Narcosoe

A deliciosa vida política de Pedro Sánchez, o grande líder do PSOE.

 

Lindos e sem make-up

avante

PCP e Rússia, no Avante.

(…) Na explosiva confrontação em curso, o capitalismo russo não pode prescindir do legado da época soviética. Mas as contradições entre a política interna e externa da Rússia, expressão da complexidade da luta de classes, continuam a pairar perigosamente sobre o futuro do país da Revolução de Outubro no século XXI.

Com estes truques, a imprensa está a desaparecer

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O artigo do Expresso intulado “O povo português está a desaparecer” pode ser lido aqui. Os dados têm como fonte a Portada.

Nacionalizado ao Romeu Monteiro.

 

Diversão à esquerda

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O cartaz que respeita a tradição de design a que o PCTP/MRPP nos habituou foi colocado na Venda Nova (Amadora), onde habitualmente o partido coloca a propaganda.

As mentiras do Arnaldo.

A título meramente exemplificativo, destaco o post Povo Exige Internamento de Arnaldo Matos, datado de 23 de Setembro e que reza assim:

Durante esta noite, numa grande acção de repudio pelo assalto do ditador Arnaldo ao PCTP/MRPP, foram afixados por todo o País incluindo regiões autónomas, uma série de cartazes.

Recordamos que pela primeira vez na sua história, o PCTP/MRPP não celebrou a sua data de fundação. O povo não deixou passar em claro o golpe do Arnaldo e sua seita.

João Galamba dixit

Para o Bloco, a solução para a pobreza e para as desigualdades é muito simples: estamos perante um problema de redistribuição da riqueza. É o estafado: existem pobres porque existem ricos. Há quem ache que se deve ir por aqui. Eu discordo. Ou melhor: a redistribuição e necessária, mas não chega. É uma fantasia achar que se resolve o problma da pobreza e das desigualdades criando um escalão de 45% de IRS e um imposto sobre as grandes fortunas. Os nossos problemas também não se resolvem nacionalizando a banca, os seguros e o sector energético — e muitos menos se resolvem introduzindo mecanismos de controlo administrativo e burocratico dos juros.

Em tudo o que cheire a economia a solução do BE é sempre a mesma: estatismo e penalização da iniciativa privada. Estamos perante, se me permitem, um liberalismo invertido: onde estes acham que o privado resolve tudo, o BE acha que o estatismo é a panaceia para todos os atrasos do nosso país. Um e outro, acreditam na solução varinha mágica e reduzem as razões do nosso atraso reside à estafada questão da propriedade dos recursos — e não na utilização dos recursos. Se o PSD tem um preconceito em relação ao Estado, o BE tem um preconceito em relação aos privados. Nenhum destes partidos entende que a relação entre Estado e privados não é um jogo de soma nula.

O PS mostra ser mais inteligente e vai buscar ensinamentos tanto à direita liberal como à esquerda estatista. Daí o PS propor uma solução intermédia que reconhece a complementariedade entre público e privado, isto é, o PS é o único partido que mostra ter aprendido com a crise actual e com a falência do socialismo real. Enquanto o PSD fala como se esta crise não tivesse existido, o BE fala como se só tivesse existido essa crise, como se o socialismo tivesse sido inventado em 2009.

Um dos maiores problemas do BE consiste na ausência de uma política que assegure um crescimento económico que garanta o a sustentabilidade do estado social. Para o Bloco, solidariedade não requer competitividade e crescimento económico. Por outras palavras: a solução para todos os nossos problemas não tem de ser construída, isto é, não depende da criação de um contexto que económico que ainda não existe. Os nossos problemas resolvem-se a partir dos recursos actualmente existentes, redistribuindo-os. Mas alguém acredita que as medidas propostas pelo Bloco garantam os crescimento económico que financie as políticas sociais que a esquerda bloquista deseja? Qual a tx de crescimento necessária para pagar o estado social defendido pelo bloco sem que o défice se torne insustentável? O BE, infelizmente, ignorou estas contas.

Esquerda tradicional vs Esquerda moderna, numa realidade pré-geringonça.

