The Rise of the Violent Left

The Rise of the Violent Left. Por Peter Beinart.

Antifa’s activists say they’re battling burgeoning authoritarianism on the American right. Are they fueling it instead?

(…) Antifa believes it is pursuing the opposite of authoritarianism. Many of its activists oppose the very notion of a centralized state. But in the name of protecting the vulnerable, antifascists have granted themselves the authority to decide which Americans may publicly assemble and which may not. That authority rests on no democratic foundation. Unlike the politicians they revile, the men and women of antifa cannot be voted out of office. Generally, they don’t even disclose their names.

Anúncios

O comunismo como doença

O comunismo e o sarampo. Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Sem querer meter a foice (e nunca melhor dito!) em seara alheia, temo que o comunismo possa ser em breve reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença. Em plena silly season, a proposta pode parecer disparatada, mas a verdade é que o comunismo reúne todas as condições das maleitas: tem sintomas específicos, provoca reacções alérgicas, costuma ser incurável, é geneticamente transmissível e terrivelmente mortal.

Google Goolag – James Damore

Why I Was Fired by Google

I was fired by Google this past Monday for a document that I wrote and circulated internally raising questions about cultural taboos and how they cloud our thinking about gender diversity at the company and in the wider tech sector. I suggested that at least some of the male-female disparity in tech could be attributed to biological differences (and, yes, I said that bias against women was a factor too). Google Chief Executive Sundar Pichai declared that portions of my statement violated the company’s code of conduct and “cross the line by advancing harmful gender stereotypes in our workplace.”

My 10-page document set out what I considered a reasoned, well-researched, good-faith argument, but as I wrote, the viewpoint I was putting forward is generally suppressed at Google because of the company’s “ideological echo chamber.” My firing neatly confirms that point. How did Google, the company that hires the smartest people in the world, become so ideologically driven and intolerant of scientific debate and reasoned argument?

Elon Musk, S3X & harassment

A publicação The Verge é simplesmente um site de notícias de tecnologia. Quem quer opiniões políticas, pode ir directamente ao Vox.com. Mas claro que esta publicação de tecnologia iria ser usada para endoutrinação política.

Há facetas a criticar em Musk. Por exemplo, os exageros ambientais ou a gaguez que prejudica as apresentações de uma das empresas mais inovadoras da actualidade. Mas sabem o que é que a Verge acha mesmo mal? A piada de se referir aos 3 modelos da marca como S3X ou SEX.

Porquê? Porque, coitados dos funcionários, vivem numa empresa em que o dono goza com a palavra “sex” e, consequentemente, aceita uma cultura de “sexual harassment”.

Tesla exists in the middle of a Venn diagram between Silicon Valley and the automobile world — two industries that are plagued by sexism, harassment, and general inequality between men and women. But Tesla’s supposed to be about making the world a better place. At the very least, Elon Musk could live up to that standard by dropping the joke.

Este é o estado de paranoia em que a esquerda caviar americana vive nestes dias…

Elon Musk SEX S3X

Remaking Latin American Politics

Uma perspectiva excessivamente conspirativa (a extrema-esquerda tende a projectar nos outros uma replicação dos seus próprios padrões de organização) e muito marcada ideologicamente, mas ainda assim interessante sobre o notável trabalho de Alejandro Chafuen e da Atlas Network na defesa e promoção da liberdade por todo o mundo: Sphere of Influence: How American Libertarians Are Remaking Latin American Politics.

Aos verdadeiros empresários

A minha crónica no Jornal Económico.

Aos verdadeiros empresários

Há uns anos fui jantar numa nova pizzaria no bairro onde vivo em Lisboa. Era uma pizzaria peculiar porque gerida por Nepaleses. Mas as pizzas eram boas, o ambiente simpático, com luzes ténues e agradáveis no interior, e uma esplanada que dava para a avenida, onde se jantava excelentemente no Verão. Os preços eram acessíveis e os donos prestáveis. Falavam mal o português e reparei que nos serviam com uma certa timidez e embaraço. Deram-me a sensação de que não queriam dar nas vistas, como se receassem que alguém reparasse no que estavam a fazer e perdessem o que tinham: aquele estabelecimento. Escrevo na forma verbal do passado, mas o restaurante continua a existir e recomenda-se.

