Centeno: cordeiro útil?

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Leitura complementar: Não íamos “virar a página da austeridade”?

A “geringonça” e a nova página da austeridade

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O meu artigo desta semana no Observador: Não íamos “virar a página da austeridade”?

À medida que a demagogia dos propagandistas da esquerda radical que impulsionaram a “geringonça” vai colidindo com a realidade, fica cada vez mais claro que o prometido “virar de página da austeridade” acabará por conduzir a um novo capítulo com ainda mais austeridade. Desde Passos Coelho às instituições europeias – sem esquecer os “mercados” – não faltarão bodes expiatórios a quem apontar o dedo no momento do colapso, mas nessa altura importará recordar que foi a “geringonça” quem fracassou estrondosamente no cumprimento das suas promessas.

Os restantes são Franciscanos do Alasca

A imbecilidade não respeita títulos académicos.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

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Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg

O socialismo real e a abundância

Mais de 35 mil venezuelanos cruzaram fronteira com Colômbia no domingo para comprar alimentos

Mais de 35 mil venezuelanos cruzaram no domingo a fronteira com a cidade de Cúcuta, no norte da Colômbia, para comprar alimentos e medicamentos que escasseiam na Venezuela, revelaram as autoridades colombianas.

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Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

Algumas notas sobre o referendo britânico

O referendo da passada quinta-feira foi um erro monumental. Em primeiro lugar – e mais importante – por dar um ar de legitimidade a algo que é um grotesco abuso de poder de uma maioria conjuntural. Uma consulta popular com implicações constitucionais profundas não deve ser aprovada apenas por maioria. Não o é habitualmente em parlamentos, quanto mais num referendo. O facto de ocasionalmente uma maioria conjuntural estar do lado de algo com que concordamos, não nos deve impedir de ver o erro de aceitar votações deste género como legítimas. “Vitórias da democracia” não acontecem sem super-maiorias ou maiorias qualificadas. Mesmo com elas, podem ocorrer violações grotescas de direitos que, pura e simplesmente, não são referendáveis ou sujeitáveis a votação. Não é para mim taxativo sequer que uma maioria (qualificada ou não) possa votar no sentido de limitar determinados direitos fundamentais (como a liberdade de circulação num espaço geográfico dado por adquirido) de outros cidadãos do Reino Unido contra a sua vontade. A democracia como a entendemos tradicionalmente no ocidente não é uma ditadura da maioria, nem pode estar sujeita à instabilidade de decisões fundamentais tomadas por maiorias conjunturais que se vão contradizendo ao longo do tempo. Daí termos democracias constitucionais, em que uma lei fundamental restringe algumas opções legislativas para proteger indivíduos e minorias. No fundo para proteger a própria comunidade de ser dilacerada por exaltações momentâneas.

Em segundo lugar, a campanha foi conduzida apelando tácitamente a instintos primários do eleitorado, como aversão a estrangeiros, e prometendo coisas que pura e simplesmente não são possíveis de obter. Quando se constrói um movimento em torno do “controlo das fronteiras”, não se pode prometer ao mesmo tempo um acordo tipo norueguês ou suiço. Este acordos pressupõem livre movimento de pessoas, além de bens; aceitação das regulações comunitárias; e contribuições orçamentais. Além de violar os preceitos básicos de uma democracia constitucional, a campanha “Leave” contribuiu também para o descrédito inevitável da democracia, pois será impossível cumprir as diversas expectativas dos apoiantes. O descrédito tenderá a ser ainda maior pelo estigma que fica necessariamente colado às pessoas razoáveis que pactuaram com as tácticas incendiárias de alguns dos seus compagnons-de-route. Depois de apelar aos instintos primários de alguns votantes, os futuros dirigentes britânicos (ou se calhar apenas ingleses) não poderão evitar ser responsabilizados pelos episódios pouco edificantes que possivelmente surgirão. O eleitor menos esclarecido da Inglaterra profunda que está à espera de ver menos estrangeiros é capaz de se tornar violento se isso não acontecer.

