Centralismo e interesses privados – obrigado directores

Directores traçam “linha vermelha”: as câmaras não podem nunca ter responsabilidades na contratação de docentes e no currículo dos alunos, dizem.

Isto é o mesmo que dizer que os municípios nunca poderão influenciar nas escolas aquilo que verdadeiramente pode melhorar a vida dos munícipes. Tudo o que de facto faz diferença na escolha duma escola (qualidade do corpo docente e projecto educativo) continua a vir mandado de Lisboa.

Os directores, com a sua linha vermelha, fazem não só o jogo do centralismo, como continuam a garantir que o preço duma escola privada continua a compensar para quem pode: lá os cidadãos podem encontrar uma escola que oferece alternativas em termos de corpo docente e de projecto educativo. Alguém com aquela visão a preto e branco que tanto por aí se lê, diria que estes directores estão a mando dos interesses privados na educação. Seja como for, quem ganhe dinheiro com colégios agradece, isso é certo.

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Trump and DeVos on School Choice

Betsy DeVos foi sem dúvida uma das mais promissoras escolhas de Trump. Veremos o que consegue realizar numa área onde os interesses instalados são poderosíssimos e as reformas são extraordinariamente difíceis.

Trump promises education overhaul in meeting with Betsy DeVos, teachers

Jerónimo Martins – Management Trainee Programme

Até 28 de Fevereiro: Jerónimo Martins – Management Trainee Programme

Atenção, recém-licenciados: Jerónimo Martins abriu o Management Trainee Programme

O programa do grupo que controla o Pingo Doce tem vagas para recém licenciados de diversas áreas, como gestão, ciências, engenharia, tecnologia, artes e humanidades, tendo como objetivo que os integrantes passem pelas diversas áreas da empresa.

O Management Trainee Programme existe há 29 anos e já recrutou 600 licenciados.

Human Action – Amanhã no IEP-UCP

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Amanhã, a partir das 19:00, falarei sobre a obra Human Action, de Ludwig von Mises, no IEP-UCP. Entrada livre. Mais informações aqui.

Human Action – 15 de Fevereiro no IEP-UCP

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No próximo dia 15 de Fevereiro, a partir das 19:00, falarei sobre a obra Human Action, de Ludwig von Mises, no IEP-UCP. Entrada livre. Mais informações aqui.

Universidade Católica Portuguesa comemora 50 anos

Universidade Católica celebra 50 anos com crescimento

“Assumimo-nos como espaço de diálogo com a comunidade a nível local, regional, nacional, mas também com o mundo, colaborando com mais de 800 universidades na Europa, América do Norte e do Sul, África, Ásia e Oceania e recebendo alunos internacionais de 89 nacionalidades, conscientes de que o cultivo da qualidade académica não se esgota no reforço de quaisquer fronteiras, mas na sua superação”, destacou Isabel Capeloa Gil, numa sessão solene, realizada sexta-feira.

No que respeita à atividade interna, a reitora vincou o crescimento da instituição, apesar do contexto adverso, no que respeita ao financiamento da investigação e da prestação de serviços, decorrente da crise quase endémica da economia portuguesa. A Católica “cresceu na captação de alunos – cerca de 5% no primeiro e segundo ciclo – com assinalável desenvolvimento ao nível de estudantes internacionais. Neste campo destacam-se sobretudo os cursos de segundo ciclo leccionados em inglês, em particular gestão, estudos de cultura e ciência política, com uma variação global de 21% relativamente a 2015″.

Revista Portuguesa de Filosofia: Política e Filosofia

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Depois de em 2009 (como o tempo passa…) ter publicado numa edição da prestigiada Revista Portuguesa de Filosofia dedicada à ligação entre Filosofia e Economia (na altura dirigida por João J. Vila-Chã, SJ), regresso em 2017 (agora sob direcção de Álvaro Balsas, SJ) no fascículo “Política e Filosofia I: A Democracia em Questão”, com um artigo conjunto com o meu colega Hugo Chelo: “Discurso Contemporâneo sobre a Paz e a Guerra à Luz da Teoria da Guerra Justa: uma Leitura dos Desenvolvimentos do Magistério Católico”.

Destaco também outros dois artigos de investigadores integrados do CIEP (centro de investigação que tenho a honra e prazer de dirigir na Universidade Católica): “Hayek e a Recuperação do Ideal Democrático”, por José Manuel Moreira e “Democracia Liberal e Repúdio Iliberal: Roger Scruton e a Tradição Conservadora Anglo-Saxónica”, por João Pereira Coutinho.