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PSD de luto

Até hoje não sabia quem era o Paulo Vieira da Silva, mas segundo a imprensa é um militante importante do PSD. Aparentemente o Pedro Viana da Silva foi membro do conselho nacional, uma posição importantíssima que só 900 militantes do PSD já tiveram a honra de assumir. Apenas 900, e o Pedro Vieira de Sousa foi um deles. O Paulo Viana de Sousa demitiu-se de militante do PSD porque não gosta de Pedro Passos Coelho. Pedro Vieira da Silva sai por causa de Pedro Passos Coelho apesar de há menos de um ano ainda achar que ele era “um homem honesto, corajoso, está na politica para servir e não para se servir. É exactamente o mesmo homem que chegou a primeiro-ministro, apenas mais velho, com mais rugas e menos cabelo, certamente fruto das muitas preocupações que carrega todos os dias nas suas costas. Mostrou ser um político com sentido de Estado.”. O mundo mudou. Ou simplesmente Pedro Viana da Silva queria voltar a ver o seu nome no jornal e não sabia como. Mas conseguiu-o. O seu nome ficará para a posteridade: Paulo Viana de Sousa, o militante que saiu do PSD porque um homem “honesto e corajoso” era presidente.

Não está mal visto…

Mariana Mortágua quer ‘ir buscar dinheiro a quem está a acumular’, contribuintes recomendam que vá buscar ao Fisco

Contos infantis para bloquistas – A cigarra e a formiga

mosca-e-formigaNum reino não muito distante havia uma cigarra e uma formiga. Chegado o Verão, a formiga desatou a trabalhar mais do que 35 horas por semana. Sempre a carregar migalhas dia e noite. Enquanto a parola self-made-bug da formiga trabalhava, a muito culta cigarra expressava-se artisticamente, mantendo viva a cultura do país. Chegado o Inverno, a cigarra, vendo-se sem comida, foi bater à porta da formiga:

– Oh formiga, não tens aí uma migalha?
– O que é que fizeste o Verão todo enquanto eu trabalhava?
– A culpa não foi minha. O Mundo mudou. Ninguém esperava que chegasse o Inverno. Para além disso, eu sou uma representante da cultura. Se não me deres as tuas migalhas, eu vou cantar para o Brasil e nunca mais volto.
– Então, faz boa viagem – disse a formiga

Passado um dia, a cigarra regressa, desta vez com a Mariana Mortágua.

– Oh formiga, passa lá metade do que acumulaste que isto é uma democracia e eu ganhei as eleições. Para além disso, este teu ninho apanha sol por todos os lados e não te vejo a pagar o que devias.

A formiga não teve outra opção e lá deu aquilo que tinha acumulado. No Verão seguinte foi apanhar migalhas para a Holanda e nunca mais voltou. A cigarra bem bateu à porta da formiga, mas ninguém atendeu. Sem outra hipótese de sobrevivência, vestiu uma mini-saia e foi ganhar a vida para um bar de gafanhotos. No final do mês lá veio a Mariana Mortágua sacar-lhe metade do que tinha ganho: “Agora que a formiga se foi embora, tens que ser tu a pagar.”.

A cigarra aprendeu a sua lição. Chegado o Verão, foi também para a Holanda. Arranjou um emprego na empresa da formiga e viveram felizes para sempre.

Sócrates e o PS: faz sentido

Sócrates “estrela principal” em iniciativa do PS/Lisboa

Faz sentido: Sócrates é o modelo do homem sem poupanças

Insurgente memória: João Galamba e o “alegado optimismo” do PS

Estávamos no final de Janeiro de 2016. A desaceleração no crescimento do PIB nos últimos dois trimestres de 2015 era conhecida. Discutia-se o orçamento de estado. Muitos, entre os quais este vosso servo, criticavam o irrealismo das previsões de crescimento económico do PS. Na altura (há menos de 8 meses), o PS garantia que o crescimento seria de 2,1% em 2016. Quando o Orçamento chegou às instituições europeias, as malvadas mandaram reduzir a previsão para uns mais realistas 1,8%. O país está por esta altura a crescer 0,9%.

