Miley Cyrus – Sinais dos tempos

Durante a Presidência Obama e a ascensão de Hillary, o cool era ser “Rebelde”. Há muitas imagens na internet da evolução de Miley Cyrus. Vejamos algumas:

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Projecto Veritas – Produtor CNN diz que a narrativa Russa é treta

Em Portugal, os correspondentes em Washington estão sempre a falar na ligação Russa (muito me ri quando ligaram a demissão de Comey a 2 factores, ambos ligados à Russia). Fico agora à espera do que vão dizer sobre o descalabro da narrativa russa.

Ah, e já agora, pedia o favor de colocarem nos comentários todos os artigos escritos em Portugal sobre a demissão destes 3 jornalistas.

Laci Green – A ex-líder Feminista

Laci Green1Laci Green já foi uma das mais famosas e seguidas feministas do planeta. Nesta lista por exemplo, aparece em 2º lugar atrás da inesquecível Anita Sarkeesian. Era presença frequente em seminários, legacy media (inc MTV), e todo tipo de grupos económicos com interesse em virtue signalling.

Mas não mais. Este ano já debateu com Blaire White (transgênero anti-feminista), mas depois de uma pausa lançou este vídeo e aí sim começou o descalabro, aqui comentado pela própria.

Laci Green Sargon of Akkad

Resultado? Há todaumasériedeartigos de abusos que ela tem recebido de ex-amigos, todos muito aceitantes e compreensivos de todas as opiniões anteriores dela, mas que agora a atacam ferozmente de forma vil e persecutória – no fundo terminando o processo de “Red pilling” começado no carregamento do vídeo inicial.

A foto ao lado é com Sargon of Akkad. Sargon of Akkad. Um dos maiores anti-SJW e anti-feministas. O mesmo a quem Anita Sarkeesian esta semana na VidCom 2017 chamou de Garbage Human sem ele ter sequer dito nada (Sargon, Tim Pool, outro, mais outro)

Tudo isto é muito bom sinal. Há aqui uma abertura a uma discussão aberta, franca, e sem atribuição a priori de rótulos que quase me faz acreditar num futuro melhor. Porque todos temos os nossos momentos misóginos, misándricos e até sexistas (para um lado ou outro), mas tudo seria melhor se argumentássemos calmamente antes de partir para a rotulagem.

A imprensa espanhola volta a fazer o seu trabalho

UN PAÍS EN LLAMAS

El cártel español del fuego amañó contratos de extinción de incendios en Portugal

El gobierno luso pagó hasta tres veces más de lo que realmente costaba el servicio contratado.

De regresso à realidade e quase uma semana após o mais grave incêndio florestal, quando é que as autoridades poderão dar informações sobre o número de desaparecidos?

Leituras complementares: Descubra as diferenças; Todos à procura do D. Sebastião.

 

Fogos que ardem sem se ver

O Estado não previu, nem preveniu, a possibilidade de um incêndio forte como o de Sábado passado, apesar de tal ser expectável com as altíssimas temperaturas que se faziam sentir. Todos perguntam, porque nada se fez. Mas há outro incêndio de deflagra e que poucos vêem: o fogo da dívida, seja pública ou privada. Também quanto a esta, e apesar da experiência que o país tem na matéria, pouco ou nada se faz. O Eco noticiou em Maio o aviso do BCE: a subidas das taxas de juros por parte do FED são um forte risco para Portugal. É verdade que o PIB está a crescer parecendo dessa forma que a dívida fica controlada, mas isso não é verdade. É uma ilusão, mais uma, que se soma a todas as demais. É por isso muito importante que se inquira, se investigue e se procurem respostas. O país não pode voltar a ser apanhado de surpresa.

Descubra as diferenças

Dois editoriais de dois jornais – um de referência/o outro de reverência – de dois países vizinhos.

La inoperancia de Portugal en la lucha contra los incendios, do El Mundo.