Mais informações aqui.

Continue reading “Revista Portuguesa de Filosofia: Política e Filosofia”

A propósito de prejuízos causados

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Recordar é viver.

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A sério, Sean Spicer?

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Sean Spicer Retweets Onion Video Saying He Provides ‘Robust Misinformation’: ‘You Nailed It’

Make us poorer, again IV

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Vale a pena ler o artigo de opinião de Juan Ramón Rallo, Gobierno de Trump: los planes de Trump o cómo empobrecer a las clases medias de EE.UU.

(…)  Al respecto, el Peterson Instituteha estimado que una guerra comercial entre EE.UU., por un lado, y China y México, por el otro, provocaría que la economía estadounidense perdiera cinco millones de empleos hasta 2019: tanto las compañías locales que se dedicaran a exportar a China o México cuanto las empresas locales que distribuyeran mercancías importadas se verían enormemente penalizadas. Los sectores más afectados serían los manufactureros, con caídas del empleo potencial de hasta el 10%. A su vez, los estados más negativamente afectados serían Washington, California, Texas y también el cinturón industrial de EE.UU. (Michigan, Illinois, Wisconsin, Pensilvania u Ohio), los cuales sufrirían pérdidas de puestos de trabajo superiores al 4%.

En definitiva, quienes podrían salir más perjudicados de una escalada proteccionista entre EE.UU. y el resto del mundo son justamente aquellas clases trabajadoras cuyos intereses Trump dice querer defender: tanto sus rentas nominales cuanto su poder adquisitivo se verían muy negativamente afectados por una guerra comercial. Por supuesto, los habrá que piensen que el presidente republicano jamás tolerará que otros países dañen comercialmente a EE.UU., pero entonces deberá renunciar a uno de los principios expuestos en su (horrible) discurso de investidura: el aislacionismo. Recordemos que, de acuerdo con el magnate neoyorquino: “Buscaremos amistad y buenas relaciones con las distintas naciones del planeta, pero lo haremos entendiendo que todas las naciones tienen el derecho a anteponer sus propios intereses”. Si todas las naciones tienen derecho a anteponer sus propios intereses, ¿cómo rechazar que China o México represalien a EE.UU. castigando con aranceles a sus productos para así proteger a ciertas industrias locales? ¿O cómo frenar una carrera arancelaria global absteniéndote de intervenir en la política extranjera?

Una hora después de que Trump se convirtiese en presidente, la nueva Administración difundió un esbozo de las políticas que planea aplicar en energía, empleo, política exterior y comercio

Todos hemos salido ganando con la globalización de los últimos 30 años. Una guerra comercial a gran escala nos perjudicaría igualmente a todos y solo beneficiaría a los populistas nacionalistas que acceden al poder dividiendo, enfrentando y envenenando la concordia entre los distintos ciudadanos del planeta. ‘Make globalization great again‘.

O comércio gera riqueza e não é imoral, ao contrário do proteccionismo.

Leituras complementares: Make us poorer, again, Make us poorer, again IIMake us poorer, again III.

 

A verdade do padeiro

Não me dão condições para explorar, a crónica de José Diogo Quintela no CM.

Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar-me num grande patrão explorador.

Como um dos donos da Padaria Portuguesa (PP), fiquei chocado com as declarações do meu primo e sócio Nuno Carvalho à SIC, sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e legislação laboral. Disse o Nuno que, com o aumento, 25% dos trabalhadores da PP, que até agora ganhavam acima do SMN, passam a recebê-lo. É um escândalo! Quer isso dizer que os trabalhadores da PP são pagos? Em dinheiro, ainda por cima? Mais indignado fico com a preocupação do Nuno com a flexibilização da lei laboral. Então a PP respeita legislação? Mau!

Não foi com esses pressupostos que entrei no negócio. Quando aceitei fazer a empresa, o objectivo era claro: tornar- -me um grande patrão explorador (passe a redundância). Basicamente, ambicionava parasitar empregados. Qualquer que fosse o negócio. Calhou a panificação por ser uma área em que não existia concorrência (quem já tinha ouvido falar em ‘padarias’?), mas que, por outro lado, já tinha um mercado estabelecido. Toda a gente se lembra das filas de potenciais consumidores à porta de lojas devolutas espalhadas por Lisboa, a acenar com notas e a dizerem: ‘Queremos pão de Deus! Como é que ninguém nos vende pão de Deus quando nós, potenciais consumidores, demonstramos enorme desejo de pão de Deus e até nos organizámos à volta de 50 localizações ideais para situar lojas que vendam pão de Deus?’