Tornei-me cliente e vou lá de vez em quando. Outro dia, vi um dos donos à porta de outro restaurante que ia abrir no bairro. Ainda estava em obras e ele olhava para aquilo tudo com o mesmo ar inquieto de sempre. Parei e cumprimentei-o; foi a custo que me confirmou que aquele também era dele. E puxando a conversa lá arranquei a informação de que já tinham, em Lisboa, ele e os outros sócios, dez restaurantes. Disse-o a medo, olhando-me de lado devido talvez à minha cara de espanto, mas devo ter-me mostrado orgulhoso pelo seu feito, pois sorriu logo de seguida.

Como advogado tenho dado assistência jurídica a vários empresários assim: que trabalham com gosto, arriscam, têm medo. A maior parte das pessoas não percebe, mas o medo, aquele frio na barriga, é inevitável quando criamos um negócio nosso. A maioria não o percebe porque julga que ter uma empresa, criar um negócio, ser chefe, é mandar e andar por aí a dar-se ares de importante. Esta crónica reúne experiências de vários dias diferentes e foi num outro que tive uma conversa com um amigo que trabalha numa grande multinacional e que se quer despedir para montar um negócio. Rapidamente me apercebi que ele não tinha a mínima noção do risco inerente, não tinha a mínima ideia do que era dar a própria casa como garantia aos bancos para que conseguisse o empréstimo que precisava. Ele trabalha horas infindas, mas não sabe o que é arriscar.

Esta falta de noção da realidade, até entre quem trabalha no sector privado, deve-se a uma ideia preconcebida de que ser empresário é ganhar dinheiro fácil e ter pessoas a trabalhar por nós. Esta percepção advém de um preconceito socialista, cuja simplificação justifica o intervencionismo estatal e a redução das liberdades individuais, e de um sistema partidário que prefere empresários com fortes ligações ao poder político, como foi o caso de Ricardo Salgado, da PT e da EDP, a empresas fortes e independentes, mesmo que pequenas. Mas quem sabe, sabe que um bom empresário, acima de tudo, quer ser livre.

Compreender o putinismo LXIX

Punitive Psychiatry Reemerges in Post-Soviet States, de Madeline Roache.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Last summer, Crimean Tatar political activist Ilmi Umerov was receiving treatment for high blood pressure in a Simferopol hospital when FSB officers showed up one day and hauled him off to a psychiatric facility for an evaluation. Umerov, a former deputy chairman of the Mejlis, the Crimean Tatar representative body, had been a vocal critic of Russia’s annexation of Crimea.

In May 2016, the FSB charged him with criminal separatism after he declared, in Tatar: “We must force Russia to withdraw from Crimea.” At the psychiatric facility, a doctor quickly let him know that he would be punished, not treated. “You just need to admit that you’re wrong, and everybody will stop bothering you,” Umerov, in an interview with Euromaidan Press, quoted the doctor as saying. “Simple as that.” When Umerov would not make a deal, he was detained at the facility.

The conditions he endured were appalling. According to his lawyers, he was kept in an overcrowded room with severely mentally ill patients, denied access to his heart and diabetes medications, and forced to go long stretches of time without food.

Umerov was released three weeks later, but he remained subject to criminal prosecution. His trial commenced in June. Human rights activists point to Umerov’s case as an indicator of a troubling resurgence of punitive psychiatry in the former Soviet space.

The practice of using psychiatry to punish religious and political dissidents, including many well-known writers and artists, became notorious during the late Soviet era. The method was reportedly the brainchild of then-KGB Chairman Yuri Andropov, who saw psychiatry as a tool of systematic political repression: victims would be released only after retracting “wrong ideas” that the authorities deemed dangerous to Kremlin rule.

