Mário Centeno, Eurogroup style

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O lamentável proteccionismo de Trump (4)

3 Reasons Why Trump’s Tariffs Would Hurt American Workers

These potential tariffs may put small groups of manufacturers on life support, but they will jeopardize the jobs of millions. The president has a responsibility to protect all American workers rather than a select few, and he should refrain from imposing tariffs on steel and aluminum.

Leitura complementar: O lamentável proteccionismo de Trump.

Xi Jinping, a China e a Europa

Europe Once Saw Xi Jinping as a Hedge Against Trump. Not Anymore.

A year ago, the self-styled global elite gathered at Davos, shaken by the election of Donald J. Trump, who made no secret of his contempt for the multilateral alliances and trade that underpin the European Union.

Then up stepped the Chinese president, Xi Jinping, promising that if America would no longer champion the global system, China would.

European officials and business leaders were thrilled.

But a year later, European leaders are confronted with the reality that Mr. Xi could also be a threat to the global system, rather than a great defender. The abolition of the two-term limit for the presidency, which could make Mr. Xi China’s ruler for life and which is expected to be ratified this week by China’s legislature, has punctured the hope that China would become “a responsible stakeholder” in the global order. Few still believe China is moving toward the Western values of democracy and rule of law.

Sobre o crescimento económico em Portugal

Alguns alertas sobre o crescimento de 2017. Por Joaquim Miranda Sarmento.

Em síntese: o crescimento económico está abaixo daquilo que a conjuntura internacional permitiria, resulta em grande medida dessa conjuntura e das reformas estruturais levadas a cabo nos últimos anos e é “frágil”, no sentido em que a produtividade média está a cair.

O lamentável proteccionismo de Trump (3)

Tariffs could benefit 100,000 workers at expense of 6.5M

President Donald Trump’s move to impose tariffs on imported steel is meant to protect an industry that employs about 140,000 Americans. Yet by raising the price of steel, those same tariffs stand to hurt a far larger group of U.S. workers: the 6.5 million who work in industries that buy steel — from automakers to aircraft manufacturers to suppliers of building materials.

Trump has vowed to impose 25 percent tariffs next week on imported steel and 10 percent on aluminum, which he says pose a threat to America’s national security. By building barriers to imported metal, the tariffs would allow U.S. steel companies to expand production and charge higher prices than they could without broader competition. Those higher prices, in turn, would squeeze the companies that use the materials and potentially the consumers who buy the finished goods.

Leitura complementar: O lamentável proteccionismo de Trump.

Sonangol e Isabel dos Santos

Isabel dos Santos acusa presidente da Sonangol de ser “mentiroso”

Isabel dos Santos considera que atual presidente da Sonangol, que denunciou uma transferência de 38 milhões de dólares, mente e quer confundir a opinião pública. “Factos são simples e verificáveis.”

O lamentável proteccionismo de Trump (2)

‘It’s very hard to understand what has gotten into the president’: Trade expert on Trump tariffs

One U.S. libertarian group has hit out at the Trump administration’s new import tariffs on steel and aluminum, saying “it’s very hard to understand what has gotten into the President.”

That’s especially so when industries that use steel collectively contribute more to U.S. growth and employ more workers as compared to the steel producers, said Daniel Ikenson, director of the Cato Institute’s trade policy studies center.

“The economics don’t make a whole lot of sense, we’re going to hurt ourselves,” Ikenson told CNBC Friday.

Leitura complementar: O lamentável proteccionismo de Trump.

O lamentável proteccionismo de Trump

É possível que a prática de Trump até acabe por não ser pior neste domínio do que foi Obama (ou de que seria Hillary), mas as ideias e a retórica são péssimas e terão, inevitavelmente, consequências. Dado o peso económico e o papel de liderança global dos EUA, não serão apenas os norte-americanos a perder com um eventual aumento de popularidade das doutrinas proteccionistas, mas todo o mundo.

Felizmente, há alguns sinais importantes de esperança vindos do GOP: GOP meltdown over Trump plan to impose steel, aluminum tariffs

Republicans pounced on President Donald Trump’s plan Thursday to slap tariffs of 25 percent on imported steel and 10 percent on imported aluminum, warning that it will lead to a trade war and leave American consumers paying the price.

“New, huge tariffs on all kinds of imported steel is a big mistake that will increase costs on American consumers, cost our country jobs, and invite retaliation from other countries,” said Sen. Pat Toomey of Pennsylvania.

