António Costa, retratos de um não-aficionado

Nacionalizado ao 

Advertisements

A novidade Macron

Sem querer estar a fazer o elogio de Emmanuel Macron, que se pode revelar mais um fiasco à francesa, é preciso que se entenda como é que este homem, que foi secretário-geral adjunto de Hollande, ministro da economia de Valls, conseguiu destronar um presidente, afastar um primeiro-ministro e estar tão perto de se tornar o próximo presidente da França. O meu artigo de hoje no Jornal Económico.

A novidade Macron

Em Novembro, neste espaço, tive oportunidade de referir a importância da candidatura de Emmanuel Macron à presidência da França, mencionando que uma boa prestação deste candidato seria crucial para todos. Macron apresentou há dias as suas políticas com um corte na despesa pública de 60 mil milhões de euros, acompanhado de um investimento público próximo dos 50 mil milhões. O que tira de um lado, põe do outro.

A grande alteração que Macron preconiza, e quem leia o seu livro “Révolution” facilmente o compreende, é uma outra forma de colocar os problemas e, inevitavelmente, de os resolver. O líder do movimento En Marche quer melhores políticas sociais, melhor educação pública e apoio aos desempregados. Sucede que estas medidas que o colocam à esquerda prevê Macron levá-las à prática com mais descentralização, dando maior autonomia aos municípios e às escolas, e permitindo que a legislação laboral se cinja aos direitos essenciais, passando as empresas a regular as relações contratuais com os seus empregados.

Para Macron a divisão já não se faz entre trabalhadores e patrões, mas entre um país que quer avançar e outro que estagnou. Para superar o impasse propõe não regulamentar ou controlar, mas permitir que as pessoas possam encontrar as soluções apropriadas ao seu caso concreto e não serem punidas por isso. Esta é a mudança que Macron preconiza e qualquer semelhança com a esquerda portuguesa é ilusória. Com a sua nova perspectiva laboral, Macron quer um Estado que não privilegie os funcionários públicos e os que trabalham nas grandes empresas em detrimento dos que estão nas médias e pequenas empresas, cuja realidade é, a maioria das vezes, desconhecida por quem está na política.

É percebendo o que Macron quer para a França que compreendemos como é que ele vai enfrentar Marine Le Pen na segunda volta. Ao contrário dos outros candidatos, Macron não  diaboliza quem vota na Frente Nacional (FN). Para ele, o eleitorado da FN são os franceses esquecidos pela elite política. Agricultores, empregados de fábricas e de escritórios, de pequenas e médias empresas, pessoas que costumam votar à esquerda ou à direita, mas que desistiram de esperar por quem não tem soluções para os seus problemas e se vêem empurradas, mais pela emoção que pela razão, para o colo da extrema-direita.

Liberal quando dá espaço a que os franceses resolvam os seus problemas, de esquerda quando mantém as políticas sociais, Macron mostra um novo discurso a esse eleitorado desiludido. Mas há riscos. Um vem da sua inexperiência, o que o torna uma incógnita. Outro quando, em Maio, Hamon e Mélenchon decidirem quem apoiam na segunda volta. É que tanto um como o outro estão mais próximos de Le Pen que de Macron.

Sinais de perigo

Porque os sinais de perigo são cada vez em maior número. O meu artigo no ‘i’.

Sinais de perigo

Quando o país discutia o triângulo das Bermudas que é a CGD, a esquerda inventou uma polémica sobre algo já conhecido há meses e desviou as atenções para as offshores. Se o neoliberalismo é chavão dos que fogem para denegrir quem debate, os paraísos fiscais são o novo filão para, com ignorância e demagogia, mudar de assunto.

Sobre as offshores, a esquerda não explica por que razão é que a CGD tem uma sucursal nas ilhas Caimão (https://www.cgd.pt/English/Contacts/International-Network/Pages/Cayman-Islands.aspx); que, se sai dinheiro para offshores, também entra dinheiro vindo de offshores; e que estas são importantes nos negócios internacionais, o que talvez leve a que o banco público, que a esquerda – e boa parte da direita – tanto preza, tenha a dita sucursal num paraíso fiscal.