João Galamba jurava a 7 pés que não havia excesso de optimismo nenhum. Na altura, publicou esta mensagem (sublinhados meus):

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Diálogos no Terreiro do Paço

O Micha reproduziu o diálogo que terá ocorrido no Terreiro do Paço. Julgo que, por motivos que lhe serão certamente alheios, transcreveu mal o diálogo. O diálogo corrigido é este:

– Chefe, posso entrar?
– Claro. Senta-te aí
– Obrigado. Posso tirar um Nespresso? Estou com orçamento reduzido no meu gabinete…
– Força aí
– Muito obrigado. Estava a precisar. Sabe, aquela encrenca da Galp não está nada fácil. O que vamos fazer?
– Tens razão, Mário. Aqueles %$#%$#& puseram a notícia a circular e, claro, queimaram-me logo. Era só um jogo, pá. Que mal traz ao mundo ir de business, ficar num hotel com mais estrelas que o rating de Portugal e assistir ao jogo? Porra, pá.
– Pois é, chefe. Mas agora temos é de resolver isto, senão sobra para mim.
– Bom. O que dizes de agora assumires esta pasta da Galp? Está na hora de te emancipares, e eu ficava um pouco mais recatado. Preciso de uns tempos longe das câmaras e dos jornais
– É melhor, chefe. Pronto, vamos então anunciar que você transferiu os seus poderes para mim
– Ok, Mário. Olha, leva lá a chávena, que eu não sou teu criado
– Sim, chefe.

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Diálogos no Terreiro do Paço

-Rocha Andrade?
-Sim, senhor ministro?
-Falei agora com o primeiro-ministro e a coisa resolve-se. Mas isto foi muito mau, hã?
-Eu sei…
-O que importa é que eu gosto de si, o pm gosta de si, a malta da restauração adora-o e vamos aguentá-lo aqui, ok? Mas vamos ter de fazer umas regras novas, compreende?
-Claro chefe.
-Pronto. Isto agora vai levantar umas ondas mas depois passa. Entretanto eu passo a gerir tudo relactionado com a GALP daqui em diante que é para não levantar dúvidas de que a estima enorme que eles têm por si não é recíproca.
-Claro, claro. Sem problemas: tudo o que for assuntos da GALP passa a ser tratado pelo senhor ministro e não por mim. Compreendi.
-Óptimo. Não se deixe apanhar noutra destas e agora vamos a trabalho. Preciso que até ao Orçamento me acabe aquela coisa do imposto da gasolina.
-Sim chefe!

Socialismo, versão africana

Foto: : NEWSSCAN
Foto: : NEWSSCAN

Quase quatro metros de Robert Mugabe.

(…) “I wanted to make it as big as possible,” he said. “This is our number one so I wanted to give it a strong impression.”

But his work was ridiculed by Zimbabweans on social media, who characterised it as: “Superman in the style of The Simpsons”.

Others suggested that Mr Benhura had committed “career suicide”. “The poor chap is probably at Chikurubi prison by now,” another wrote, referring to Zimbabwe’s best-known jail.

The unveiling came after Patrick Chinamasa, the Zimbabwean finance minister, completed a tour of Europe in a bid to secure agreement for an International Monetary Fund bail-out. The government has also announced a plan to axe 25,000 public sector jobs.  (…)

9/11 2016

How the 9/11 attacks would have been reported based on how Islamic attacks are reported now ….

911

Uma questão de publicidade

Esqueçamos a tirada "não existe má publicidade: apenas publicidade. " Reuters Tv/Reuters.
Esqueçamos a tirada “não existe má publicidade, apenas publicidade. ” Reuters Tv/Reuters.

Iran ends Russian use of air base because of unwanted publicity.

Até onde pode ir a interferência do intervencionismo na vida pessoal?

Porque hoje é fim-de-semana, riam com um exemplo de intervencionismo que só agora me foi chamada a atenção: é ilegal ser gordo no Japão!

Um dia, para “baixar os custos de saúde”, que é afinal um “custo para todos”, ainda chegará a moda cá. Por agora, ainda podem rir😉

 

Da ética republicana, laica, socialista

Afinal, o pide fiscal que foi pago pela GALP para ir até França assistir a jogos da bola, quer reverter a doação.

Um acampamento bloquista

O post Um acampamento de um partido de governo já ultrapassou a marca das 6.000 partilhas nas redes sociais. Parabéns ao CGP por mais um brilhante post de serviço público.

Em boa parte graças a esse post – e apesar de estarmos em Agosto – O Insurgente teve ontem um dos seus melhores dias de sempre em termos de audiências, com mais de 34.000 visitas contabilizadas no site num só dia.

Boom festival e o Anarco-coisismo

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Páre tudo o que está a fazer e vá já ler a informação sobre o preço dos bilhetes do Festival de música Boom em Idanha-a-Nova (apenas disponível em inglês). Se não puder mesmo parar, ficam aqui algumas partes:

We live in a moment in our collective history where rights and duties are forgotten for the sake of human progress aiming materialism, the fragmentation of social classes between those who have and those who don’t (Financial Absolutism)

Eh lá, querem vêr que os bilhetes são à borla? Viva o anarco-comunismo!

