Trump e Hollande

Trump parece estar a ter um efeito muito positivo nos socialistas franceses: Presidente francês avisa que protecionismo económico é a “pior das respostas”

“O protecionismo é a pior das respostas”, insistiu o chefe de Estado francês, considerando que, em última instância “o que impede o comércio prejudica o crescimento e afeta o emprego”, inclusive em países que o defendem.

Jared Kushner e Bobby Kennedy

Justiça diz que Trump pode nomear genro para cargo na Casa Branca

Robert F. Kennedy

Trump, as sondagens e o futuro

O artigo que marca o fim de ciclo na colaboração regular com o Observador que mantive, com muito gosto, desde o início do projecto: O Presidente Trump, as sondagens e o futuro.

O enviesamento, arrogância e sobranceria com que a sua candidatura e os seus apoiantes foram sistematicamente analisados dificultaram e muito a compreensão do fenómeno Donald Trump.

Make us poorer, again II

trump

“We will follow two simple rules: Buy American and hire American”.

Donald Trump, o nacional-socialista no discurso de abertura do fim do mundo.

Leitura complementar: Make us poorer, again.

Um país sem memória não se governa

Lembram-se da inflação? Não? É porque a vida tem sido boa com o euro. O meu artigo hoje no Jornal Económico.

Um país sem memória não se governa

Na minha infância era a inflação, 20,9%, em 1978. Com a AD, em 1980, 16,1%. E, em 1984, a meio da intervenção do FMI, em pleno Bloco Central, quando Soares era primeiro-ministro, foi de 28,5%. Apenas em 1987 desceu abaixo dos 10%. Foi um feito. Ainda me lembro das primeiras páginas dos jornais: a inflação estava abaixo dos dois dígitos. O país tinha futuro. Já não era sem tempo.

E o tempo passou e o país esqueceu-se. Já não se sabe o que é o salário não chegar ao fim do mês porque os preços aumentaram. Como é que o que se recebe em Dezembro não chega para as mesmas compras feitas em Janeiro? As empresas desconhecem como se gerem stocks, como se vende a crédito, quando há inflação. Imagine o leitor vender um produto pago 90 dias depois. Quanto dinheiro perdeu? Pois, não foi fácil. É muito difícil.

E tem sido fácil, tem sido possível às famílias anteverem os gastos do ano, às empresas planearem como serão os próximos meses, anteciparem investimentos, compras, vendas, salários, gastos, ganhos, porque sabem quanto vale o dinheiro hoje, daqui a duas semanas, dois meses e até mesmo dois anos. Este paraíso económico devemo-lo ao euro.

Infelizmente não aproveitámos todas as potencialidades. É que durante a minha infância ouvi vezes sem conta que o problema do país eram os salários baixos. E como é que se resolvia o problema dos salários baixos? Com uma moeda forte. É claro que tivemos azar: a moeda forte caiu-nos do céu. Conseguiu-se sem produtividade e sem capital. Que se obtém com poupança, sem défices, e com bom investimento. Como não tínhamos nada disso, como não fizemos nada por isso, a moeda forte passou por nós sem os proveitos que podia gerar. Tal como nada se fez para se aproveitar o euro e subir os salários, nada se fez nos últimos meses para tirar proveito das ajudas do BCE, do baixo preço do petróleo e das matérias-primas. Em vez de reformas que preparem o país para quando as condições mudarem, o Governo distribui benesses entre aqueles que o apoiam, sequestrando o Estado a esses interesses.

Imagino o leitor a sorrir neste momento: a inflação é um perigo? Onde? Mas talvez saiba que Trump pretende gastar em infra-estruturas e implementar políticas proteccionistas; que o dólar se está a valorizar contra o euro e o que tudo isto junto traduz.  Em 2017 vai-se travar uma dura batalha entre dois campos: os que dão valor ao dinheiro e os que o querem desvalorizar. E este último objectivo consegue-se com inflação.

Até agora a Alemanha é quem mais se opõe à política monetária do BCE. Para os alemães, a subida de preços é inaceitável. Tal como deveria ser para nós. Infelizmente, este Governo, e a maioria que o sustenta, não se importa. Até o prefere. Porque com inflação é muito mais fácil iludir as pessoas. Às vezes olhamos para os problemas e não nos apercebemos que esquecemos como era. O quanto custou e o que jurámos nunca querer repetir.

Make us poorer, again

Trump, o proteccionista.

