Mulher ganha concursos caninos (UK)

Homem transgénero identifica-se como cão

Tony McGinn nasceu mulher, mas é um homem transgénero que se identifica como cão. E é treinado pelo seu marido, Andrew: “Eu dou-lhe muita atenção e digo que ele é um ‘lindo menino’.”
Progresso, dizem eles. Enfim…
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Chavez “é uma esperança para a América Latina”

A frase é de Bolsonaro, o profeta-farol do liberalismo pós Donald Trump.

Rir continua a ser o melhor remédio. Divirtam-se.

Estado- O que representa Chávez?

Jair Bolsonaro- É uma esperança para a América Latina e gostaria muito que esta filosofia chegasse ao Brasil. Acho ele ímpar. Pretendo. Pretendo ir à Venezuela e tentar conhecê-lo. Quero passar uma semana por lá e ver se consigo uma audiência. (…)

Estado- Porque ele é admirável?

Bolsonaro-Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964 com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui.

Estado- O que acha dos comunistas apoiarem Chávez?

Bolsonaro-Ele não é anti-comunista e eu também não sou. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar. Nem sei quem é comunista hoje em dia.

Fonte desta fake news: O Estado de S.Paulo, edição de 4 de Setembro de 1999.

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.

The Mob

I Was the Mob Until the Mob Came for Me

I drive food delivery for an online app to make rent and support myself and my young family. This is my new life. I once had a well paid job in what might be described as the social justice industry. Then I upset the wrong person, and within a short window of time, I was considered too toxic for my employer’s taste. I was publicly shamed, mobbed, and reduced to a symbol of male privilege. I was cast out of my career and my professional community. Writing anything under my own byline now would invite a renewal of this mobbing—which is why, with my editor’s permission, I am writing this under a pseudonym. He knows who I am.

In my previous life, I was a self-righteous social justice crusader. I would use my mid-sized Twitter and Facebook platforms to signal my wokeness on topics such as LGBT rights, rape culture, and racial injustice. Many of the opinions I held then are still opinions that I hold today. But I now realize that my social-media hyperactivity was, in reality, doing more harm than good.

Um testemunho interessante, com uma história pessoal de alguém que é um exemplo vivo do adágio “Quem com espada mata, com espada morre”, versão digital.

Este é muito diferente do caso de Scarlett Johanson, caso em que “the mob” começou por criticar, depois conseguiu que ela abdicasse, e agora arriscam-se a que o filme nem seja feito – a menos que queiram fazê-lo apenas para ganhar aqueles prémios europeus que são tão relevantes que nem sei o nome deles.

The Mob.pngOs testes de pureza da esquerda estão a chegar. Eu gosto de ver. É uma espécie de Hunger Games mas com a carreira das pessoas. E as vítimas são agora cada vez mais as pessoas da esquerda – afinal, os de direita já estão perdidos e já…

Para a esquerda, já sabem: Don’t Mess with The Mob 😉

 

 

Words give the means to meaning

A propósito desta notícia.

Numa das minhas encarnações, a de militar, houve uma altura que durante o fim de semana fazia um cartoon, a que chamava “Nota de Culpa”, a gozar com alguém, segunda feira afixava-o na Messe de Oficiais do Regimento e por lá ficava durante uma semana. Não deve haver nenhuma instituição com uma hierarquia mais rígida e respeitada que as Forças Armadas. Invariavelmente os cartoons gozavam com algo que um superior hierárquico meu tivesse feito na semana anterior. Nunca nenhum achou mal ou mandou retirar o cartoon, pelo contrário, cheguei a ouvir de mais que um, superiores meus, porque raio nunca eram visados. Acabavam por ser, deixavam ficar a “Nota de Culpa” afixada durante uma semana e na seguinte pediam-me se podiam ficar com ela. Até o Comandante do Regimento lá esteve e divertiu-se. Quase todos os alvos dos cartoons os levaram para casa. Ninguém se importava de ser gozado, achavam piada (só houve um Oficial que nunca me atrevi a gozar, sabia que ele ia levar a mal, mas enfim há de tudo) e nunca nenhum ficou incomodado.

