US Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

Presidents saying Israel’s capital is Jerusalem

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Jerusalém, capital de Israel

Sem dramas.

E uma derrota para os dirigentes das facções palestinianas que usam a violência como modo de ser e estar.

(…) The leaders of Hamas and other Palestinian groups use violence as a deliberate tactic to get their way. If policy-makers allow this tactic to deter them from doing the right thing, it will only incentivize the opponents of a peaceful resolution of the conflict to threaten and employ violence every time they do not get what they want. Violence should be responded to by police and military action, not by giving in to the unreasonable demands of those who use violence as a tactic. (…)

 

 

 

António Costa, o esquerdista bem sucedido (até ver)

António Costa foi escolhido pelo jornal Politico como uma das 28 personalidades mais influentes da Europa na actualidade, surgindo na 9ª posição. O texto sobre o primeiro-ministro português incorpora um breve comentário meu e pode ser lido na íntegra aqui.

“If there is one thing all commentators agree on, it’s António Costa’s political savvy,” says André Azevedo Alves, a political expert at Lisbon’s Catholic University and St. Mary’s University in London. “There’s near unanimity on his political skills.”

Next year, Costa will have to continue his economic balancing act, face down a new opposition leader and deploy his political skills to manage a tricky relationship with the two far-left parties that prop up his minority government.

The abject failure of communism

Socialism still kills. Por Kishore Jayabalan.

Talk long enough to European conservatives and they will eventually remind you that the communists in the western and eastern parts of the Old Continent have never been held accountable for their crimes. Certainly nowhere near to the extent that Nazi party members were following World War II. This lack of accountability has meant that communism was never made completely disreputable on the political left, so some variant of communism/socialism was bound to re-surface, despite the insurmountable evidence of its human cost and abject failure.

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Como comprar uma notícia?

HOW BRANDS SECRETLY BUY THEIR WAY INTO FORBES, FAST COMPANY, AND HUFFPOST STORIES

An Outline investigation found that contributors to prominent publications have taken payments in exchange for positive coverage.

Mas o melhor não é a história: é a referência a uma agência da área: Article Hub.

Article Hub

Article Hub

Ou seja: 1) a crise levou a sérios problemas financeiros em todos os sites noticiosos, 2) os sites noticiosos despediram dezenas de milhares de jornalistas, contratando simultaneamente colunistas não-pagos, alguns ocasionais, alguns profissionais a 100%, 3) os colunistas não-pagos que se dedicam a 100% a escrever artigos têm contas para pagar, criando uma… oportunidade no mercado, 4) surgiram agências para fazer a ligação entre marcas que preferem ser notícia do que publicitadas, e os tais colunistas não-pagos dedicados a 100% à escrita. E quando me refiro a marcas, refiro-me a empresas, a indivíduos, a campanhas políticas, a causas financiadas, … tudo o que conseguirem imaginar.

Depois disto, apenas 62% é pouco.

Jerusalem deve ser capital de Israel?

Ou ainda este, sobre Chuck Schumer. Entretanto o que vejo hoje no Público?

Trump vai nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém como a capital de Israel

Decisão contraria décadas de diplomacia norte-americana para o Médio Oriente. Espera-se onda de protestos e teme-se violência.

Realmente, nunca nenhum Presidente Americano disse o que Trump disse… Enfim.

Se querem criticar Trump, o que é perfeitamente normal em democracia e Trump como todos os políticos até dá muitas oportunidades, pelo menos façam-no de forma honesta.

Em defesa do consumismo

O meu texto de hoje no Observador.

‘Desde a bendita black friday que tenho apanhado alguns vídeos assaz perspicazes sobre o consumismo do mundo desenvolvido. O meu preferido alterna imagens de multidões a entrar em lojas, passagens de modelos e gente com roupa e sapatos (provavelmente uma ofensa em si mesma; quem não se veste como Gandhi é um globalista explorador) com imagens de bairros de lata, campos a levarem pesticidas, camiões de caixa aberta apinhados de gente, uma mulher com a pele do rosto descolorada.

A mensagem implícita? É o consumismo do mundo rico que provoca todas estas atrocidades.

