Pedófilos na creche, Síria na ONU

Não virá grande mal ao mundo nem à ONU (vénia ao engenheiro Guterres), a Síria, um país com uma história, um presente e um futuro tão ricos quanto pacíficos contribuir para o desarmamento químico e nuclear do Planeta.

Syria to chair UN disarmament forum on chemical & nuclear weapons

A atracção por ditadores

Portugal e Rússia: a “geringonça” tem as costas largas, por João Miguel Tavares. A atracção do PS por ditadores e cleptomaníacos – uma tradição que vem de Sócrates.

O Governo virou as costas aos aliados. É uma vergonha que nos sairá cara, por José Manuel Fernandes.   A diplomacia portuguesa de mãos dadas com o regime de oligarcas.

Fake news. Putin, O porteiro do Kremlin adorado por liberais variados, socialistas e integralistas lusitanos perdidos de amor por super-líderes, oferece estátuas de ditadores socialistas? A culpa é dos ingleses.

Compreender o putinismo LXXXIV

Artigo de Daniel Hannan sobre o putinismo: Putin will keep up his aggression until he encounters resistance.

(…) Putin’s experiences so far have taught him that the West is craven, sluggish, and filled with useful idiots. In the old days, the useful idiots came from the far Left. While a few of these are still around – notably the British Labor leader, Jeremy Corbyn, who seamlessly transferred his sympathy from Communist Russia to Putinite Russia – most now come from the authoritarian Right: Marine Le Pen and Geert Wilders in Europe, UKIP in Britain, and a few Trump cheerleaders in the U.S.

Putin will probe and probe until he encounters real resistance. And, so far, he hasn’t.

Vargas Llosa, um homem com juízo

Vargas Llosa: «En España no hay ningún partido liberal en el poder»

(…) «El nacionalismo es un monstruo, una ideología antidemocrática. En Cataluña se ha creado ese monstruo, a través fundamentalmente de la educación, inoculando esa ideología tóxica según la cual Cataluña estaría mucho mejor si se independizara de España», ha sostenido. De ahí que «si hay un brote de nacionalimso, hay que combatirlo», como hicieron «cientos de miles de catalanes» en la manifestación que tuvo lugar el pasado 8 de octubre en Barcelona y de la que Vargas Llosa no se va a olvidar «nunca». «Mi esperanza es que Cataluña vuelva a ser otra vez la vanguardia de España, que este fenómeno haya quedado atrás y el “seny” se imponga», ha destacado.

Volviendo la vista a América Latina, el escritor ha defendido que para poder juzgarla «conviene comparar la de hoy con la del pasado»: «Tenemos que reconocer que hay un progreso muy notable. Dictaduras tenemos Cuba y Venezuela, el resto son democracias imperfectas y algunas van camino de la prosperidad, de la civilización». No obstante, Vargas Llosa ha advertido que «lo que ocurre en Venezuela debería servir de ejemplo preventivo a los países latinoamericanos». «Esas elecciones -en relación a las presidenciales venezolanas del 22 de abril- van a ser una farsa. Sólo se puede esperar un fraude monumental y no creo que haya gente tan ingenua como el expresidente español José Luis Rodríguez Zapatero que invoca a ir a votar a una mentira tan flagrante», ha concluido al respecto. (…)

Aniversários

No dia do 13º aniversário d’O Insurgente, há um outro aniversário que importa realçar: o do assassinato de Boris Nemtsov. Vale a pena ler o artigo de Vladimir Kara-Murza, How I Remember Boris Nemtsov.

Leitura complementar: Remembering Boris Nemtsov, por Keith Gessen.

 

 

Um juiz devia ser um eremita

Tenho uns quantos amigos que são juízes, contados assim de cor quatro, colegas de faculdade, que se não sabem deviam saber o quanto os admiro pela profissão que escolheram. A minha crónica hoje no i.

Um juiz devia ser um eremita

A semana foi marcada pela notícia de que Rui Rangel está a ser investigado pela alegada prática de quatro crimes de tráfico de influências. Não vou aqui tirar conclusões até porque, como jurista, conheço bem a delicadeza de qualquer processo judicial. Mas há um ponto que gostaria de referir e que é da máxima importância.

Sempre entendi, e muitos consideram que exagero nesta matéria, que um juiz deve quase ser como que um eremita. Não significa isto que se isole do mundo e perca o contacto com a realidade. Apenas que, por ter escolhido julgar os comportamentos dos outros, deve ter o cuidado de se envolver o menos possível em negócios, na política e, naturalmente, no mundo do futebol.

Ser juiz é das profissões mais importantes que se pode escolher. A responsabilidade é extrema porque sempre que um juiz decide, e por muito trivial que seja a questão, é o próprio Estado de direito que está em causa. Errar, que é humano, é um risco com repercussões extremas quanto mais não seja para a pessoa que é vítima desse erro. É por este motivo que sempre admirei quem decide seguir uma vida como aquela a que a magistratura obriga.

Sendo profissão tão exigente, a começar desde logo pela imparcialidade, um juiz não deve distrair-se com questões externas que moldem, tolham essa mesma imparcialidade. Pode ser uma perspetiva que alguns considerem antiquada, mas que é preferível à incerteza, à desconfiança que surge quando notícias como a da investigação de um juiz podem causar nos cidadãos.

 

Trumpices

Steve Bannon numa relação complicada com a família Trump. Ou como costuma dizer o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Donald Trump’s former chief strategist Steve Bannon has described the Trump Tower meeting between the president’s son and a group of Russians during the 2016 election campaign as “treasonous” and “unpatriotic”, according to an explosive new book seen by the Guardian.

Bannon, speaking to author Michael Wolff, warned that the investigation into alleged collusion with the Kremlin will focus on money laundering and predicted: “They’re going to crack Don Junior like an egg on national TV.”

Fire and Fury: Inside the Trump White House, reportedly based on more than 200 interviews with the president, his inner circle and players in and around the administration, is one of the most eagerly awaited political books of the year. In it, Wolff lifts the lid on a White House lurching from crisis to crisis amid internecine warfare, with even some of Trump’s closest allies expressing contempt for him.

Bannon, who was chief executive of the Trump campaign in its final three months, then White House chief strategist for seven months before returning to the rightwing Breitbart News, is a central figure in the nasty, cutthroat drama, quoted extensively, often in salty language.