O que se ensina pelas nossas escolas

O Gabriel Mithá Ribeiro dedicou a sua última crónica do Observador a relatar um revisionismo histórico surreal que podemos encontrar não no manual de história da China, como seria de esperar, mas num manual de história de Portugal, escrito por portugueses e leccionado por portugueses a pobres criaturas portuguesas.

Em causa está a forma assertiva com que os autores do manual de história abordam o Holocausto e todo o período do nazismo e a forma soft e descontraída com que se referem à China de Mao e aos mais de 60 milhões de mortos que esta causou — e que os autores estranhamente omitem.

Antes que uns tontos me venham acusar de nazi, deixo bem claro que a crítica é, obviamente, à forma eufemizada com que os autores do manual se referem ao maoísmo, e não à forma factual e detalhada com que se referem ao nazismo. Em particular, atente-se a estas duas passagens:

Sobre o nazismo alemão ensina-se que «O fascismo era uma doutrina antiliberal e antidemocrática. (…) Os movimentos fascistas perpetuaram-se no poder graças à organização de um sistema fortemente violento e repressivo (…). (…) Os judeus foram deportados para campos de extermínio nos quais ocorreu o genocídio de 11 milhões de pessoas, mortas nas câmaras de gás (polacos, eslavos, homossexuais, ciganos, opositores políticos, prisioneiros de guerra, deficientes). Seis milhões eram judeus» (pp.136, 142 e 147 – I Parte) [sublinhados meus para facilitar a comparação].

O mais relevante está aqui: um regime fascista, antidemocrático, facínora, que cometeu crimes contra a humanidade e em particular contra os judeus, tendo exterminado mais de 6 milhões nas câmaras de gás. Bastante fica por dizer, mas os detalhes mais relevantes, e mais sangrentos, não são omitidos.

Compare-se com a descrição do que foi a China de Mao, o Grande Passo em Frente e a Revolução Cultural, tal como relatado pelo Gabriel:

«A nação chinesa foi [ter sido]  mobilizada para um programa de desenvolvimento económico (…)» (p.72 – II Parte). Depois, vem a referência ao período das «Cem Flores» (1957) em que a violência do regime atingiu os que caíram no engodo do convite à crítica aberta, sendo referido que «(…) a contestação cresceu e o governo respondeu com repressão e purgas, em grande escala» (p.72 – II Parte). Sem mais. Não se referem ou mostram cadáveres ou os «laogai», os campos de reeducação e trabalho forçado da República Popular da China.

Como se não bastasse, refere-se ao período pós maoismo, encabeçado por Deng Xiaoping, como

Aos sucessores de Mao coube o desafio de modernizar a China e de integrá-la nos circuitos da economia mundial» (p.75 – II Parte).

Tudo está bem quando acaba bem. Perante um regime que condenou à fome milhões de Chineses, que matou dezenas de milhões de civis (não apenas em contexto de guerra), diz-se ao estudante que o governo respondeu com «repressão e purgas». «Repressão e purgas».

O resto está na crónica do Gabriel. Não obstante estes esforços para denunciar esta óbvia doutrinação, Che Guevara continuará a ser beatificado e descrito como um líder que inspira milhões de pessoas por todo o mundo, e o marxismo cultural travestido de «história» continuará. É o fado da civilização Ocidental, tão sequioso por se redimir de ser a civilização Ocidental.

Anúncios

What can’t be debated on campus

BN-XM964_SPEECH_M_20180215175953.jpg

Como sempre, e para o bem e para o mal, estamos 20 anos atrasados em relação ao resto do mundo, pelo que isto ainda é marginal em Portugal — mas já aconteceu. Recordemos a ejecção de Jaime Nogueira Pinto, por um grupo de alunos da FCSH-UNL, que conseguiu efectivamente que este não fosse discursar à conferência para a qual tinha sido convidado.

Já nos EUA, Canadá ou Reino Unido (nos países nórdicos já nem são precisas estas plataformas, já existe auto-censura), os movimentos de «No Platform» criam verdadeiras barricadas à liberdade de expressão, evitando assim que tudo o que saia da concepção de um certo grupo, vulgo do politicamente correcto, possa ser abertamente discutido. Fosse isto na Alemanha e falássemos alemão, eu arriscaria dizer que estávamos em 1937 ou 38, e que a queima de livros está na calha. Estamos em 2018, pelo que banem-se as pessoas de quem discordamos e proibem-se os livros com os quais não concordamos.