Pessoalmente, preferia um negócio que envolvesse burlar idosos, mas a padaria era a via mais rápida para me tornar num porco capitalista. Só precisámos de: 1) expropriar uma fábrica que produzia próteses gratuitas para vítimas de minas em África, para passar a fazer pão; 2) obrigar órfãos sírios a construírem lojas a troco de não lhes batermos muito; 3) adquirir vários contentores de escravos prontos a oprimir. Depois, o plano era esmifrar trabalhadores, vampirizar fornecedores, ludibriar consumidores e gastar o esbulho na compra de marfim e diamantes de sangue, como boas sanguessugas plutocratas. Descubro agora que fui enganado e não ando a espoliar empregados como era suposto. Pelos vistos, a PP cumpre leis e obrigações. Assim não é giro. Se era para isso, não me convidavam. O meu primo traiu-me. Aliás, já não vale a pena disfarçar. O leitor decerto percebeu que não somos primos. Os humanos é que têm primos. A única relação familiar que temos é que os nossos ovos foram incubados na mesma cova. Quando saímos da casca, a primeira língua bífida que lhe silvou foi a minha.

Os répteis são animais de sangue frio, de modo que não ficaremos zangados muito tempo. Em breve faremos as pazes, enquanto brindamos com o sangue de um pasteleiro (reserva de 2012, um óptimo ano) e combinamos o próximo negócio. De preferência, que envolva tortura de gatinhos ou extorsão de invisuais sem abrigo. Quando fazemos o que gostamos, o dinheiro é secundário. (…)

Emídio Sousa – presidente do Conselho Metropolitano do Porto

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Parabéns ao Presidente Emídio Sousa, um dos mais brilhantes alunos (neste caso durante o período em que leccionei no Centro Regional do Porto da Universidade Católica) que alguma vez tive: Emídio Sousa é o novo presidente do Conselho Metropolitano do Porto

O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa (PSD), foi, esta sexta-feira, eleito presidente do Conselho Metropolitano do Porto, com 16 votos a favor e um voto em branco.

A eleição, por votação secreta, decorreu hoje, em reunião ordinária do CmP, no Porto, depois de Hermínio Loureiro ter renunciado em dezembro ao cargo de presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis e, por inerência, da liderança deste órgão autárquico da Área Metropolitana do Porto (AMP).

O nome de Emídio Sousa para presidente do CmP foi proposto esta manhã pelo presidente da Câmara da Maia e líder da distrital do PSD do Porto, Bragança Fernandes, que o classificou como “um homem que agrega e não desagrega, um homem de consensos”.

Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

Trump, as sondagens e o futuro

O artigo que marca o fim de ciclo na colaboração regular com o Observador que mantive, com muito gosto, desde o início do projecto: O Presidente Trump, as sondagens e o futuro.

O enviesamento, arrogância e sobranceria com que a sua candidatura e os seus apoiantes foram sistematicamente analisados dificultaram e muito a compreensão do fenómeno Donald Trump.

O que importa é a amizade entre as pessoas

amizade

O verdadeiro significado da amizade, está na TAP.

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

A amizade pode existir entre homens e mulheres, irmãos, namorados, maridos, parentes, pessoas com diferentes vínculos. É um relacionamento social voluntário de intimidade. Algumas bases do sentimento de amizade são a reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

A amizade pode ter diversas origens, como o meio em que as pessoas convivem, por exemplo, o trabalho, o colégio, a faculdade, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração.

A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

in Significados.

Make us poorer, again

Trump, o proteccionista.

Therefore, despite the naive proclamations from Trump about “making America great again” with protectionism and tariffs, the economic analysis above demonstrates that protective tariffs make the country imposing them worse off,on net, and that proposition is supported by 200 years of economic theory and hundreds of empirical studies. That is why economists almost universally support free trade and oppose tariffs and trade protection – because economic analysis and empirical evidence clearly show that there are always net economic losses from protectionism.