Em terceiro lugar, a liderança da campanha “Leave” tem defendido um caminho que é impossível, por ser ilegal. A única saída possível da União resulta do artigo 50 do tratado de Lisboa. A ideia de negociações informais, ao mesmo tempo que o parlamento britânico inicia o processo legislativo de remover da legislação as partes que não gosta dos tratados em vigôr, é simplesmente ilegal por violar esses mesmos tratados. O Reino Unido ratificou todos os tratados e estes permanecem em vigôr até ao fecho de negociações de saída no âmbito do artigo 50 (ou dois anos a partir da invocação desse artigo, o que vier mais cedo).

Por fim, os parlamentos escocês e norte-irlandês podem recusar autorizar a remoção das leis europeias da legislação em vigôr nas suas regiões. Esse bloqueio só seria ultrapassável com o parlamento britânico a usar o mecanismo que possui para se sobrepor aos parlamentos regionais, tornando explícito o cisma entre Inglaterra e os restantes membros do Reino Unido. O erro monumental pode acabar no fim do próprio Reino Unido.

Anacleto, sempre

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Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

Outra dúvida pertinente

Leitura complementar: Como evitar destruir a UE; Brexit: uma lição para a UE; A Rainha, a diferença britânica e o Brexit.

Uma dúvida pertinente

Leitura complementar: Como evitar destruir a UE; Brexit: uma lição para a UE; A Rainha, a diferença britânica e o Brexit.

Repetir até acertar no resultado politicamente correcto

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Repetir referendos e alterar regras a meio do jogo são práticas com muitos fãs nas mais altas esferas eurocráticas, pelo que este cenário não é e excluir: Quase 1,5 milhões de pessoas querem repetir o referendo no Reino Unido.

A petição exigia duas condições para que os resultados do referendo ao Brexit fossem implementados. Uma delas era que mais de 75% dos eleitores fossem votar. A percentagem de participação no referendo da União Europeia foi de 72%. Outra mudança implicava que a vitória só fosse reconhecida a quem tivesse mais de 60% dos votos. A saída do Reino Unido da UE reuniu 51,9% dos votos. Se as novas regras para os referendos fossem aprovadas, e tivessem efeitos retroativos, teria de haver um novo referendo.

Leitura complementar: Como evitar destruir a UE; Brexit: uma lição para a UE; A Rainha, a diferença britânica e o Brexit.

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

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A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Old habits…

Deputada do PS sugere demissão de jornalista do Público no Twitter

A deputada do PS e ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas reagiu com indignação, no Twitter, à cobertura feita pelo jornal Público às manifestações dos últimos dias contra e a favor do fim dos contratos de associação nas escolas privadas. Numa série de tweets sobre o tema, onde partilha a reportagem publicada naquele jornal este sábado a respeito da manifestação de defesa da escola pública, a ex-ministra acaba por questionar porque é que a jornalista autora do artigo “ainda não foi despedida por escrever factos falsos”.

Histerismo na geringonça

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Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro

Passos e Costa sobre a emigração de professores

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Há diferenças entre o que disse agora Costa e o que disse Passos em 2011?

Um em 2011, outro há dois dias, ambos juntaram na mesma frase demografia, professores, ensino da língua portuguesa e emigração. E a polémica instalou-se. Mário Nogueira defende Costa, mas preocupado.

Alexandra Leitão e os contratos de associação

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Por acaso, um acaso sem acaso algum. Por Helena Matos.

Este sistema escolar que a senhora secretária de Estado defende – com os filhos dos outros nas escolas públicas e os nossos numa escola privada por causa de uma circunstância que não suscita polémica como os horários ou a segunda língua – tornou-se em Portugal um mecanismo que não só reproduz como acentua as fragilidades e as vantagens comparativas do meio de origem dos alunos. E foi nesta engrenagem que, qual grão de areia, entraram os contratos de associação.