Há uns 10 a 12 anos fiz uns cartoons que fui publicando neste blogue. Na altura criei o personagem “Doh!” a gozar com o Daniel Oliveira e confesso que alguns (poucos) tinham piada e quanto mais violentos fossem para o visado mais piada tinham. Um dia tive meia surpresa: o próprio republicou um ou dois desses cartoons no blogue dele (na altura o Arrastão) e escreveu sobre o assunto em termos elogiosos e divertido. Continue reading “Words give the means to meaning”

O CDS Feminista

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Foi ontem anunciado que será aprovada na AR a mudança da funesta Lei da Partidade, com o aumento da percentagem prevista para 40% e o alargamento do critério a todos os órgão politicos electivos. Na minha curta jornada pelo mundo da política já conheci, pessoalmente e pela via literária, uma imensidão de opiniões dentro das próprias ideologias, mesmo dentro das direitas, diversidade essa, em muitas ocasiões, bem fundamentada. Ora eu já conheci pessoas de direita, incluindo bons conservadores, defendendo a legalização das drogas leves ou da prostituição e socialistas que se lhe opunham. Já conheci quem de direita se opusesse à liberalização do porte de arma para defesa pessoal ou fosse um ambientalista fervoroso – como este que vos fala – e socialistas que optassem pelas posições contrárias. Muito se pode escrever acerca destas questões e muito se pode e se tem teorizado sob o seu enquadramento, legítimo ou não, à luz das ideologias relevantes.
O que eu nunca conheci pessoalmente, nunca encontrei nos livros, nem nunca ouvi num podcast foi uma feminista – nos moldes em que actualmente o feminismo se enquadra, na sua terceira via – que fosse de direita. Sendo improvável a existência de um cavalo com asas, nem pelas leis da biologia nem pelas da física, é mais provável eu ter exagerado nos shots de tequila do que estar na presença da mítica criatura. O que me leva a concluir que, dada a diferente natureza entre os fenómenos da própria e os ideológicos, quando me deparo com a primeira pessoa, supostamente à direita, que se diz feminista, é mais provável essa pessoa não ser, de facto, de direita do que estarmos na presença de um cisne negro, terminando eu a indagar acerca do escombro do espectro político em que a Presidente do CDS habita. Dito isto, revivo o debate que se acendeu pelas posições tomadas, na AR, por um deputado do partido, debate esse que gerou páginas de discussão na imprensa, no Facebook, na blogosfera e nas suas caixas de comentários, pois dizia-se ser impensável o partido ser tão complacente a uma suposta violação grave da matriz do partido.

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CDS – Uma Reflexão Pré-Congresso

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O CDS padece, desde a sua génese, de uma lamentável disposição a ser bengala. Esta disposição, originada, a meu ver, por um medo de parar, permite-lhe ir andando, mas também o impede de correr. Nas ocasiões, poucas, em que o CDS resolveu tentar aspirar a marcar a sua posição no espectro político, ora obteve votações expressivas da parte do povo português – ver este artigo de Richard A. H. Robinson -, ora foi esmagado por circunstâncias da época, como o foi o choque de Lucas Pires e do Grupo de Ofir – ver artigo do Adolfo MN – com a ascensão do Cavaquismo. Faz falta pensar, sobretudo pensar. Os tecnocratas que nos apoquentam, os que nos bombardeiam diariamente com chavões como challenge e leadership e branding, não entenderam, ou não quiseram entender, o poder da marca na política: e essa marca é a ideologia, firme, segura de si.

Ao ambicionar diminuir-se ideologicamente, para com isso assaltar o eleitorado ao centro, o CDS consolida a desconfiança já tremida daquela que é a sua base: a direita. E porque um mal nunca vem só, enxota de vez os desapontados, aqueles que nos mais de 40% de abstenção não se reconhecem neste sistema putrefacto do arco da governação. Hipoteca o futuro por umas migalhas no presente, apesar de ser, mais tarde do que imaginam os arautos da serenidade do bom povo português, Pinheiros de Azevedo desta vida que tomam por fumaça o êxodo dos jovens da política, candidato a como os outros perecer na poeira do tempo, olhado daqui a uns anos como relíquia de uma época menos afortunada.

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