Doce de maçã

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Uma conversa que tive hoje sobre a importância do contexto sócio económico dos estudantes enervou-me ligeiramente. Antes de mais, trabalho por necessidade desde os onze anos e não recebo lições de pobreza de ninguém, sei bem o que é ser pobre. Depois, estou-me cagando nos estudos nas ciências sociais, dão para tudo mais um par de botas e são o melhor exemplo de tortura de dados para dar o resultado que o “cientista” quer. Chegam a meter carne de um lado e do outro sai doce de maçã. Até nas ciências duras já é assim (ver o “hockey stick” do Michael Mann), nas ciências sociais é um fartar de vilanagem. Cansado que estou de trinta anos a ler “estudos” e papers sobre assuntos que me interessam só há uma conclusão possível: não conheço nenhum grupo onde haja tanta corrupção intelectual como nos grupo dos “cientistas sociais”. Não conheço um estudo, um sequer em que possa confiar, por cada um que chega a uma conclusão há dois que chegam à conclusão oposta exactamente com os mesmos dados. A única coisa em que confio é na minha experiência pessoal (que já é alguma) e capacidade dedutiva, mais nada. “Cientistas sociais” e “estudos” não passam, todos, rigorosamente todos, de venda de banha da cobra e prostituição pura e dura.

Dito isto, quando se fala no contexto sócio económico dos miúdos, misturam sempre correlação com causalidade, como se um puto pobre fosse obrigatoriamente um idiota filho de imbecis, como se os “cientistas sociais” soubessem melhor que o puto e respectivos pais o que é melhor para ele, como se os pobres não quisessem melhorar de vida, como se ser pobre fosse uma deficiência genética que condena as pessoas a serem falhas de inteligência, honra e ambição. Como se por ser pobre não se possa ser inteligente, trabalhador ou ter vontade. Mais que qualquer outra coisa é um insulto aos milhões de pobres que são gente trabalhadora, que lutam para melhorar de vida, que cuidam dos filhos e se sacrificam por eles. Não, para os bem nascidos, pobre é um untermensch, alguém inferior a eles próprios, um diminuído ao sabor das circunstâncias, sem as capacidades que reconhecem neles mesmos. Pois agarrem nos “estudos” que “provam” os vossos preconceitos de bem nascidos, façam um rolinho e enfiem-nos no recto, de resto, quanto aos pobres, saiam-lhes da frente, não os estorvem.

Falta de travões em mercado islamofóbico de Berlim

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Estado Islâmico Ordem dos Padres Carmelitas Descalços reclama a responsabilidade pela falha mecânica.

Compreender o putinismo LXIII

O putinismo no seu pior: declarações de um camarada  do Embaixador Karlov,  hoje brutalmente assassinado na Turquia.

Russian ambassador’s assassination in Turkey was organised by ‘NATO secret services’ and was ‘a provocation and challenge to Moscow’ claims Kremlin senator

Franz Klintsevich claimed a NATO government was probably behind the hit Klintsevich is a key ally of Vladimir Putin and a defence and security expert

He said the involvement of NATO secret services in the hit was highly likely

The Russian government has branded the hit an act of terror and vowed revenge

 

Menos TAP, mais passageiros, novo recorde

Excelentes notícias para o Porto e para o Norte do país: Aeroporto do Porto bate recordes e já transportou em 2016 mais de 9 milhões de passageiros.

Pela primeira vez, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro atingiu os 9 milhões de passageiros transportados no mesmo ano, depois de, em 2015, ter pela primeira vez passado a meta dos 8 milhões. O passageiro número 9 milhões chegou num avião da companhia alemã de bandeira, Lufthansa, às 11,30 horas. Este recorde acontece no ano em que a TAP diminuiu o número de passageiros transportados do Porto para a Europa, passando a ser a terceira companhia, atrás da Ryanair e da EasyJet, agora primeira e segunda, respetivamente.

Isto ao mesmo tempo que a TAP é, cada vez mais, uma companhia aérea concentrada em Lisboa: 93,4% dos passageiros da TAP em Novembro embarcaram e/ou desembarcaram em Lisboa

O Aeroporto de Lisboa, com 903.832 passageiros de voos da TAP em Novembro, foi a origem/destino de 93,4% dos passageiros da companhia aérea portuguesa neste mês, o que evidencia um reforço da preponderância do Humberto Delgado na sua operação, uma vez que há um ano essa percentagem era de 91,5%.

