O Metro de Lisboa e o ministro do ambiente a darem o máximo

No mínimo, é o máximo. A espera pelo Metro é algo de pitoresco.

“Sou um cliente assíduo do Metro de Lisboa e testemunho que está a funcionar muito melhor”, afirmou o ministro do Ambiente.

Leitura recomendada: Felizmente, o metro de Lisboa é do povo e não de uma multinacional neoliberal qualquer

Anúncios

Até o SIRESP fez o máximo que podia

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

O relatório do SIRESP é um insulto às vítimas dos incêndios e mais uma prova do processo de venezuelização em curso. Afinal a vida tem de continuar, excepto para todos aqueles  que a perderam, por responsabilidade do estado.

“É lógico que houve falhas” no SIRESP em Pedrógão Grande, diz comandante de Castanheira de Pera

Caixa negra da Proteção Civil revela pedidos de ajuda sem resposta por falha do SIRESP

O amor acontece

 

Distrital do PS pede demissão.

Eu, Sebastião Pereira

Dou a boa-nova que a colega Fernanda Câncio já descobriu quem pagou as contas das férias em Formentera.

Quem é Sebastião Pereira?

O único dado que foi possível apurar até agora junto de fonte segura é que, ao contrário do célebre “Miguel Abrantes”, nunca terá jantado com Fernanda Câncio.

O dinheiro é do PS: o dador põe, o PS dispõe

Leio  o comunicado do Conselho de ministros e onde diz:

Este fundo, de âmbito social, tem o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada dando-lhe um destino coordenado de apoio à revitalização das áreas afetadas, garantindo prioritariamente a reconstrução ou reabilitação de habitações e o seu apetrechamento, designadamente mobiliário, eletrodomésticos e utensílios domésticos. Este apoio complementa o apoio público existente nas áreas da Segurança Social, do Planeamento e Infraestruturas, da Economia, da Agricultura e da Habitação.

O Governo pretende, deste modo, garantir uma maior eficiência, não só na gestão desses recursos, mas também na sua afetação aos que dele necessitam, promovendo um reforço da celeridade em todo o processo, com a participação de representantes das autarquias de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande e do sector social local.

deve ler-se: o tal fundo do governo é criado através do confisco dos donativos particulares e com este dinheiro gerido com a eficiência que se reconhece ao estado – a começar na sua primeira obrigação: a de proteger a vida dos cidadãos, nomeadamente em incêndios florestais.

Distribuídas as verbas com a celeridade devida e de acordo com os interesses políticos do governo, tudo isto configura uma nacionalização e posterior gestão dos donativos.

O brilharete do governo socialista com o dinheiro dos outros está uma vez mais assegurado. Afinal, “o dinheiro é do Estado, é do PS.”  Nunca nos esqueçamos.

SIRESP: é altura de pedir responsabilidades a António Costa

Síntese perfeita da reportagem da TVI, feita por um amigo: o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) funciona perfeitamente, excepto em situações de emergência.

Antecipando-se a um escrutínio sério, António Costa pede respostas urgentes. Para que fique tudo na mesma.

62 mortos depois, altera-se a cartilha do Bloco de Esquerda

Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia

Trovoada seca socialista

Nacionalizado ao Vicente‏ @vicente79.

O Siresp continua a dar boa conta de si. Os helicópetros Kamov continuam parados e  Lacerda Machado , percebe mesmo de tudo e mais um par de botas. Abençoados.

Os 62 mortos e a ausência de responsáveis

Só há responsabilidade para as boas notícias? Por Rui Ramos.

O fogo de Pedrógão-Grande pode ter tido as origens mais extraordinárias, mas ocorreu numa região, numa época do ano e num contexto meteorológico em que os incêndios florestais não são extraordinários. É difícil, por isso, não admitir a hipótese de ter havido uma falha da protecção civil. Não se previu o risco de incêndio florestal, não se pôs a população em alerta para a possibilidade do fogo, não se prepararam meios para uma eventualidade, e quando o incêndio rebentou, não se tomaram todas as providências, como, por exemplo, controlar a circulação automóvel. Ao contrário do que disse o Presidente da República, não parece ter-se feito tudo o que se pôde.

Continue reading “Os 62 mortos e a ausência de responsáveis”

Mixed messages on Qatar

Qatar Buys U.S. F-15s Days After Trump Says Country Funds Terrorism

Qatar said Wednesday it has signed a $12 billion deal to buy F-15 fighter jets from the United States — just days after President Donald Trump accused the country of being a “high-level” sponsor of terrorism.