Republicans in Congress broke ranks with the president in an unprecedented way, with one after another coming forward during the day to caution about the dangers of tariffs and plead with Trump to hold off on any action.

Trumpices

Da série o presidente mais libertário de sempre: não há nada que uma boa e fácil guerra comercial não resolva.

U.S. President Donald Trump said on Friday trade wars were good and easy to win, striking a defiant tone after global criticism of his plan to slap tariffs on imports of steel and aluminum that triggered a slide in world stock markets. (…)

Rand Paul: I Took a Stand

Sen. Paul: Congress Is Full of Hypocrites. I Took a Stand

Right now in the Senate, nothing seems to matter except the will of a small circle of Big Government, free-spending leaders who demand silence and “take it or leave it” votes.

I chose to leave it.

I wasn’t elected to be anyone’s rubber stamp. I wasn’t elected to allow business as usual —whether it’s out-of-control spending or out-of-control rules that stifle debate and votes.

Os riscos da automação para o emprego

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Bitcoin USD price chart (2 years)

Bitcoin USD price chart (1 month)

Bishop Marcelo Sorondo and China

Don’t look to China for an example of Catholic social teaching. Por Philip Booth.

Bishop Marcelo Sorondo is Chancellor of the Pontifical Academy of Social Sciences, so we should sit up and take notice when he says: “Right now, those who are best implementing the social doctrine of the Church are the Chinese”.

It has to be said that this is a puzzling remark. It is especially puzzling in that he argued that one of the attractions of the Chinese approach is that the economy does not dominate politics – unlike in the US. But, the Bishop himself elevates economic matters over other aspects of the social and political order which are surely far more important.

Trumpices

Lawmakers Who Didn’t Clap Were ‘Treasonous’.

Por sinal, Trump não é o primeiro grande presidente a exibir um carinho especial por palminhas e mãos no ar: Donald Trump’s Very Soviet Fixation on Applause.

 

Trumpices

Quero dar os parabéns ao Presidente Trump pelos sucessivos recordes – alcançados graças a ele, fica feito o sublinhado, – do Dow Jones Industrial Average.

Leitura recomendada: The stock market’s swoon demands a new narrative.

Compreender o putinismo LXXXII

Fotografia de Alexander Nikolayev/AFP/Getty Images

Pobre santa mãe Rússia.

Putin: From Oligarch to Kleptocrat, por Ruth May no The New York Review of Books.

 

Um juiz devia ser um eremita

Tenho uns quantos amigos que são juízes, contados assim de cor quatro, colegas de faculdade, que se não sabem deviam saber o quanto os admiro pela profissão que escolheram. A minha crónica hoje no i.

Um juiz devia ser um eremita

A semana foi marcada pela notícia de que Rui Rangel está a ser investigado pela alegada prática de quatro crimes de tráfico de influências. Não vou aqui tirar conclusões até porque, como jurista, conheço bem a delicadeza de qualquer processo judicial. Mas há um ponto que gostaria de referir e que é da máxima importância.

Sempre entendi, e muitos consideram que exagero nesta matéria, que um juiz deve quase ser como que um eremita. Não significa isto que se isole do mundo e perca o contacto com a realidade. Apenas que, por ter escolhido julgar os comportamentos dos outros, deve ter o cuidado de se envolver o menos possível em negócios, na política e, naturalmente, no mundo do futebol.

Ser juiz é das profissões mais importantes que se pode escolher. A responsabilidade é extrema porque sempre que um juiz decide, e por muito trivial que seja a questão, é o próprio Estado de direito que está em causa. Errar, que é humano, é um risco com repercussões extremas quanto mais não seja para a pessoa que é vítima desse erro. É por este motivo que sempre admirei quem decide seguir uma vida como aquela a que a magistratura obriga.

Sendo profissão tão exigente, a começar desde logo pela imparcialidade, um juiz não deve distrair-se com questões externas que moldem, tolham essa mesma imparcialidade. Pode ser uma perspetiva que alguns considerem antiquada, mas que é preferível à incerteza, à desconfiança que surge quando notícias como a da investigação de um juiz podem causar nos cidadãos.

 

Twitter is suppressing life-affirming speech

Petition to Twitter

Twitter’s stated mission is to “give everyone the power to create and share ideas and information, instantly, without barriers,” while also claiming that “fighting against censorship and for free expression is ingrained in the company’s DNA.”

Yet, Twitter is suppressing life-affirming speech and advertising, calling such ads “offensive” and “inflammatory.”