It is in this context that Boom Festival 2016 takes place. Pricing for us is a social exercise: on the one hand economic (yes, economics is a social science, with its etymological root in “oikos”, the house – the same root as ecology) and on other hand, social consciousness.

Bolas, que chatice. A economia intromete-se no sonho de um grande festival gratuito.

In economic terms the Boom must be a sustainable festival. It is an independent event without sponsors and based in Portugal, which means we have to deal with very high taxes.

Eh lá, mas afinal o Mises Institute também faz parte da organização?

13% of each ticket goes directly to the Portuguese State. Bars and restaurants revenue is taxed at 23%; a Boom Bus ticket has 6% tax. At the end of the year if there are profits, the State gets 23.5% – the Boom is not based in an offshore as many events throughout the world are. Another mandatory tax is 1% of the total income goes directly to the State. On a monthly basis, per long term worker, the Boom has to pay 24,75% of the wage to the State and 5% for free lancers.

(nota mental: guardar estes números para um futuro post)

Our social consciousness is expressed in many ways: part of the income goes to charity (Boom Karuna Project). The profits are applied in Boomland (and especially in 2016 for its purchase).

Lucros? E então a luta contra o materialismo?

We also want to be an event that honors the human right to culture

E por direito universal à cultura queremos dizer o direito universal a ter aulas de yoga com um drogado enquanto se ouve o DJ do Lux.

Thus, the 2016 Pricing is the result of a careful thinking process about the possibilities for Boomers and the need for being a sustainable and independent festival.

Tradução: “olhamos para os preços dos outros festivais e fizemos igual.”

We don’t increase the highest price of the tickets (which remains at 180 €). We applied an average between the previous 3 ticket phases in 2014 (120€, 140€, 160€)

Lá está. Eu avisei.

Furthermore, tickets for Boom are limited. In spite of the growing popularity and positive perception about Boom, we are focused on keeping a familiar and cozy vibe, with quality and comfort. Boom is not about quantity.

Então e o direito universal à cultura? Como é que eu posso aceder à cultura se os bilhetes são limitados?

By purchasing a Boom ticket, you will help serve the following purposes:

• Renting the Boomland (unfortunately Boom Festival doesn’t own it). It will help us raise funds to buy the Boomland (deadline is September 2016).

Mas querem comprar um terreno para impedir outras pessoas de o utilizar?! Ah, o fedor do materialismo anda no ar.

We also have a Friendly Price for people in countries with a specific economic realities. The list of countries and regions is the following:

> Greece;
> Africa;
> Middle East, Asia and the Pacific, excluding Australia, Israel, Japan, New Zealand, Oman, Qatar and United Arab Emirates;
> Mexico, Caribbean, Central and South America;

Também temos bilhetes para pessoas de países pobres. Primeiro na nossa lista de preocupações: a Grécia (um dos 40 países mais ricos do mundo). Mas logo de seguida preocupamo-nos com África, por isso daremos um desconto de 20 euros a todos os angolanos que pagarem mil euros pela viagem mais 100 euros por noite no hotel mais próximo. Temos consciência social e não deixaremos um africano de fora apenas por não poder pagar mais 20 euros no preço do bilhete. Mas os organizadores dão mais detalhes sobre o porquê de incluirem a Grécia.

About the End of the Social Price: The Social Pricing was a temporary measure established in 2012 and 2014 for European countries that were undergoing the financial speculation of capitalist institutions, rating agencies or the banks such as the IMF.

Ah… pois…

The situation has been changing and the Social Price is no longer applied for countries such as Portugal, Ireland, Cyprus or Spain. The only country that is subject to these programs is Greece, therefore Greece will be included in the Friendly Price Ticket system.

Portugal já não está sujeito à especulação das instituições capitalistas? Os organizadores do Boom Festival concordam com Passos: houve mesmo uma saída limpa (e dar descontos a habitantes do país onde o festival é organizado é capaz de ser mau para as contas).

Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

Anacleto, sempre

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Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

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A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Histerismo na geringonça

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Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro

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#NogueiraBem

Vejo muita gente indignada por Mário Nogueira ainda não ter saltado à jugular de António costa quando o fez perante iguais declarações de Passos Coelho sobre as – aliás, evidentes – oportunidades no estrangeiro para os professores que cá não obtêm colocação.