Enfim, a coisa é grave, mas como é óbvio ninguém em Portugal lhe vai ligar patavina, até que, um dia, esse alguém dê a sua opinião — nada mais do que a sua opinião — e seja objecto de um processo colocado pela Faculdade ou pela empresa porque foi «racista», apelou ao «discurso de ódio», foi «heteropatriarcal», entre outros epítetos.

Para quem ligar, que leia isto:

https://www.wsj.com/…/what-cant-be-debated-on-campus-151879…

O poderoso desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária

Um excelente artigo de José Manuel Fernandes: Um dia vai ser proibido ser católico.

As reacções à nota do Patriarca de Lisboa revelaram a incapacidade de ler e compreender o que lá estava escrito e, sobretudo, o desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária dos tempos que correm

Europe’s submission to Islam: Houellebecq is the new Orwell

Um excelente paralelo entre 1984, de George Orwell, e Submission, do Michel Houellcebecq, que retrata uma França submergida ao Islão. Do escritor João Cerqueira, para ler aqui.

The novel Submission by Michel Houellebecq was criticized, and its author threatened, even before it was published. No price was put on the French writer’s head, as it had been with Salman Rushdie, but the fury of the Islamic community was enough for Houellebecq to cancel the presentation of the book and hide. Why? Does it offend Muhammad or ridicule believers? Distort the Islamic religion? Contains falsehoods? No. Submission shows just how France would be if an Islamic party, the Muslim Brotherhood, won elections. And the result would be that the lay, republican and democratic values of the West would be gradually replaced by Islamic law. France would begin to look like Saudi Arabia. Mandatory teaching of Islam for children, proscription of non-Islamic teachers, imposition of clothing standards for women, lawful polygamy, etc. That is, a regression and a nightmare for those who believe in freedom and human rights.

A Paixão dos Esquerdas pelos coitadinhos

Este vídeo explica-o muito bem:

A esquerda vê estes como os grupos privilegiados:

  1. Brancos
  2. Homens
  3. Heterossexuais
  4. Ricos
  5. Nativos
  6. Cristãos

Calha o azar de eu pertencer a todos estes grupos, pelo menos em termos relativos (no 4).

Assim, os grupos promovidos são, obviamente:

  1. Minoritários (apenas 93% da população mundial…)
  2. Mulheres (sobretudo FemiNazis ou Femi-Not-Sees)
  3. Não-binários, ou pelo menos homossexuais
  4. “Intelectuais”, na definição do PCP
  5. Imigrantes (desde que de países mais pobres)
  6. Árabes

Se cumprirem vários dos critérios, podem dizer os disparates de Linda Sarsour, e nunca terão problemas. Podem até violar menores. Se pertencerem aos 1os grupos, sejam mais rigorosos que Jordan Peterson ou serão logo… como é… sexistas, racistas e homofóbicos.

Bem, mas há coerência entre estes grupos? Claro que não. Mas são todos vítimas, por isso todos merecem “apoio”. Desde que na interseccionalidade deram prioridade a grupos de vítimas e não de privilegiados, como os judeus. E se a esquerda triunfar? Vamos assistir de bancada a Árabes assassinarem gays e outras “aberrações” para a Sharia. Mas pelo menos não terá sido um grupo de privilegiados a fazê-lo. Tudo menos isso. Ufa!

Partido Democrata enterra-se

The Night the Democratic Party Committed Political Suicide

That’s why I report the Democratic Party committed political suicide on Tuesday night. Their response to Trump’s speech was out of bounds. It wasn’t normal. It was hateful. It was bizarre. Actually, in a word, it was “foreign.” The Democratic Party is now a foreign party in their own country. They no longer have any understanding of what people born in America think or feel.

It’s perfectly fine to be respectfully opposed to the politics of one party or president. That’s acceptable. That’s as American as apple pie. But that’s not what happened on Tuesday night.