A informação é poder. E estar informado é estar protegido. Protegidos contra a má-fé, a mentira, a demagogia e o populismo. Não esqueçamos que foi aproveitando-se da falta de conhecimento sobre as questões mais importantes que ideologias totalitárias, como o nazismo e o comunismo, imperaram. Fomentando o ódio que nasce da ignorância.

A demagogia dos partidos extremistas portugueses, de que este PS – que ainda não tirou as ilações da sua derrota eleitoral – se aproveita, é preocupante. E quando as offshores cumpriram o seu papel de desviar as atenções, eis que surge o ataque ao Conselho de Finanças Públicas por não subscrever a narrativa dominante. No meio de tantos perigos, estar alerta tornou-se um dever.

Inaceitável: Direcção da FCSH cancela conferência de Jaime Nogueira Pinto (4)

Reproduzo de seguida comentário de João Vila-Chã (a partir de um seu post de hoje no Facebook), a propósito da decisão da Direcção da FCSH de cancelar uma conferência de Jaime Nogueira Pinto:

Jaime Nogueira Pinto é um nome conhecido e, presumo, está entre os melhores analistas políticos que há em Portugal. O facto de uma RGA da Universidade Nova ter determinado o boicote à sua presença como conferencista, sendo ele professor, nos espaços da Universidade, quanto a mim, denota apenas duas coisas: 1. que em Portugal ainda há demasiados imaturos a preencher as vagas da Universidade; 2. que em Portugal ainda há pessoas que de tanto falarem em democracia e nos seus valores, incluindo a liberdade de pensamento e de expressão, ainda não fazem, mesmo sendo universitários, a menor ideia do que isso seja. Não conheço os detalhes, mas não importa; o que me interessa é, de momento, apenas dizer o que sei, que é isto: uma Universidade onde não se pode discutir o que quer que seja, em paz e em liberdade, desde que o que haja para discutir seja abordado com seriedade e um mínimo de rigor e em consonância com o princípio do diálogo e da busca da verdade, é uma Universidade que desfaz parte do seu próprio nome. Não tenho nada a ver com a UNL, mas em tempos passados à mesma dei o meu pequeníssimo contributo; não estou em Portugal, mas sinto como próxima a afronta de, seja o que for que se se tenha passado, pelas notícias, ficar a saber que uma pessoa com qualificações para o fazer é formalmente impedida de proferir uma conferência sobre «Democracia e Populismo» em resposta a um convite que lhe foi feito por um grupo de estudantes. As Universidades têm o direito, e o dever, de fazerem as suas escolhas; mas não deixa de ser preocupante ficar a saber que uma Universidade como a de Lisboa ainda consegue ser um local em que estudantes reunidos em RGA e sob ameaças de violência e caos impõem a quem quer que seja dentro da Universidade a sua ignorância, o seu rancor, a sua incapacidade de dialogar e conversar de forma livre e civilizada. Um mau momento, portanto, este de que hoje se fala em Portugal.

O PCP está uma geringonça

Alguém no PCP tem que colocar ordem na casa estalinista. Corre-se o risco de pensar que a Associação 25 de Abril que  ofereceu as suas  instalações para lá se realizar a conferência de Jaime Nogueira Pinto seja tida como falsa e ao serviço de uma democracia suicida.

A evolução dos truques de imprensa

 Foto: JOSE LUIS ROCA

Aqui, mesmo ao lado, pode-se.

