jane Austen (que raio de personagem é aquele cavalheiro Mr Darcy?), o Bocage, o Jorge de Sena (aquilo do Sinais de Fogo é hipersexismo), a Sophia (a Fada Oriana? Qué isso?), ao Kafka (qual Josef K.? Mude-se o nome para Josefina K.), Corin Tellado, aos livros da “Anita”, do “Lucky Luke”, o “50 Shades of Grey”, o Harry Potter, o Tolkien, o Nabokov e praí 98,3% da literatura desde Homero. Pronto, tudo denunciado à CIG e “recomendado” que se retire das livrarias. Ficamos, que sei eu, com as obras da Rita e do Boaventura esses vultos gigantescos da literatura Mundial. Ah! E com o “A Doutrina do Fascismo” do Benito Mussolini e do Giovanni Gentile, claro. Na mesinha de cabeceira da Rita, pelo menos.

Ideias com passado e com futuro

day by day and minute by minute (3)

The campaign to topple Oxford University’s Cecil Rhodes statue is too silly for words. Por Daniel Hannan.

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell

As perguntas de Fernanda Câncio numa “entrevista” no DN

A entrevistada, uma governante do PS, não tem, presumivelmente, culpa, mas é sintomático que nos dias que correm isto passe por ser uma “entrevista” no DN:

day by day and minute by minute (2)

Parece uma piada de mau gosto mas não é: Toppling statues? Here’s why Nelson’s column should be next

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell

Incapazes indignadas

A Rita Ferro Rodrigues lançou mais uma vibrante campanha contra uns livros de actividades “para menino” e “para menina” da Porto Editora, em que só compra quem quer. Temo que existam questões um tudo nada mais fracturantes importantes que afectam as mulheres como a mutilação genital feminina, uma tragédia normalmente esquecida pelas progressistas de pacotilha a que temos direito.

Leitura recomendada às capazes:80% OF WOMEN IN MUSLIM SECT IN DETROIT CASE HAD FGMWomen in small Muslim sect say they have had FGM in CanadaMUTILATING LITTLE GIRLS IN MICHIGAN’S LITTLE PALESTINE A female genital mutilation horror in the Midwest.

day by day and minute by minute

“Every record has been destroyed or falsified, every book rewritten, every picture has been repainted, every statue and street building has been renamed, every date has been altered. And the process is continuing day by day and minute by minute. History has stopped. Nothing exists except an endless present in which the Party is always right.”
– George Orwell