Como se sabe, se não fosse o consumismo desenfreado dos ricos explorando os países pobres, estes teriam sistemas de transportes públicos irrepreensíveis, limpos, com lugar sentado para todos os utentes, muito mais pontuais do que o metro de Lisboa. Os ataques com ácido às mulheres não ocorreriam. Todas as famílias viveriam, pelo menos, num T3 com ar condicionado. Os malvados desenvolvidos, que desataram a consumir sem parar, é que estragaram este paraíso que eram os países mais pobres antes da última vaga de globalização.

Agora um bocadinho de realidade. A China, desde as reformas económicas de Deng Xiaoping em 1978, que tornaram a China na tal ‘fábrica do mundo’, já tirou entre setecentos e oitocentos milhões de chineses da pobreza. A taxa de pobreza extrema (atualmente menos de 1,90USD/dia) caiu de 84% em 1981 para 15,9% em 2005; anda agora na casa dos 10%. Entre 1994 e 2012, cento e trinta e três milhões de indianos saíram da extrema pobreza. Nas duas décadas entre 1990 e 2010, mil milhões de pessoas saíram da pobreza. Repito: mil milhões de pessoas pelo mundo. Nove zeros: 1.000.000.000 de pessoas.’

O texto completo aqui.

Corey Lewandowski sobre Donald Trump e Paul Manafort

‘I’ve Got a Crook Running My Campaign’ – Donald Trump, Paul Manafort and me. Por Corey Lewandowski.

Mário Centeno é o novo presidente do Eurogrupo (4)

Os meus comentários de ontem sobre a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo, no jornal das 20h do Porto Canal, podem ser vistos (ou revistos) aqui.

Mário Centeno é o novo presidente do Eurogrupo (3)

Centeno no Eurogrupo, a direita num beco. Por Alexandre Homem Cristo.

A vitória do ministro das Finanças na corrida ao Eurogrupo surge como o prego que faltava no caixão do discurso de PSD-CDS desde que se sentaram na oposição: aquele que defende que apenas à direita se garantem finanças em ordem, défices controlados e contas certas. Sim, foi assim durante muitos anos, com particular intensidade nos anos de desastre dos governos Sócrates. Mas, com Centeno, deixou de ser assim: a contenção orçamental é imposta sem cedências e as metas do défice são cumpridas à risca. Isto não quer dizer que, por exemplo, o orçamento para 2018 seja bom e esteja isento de críticas – muito longe disso. Ou que as opções políticas deste governo, algumas bastante prejudiciais para o sector privado, sejam acertadas e responsáveis. Nada disso. Isto quer simplesmente dizer que, da perspectiva do debate público, a associação entre a esquerda liderada pelo PS e o descontrolo na gestão das contas públicas deixa de ser plausível – e ainda menos o será com Centeno a dar rosto à ortodoxia orçamental da Zona Euro.

Ora, a extinção dessa associação expõe finalmente, no discurso da direita, o grande vazio de ideias com que tem feito oposição desde 2015: se não puder acusar a geringonça de ser irresponsável na gestão das contas públicas, que alternativa propõe a direita ao país? Nenhuma. Não se percebe qual é o projecto do CDS e percebe-se que o PSD não tem projecto. É, aliás, essa a nota dominante da actual campanha interna dos sociais-democratas – cujo partido, pela dimensão, tem a responsabilidade de liderar um projecto alternativo à frente de esquerda. Nem Rui Rio nem Santana Lopes são capazes de se definirem de direita, nenhum trouxe propostas para modernizar a política portuguesa, e a ambos falta a capacidade para desencostar o PSD ao Estado, abrindo as portas à sociedade civil – como bem notou Henrique Monteiro. Eis, portanto, a direita num beco. Em parte, porque lá se colocou a si mesma. Em parte, porque a vitória de Mário Centeno representa a derrota final do seu discurso político. E agora? Agora o tempo acabou: o que nos próximos meses a direita fizer para sair deste beco vai definir onde chegará nas eleições legislativas de 2019.

Mário Centeno é o novo presidente do Eurogrupo (2)

A redefinição política imposta por Centeno. Por Adolfo Mesquita Nunes.

Há anos a fazer dois discursos, um na Europa, austeritário, rigoroso, mostrando os orçamentos a executar e não a aprovar, e outro em Portugal, expansionista, de fim de austeridade, não admitindo qualquer corte, o Governo terá de adaptar-se agora à circunstância de não poder ter um ministro e presidente do Eurogrupo a dizer coisas contraditórias, sob pena de tal duplicidade ser escancarada, comprometendo a autoridade do presidente do Eurogrupo e a credibilidade do ministro das Finanças. Governo e Eurogrupo terão simultaneamente de aproximar os seus discursos, algo que em bom rigor convém a ambos.