Versus

Na boca do inferno, da pena de Paulo Baldaia do DN.

A revolução Macron

“Notre Histoire a fait de nous des enfants de l’État, et non du droit, comme aux États-Unis, ou du commerce maritime, comme en Anglaterre. C’est à la fois un bel héritage et un héritage dangereux.”
Emmanuel Macron, Révolution, p. 48.

Sem que seja surpresa Macron cilindrou o partidos tradicionais franceses. Primeiro, nas presidenciais e agora nas legislativas. 359 dos deputados (em 557) é obra; e significativo.

Mas não tenhamos ilusões que a França não mudou. O seu novo presidente é mais estruturado, mais hábil, mais ousado (e prudente) que os dois anteriores; é mais liberal, no sentido de querer abrir a França à mundialização (como eles dizem), do que qualquer dos anteriores presidentes, mas a França, na sua essência, não mudou.

Macron vai através do Estado forçar a França a entrar no século XXI. Não é a primeira vez que um chefe de Estado francês moderniza a França desta forma. Não será a última. O que assistiremos nos próximos anos será a uma série de reformas do funcionamento do Estado, das leis do Estado, para que dentro da esfera do Estado, franceses e estrangeiros possam negociar o mais livremente possível em prol desse mesmo Estado.

Este o liberalismo francês, republicano e centralista, porque a modernização da França, nomeadamente a descentralização do ensino, será traçada a régua a esquadro a partir de Paris, não é aquele a que associamos quando falamos de Reagan e Thatcher. Aliás, e porque a política vive muito de símbolos, a caminhada de Macron, depois de eleito, o homem só ladeando a pirâmide do Louvre enquanto se prepara para discursar ao povo, é a imagem do homem de Estado que se quer forte, imperioso (o Le Monde qualificou o primeiro mês do mandato de Macron como ‘impérieuse’), em contraponto com a hiper-presidência de Sarkozy e a presidência normal de Hollande. Ser presidente da França não tem nada de normal: há formalismo, há dignidade, há que presidir a um Estado que sustenta um país e um povo. Com Macron, a banalização do cargo não terá lugar.

Mixed messages on Qatar

Qatar Buys U.S. F-15s Days After Trump Says Country Funds Terrorism

Qatar said Wednesday it has signed a $12 billion deal to buy F-15 fighter jets from the United States — just days after President Donald Trump accused the country of being a “high-level” sponsor of terrorism.

The announcement came after the country’s defense minister met with Defense Secretary Jim Mattis in Washington.

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GamerGate to Trump

Um artigo introdutório para quem vive fora da internet, via CNET.
Fenómenos como o que elegeu Trump não acontecem por acaso.

Jeremy Corbyn e o futuro do Reino Unido (2)

Eleições britânicas: recordando Thatcher e Reagan. Por João Carlos Espada.

Existe depois a explicação dos conservadores-liberais “pró-brexit”, encabeçados por Charles Moore, biógrafo de Thatcher, e Fraser Nelson, director da Spectator. Há várias semanas, justiça lhes seja feita, eles vinham criticando a campanha de Theresa May em diversos pontos importantes. Disseram que ela abandonara o tradicional programa conservador-liberal de mercado livre em troca de um crescente intervencionismo estatal; que abandonara a defesa do comércio livre contra a burocracia europeia, em troca de uma simples defesa nativista das fronteiras; finalmente, que abandonara a defesa de um programa de ideias, em troca de uma obsessiva tónica na sua liderança pessoal.

Pessoalmente, creio que estas eram críticas inteiramente justificadas à campanha eleitoral de Theresa May. Mas, receio ter de voltar a dizer que também elas não servem para explicar a surpreendente votação em Jeremy Corbyn. Ele tinha e tem tudo o que aqueles autores criticaram em Theresa May, só que em doses tóxicas. Por que motivo iriam os eleitores críticos do estatismo de May votar no ultra-estatismo de Corbyn?

