Partido Socialista a Descentralizar: Infarmed no Porto em 2019

A transferência do Infarmed seria um bom exemplo de descentralização se tal não passasse de mais uma anedota do partido socialista. A foto da notícia abaixo de 2017 foi retirada daqui.

O primeiro ministro António Costa até podia repetir um milhão de vezes que o Infarmed iria para o Porto…

…e o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro bem que podia elogiar o governo a todas as horas de todos os dias sobre a decisão de mudar a sede do Infarmed para o Porto…

…que isso não alterava o facto do Infarmed nunca ir para o Porto.

Bem, para ser justo com o partido socialista, o governo ainda dispõe de 24 horas antes do final de 2019. Força lá com isso.

Morreu o primo

Uma quinta-feira destas, o Costa chega ao Conselho de Ministros e diz-lhe a assessora:

– Senhor Primeiro Ministro, hoje temos muita gente a faltar…
– Então?
– Houve muita gente a ligar de manhã, a avisar que hoje não podia vir…
– Quem?
– Olhe… O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não pode vir porque lhe morreu o Pai.
– Ok…
– A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não pode vir porque lhe morreu o Avô.
– Ok…
– O Ministro dos Negócios Estrangeiros não pode vir porque lhe morreu um cunhado.
– Ok…
– O Ministro da Defesa Nacional não pode vir porque lhe morreu um primo.
– Ok…
– O Ministro da Administração Interna não pode vir porque lhe morreu um irmão.
– Ok…
– A Ministra da Justiça não pode vir porque lhe morreu um tio.
– Ok…
– O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não pode vir porque lhe morreu o sogro.
– Ok…
– A Ministra da Saúde não pode vir porque lhe morreu um sobrinho.
– Espere lá…
– Diga, Senhor Primeiro Ministro
– O meu primo Zé morreu?!

Nota: adaptado de uma anedota que anda a circular por aí. Créditos: desconhecido. Plausibilidade: total.

A génese teórica da democracia 21 e um hambúrguer sff

A Sofia Afonso Ferreira publicou ontem, no Facebook, um post em que arrasava – por assim dizer -, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador e que terminava com uma piada de elevado quilate sobre o autor possuir um restaurante, onde seriam colhidas assinaturas para um tal de partido libertário. Estava subentendido que haveria um insanável conflito de interesses.
A bem de alguma verdade e sabendo que corria o risco de estragar a piada da dirigente do futuro partido político, comentei que a parte da propriedade era mentira, que o meu amigo Hélder Ferreira estava aos comandos do excelente Burguer Point. Na altura, ficou a promessa de que a minha afirmação seria verificada.
Hoje, a meio da manhã, veio a bendita verificação que consistiu no print screen do anúncio de abertura do Burguer Point pelo Alberto Gonçalves, datado de 2018 bem como uma espécie de desafio para eu manter as minhas afirmações.
Mantive-as e esclareci a Sofia Afonso Ferreira que o anúncio datava de 2018 e que entretanto, as propriedades e os negócios, por definição e se as partes assim o entenderem, mudam de mãos. A Sofia Afonso Ferreira, não terá apreciado a minha insolência e insistiu para que fosse defender a minha posição na minha página, bloqueando-me de seguida – facto que me alivia e agradeço.
Deixo dois apelos: um de cariz humanitário e cristão: amigos reais e imaginários da Sofia Afonso Ferreira, ajudem-na. A Sofia Afonso Ferreira precisa muito, a sério;
o outro apelo: pessoas de bom gosto, sempre que visitarem o Porto, passem pelo Burguer Point, onde se come muito bem e se o Hélder estiver por lá, troquem dois dedos de conversa.
BurguerPoint
Excerto da crónica de Alberto Gonçalves sobre a piada que é o Democracia 21.
Disseram-me que, formalmente, o D21 ainda não é um partido. Isso não o impediu de se aliar ao Chega nas “europeias”, embora me impeça de me alargar nos comentários. Deduzo que seja contra a ciganada, os parasitas do RSI, as galdérias que abortam à balda e, quem sabe, os portistas. Avaliação: consta que o D21 é feminista.

Humor e Política

“A relação do humor com a política complica-se quando, conforme sucede com frequência, os políticos se encarregam de fazer humor e os humoristas de fazer política. Qualquer programa que inclua dirigentes partidários, deputados, “senadores”, comentadores ou “personalidades” similares é potencial fonte de risota. Qualquer programa que, em 2018, inclua comediantes a denunciar a “troika”, os flagelos climáticos e o salazarismo dos anos 1930 diverte tanto quanto uma cólica renal – e entretém menos (…)

Até eu, porém, tenho a vaga ideia de que, além de não ter piada, a nossa comédia política não tem tabus – excepto o de parodiar partidos/tendências/sujeitos/medidas à esquerda do chamado, decerto discutivelmente, “PS moderado”. Gozar com “o Cavaco”? Uma vetusta tradição pátria. Bulir com o senhor doutor Jorge Sampaio ou com o falecido humanista Mário Soares? Está fora dos limites toleráveis. Bater em Pedro Passos Coelho, goste-se ou não uma figura “neutra” e pouco caricaturável? Um dever cívico. Achincalhar o dr. Costa, cuja sofisticação intelectual e cujo domínio da língua poderiam patrocinar em regime de exclusividade longas carreiras no género “stand up”? Não vamos por aí. Onde se traça a linha que separa o aceitável do inaceitável? Aproximadamente pelo meio da Ericeira, onde hoje reside o “eng.” Sócrates, que no espectro ideológico é o alvo extremo dos humoristas caseiros. Daí para lá, o humor resigna-se a um respeitoso silêncio.”

Alberto Gonçalves aqui