Therefore, despite the naive proclamations from Trump about “making America great again” with protectionism and tariffs, the economic analysis above demonstrates that protective tariffs make the country imposing them worse off,on net, and that proposition is supported by 200 years of economic theory and hundreds of empirical studies. That is why economists almost universally support free trade and oppose tariffs and trade protection – because economic analysis and empirical evidence clearly show that there are always net economic losses from protectionism.

If Trump is successful with his mercantilist and protectionist trade policies, it will be average Americans who will be punished by punitive tariffs, not the Mexicans or Chinese. And while Trump’s protectionism might save some U.S. jobs in the short run, his tariffs and other protectionist measures will unavoidably lead to even greater job losses in the long run, and less prosperity and a lower standard of living for the average American. That’s not a formula for greatness, it’s a guaranteed formula for economic impoverishment.

The Obama legacy

On the Worst President. Por James V. Schall, S.J.

Much will be written of the Obama legacy. He will no doubt quickly sign a lucrative contract to produce a book explaining the glory of these past eight years, awful as they were. While most folks have understood that things were falling apart at the most basic levels, Mr. Obama, in his own mind, saw them progressing from one success to another. He flew over it but he never really saw America. His basic character was pretty accurately described by Plato and Aristotle. Like Mr. Clinton, he probably would have been elected for a third and fourth term were it not for the reaction to, yes, Franklin Roosevelt and the two-term limitation.

I will pass over his religious views. His is a popular leftism that identifies religion as politics. Catholics were slow to recognize the efforts Mr. Obama made to identify religion and positive law. No leeway was left. Religion could not stand in the way of social “progress.” Who could have imagined even a decade ago that the freedom of speech and the freedom of religion traditions would be under fire for holding back the social engineering that Mr. Obama and his friends foisted on the country’s embassies, laws, military, healthcare, medicine, schools, environment, and even in the food we can’t eat.

Rebenta a bolha

rebenta-a-bolha Ao que parece, Portugal emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. Tendo em conta que isto sucede poucas semanas depois de ter sido obrigado a aceitar juros de 4% por empréstimos com o prazo de dez anos, só se pode chegar a uma conclusão: a política do BCE está a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida, mas toda a gente espera que, a médio ou longo prazo, ela acabe por rebentar, e ninguém confia na capacidade do Estado português saldar as suas dívidas quando tal acontecer.

Gente de bem e de pás

anjemchoudary

Recordar os benefícios da diversidade.

Members of Anjem Choudary’s terror cell are facing jail today after drumming up support for ISIS in hate speeches calling for ’40 trucks driving down Oxford Street full of explosives’.

A covert officer infiltrated the Luton chapter of the banned group Al-Muhajiroun (ALM) and secretly recorded speeches over 20 months before police swooped to arrest two extremists.

At the meetings, attended by up to 80 people including young children, the group praised ISIS and urged others to support the terror group and travel to Syria to fight.

Ramón Díaz (1926-2017)

Morreu hoje Ramón Díaz, Presidente da Mont Pelerin Society entre 1998 e 2000 e defensor incansável da liberdade.

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Ramon Diaz on F. A. Hayek’s Liberalism

Leitura complementar: Cuando un hombre hace historia; Ramon Diaz and the Spread of Liberal Ideas in Uruguay.

A minha mãe não faz anos todos os dias

Como nem todos os dias são festa, o meu desejo político para 2017 limita-se a que, aos com discernimento, lhes seja permitido não contrair mais dívida dos outros; consigam ser responsáveis pelos seus actos, sem que isso seja considerado egoísmo, mas mera justiça. Já seria muito. Para muitos até demais. O meu artigo no Jornal Económico.

A minha mãe não faz anos todos os dias

A Europa enfrenta três ameaças em 2017: racismo, proteccionismo e populismo. Três que têm origem numa só: dívida. Ou encarado de outra forma, falta de capital, de dinheiro para atender ao comércio que não pára de crescer num mundo globalizado. É o mercantilismo de outrora, quando se desvalorizava moeda para incentivar a produção nacional, que regressa agora entre os que querem uma Europa diferente.

Enquanto a acumulação de dívida não criou problemas de maior, o projecto europeu foi-se alargando e aprofundando sem entraves. Tirando um ou outro aviso, como os de Margaret Thatcher, que no célebre discurso de Bruges deu a conhecer a sua visão da Europa que precavia os povos europeus dos problemas que vivemos agora, ninguém se preocupou muito com o futuro. A Europa andava e isso era o que interessava.