Foi Nigel Lawson, antigo ministro das Finanças de Thatcher, que, em meu entender, tocou num ponto nevrálgico. Disse ele no Telegraph de sábado que, se os conservadores começam a fazer um discurso estatista, serão sempre ultrapassados em estatismo pela esquerda estatista. E que, quando se abandona a batalha das ideias em defesa da sociedade aberta, os inimigos da sociedade aberta passam a ser vistos apenas como “puros idealistas”.

UK vote by education level

UK vote by employment status

Grenfell Tower fire

2017 não está definitivamente a ser um bom ano para Londres…

London fire latest: Six confirmed dead in Grenfell Tower as death toll expected to rise

Baby dropped from 10th floor of Grenfell Tower ‘caught by man on ground’

Estoril Political Forum 2017

Estoril Political Forum 2017
26 – 28 June, Hotel Palácio, Estoril
“Defending the Western Tradition of Liberty Under Law”
Programme» Online application form»

Republican House Whip Steve Scalise shot in Virginia

Republican House Whip Steve Scalise, congressional staffer shot in Virginia shooting

Rep. Steve Scalise was shot Wednesday morning in Alexandria, Virginia, a House colleague told CNN, in what sources are calling an apparent “deliberate attack.” A congressional staffer was also shot.

Scalise, a member of the House Republican leadership as the majority whip, appeared to have been shot in the hip and it appeared two Capitol Hill police agents were shot, according to Rep. Mo Brooks, who told CNN he was on deck when the shooting occurred.

The shooting took place at a practice for the GOP congressional baseball team.

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UK vote by age group

UK vote by socio-economic grade

Jeremy Corbyn e o futuro do Reino Unido

Britain’s Dark Moment. Por Stephen Daisley.

What makes the Tories’ electoral performance all the more humiliating is the grain of May’s opponent. Jeremy Corbyn was boosted into the Labour leader’s chair in 2015, when students and veteran communists flooded the party’s membership rolls and threw the primary for the ardent socialist. Every indicator, historical and psephological, pointed to a catastrophe should Corbyn lead Labour into an election. That he managed to increase Labour’s vote share and seat tally is undoubtedly a function of the divisions wrought by Brexit and of a chaotic Conservative election campaign that saw the Tories propose punitive entitlements reform on their elderly voter base and the Prime Minister hole up in Downing Street refusing to appear on camera as her polling numbers worsened.

This is only part of the story. The other part, as unavoidable as it is unpalatable, is that Jeremy Corbyn connected with a large segment of the UK population. An eccentric who spent thirty years championing crank causes from the backbenches, Corbyn attracted voters despite his record of sympathizing with and even championing the IRA, Hamas, and Hezbollah. He is no mere romantic radical. Corbyn associated with murderers, anti-Semites and Holocaust-deniers. When the IRA attempted to assassinate Margaret Thatcher in 1984, killing five people in the process, Corbyn invited its leaders to the House of Commons and was later arrested protesting in “solidarity” outside the assassin’s trial. He still refuses to return the $26,000 he accepted from the Iranian regime’s Press TV.

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Caminhos para a dívida pública portuguesa

Uma reflexão importante: Ensaio: Que caminhos para a dívida pública portuguesa? Por Joaquim Miranda Sarmento e Ricardo Santos.

Não deixa de ser paradoxal que, sendo a sustentabilidade da dívida pública um dos temas que mais condiciona o nosso presente e o nosso futuro, o seu debate se realize, em regra, de forma superficial e sem sentido de compromisso. Temos pois que criar as condições para que se gere uma solução de compromisso, realista, mas ambiciosa.
Sendo verdade que a redução da dívida é imperiosa e deve ser assumida como uma prioridade, não é menos verdade que não existem soluções milagrosas e que medidas radicais de reestruturação comportam custos económicos e sociais muito elevados. Custos que seriam, aliás, muito superiores aos benefícios de redução da dívida e da despesa com juros.