Democrats were outed as the party that is rooting for America’s failure. Rooting against a booming economy. Rooting for misery, instead of prosperity. Rooting against job creation. Rooting against a booming stock market. Rooting against employee bonuses. Angry about the lowest black unemployment ever. Angry about the lowest Hispanic unemployment ever. Angry at the lowest female unemployment in 18 years.

nancy-pelosi-SOTU

Partido Democrata prefere um país em ruínas, em que todos dependam do Estado e das suas empresas rentistas – quem fornece muletas gosta de pernas partidas, nem que tenham de as partir eles mesmos. E se falha depois faz esta cara. Tamanho ódio… Triste.

Aconselho também a análise de Anthony Brian Logan, um negro republicano.

 

 

A guerra da diversidade

A guerra da diversidade está apenas a começar. Por Rui Ramos.

A conversa sobre os Óscares de Hollywood é um sinal: em nome da “diversidade”, está-se a reduzir os indivíduos a grupos de ressentimento, e a tornar estes grupos incompatíveis entre si.

“resistência identitária”

Sugiro o seguinte exercício: substituir “negro” por “branco” nesta narrativa e imaginar quais seriam as reacções…

“Uma ferramenta de resistência identitária” chamada Djidiu

Ao longo de um ano, vários afrodescendentes reuniram-se em Lisboa para dizer poesia e partilhar a experiência de ser negro. A associação Afrolis edita agora algumas dessas vozes em formato de livro. O lançamento é esta terça-feira, no Museu do Aljube.

Os argumentos esmagadores dos criadores de Pallywood

Fonte: Dry Bones.

“Há algo de suicida nesse triste espectáculo”

Globos de Ouro, elites de palha. Por António Pedro Barreiro.

Há algo de suicida nesse triste espectáculo em que os agentes culturais se voltam contra a liberdade de expressão. Sobretudo, quando o fazem com gosto. Porém, é ainda mais macabro que a elite cultural se disponha a atacar as estruturas tradicionais da nossa civilização, vendo-as como arranjos opressivos e desiguais. Tragicamente, não estão sozinhos nesta sanha.

Continue reading ““Há algo de suicida nesse triste espectáculo””

Do Irão moderado, com amor

O ensino de inglês nas escolas (primárias públicas e privadas) está proibido no Irão.  O passo seguinte será a proibição do ensino do hebraico?

 Iran has banned the teaching of English in primary schools, a senior education official said, after the country’s Supreme Leader said early learning of the language opened the way to a Western “cultural invasion”.

Medina ajuda os carenciados III

A começar pelo vice-presidente da capital do país, Duarte Cordeiro omissões. Um bom trabalho de Rui Pedro Antunes, do Observador.

US Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

Continue reading “US Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem”

The abject failure of communism

Socialism still kills. Por Kishore Jayabalan.

Talk long enough to European conservatives and they will eventually remind you that the communists in the western and eastern parts of the Old Continent have never been held accountable for their crimes. Certainly nowhere near to the extent that Nazi party members were following World War II. This lack of accountability has meant that communism was never made completely disreputable on the political left, so some variant of communism/socialism was bound to re-surface, despite the insurmountable evidence of its human cost and abject failure.

Continue reading “The abject failure of communism”

Coisas fantásticas no reino da ONU

A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI II

A esquerda não tem vergonha. As cinzas vão mesmo pagar IMI.

 

Leitura complementar: A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

“Like all great Stasi institutions”

Beware the modern-day heretic hunters

Like all great Stasi institutions, the university will not explain the exact crime. Nor reveal exactly what the accused is accused of. Nor reveal who the complainant is. Shepherd is not allowed to be told whether one student has complained. Or many. Or all. But she is informed that showing a viewpoint that is contrary to the currently prevailing dogma is akin to an act of violence. This, in turn, is against the Ontario Human Rights Code. All the current torture-terms are there. Things are ‘problematic’. Shepherd is guilty of ‘targeting’. Her actions are ‘discriminatory’ and make people feel ‘unsafe’. One of the apparatchiks even uses the term ‘positionality’ where the word ‘position’ would be perfectly adequate. Presumably because in his particular bubble there is no point in using the correct word when an elongated (and incorrect) one could give off an air of greater authority, the better to intimidate underlings with.