A moeda única europeia, que tantos entenderam como fulcral para a Europa e que hoje consideram um entrave às suas políticas, é o principal alvo das três ameaças acima referidas. Com o euro, moeda que pressupõe políticas orçamentais rigorosas, o capital, o dinheiro, só surge com poupança, investimento e aquele risco em que apenas os prudentes sabem incorrer. Prudentes, porque comedidos; comedidos, porque é o seu dinheiro que está em causa.

É esta ligação entre o dinheiro e quem investe que se perde quando os Estados entram na equação. É desta forma que surge a dívida que não se paga, se acumula e nos afoga anos mais tarde. E qual é a solução que nos é apresentada? Não a difícil que é pagar, mas a fácil que é ignorar. Quem ignora segue em frente, embora com um preço: é preciso justificar o não querer saber. Como? Com a imigração, a globalização e o ataque às instituições. A livre circulação de pessoas, de bens, de capitais, e as organizações que as permitem, combatem-se com racismo, proteccionismo e populismo. As ameaças que atacam a Europa e que nasceram da dívida que, há muitos anos, a mina.

Por que motivo é que a visão europeia de Thatcher foi ignorada? Porque era demasiado pragmática. Porque antevia problemas que poucos quiseram ver quando tudo corria bem. E porque o pragmatismo na política obriga a explicar devidamente as escolhas que, quando feitas com o coração se justificam por si mesmas. O tal populismo. Foi assim em 1988, em 1998, 2008, 2016 e será em 2017. Para quê doutra forma se há um caminho mais fácil?

É assim em Portugal e na Europa. Em todo o lado. Não tenhamos, pois, ilusões: 2017 não será o ano em que deixamos o passado lá atrás. A resposta é chutar para a frente. Que não funciona é tão certo como a minha mãe não fazer anos todos os dias. Mas a maioria quer e é o que vamos ter. Assim, o meu desejo limita-se a que, aos com discernimento, lhes seja permitido não contrair mais dívida dos outros; consigam ser responsáveis pelos seus actos, sem que isso seja considerado egoísmo, mas mera justiça. Já seria muito. Para muitos até demais.

As opções editoriais sobre crianças III

baldaia

A correr desde o início de Dezembro do ano passado nas redes sociais e nalguns orgãos de comunicação social estrangeiros, o DN resolver publicar hoje com destaque da primeira página uma fotografia de um menino morto e com direito a editorial de Paulo Baldaia.

Na altura, as informações que acompanhavam a imagem relatavam que a criança terá sido uma das dezenas de vítimas mortais e que resultaram dos disparos contra barcos na fronteira entre Bangladesh e Myanmar, por guardas fronteiriços deste último país.

E o que “extraio” do editorial do director do DN? Isto “dito” de modo mais rústico quando comparado com a pena progressista do director do DN:

O centenário DN publica a 5 de Janeiro de 2017, algo que foi difundido nas redes sociais e nalguma imprensa internacional a 5 de Dezembro de 2016 e que ao contrário do que afirma Paulo Baldaia não foi publicada em primeira mão pela CNN.

Mais. Apesar “dos riscos de manipulação que deixaram o jornalismo ficar mal” (alguém se lembra de Pallywood?), a publicação pelo DN serve para de algum modo defender a minoria muçulmana de Myanmar e “expor” as vítimas do terrorismo religioso de qualquer ponto do planeta.

A crer nessa missão, estarão asseguradas para todas as restantes edições do diário de referência português a publicação de pelo menos uma fotografia chocante, de preferência de um corpo de uma criança, o respectivo editorial justificativo e um dossier sobre o tema do dia mas sem banalizar ou aborrecer os leitores do jornal.

Talvez esteja encontrada a solução para acabar com a decadência nas vendas do DN e tirar da miséria franciscana a secção de Internacional do jornal que até à publicação da imagem do corpo de um menino nunca se interessou verdadeiramente por conflitos que não nos são próximos e que matam inocentes. Até porque o Engº Guterres irá salvar o Mundo a partir da secretaria-geral da ONU e o DN não podia deixar de cumprir o seu papel.

Sugestão de leitura complementar: As opções editoriais sobre crianças e As opções editoriais sobre crianças II.