Discarded after the Soviet collapse, punitive psychiatry has reappeared again in Russia under President Vladimir Putin, as well as in some neighboring states.

Over the past five years across the former Soviet Union, more than 30 similar instances have been documented in which activists and journalists have been improperly detained in psychiatric institutions, sometimes for as long as 10 years, reports the Federation Global Initiative on Psychiatry (FGIP), a human rights watchdog. Experts say the real number of victims could be considerably higher. (…)

A citação é uma tecnologia heteromasculina e neoliberal

A ciência produz-se através de artigos científicos que são submetidos para revistas internacionais, com revisão por pares, e que geralmente dão o seu contributo em cima de outros trabalhos já publicados e revistos (raramente, ou nunca, uma contribuição é 100% original, no sentido em que faz sempre uso de algum método ou saber anterior). Ora, este processo desencadeia um subprocesso de citações, onde prestamos o devido reconhecimento ou crítica a um trabalho passado.

Carrie Mott e Daniel Cockayne (juro), «cientistas sociais» especializados em gender studies, argumentam que isto de contar citações é um instrumento, e cito, «neoliberal», que contribui para a «reprodução da heteromasculinidade branca do pensamento geográfico». Urge, assim, que os feministas e anti-racistas se insurjam contra esta ferramenta do neoliberalismo, e que «resistam a estas tecnologias anti-éticas de predomínio das hierarquias na produção científica». Trocando por miúdos, entre o prémio Nobel reconhecido pelos seus pares que tem dezenas de milhares de citações e um tolinho qualquer que diz que os pénis são uma construção social, a diferença é só mesmo o preconceito hereropatriarcal.

Abstract

An increasing amount of scholarship in critical, feminist, and anti-racist geographies has recently focused self-reflexively on the topics of exclusion and discrimination within the discipline itself. In this article we contribute to this literature by considering citation as a problematic technology that contributes to the reproduction of the white heteromasculinity of geographical thought and scholarship, despite advances toward more inclusivity in the discipline in recent decades. Yet we also suggest, against citation counting and other related neoliberal technologies that imprecisely approximate measures of impact, influence, and academic excellence, citation thought conscientiously can also be a feminist and anti-racist technology of resistance that demonstrates engagement with those authors and voices we want to carry forward. We argue for a conscientious engagement with the politics of citation as a geographical practice that is mindful of how citational practices can be a tool for either the reification of, or resistance to, unethical hierarchies of knowledge production. We offer practical and conceptual reasons for carefully thinking through the role of citation as a performative embodiment of the reproduction of geographical thought.

E para manter esta tradição herero-patriarcal e neoliberal, eis a citação: Mott et al (2017) – Citation matters: mobilizing the politics of citation toward a practice of ‘conscientious engagement’. Gender, Place & Culture – A Journal of Feminist Geography.

O PCP, o Augusto Santos Silva e a Venezuela

Entre o nojo e um ministro aldrabão.

Você já morou num Bairro Social?

Há um enorme problema na comunidade cigana, um problema, ainda que em menor escala, com a comunidade africana e um problema gravíssimo, que transcende raça e etnia, e inclui os brancos, nos bairros sociais por este país fora. Quem achar o contrário, ou tem a paisana à perna e não acha grande piada à ideia, ou tem que começar a sair do condomínio fechado, passear nos subúrbios, andar de transporte público a más horas, deixar o gabinete da universidade e passar a leccionar numa escola de bairro, algo do género. Essa bolha do politicamente correcto onde vocês se enfiaram, uma das causas da imunidade que grassa e das reações, algumas bárbaras, que lhe sucedem, mata pessoas. E quando eu digo que mata pessoas não o escrevo num sentido figurativo, mas num bem real.