Assegurar uma trajetória sustentável da dívida pública, num contexto de grande incerteza internacional, é uma tarefa que, sendo muito exigente, está ao nosso alcance: a combinação de saldos primários com excedente em torno de 3% PIB (que deveremos já atingir este ano) e taxas de crescimento nominais acima dos 3%/ano (obtido este ano), permitiria reduzir a dívida pública a um ritmo razoável, e no espaço de 10-15 anos, trazê-la para valores significativamente abaixo de 100% PIB.

(…)

Neste ensaio fazemos uma síntese e analisar as três principais vertentes do documento: primeiro, a caraterização da dívida pública no momento presente; segundo, avaliar possíveis cenários de reestruturação com “hair-cuts” e terceiro, que gestão e soluções existem para reduzir o peso da dívida pública?

Manuel Pinho, Columbia e a EDP

Manuel Pinho professor em Nova Iorque? “Era impossível só com americanos”

Nuno Garoupa recorda um processo semelhante que envolveu a Universidade de Nova Iorque, o Santander e o juiz Baltasar Garzón. Os processos acabaram todos arquivados — quer contra Garzón que era acusado de ter recebido dinheiro de várias empresas, além do Santander, para a sua estadia em Nova Iorque em 2005 e 2006 — como contra na altura o líder do Santander Emilio Botín. A Universidade de Nova Iorque nem se deu ao trabalho de comparecer como testemunha no processo.

As universidades americanas têm cadeiras que são financeiramente apoiadas, mas a escolha dos professores é feita de forma independente pela escola, explica Nuno Garoupa. Casos como o de Manuel Pinho — uma ex-tutela ser paga pelo tutelado para dar aulas — seriam impossíveis envolvendo apenas americanos. Não por serem ilegais mas porque se criaria “burburinho” na comunicação social, com efeitos negativos reputacionais para a universidade. Com os estrangeiros, as universidades norte-americanas têm sido mais permissivas.

Manuel Pinho foi dar aulas para a Universidade de Columbia em Nova Iorque porque foi criada uma cadeira ou cátedra paga pela EDP, empresa que tutelou como ministro da Economia. O caso foi revelado logo em 2010, e o financiamento da EDP estava enquadrado num conjunto de iniciativas pagas pela empresa, como na altura disse a escola de Nova Iorque quando questionada.

Uma artimanha como qualquer outra

John McDonnell, o ministro-sombra das finanças dos Trabalhistas, afirmou na Sky News (sem link) que Theresa May deve resignar. Motivo: como não conseguiu a maioria absoluta, não tem condições para governar. Além de esquecer que Jeremy Corbyn também não resignou quando em 2016 perdeu, e perdeu de forma esmagadora, à pergunta de um jornalista sobre como é que os Trabalhistas, com menos deputados, têm melhores condições que os Conservadores para formar governo, McDonnell responde que as políticas do seu partido são populares, e por isso e apenas por isso, muitos deputados não terão dúvidas em votar a seu favor.

O argumento é antigo, e lamento que o jornalista não lhe tenha perguntado como é que sendo tão popular o programa trabalhista não ganhou o voto do povo, usa a técnica de tornar objectivo o que é subjectivo. Assim, uma medida é boa porque nossa, uma eleição ganha-se não porque se tem mais votos mas porque os resultados foram acima das expectativas, e que as sondagens são mais precisas que o voto (uma técnica dos apoiantes da geringonça em Portugal). Foi assim que Corbyn e companhia tomaram conta do Labour party e é assim que pretendem tomar conta do Reino Unido.

(Correcção: Corbyn perdeu em 2016 e não em 2015, conforme inicialmente referido). Obrigado, Bruno Alves.

May we say goodbye?

A minha crónica hoje no ‘i’.

May we say goodbye?

