Uma questão de publicidade

Esqueçamos a tirada "não existe má publicidade: apenas publicidade. " Reuters Tv/Reuters.
Esqueçamos a tirada “não existe má publicidade, apenas publicidade. ” Reuters Tv/Reuters.

Iran ends Russian use of air base because of unwanted publicity.

Até onde pode ir a interferência do intervencionismo na vida pessoal?

Porque hoje é fim-de-semana, riam com um exemplo de intervencionismo que só agora me foi chamada a atenção: é ilegal ser gordo no Japão!

Um dia, para “baixar os custos de saúde”, que é afinal um “custo para todos”, ainda chegará a moda cá. Por agora, ainda podem rir😉

 

Da ética republicana, laica, socialista

Afinal, o pide fiscal que foi pago pela GALP para ir até França assistir a jogos da bola, quer reverter a doação.

Um acampamento bloquista

O post Um acampamento de um partido de governo já ultrapassou a marca das 6.000 partilhas nas redes sociais. Parabéns ao CGP por mais um brilhante post de serviço público.

Em boa parte graças a esse post – e apesar de estarmos em Agosto – O Insurgente teve ontem um dos seus melhores dias de sempre em termos de audiências, com mais de 34.000 visitas contabilizadas no site num só dia.

Boom festival e o Anarco-coisismo

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Páre tudo o que está a fazer e vá já ler a informação sobre o preço dos bilhetes do Festival de música Boom em Idanha-a-Nova (apenas disponível em inglês). Se não puder mesmo parar, ficam aqui algumas partes:

We live in a moment in our collective history where rights and duties are forgotten for the sake of human progress aiming materialism, the fragmentation of social classes between those who have and those who don’t (Financial Absolutism)

Eh lá, querem vêr que os bilhetes são à borla? Viva o anarco-comunismo!

It is in this context that Boom Festival 2016 takes place. Pricing for us is a social exercise: on the one hand economic (yes, economics is a social science, with its etymological root in “oikos”, the house – the same root as ecology) and on other hand, social consciousness.

Bolas, que chatice. A economia intromete-se no sonho de um grande festival gratuito.

In economic terms the Boom must be a sustainable festival. It is an independent event without sponsors and based in Portugal, which means we have to deal with very high taxes.

Eh lá, mas afinal o Mises Institute também faz parte da organização?

13% of each ticket goes directly to the Portuguese State. Bars and restaurants revenue is taxed at 23%; a Boom Bus ticket has 6% tax. At the end of the year if there are profits, the State gets 23.5% – the Boom is not based in an offshore as many events throughout the world are. Another mandatory tax is 1% of the total income goes directly to the State. On a monthly basis, per long term worker, the Boom has to pay 24,75% of the wage to the State and 5% for free lancers.

(nota mental: guardar estes números para um futuro post)

Our social consciousness is expressed in many ways: part of the income goes to charity (Boom Karuna Project). The profits are applied in Boomland (and especially in 2016 for its purchase).

Lucros? E então a luta contra o materialismo?

We also want to be an event that honors the human right to culture

E por direito universal à cultura queremos dizer o direito universal a ter aulas de yoga com um drogado enquanto se ouve o DJ do Lux.

Thus, the 2016 Pricing is the result of a careful thinking process about the possibilities for Boomers and the need for being a sustainable and independent festival.

Tradução: “olhamos para os preços dos outros festivais e fizemos igual.”

We don’t increase the highest price of the tickets (which remains at 180 €). We applied an average between the previous 3 ticket phases in 2014 (120€, 140€, 160€)

Lá está. Eu avisei.

Furthermore, tickets for Boom are limited. In spite of the growing popularity and positive perception about Boom, we are focused on keeping a familiar and cozy vibe, with quality and comfort. Boom is not about quantity.

Então e o direito universal à cultura? Como é que eu posso aceder à cultura se os bilhetes são limitados?

By purchasing a Boom ticket, you will help serve the following purposes:

• Renting the Boomland (unfortunately Boom Festival doesn’t own it). It will help us raise funds to buy the Boomland (deadline is September 2016).

Mas querem comprar um terreno para impedir outras pessoas de o utilizar?! Ah, o fedor do materialismo anda no ar.

