Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com José Manuel Moreira

Meu entrevistado de hoje no Podcast do Instituto Mises Brasil é José Manuel Moreira, doutor em Economia e Filosofia e professor catedrático de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Aveiro. É também autor de três livros altamente recomendáveis para todos os interessados no pensamento Austríaco e nas ideias da liberdade: Hayek e a História da Escola Austríaca de EconomiaThe Salamanca School, escrito em parceria com o professor André Azevedo Alves, já entrevistado no podcast, e Liberalismos: entre o Conservadorismo e o Socialismo.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

O colapso é inevitável, por Chris Kniel

Retirado do Financial Times:

Sir, In his article “Lessons of history on public debt” (October 10), Martin Wolf asks: “What happens if a large high-income economy, burdened with high levels of debt and an overvalued, fixed exchange rate, attempts to lower the debt and regain competitiveness?”

Mr Wolf focuses the question on Italy and Spain but the key portion of the question (too much unserviceable debt) applies to much of the western world including the US and the UK.

Once the math is taken into account, the elegant, unpleasant, most assuredly politically incorrect, understandable answer, born out by history, and put forward by Ludwig von Mises, the Austrian school economist and classical liberal, in Human Action: A Treatise on Economics is simply this:

“There is no means of avoiding the final collapse of a boom brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as a result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final or total catastrophe of the currency system involved.”

I suggest that much of today’s financial commentary regarding western nation debt resolution is analogous to discussions about who would be best to replace Edward Smith, English naval reserve officer and captain of the RMS Titanic – after it collided with the iceberg.

Given the stated policy of QE3 (apparently to infinity), according to von Mises, what lies ahead should be clear to most everyone.

Chris Kniel, Orinda, CA, US

Duas Visões para a Europa

 

Two Visions for Europe:

The founding fathers of the EU, Maurice Schuman (France [born in Luxembourg]), Konrad Adenauer(Germany), and Alcide de Gasperi (Italy), all German-speaking Catholics, were followers of the classical-liberal vision of Europe. They were also Christian democrats. The classical-liberal vision regards individual liberty as the most important cultural value of Europeans and Christianity. In this vision, sovereign European states defend private-property rights and a free-market economy in a Europe of open borders, thus enabling the free exchange of goods, services, and ideas.

The Treaty of Rome in 1957 was the main achievement toward the classical-liberal vision for Europe. The treaty delivered four basic liberties: free circulation of goods, free offering of services, free movement of financial capital, and free migration. The treaty restored rights that had been essential for Europe during the classical-liberal time in the 19th century, but had been abandoned in the age of nationalism and socialism. The treaty was a turning away from the age of socialism that had lead to conflicts between European nations, culminating in two world wars.

The classical-liberal vision aims at a restoration of 19th-century freedoms. Free competition without entry barriers should prevail in a common European market. In this vision, no one could prohibit a German hairdresser from cutting hair in Spain, and no one could tax an Englishman for transferring money from a German to a French bank, or for investing in the Italian stock market. No one could prevent, through regulations, a French brewer from selling beer in Germany. No government could give subsidies distorting competition. No one could prevent a Dane from running away from his welfare state and extreme high tax rates and migrating to a state with a lower tax burden, such as Ireland.  Continue a ler “Duas Visões para a Europa”

A Escola Austríaca e as Relações Internacionais

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana eu entrevisto Lucas Grassi Freire, mestre e doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Exeter (Inglaterra), onde desenvolve um instigante trabalho de investigação de metateoria nessa área utilizando ensinamentos da Escola Austríaca, fruto de seus estudos anteriores sobre a metodologia econômica e a filosofia da ciência na obra de Ludwig von Mises para a monografia de graduação em economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Lucas explica como os conhecimentos prévios da Escola Austríaca o têm ajudado nos estudos acadêmicos do doutoramento em Relações Internacionais.

Como atacar o problema do Trabalho Infantil?

Outro dia, numa discussão num outro blog, fui surpreendido pelo facto da proposição que a seguir apresento não ser aceite por diversas pessoas. Publiquei então um post sobre o assunto, que aqui repito na íntegra. Note-se que eu não sou tão bom quanto gostaria de ser a desenvolver argumentos destes (o óbvio é sempre difícil de argumentar, IMHO) e assim este texto é baseado num vídeo de Tom Woods, que publico abaixo.