Fraser Nelson, editor da “Spectator”, escreveu a 20 de maio um texto sobre o manifesto vermelho de Theresa May para as eleições que têm lugar hoje no Reino Unido. Vermelho, porque recupera propostas do ex-líder trabalhista, Ed Miliband, como o aumento do salário mínimo para 9 libras/hora, o imposto sobre imóveis de alto valor e até o taxar os empregadores para financiar a formação dos novos empregados. Theresa May tornou-se a líder dos conservadores mais à esquerda desde há 40 anos.

No entender de Fraser, três teorias explicam esta viragem à esquerda. A primeira é que May quer ganhar o maior número possível de deputados ao Labour. A segunda, que May precisa de se afirmar entre os conservadores. A terceira é a mais inquietante: com o Brexit, os tories estão mais preocupados com a ideia de país e relegaram a liberalização económica para outra oportunidade.

O Brexit monopoliza de tal forma as preocupações dos conservadores que estes esqueceram as reformas que tinham de fazer para tornar o Estado menos gastador e mais justo. Segundo Fraser, muitos conservadores anteviram isso mesmo e, por isso, apoiaram o remain. O certo é que o Brexit venceu e o programa da direita britânica tornou-se uma passadeira vermelha para o socialismo que julgávamos guardado no baú. E quando May, enquanto ministra do Interior, cortou nas receitas da polícia, os conservadores, que não conquistam a esquerda copiando–a, acabam por perder a direita. Uma mulher não é Margaret Thatcher só por ser mulher.

Valladolid, 3 de Junho de 2017

Un hombre irrumpe al grito de «Alá es grande» en una iglesia de Valladolid durante una boda

Un hombre ha sembrado por unos minutos el miedo en la tarde de este sábado en la Iglesia de San Pablo de Valladolid, donde mientras se estaba celebrando una boda, en torno a las 18.30 horas, ha entrado un hombre profiriendo gritos de «Alá es grande» y se ha acercado al altar con la intención de derribar varios objetos litúrgicos.

Según han relatado a ABC algunos de los testigos presenciales, el hombre tendría «entre 20 y 30 años de edad, rasgos morenos, algo de barba», y «aparentemente no llevaba ningún arma». También han detallado que cuando algunos de los invitados han intentado reducir a este sujeto en el mismo templo ha tratado de agredir al sacerdote que estaba oficiando la ceremonia.

Londres, 3 de Junho de 2017

“Isto é por Alá”. O ataque de Londres contado pelas testemunhas que o viram

Londres. O que se sabe e o que falta saber

A perda da narrativa da esquerda

constantinoRodrigo Constantino, na Isto É faz um excelente retrato da Hipocrisia da Esquerda Brasileira (e mundial) e da decadência moral que ela actualmente passa.
Excerpto:

A extrema esquerda vive dias de profunda angústia. Não é mais capaz de lotar as ruas com seus protestos, mesmo colocando show grátis de septuagenário da MPB e artista global para bater selfies. Só chama a atenção mesmo quando adota a estratégia do quebra-quebra, com a convocação paga com mortadela dos marginais ligados aos sindicatos e MST.

Essa decadência se deve em parte ao avanço das redes sociais, que permitem a exposição da hipocrisia dessa turma de “intelectuais” e artistas engajados, antes protegidos pela hegemonia esquerdista na imprensa. Agora, com direito ao contraditório, fica evidente a perda da narrativa desses socialistas, que sempre viveram só de narrativa, já que seus resultados foram invariavelmente terríveis.

Como essa extrema esquerda pode, por exemplo, gritar por “Diretas Já”, se defende o regime de Maduro na Venezuela ou mesmo Cuba, a ditadura mais longeva e opressora do continente? A democracia e a “vontade do povo”, como podemos perceber, não passam de um engodo, um slogan bonito para enganar trouxas – os que restaram.

Que tal o combate à corrupção, a velha bandeira da ética? Como alguém vai fingir que condena a corrupção se poupa Lula, o chefe da quadrilha petista, a quem Joesley Batista, da JBS, diz ter dado US$150 milhões na Suíça? Essa bandeira está completamente esgarçada. A extrema esquerda é conivente com o crime, desde que o criminoso também seja da esquerda radical.