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Quando é que o Fascismo moderno vai começar a queimar livros e obras de arte?

No ponto em que já se vai na América: um quadro deve ser removido de exibição de um museu porque uma petição o considera “inapropriado” nesta época de prevalência do “assalto sexual”. Ora, o “assalto sexual” pode ser um fenómeno horrível, mas daí até dizer que 1) há uma epidemia do mesmo ou 2) que a remoção (ou destruição, já agora) de obras como esta iria ter algum efeito no número de assaltos sexuais – para ser simpático com os “Nova Iorquinos” preocupados que lançaram a petição – é ilógico.

Lembrou-me de um artigo de 2015 no Observer: The Real Reason We Need to Stop Trying to Protect Everyone’s Feelings, que pedia trigger warnings no The Great Gatsby e que tem um comentário curioso sobre o Fahrenheit 451.

Só uma nota final: eu cresci numa época em que era a direita evangélica ultra-religiosa que queria banir a sexualização da mulher, com as feministas e movimentos LGBT a promoverem “slut walks”, “love parades” e obras objectificadoras das mulheres.
Eu ainda não tenho 40. Será que ainda vou assistir a nova inversão, com os movimentos religiosos muçulmanos no ocidente a liderarem os esforços de censura, e os movimentos LGBT, gays e feministas a promoverem “slut walks”, “love parades” e a “livre expressão” do corpo? Se sim, façam-me só um favor: sem a música e a indumentária dos anos 80 😉

New Yorkers call for removal of Met painting that ‘sexualizes’ girl.

New Yorkers launched a petition demanding that the Metropolitan Museum of Art remove a 1938 painting of a young woman with her underwear exposed due to the “current climate around sexual assault” — but the Met refused Sunday.

The piece, “Thérèse Dreaming” by the French artist Balthus, “sexualizes” the girl by depicting her lounging in a skirt with her knee up on a chair, according to the petition, which was posted on the website Care 2.

(tenho que colocar o link abaixo pois o WordPress coloca as imagens atrás da citação)

Mário Centeno é o novo presidente do Eurogrupo

Estarei a comentar a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo mais logo a partir das 20:00 no Jornal Diário do Porto Canal (emissão deve poder ser seguida online aqui).

Centeno conquista presidência do Eurogrupo em segunda votação

Para já, além de dar os parabéns a Mário Centeno (independentemente das leituras políticas que se possa fazer, a eleição é uma inequívoca vitória pessoal sua), gostaria de recordar dois artigos que escrevi há algum tempo no Observador, sendo que ambos me parecem relevantes para interpretar e ajudar a compreender a eleição de Centeno e suas implicações:

Os sectários

Não há dinheiro para pagar mais socialismo

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Coisas fantásticas no reino da ONU

Trumpices

Há circos com espectáculos mais pobres.

Trump diz que Michael Flynn não fez nada de ilegal, mas que teve de o despedir por mentir ao FBI.

Emails Dispute White House Claims That Flynn Acted Independently on Russia.

Kushner Told Flynn to Sabotage U.S. Policy With Russia’s Help.

 

 

Retrato do herói catalão

Imagem que se tornou independente da conta @____tuan

Mr. Bean en Bruselas, por Isabel San Sebastián.

Si no hubieran provocado una catástrofe social, económica y política de consecuencias gravísimas, las andanzas del golpista catalán huido serían dignas de una película protagonizada por Mr. Bean. Porque a Groucho Marx no llega el exalcalde de Gerona. A Carles Puigdemont le faltan clase, ingenio, inteligencia y profundidad para aproximarse al genial Julius Henry, el más brillante de los magistrales hermanos. Lo de nuestro turista en Bruselas se sitúa en la órbita del personaje que interpreta en la pantalla Rowan Atkinson con el pelo engominado, sonrisas babeantes y una mirada tan iluminada como la del «president» a la fuga. Un tipo un tanto ridículo, a caballo entre lo cómico y lo patético, cuya conducta errática acaba provocando situaciones que escapan a todo control. La perfecta encarnación del friki. Solo que en este caso no se trata de un actor interpretando un guion cinematográfico con el propósito de hacernos reír, sino de un presunto delincuente escapado de la Justicia y determinado a reincidir. Un gestor acusado nada menos que de malversación de caudales públicos, prevaricación, sedición y rebelión, a quien demasiados medios de comunicación españoles otorgan honores de gran dirigente. ¡Lo nunca visto! (…)

Coreia do Sul força jovens universitários a sairem juntos

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South Korea students forced to date as desperate government attempts to lift birth rate.

