Incêndios e mitos sobre eucaliptos

Eucaliptos, florestas e fogos: os mitos e os factos. Por José Miguel Cardoso Pereira.

Portanto, o fogo afectou os grandes tipos de ocupação do solo quase exactamente na proporção em que estavam presentes no concelho de Monchique, não tendo “preferido” (nem “evitado”) nenhum deles. Todos revelaram igual propensão para arder. Verificou-se o mesmo para tipos de ocupação do solo com menor extensão, como as áreas agrícolas e as de outros tipos de floresta, ou seja, a propagação do fogo foi essencialmente indiferente ao tipo de vegetação que encontrou pela frente.

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Shouldn’t Catholic motherhood be a career in itself?

Is a Catholic mother’s place really in the home?
Why shouldn’t Catholic motherhood be a career in itself?
Por Joanna Bullivant.

It is worth pondering why John Paul II should not be more explicit on the subject of women’s work. Firstly, in his characterisation of woman as demonstrated by Mary, he recognises not the incomplete “Adam’s Rib” of medieval theology, but the exemplar of human choice: the fully human subject, the “I” who chooses to accept God. Thus, so much of women’s subjectivity is, like men’s, about individual faith and conscience in discerning God’s will. Secondly, if we believe that womanhood is about the potential to embrace and nurture life, then activities outside the home are no measure of what a woman actually is. The “genius of woman” does not disappear at the door to the workplace, any more than that of a man.

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The problem of faulty gender pay gap stats

Let’s quit while we’re behind, and not subject more women to faulty gender pay gap stats. Por Kate Andrews.

Nunca faltará trabalho, podem estar descansados

Tesla pode ser Privatizada!

Musk pondera tirar a Tesla de bolsa

Elon Musk, CEO da fabricante norte-americana de veículos eléctricos Tesla, escreveu na sua conta de Twitter que está a pensar privatizar a empresa. E a 420 dólares por acção.

Elon Musk escreveu num tweet que está a pensar retirar a Tesla de bolsa, a 420 dólares por acção.

O mercado está a reagir em alta, com as acções a dispararem 5,44% para 360,59 dólares.

A esse preço, a empresa vale 71,6 mil milhões de dólares. Musk, que nos últimos tempos tem tido atitudes e declarações controversas, disse que tem financiamento garantido para a operação.

tesla-oc-banner.pngNota – Em países capitalistas há 3 tipos de firmas:
1. Estatais – pertencem ao Estado
2. Públicas – cotadas na bolsa, podendo ser compradas pelo público
3. Privadas – não cotadas, pelo que o público não pode investir
A privatização será passar do estado 2 para o 3. Outras realidades…

A emigração no Portugal pós-austeridade (2)

A CP e o serviço público de transportes no Portugal pós-austeridade

Sauna forçada num alfa pendular. Por Manuel Carvalho.

O ar condicionado não funcionava como não funcionam as portas das casas de banho, como falta a água e papel, como há sistemáticos atrasos, como há bancos a ficar rotos. A CP é a prova da penúria do Estado que diz ter virado a página da austeridade.

CP gastou 18 milhões de euros em comboios, mas ar condicionado não funciona

As frotas da empresa responsável pelos comboios portugueses foram remodelados nos últimos dois anos, mas o ar condicionado tem falhado nos dias de maior calor. No domingo a CP cancelou a venda de bilhetes dos Alfa Pendular e Intercidades.

“Long Live The Local”

Long Live The Local

#LONGLIVETHELOCAL

Uma campanha interessante…

Steve Bannon on Trump, Putin and China

Steve Bannon Speaks At Delivering Alpha | CNBC

Mariana Mortágua, Ricardo Robles e a hipocrisia do Bloco de Esquerda

Como Mariana Mortágua atacou Robles sem saber

“Quem é rico e tem dinheiro fica com uns bons prédios em boas áreas”, criticou Mariana Mortágua na Assembleia Municipal de Lisboa em 2014. Robles estava ao lado e já tinha comprado o prédio.

Ricardo Robles e rendas “acessíveis”

Ricardo Robles, engenheiro civil de formação e – agora sabemos – de profissão em part-time, tem um investimento no sector imobiliário que lhe está a causar algum mal-estar político e mediático. Catarina Martins, coordenadora do partido Bloco de Esquerda, já veio em defesa do seu único vereador na Câmara de Lisboa.

Resultado imediato será a desistência de voltar a colocar prédio no mercado (inicialmente com preço de venda de € 5,7 milhões). Ricardo Robles pretende, agora, dividir com a irmã (co-proprietária) o imóvel de 11 apartamentos e 3 lojas, cabendo a cada um dar destino que melhor entender. Para os apartamentos de Robles fala-se de aluguer a rendas acessíveis. Mas quão acessíveis?