Mad World

Na sequência das denúncias de assédio e abuso sexual por figuras públicas, uma mãe da vila inglesa de North Shields resolveu subir a parada e exigir a retirada de um perigoso livro da lista de leituras da escola do seu filho de seis anos. Trata-se da Bela Adormecida, estando Sarah Hall preocupada com o impacto no seu filho do comportamento predatório do príncipe (que beija Aurora sem o consentimento desta). Se ao menos Harvey Weinstein e Kevin Spacey não tivessem sido expostos ao livro dos irmãos Grimm ou mesmo, quem sabe, ao filme da Disney…

Com notícias destas e outras como a das Rainhas Magas vem-me à cabeça o refrão da canção: “It’s a very very mad world…” (na versão de Gary Jules para o Donnie Darko).

O sacrifício do cordeiro

1046218.jpeg

Não é cordeiro nem se sacrificou, mas Ricardo Araújo Pereira foi estendido e simbolicamente enterrado pela turba inquisitorial que policia o pensamento e que faz birra porque o mundo teima em não ser como tweetam. O crime do Ricardo? Ter opinião — e não ser um cordeiro.

Percebe-se. Afinal, há coisas invioláveis à luz da mais nobre ética republicana. A primeira é duvidar da sacrosantidade de José Sócrates e da incapacidade das amásias em questionar de onde vinha o dinheiro — o que acontece em Formentera fica em Formentera. A segunda é achar que até não estamos mal, e que aqueles rituais obscurantistas de supressão da liberdade de expressão e de ideias, tão em voga no séc XVI, não devem ser mais do que um pequeno compêndio nos livros de história.

Daqui se conclui que se não estás com eles, estás contra eles, Ricardo. Ou contra elas. Ou contra el@s. Ainda que tenhas defendido a legalização do aborto, pairado pelo PCP, votado no Bloco, apoiado o Livre, não é aceitável que não alinhes em toda e qualquer causa progressista do dia.

Se dúvidas houvesse da importância do progresso, ainda ontem se dava conta de mais um flagelo acometido no Reino Unido, que só não tomou outras proporções porque uma mãe atenta decidiu interceder. Não é que foram passar o filme da Bela Adormecida na escola da filha de 6 anos? Esse mesmo, o filme em que a Princesa, que não havia previamente autorizado o beijo do Príncipe pois encontrava-se a dormir, foi beijada de supetão. Ilustrado, sim, mas assédio sexual.

Perguntam-te enfim, como derradeiro momento de redenção, antes mesmo de desembrenharem a faca: de que lado vais estar, Ricardo? Eu não sei, mas o jardim visto do lado de lá do manicómio parece um lugar bem mais agradável.

Socialism happens

Salvem o socialismo africano

Parece que Robert Mugabe não terá muitas condições para para continuar a realizar obra.
O ditador africano há mais tempo no poder instaurou um regime violento, autoritário e sobre o qual pendem múltiplas violações grosseiras da liberdade.
As reformas socialistas implantadas à força e acompanhadas pela banda sonora do racismo foram a via verde para o precipício, com os ataques à propriedade privada, a nacionalização de propriedades e o abandono forçado das terras, sob a ameaça de armas.
Para o regime de Robert Mugabe, a democracia pouco mais é do que um mecanismo processual onde são eleitos os seus representantes. E o até agora eterno Presidente sempre venceu as eleições e com resultados estratosféricos, com as consequências devastadoras que estão à vista de todos.

…at which academic thought and indeed higher education have ceased to exist

Higher Education’s Deeper Sickness

The overall campus figures include professional schools and science, technology, business and mathematics departments. In most humanities and social-science departments—especially those central to a liberal education, such as history, English and political science—the share of left-of-center faculty already approaches 100%.

The imbalance is not only a question of numbers. Well-balanced opposing views act as a corrective for each other: The weaker arguments of one side are pounced on and picked off by the other. Both remain consequently healthier and more intellectually viable. But intellectual dominance promotes stupidity. As one side becomes numerically stronger, its discipline weakens. The greater the imbalance between the two sides, the more incoherent and irrational the majority will become.

What we are now seeing on the campuses illustrates this general principle perfectly. The nearly complete exclusion of one side has led to complete irrationality on the other. With almost no intellectual opponents remaining, campus radicals have lost the ability to engage with arguments and resort instead to the lazy alternative of name-calling: Opponents are all “fascists,” “racists” or “white supremacists.”