Sem palavras

Uma cabala de sangue

Que está a atingir a tralha socrática da geringonça.

O concurso internacional realizado chegou a tribunal. Mas apesar da polémica e dos protestos, foi a farmacêutica Octapharma que acabou por ganhar o contrato para aproveitar o plasma do Hospital de S. João no Porto.

Apesar de haver cinco concorrentes, a farmacêutica com a exclusividade de fornecimento de plasma às unidades de saúde em Portugal, era a única que reunia diretamente os dois principais requisitos. Definidos nas regras do concurso.

Fernando Araújo, atual secretário de Estado da Saúde, era então diretor do serviço de Imunohemoterapia. E “esteve diretamente envolvido” no concurso, segundo relata a investigação da TVI. (…)

Abram alas para a herança da geringonaça

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O PSD apresentou na Assembleia da República um voto de protesto relativo à detenção de três jornalistas do Expresso e da SIC em Cuba.

A votação foi o que se esperava: o CDS votou a favor. O PCP votou contra e o BE e o PS abstiveram-se. Está explicada, uma vez mais, a geringonça e o afastamento do PS do bom senso e da dignidade.

Leitura complementar: Abram alas para a herança de Fidel.

 

Compreender o putinismo LXII

Não faço ideia do número de almas que continuam na libertada cidade síria de Allepo mas o porta-voz do Ministro da Defesa russo, o general Igor Konashenkov  nega tudo, cambada de russofóbicos.

The Russian Defense Ministry’s spokesman Maj. Gen. Igor Konashenkov has refuted allegations of “250,000 trapped” Aleppo civilians.

“All dramatized outcries allegedly in defense of ‘trapped 250,000’ Aleppo civilians, especially loudly voiced by representatives of Britain and France, are nothing more than russophobic chatter,” he said.

Konashenkov underscored that terrorists had used more than 100,000 civilians as human shields in Eastern Aleppo.

CGD: a (in)utilidade de um banco público

CGD_afundaÉ hoje notícia no jornal Público que o governo PSD/CDS, chefiado por Pedro Passos Coelho, escondeu informação sobre agravamento do buraco na Caixa Geral de Depósitos (CGD), para evitar, meses antes das eleições, comunicar aos contribuintes que teriam de meter dinheiro neste banco público:

Durante seis meses, o Ministério das Finanças liderado por Maria Luís Albuquerque teve na gaveta pelo menos dois pareceres da Inspecção-Geral das Finanças relativos a relatórios trimestrais da Comissão de Auditoria da Caixa Geral de Depósitos de 2014 que mostravam um agravamento das imparidades do banco público.

Um ano depois das eleições PSD acusa o governo PS, chefiado por António Costa, de adiar injecção de capital na CGD, para evitar que este valor tenha influência no cálculo do défice orçamental do Estado para 2016.

É notório ainda que muitas daquelas imparidades se referem a empréstimos efectuados a empresas/indivíduos a operar em actividades que políticos designam de “sectores estratégicos”. E agora os contribuintes terão de pagar a factura dessas más apostas.

Mesmo assim, a classe política continua a afirmar que a CGD deve permanecer pública, para que seja um importante factor no estímulo ao crescimento económico. Estas notícias dizem o contrário: a CGD seria mais útil à economia portuguesa se fosse privatizada.

Purga envergonhada no Bloco de Esquerda

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Imagino que na vida interna dos partidos existam episódios dignos de uma comédia que acaba muitas vezes por se  transformar em drama e nos piores casos, em tragédia e horror. E se até agora pensavam que a purga era um exclusivo do PCP – o mais moscovita-estalinista dos partidos comunistas da Europa Ocidental, estão enganados, de uma forma mais ou menos envergonhada o Bloco de Esquerda  lá vai percorrendo o seu caminho.

O Bloco de Esquerda é mais do que uma experiência, uma vivência de um conjunto de partidos inovadores de esquerda, com maioria absoluta nas  redacções, cujo primeiro líder foi o actual Senador da Rrrépública Francisco Anacleto Louçã. Depois dele, a gerência passou por uma direcção bicéfala que respeitou a quota dos sexos e acabou com Catarina Martins a chefe, a apoiar a Geringonça e a engolir uma generosa quota de sapos, rãs e demais batráquios.