If Trump is successful with his mercantilist and protectionist trade policies, it will be average Americans who will be punished by punitive tariffs, not the Mexicans or Chinese. And while Trump’s protectionism might save some U.S. jobs in the short run, his tariffs and other protectionist measures will unavoidably lead to even greater job losses in the long run, and less prosperity and a lower standard of living for the average American. That’s not a formula for greatness, it’s a guaranteed formula for economic impoverishment.

Candidaturas IEP-UCP – Até 20 de Janeiro

Encerram a 20 de Janeiro de 2017 as candidaturas para os programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

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Gente de bem e de pás

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Recordar os benefícios da diversidade.

Members of Anjem Choudary’s terror cell are facing jail today after drumming up support for ISIS in hate speeches calling for ’40 trucks driving down Oxford Street full of explosives’.

A covert officer infiltrated the Luton chapter of the banned group Al-Muhajiroun (ALM) and secretly recorded speeches over 20 months before police swooped to arrest two extremists.

At the meetings, attended by up to 80 people including young children, the group praised ISIS and urged others to support the terror group and travel to Syria to fight.

Extremistas a ensinarem crianças

O meu texto de hoje no Observador.

‘No ano letivo passado, a criança mais velha, então no quarto ano, teve pela primeira vez História de Portugal. Eu fiquei muito feliz (História sempre foi das minhas disciplinas preferidas e finalmente lá teria alguém em casa mais desperto para as secas que de vez em quando dou sobre este ou aquele pormenor do passado). O petiz saiu da aprendizagem interessado por História (o que diz muito bem da professora), mas de lá do meio do programa algo fez o rapaz ficar baralhado com as misérias do Portugal monárquico e as maravilhas do Portugal republicano.

Por razões misteriosas, ficou convencido que monarquia era sinónimo de ditadura e pobreza. E que a república, em Portugal, havia trazido o melhor dos mundos. Lá tive eu – que sou republicana, mesmo que não diabolize a monarquia (ok, assumo, é impossível resistir a gozar com certos membros de certas famílias reais) – que repor, naquela impressionável e adorável cabeça, a verdade.

Que a pobreza dos tempos monárquicos se devia mais às características secularmente estruturais de Portugal (e que muitas delas persistem hoje, iguais ou ligeiramente travestidas) que ao singelo facto de termos monarcas. Que a Primeira República foi uma rebaldaria indecorosa, com atropelos graves aos direitos e liberdades dos portugueses e de um anticlericalismo radical e dispensável. Que chegou à infâmia de proibir explicitamente o voto feminino, anteriormente possível em circunstâncias estreitas. Que nada faz equivaler ditaduras a monarquias. Que o ditatorial Estado Novo (de resto convidado pela rebaldaria) era um regime republicano. Que vários países europeus ricos e democráticos são monarquias e que a coisa socialista proto-totalitária venezuelana é uma república, bem como todos os totalitarismos comunistas (sendo que estes costumam descambar em monarquias das más, de facto). Etc., etc., etc..’

O resto do texto está aqui.

Um modelo totalitário de educação sexual

Educação para a Sexualidade: Desafios à Liberdade em Portugal. Por Fernando Adão da Fonseca.

O facto de uma determinada escola poder desenvolver determinado tipo de abordagens à sexualidade com as quais as famílias discordem, sem que estas, por seu turno, tenham sequer o direito básico de trocar os seus filhos para outra escola onde porventura pudessem encontrar uma abordagem a esta questão que estivesse em linha com aquilo que desejam para os seus educandos, é pura e simplesmente uma forma encapotada de ditadura que desrespeita de forma muito perigosa aquela que é a principal conquista que a revolução de 74 pretendeu garantir aos portugueses: a liberdade.

O conceito de “Estado Educador”, que constrange através do seu poder político e financeiro as liberdades filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas dos portugueses, opõe-se à própria liberdade, assumindo totalitariamente o seu desprezo pelo direito constitucional à liberdade de educação dos alunos e das suas famílias.

Se isto é claro e linear no que diz respeito ao direito de ser livre para ensinar e para aprender, mais claro é ainda quando aplicado a matérias fracturantes como é a da sexualidade, por se tratar de uma área estruturante e essencial na formação da personalidade humana e na identidade futura dos alunos portugueses.

As opções editoriais sobre crianças III

baldaia

A correr desde o início de Dezembro do ano passado nas redes sociais e nalguns orgãos de comunicação social estrangeiros, o DN resolver publicar hoje com destaque da primeira página uma fotografia de um menino morto e com direito a editorial de Paulo Baldaia.