(…)  Asumo que todas las profesiones tienen sus dificultades, pero escribir sobre Podemos te exige ser un héroe cada día”, afirma un periodista. “Evidentemente que está en juego la libertad de prensa, pero eso conlleva una erosión en lo personal terrible, porque estás afrontando un bullying y unas amenazas y un acoso terribles a diario”, sigue en referencia a las conversaciones que mantiene con los dirigentes del partido o a la mención explícita que se hace de su medio en los tuits de las caras visibles de la formación. “A largo plazo lo que están intentando hacer es deslegitimar al periodismo para que cualquier crítica sobre ellos sea ilegítima”. (…)

¿La consecuencia? “A veces no tuiteo las informaciones que sé que pueden generar una mayor contestación de los seguidores del partido hacia mí”, reconoce un periodista como resumen de las presiones que sufre en Twitter. “Y cuando has vivido 15 como esas, a la siguiente te piensas si merece la pena hacer el tema”, completa otro.

Inmediatamente después de la publicación de los tuits, los informadores son objeto de insultos en Internet por parte de usuarios de redes sociales que habitualmente tuitean contenidos de Podemos, o de bulos que propagan falsedades sobre su trayectoria profesional y personal. Incluso estos periodistas han llegado a ver mensajes con emoticonos que aparecen con una pistola.

Leitura complementar: Comunicado de APM ante el acoso de Podemos a periodistas.

No meio desta harmonia universal…

Tudo há-de correr bem, até acabar mal. Por Rui Ramos.

No meio desta harmonia universal, é preciso má vontade para lembrar que o défice foi obtido com medidas extraordinárias e temporárias, e com base na maior despesa pública e na maior carga fiscal de todos os tempos. Que a economia cresceu menos do que em 2015, e cerca de metade da economia de Espanha, aqui ao lado. Que a dívida continua a aumentar e que sem o BCE ninguém a compraria, a não ser a juros impossíveis.

Continue reading “No meio desta harmonia universal…”

O socialismo a dar novos rumos ao progresso

Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O chavismo reina há quase duas décadas na Venezuela, um dos países que conta com uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Com o sistema económico colapsado, o Presidente Nicolás Maduro, de quando em vez, reconhece que “há problemas económicos”, cuja culpa é dos imperialistas do costume que invejam o revolucionário estado venezuelano. De frente perante a dura realidade que criou, o governo socialista venezuelano aposta sempre no aprofundamento das soluções progressistas que tão bons resultados tem dado. Também na área da saúde, o modelo socialista é trágico exemplar.

Venezuelan plumber Marcos Heredia scoured 20 pharmacies in one day but could not find crucial medicines to stop his epileptic 8-year-old from convulsions that caused irreparable brain damage late last year.

The once giggly and alert boy, also called Marcos, could no longer sit on his own and began to shut off from the outside world.

“I called people in the cities of San Cristobal, Valencia, Puerto La Cruz, Barquisimeto, and no one could find the medicine,” Heredia, 43, said in the family’s bare living room in a windy slum overlooking an international airport in the coastal state of Vargas.

“You can’t find the medicines, and the government doesn’t want to accept that.”

Heredia ended up traveling 860 km (540 miles) by bus to the Colombian border to pick up medicine a cousin had bought him in the neighboring country. He was back at work the next day.

Venezuela’s brutal recession is worsening shortages of medicines from painkillers to chemotherapy drugs. (…)

Um país dependente do BCE

Tudo em Portugal depende do BCE, até a verdade. Por Rui Ramos.

(…) quando o véu de fantasia monetária do BCE deixar de cobrir a nudez forte da verdade portuguesa, descobriremos talvez, não o que se passou com as transferências ou com a CGD, mas o que se vai passar com todos nós, para além de todas as mistificações facciosas. Tudo em Portugal depende do BCE, até a verdade.

Erdogan e a importância do jornalismo

erdogan

De acordo com Erdogan, um jornalista é um terrorista. Na melhor das hipóteses um agente secreto, cujo lugar natural é numa prisão.

Em 2013, recorde-se, a Turquia alcança mesmo a proeza de  ultrapassar o Irão e a China no número de jornalistas presos. Os mais indesejados foram acusados de terrorismo e por outros crimes contra o Estado. O então Primeiro-Ministro Tayyip Erdogan, acusava igualmente polícias, procuradores e juízes de estarem na base de uma cabala contra si, procurando envolvê-lo num alegado esquema de corrupção de grandes dimensões.