Podemos estar gratos tanto à sua existência como à sua dissidência. É ao BE que devemos a existência de um MAS (Joana Amaral Dias durante umas eleições e gravidez), do Livre unipessoal de Rui Tavares, de um 3D (do Daniel Oliveira que não pergunta o que nos dizem os nossos olhos) ou qualquer outra agremiação que entretanto tenha nascido ou venha a nascer da força  imaginativa dos homens, mulheres e restantes criaturas da esquerda que se quer diferente mas igual. O BE para além dessa tarefa hercúlea de procura e  dissimulação envergonhada do comunismo,  sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da  luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Ao que parece,o BE oprimiu impediu  Francisco Raposo,ex-dirigente da agremiação de regressar. O curioso é que até ao momento ninguém sabe muito bem as razões do boicote. Para já, existe uma carta aberta de solidariedade com o socialismo, com uma peculiar lista de subscritores nacionais e estrangeiros e um manifesto de Solidariedade dos membros da Moção B da Mesa Nacional do BE, naquilo que é considerado como um golpe inaceitável na democracia interna do Bloco de Esquerda.

De regresso ao PCP, enquanto partido conservador-comunista aproveitou a derrocada do comunismo na Europa de Leste,  para purgar os elementos menos ortodoxos, cabendo a alguns deles a abertura de novos movimentos de participação cívica-comunista- na-realidade- mas-com- outro-nome. Ou na integração dos dissidentes sobreviventes em partidos como o PS ou o PSD.

O surrealismo purgatório é lei para o comum dos traidores e o desfecho natural da militância no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP ). Um dia depois do Natal de  1976, após seis anos de luta, nasceu o PCTP/MRPP, um partido “com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na  aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.” Sempre consideraram os outros comunistas como uns betinhos e de valor residual. O camarada Arnaldo Matos atingiu o  estatuto de figura pública apesar de não ter o culto das multidões proletárias e camponesas de um Ribeiro Santos – abatido pela PIDE – ou de um Alexandrino de Sousa, assassinado pelos social-fascistas da UDP  (facção do actual BE) . E depois de um afastamento a que os ousados apelidariam de burguês, acabou recentemente por purgar o Secretário-Geral o mediático advogado Garcia Pereira e os membros do comité permanente do comité central. O  único partido capaz de fazer “a aliança operária-camponesa” e num momento de  reflexão profunda reconhece-se a si próprio como “o único partido que, desde o início da mais  recente e grave crise do sistema capitalista em Portugal, definiu que a questão central que se coloca  à classe operária para não ser esmagada pela contra-revolução é a do não pagamento da dívida.”  É esta a abrangência que os camaradas têm direito,  sem coligações burguesas, de preferência sem pagar aos credores e em perpétuas histórias de higienização interna.

Alguém alinha nas pipocas?

Abram alas para a herança de Fidel

fidel

O comunismo é um reconhecido sistema inventivo, daí as aparentes dificuldades que os três  jornalistas do Expresso e da SIC terão sentido quando foram detidos pela polícia cubana quando se preparavam para ir trabalhar, graças a uma dica do dono da casa em que estavam hospedados.

No domingo de manhã, as cinzas de Fidel iriam a ‘enterrar’ no cemitério de Santa Ifigénia, em cerimónia privada, reservada apenas a alguns convidados, incluindo alguns estrangeiros como Dilma Rousseff e Lula da Silva.

Ficara, por isso, combinado entre os enviados do Expresso e da SIC uma saída às 4 e meia da manhã, para poder registar o final da vigília que decorria na Praça da Revolução, em Santiago de Cuba, e o derradeiro cortejo em que povo cubano poderia participar ao fim de nove dias de luto.

Nunca lá chegaríamos, porém.

Minutos depois de sair da casa onde estávamos hospedados encontrámo-nos na insólita situação de detidos pela polícia cubana e obrigados a recorrer à diplomacia portuguesa.