While Twitter has reversed its decision to ban U.S. Representative Marsha Blackburn’s pro-life advertising, it has yet to lift its ban on similar advertising by national pro-life organization Live Action.

I implore you to live up to the stated values of your company and the spirit of the First Amendment with consistency and remove all bans on opinions affirming life and human dignity, a belief that is held by millions of Americans and Twitter users.

Os argumentos esmagadores dos criadores de Pallywood

Fonte: Dry Bones.

Grémio Literário: 26 de Janeiro, 19.30

Há séculos que andamos com a dívida às costas; uma dádiva para alguns, que para nós pesa um bocado.

Dia 26 de Janeiro, às 19.30, no Grémio Literário, Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos falam-nos dos efeitos avassaladores da dívida pública ao longo dos séculos, na economia, na política e, acima de tudo, na vida das pessoas.

A não perder.

[ilustração: Helder Ferreira]

A Dádiva da dívida – Grémio Literário – 26/01/2018, 19h.30 com Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos

Tomem nota:

26 de Janeiro 2018, pelas 19:30, terá lugar no Grémio Literário, em Lisboa, uma Tertúlia sobre as consequências negativas da dívida pública no Portugal de hoje, tendo como pano de fundo a experiência portuguesa no século XIX e início do século XX.

São convidados Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos, dois reconhecidos professores de História, com especial ênfase no período em questão.

O desenvolvimento alcançado com a democracia foi conseguido à custa de um forte endividamento, tanto do Estado como dos indívíduos e das famílias. Mas, ao contrário do que possa parecer, o problema não é de décadas, pois há séculos que Portugal vive debaixo das consequências da dádiva da dívida.

Será a dívida assim tão indispensável que o país não seja capaz de reconhecer os seus efeitos nefastos? Ou será que o passar para as gerações futuras o pagamento do nosso bem-estar revela, não uma forma de desenvolvimento, mas o egoísmo dos cidadãos que ainda não perceberam o que o conceito de interesse público verdadeiramente pressupõe?

Seminário Adérito Sedas Nunes sobre a Sociedade Portuguesa

Caro Pedro Santana Lopes

A crónica de hoje no i é um risco que corro. Não faz mal, apeteceu-me. Infelizmente, o mais certo é que não valha a pena. Não valha a pena que Pedro Santana Lopes a leia, não valha a pena que se candidate a líder do PSD, nem que tente ser primeiro-ministro. O mais certo é que nem tenha valido a pena escrever esta crónica.

Caro Pedro Santana Lopes,

Ao que tudo indica o senhor será o futuro líder do PSD, o partido com mais deputados no Parlamento. Além de sobejamente conhecido o senhor tem dado mostras de conhecer bem a natureza do país que quer governar, natureza essa na qual também se revê. A razão desta minha crónica em forma de carta aberta si dirigida é, pois, outra. Prende-se em saber se está preparado para ser diferente de Guterres, Durão Barroso, Sócrates e Costa.

Portugal encontra-se numa encruzilhada porque tem uma dívida colossal, cuja resolução obriga a um enorme esforço e sacrifício, a que se soma uma maioria de esquerda social-comunista que capturou o Estado e impede qualquer alternativa que não seja o caos que, historicamente, boa parte dessa esquerda deseja. Veja-se, a título de exemplo, o que sucede no Hospital de Faro, conforme denúncia dos enfermeiros que lá trabalham: situações indignas para qualquer doente num país europeu, num país como Portugal em que os cuidados de saúde são a pedra basilar do Estado social que construímos.

Situações como esta, a par de escolas sem aquecimento ou papel higiénico, acontecem porque o governo social-comunista de António Costa usa os dinheiros públicos para pagar a sua base eleitoral de apoio em detrimento, quando necessário, dos cuidados sociais, esses sim, uma função a que, constitucionalmente, o Estado se encontra obrigado. O fim último do Estado não é pagar salários, mas prestar serviços sociais. Goste-se ou não é o que está na Constituição.

A situação das finanças públicas é tão calamitosa que, para se manter no poder, a esquerda social-comunista pretere os que precisam em benefício dos que a apoiam. Nesta matéria o PS aprendeu com os melhores ou não fosse o comunismo pródigo neste tipo de estratégia para segurar o poder.

Caro Pedro Santana Lopes, se quiser ser primeiro-ministro não lhes restam muitas alternativas: ou reduz a dívida ou empobrecemos; ou temos um governo PSD/CDS ou a dita maioria de esquerda refém do PCP e do BE. O clima de urgência é semelhante ao do tempo de Sá Carneiro. Do tempo daquele homem que o senhor diz tanto admirar.