In a state of balance between the two sides, leadership flows naturally to those better able to make the case for their side against the other. That takes knowledge and skill. But when one side has the field to itself, leadership flows instead to those who make the most uncompromising and therefore intellectually least defensible case, one that rouses followers to enthusiasm but can’t stand up to scrutiny. Extremism and demagoguery win out. Physical violence is the endpoint of this intellectual decay—the stage at which academic thought and indeed higher education have ceased to exist.

António Costa, o novo Odorico Paraguaçu

Festa rija no Panteão Nacional. Descubra as diferenças entre a personagem de ficção e um ser desprovido de vergonha o Primeiro-Ministro de Portugal.

Candidato a prefeito da cidade fictícia de Sucupira, elegeu-se com a promessa de construir o cemitério da cidade.[2] Apesar de corrupto e demagogo, era adorado pelos eleitores e exercia fascínio sobre as mulheres.[2][1] Era pai de Telma (Sandra Bréa) e Cecéu (João Paulo Adour).[2]

Dono de uma retórica vazia, gostava de citar filósofos e políticos, como Platão e Rui Barbosa, ou inventava frases que atribuía a personalidades.[2]

O problema de Odorico é que, após a inauguração do cemitério, ninguém mais morreu. Desesperado com a situação, tomou iniciativas macabras para concretizar sua promessa, provocando situações cômicas.

Para o futuro fica a ideia para mais eventos: só em Lisboa existem outros sete locais -Cemitério Alto de São João, Cemitério da Ajuda, Cemitério de Benfica, Cemitério de Carnide, Cemitério do Lumiar, Cemitério dos Olivais e o promissor Cemitério dos Prazeres-, que podem ser usados de uma forma moderna, festiva e progressista.  O poder local recentemente eleito promete e a Geringonça que é incapaz de cuidar dos vivos e de respeitar os mortos governa o país a cantar e a rir, de uma forma nunca antes vista. Não estranhem.

A maior fraude intelectual e moral do século XX

A fraude da revolução soviética. Por João Carlos Espada.

A revolução soviética, cujo centenário alguns celebram amanhã, foi simplesmente a maior fraude intelectual e moral do século XX.

Continue reading “A maior fraude intelectual e moral do século XX”

A esquerda contra a liberdade de expressão

Millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring

Matt Ridley’s fine recent Times column was hardly the first to raise the alarm about the pseudo-Soviet intolerance of the left emerging from university campuses. Yet he began with arresting statistics: ‘38 per cent of Britons and 70 per cent of Germans think the government should be able to prevent speech that is offensive to minorities.’ Given that any populace can be subdivided into a veritably infinite number of minorities, with equally infinite sensitivities, the perceived bruising of which we only encourage, pretty soon none of us may be allowed to say an ever-loving thing.

(…)

Accordingly, the young casually assume not only that they’re the cutting-edge, trend-setting arbiters of the acceptable now, but that they always will be. The students running campuses like re-education camps aren’t afraid of being muzzled, because they imagine they will always be the ones doing the muzzling — the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual), what books we can read (Tom Sawyer is out), what practices we can embrace (white people may not wear dreadlocks). These millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring.

Retrato de um político grotesco

O dr. Costa é mau demais para ser mentira, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O dr. Costa, em suma, é mau demais para ser mentira. Infelizmente, como estamos em Portugal, é péssimo o suficiente para ser verdade. E a crítica da especialidade, que alucinadamente começou por atribuir ao homem inconcebíveis virtudes, ainda não terminou de venerá-lo – apenas conteve a veneração durante a semana, já que, parecendo que não, cento e tal mortos sempre impõem algum recato.