Vocês, doutorzinhos da merda nas vossas conferências da treta do raio da problematização que vos pariu, vocês políticos com sabidos problemas de coluna, vocês sociólogos da vitimização, vocês betinhos do Bloco de Esquerda, têm sangue nas mãos. É claro que vocês, nos vossos condomínios, não estão sujeitos a levar um tiro por sugerirem ao jovem à vossa frente que fumar um cigarro no metro é capaz de não ser lá grande marco civilizacional, não têm um largo grupo de familiares armados que nem uma célula terrorista a tentar arrombar-vos a porta porque a vossa mulher não consentiu que uma sujeita a ultrapassasse na fila do supermercado, não vivem sob a ameaça de tiroteios, assaltos, espancamentos, entre outras cenas que hoje são parte do quotidiano. Vocês não viram armas e drogas no vosso 5o ano de escolaridade, não havia disso no colégio.

Vocês são os mesmos mentalmente desavantajados que quase armam uma guerra civil porque uma pita se atirou à professora devido a um telemóvel – coisa comum que é capaz de se repetir no mesmo dia – e depois ligam para os direitos humanos nas questões de peso. Quando morre um puto esfaqueado por um telemóvel ou um mãe numa bala perdida eu não vos vejo no funeral nem nos jornais a soluçar de indignação. Quando uma miúda é proibida de ir à escola não berraram: “racistas”! Criaram turmas segregadas, medida digna aos olhos de uns quantos boers. Quando um traficante é apanhado, com mais espingardas que o Rambo e uma garagem que mete inveja a muitos jogadores da bola não vos vejo armar a paródia que armaram ao senhor do Pingo Doce. Quando os polícias são corridos a balas ou duas comunidades decidem reencenar um western não há escandaleira?

Claro que não coitados, são vítimas do sistema capitalista e racista ou da puta que vos pariu. E ainda se indignam por os sujeitos serem discriminados quando voltam. “Olhe, eu tenho aqui uns anos por sequestro, tráfico de drogas, umas navalhadas em goela alheia e umas caçadeiras que tinha lá em casa, mas sou um homem honesto, dava um excelente relações públicas da sua empresa”. Quem sofre? As pessoas de bem, trabalhadores, das próprias comunidades, que se vêm acorrentadas a um espaço que vive – e com sorte sobrevive – com leis e costumes que transcendem as da sociedade portuguesa, ocupadas com guerras diárias enquanto outros se ocupam com em contar os novos géneros, insultar os turistas ou partir barbearias.

Ide lá jogar polo aquático com o Salvador, escrever a vossas crónicas dignas de analfabetos funcionais, beber um gin com salada com a malta da jota, mas deixem os problemas de gente grande para homens. Os canalhas não têm lugar aqui.

UK vote by education level

O pénis é uma construção social

an-australian-man-is-fighting-for-his-right-to-use-a-penis-as-a-signature-1452283261.jpg

Na perspectiva dos sociólogos fiéis à teoria do construcionismo social — falamos, pois, de fãs de Heidegger ou de Habermas — tudo é uma construção social. Ora, se tudo é uma construção social, nenhum motivo válido haverá para que o pénis, ou, porque não, uma bilha de gás, não seja também uma construção social.

Neste sentido, dois académicos, Peter Boghossian and James Lindsay, decidiram escrever um artigo «científico» onde demonstram que o pénis é uma construção social e que é o grande responsável, se dúvidas houvesse, pelo aquecimento global. O artigo é uma paródia, à semelhança do artigo do Sokal, mas foi aceite e publicado na revista Cogent Social Sciences.

Abstract
Anatomical penises may exist, but as pre-operative transgendered women also have anatomical penises, the penis vis-à-vis maleness is an incoherent construct. We argue that the conceptual penis is better understood not as an anatomical organ but as a social construct isomorphic to performative toxic masculinity. Through detailed poststructuralist discursive criticism and the example of climate change, this paper will challenge the prevailing and damaging social trope that penises are best understood as the male sexual organ and reassign it a more fitting role as a type of masculine performance.

Uma análise mais séria do assunto por parte dos próprios autores da paródia pode ser lida aqui.

Fonte: The conceptual penis as a social construct, Jamie Lindsay & Peter Boyle, Cogent Social Sciences (2017), 3: 1330439.

