Desejos natalícios

Desejo um Santo Natal a todos os leitores e camaradas. E, se não for pedir muito, que 2019 nos traga a todos um bocadinho menos de socialismo.

Espero que estes desejos passem pelo apertado crivo da dona Fernanda Câncio.

Regina Cruz

Regina da CruzO Insurgente fez mais uma contratação de luxo para o colectivo: a minha correligionária minhota Regina Cruz – uma mulher com um enorme apreço à liberdade, apenas igualado pelo seu generalizado desprezo pelo estado. Sê bem-vinda Regina!

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.

Words give the means to meaning

A propósito desta notícia.

Numa das minhas encarnações, a de militar, houve uma altura que durante o fim de semana fazia um cartoon, a que chamava “Nota de Culpa”, a gozar com alguém, segunda feira afixava-o na Messe de Oficiais do Regimento e por lá ficava durante uma semana. Não deve haver nenhuma instituição com uma hierarquia mais rígida e respeitada que as Forças Armadas. Invariavelmente os cartoons gozavam com algo que um superior hierárquico meu tivesse feito na semana anterior. Nunca nenhum achou mal ou mandou retirar o cartoon, pelo contrário, cheguei a ouvir de mais que um, superiores meus, porque raio nunca eram visados. Acabavam por ser, deixavam ficar a “Nota de Culpa” afixada durante uma semana e na seguinte pediam-me se podiam ficar com ela. Até o Comandante do Regimento lá esteve e divertiu-se. Quase todos os alvos dos cartoons os levaram para casa. Ninguém se importava de ser gozado, achavam piada (só houve um Oficial que nunca me atrevi a gozar, sabia que ele ia levar a mal, mas enfim há de tudo) e nunca nenhum ficou incomodado.

Há uns 10 a 12 anos fiz uns cartoons que fui publicando neste blogue. Na altura criei o personagem “Doh!” a gozar com o Daniel Oliveira e confesso que alguns (poucos) tinham piada e quanto mais violentos fossem para o visado mais piada tinham. Um dia tive meia surpresa: o próprio republicou um ou dois desses cartoons no blogue dele (na altura o Arrastão) e escreveu sobre o assunto em termos elogiosos e divertido. Continue a ler “Words give the means to meaning”

Aniversários

No dia do 13º aniversário d’O Insurgente, há um outro aniversário que importa realçar: o do assassinato de Boris Nemtsov. Vale a pena ler o artigo de Vladimir Kara-Murza, How I Remember Boris Nemtsov.

Leitura complementar: Remembering Boris Nemtsov, por Keith Gessen.

 

 

A responsabilidade não pode cair em saco roto

Por respeito aos mais de 100 mortos em incêndios florestais que não são nem podem ser tratados como “desafios” pelos irresponsáveis políticos obcecados pelos resultados dos “focus groups” e pela desproteção civil, incapaz de proteger algo que não sejam os “boys” fica feito o convite a indignarem-se nas seguintes manifestações:

Hoje:  Lisboa – 19h30 – Belém

Amanhã:

Uma morte nos incêndios é uma morte a mais

“No dia 15 de Outubro de 2017, Portugal ardeu à frente dos nossos olhos em 500 fogos espalhados de Norte a Sul. (…)
Indignados com quem nos devia proteger e a quem pagamos um tributo anual, pela sua proteção falhada.
Não devia ser possível deixar os portugueses entrar em comboios que param a meio da viagem, não devia ser possível os carros e autocarros circularem em estradas incendiadas, não devia ser possível o Estado deixar aldeias completamente desprotegidas no meio das chamas.
Todos os portugueses têm direito à indignação, a uma indignação com voz, a uma indignação que peça responsabilidades e uma indignação que grite alto para que não haja uma terceira tragédia que consuma mais vidas inocentes.
Por isso vos pedimos que na próxima 4 feira, dia 18 de Outubro, às 18h30 quando os mortos desta tragédia forem a enterrar, nos mobilizemos e coloquemos uma flor em frente de todas as 308 Câmaras Municipais e da Assembleia da República em Lisboa, vestidos de luto e mostrando apenas uma frase que nos una:
“Um morto nos incêndios é um morto a mais”