Na altura, as informações que acompanhavam a imagem relatavam que a criança terá sido uma das dezenas de vítimas mortais e que resultaram dos disparos contra barcos na fronteira entre Bangladesh e Myanmar, por guardas fronteiriços deste último país.

E o que “extraio” do editorial do director do DN? Isto “dito” de modo mais rústico quando comparado com a pena progressista do director do DN:

O centenário DN publica a 5 de Janeiro de 2017, algo que foi difundido nas redes sociais e nalguma imprensa internacional a 5 de Dezembro de 2016 e que ao contrário do que afirma Paulo Baldaia não foi publicada em primeira mão pela CNN.

Mais. Apesar “dos riscos de manipulação que deixaram o jornalismo ficar mal” (alguém se lembra de Pallywood?), a publicação pelo DN serve para de algum modo defender a minoria muçulmana de Myanmar e “expor” as vítimas do terrorismo religioso de qualquer ponto do planeta.

A crer nessa missão, estarão asseguradas para todas as restantes edições do diário de referência português a publicação de pelo menos uma fotografia chocante, de preferência de um corpo de uma criança, o respectivo editorial justificativo e um dossier sobre o tema do dia mas sem banalizar ou aborrecer os leitores do jornal.

Talvez esteja encontrada a solução para acabar com a decadência nas vendas do DN e tirar da miséria franciscana a secção de Internacional do jornal que até à publicação da imagem do corpo de um menino nunca se interessou verdadeiramente por conflitos que não nos são próximos e que matam inocentes. Até porque o Engº Guterres irá salvar o Mundo a partir da secretaria-geral da ONU e o DN não podia deixar de cumprir o seu papel.

Sugestão de leitura complementar: As opções editoriais sobre crianças e As opções editoriais sobre crianças II.

A/c da administração Trump

Se a indústria francesa não importasse, o preço final seria 27 por cento mais caro.  Alguém faça um tweet ao homem.

Niall Ferguson – The Decline and Fall of History

The Decline and Fall of History

Leitura complementar: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

Síria: back to basics XXIX

Pára tudo: a guerra acabou e a santa mãe rússia retira as tropas de uma Síria pacificada.

pravda

Ah esperai é uma notícia do renovado Pravda.

Augusto Santos Silva em alta no mercado bovino

Fotografia Rui Carmo. Reunião da concertação social, realizada em Odiáxere, Lagos.
Fotografia Rui Carmo. Reunião da concertação social, realizada em Odiáxere, Lagos.

Já recordei aos membros do governo que, enquanto membros do Governo, nem à mesa do café podem deixar de se lembrar que são membros do Governo e, portanto, devem ser contidos na forma como expressam as suas emoções, e se é assim à mesa do café quanto mais nestes novos espaços comunicacionais que hoje não são de conversa privada nem reservada e tornam-se naturalmente públicos”.

António Costa, o chefe da geringonça sobre a polémica que levou ao afastamento de João Soares.

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“Ali o Vieira da Silva conseguiu mais um acordo! Ó Zé António, és o maior! Grande negociante… Era como uma feira de gado! Foram todos menos a CGTP? Parabéns…”

O lobby LGBT como ameaça à liberdade (2)

Foi com especial satisfação que constatei que o meu artigo desta semana no Observador (Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT) suscitou grande interesse tendo sido um dos mais lidos de todo o site nos últimos dias e atingido cerca de 2.000 partilhas nas redes sociais.

Mais do que o (limitado) mérito pessoal do autor, creio que este sucesso evidencia que tanto o tema como a abordagem suscitam interesse por parte de muitos leitores, ainda que as patrulhas do politicamente correcto prefiram silenciar sempre que possível as vozes críticas e não se coíbam de usar todos os meios que têm à sua disposição, incluindo apelos à censura, insultos e ameaças de vária ordem.

O lobby LGBT como ameaça à liberdade

O meu artigo desta semana no Observador: Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT.

Embora o comunismo – pelo menos na sua versão “científica” clássica – se encontre hoje quase completamente desacreditado, o testemunho da guerra contra a família passou nos nossos dias para o lobby LGBT e para os defensores da agenda radical “do género”. Tal como aconteceu múltiplas vezes no passado, importa que todos quantos valorizam a preservação e continuidade da civilização europeia e ocidental e da sua ampla matriz de liberdades se posicionem solidamente do lado certo.

Votos de um Santo Natal para todos os leitores.