Fernando Holiday

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Fernando Holiday: um nome a fixar para o futuro da política brasileira: Vereador Holiday diz que pretende revogar Dia da Consciência Negra

No terceiro dia como vereador de São Paulo, Fernando Holiday (DEM), de 20 anos, disse que vai apresentar uma proposta para revogar o Dia da Consciência Negra, data celebrada em 20 de novembro. Em entrevista à TV Câmara nesta quarta-feira, 4, o jovem afirmou ainda que vai propor o fim das cotas raciais em concursos públicos municipais da capital.

Continue reading “Fernando Holiday”

Enquanto seguimos cantando e rindo…

Juros da dívida superam os 4%, o limite do “conforto” da agência DBRS

Os juros da dívida portuguesa superaram esta quinta-feira os 4% no prazo a 10 anos, o nível mais elevado desde fevereiro do ano passado e que supera o nível que a agência de rating DBRS, a que segura Portugal nas compras de dívida do BCE, considerou em entrevista ao Observador que seria o limite a partir do qual deixaria de estar confortável com a notação atribuída à dívida portuguesa (a única acima de lixo).

(…)

Depois de um pequeno alívio na sessão de quarta-feira, os juros da dívida a 10 anos voltaram hoje a subir e estão a aumentar 12 pontos-base para 4,02%. Em contraste, a dívida espanhola a 10 anos está com juros de 1,5% e a italiana com taxas inferiores a 2%.

Inflação regressa à Alemanha?

Até agora o problema era a deflação, que não ajudava ao investimento. Qualquer dia, quando nos recordarmos que inflação é subida de preços (o PCP lembrou-se disso ontem), a razão para a crise será outra que não o dirigismo político da economia.

Lula da Silva, o eterno Presidente do Brasil

Faltam-me as palavras para classificar Lula da Silva.

A/c da administração Trump

Se a indústria francesa não importasse, o preço final seria 27 por cento mais caro.  Alguém faça um tweet ao homem.

O colapso do sistema estatal de saúde na Grécia

Felizmente, o Syriza está no poder e austeridade acabou pelo que nada disto interessa: ‘Patients who should live are dying’: Greece’s public health meltdown

Seven years of austerity have seen hospitals become ‘danger zones’, doctors say, with many fearing worse is to come

Since 2009, per capita spending on public health has been cut by nearly a third – more than €5bn (£4.3bn) – according to the Organisation for Economic Co-operation and Development. By 2014, public expenditure had fallen to 4.7% of GDP, from a pre-crisis high of 9.9%. More than 25,000 staff have been laid off, with supplies so scarce that hospitals often run out of medicines, gloves, gauze and sheets.

In early December Giannakos, a nurse by training, led a protest march, which started at the grimy building housing the health ministry and ended outside the neoclassical office of the prime minister, Alexis Tsipras. At the ministry, hospital technicians erected a breeze-block wall and from it hung a placard with the words: “The ministry has moved to Brussels.”

Few advanced western economies have enacted fiscal adjustment on the scale of Greece. In the six years since it received the first of three bailouts to keep bankruptcy at bay, the country has enforced draconian belt-tightening in return for more than €300bn in emergency loans. The loss of more than 25% of national output – and a recession that has seen ever more people resorting to primary health care – has compounded the corrosive effects of cuts that in the case of public hospitals have often been as indiscriminate as they are deep.

Pressure to meet creditor-mandated budget targets means that in 2016 alone, expenditure on the sector has declined by €350m under the stewardship of Syriza, the leftist party that had once railed against austerity, said Giannakos, citing government figures.

More than 2.5 million Greeks have been left without any healthcare coverage. Shortages of spare parts are such that scanning machines and other sophisticated diagnostic equipment have become increasingly faulty. Basic blood tests are no longer conducted at most hospitals because laboratory expenditure has been pared back. Wage cuts have worsened the low morale.

People Who Laughed at Trump

Uma pequena mas significativa amostra da ignorância e arrogância esquerdistas que ajudaram decisivamente a eleger Donald Trump.

People Who Laughed at TRUMP… and said he would never be President

Fátima persiste

Fátima, cem anos depois. Por João César das Neves.

Em 2017 Portugal era governado pela extrema-esquerda e vivia uma das maiores crises da sua história. Foi então que na serra de Aire, no meio do país mais profundo e atrasado, aconteceu alguma coisa. Ninguém pode negar que ali, naquele canto perdido da nação rural, aconteceu alguma coisa. Nem sequer a elite intelectual, então no poder, que se negou a aceitar o sucedido, o consegue negar. O povo, que a extrema-esquerda tanto despreza como crédulo, boçal, supersticioso, acorreu em massa, junto com as classes abastadas, também desprezadas. Mas até a imprensa do regime divulgou o acontecimento extraordinário. Fátima aconteceu.