Leiria – 21h – Praça Rodrigues Lobo

Sexta-feira:Braga – 18h – Avenida Central 

Coimbra – 18h – Praça 8 de Maio

Sábado:Porto – 16h – Avenida dos Aliados

 Lisboa – 16h – Praça Luis de Camões

Leituras complementares: Protestar para mudar: manifestações contra fogos vão sair à rua e chegam a BelémPortugueses usam Facebook para marcar protestos contra incêndiosIncêndios: vários protestos convocados nas redes sociais“Vão de férias”. Convocada manifestação para hoje em Belém contra a incompetência e inação

Álvaro Almeida, obviamente

Que tenha memória, das poucas vezes que votei, só uma votei pela positiva e já lá vão 26 anos. O meu voto é sempre essencialmente “contra”, nada do que me propõem há mais de 30 anos merece a minha aprovação, sou regularmente impedido de votar a favor seja do que for, se votar é contra. Há quatro anos já nem me lembro se votei ou não, mas se o fiz votei seguramente no Rui Moreira. Qualquer coisa me servia excepto a tralha socrática-trotskista ou o despautério menezista. Já há muitos anos em Gaia votei na Ilda Figueiredo pela mesma razão, porque o resto era inenarrável, votei contra esse resto com uma convicção inabalável que ainda hoje continua igual.

Seja como for não me lembro de me sentir tão traído nestas merdas como quando vi o actual Presidente da CMP entrega-la direitinha nas mãos dos lunáticos de parto socrático. Às tantas não percebeu porque foi eleito. Eu explico-lhe: foi eleito porque não era o Menezes nem o PS socrático. Só por isso, até o Emplastro lhes tinha ganho. Dito isto, estava convencido que desta vez não ia votar, as opções que tenho são um pavão vaidoso sem ponta por onde se lhe pegue, uma chusma de lunáticos e um grupo de inábeis que devem ter dificuldade em atar os atacadores e mascar pastilha elástica ao mesmo tempo. Não discuto sequer que o grupo do actual Presidente seja o mais sério no meio disto, mas tenho dificuldade em aturar inúteis vaidosos com confidence issues e falta de resiliência. Se não sabe, repito, eu explico: quem se mete com putos sai mijado. O que está a acontecer é o resultado de se ter metido na cama com as MILFs do PS. Agora é tarde para abortar, aguente-se. Não sei se já repararam mas passou um mandato inteiro com boa imprensa que de um momento para o outro lhe tirou o tapete. Bastou romper com a associação de malfeitores a quem se aliou há quatro anos.

Vou votar e vou votar convicto. Vou votar no Álvaro Almeida que do que sei é decente, não é um inútil, não é o Rui Moreira, nem faz parte do gang socrático-trotskista. Por muito que o PSD local seja um antro mal frequentado.

 

Nota: há pouco mais de uma semana tinha decidido não votar. Quando a primeira sondagem do CESOP deu um empate técnico entre Moreira e Manuel Pizarro (de quem tenho boa ideia como pessoa) pensei: “Bem, lá tenho que ir votar no Rui Moreira” (contra os lunáticos do PS e a Quinta Coluna trotskista). Após esta segunda sondagem e a reacção do dito, ai vou votar vou. Mas não voto em gente que revela esta falta de carácter e resiliência. É nos apertos e quando a corrente é contra, que se vê quem os tem no sítio. De frouxos e mimados já estamos bem servidos. Um voto no Álvaro Almeida, sei-o bem, é um voto contra a chusma de imbecis que nos pastoreiam, a mim chega-me. E também sei que o meu voto não interessa para nada, que se lixe.