Trump rejeita Paris

Um post ao nível do que se tem escrito e dito na generalidade da comunicação social sobre o tema.

(ideia e foto via RAF)

Compreender o putinismo LXVIII

Após a anexação em forma de referendo de parte da Ucrânia e ameaças directas aos países bálticos e à Polónia que pertencem à NATO- suponho que de livre vontade e acredito com bastante alívio – , a Suécia volta a estar sob o olhar atento ao porteiro do Kremlin.

Russian President Vladimir Putin has expressed deep opposition to the idea of Sweden joining NATO, calling its potential membership of the U.S.-led alliance a “threat” that would need to be “eliminated.”

“If Sweden joins NATO this will affect our relations in a negative way because we will consider that the infrastructure of the military bloc now approaches us from the Swedish side,” Putin told state news agency Itar-Tass. “We will interpret that as an additional threat for Russia and we will think about how to eliminate this threat.”

A Europa segundo Macron

Ouço falar em reformar a UE. Mas alguém discute as propostas de Macron para Europa? A minha crónica no Jornal Económico.

A Europa segundo Macron

No dia a seguir a tomar posse, Emmanuel Macron foi à Alemanha conversar com Angela Merkel. Na bagagem levou a sua proposta de refundação da Europa. Mas ao contrário de Hollande, que foi a Berlim de mãos vazias, o novo presidente francês propôs e ofereceu algo em troca. Que Europa quer Macron?

É no seu livro ‘Révolution’, publicado em Novembro último, que Macron explana a sua visão para a Europa. O plano apresentado a Merkel divide-se em três propostas. Em primeiro lugar, que a Alemanha aligeire a política de austeridade orçamental. A segunda consiste na implementação de um orçamento para a zona euro direccionado ao investimento público estratégico, e de apoio aos países cujas contas públicas coloquem em risco a estabilidade da zona euro. Este orçamento exigirá um ministro das Finanças que tutelará e fiscalizará os ministros das Finanças dos países da zona euro.

A terceira proposta de Macron à Alemanha é a moeda de troca. Ou seja, cada país da zona euro terá de implementar reformas estruturais para que possa beneficiar do novo orçamento europeu. Macron defende mesmo que o desacordo de um país não deve impedir que os restantes sigam em frente no projecto de integração europeia. Ou seja, dentro da zona da euro, e no que diz respeito às reformas estruturais e aos dinheiro do novo orçamento comunitário, podemos vir a ter uma Europa a duas, ou três velocidades. Algo que está em consonância com o que François Hollande propôs em Versalhes no dia 6 de Março, quando se encontrou com os líderes da Alemanha, Itália e Espanha.

Para dar o exemplo aos restantes países, como Portugal, Macron vai apresentar, até ao final de Setembro, um pacote de reformas estruturais que pretende levar a cabo durante o seu mandato. A primeira é a alteração do Código do Trabalho, que o governo francês já se encontra a estudar. Além do exemplo que pretende que venha da França, Macron quer com essas reformas mostrar que Paris está realmente comprometida no projecto europeu, prontificando-se a levar a cabo as reformas que a Alemanha implementou no início deste século.

Perante este cenário, a nossa atenção vira-se para o Governo português. Como é que o PS, o PCP e o BE vão lidar com este projecto europeu que vem do Eliseu? Considerarão que um orçamento europeu e um ministro das Finanças da zona euro ferem a soberania nacional, ou aceitam os fundos daí provenientes em troca de reformas, como a liberalização do Código Laboral que sempre recusaram?

Estas questões não são de somenos importância. São fulcrais para que entendamos se o Governo tem um rumo, ou se limita a gerir acontecimentos. Se Portugal vai estar na Europa, ou se viramos costas e ficamos orgulhosamente sós.