A crítica é numa Economia puramente Capitalista, as crianças são exploradas, enquanto numa Economia intervencionada, os miúdos têm os seus direitos defendidos e passam o tempo na Escola, uma oportunidade que apenas o sábio, benevolente e desinteressado Estado pode proporcionar.

Assim, num país em que o Estado não seja muito forte, os pais desse país farão as crianças trabalhar. Não necessariamente todos, mas muitíssimos certamente. O que, claro, pressupõe uma intervenção do Estado para curar o problema.

Claro que o que interessa não ver é a causa do problema: Porque é que as crianças trabalham em alguns países do mundo?

As crianças trabalharem é a regra. Ocorreu em todo o lado, durante toda a história. Excepto onde o capitalismo chegou e tornou a sociedade tão produtiva, que gerando excedentes permitiu à sociedade não ser forçada a fazer as suas crianças trabalharem. Não foi “Ok, descobriu-se o Capitalismo miúdos: bora lá trabalhar”. Não, foi o contrário: os miúdos sempre trabalharam. Nunca ocorreu a ninguém antes que os miúdos não haveriam de trabalhar. Só agora, com as vantagens da riqueza proporcionada pelo capitalismo. Antes do capitalismo, as pessoas assumiam que eram pobres, e um dia morriam. Ninguém protestava contra a pobreza ou o trabalho infantile no tempo dos Afonsos. Ninguém. Era a vida.

Quando o capitalismo chega, e aparece a possibilidade de reduzir a pobreza, então as pessoas ficam impacientes com a pobreza. E querem eliminá-la o mais rapidamente possível (igualizando a riqueza, reduzindo o incentivo ao seu aumento e portanto parando o enriquecimento da sociedade como um todo). E então aparece o Estado.

Voltando ao Trabalho Infantil, este reduz-se então não porque se passa uma lei a dizer “as crianças não podem trabalhar”, mas sim porque a sociedade é suficientemente produtiva para permitir esse os pais trabalhando geram rendimento suficiente para que os miúdos não tenham de o fazer. Achar que passar uma lei resolve todo e qualquer problema pode ser levado “ad absurdum” a: vamos passar uma lei contra a gravidade e vamos todos voar. Quão infantil é uma visão do mundo assim?

Um exemplo: o Bangladesh. Há alguns anos, o Trabalho Infantil era um problema no Bangladesh. Foram feitas campanhas e pressões na Europa e nos Estados unidos e, como resultado, foi passada uma lei contra esse drama num país que ainda não estava economicamente preparado para o enfrentar. Uma organização independente chamada OXFAM reportou que os miúdos ou foram para a Prostituição (e sabem, por pior que seja trabalhar numa fábrica) ou… a partir daí passaram fome. Num país daqueles, se numa família mais de metade do rendimento desaparece, em muitas passa-se fome e em outras morre-se. Morre-se!

Até a Organização Internacional do Trabalho (um bastião socialista, pela própria natureza da instituição, que nunca concede nada nestes domínios) admite que a razão porque as crianças trabalham é que a sociedade em causa é tão pobre que as crianças estão a contribuir com pelo menos ¼ do rendimento familiar. E quando as famílias mais pobres perdem ¼ do rendimento familiar…

A solução, assim, é mais capitalismo.

O artigo foi largamente baseado no seguinte vídeo de Tom Woods:

O Secretário de Estado da Saúde ainda não se lembrou desta…

Político sueco quer por os homens a urinar… sentados:

O partido da esquerda da Suécia, o Vänsterpartiet, apresentou uma proposta, na última segunda-feira, que quer obrigar os homens a urinar sentados.

De acordo com o site CBCnews, o partido político socialista apresentou uma proposta, que exige casas de banho comuns, isto porque acredita que urinar sentado é mais saudável e mais higiénico para ambos os sexos.

Representantes do partido citaram uma pesquisa médica, que conlui que os homens esvaziam a bexiga de forma mais eficiente se urinarem sentados, bem como podem reduzir o risco de problemas da próstata.

Para os homens que, eventualmente, poderão recusar-se a cumprir esta regra, os representares do partido sugeriram que fossem construídas casas de banho separadas e devidamente identificadas.

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.