The announcement came after the country’s defense minister met with Defense Secretary Jim Mattis in Washington.

Continue reading “Mixed messages on Qatar”

Trump rejeita Paris

Um post ao nível do que se tem escrito e dito na generalidade da comunicação social sobre o tema.

(ideia e foto via RAF)

O terrorismo e a tranquilidade do Xeque Munir

Foto: Rádio Renascença

O líder religioso dos muçulmanos da mesquita central de Lisboa para além da reconhecida capacidade no jogo de cotovelos/quebra narizes, decidiu tranquilizar-nos sobre o Islão e o atentado de Manchester. O Paulo Tunhas, no Observador, faz o favor de levantar a ponta do véu sobre o que o imã disse e o mais que ficou por dizer.

(…)   Chegando a este plano de generalidade, é imperioso reconhecer que o terrorista não tem religião nem pátria. Não tem religião? De acordo com o Sheik Munir, e em função da imunização teológica antes referida, não. O que é ele então? A resposta é de uma assombrosa simplicidade: é um louco. De uma certa maneira, porque não? Mas qual a natureza singular dessa loucura, quais os seus motivos essenciais, quais as razões porque adopta manifestar-se assim? Silêncio. Tudo é feito para manter a discussão na mais extrema generalidade que impeça qualquer atenção ao concreto e ao particular.

Generosamente, o Sheik Munir concede que a situação é também da sua responsabilidade, para logo lembrar que todos temos um papel. Todos, sem distinção, e supõe-se que em idêntico grau. Depois de tudo o que veio antes, já nada surpreende. Como não surpreende a candura da interrogação: como é que eu posso contribuir? A questão supõe uma desarmante inocência. Ainda não tinha pensado no caso? Ou a resposta é de uma tal complexidade que a perplexidade é infindável? A questão é no entanto necessária porque, mais uma vez, ninguém gosta de viver no medo. É importante que as pessoas se sintam seguras nas mesquitas, nas igrejas, nas sinagogas e nos seus lugares de lazer e hoje em dia não há essa segurança. Isso preocupa o Sheik Munir. Note-se mais uma vez que o abstracto “viver no medo” substitui qualquer referência às vítimas.

Depois de ouvir este depoimento, confesso que saí dele igualmente preocupado com o Sheik Munir. Imagino, e quero imaginar, que a muito reduzida comunidade muçulmana portuguesa (cerca de 50.000 pessoas, creio) seja tão pacífica quanto possível. Mas nos tempos em que vivemos o que se pede antes de tudo aos líderes religiosos dessas comunidades são condenações concretas dos crimes que em nome do Islão são perpetrados, o que implica o exercício, eventualmente penoso mas necessário, de assumir a partilha de uma religião comum com aqueles que são fautores desses crimes. Para, é claro, depois se demarcarem da interpretação corânica dos criminosos. Só assim a tal reciprocidade no respeito que o Sheik Munir reivindica pode ser vivida de forma limpa e plena.

Ora, o depoimento do Sheik Munir vai num sentido que é o exacto oposto disto. A quente, logo a seguir ao atentado de Manchester, começa, sem qualquer referência às vítimas, por exigir reciprocidade no respeito. Critica os preconceitos contra os muçulmanos. Decreta, contra toda a evidência, a completa inocência do Islão, quer dizer: a completa ausência de relações entre o Islão e as motivações dos terroristas. As referências aos crimes reais são substituídas pela abstracta menção ao medo. Os assassinos são acusados de uma loucura difusa sem nenhum traço particular que a identifique. A comunidade islâmica não tem qualquer obrigação maior do que o resto dos cidadãos de condenação firme, inequívoca e muito concreta da barbárie que em seu nome é levada a cabo. Pudera: a ouvir o depoimento do Sheik Munir, os terroristas podiam perfeitamente ser marcianos. Quem fica tranquilo a ouvir isto?

Schäuble e Centeno

Schäuble: “Centeno é o Ronaldo do Ecofin”

De acordo com o site Politico, depois da saída do PDE e do pedido para pagar antecipadamente ao FMI, o ministro das Finanças alemão considerou o seu homólogo português “o Ronaldo do Ecofin”.