Assumindo Robles metade do valor em dívida, € 500.000 [(350.000+650.000)/2], o custo de financiamento para, por exemplo, empréstimo a 30 anos (vereador tem já 41 anos de idade) e spread de 5%, será de € 2.710,48/mês. A este terão de ser adicionados custos com seguros, manutenção, IRS (sobre os rendimentos dos contratos de arrendamento) e IMI.

Estimo que rendas, para Robles não ter prejuízo, terão de ficar a um valor mínimo de € 750/mês. Dado que ele e irmã optaram por remodelar prédio com apartamentos entre 25 e 41 metros quadrados julgo que poucas pessoas terá disponibilidade para pagar tanto por residência permanente tão pequena. Rendas acessíveis? Talvez não…

Celebrar Ricardo Robles, especulador imobiliário

A polémica recente cabe a um vereador da Câmara Municipal: Ricardo Robles, do Bloco de Esquerda.

Resumindo: em 2014, comprou, em parceria com a irmã, prédio à Segurança Social por € 347.000, fizeram obras de cerca € 650.000, arrendaram um (1) apartamento a antigos moradores por €170/mês e em 2018 colocaram o dito prédio à venda por € 5.700.000.

Se não fosse Ricardo Robles um neo-comunista do Bloco de Esquerda, hoje todos estaríamos a celebrar o feito de mais um empreendedor português. Vá… nem todos. E é aqui que se centra o interesse da notícia: se prédio fosse, por exemplo, de militante de partido à direita, estariam já socialistas, comunistas e neo-comunistas a lançar acusações de especulação imobiliária, sendo o próprio Robles dos primeiros a atirar umas “pedras”.

Sim, Ricardo Robles é especulador imobiliário. E devemos celebrá-lo! Não só porque poderá lucrar da iniciativa. Até podia perder dinheiro e mesmo assim deveríamos bater-lhe palmas. É que apenas alguns estão dispostos a arriscar o seus rendimentos e património em negócios com incerto retorno financeiro. Muitos preferem o conforto de rendimento estável e relativamente certo (mesmo que pouco), conjuntamente com a verborreia de opiniões anti-capitalistas. Especialmente a “esquerda caviar” do Bloco de Esquerda.

Ricardo Robles e irmã especularam que comprando um prédio degradado e investindo na sua recuperação poderiam ter retorno superior aos custos dos empréstimos necessários para financiar o projecto. Mesmo com a intenção inicial de arrendamento, o objectivo foi sempre de especular que as futuras rendas obtidas superariam o valor da prestação bancária. Por outras palavras, Robles entrou neste negócio com a expectativa de lucrar. Ele e seus colegas neo-comunistas não o percebem (aliás, a sua retórica é completamente contrária) mas acções falam mais que palavras.

Ricardo Robles agiu para benefício pessoal e da sua família. Muito bem! Aqui vemos umas das maravilhas do capitalismo: beneficia até os seus maiores críticos.

Ainda sou do tempo em que Ricardo Robles…

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.

Facebook’s record stock-market wipeout

Uma excelente notícia: Facebook’s $119 Billion One-Day Rout Makes U.S. History

It’s official. Facebook Inc. just had the biggest stock-market wipeout in American history. Shares tumbled 19 percent on Thursday to close at $176.26 after sales and user growth disappointed investors. The drop translates to a $119.4 billion decline in market capitalization, the largest-ever loss of value in one day for a U.S. traded company.

Brexit: time to turn to the open seas?

Daniel Hannan: If the EU turn hostile on Brexit and see us leaving as an act of aggression — it’s time to turn to trade deals and the open seas

“Crecemos por las reformas de Passos Coelho”

Inés Gregorio tumba el relato de la izquierda sobre Portugal: “Crecemos por las reformas de Passos Coelho”

Inés Gregorio forma parte del Centro de Investigación del Instituto de Estudios Políticos de la Universidad Católica de Portugal. Libre Mercado se ha entrevistado con ella en el marco del Europe Liberty Forum que organiza cada año ATLAS Network. El objetivo de nuestra charla: descubrir los ingredientes centrales del crecimiento económico luso, para conocer hasta qué punto los buenos resultados macro obedecen a medidas tomadas por el socialista António Costa o a reformas introducidas por su antecesor, el conservador Passos Coelho.

Trump on (international) trade

As posições de Trump relativamente ao comércio internacional oscilam entre declarações de princípio promissoras e posições negociais que parecem assumir implicitamente que o comércio é um jogo de soma nula. É difícil saber qual será o resultado final de tudo isto, mas resta esperar que os fluxos comerciais internacionais não sejam prejudicados…

Steve Bannon interviewed by Financial Times editor Lionel Barber

Bannon on Trump, populism and Cambridge Analytica

A fixação doentia em Trump turva a visão…

Mais um exclente artigo de Rui Ramos: Não queriam que os EUA fossem como os outros?