Passaram cem anos. Portugal é de novo governado pela extrema-esquerda e vive uma das maiores crises da sua história. O país já não é rural e atrasado, e a serra de Aire deixou de ser um canto perdido. É mesmo a maior atração internacional de uma economia onde o setor do turismo é dos poucos dinâmicos. Neste ano, em maio, de novo em Fátima, vai acontecer alguma coisa que ninguém, nem sequer a elite intelectual e a imprensa do regime, pode negar. Multidões de todo o mundo vão confluir para aquele cantinho da serra. São pessoas tão variadas que ninguém pode classificar como povo boçal ou classe abastada. Fátima persiste.

O Centenário das Aparições de Fátima e a peregrinação do Papa Francisco

Uma curiosidade interessante, a juntar-se a outras em torno desta peregrinação a Fátima que não será visita de Estado a Portugal: Presidência adianta-se a anunciar visita do Papa e omite referência aos bispos

O comunicado que anuncia a visita do Papa a Fátima foi escrito com o acordo dos bispos portugueses, do Vaticano e da Presidência da República e ficou combinado entre todos que a sua divulgação seria feita esta sexta-feira, conjuntamente, às 11h00 – hora em que sai o boletim diário da sala de imprensa da Santa Sé.

Só que a Presidência portuguesa antecipou-se e publicou o comunicado um dia antes do que estava combinado, retirando do texto a referência aos bispos.

A precipitação, que já tinha acontecido também nos tempos de Cavaco Silva, já mereceu um pedido de desculpas à nunciatura e aos bispos, apurou a Renascença.

Ainda assim, o mais importante a assinalar é sem qualquer dúvida a visita do Papa Francisco por ocasião do Centenário das Aparições de Fátima.

Síria: back to basics XXIX

Pára tudo: a guerra acabou e a santa mãe rússia retira as tropas de uma Síria pacificada.

pravda

Ah esperai é uma notícia do renovado Pravda.

O BCE está a gerar subprime político

Um artigo que chama a atenção para o essencial: O BCE é uma ameaça maior do que o populismo. Por Rui Ramos.

Há anos que o BCE usa dinheiro barato para poupar Estados, bancos e empresas à realidade da falência e à necessidade de reformas. O resultado tem sido perverso. Em 2008, explicaram-nos que o capital financeiro erguera um castelo de cartas. Mas como descrever o actual castelo europeu de dívidas e de défices alimentados pelo BCE? Sabemos como o abuso do crédito acabou da última vez. Irá agora acabar de maneira diferente? O BCE está a gerar na Europa uma espécie de subprime político, cuja ruptura, um dia, poderá precipitar a primeira grande viragem do século.

Muita gente nos avisa, com alguma razão, contra os riscos do populismo e do proteccionismo. Mas neste momento, os mecanismos inventados para impedir que alguma coisa aconteça são talvez uma ameaça maior: são eles, ao acumular problemas, que podem verdadeiramente abrir a porta ao proteccionismo e ao populismo. Porque quando alguma coisa tiver de cair, cairá de mais alto.

O caso de Luis Peral

Luis Peral, diputado provida y muy crítico con la ley LGTB de Cifuentes, deja su escaño en Madrid

Leitura complementar: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

O lobby LGBT como ameaça à liberdade

O meu artigo desta semana no Observador: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

Embora o comunismo – pelo menos na sua versão “científica” clássica – se encontre hoje quase completamente desacreditado, o testemunho da guerra contra a família passou nos nossos dias para o lobby LGBT e para os defensores da agenda radical “do género”. Tal como aconteceu múltiplas vezes no passado, importa que todos quantos valorizam a preservação e continuidade da civilização europeia e ocidental e da sua ampla matriz de liberdades se posicionem solidamente do lado certo.

Votos de um Santo Natal para todos os leitores.

A message from Israel: Merry Christmas and a Happy New Year

Continue reading “A message from Israel: Merry Christmas and a Happy New Year”

O Médio Oriente está agora entre nós

O regresso da política da fé e do sangue. Por Rui Ramos.