Não estou tão optimista quanto – aparentemente e fazendo fé na fonte portuguesa citada – estará Schäuble mas parece-me oportuno em qualquer caso recordar o que escrevi no Observador em Agosto de 2015 sobre Mário Centeno e sobre Caldeira Cabral, e que na altura me valeu várias críticas cerradas de vários quadrantes:

Considerando adicionalmente que muito pouco de substantivo em matéria económica divide a ala moderada dos socialistas democráticos dos social-democratas, tudo isto se torna mais bizarro. Ou talvez não: quando as ideias, no essencial, pouco diferem, restam as clivagens pessoais tribais para estabelecer diferenças. Como nada de pessoal me move contra (nem, já agora, a favor de) Mário Centeno e Manuel Caldeira Cabral reafirmo que, no contexto português, são mesmo economistas de créditos firmados.

Aliás, tanto Caldeira Cabral como Centeno poderiam, se as circunstâncias fossem outras, estar nas listas da coligação PSD/CDS, o que torna as reacções inflamadas ainda mais descabidas. Pelo que percebo, o processo mental funciona mais ou menos da seguinte forma: Caldeira Cabral e Centeno seriam bestiais se estivessem na lista certa mas, dado que estão na lista errada, são obviamente umas bestas.

A roleta russa da dívida

Jogar à roleta russa com a dívida pública? Por Joaquim Miranda Sarmento.

Em matéria de Finanças Públicas, o que ressalta em primeiro lugar é a evolução que é apresentada para os próximos 20 anos. O relatório estima um défice orçamental nominal de -0,5% após 2019 (um pouco melhor até 2022 e assumindo -0,5% após 2022). Trata-se de um cenário ambicioso, embora abaixo das previsões apresentadas no Programa de Estabilidade há três semanas atrás (e com um défice orçamental de -0,5% dificilmente se cumpre o objetivo do saldo estrutural). Mas o relevante aqui é que, de facto, já ninguém se atreve a defender défices orçamentais. Pelo contrário, este relatório, ao invés de optar por uma política de rutura, com “reestruturação” e expansionismo orçamental, opta por cumprir as regras orçamentais. É aquilo que dizia há umas semanas: a rendição aos “conservadores orçamentais”. Ainda bem!

Continue reading “A roleta russa da dívida”

Forbidden Knowledge: Sam Harris entrevista Charles Murray

Vale a pena ouvir com atenção: Forbidden Knowledge – A Conversation with Charles Murray

In this episode of the Waking Up podcast, Sam Harris speaks with Charles Murray about the controversy over his book The Bell Curve, the validity and significance of IQ as a measure of intelligence, the problem of social stratification, the rise of Trump, universal basic income, and other topics.

Charles Murray is a political scientist and author. His 1994 New York Times bestseller, The Bell Curve (coauthored with the late Richard J. Herrnstein), sparked heated controversy for its analysis of the role of IQ in shaping America’s class structure. Murray’s other books include What It Means to Be a Libertarian, Human Accomplishment, and In Our Hands. His 2012 book, Coming Apart: The State of White America, 1960-2010 describes an unprecedented divergence in American classes over the last half century.

Sobre sondagens e projecções em França

Acertaram quase ao milímetro (espantosamente considerando as naturais margens de erro, o facto de haver quatro candidatos à passagem à segunda volta e uma situação altamente volátil), ainda que quase ninguém fale disso.

De Hillary a Marine

Em Novembro passado, muitos defendiam a eleição de Hillary Clinton com o argumento de que seria um grande avanço ter pela primeira vez uma Presidente mulher nos EUA.

Aplicando o mesmo critério, o que acharão das opções nestas eleições presidenciais em França?

They seem quieter today…

3 mulheres polícia Suecas… 1 refugiado… Resultado: humilhação

A realidade impõe-se na Suécia:

Quando ao fim de 2:50 ele pega numa pedra final e a atira contra o vidro do carro sem qualquer oposição, lembro-me dos jogos da juventude e parece-me ouvir “Humilliation”. Patético. No que a Suécia se tornou…

Este vídeo faz-me lembrar da grande diferença entre Bill Maher (esquerdista mas não mangina) e Michael Moore (total mangina) neste vídeo histórico (ver aos 8:43):

Todo o vídeo é muito revelador e se apreciam o género recomendo.

Compreender o putinismo LXVI

Testemunhas de Jeová, alvo de perseguição por parte do estado de Vladimir Putin.

Russia bans Jehovah’s Witnesses deeming it an ‘extremist’ organisation after prosecutors said it ‘destroys families and fosters hatred’

Russia’s Supreme Court has banned Jehovah’s Witnesses on Thursday It ruled the organisation was ‘extremist’ and shut down its headquarters

Authorities have put several publications on the banned extremist literature list

Russia’s Supreme Court has banned the Jehovah’s Witnesses, deeming them an ‘extremist’ organisation.