Na altura, algumas das medidas do executivo turco aprofundaram o maior controlo da internet e das redes sociais por parte do estado. Desde há muito que a liberdade é um bem escasso na Turquia.

Adenda: When The Last Barricade Falls: Remembering Unlawful Takeover Of Turkey’s Largest Daily.

“Precários”, favoritismo e racionamento de lugares na função pública

À espera para ser funcionário público. Por Miguel Gouveia.

Vários estudos feitos ao longo dos anos sobre remunerações em Portugal mostram que, em geral, para dois trabalhadores com as mesmas características como sejam género, idade, experiência e escolaridade, o trabalhador na função pública ganha mais do que ganharia no sector privado. Este resultado não é completamente universal, havendo algumas exceções como parecem ser exemplos os casos dos informáticos ou dos médicos e talvez algumas funções de topo na administração. Mas para a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses, um lugar na função pública paga mais do que um lugar no sector privado. Se juntarmos a esta vantagem salarial a muito maior segurança no emprego, é fácil ver porque é que um lugar na função pública é uma das grandes ambições de tantos portugueses. O resultado é que qualquer vaga eventualmente aberta na função pública e posta a concurso tem um número de pretendentes verdadeiramente extraordinário. Isso acontece agora mas acontecia mesmo quando os níveis de desemprego eram substancialmente mais baixos.

Continue reading ““Precários”, favoritismo e racionamento de lugares na função pública”

Portugal: riscos financeiros e económicos em 2017

Mais uma excelente análise de Joaquim Miranda Sarmento: Os riscos financeiros e económicos de Portugal em 2017.

O PCP a defender despedimentos…

…e um contributo importante para perceber por que as regras e mecanismos de controlo orçamental dificilmente podem funcionar na actual conjuntura política em Portugal: PCP diz que “milagre é Teodora Cardoso ainda ter salário e emprego”

miguel_tiago

O mesmo caminho socialista

antoniocostasyriza

A austeridade acabou. Grécia pede fotocópias assistência financeira.

Um Carnaval português

O Carnaval acabou, mas a festa continua. O meu artigo no ‘i’.

Um Carnaval português

Findo o Carnaval, há quem não largue a máscara que usa o ano inteiro. Durante 12 meses, o Presidente da República faz de comentador. Na televisão, enquanto lhe engraxam os sapatos ou à porta de um café. Até à saída da praia. Qualquer lugar serve para que o Presidente do nosso Estado se esqueça do papel que o mandato que exerce o obriga a desempenhar.

Se para ganhar popularidade ou por mera fatuidade e insensatez, não sabemos. Até porque são tantos os mascarados que nos baralhamos. António Costa, por exemplo, que escolheu ser primeiro-ministro – é o primeiro a consegui-lo depois de perder as eleições -, tem um ministro das Finanças que disfarça défices.

Centeno terá conseguido um défice de 2,1% do PIB em 2016. Para tal atirou para 2017 o dinheiro que vamos dar à CGD; comprimiu o investimento público à custa dos hospitais e das escolas, com algumas a fechar por falta de manutenção. O investimento público está abaixo do prometido pelo governo, ao mesmo tempo que a despesa com pessoal, digo eleitores, cresceu. Entretanto, o grande aumento de impostos não foi revertido.

Normalmente diríamos que o défice conseguido em 2016, o mais baixo da democracia, é uma mentira. Mas como não estamos numa legislatura normal, concluímos ser um ininterrupto Carnaval. Com o PCP e o BE a fazerem-se de amigos do povo temos, qual cereja em cima deste Entrudo, Francisco Louçã vestido de capitalista com um lugar no órgão consultivo do Banco de Portugal. O sambódromo do Rio de Janeiro, ao pé disto, é uma brincadeira.