We also have a Friendly Price for people in countries with a specific economic realities. The list of countries and regions is the following:

> Greece;
> Africa;
> Middle East, Asia and the Pacific, excluding Australia, Israel, Japan, New Zealand, Oman, Qatar and United Arab Emirates;
> Mexico, Caribbean, Central and South America;

Também temos bilhetes para pessoas de países pobres. Primeiro na nossa lista de preocupações: a Grécia (um dos 40 países mais ricos do mundo). Mas logo de seguida preocupamo-nos com África, por isso daremos um desconto de 20 euros a todos os angolanos que pagarem mil euros pela viagem mais 100 euros por noite no hotel mais próximo. Temos consciência social e não deixaremos um africano de fora apenas por não poder pagar mais 20 euros no preço do bilhete. Mas os organizadores dão mais detalhes sobre o porquê de incluirem a Grécia.

About the End of the Social Price: The Social Pricing was a temporary measure established in 2012 and 2014 for European countries that were undergoing the financial speculation of capitalist institutions, rating agencies or the banks such as the IMF.

Ah… pois…

The situation has been changing and the Social Price is no longer applied for countries such as Portugal, Ireland, Cyprus or Spain. The only country that is subject to these programs is Greece, therefore Greece will be included in the Friendly Price Ticket system.

Portugal já não está sujeito à especulação das instituições capitalistas? Os organizadores do Boom Festival concordam com Passos: houve mesmo uma saída limpa (e dar descontos a habitantes do país onde o festival é organizado é capaz de ser mau para as contas).

Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

Anacleto, sempre

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Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

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A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Histerismo na geringonça

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Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro

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#NogueiraBem

Vejo muita gente indignada por Mário Nogueira ainda não ter saltado à jugular de António costa quando o fez perante iguais declarações de Passos Coelho sobre as – aliás, evidentes – oportunidades no estrangeiro para os professores que cá não obtêm colocação.

Queria defender aqui um pouco o nosso ministro da educação: Mário Nogueira sabe comportar-se com lisura política. Discordará em privado e di-lo-á ao seu líder, mas não fará em público a desfeita de atacar o seu primeiro-ministro. É o que se espera dum soldado disciplinado.

Sim, podemos aguardar

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Irão financiou Podemos com esquema, pelo menos, manhoso e que envolve as sinistras contas offshore. Aguardo o tratamento noticioso por parte do Esquerda.Net.

Interlúdio de clarificação pedante

Escreve o Record na sua edição de hoje:

«Qualquer austríaco que se preze tem sempre à mesa o famoso ‘schnitzel’, empada especial de carne de vaca ou porco com uma camada crocante de farinha e ovo. A tão tradicional e hiper calórica iguaria está, todavia, excluida do plano dietético do segundo adversário de Portugal no Europeu de França.»

Na verdade, um ‘schnitzel’ não é uma empada. Nem especial. Trata-se simplesmente de um vulgar escalope panado. Para ser rigoroso, um ‘schnitzel’ é apenas um escalope, bife ou costeleta. A versão panada é chamada ‘wienerschnitzel’ (escalope à moda de Viena), tradicionalmente de vitela. Quando é de porco, chama-se ‘wienerschnitzel vom schwein’. Se é de peru, é ‘wienerschnitzel von pute’, ou, com alguma piada, ‘putenschnitzel’.

Quem precisa de uma camada crocante de alcatrão e penas é o autor do disparate, se não se dedicar a verificar melhor o que lhe dizem. Tem bom remédio e nem precisa de ir à Áustria. Pode ir ao muito recomendável Kaffeehaus, na Rua Anchieta, no Chiado, onde pode experimentar (e aprender sobre) a excelente cozinha austríaca.

O teu dinheiro é nosso

Através do Jornal de Negócios chega a notícia de mais um passo no caminho da servidão: «Os socialistas avançaram com um projecto de Lei onde proíbem toda e qualquer transacção em dinheiro vivo sempre que o seu valor exceda os 3.000 euros.» Segundo o jornal, o incumprimento da proibição acarreta «uma multa correspondente a 25% do valor pago em dinheiro. Caso haja fuga ao Fisco, a multa cresce mais 5%.» Por fim, a medida visa «reagir ao escândalo dos Panamá Papers.»