A propósito da imigração descontrolada que permitiram, os governos europeus insistem em imaginar indivíduos e famílias que, uma vez nos novos países, adoptariam a sua língua e costumes: em poucas décadas, os jovens sírios seriam alemães de meia idade. Esta perspectiva é um resquício do etnocentrismo colonial. Os imigrantes não são uma simples matéria-prima humana para compensar o declínio demográfico europeu. Trazem a sua história e os seus valores. A internet e as viagens baratas mantê-los-ão ligados aos meios de origem. Depois de Bush, os ocidentais acreditaram que bastaria retirar do Iraque para fazerem do Médio Oriente um problema longínquo. Mas através dos seus migrantes, o Médio Oriente está agora entre nós.

Trump: um presidente dos trabalhadores

E se Trump for o presidente de todos os trabalhadores? Como é que fica a esquerda? O meu artigo no Jornal Económico.

Trump: um presidente dos trabalhadores

Quem diria? Donald Trump, o homem de negócios, o especulador que faliu empresas tirando daí proveitos próprios; o arrogante e execrável Trump vai ser um presidente das massas trabalhadoras. Quem o refere é Rich Lowry, editor da National Review, num artigo publicado este mês na Politico Magazine, com o sugestivo título de “The Party of Workers”.

Atenção que falar de trabalhadores não é falar de pobres. As políticas de Trump não visam reduzir a pobreza, mas subir os salários. Aproveitando um mal-estar cujas razões poucos conseguem expor, Trump simplificou o problema explicando que os salários não têm aumentado devido à imigração. O seu raciocínio é ajudado porque a população de imigrantes nos EUA aumentou, desde o início deste século até 2014, de 31 para 42 milhões.

A solução de Trump para este problema é reduzir a entrada de estrangeiros. Com menos pessoas a trabalhar os salários sobem. E se, com a subida dos ordenados, as empresas pensarem em se instalar nos países onde a mão-de-obra seja mais barata, Trump pune-as com impostos e tarifas aduaneiras sobre os seus produtos. É assim que Trump se transforma, de um homem do capital num defensor dos trabalhadores. Juntemos a esta política as obras públicas de renovação das infra-estruturas dos EUA, que a sua administração conta para criar empregos, e está visto como vão ser, caso Trump cumpra o que diz, os próximos anos na América.

Muitos comentadores norte-americanos estão excitadíssimos com a perspectiva de um novo Roosevelt. Mas há problemas. Um país não se desenvolve, não enriquece, só com menos impostos e mais despesa pública. É preciso progresso tecnológico e inovação. A redução dos impostos e o aumento dos gastos públicos origina dívida que obriga a racionar o futuro. Aquele momento em que Trump já não será presidente e, por isso, por ora não interessa nada.

O proteccionismo de Trump até pode criar um aumento temporário dos salários e do emprego. Mas um país fechado não inova e, mais cedo ou mais tarde, é ultrapassado por outros que produzem melhor e mais barato. A que se junta a inflação, um risco natural para qualquer país que feche as portas à globalização. A inflação: essa forma de austeridade que tantos desejam e que afecta especialmente os que ganham menos e que têm mais dificuldade para fazer frente ao aumento dos preços. Para a evitar, a Reserva Federal já anunciou o aumento das taxas de juros e promete mais em 2017.

Taxas de juros mais altas podem ser um problema para países como Portugal. Mas como é habitual, será algo que o Governo vai empurrar com a barriga. Entretanto, vai ser muito difícil à esquerda dizer mal de Trump depois de tantas críticas lançadas à austeridade de Angela Merkel. Até porque, apesar de ainda nem sequer ter tomado posse, os anúncios de Trump já estão a estimular a economia e as bolsas fervilham na Europa. Como o socialismo, tão avesso à especulação, tanto queria.

Bom Natal

Foi um ano difícil. Cheio de incertezas e pejado de desafios. Mas é nestas alturas que devemos olhar para trás. Para ver como foi, como as dúvidas que temos hoje outros tiveram também.

Esta mensagem de Natal da Rainha Isabel II, em 1957, a primeira ser televisiva, ilustra bem isso mesmo. Vejam-na. Nela fala-se do mundo que muda muito depressa, nos deixa desamparados e como temos de ter coragem e atenção aos valores que guiaram os nossos avós para enfrentar o ano que vem. Na época, 1958. Agora, 2017.

P.S.: a Rainha também fala da visita a Portugal, mas não confirma ter visto Marcelo.

Falta de travões em mercado islamofóbico de Berlim

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Estado Islâmico Ordem dos Padres Carmelitas Descalços reclama a responsabilidade pela falha mecânica.