Uma #merdia, é o que é

transf-p-offshores

Entre 2010 e 2015 foram transferidos quase 29 mil milhões de euros para os chamados off shores a partir de Portugal. Desses, quase 23 mil milhões por entidades não residentes (estrangeiros, portanto).
Dos 23 mil milhões transferidos por entidades estrangeiras, 99% foram-no por empresas, 93% do que transferiram foram para contas de terceiros (provavelmente importações*) e apenas 7% para contas próprias (provavelmente lucros já tributados).
Dos restantes 6 mil milhões das transferências de residentes, 5,3 mil milhões, ou 87%, foram transferidos por empresas sendo que 89% disto foram para contas de terceiros (mais importações) e este valor é distorcido pelos anos de 2012 e 2015 onde houve um volume maior de transferências para contas próprias por parte destas empresas, se não o valor seria inferior. Em 2012 e 2015 deverá ter ocorrido algo diferente – investimento no estrangeiro?
Não fosse o analfabetismo e a má fé nos #merdia, a geringonça não teria assunto. Assim, fazem-se grandes títulos, lança-se a desconfiança e enganam, mentem e aldrabam as pessoas, sabe-se lá em nome de quê. Vamos pagar tudo isto bem caro.
Fonte: Autoridade Tributária e Aduaneira
Nota: NIF 45 e 71 são de entidades não residentes

Adenda 1: corrigido, a coluna dos montantes transferidos por residentes não somava o ano de 2010

Adenda 2: O Luiz Rocha explica a que respeitam as transferências dos NIFs 45 e 71 aqui

 

Portugal: offshore mas só para alguns

Escrevi no ‘i’ sobre offshores em Abril do ano passado e volto novamente ao assunto agora que, uma vez mais, andamos todos indignados e esquecemo-nos que Portugal é uma verdadeira offshore para estrangeiros que venham viver para cá e até para portugueses que, uma vez tenham estado os últimos 5 anos a residir fiscalmente no estrangeiro, podem voltar e pagar muito menos impostos que os seus compatriotas.

Como é que se aceita que portugueses sejam tratados de forma diferenciada pelo fisco? Que Portugal é este que discrimina cidadãos? Onde é que estão o PCP e o BE que tanto criticaram o regime do residente não habitual para agora se esquecerem do assunto?

É impressionante como os paraísos fiscais servem para desviar atenções enganando quem não se importa de ser enganado.

Má sorte ser português em Portugal…

al-animals-are-equal-pigs-orwell

Quando o “offshore” somos nós: Dr. António Costa, também podemos ser suecos? Por Rui Ramos.

Portugal é um paraíso fiscal para quem vem de fora, e um inferno fiscal para quem cá viveu sempre. Que dizer de um país onde o melhor é ser estrangeiro ou ter residido no estrangeiro?

A CGD e os ladrões do regime

Como (quase) tudo em torno da CGD, a colocação de Presidentes notoriamente frágeis no banco dificilmente terá sido uma coincidência: Divulgar os devedores da Caixa? “Ameaça ao regime? Era antes uma ameaça aos ladrões”

Pedro Ferraz da Costa em entrevista ao ECO defende que a partir de determinada altura todos os presidentes da Caixa foram, pelo menos, muito passivos.

(…)

Podem-me vir dizer: “Eu não sou um ladrão, sou só fraquinho e não tenho coragem para me opor a determinadas determinações”. Acha que os presidentes da Caixa, que viveram esse período, são pessoas que tinham capacidade para terem um lugar daquela responsabilidade?

Os desequilíbrios excessivos em Portugal

Os alertas da Comissão a Portugal. Por Joaquim Miranda Sarmento.

A Comissão Europeia deixou alertas em relação aos desequilíbrios excessivos em Portugal. Quer às reformas estruturais, que estão paradas, quer à redução do défice, sem consolidação estrutural.

Aprender com Margaret Tatcher

Se eu ganhasse o Euromilhões

Sobre a discrepância de valores nas estatísticas de transferências de capitais transfronteiriças, Catarina Martins – líder do Bloco de Esquerda – disse ontem no Parlamento o seguinte (meu destaque):

“O Governo anterior DEIXOU sair pela porta do cavalo 10 mil milhões de euros, é um número que não é nada pequeno (…) é bem mais do tudo o que gastamos com o Serviço Nacional de Saúde.”