Foi nesse momento que percebemos a importância do telefonema que o dono da casa recebera já depois da meia noite, e ao qual apenas respondera: “Três jornalistas portugueses, dois homens e uma mulher. Vão sair muito cedo”.

As mentes maldosas dirão que é algo típico de uma ditadura, resultado de um sistema opressivo e que premeia a bufaria. Não acreditem, oiçam os votos de louvor a Fidel do PS, PCP e Bloco de Esquerda.

 

É de pequenino que se atira ao pepino

Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.
Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.

Mesmo no moderado Irão.

WAR GAMES Iran opens chilling kids’ military theme park with AK47s where children as young as 8 fire bullets at US flags and effigies of the Israeli PM

THE Iranian government has opened a sinister kids’ war-based theme park which instead of roller-coasters and roundabouts has military checkpoints and AK47s.  The City of Games for Revolutionary Children park lets youngsters dress up in full combat gear and pretend to be attacking Iran’s enemies like Israel and the West. (…)

Tiago Barbosa Ribeiro merece uma comenda

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Deus e a concelhia distrital do PS do Porto abençoaram-nos pela existência, vivência, visão analítica e obra política do deputado Tiago Barbosa Nogueira consubstanciados num tweet de 2013.

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Outras luzes do Tiago Barbosa Ribeiro: O PS é uma Grécia?; Prémio hot para o deputado socialista da legislaturaO PS, as portagens e a nova geração de socialistasO Casillas que se cuideQuando a vergonha muda de corUma homenagem aos lutadores pela imparcialidade da imprensa e Tiago Barbosa Ribeiro – para compreender o novo PS.

Duas escolas portuguesas no Top 25 do FT

Os “rankings” e a exportação do ensino superior. Por Francisco Veloso.

Foi conhecido hoje o resultado do “ranking” do Financial Times para as Top European Business Schools 2016. As escolas nacionais consolidam a sua posição, obtendo o melhor resultado de sempre.

Em particular, pela primeira vez, duas das três escolas portuguesas estão presentes dentro do “top” 25, juntando-se este ano à Católica Lisbon School of Business and Economics, que começou a fazer parte deste seleto grupo em 2013, a Nova School of Business and Economics.

É naturalmente motivo de grande orgulho para a Católica-Lisbon, escola que tenho o privilégio de dirigir, alcançar esta prestigiada avaliação. A faculdade foi pioneira em Portugal no reconhecimento do Financial Times, e tem liderado este “ranking” a nível nacional de forma muito consistente. A posição #23 entre 90 classificadas, a melhor de sempre de uma escola nacional, é um resultado que espelha a qualidade e consistência da investigação e ensino da faculdade a todos os níveis.

Mas o reconhecimento conjunto de várias escolas é também espelho da capacidade e potencial do ensino superior nacional para se afirmar internacionalmente. De facto, se olharmos para as outras escolas que fazem parte do “top” 25, encontramos sete baseadas em França, cinco no Reino Unido, três espanholas (todas no “top” 10, note-se), duas vindas da Alemanha, Holanda e Suíça, e ainda uma italiana e outra belga. Vale a pena refletir um momento sobre esta composição, porque demonstra bem como o mercado europeu de educação a nível superior está neste momento aberto às escolas e regiões capazes de criar ofertas competitivas a nível internacional. Estando presentes as principais economias do continente, algumas regiões, com destaque para Portugal, têm um reconhecimento que vai muito além do que seria esperado dada a sua dimensão e desenvolvimento.

Adolfo Mesquita Nunes em entrevista ao ECO

Adolfo Mesquita Nunes: “Não me resigno com o baixo crescimento que temos”

Hoje dedica-se à advocacia e é vice-presidente do CDS. Uma das revelações do anterior Governo pela sua política no setor do Turismo Adolfo Mesquita Nunes fala nesta parte da entrevista sobre a atual situação económica do país e identifica as diferenças com a política económica que está a ser seguida pelo Governo de António Costa.