O valor punitivo da multa e o impacto relativamente inócuo da majoração em caso de evasão fiscal mostram que apesar da retórica fiscalista o objectivo da medida é verdadeiramente outro. A medida visa essencialmente obrigar o dinheiro a estar no circuito bancário. Se nos lembrarmos das ideias que foram veiculadas num passado recente sobre a dificuldade de impôr taxas de juro negativas, por um lado, ou da necessidade de financiar o estado e os bancos por via de taxas extraordinárias sobre os depósitos bancários, por outro, a “coisa” ganha outra inteligibilidade.

A menção aos Panama Papers é hilariante. Como é que os donos das contas off-shore trarão o dinheiro das Caraíbas para efectuar pagamentos em numerário em Portugal? Na mala? E se em vez de “euros” forem “fotocópias”? Ou “daquilo que eu gosto muito”? Ou “robalos”? Também há multa?

Recordar é viver

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O que dizer do Louçã – o Palhaço –, segundo os camaradas do PCTP/MRPP? Apenas que é o contributo possível para a indispensável união das esquerdas em geral e do Bloco em particular.

Nos últimos vinte e cinco anos, nunca houve ninguém em Portugal que fosse tão mimado, tão incensado, tão elogiado, tão lambido, tão levado ao colo e tão carregado em ombros de tudo o que é jornalista e órgão de comunicação social como esse tal de Francisco Louçã.

Com toda a imprensa burguesa, reaccionária em extremo como se sabe, a empurrar por trás, Louçã foi posto à cabeça de um bloco de oportunistas, baptizado de Bloco de Esquerda, de que se safou logo que pôde, foi levado a deputado da Assembleia da República e até foi colocado numa cátedra ali para os lados de São Bento, no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem que ninguém se tivesse apercebido a tempo de que o homem não só não era de esquerda como não passava de um ignorante em matéria de economia e de finanças.

A imprensa tem andado tão babada com o seu menino-prodígio que, no mês passado, enquanto celebrava os quarenta anos do golpe de Otelo e dos seus capitães, foi ao ponto de transformar à sorrelfa o paizinho de Louçã num dos heróis de Abril, quando toda a gente sabe que foram os marinheiros e sub-oficiais da fragata Almirante Gago Coutinho, por um lado, e os obuses da bateria de artilharia de Vendas Novas, colocada no Cristo Rei, em Almada, por outro, quem impediu o comandante – capitão de fragata Seixas Louçã – de bombardear os homens e os carros de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.

Mas a basbaquice da imprensa por Louçã é de tal ordem que não lhe custa nada homenagear como herói de Abril um fascista do antigo regime, desde que seja familiar do sobredito Louçã…

Ora, este produto acabado do jornalismo português de pacotilha – Louçã – de forma indirecta, e durante a presente crise, levantou-se contra o PCTP/MRPP aí por 2012, ao acusar uma das fracções do Bloco de ter cometido o crime de seguir o nosso Partido, ao defender o não pagamento da dívida e a saída do euro.

Desde que, em 16 de Junho de 2012, atacámos, numa conferência realizada na cidade do Porto, o Syrisa e o seu aliado português – o BE -, por não se atreverem a defender a saída do euro e o não pagamento da dívida, Louçã não tem feito outra coisa senão escrever, só ou acompanhado, resmas de papel que têm um único objectivo: explicar como se deve pagar honradamente a nossa dívida, de modo a mantermo-nos no Euro e na União Europeia a todo o custo.

Mas eis que, no último domingo, na Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Louçã terá admitido, segundo notícia circulada pelo jornal i, que “a saída do euro pode mesmo tornar-se na única solução para o País”.

Não acredito! Será possível que o animal tenha dito semelhante coisa?!

Mas acho que sim. Disse mesmo!

É que Louçã não passa de um palhaço! Até domingo passado, Louçã sempre defendeu a permanência de Portugal no euro e o pagamento honradinho e integral da dívida pública.

Começou, aliás, por defender, no consulado de Guterres, a adesão de Portugal à moeda única, muito embora criticasse as negociações da adesão, que teriam prejudicado o País. “Mas essa entrada era inevitável”, alegou então o catedrático Louçã.