Às antigas potências da Europa ocidental, deu sempre jeito a protecção dos EUA, que as dispensou de se preocuparem com a sua própria defesa. Isso, porém, não impediu que ressentissem a “hegemonia” americana. Daí, a recorrente exigência de que os EUA se portassem como um país igual aos outros. Mas agora, que essas preces foram atendidas, parece que os europeus não gostam.

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Uma breve história do Portugal recente

O meu obrigado ao Jornal Económico pelo cuidado na edição da última crónica (quem quiser saber porquê que compre a edição em papel). Cesso hoje a colaboração enquanto colunista com o jornal que acompanho desde que nasceu (que acompanho desde que era Diário Económico). A maiores felicidades para todos.

Uma breve história do Portugal recente

Nos tempos de José Sócrates dizia-se que o país precisava de mais investimento público para a economia crescer. Em consequência, o Estado só não faliu devido à ajuda internacional. Nessa altura já não se falava de investimento público; a “espiral recessiva” era a expressão da moda. Dizia-se que as políticas seguidas por Passos Coelho conduziriam Portugal a uma recessão cada vez mais profunda. Que sem o investimento público, que tinha conduzido o Estado português à quase falência, o país se afundaria sem salvação possível.

Entretanto, as reformas do governo PSD/CDS lá foram dando frutos; o crescimento económico, que já estava estagnado, regressou, o desemprego baixou e a dívida pública, face ao PIB, desceu. Nesse momento preciso e único da história do Portugal recente, a esquerda portuguesa não teve discurso. Por isso, perdeu as eleições de 2015.

Foi então que a esquerda dona disto tudo reagiu. Tinha de o fazer. Se o governo PSD/CDS continuasse, a direita colheria os frutos do seu trabalho, as reformas (parcas, é certo, mas reformas) mostrar-se-iam correctas e o país exigiria mais. A continuação do governo PSD/CDS em 2015 ditaria o fim do monopólio ideológico que a esquerda impôs a Portugal, com os resultados conhecidos. Seria o fim da narrativa dominante. Algo impensável, inimaginável e não possível para pessoas como António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins.

Perante esta eventualidade, esta esquerda uniu-se e aprovou um governo de um partido em quem os portugueses não votaram. Para não se comprometerem em demasia, BE e PCP decidiram protestar, em voz alta e zangada, nos encontros que tinham com os seus militantes, enquanto votavam favorável e silenciosamente, no Parlamento, as políticas do PS. O Governo de Costa lá se aguentou com o crescimento da economia advindo das reformas do governo de direita e do milagre económico europeu sustentado pelo BCE e o cada vez maior endividamento dos EUA.

Mas nada dura sempre. Os efeitos do que foi feito entre 2011 e 2015 acabam. A fórmula do BCE, porque não estrutural mas provisória, um dia termina. O balão de oxigénio que foi a retoma destes três últimos anos esvazia-se. A 12 de Julho último, a UE reviu em baixa o crescimento europeu e alertou para “riscos significativos” para a nossa economia. A dívida pública portuguesa atingiu novo recorde em Maio, apesar do crescimento de que todos se orgulham. Há dez anos não havia dinheiro para investimento público; há cinco nem para isso nem para pagar salários; agora já nem sequer para contratar enfermeiros. Não se aprendeu nada e, por isso mesmo, esta breve história do Portugal recente continuará igual a ela própria.

CP sem comboios (2)

Um sistema ferroviário em colapso. Por João Cunha.

Se, no longo prazo, as perspectivas são inexistentes porque os governos não assumem objectivos estratégicos, na actualidade o dia-a-dia faz-se de supressões de serviços por falta de comboios, hoje mais massivas do que em qualquer outro período da história, incluindo as faltas de carvão de 1944-45 ou quando no final dos anos 80 se cozinhava já o fecho de muitos ramais.

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CP sem comboios

O admirável tempo novo dos serviços públicos na era da geringonça: CP está a ficar sem comboios e à beira do colapso

Com uma frota envelhecida, comboios avariados e oficinas sem pessoal, a CP está à beira da ruptura. Concurso público para comprar material circulante ainda nem tem caderno de encargos e a empresa está a ficar sem comboios.

Má sorte ser senhorio em Portugal…

E se os senhorios estiverem em situação vulnerável, idosos a partir de 65 anos e cidadãos com elevado grau de deficiência… Por Helena Matos.

Socialismo para os portugueses; Liberalismo para os estrangeiros

Um país bom para os estrangeiros. Por Rui Ramos.

O estacionamento de Madonna é uma nota de rodapé no regime que transformou Portugal num paraíso para os estrangeiros. Para nós, os impostos directos mais altos de sempre; para eles, todas as isenções fiscais. Para nós, papelada e complicação; para eles, todas as facilidades. Para nós, os parquímetros da EMEL; para eles, terrenos camarários, a um euro e meio por dia.

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