1. Deixar??? Era dinheiro do Estado? Claro que não! Mas para estatistas, o conceito de propriedade privada é-lhes ideologicamente repulsivo.

2. Queremos (ou não!) viver num país livre? Se a resposta é sim, a liberdade de movimento de capitais, ou seja, da propriedade de cada indivíduo, devia ser incontestável. E, por enquanto, em Portugal ainda se pode enviar dinheiro para o estrangeiro sem a necessidade de autorização do Estado.

3. Pagar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)? Mesmo que confiscassem a totalidade do valor em causa (estatistas nem querem deixar-lhes um tostão!), onde iriam no ano seguinte encontrar o dinheiro para financiar o SNS? Pois claro, começam com os “ricos” mas desses há poucos.

4. Com bancos em sérias dificuldades financeiras, garantia de depósitos bancários abaixo de €100.000 e crescente carga fiscal, só não tira capital do país quem não pode!

5. Estado português trata, em termos fiscais, entidades estrangeiras (empresas e indivíduos) melhor que as nacionais. Depois, quando portugueses procuram melhores investimentos além fronteiras, chamam-lhe “fuga de capitais”…

6. Também eu gostaria de fazer o mesmo com a minha propriedade e retirá-la deste país cada vez mais socialista/ditatorial. Infelizmente não é suficiente. Supondo o muito improvável cenário de ganhar o Euromilhões (1 em 139.838.160), a minha primeira acção seria enviar tudo para fora do país. É que a estatistas portugueses já não lhes é suficiente os impostos cobrados à cabeça (ex: já em 2013 Passos Coelho, insatisfeito com fiscalidade dos jogos de azar, decidiu adicionar 20% de imposto selo aos prémios acima de €5.000). Para eles, só temos direito ao que nos “deixarem”. Felizmente, para alguns afortunados, há países em que o que é vosso… é vosso! Chamam-lhe “paraísos fiscais”. 😉

praia1

 

“Anónimos” apoiantes de Sócrates

44

Um bom resumo de Vítor Matos e Miguel Santos, no Observador.

O modus operandi do blogger que defendia Sócrates

Escreveu sob anonimato e atacou todos os que se opunham a Sócrates. Entrou nos radares da Operação Marquês por causa das alegadas avenças pagas pelo ex-PM. Quem era e o que escrevia “Miguel Abrantes”?

Perca peso agora, pergunte-nos como!

Maduro Chavez

É certo que a dieta é rigorosa, (ma)dura mesmo, mas permite perder mais de 8kg num ano!

Compreender o putinismo LXIV

putin

Coisas  que acontecem de forma inexplicável na santa mãe Rússia de Vladimir Putin.

De resto, tudo bem

De resto, tudo bem! Por João César das Neves.

Portugal vive um clima de serenidade e optimismo graças ao desvio dos poucos meios disponíveis para certos grupos privilegiados pela esquerda, o que pelos vistos aclama a opinião pública e disfarça a situação. Esta é terrivelmente alarmante, mas, de resto, tudo bem.

Governo acaba com imposto*

geringonca

*Poluídores-gulosos-fascizantes, é apenas o fim da reavaliação do imposto sobre os combustíveis que “servia  para garantir que os consumidores não seriam penalizados se o preço do petróleo subisse.”

Jerónimo Martins – Management Trainee Programme

Até 28 de Fevereiro: Jerónimo Martins – Management Trainee Programme

Atenção, recém-licenciados: Jerónimo Martins abriu o Management Trainee Programme

O programa do grupo que controla o Pingo Doce tem vagas para recém licenciados de diversas áreas, como gestão, ciências, engenharia, tecnologia, artes e humanidades, tendo como objetivo que os integrantes passem pelas diversas áreas da empresa.

O Management Trainee Programme existe há 29 anos e já recrutou 600 licenciados.