Em Maio de 2011, fez agora três anos, numa troca pública de ideias com Jerónimo de Sousa, Louçã, com aquele ar de convicta certeza que nunca abandona mesmo quando diz as maiores alarvidades do planeta, pretendeu ter esmagado, com a sua autoridade professoral, o pouco ilustrado Jerónimo, atirando-lhe a matar: “Recuso a saída do euro, porque isso seria catastrófico”; “Ficaria tudo mais caro, desvalorizaria salários e pensões e faria com que as pessoas que têm créditos à habitação passassem a pagar muito mais“.

Não se encontraria em parte alguma da Europa um pequeno-burguês mais explícito… (…)

O regresso de Darth Putin

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A seguir o Darth Putin’s Blog que promete “a reunificação soviética“.

 

Transcript of note from the 146% legitimate President of Russia!

Citizens!!

Your 146% legitimate President is being unjustly held in Twitter’s gulag! However, through a trusted, loyal courtier I have managed to smuggle a message to the outside world. (Ok, I scribbled note this on a spare copy of the Minsk Agreement in my pocket when I was arrested and jammed it up Medvedev’s backside for him to smuggle).

Appeals against this kangaroo court and travesty of justice have begun and the USA’s lickspittles have indicated that a compromise is possible.  However, be warned, I still have neighbors I have yet to invade in order to distract my citizens from shitty roads and falling wages.

With this in mind I urge the CIA’s stooges in Russia’s illegally annexed California Oblast to release me from this unjust detention.

In the mean time, please keep tweeting your support with the hashtag #NoTwitterGulagForDarthPutinKGB to remind the fascists that this will not stand.

Yours, topless

VVP

E saúde-se o regresso ao activo de @DarthPutinKGB.

Como a realidade tende a ultrapassar a ficção e a comédia, Konstantín Dolgov, o responsável pelos direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores russo aponta o neoliberalismo agressivo como a mãe de todos os males.

Felizmente que à humanidade resta Vladimir Putin – o verdadeiro porteiro do Kremlin.

Leitura complementar: Do Kremlin, com humor.

Do Kremlin, com humor

Vlad

Gozar com criaturas divinas não dá bom resultado.

As cantigas euro-festivaleiras do PCP

Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.
Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.

Enganam-se aqueles que associam as xaropadas musicais dos Zecas e das Brigadas ao PCP. Na melhor das hipóteses, os cantautores canhotos fazem parte das relíquias dos comunistas portugueses, agora que o PCP descobriu as emoções burguesas da canção ligeira do Eurofestival. A responsável é a ucraniana Jamala que venceu o tal Festival da Canção, realizado em Estocolmo com a canção intitulada 1944 e que recorda os feitos de José Estaline na Crimeia. A canção que representava a Rússia, considerada como favorita, ficou no terceiro lugar, atrás da estreante Austrália.

Afinal, apesar da negação do comunista Mário Nogueira, o estalinismo continua vivo e de boa saúde no PCP.

(…) Pouco importará aos patrocinadores do Festival da Eurovisão que 1944 tenha sido o ano da deportação de tártaros da Crimeia. A História sabe que o imperialismo europeu nunca foi muito dado à preocupação com as tragédias dos humanos, dentro e fora do seu território. E se exemplos faltassem, teríamos o dos refugiados árabes sem refúgio, sobreviventes das guerras que os EUA e a UE levaram às suas casas e às suas vidas, agora reunidos nos campos de concentração que a União Europeia aluga na Turquia. Ou os povos da antiga Jugoslávia, vítimas de um xadrez «ocidental» diabólico, em que o sofrimento oscilou entre a morte e o comércio de órgãos humanos, patrocinado por conhecidos aliados do chamado ocidente.

Em 2016, o Tribunal Administrativo de Kiev decretou a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (PCU), na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2014. Ao mesmo tempo iniciou-se uma campanha de reescrita da história, traduzida no branqueamento dos crimes das forças colaboracionistas com o ocupante nazi na II Guerra Mundial e a promoção de forças paramilitares de perfil neonazi.

Mas isso é em 2016. Para os patrocinadores da Eurovisão a tarefa é a da reinvenção dos dramas que, em 1944, envolveram tártaros da Crimeia, utilizando o estafado (o criminoso) processo da apresentação simplista de «factos» vindos de um tempo que foi o da sementeira da paz, paga com mais de 20 milhões das vidas soviéticas (também de tártaros) que Jamala, esquecendo, ofende (e se ofende).