The ruling means the religious group’s 175,000 followers in Russia are equated to Islamic State members.   (…)

Renaud Camus & Pat Buchanan

N’O Estado da Arte, blog do jornal O Estado de São Paulo, encontra-se um interessante perfil de Renaud Camus, candidato presidencial francês que sequer é chamado para os debates.

Confesso que a primeira vez em que ouvi falar em Renaud Camus foi num almoço com um amigo, diplomata brasileiro. Ele próprio, descendente de franceses, demonstrava interesse pela ideia camusiana do “Partido da In-Nocência” — não da inocência no sentido de não ser culpado, mas de não fazer mal. Primum non nocere.

Discordemos o quanto quisermos de Camus, claro, mas tentemos entendê-lo. E uma comparação que me veio à mente foi com o velho Pat Buchanan (ou apenas oito anos mais velho do que Camus). Buchanan foi assessor de Reagan, perdeu repetidamente as primárias republicanas para ser candidato, e ajudou a criar o Reform Party, tendo sido um dos primeiros “terceiros candidatos” de monta às eleições presidenciais americanas. Como Camus, também foi excluído dos debates televisivos, e era difícil não entender isso como um ato de prudência: como Buchanan era também apresentador do programa Crossfire na CNN, seria difícil superar alguém que já dominava toda a linguagem da TV.

Buchanan, porém, foi uma espécie de pioneiro do nacionalismo que hoje encontra em Camus um representante à direita de Marine Le Pen: defendia o poder dos sindicatos, queria que os EUA parassem de exportar empregos, era abertamente nacionalista. Denunciava os acordos multilaterais de comércio, e um de seus slogans era free trade is not free, no sentido de que o livre comércio custa algo a alguém — o importante era que o eleitor de Buchanan acreditasse que o outro é que estava pagando, talvez.

Contudo, Buchanan escreve muitíssimo bem. Pode não ser um mestre do estilo como Camus, mas tem clareza e teve a coragem de escrever um livro que sugere que a Segunda Guerra Mundial foi desnecessária. Deu-nos um dos melhores títulos do mundo, o de sua autobiografia: Right from the Beginning, ou Desde o começo, Certo desde o começo, e Direitista desde o começo.

Três anos antes do famoso Le Suicide Français de Éric Zemmour, Buchanan também escreveu Suicide of a Superpower.

Com a eleição de Trump, ficam as perguntas: Buchanan veio cedo demais para os eleitores? E Camus? Encontrará em Le Pen seu voto útil?

É muito melhor tentar entender essas figuras do que descartá-las — o que é óbvio quando dito assim, mas não quando se considera o tratamento que boa parte da mídia lhes dispensa.

Vacarias de todo o mundo, uni-vos

As vacas que voam são um valor seguro.

O espírito construtivo que reina no país e na Geringonça que é capaz de colocar vacas a voar é o mesmo que no progressista Zimbabwe, um dos expoentes do socialismo de rosto africano, tem feito milagres nos sectores económico e financeiro.

Commercial banks in Zimbabwe will soon be compelled to accept livestock such as cattle, goats and sheep as collateral for cash loans to informal businesses under a new law presented to parliament Tuesday. (…)

Vehicles, television sets, refrigerators, computers and other household appliances will become acceptable as collateral once they are evaluated and registered in the central bank’s register, according to Chinamasa.

“As minister in charge of financial institutions, I feel there is need for a change of attitude by our banks to reflect of our economic realities,” he said. Banks are “stuck in the old ways of doing things and failing to respond to the needs of our highly informalized economy.”

Uma saudação especial para o Ministro das finanças português, por se recusar -apesar das oito tentativas de cariz fascizante- a revelar o valor actual líquido do empréstimo ao Fundo de Resolução. Ao não responder, o sondado-para-o-Eurogrupo, Mário Centeno reforçou a confiança dos portugueses em relação às instituições, à democracia e ao Universo. Afinal de contas, para quê que os contribuíntes desejariam saber qual foi o perdão de dívida ao certo quanto dinheiro emprestaram à banca e qual o montante que esta irá pagar? Aprendamos que o gado em forma de contribuínte passivo, não tem preço.

Admirável Mundo Novo Progressista…

Lawsuit: Male Student Accused of Sexual Harassment for Rejecting Gay Advances Commits Suicide After Title IX Verdict

França submersa em ódio

Rotina, um grande artigo de Helena Matos no Observador.