STUDENTS at two South Korean universities are being offering courses that make it mandatory for them to date their classmates as the country battles to reverse one of the lowest birth rates in the world.

Bem, eu adoro o ar entusiasmado com que o casal cumpre o castigo.
Pelo ar da coisa, não sei é se vai adiantar muito.
Mas, para bem do governo, esperemos que com outros casais esteja a correr melhor.

Recordo que o fenómeno herbívoro (Sōshoku(-kei) danshina Ásia é bem mais forte que o fenómeno MGTOW anglófono e é mais profundo que o simples Hikikomori. Esta é mais uma tentativa de resposta, numa tendência que só vejo a multiplicar-se nos próximos anos.

Irlanda e Portugal: descubra as diferenças

Ireland to repay €5.5bn in bailout loans after ESM approval

European authorities have given Ireland the green light to fast-track the repayment of €5.5 billion in outstanding loans from the International Monetary Fund (IMF), Denmark and Sweden.

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“Like all great Stasi institutions”

Beware the modern-day heretic hunters

Like all great Stasi institutions, the university will not explain the exact crime. Nor reveal exactly what the accused is accused of. Nor reveal who the complainant is. Shepherd is not allowed to be told whether one student has complained. Or many. Or all. But she is informed that showing a viewpoint that is contrary to the currently prevailing dogma is akin to an act of violence. This, in turn, is against the Ontario Human Rights Code. All the current torture-terms are there. Things are ‘problematic’. Shepherd is guilty of ‘targeting’. Her actions are ‘discriminatory’ and make people feel ‘unsafe’. One of the apparatchiks even uses the term ‘positionality’ where the word ‘position’ would be perfectly adequate. Presumably because in his particular bubble there is no point in using the correct word when an elongated (and incorrect) one could give off an air of greater authority, the better to intimidate underlings with.

Mad World

Na sequência das denúncias de assédio e abuso sexual por figuras públicas, uma mãe da vila inglesa de North Shields resolveu subir a parada e exigir a retirada de um perigoso livro da lista de leituras da escola do seu filho de seis anos. Trata-se da Bela Adormecida, estando Sarah Hall preocupada com o impacto no seu filho do comportamento predatório do príncipe (que beija Aurora sem o consentimento desta). Se ao menos Harvey Weinstein e Kevin Spacey não tivessem sido expostos ao livro dos irmãos Grimm ou mesmo, quem sabe, ao filme da Disney…

Com notícias destas e outras como a das Rainhas Magas vem-me à cabeça o refrão da canção: “It’s a very very mad world…” (na versão de Gary Jules para o Donnie Darko).

Benfica 2017/18 continua a somar recordes!

Benfica em risco de se tornar a pior equipa portuguesa de sempre na ‘Champions’

12 golos sofridos e apenas um marcado. Benfica de Rui Vitória está a caminho de entrar para a história pelas piores razões.

O pior Benfica de sempre

Cinco jogos para a Liga dos Campeões, cinco derrotas, doze golos sofridos e um marcado. As estatísticas do Benfica falam por si, falam de uma crise. Com a derrota em Moscovo, os encarnados consolidaram o estatuto de pior cabeça de série de sempre

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The EU budget after Brexit

Commission gets glimpse of post-Brexit EU budget horrors

In the worst-case scenario, radical budget cuts would mean no more cohesion funds in most of Western Europe.

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Salvem o socialismo africano

Parece que Robert Mugabe não terá muitas condições para para continuar a realizar obra.
O ditador africano há mais tempo no poder instaurou um regime violento, autoritário e sobre o qual pendem múltiplas violações grosseiras da liberdade.
As reformas socialistas implantadas à força e acompanhadas pela banda sonora do racismo foram a via verde para o precipício, com os ataques à propriedade privada, a nacionalização de propriedades e o abandono forçado das terras, sob a ameaça de armas.
Para o regime de Robert Mugabe, a democracia pouco mais é do que um mecanismo processual onde são eleitos os seus representantes. E o até agora eterno Presidente sempre venceu as eleições e com resultados estratosféricos, com as consequências devastadoras que estão à vista de todos.

