O PS e a Ética

Muito bem a Ana Catarina Mendes, a constatar o óbvio.

A imagem acima foi criativamente adaptada desta imagem original.

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Morreu o primo

Uma quinta-feira destas, o Costa chega ao Conselho de Ministros e diz-lhe a assessora:

– Senhor Primeiro Ministro, hoje temos muita gente a faltar…
– Então?
– Houve muita gente a ligar de manhã, a avisar que hoje não podia vir…
– Quem?
– Olhe… O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não pode vir porque lhe morreu o Pai.
– Ok…
– A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não pode vir porque lhe morreu o Avô.
– Ok…
– O Ministro dos Negócios Estrangeiros não pode vir porque lhe morreu um cunhado.
– Ok…
– O Ministro da Defesa Nacional não pode vir porque lhe morreu um primo.
– Ok…
– O Ministro da Administração Interna não pode vir porque lhe morreu um irmão.
– Ok…
– A Ministra da Justiça não pode vir porque lhe morreu um tio.
– Ok…
– O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não pode vir porque lhe morreu o sogro.
– Ok…
– A Ministra da Saúde não pode vir porque lhe morreu um sobrinho.
– Espere lá…
– Diga, Senhor Primeiro Ministro
– O meu primo Zé morreu?!

Nota: adaptado de uma anedota que anda a circular por aí. Créditos: desconhecido. Plausibilidade: total.

A génese teórica da democracia 21 e um hambúrguer sff

A Sofia Afonso Ferreira publicou ontem, no Facebook, um post em que arrasava – por assim dizer -, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador e que terminava com uma piada de elevado quilate sobre o autor possuir um restaurante, onde seriam colhidas assinaturas para um tal de partido libertário. Estava subentendido que haveria um insanável conflito de interesses.
A bem de alguma verdade e sabendo que corria o risco de estragar a piada da dirigente do futuro partido político, comentei que a parte da propriedade era mentira, que o meu amigo Hélder Ferreira estava aos comandos do excelente Burguer Point. Na altura, ficou a promessa de que a minha afirmação seria verificada.
Hoje, a meio da manhã, veio a bendita verificação que consistiu no print screen do anúncio de abertura do Burguer Point pelo Alberto Gonçalves, datado de 2018 bem como uma espécie de desafio para eu manter as minhas afirmações.
Mantive-as e esclareci a Sofia Afonso Ferreira que o anúncio datava de 2018 e que entretanto, as propriedades e os negócios, por definição e se as partes assim o entenderem, mudam de mãos. A Sofia Afonso Ferreira, não terá apreciado a minha insolência e insistiu para que fosse defender a minha posição na minha página, bloqueando-me de seguida – facto que me alivia e agradeço.
Deixo dois apelos: um de cariz humanitário e cristão: amigos reais e imaginários da Sofia Afonso Ferreira, ajudem-na. A Sofia Afonso Ferreira precisa muito, a sério;
o outro apelo: pessoas de bom gosto, sempre que visitarem o Porto, passem pelo Burguer Point, onde se come muito bem e se o Hélder estiver por lá, troquem dois dedos de conversa.
BurguerPoint
Excerto da crónica de Alberto Gonçalves sobre a piada que é o Democracia 21.
Disseram-me que, formalmente, o D21 ainda não é um partido. Isso não o impediu de se aliar ao Chega nas “europeias”, embora me impeça de me alargar nos comentários. Deduzo que seja contra a ciganada, os parasitas do RSI, as galdérias que abortam à balda e, quem sabe, os portistas. Avaliação: consta que o D21 é feminista.

Feliz dia dos Namorados

Costa e Sócrates. Há relações que não se esquecem.

Cooperação entre bostas

Erdogan oferece todo o seu apoio ao mano Maduro.

Humor e Política

“A relação do humor com a política complica-se quando, conforme sucede com frequência, os políticos se encarregam de fazer humor e os humoristas de fazer política. Qualquer programa que inclua dirigentes partidários, deputados, “senadores”, comentadores ou “personalidades” similares é potencial fonte de risota. Qualquer programa que, em 2018, inclua comediantes a denunciar a “troika”, os flagelos climáticos e o salazarismo dos anos 1930 diverte tanto quanto uma cólica renal – e entretém menos (…)

Até eu, porém, tenho a vaga ideia de que, além de não ter piada, a nossa comédia política não tem tabus – excepto o de parodiar partidos/tendências/sujeitos/medidas à esquerda do chamado, decerto discutivelmente, “PS moderado”. Gozar com “o Cavaco”? Uma vetusta tradição pátria. Bulir com o senhor doutor Jorge Sampaio ou com o falecido humanista Mário Soares? Está fora dos limites toleráveis. Bater em Pedro Passos Coelho, goste-se ou não uma figura “neutra” e pouco caricaturável? Um dever cívico. Achincalhar o dr. Costa, cuja sofisticação intelectual e cujo domínio da língua poderiam patrocinar em regime de exclusividade longas carreiras no género “stand up”? Não vamos por aí. Onde se traça a linha que separa o aceitável do inaceitável? Aproximadamente pelo meio da Ericeira, onde hoje reside o “eng.” Sócrates, que no espectro ideológico é o alvo extremo dos humoristas caseiros. Daí para lá, o humor resigna-se a um respeitoso silêncio.”

Alberto Gonçalves aqui

Desejos fedorentos de Ano Novo

Bem, início do ano, altura de formular desejos. Para 2019 um dos meus desejos é que António Costa melhore do transtorno de dupla personalidade que o aflige. Ainda há dias, no fecho do ano parlamentar, António Costa — o primeiro-ministro — afirmou que “A forma como foi liberalizado o mercado [de habitação] demonstra como o PSD e o CDS são partidos que não olham às pessoas, são partidos que olham ao mercado, aos seus interesses, àqueles que querem ganhar dinheiro”. Ui. Nada meigo para com António Costa – o especulador imobiliário – que olhando ao mercado, aos seus interesses, e a querer ganhar dinheiro, comprou aquele andar no Rato a um casal de velhinhos para dez meses depois vendê-lo pelo dobro.

Mas enfim, ano novo, vida nova. Quer dizer, em Portugal fará mais sentido “Ano novo, vida em segunda mão”. É que por cá não temos propriamente uma vida nova no início de cada ano. A nossa vida é propriedade das Finanças até lá para Junho. Depois chega o dia da Libertação de Impostos e, então sim, a Autoridade Tributária permite-nos desfrutar um pouco da nossa vida. Mas é uma vida que já não vem com aquele cheirinho a novo. Embora também não tenha aquele mau cheiro a extrema-direita que Ferro Rodrigues detectou. É antes um “Cheira-me que se a extrema-esquerda viabiliza também o próximo governo, para o ano estamos a pagar impostos até ao Dia de São Martinho”.

O Tiago Dores, mais um Gato a fazer humor político, a entrar com força neste Ano Novo. A ler aqui.