No fundo é como na Música. Pois se as notas de que se compõe a Ode à Alegria de Beethoven são exactamente as mesmas com que Jamala escreveu uma canção feita para estimular ódios esquecidos! Saiba o vasto público televisivo – e os povos do nosso mundo – distinguir a Obra da provocação.

Alguém tem notícias de Snowden?

VladFriend

State Has Put 6% of Russians Under Surveillance in Past Decade.

At least six percent of Russia’s population has been under state surveillance at some point in the last nine years, according to a report released by human rights activists Monday.

Information released by Russian human rights group Agora claims that the Russian Supreme Court received some 4,659,325 applications to monitor and record telephone communications between 2007 and 2015. The court approved almost 97 percent of these, or 4,517,515.

Assuming that each wiretap target was in conversation with at least one other person, activists calculate that six percent of the Russian population, or 8.5 million people, have been monitored by the state at some time.

“If we assume that each of the wiretaps lasted for roughly a month, that means that over the course of nine years at least six percent of the population have had their communications monitored at some point,” said report co-author Pavel Chikov.

Agora claims that a lack of accountability has left the work of the security services open to political exploitation. The report alleges that on numerous occasions Russian law enforcement agencies violated human rights without compelling criminal evidence.

Government agencies acted without evidence in 352 cases, taking DNA or other biometric information in 242 of them, according to the report. Targets included activists who demonstrated on Manezh Square in 2014 and a number of Crimean Tatars between 2014 and 2016.

In 35 cases, citizens’ movements were monitored without any evidence of a crime, while 23 targets saw electronic communications hacked by security services.

Hidden video or audio equipment was used without compelling reason on 28 occasions and in several cases covert police footage was leaked to the media. (…)

O gráfico proibido

José Gomes Ferreira é servil da direita. José Gomes Ferreira é acólito da austeridade. José Gomes Ferreira debate, não entrevista. José Gomes Ferreira é neoliberal. Pior, ultraliberal. José Gomes Ferreira nem merece viver. Pior, não merece respirar. José Gomes Ferreira acha — o bandalho! — que alguma coisa boa foi feita pelo anterior governo. Bandalho! — reitero. Mas pior do que tudo isto, merecedor de toda a ira, José Gomes Ferreira mostrou este gráfico. E quem mostra este gráfico, leva!

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O Inverno da ignorância está a chegar

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Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

A Voz do MAL

Três coisas que não se recusam: um jantar com a Adriana Lima, um Aston Martin DB9 e a inauguração do buraco túnel do Marão acompanhado de grandes camafeus como o dr Paulo Campos, o ex-, futuro ex-ex-, presidiário José Sócrates e o dr António Costa. Se só uma for possível, a Adriana Lima que espere. Sentada no DB9.

A inauguração do túnel do Marão é uma experiência sociológica irrepetível. A baixa intensidade luminosa, o espaço confinado e a companhia do dr José Sócrates são um simulacro de um presídio, uma dádiva a apenas 6€ de portagem por 3km de túnel. Recordemos que uma visita a Alcatraz, o Marão dos yankees para tipos como o Al Capone, que se teria poupado a trabalhos se optasse por uma carreira política, nunca fica por menos de $30 o bilhete. Uma pechincha, portanto, se excluirmos o que sobra em PPPs.

Não se percebe, portanto, a «insensibilidade» do dr Pedro Passos Coelho em recusar excelso convite. Tivesse Passos Coelho recebido empréstimos insuspeitos de um amigo da sua lista de top 10 de amigos, vivido como um aristocrata no centro de Paris, pagado a ex-namoradas, amigas e quejandas, e teria direito a salvas, a petições para que se candidate a Presidente da República e a sessões privadas de piano pelas mãos da dra Gabriela Canavilhas. Assim, merece apenas o escárnio dos socráticos, mas safa-se da dra Canavilhas.

Dirão as más-línguas que Passos não pôde comparecer porque estava a dar umas voltas de DB9. Ou terá sido de S500, comprado com um empréstimo da CGD?


Esta crónica inaugura uma coluna que quero manter com regularidade semanal, “A Voz do MAL”. Puro sarcasmo, puro mal-dizer. Na verdade, bastaria citar verbatim a actualidade, em particular os partidos que compõem a geringonça, e a piada estava feita.