O menor défice de sempre em democracia

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Justiça seja feita, ninguém bate o Partido Socialista na propaganda política. Não obstante — ou obstante — o minguamento do PIB, o aumento dos atrasos nos pagamentos aos fornecedores, o total colapso do investimento, o falhanço da estratégia do estímulo ao consumo interno, o PS, demais títeres e uns quantos jornalistas embevecidos vendem o défice projectado para 2016 como um feito incrível, como «o menor défice de sempre em 42 anos de democracia». Repare-se na ironia do destino: os mesmos que criaram o maior défice de sempre da história da democracia, registado em 2010, são agora aqueles que se fazem rogar pelo menor défice da democracia, de 2.6%, que poderá ser atingido graças à trajectória de ajustamento dos últimos 4 anos, aos fornecedores do Estado (obrigadinho), à suspensão do investimento e ao adiamento da recapitalização ultra-urgente da Caixa.

Tudo isto não seria de um provincianismo atroz se o feito fosse efectivamente acompanhado de algum mérito. Mas não é. Quando olhamos para o esforço de consolidação orçamental (i.e. redução do défice orçamental, líquido de medidas extraordinárias, entre dois anos seguidos) vemos que os 2.6% que se estimam para este ano constituem uma tímida redução de 0.4pp, a menor redução dos últimos anos.

Como se tanta tontice não chegasse, aqueles que advogavam e elogiavam a inteligentíssima estratégia de estímulo ao consumo — falo, entre demais quejandos, de Nicolau Santos —, vêm agora elogiar a «inteligente» alteração da estratégia de Mário Centeno, que, em 2017, pretende apostar mais no investimento e — pasmem-se — nas exportações. Esta nem o Éder.

Fonte: 2010-2013: Comissão Europeia (pp. 19, Tabela 2.1); 2014 e 2015: INE. O valor para 2015 foi revisto em baixa (de 3.1% para 3%) após revisão em alta do crescimento do PIB de 2015 de 1.5% para 1.6%.

Era um humano

Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter
Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter

A criatura que não dominou o carro e que experimentou uma faca de talhante noutras criaturas, frequentou um ATL virado para o sucesso.

Vale a pena ler uma pequena mas emotiva entrevista ao humano Abdul Razak Ali Artan.

(…) “I just transferred from Columbus State. We had prayer rooms, like actual rooms where we could go pray because we Muslims have to pray five times a day.

“There’s Fajr, which is early in the morning, at dawn. Then Zuhr during the daytime, then Asr in the evening, like right about now. And then Maghrib, which is like right at sunset and then Isha at night. I wanted to pray Asr. I mean, I’m new here. This is my first day. This place is huge, and I don’t even know where to pray.

“I wanted to pray in the open, but I was scared with everything going on in the media. I’m a Muslim, it’s not what the media portrays me to be. If people look at me, a Muslim praying, I don’t know what they’re going to think, what’s going to happen. But, I don’t blame them. It’s the media that put that picture in their heads so they’re just going to have it and it, it’s going to make them feel uncomfortable. I was kind of scared right now. But I just did it. I relied on God. I went over to the corner and just prayed.”

O legado económico de Fidel Castro

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Tinha 14 anos, embora jurasse ser dois anos mais novo. Empunhou a caneta e escreveu uma carta ao então Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Delano Roosevelt, com um pedido insólito: queria uma nota de 10 dólares. Nunca tinha visto uma, e gostaria de a ter. «O seu amigo, Fidel Castro» — rematou. Indelevelmente, este pedido marcaria o legado de Fidel Castro. A Cuba revolucionária e socialista havia de se comportar como um ‘mendincante’, ora suplicando pela ajuda da União Soviética, ora suplicando pelos favores da Venezuela, desta forma suprindo as suas necessidades económicas.

O meu ensaio sobre o legado económico de Fidel Castro no jornal ECO.

Um palhaço é um palhaço

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Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá sobre a morte do facínora Fidel Castro.

“It is with deep sorrow that I learned today of the death of Cuba’s longest serving President.

“Fidel Castro was a larger than life leader who served his people for almost half a century. A legendary revolutionary and orator, Mr. Castro made significant improvements to the education and healthcare of his island nation.

“While a controversial figure, both Mr. Castro’s supporters and detractors recognized his tremendous dedication and love for the Cuban people who had a deep and lasting affection for “el Comandante”.

“I know my father was very proud to call him a friend and I had the opportunity to meet Fidel when my father passed away. It was also a real honour to meet his three sons and his brother President Raúl Castro during my recent visit to Cuba.