O que está em causa, o que irrita nos contratos de associação é que milhares de famílias viram naqueles contratos algo em que muitos já desistiram de acreditar na rede pública: a escola enquanto factor de inclusão e ascensão social. Por outras palavras, eles não podem colocar os filhos na Escola Alemã mas também não os querem nas madrassas do senhor Nogueira.

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#NogueiraBem

Vejo muita gente indignada por Mário Nogueira ainda não ter saltado à jugular de António costa quando o fez perante iguais declarações de Passos Coelho sobre as – aliás, evidentes – oportunidades no estrangeiro para os professores que cá não obtêm colocação.

Queria defender aqui um pouco o nosso ministro da educação: Mário Nogueira sabe comportar-se com lisura política. Discordará em privado e di-lo-á ao seu líder, mas não fará em público a desfeita de atacar o seu primeiro-ministro. É o que se espera dum soldado disciplinado.

As 35 horas e a Constituição

Deixar violar a Constituição. Por Alexandre Homem Cristo.

As 35 horas para os funcionários públicos e a nova administração da CGD

O meu artigo desta semana no Observador: O fim da austeridade: das 35 horas à administração da CGD

A “geringonça” prometeu. A “geringonça” cumpre. O fim da austeridade está mesmo a concretizar-se, ainda que só para alguns e durante algum tempo. Dois casos em análise: as 35 horas semanais de trabalho para funcionários públicos e a nova administração – com mais administradores e remunerações mais elevadas – da Caixa Geral de Depósitos. Nenhuma das duas medidas faz sentido no contexto de um país que continua numa grave situação económica e financeira, mas ambas fazem todo o sentido à luz dos objectivos políticos de curto prazo da “geringonça”.

Sim, podemos aguardar

podemos

Irão financiou Podemos com esquema, pelo menos, manhoso e que envolve as sinistras contas offshore. Aguardo o tratamento noticioso por parte do Esquerda.Net.

Os malandros dos privados

porcosUma empresa é a forma legal como um conjunto de pessoas se organiza para levar a cabo uma actividade económica. Um sindicato é a forma legal como um conjunto de pessoas se organiza para levar a cabo uma actividade económica. O primeiro caso é motivado pelo benefício da organização e união de esforços para atingir objectivos. O segundo pelo benefício da força negocial resultante da união de esforços dos seus membros. Ambas são organizações de origem eminentemente privada, enquadradas na legislação.

Curiosamente, quando algumas pessoas defendem a “escola pública”, defendendo implicitamente os interesses privados dos sindicatos de professores e dos seus membros, usam argumentos de oposição a interesses privados (neste caso dos colégios com contrato de associação). Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros.

Má sorte não ser animal…

Abandonar idosos deve ser crime? Esquerda deve chumbar

Abandono de animais de estimação também vai dar prisão (2014)

Conjugando com a prioridade dada à eutanásia, pelo menos ninguém pode acusar a esquerda de falta de coerência…

Hillary Clinton e Donald Trump

Hillary Clinton diz que Trump é “impróprio” para a Casa Branca

“Mesmo que não estivesse nesta corrida, estaria a fazer tudo para me certificar que Donald Trump nunca se tornaria presidente, porque, acredito, poderá levar o país para um caminho verdadeiramente perigoso”, afirmou Hillary Clinton, durante uma sessão pública em San Diego, Califórnia.

Hillary Clinton afirmou esperar que os “psiquiatras expliquem a afeição por tiranos”, referindo-se aos elogios de Donald Trump ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

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Do Kremlin, com humor

Vlad

Gozar com criaturas divinas não dá bom resultado.

rapazes: da próxima fiquem em casa a ver a novela. (é esta a lógica, não é?)