Vacina de escola pública

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Mais uma excelente crónica do Zé Diogo Quintela.

As escolas com contrato de associação têm dois problemas: o primeiro é que não vendem nada; o segundo é que não estão localizadas no centro de Lisboa. Se, em vez de escolas espalhadas pelo país, fossem lojas na Baixa, podiam ser consideradas históricas e serem mais facilmente subsidiadas. Tiveram azar. Azar por isso e por esta ser a altura que a esquerda escolheu para renegar subvenções estatais. Bizarro. É como o Drácula anunciar que agora é vegan.

Um moralista em cada esquina

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O José Diogo Quintela tem estado on fire. E eu, MAL, mal, pois não tenho partilhado convosco este pequeno pedaço de Éden não-socialista. Deixo a advertência, porém: o José Diogo Quintela anda a pisar terreno perigoso, e não tarda cair-lhe-ão em cima as patrulhas do politicamente correcto, xs realizadorxs dx misoginix e os minions do «este-espargo-tem-sentimentos», ou qualquer outra causa alheia que lhes aprouver naquele minuto. Felizmente para nós, e para o mundo em geral, ele parece não se preocupar. Ainda bem.

Sempre apreciei programas de apanhados. O que eu ria com as esparrelas esgalhadas pelo Joaquim Letria ou pelo Nuno Graciano! Mas chegava sempre ao fim com uma certa insatisfação. “Sim, isto dispõe bem, mas como é que ajuda a transformar a sociedade?” Foi preciso esperar até esta semana para a SIC elevar o género a outro patamar. O ‘E se fosse consigo?’ não é só diversão para toda a família, é pedagogia social. São apanhados moralistas.

Envelhecer

putedoNão me chateia nem me assusta envelhecer. O que me assusta é envelhecer e mesmo antes de ser velho, perder faculdades e começar a bater mal, a ver conspirações, bandidos e espécimes pouco recomendáveis em todo o lado. Nos que me são próximos, nos que me são distantes e nos mais ou menos. Caramba, um tipo podia bem envelhecer e morrer, nem que entrevado, mas com o cérebro a funcionar. Nem sempre é assim, é tramado.

 

PCTP/MRPP: crise interna agrava-se

A peça que falta à “geringonça” para a animação ser total: PCTP/MRPP: Arnaldo Matos acusa “grupelho” de Garcia Pereira de vandalizar sede do MRPP

Máquina de spin avariada

Os socialistas são especialistas na manipulação da informação. Não faltam sites de propaganda disfarçados de sites sérios (veja-se o Lusopt ou o Economia e Finanças, para não mencionar outros que vemos todos os dias nas redes sociais). É por isso de louvar o aparecimento do Geringonça que, até pelo nome escolhido, não tem aspirações de esconder ao que vem. É a forma honesta de fazer estas coisas. Honesta, mas ainda um pouco amadora. Olhe-se para este “artigo” em que o Luis Vargas afirma que Passos Coelho assinou um acordo com o Panamá em 2013 para excluir este país da lista de Paraísos Fiscais. Qual é o problema desta notícia bombástica? O problema é que o Panamá nunca saiu da lista de Paraísos Fiscais. Continua lá porque nenhum país saiu dessa lista desde 2011. O fraquinho spin-doctor depois prossegue dizendo que Passos também assinou um acordo de Dupla Tributação, dando até o link para o respectivo diploma. E é aqui que tudo isto se torna hilariante: abrindo o link do spin doctor socialista aparece-nos isto:

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Relembrem-me lá quem era o primeiro-ministro de Portugal em Agosto de 2010? Hummm…..

Compreender o putinismo XL

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Pacificação final do referendo na Crimeia.

One of Russia’s most senior law enforcement officials has said that dismissing thnder which Crimea joined Russia should be a crime equal to extremism.

Crimea was controversially annexed from the territory of Ukraine in 2014 as well-armed, but unmarked, fighters who appeared to be Russian special operations forces seized government buildings. Pro-Russian authorities then set up an internationally unrecognized referendum in Crimea on joining Russia, after which the region was incorporated into the Russian Federation.

According to Alexander Bastrykin, head of Russia’s Investigative Committee, questioning the legitimacy of the referendum should be considered “extremist activity” for “falsifying reports of historical events and facts.”

Leitura complementar: Compreender o putinismo XVI.