Malditos geógrafos, que ignoram o seu corpo

female+researcher+inspecting+tube.jpg
Mais preocupada com corpos de terceiros, esta investigadora ignora como o seu corpo pode influenciar a sua investigação científica

Há poucos dias inaugurei uma coluna onde partilhei convosco alguns dos artigos «científicos» que andam a ser produzidos com o meu e com o vosso dinheiro, e cujo contributo societal é tão relevante quanto admirar um piaçaba 6 horas a fio. O primeiro desses artigos «científicos» visava mostrar como é que um determinado tipo de esquilos era vítima de racismo e discriminação.

Hoje, tenho o prazer de partilhar convosco um artigo que procura demonstrar que os geógrafos ignoram os seus corpos, a sua sexualidade e o seu erotismo, escondendo até, imagine-se, os seus desejos sexuais do resto da comunidade científica, e como isto tudo influencia a carreira de investigação. A investigadora partilha até, num digno exercício de reflexividade, a sua experiência como mulher-investigadora desejada, quiçá proveito da sua voluptuosidade, e como isso influenciou a sua carreira científica. Finalmente, o artigo tem uma secção dedicada a clubes de swing, sem dúvida um pilar fundamental de investigação científica rigorosa.

Uma vez mais, é bom saber que o nosso dinheiro está a ser bem aplicado.

Fonte: De Craene, Valerie (2017). “Fucking geographers! Or the epistemological consequences of neglecting the lusty researcher’s body”. Journal of Gender, Place & Culture.

Os esquilos estão sujeitos a discriminação e racismo

squirrel.jpg
Evidência de um esquilo burguês em processo de acumulação de capital.

Depois do fantástico — sendo que aqui fantástico denota mesmo o sentido estrito — artigo onde o «investigador» propõe que olhemos para os icebergs numa perspectiva feminista; depois de eu próprio ter tido um resumo que se propunha a demonstrar que a calçada portuguesa é machista aceite numa conferência de feminismo pós-colonialista, eis que dei finalmente conta de um qualquer imperativo categórico que me impele a partilhar convosco trabalhos de igual monta.

Assim, estreio n’O Insurgente uma coluna onde disseminarei artigos auto-proclamados «científicos», passe a ignomínia, das gentes que investigam no lastro deixado pela escola de Frankfurt. Estreio-me com When ‘Angelino’ squirrels don’t eat nuts: a feminist posthumanist politics of consumption across southern California, uma análise necessária à forma como os esquilos estão sujeitos ao racismo e discriminação generalizada dos media pela forma como se alimentam.

Abstract
Eastern fox squirrels (Sciurus niger), reddish-brown tree squirrels native to the eastern and southeastern United States, were introduced to and now thrive in suburban/urban California. As a result, many residents in the greater Los Angeles region are grappling with living amongst tree squirrels, particularly because the state’s native western gray squirrel (Sciurus griseus) is less tolerant of human beings and, as a result, has historically been absent from most sections of the greater Los Angeles area. ‘Easties,’ as they are colloquially referred to in the popular press, are willing to feed on trash and have an ‘appetite for everything.’ Given that the shift in tree squirrel demographics is a relatively recent phenomenon, this case presents a unique opportunity to question and re-theorize the ontological given of ‘otherness’ that manifests, in part, through a politics whereby animal food choices ‘[come] to stand in for both compliance and resistance to the dominant forces in [human] culture’. I, therefore, juxtapose feminist posthumanist theories and feminist food studies scholarship to demonstrate how eastern fox squirrels are subjected to gendered, racialized, and speciesist thinking in the popular news media as a result of their feeding/eating practices, their unique and unfixed spatial arrangements in the greater Los Angeles region, and the western, modernist human frame through which humans interpret these actions. I conclude by drawing out the implications of this research for the fields of animal geography and feminist geography.

Publicado na revista Gender, Place & Culture — A Journal of Feminist Geography (Taylor & Francis), e certamente merecedor de todo e qualquer financiamento público que lhe tenha sido atribuído.