Nódoa, o vencedor do desafio pessoal

Mestre Nódoa

Graças ao esquerdismo militante tão palavroso como vazio – desculpem a repetição – o Professor Nódoa fez uma campanha pelo país. Esteve quase, quase a disputar a segunda volta das eleições presidênciais. O que lhe vale é que um voto é um voto. Viva o tempo novo, a campanha cidadã, os fiéis seguidores de António Costa e o LUAR.

Assim se vê a força do pêcê II

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Edgar Silva, o candidato dos valores da justiça social, da defesa do trabalho com direitos, dos valores da independência nacional e da paz, tudo fez para afirmar a candidatura assente e ao serviço do propósito democrático popular de mudar a vida com vista à criação de uma outra sociedade. Os resultados eleitorais confiados pelos portuguesas e portuguesas  à candidatura do comunista são brutais. Para a história fica Edgar Siva como o maior vencedor de sempre (até às próximas vitórias do PCP).

Fica a dúvida: por quanto tempo durará o apoio dos comunistas e associados ao governo golpista da geringonça.

Leitura complementar: Assim se vê a força do pêcê.

Os vencedores do tempo novo

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Fazendo fé nas projecções televisivas, o Professor Nódoa ganhou tudo o que havia para ganhar. Dito de outro modo, o homem é o protagonista da maioria de esquerda que também se assume vitoriosa na Presidência da República. O outro grande vencedor da noite é o actual golpista, perdão, Primeiro-Ministro que repete a impressionante vitória das legislativas

Exclusivo Insurgente: primeira grande projecção dos resultados eleitorais

Nas últimas eleições presidenciais, os leitores do Insurgente acertavam no resultado final quase até à última décima, batendo todas as casas de sondagens.

Fica aqui a previsão final dos resultados segundo os nossos leitores, a fonte mais fiável de todo o país:

Marcelo Rebelo de Sousa: 52.0%
Sampaio da Nóvoa: 18.0%
Maria de Belém: 11.8%
Marisa Matias: 6.0%
Edgar Silva: 5.0%

Segundo os nossos leitores, Marcelo vence confortavelmente à 1ª volta e tanto MArisa Matias como Edgar Silva receberão a subvenção pública. A maioria dos leitores também previu que Tino de Rans será o 6º classificado com 2.8%, seguido de perto por Paulo Morais.

Nota técnica: Previsão baseada na média aritmética de 52 previsões de leitores. Amostra representativa de pessoas com QI acima de 130. Não há margem de erro. Os leitores do Insurgente são infalíveis, embora a realidade se possa equivocar umas décimas para cima ou para baixo

O habitual texto a violar a lei do “Dia de Reflexão”

blank-flagAo contrário do que tenho feito em eleições recentes, amanhã conto ir votar. Apenas não conto ir votar em qualquer um dos candidatos. Não por achar que não haja diferenças entre os candidatos, que as há, mas porque o único em que poderia votar não me merece a confiança suficiente para que o faça.

Se votasse em alguém, seria obviamente em Marcelo Rebelo de Sousa, e não seria (como será com muita gente à “direita” e até aqui n’O Insurgente) por o ver como um mal menor, alguém em quem votaria só porque a perspectiva de ter Sampaio da Nóvoa como Presidente parece aterradora. Qualquer pessoa que parta de um ponto de vista semelhante ao meu e olhe para os três anos em que Marcelo foi líder do PSD só pode encarar esse período com bons olhos: a coisa correu mal, principalmente porque Marcelo se aliou a Portas (um erro tão grande como aparentemente irresistível a qualquer líder do PSD), mas não faltaram posições louváveis, como a oposição ao “lobby” do futebol, a apresentação de propostas como a da privatização da CGD e da RTP, ou a de deixar de financiar o recurso ao SNS ou à Educação a pessoas que tivessem os meios suficientes para o fazerem por si próprias. Esse ex-líder do PSD poderia talvez ser um bom Presidente da República (a natureza do cargo e dos poderes que detém fazem-me duvidar que qualquer pessoa possa desempenhá-lo bem). O problema, como já mais do que uma vez escrevi, é que o senhor que se está a candidatar a Belém é mais “o Professor” da TVI, o comentador que ocupava as noites de domingo a falar de futebol e das possibilidades “da pequena Maddie” ser encontrada, e que de política falava apenas da eficácia com que os vários partidos e suas principais figuras manipulavam o eleitorado ou manobravam nos obscuros corredores da intriga em que foram educados, acima de tudo, pelo próprio Marcelo, em anos e anos de jornalismo escrito, radiofónico e televisivo.

Ao contrário de muita gente à “direita”, o meu problema com Marcelo não é ter feito uma campanha “à esquerda”, ou não assumir para si as dores do clubismo laranja que quer voltar para o poder e para a mesa do Orçamento; é ter feito uma campanha sem dizer nada; é ser o senhor que passou quarenta anos a falar de política sem dizer nada que interesse à vida e aos problemas dos portugueses. Enquanto que o ex-líder do PSD, que defendeu o que defendeu nos três anos em que ocupou o cargo, seria alguém de quem se poderia esperar alguma coisa (e que se poderia julgar cas ficasse aquém dessas expectativas), “o Professor Marcelo”, a figura que há 15 anos se apresenta aos portugueses como um vácuo absoluto embora familiar, é alguém que não pode ser avaliado. Eu gostava de poder votar em Marcelo, porque gostava que Marcelo fosse em Belém alguém com a visão para o país que tinha quando foi líder do PSD (e que fosse capaz de, em Belém como quando esteve na São Caetano, ir contra o seu partido se o interesse do país assim o justificasse). Espero até, sinceramente, que ganhe (e bem, já à primeira volta) estas eleições, e que desempenhe o melhor possível o cargo. Mas, por há anos não passar de uma personagem de uma espécie de “reality show”, não o posso fazer, pois essa sua postura de cerca de quinze anos faz com que eu não possa ter qualquer segurança de que o que Marcelo quer para o país seja algo que eu considere positivo. No fundo, não posso votar em Marcelo porque não me quero arrepender de o fazer. Mas espero sinceramente que ao longo dos próximos 5 ou 10 anos, Marcelo me dê razões para me arrepender de não ter votado nele.