Aparentemente os traficantes da favela onde aconteceu o gang rape da adolescente já resolveram o assunto com os violadores e de maneira um tudo-nada violenta. Aparentemente ficaram zangados porque a violação trouxe a polícia para dentro da favela e porque, apesar de traficantes, consideram os crimes sexuais particularmente repugnantes de entre toda a panóplia de crimes.

Ora tenho a dizer que neste momento estou com mais consideração por estes traficantes que algumas criaturas, aparentemente pensantes (mas não), que nos últimos dias vi pelo facebook ou pelo twitter a verter fel porque a ‘vítima’ (assim entre aspas) tinha um percurso de vida questionável (como se isso justificasse uma violação), ou a insinuar que afinal não tinha havido violação nenhuma, foi tudo consentido. Porquê? Porque os violadores disseram que foi consentido e portanto palavra de homem é lei. A ordinária da gaja era uma agarradinha, prostituta, envolvida com um traficante, já com um filho, quem é que acredita numa mulher assim? Mas os homens – eles próprios os traficantes, carregados de armas, capazes de filmar sexo coletivo com uma mulher entorpecida e colocar na net – são uns tipos impecáveis, uns amores de pessoa, que razão teriam (além de evitarem acusação e condenação) para mentirem?!

É como digo. Além de não manifestarem estes esquemas mentais intelectualmente indigentes do que eu vi por cá, pelos vistos os traficantes têm uma réstia de decência que alguns law abiding portugueses não têm perante uma vítima de um crime hediondo. E tendo em conta que os investigadores brasileiros também estão mais preocupados em julgar a vítima que os violadores, confesso que estou sem grande empatia para as vítimas destes crimes justicialistas.

Estou certa que os que correram a escarnecer da vítima de violação estarão satisfeitos com esta justiça popular. É que como diz a Madalena Vidal no facebook: ‘Se os violadores estivessem na igreja isto também não lhes tinha acontecido.
#‎azarucho‘ Ou a Susana Beirão: ‘Se a tivessem mantido dentro das calças não tinham ficado sem ela… (mais ou menos a lógica dos comentários “cro-magnons” sobre as mulheres que usam roupas provocantes)’.

Sobre a instrumentalização de criancinhas em manifestações

Manifestação que instrumentaliza criancinhas:
Manifestação em defesa dos contratos de associação
Escola5

Manifestação que não instrumentaliza criancinhas:
Estudantes do básico e secundário manifestam-se em defesa da Escola Pública
manif2

(ideia roubada à Maria João Marques)

A duplicidade de Mário Nogueira e dos defensores do Ministro da Educação

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Francisco Assis: “Mário Nogueira está a provar do seu próprio veneno”

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Os double standards do Público

Tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita são péssimas opções para a Europa. Este é o meu entendimento, perfilhado também — julgo — por muitas outras pessoas. Não é, contudo, o entendimento do Público. Para o jornal Público a vitória da extrema-esquerda na Grécia é motivo de regozijo e celebração, mas uma eventual vitória da extrema-direita na Áustria seria motivo de consternação, agravo e preocupação. Se dúvidas havia quanto ao posicionamento ideológico do jornal Público, estão agora esclarecidas.

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Questões à CML, a construtora de mesquitas

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Vale a pena ler o post da Helena Matos intitulado A CML, a construtora de mesquitas.

Da leitura surgem algumas questões:

A CML – socialista, laica e republicana – paga a construção de uma mesquita na Mouraria a que propósito?

Que outros locais de culto foram promovidos e pagos pela CML?

Houve lugar a expropriações? Em que moldes e condições?

Passará a norma edificar templos religiosos a partir de instalações clandestinas?

A construção da mesquita na Mouraria está no programa eleitoral do PS local ou nacional?

Na incerteza de que terei as respostas por quem as deve dar, informo que existe uma petição dirigida À CML e Assembleia da República intitulada “Petição Contra a Construção de Mesquita em Lisboa em Propriedade Privada Expropriada“.