(…) A título de contexto, há o passado do dr. Costa na Administração Interna, onde cometeu a proeza de agravar trapalhadas herdadas do dr. Santana e, com típica leveza (para dizer o mínimo), consagrou o SIRESP às três pancadas e, por influência de um amigo e da impunidade, adquiriu os portentosos Kamov. E há o radioso momento em que, semanas antes do último Verão, o dr. Costa trocou as chefias da Protecção Civil por amigos (ele tem muitos) de reconhecida competência. E há Pedrógão Grande. E há a resposta do dr. Costa às vítimas de Pedrógão Grande, abandonadas a protectores que não protegem, um sistema de segurança que não funciona e helicópteros que não voam enquanto Sua Excelência desfilava calções e compaixão numa praia espanhola. E há a conversa fiada e as promessas reles que o dr. Costa despejou sobre os escombros de uma das maiores calamidades registadas do género. E há, quatro meses depois, uma calamidade quase idêntica em dimensão e incúria. E há a criminosa arrogância do dr. Costa, que, inchado pela vitória nas “autárquicas”, redobrou o desdém face aos que o maçam com ninharias (“Ó minha senhora, não me faça rir a esta hora”). E há a pedagógica “comunicação” ao país, na qual exibiu um cinismo que, em cérebro superior ao de um laparoto, talvez sugerisse indícios de psicopatia. E há a demissão, em último recurso, da ministra da Administração Interna, uma inultilidadezinha versada em disparates, e o tapete de que o dr. Costa se serviu para esconder o lixo. E há a substituição da ministra em prol de um amigo do dr. Costa (não disse que são imensos?), garanhão celebrizado por chamar “frígida” a uma adversária. E há, sobretudo, a reacção apressada ao ralhete do prof. Marcelo, encenada numa sessão parlamentar em que o dr. Costa tentou fingir que chorava e conseguiu demonstrar aos distraídos o indivíduo extraordinariamente lamentável que de facto é. (…)

30.000

Com as mudanças introduzidas pelo Facebook nas suas políticas internas nos últimos meses, a difusão de conteúdos nessa plataforma ficou (muito) mais difícil para projectos como O Insurgente.

Ainda assim – ou talvez: ainda mais assim – é de assinalar que a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou a marca das 30.000 pessoas.

Obrigado a todos pela preferência.

“The case for colonialism”: assim vai a liberdade académica no Ocidente…

The case for colonialism

WITHDRAWAL NOTICE

This Viewpoint essay has been withdrawn at the request of the academic journal editor, and in agreement with the author of the essay. Following a number of complaints, Taylor & Francis conducted a thorough investigation into the peer review process on this article. Whilst this clearly demonstrated the essay had undergone double-blind peer review, in line with the journal’s editorial policy, the journal editor has subsequently received serious and credible threats of personal violence. These threats are linked to the publication of this essay. As the publisher, we must take this seriously. Taylor & Francis has a strong and supportive duty of care to all our academic editorial teams, and this is why we are withdrawing this essay.

Sobre o assassino que vende t-shirts

Che Guevara: o homem que desprezava a humanidade, por Rui Ramos no Observador.

The Killing Machine Che Guevara, from Communist Firebrand to Capitalist Brand, de Alvaro Vargas Llosa.

Esquerda Vs Direita – a Biologia explica!

Na natureza há 2 estratégias para uma espécie se adaptar a um ambiente: r & K.

r é a estratégia dos coelhos: não há luta entre coelhos, o foco é na quantidade sobre a qualidade, a sexualidade é muito presente e imposta desde uma idade precoce, há pouco investimento dos pais nas crianças e a lealdade entre animais do mesmo grupo é baixa.

K é a estratégia dos lobos: altamente competitivos, baixa taxa de reprodução pois o ambiente não o permite, sexualidade tardia e baixa, elevado investimento parental em cada cria e elevada lealdade dentro do grupo.

Computing Forever

Este vídeo explica muito bem como esta realidade biológica explica as diferenças políticas em diferentes circunstâncias em 17 minutos.

Eu gostaria ainda de relacionar esta informação com este outro vídeo sobre os sinais de decadência de uma sociedade. Essencialmente há 6 fases que uma sociedade passa ciclicamente: Pioneiros, Conquista, Comércio, Afluência, Intelectualidade e Decadência. Como creio ser evidente, estamos neste momento no ocidente na fase de Decadência e os sinais estão todos lá: um exército esticado para além do razoável, o consumismo e exibicionismo, uma disparidade brutal de meios (não adquiridos por mérito), um desejo de viver às custas de um estado obeso, e uma obsessão com prazeres como culinária e, sobretudo, Sexo – sobretudo “não-baunilha”.

Combinando as duas informações, parece natural a subida da esquerda, não parece?