Pergunto-lhe directamente, caro Pedro Santana Lopes: está em condições para derrotar o PCP e o BE? Está em condições para governar sem endividar o país? Consegue convencer os eleitores a não se conformarem a trabalhar no Estado ou nas grandes empresas que beneficiam das ligações políticas? Tem condições para separar o Estado dos negócios? Tem condições para quebrar com a oligarquia? Consegue romper com os aristocratas? Quer respeitar uma Justiça soberana e independente? Está preparado para ser um novo Sá Carneiro ou quer só ser mais um na lista de cima?

Não basta responder que sim. Precisa de se convencer do seguinte: que se estiver, não vai ter vida fácil; se o fizer vai ter todos contra si, principalmente essa esquerda que vive do sistema que critica. Mas se não estiver disposto a isso, disposto a marcar a diferença, não vale a pena. Não vale a pena ler esta crónica nem candidatar-se, menos ainda governar o país.

Viver sem dívida: um salto civilizacional

Já me disseram que sou um chato por estar sempre a falar da dívida pública. A tertúlia no Grémio Literário com Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos é sobre isso (falarei sobre isso noutra oportunidade, mas podem já tomar nota: 26 de Janeiro, às 19.30). Faço-o porque este é o assunto mais premente dos nossos dias.

Se uma pessoa tem dívidas e morre, os seus herdeiros (filhos, netos incluídos) podem renunciar à herança. Até podia estar em causa um grande património, mas se a dívida for colossal e anular esse património têm sempre escapatória.

Com o Estado isso não sucede. Se o Estado (nós) vive com dívidas, os nossos filhos e netos não podem renunciar a ela, não podem renunciar à sua herança. Ficam de mãos e pés atados. Viver com dívida é uma ofensa e meter na cabeça que o Estado não se pode endividar como se não houvesse amanhã é um salto civilizacional que o país, no seu todo, tem de dar. Se não o fizer, a única forma dos nossos filhos e netos terão de escapar ao que lhes deixamos é ir embora. Isso será injusto para eles e significará o fim do país.

Se quiserem podemos pôr o assunto nos termos das questões ambientais.

Trumpices

 

Proteccionistas de todo o mundo, uni-vos.

Los fabricantes mexicanos de automóviles prosperan debido al libre comercio con el mundo, por  Gary M. Galles

(…) A pesar de la diatriba y grandilocuencia de Trump, en realidad está transitando un sendero trillado de proteccionismo que es más probable que resulte en restricciones mutuamente dañinas que en beneficios mutuos para los estadounidenses y otros. Un comercio más libre, y no las amenazas de castigar a los que no hacen lo que Trump desea, será una manera mucho más eficaz de promover los intereses de los estadounidenses.

Do Irão moderado, com amor

O ensino de inglês nas escolas (primárias públicas e privadas) está proibido no Irão.  O passo seguinte será a proibição do ensino do hebraico?

 Iran has banned the teaching of English in primary schools, a senior education official said, after the country’s Supreme Leader said early learning of the language opened the way to a Western “cultural invasion”.

Trumpices

Quando um presidente condiciona e sonha proibir a edição de um livro, estamos perante o mais liberal (certificado) dos presidentes ou um destacado crítico literário?

Trumpices

Steve Bannon numa relação complicada com a família Trump. Ou como costuma dizer o povo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Donald Trump’s former chief strategist Steve Bannon has described the Trump Tower meeting between the president’s son and a group of Russians during the 2016 election campaign as “treasonous” and “unpatriotic”, according to an explosive new book seen by the Guardian.

Bannon, speaking to author Michael Wolff, warned that the investigation into alleged collusion with the Kremlin will focus on money laundering and predicted: “They’re going to crack Don Junior like an egg on national TV.”

Fire and Fury: Inside the Trump White House, reportedly based on more than 200 interviews with the president, his inner circle and players in and around the administration, is one of the most eagerly awaited political books of the year. In it, Wolff lifts the lid on a White House lurching from crisis to crisis amid internecine warfare, with even some of Trump’s closest allies expressing contempt for him.

Bannon, who was chief executive of the Trump campaign in its final three months, then White House chief strategist for seven months before returning to the rightwing Breitbart News, is a central figure in the nasty, cutthroat drama, quoted extensively, often in salty language.

 

America’s Top 10 Companies: 1917, 1967, 2017

“Economic progress, in capitalist society, means turmoil.” (via JCD)