(…) Já não há velas, nem flores, nem lágrimas. Entrou na rotina. Por rotina também tento confirmar se já saíram notícias sobre a morte de Lucie Sarah Halimi. Não encontro nada. O silêncio, o faz de conta que não tem interesse, o não é bem assim ou quiçá falar nisso seja “anti-islão” predominam há largo tempo nesta matéria. Por isso a morte de Lucie Sarah Halimi passou como se tivesse sido o caso de uma senhora sexagenária assassinada por um jovem vizinho prontamente classificado como desequilibrado. (…)

Lucie Sarah Halim foi agredida por um jovem seu vizinho de 27 anos. Segundo alguns vizinhos este gritava Allah ou-Akhbar enquanto a atirava pela janela. A confirmar-se esta versão dos factos Lucie Sarah Halimi é a última vítima da violência crescente exercida sobre os judeus em França. (…)

Os agressores regra geral são muçulmanos que os vizinhos dizem radicalizados mas que as autoridades começam por apresentar como doentes mentais, pequenos traficantes ou ladrões tão inofensivos que até acreditam que todos os judeus são ricos. (…)

O recente assassínio de Lucie Sarah Halimi, os gritos “porcos judeus” e as garrafas atiradas aparentemente por magrebinos sobre as pessoas que integraram a manifestação de pesar pela sua morte a par da quase invisibilidade mediática deste caso só surpreendem quem não segue a realidade francesa.

O desinteresse com que as redacções europeias começaram por olhar para as agressões aos judeus em França transferiu-se em seguida para a Suécia: os ataques aos judeus em Malmo foram um dos primeiros sinais de que no paraíso oficial da multiculturalidade algo estava correr muito mal. Depois veio a fase da negação. Agora temos uma fé: acredita-se que os factos não ocorrem se não os referirmos.

Mas por mais que isso nos custe a admitir os judeus partem porque os fundamentalistas já estão aqui. E estão a mudar o nosso modo de vida. (…)

Trumpices e putinismos

Os EUA atacaram com 59 mísseis Tomahawk a base aérea síria de al-Shayrat, localizada perto da cidade de Homs como resposta ao uso de armas químicas em Idlib. Para lá dos aspectos militares, o ataque norte-americano representa uma enorme mudança da política da Administração Trump, facto que irritou o Primeiro-Ministro russo e que terá dado novos contornos à curvatura da espinha dos trumpistas portugueses.

“That’s it. The last remaining election fog has lifted. Instead of an overworked statement about a joint fight against the biggest enemy, Isis (the Islamic State), the Trump administration proved that it will fiercely fight the legitimate Syrian government, in a tough contradiction with international law and without UN approval, in violation of its own procedures stipulating that the Congress must first be notified of any military operation unrelated to aggression against the US. On the verge of a military clash with Russia. (…)

Lidas as palavras de Dmitry Medvedev, fica uma vez mais demonstrado que as guerras da santa mãe Rússia contra a Geórgia e a Ucrânia respeitaram e respeitam na íntegra as aprovações da ONU e demais códigos legais e de conduta internacionais.

 

 

Compreender o putinismo LXV

O putativo agente da CIA.

Algumas horas após o atentado terrorista que teve lugar em São Petesburgo, está encontrado o culpado: a CIA.  Não entendo a razão de existir da interrogação do mítico Pravda.

CIA engaged in St. Petersburg terror act?

Carrega Portugal II


Conhecem a dívida acumulada pela instituição que preside a pessoa que está entre o Ministro das Finanças e o Primeiro Ministro da República da Portugalândia? 

Sabem que a CGD e o Novo Banco são dois importantes credores desta instituição? Mesmo que não o saibam, conhecerão  certamente as perdas e prejuízos destas duas instituições bancárias e as recapitalizações a que foram ou vão ser sujeitas , de largos milhares de milhões de Euros. 

Sabem que existem “garantias” dadas pelo fundo de Resolução ao comprador do Novo Banco, a Lone Star (ver post Carrega Portugal),  que caso certos créditos malparados não sejam pagos, os contribuintes (o Fundo de Resolução para ser mais preciso) entram com massa? E se a instituição que preside o senhor que está entre o MoF e o PM da República da Portugalândia não pagar, lá vão os contribuintes contribuir para o perdão da dívida,  sejam eles adeptos do Sporting, do FCP, do Guimarães ou do Arouca…

No Europeu Pedro Passos Coelho sentou-se no meio da bancada no Estádio de Paris , enquanto o Sec. Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, e outros, iam a convite da Galp.

A separação entre politica e futebol é higiénica e saudável , em especial quando os conflitos de interesses são enormes, e as tentações dos milhões  (que se podem perdoar à custa do contribuinte) são ainda maiores .
#CarregaPortugal