Queria defender aqui um pouco o nosso ministro da educação: Mário Nogueira sabe comportar-se com lisura política. Discordará em privado e di-lo-á ao seu líder, mas não fará em público a desfeita de atacar o seu primeiro-ministro. É o que se espera dum soldado disciplinado.

Sim, podemos aguardar

podemos

Irão financiou Podemos com esquema, pelo menos, manhoso e que envolve as sinistras contas offshore. Aguardo o tratamento noticioso por parte do Esquerda.Net.

Interlúdio de clarificação pedante

Escreve o Record na sua edição de hoje:

«Qualquer austríaco que se preze tem sempre à mesa o famoso ‘schnitzel’, empada especial de carne de vaca ou porco com uma camada crocante de farinha e ovo. A tão tradicional e hiper calórica iguaria está, todavia, excluida do plano dietético do segundo adversário de Portugal no Europeu de França.»

Na verdade, um ‘schnitzel’ não é uma empada. Nem especial. Trata-se simplesmente de um vulgar escalope panado. Para ser rigoroso, um ‘schnitzel’ é apenas um escalope, bife ou costeleta. A versão panada é chamada ‘wienerschnitzel’ (escalope à moda de Viena), tradicionalmente de vitela. Quando é de porco, chama-se ‘wienerschnitzel vom schwein’. Se é de peru, é ‘wienerschnitzel von pute’, ou, com alguma piada, ‘putenschnitzel’.

Quem precisa de uma camada crocante de alcatrão e penas é o autor do disparate, se não se dedicar a verificar melhor o que lhe dizem. Tem bom remédio e nem precisa de ir à Áustria. Pode ir ao muito recomendável Kaffeehaus, na Rua Anchieta, no Chiado, onde pode experimentar (e aprender sobre) a excelente cozinha austríaca.

O teu dinheiro é nosso

Através do Jornal de Negócios chega a notícia de mais um passo no caminho da servidão: «Os socialistas avançaram com um projecto de Lei onde proíbem toda e qualquer transacção em dinheiro vivo sempre que o seu valor exceda os 3.000 euros.» Segundo o jornal, o incumprimento da proibição acarreta «uma multa correspondente a 25% do valor pago em dinheiro. Caso haja fuga ao Fisco, a multa cresce mais 5%.» Por fim, a medida visa «reagir ao escândalo dos Panamá Papers.»

O valor punitivo da multa e o impacto relativamente inócuo da majoração em caso de evasão fiscal mostram que apesar da retórica fiscalista o objectivo da medida é verdadeiramente outro. A medida visa essencialmente obrigar o dinheiro a estar no circuito bancário. Se nos lembrarmos das ideias que foram veiculadas num passado recente sobre a dificuldade de impôr taxas de juro negativas, por um lado, ou da necessidade de financiar o estado e os bancos por via de taxas extraordinárias sobre os depósitos bancários, por outro, a “coisa” ganha outra inteligibilidade.

A menção aos Panama Papers é hilariante. Como é que os donos das contas off-shore trarão o dinheiro das Caraíbas para efectuar pagamentos em numerário em Portugal? Na mala? E se em vez de “euros” forem “fotocópias”? Ou “daquilo que eu gosto muito”? Ou “robalos”? Também há multa?

Recordar é viver

louca

O que dizer do Louçã – o Palhaço –, segundo os camaradas do PCTP/MRPP? Apenas que é o contributo possível para a indispensável união das esquerdas em geral e do Bloco em particular.

Nos últimos vinte e cinco anos, nunca houve ninguém em Portugal que fosse tão mimado, tão incensado, tão elogiado, tão lambido, tão levado ao colo e tão carregado em ombros de tudo o que é jornalista e órgão de comunicação social como esse tal de Francisco Louçã.

Com toda a imprensa burguesa, reaccionária em extremo como se sabe, a empurrar por trás, Louçã foi posto à cabeça de um bloco de oportunistas, baptizado de Bloco de Esquerda, de que se safou logo que pôde, foi levado a deputado da Assembleia da República e até foi colocado numa cátedra ali para os lados de São Bento, no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem que ninguém se tivesse apercebido a tempo de que o homem não só não era de esquerda como não passava de um ignorante em matéria de economia e de finanças.