“On behalf of all Canadians, Sophie and I offer our deepest condolences to the family, friends and many, many supporters of Mr. Castro. We join the people of Cuba today in mourning the loss of this remarkable leader.”

Em defesa da municipalização da Carris

O meu artigo desta semana no Observador: Em defesa da municipalização dos transportes.

É indiscutível que a manutenção a 100% da dívida no Estado é profundamente injusta mas importa reconhecer que passar empresa com défice significativo e passivo avultado não seria fácil de outra forma. O mais importante — vale a pena realçar novamente — é que a responsabilidade pelas obrigações futuras incorridas pela nova gestão fiquem estritamente circunscrita ao nível da autarquia de Lisboa, sem ajudas estatais ou possibilidade de bailouts.

25 de Novembro de 2016 na Venezuela

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Hungry Venezuelans Flee in Boats to Escape Economic Collapse, por Nicholas Casey (texto) e Meridith Kohut (fotografias).

(…) “I’m leaving with nothing. But I have to do this. Otherwise, we will just die here hungry.” (…)

Espera-se, a todo o momento,  que o governo revolucionário venezuelano coloque em marcha um conjunto de medidas mágicas que resolverá de vez a escassez de bens essenciais e que potenciará os bons resultados do modelo socialista.

 

25 de Novembro, sempre!

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No dia 25 de Novembro de 1975 foi colocado o ponto final ao PREC (Processo Revolucionário em Curso). A esquerda radical que hoje governa o país, recorria então à violência, à ameaça, intolerância e censura que colocavam Portugal no mesmo rumo da Albânia de Enver Hoxha ou da República Democrática Alemã.

À beira de um novo totalitarismo, militares como Jaime Neves e Ramalho Eanes derrotaram a esquerda radical, defenderam a liberdade e colocaram Portugal na rota da democracia Ocidental. Desde então os caminhos tomados são discutíveis mas até por isso, agradeço a quem lutou e consagrou a liberdade para todos. Obrigado Jaime Neves.

A esquerda não socialista

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Foto: Ed Alcock / M.Y.O.P.

Quem é Emmanuel Macron? O meu artigo no Jornal Económico sobre o candidato de esquerda não socialista às presidenciais francesas, que pode pôr um ponto final nos preconceitos da esquerda.

A esquerda não socialista

‘La bataille qui est la notre, c’est de rendre les individus capables’

Emmanuel Macron, L’Obs, 10/11/2016

Emmanuel Macron é, a par com François Fillon, a figura política francesa mais interessante do momento. Conselheiro de Hollande, ex-ministro da Economia, Macron foi responsável pela lei com o seu nome que visava desregulamentar a lei do trabalho, mas que caiu porque Hollande e Valls não aguentaram a pressão dos sindicatos.

Macron tem 38 anos e, como lembra a cantora Françoise Hardy, além de cortês é alguém de esquerda que se define como não socialista. É o primeiro de muitos que estão para chegar. Em França, Espanha e em Portugal. A esquerda não tem de ser socialista e Macron está a mostrar o que isso significa. Os efeitos na política francesa serão imensos, agora que as sondagens colocam o PS na mão de Arnaud Montebourg, que é contra a globalização, é proteccionista e tem uma visão da economia que se situa entre Donald Trump e Marine Le Pen.

A 10 de Novembro, o L’Obs publicou uma entrevista com Macron em que este elencava as suas propostas para a lei laboral e para o ensino. Criticando o modelo actual, regulamentador, injusto e ineficaz, que favorece os que trabalham no Estado ou nas grandes companhias, em detrimento dos que o fazem por conta própria ou nas pequenas empresas, Macron propõe uma lei laboral que, não esquecendo o que considera ser essencial para a esquerda, difira de sector para sector de acordo com as suas especificidades. Para ele, diálogo social passa por nem tudo ter de ser prescrito por lei. Empresas e trabalhadores devem ter espaço de manobra para acordarem as regras de trabalho que mais lhes aprazem.

O mesmo raciocínio tem relativamente ao ensino. Neste domínio, defende um tratamento diferenciado entre as escolas, com o Estado a compensar financeiramente os professores que queiram leccionar nos estabelecimentos situados em zonas sensíveis. Ao mesmo tempo, suprime a carta escolar e o determinismo que o local de residência tem na escola que um aluno deve frequentar. O direito de escolha dos indivíduos é finalmente aceite por alguém de esquerda.