Free Speech? Sidney Univ: Pay for it

Sydney University puts a price on speech

Luiz Felipe Pondé, dia 24 de Novembro no IEP-UCP

Luiz Felipe Pondé no próximo dia 24 de Novembro no IEP-UCP.

Antes o paraíso que o inferno fiscal

A minha cróninca no i. Sobre os paraísos, porque o bom agora são os infernos fiscais.

Antes o paraíso que o inferno fiscal

Veio a lume mais uma investigação sobre os paraísos fiscais, revelando uma lista de pessoas muito ricas e famosas que têm dinheiro, ou fizeram investimentos, em empresas offshore. Claro está que a notícia foi dada como sendo um mal a que se tem de pôr termo. Seguindo-se a conclusão mortífera: se não fugissem, pagávamos menos impostos, como se o problema fosse a pouca receita e não a excessiva despesa.

Entretanto, leio estas notícias e pergunto-me: quando é que nos tornámos tão amigos dos cobradores de impostos? Atenção, caro leitor, não vá por aí, não caia na esparrela de me confundir com os que defendem a fuga aos impostos, as fraudes fiscais e os crimes económicos. Nem todas as ligações a offshores são crime ou sequer eticamente reprováveis. Claro que há paraísos fiscais ligados a atividades criminosas, mas ligados a atividades criminosas também estão vários Estados e não é por isso que o conceito de Estado deve ser posto em causa.

Ademais, há Estados falidos porque mal governados. E, porque mal governados, Estados que se tornaram verdadeiros infernos fiscais. Nesses locais, o cidadão tornou-se um suspeito permanente que é preciso fiscalizar por tudo e por nada, a torto e a direito, não vá ele não entregar a dízima, perdão, não pagar o imposto. Até porque o imposto é muito mais alto que a maldita dízima contra a qual essa ideia peregrina que foi a liberdade dos cidadãos se insurgiu e através da qual se estabeleceram os valores que (ainda) regem a nossa sociedade.

E veja-se ainda isto: existem infernos fiscais, como é o caso de Portugal, para os nacionais, que são paraísos fiscais para estrangeiros. Não deixa de ter graça, mas é bastante demonstrativo da forma como se condiciona a informação, que o governo português seja contra as offshores, para onde foge dinheiro que podia ir para o seu bolso, mas já incentive regimes jurídicos para outros cidadãos não pagarem cá impostos.

Porquê, então, tanto barulho? Porque, e esta é fácil, os Estados estão endividados. Portugal é dos piores, mas poucos escapam. Assim, as offshores, que antigamente até eram aceitáveis, tornaram-se um inimigo. Primeiro, porque há nelas muito dinheiro a que é preciso deitar a mão; segundo, porque é preciso um culpado. Falta dinheiro? Claro que a resposta não é a má gestão de maus governos, mas a fuga de capitais. Uma hipocrisia múltipla. Os Estados faliram porque somos mal governados; os ricos vão sempre fugir porque podem; e os remediados, a nova classe média, é que cá ficam presos para pagar a dízima, perdão, para suportar a carga fiscal.

Donna Brazile no Tucker Carlson

Podem ver a entrevista aqui.

Faz hoje 1 Ano

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Hillary Clinton perdeu a eleição mais surreal, mais absurdamente cara, e mais ridícula que eu me lembre.

Donald Trump nunca foi o meu candidato preferido (preferiria Ron Paul ou, dos disponíveis em 2016, Rand Paul), mas foi um candidato muito melhor que Hillary.

Que os apoiantes de Hillary tenham sido tão desligados da realidade que não tenham visto a real possibilidade de ela perder, só torna a sua derrota mais engraçada.

E que os mesmos apoiantes tenham reagido de forma tão exagerada, tão sentimentalista, tão irracional, tão Over The Top, só tornou a sua derrota Hillary…ante! 😀

Fiquem com as melhores compilações e as melhores reações.

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A maior fraude intelectual e moral do século XX

A fraude da revolução soviética. Por João Carlos Espada.

A revolução soviética, cujo centenário alguns celebram amanhã, foi simplesmente a maior fraude intelectual e moral do século XX.

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FTSE 100 new record high