A imprensa tem andado tão babada com o seu menino-prodígio que, no mês passado, enquanto celebrava os quarenta anos do golpe de Otelo e dos seus capitães, foi ao ponto de transformar à sorrelfa o paizinho de Louçã num dos heróis de Abril, quando toda a gente sabe que foram os marinheiros e sub-oficiais da fragata Almirante Gago Coutinho, por um lado, e os obuses da bateria de artilharia de Vendas Novas, colocada no Cristo Rei, em Almada, por outro, quem impediu o comandante – capitão de fragata Seixas Louçã – de bombardear os homens e os carros de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.

Mas a basbaquice da imprensa por Louçã é de tal ordem que não lhe custa nada homenagear como herói de Abril um fascista do antigo regime, desde que seja familiar do sobredito Louçã…

Ora, este produto acabado do jornalismo português de pacotilha – Louçã – de forma indirecta, e durante a presente crise, levantou-se contra o PCTP/MRPP aí por 2012, ao acusar uma das fracções do Bloco de ter cometido o crime de seguir o nosso Partido, ao defender o não pagamento da dívida e a saída do euro.

Desde que, em 16 de Junho de 2012, atacámos, numa conferência realizada na cidade do Porto, o Syrisa e o seu aliado português – o BE -, por não se atreverem a defender a saída do euro e o não pagamento da dívida, Louçã não tem feito outra coisa senão escrever, só ou acompanhado, resmas de papel que têm um único objectivo: explicar como se deve pagar honradamente a nossa dívida, de modo a mantermo-nos no Euro e na União Europeia a todo o custo.

Mas eis que, no último domingo, na Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Louçã terá admitido, segundo notícia circulada pelo jornal i, que “a saída do euro pode mesmo tornar-se na única solução para o País”.

Não acredito! Será possível que o animal tenha dito semelhante coisa?!

Mas acho que sim. Disse mesmo!

É que Louçã não passa de um palhaço! Até domingo passado, Louçã sempre defendeu a permanência de Portugal no euro e o pagamento honradinho e integral da dívida pública.

Começou, aliás, por defender, no consulado de Guterres, a adesão de Portugal à moeda única, muito embora criticasse as negociações da adesão, que teriam prejudicado o País. “Mas essa entrada era inevitável”, alegou então o catedrático Louçã.

Em Maio de 2011, fez agora três anos, numa troca pública de ideias com Jerónimo de Sousa, Louçã, com aquele ar de convicta certeza que nunca abandona mesmo quando diz as maiores alarvidades do planeta, pretendeu ter esmagado, com a sua autoridade professoral, o pouco ilustrado Jerónimo, atirando-lhe a matar: “Recuso a saída do euro, porque isso seria catastrófico”; “Ficaria tudo mais caro, desvalorizaria salários e pensões e faria com que as pessoas que têm créditos à habitação passassem a pagar muito mais“.

Não se encontraria em parte alguma da Europa um pequeno-burguês mais explícito… (…)

O regresso de Darth Putin

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A seguir o Darth Putin’s Blog que promete “a reunificação soviética“.

 

Transcript of note from the 146% legitimate President of Russia!

Citizens!!

Your 146% legitimate President is being unjustly held in Twitter’s gulag! However, through a trusted, loyal courtier I have managed to smuggle a message to the outside world. (Ok, I scribbled note this on a spare copy of the Minsk Agreement in my pocket when I was arrested and jammed it up Medvedev’s backside for him to smuggle).

Appeals against this kangaroo court and travesty of justice have begun and the USA’s lickspittles have indicated that a compromise is possible.  However, be warned, I still have neighbors I have yet to invade in order to distract my citizens from shitty roads and falling wages.

With this in mind I urge the CIA’s stooges in Russia’s illegally annexed California Oblast to release me from this unjust detention.

In the mean time, please keep tweeting your support with the hashtag #NoTwitterGulagForDarthPutinKGB to remind the fascists that this will not stand.

Yours, topless

VVP

E saúde-se o regresso ao activo de @DarthPutinKGB.

Como a realidade tende a ultrapassar a ficção e a comédia, Konstantín Dolgov, o responsável pelos direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores russo aponta o neoliberalismo agressivo como a mãe de todos os males.

Felizmente que à humanidade resta Vladimir Putin – o verdadeiro porteiro do Kremlin.

Leitura complementar: Do Kremlin, com humor.