As presidenciais francesas vão ser muito importantes devido à possibilidade de Marine Le Pen vencer. De acordo com as últimas sondagens, esta dificilmente não passará à segunda volta, a não ser que Emmanuel Macron se consiga explicar. Se o fizer, a esquerda, depois de Hollande, Tsipras, Corbyn e Iglésias, verá, finalmente, uma luz ao fundo do túnel.

Christophe Guilluy é um geógrafo francês que alertou há dias na Le Point para a percepção comum de abandono que trabalhadores, agricultores e empregados de escritório, que tanto votam à esquerda como à direita, têm dos problemas. O sentimento de abandono puxa-os para a extrema-direita. E neste desafio de os fazer regressar, Macron à esquerda, tal como François Fillon à direita, pode ter um papel fulcral. Esperemos que consiga.

Trazer a Tesla Gigafactory para Portugal?

À hora que escrevo este post, o grupo no Facebook “Bring Tesla Gigafactory to Portugal!” já supera os 30 mil membros. No início do mês o Web Summit trouxe a Lisboa milhares de empreendedores e despertou a curiosidade (mediática!) dos portugueses. Ora, num país com tanto socialista, é de louvar o recente entusiasmo pela actividade empresarial.

"Tesla Model S headlight" - Yahya S. @flickr.com (creative commons, edited)
“Tesla Model S headlight” – Yahya S. @flickr.com (creative commons, edited)

No entanto, faço aqui um desafio àqueles que estão a tentar convencer o presidente e fundador da Tesla Motors, Elon Musk, a construir uma fábrica de baterias em Portugal: usem todos argumentos disponíveis mas não peçam ao Estado para beneficiar UMA empresa, o Estado deve tratar TODAS as empresas como iguais. E há cerca de 1 milhão de empresas em terras lusas!

Elon Musk certamente poderá ser mais facilmente convencido pelo Primeiro-Ministro António Costa se este lhe prometer avultados benefícios fiscais. E, politicamente, o secretário-geral do PS até conseguiria “comprar” bastantes votos com tal notícia (criação de postos de trabalho, seria o slogan imediatamente ecoado nos órgãos de comunicação social). Mas e as centenas de milhares de empresários portugueses (e estrangeiros) que todos os dias lutam para criar valor para os seus clientes? Não merecem eles igual tratamento? Quantos postos de trabalho seriam assim criados?

Como maximizar a imigração ilegal do México para os EUA

Um artigo brilhante de Tyler Cowen: What If Trump Wanted More Illegal Immigration? Wait, He’s On It!

Imagine that a new U.S. president, different from the one we just elected, set out to maximize the number of illegal Mexican immigrants. Maybe he or she saw electoral advantage in this, or maybe just thought it was the right thing to do. But how to achieve that end? Imagine also that I was called into the Oval Office to give advice.

I would start by recommending an enormous new program of fiscal stimulus and construction. Let’s rebuild our roads, bridges and power grids, and put up some new infrastructure as well, including perhaps an unfinished border wall. That will require a lot of labor, and Mexican labor, including that of the illegal variety, is common in the construction business. The financial crisis, and the resulting freeze-up in the housing market, was a major reason why Mexican migration to the United States went into reverse, so a new building program might counteract that trend.

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Polícia chavista em grande plano

Pela captura e exibição do inimigo número 1 da Venezuela, apanhado na posse de cinco abóboras ogivas nucleares, com as quais pretendia destruir o caminho de glória do socialismo.

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A melhor arma contra a diabetes é o socialismo (2)

A minha vizinha anda a acumular um proto-fascismo que põe em risco o elevador. Por Vitor Cunha.

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BE e PNR separados à nascença e unidos no anti-semitismo

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O pasquim do Bloco de Esquerda apoia a luta contra os colaboracionistas que dão voz à propaganda de Israel.

Tradução: a esquerda caviar apoia o vandalismo e a destruição de propriedade privada e orgulhosamente sublinha a propaganda anti-semita dos vândalos.

A extrema-esquerda anti-semita difere em quê do PNR ou dos nazis?