A imoralidade das subvenções de campanha

“Num tempo em que 75% das pessoas têm acesso à internet e toda a população pode ver televisão, financiar comícios, jantares e brindes só serve para os partidos distribuirem benesses aos seus seguidores”

Destaque do texto de hoje no Observador do Carlos Guimarães Pinto. Não foi por acaso que aceitei ser cabeça de lista do Iniciativa Liberal. Há um John Galt no Carlos.

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A direita mexe-se em Espanha

No debate de ontem em Espanha, Rivera, líder do Ciudadanos, foi o grande vencedor e o principal líder da oposição ao governo socialista. No entanto, também é de realçar o pequeno confronto que houve “à direita”, entre os Cs e o PP (de relembrar que o Vox não esteve no debate, mas certamente terá resultados altos). Copio para aqui um excerto do bom resumo que o Observador fez do debate. Para mais detalhe ver aqui.

Albert Rivera, porém, não se preocupou apenas com atacar Pedro Sánchez — a certa altura, também atirou contra Pablo Casado. “Onde estava o senhor Casado quando o PP subiu o IVA e IRPF? Eu digo: no assento parlamentar a votar favoravelmente”, lançou Albert Rivera, do Ciudadanos ao líder do PP. “Senhor Casado, se chegarmos a um acordo no futuro, vamos de ter mudar a sua política, de Rajoy e Montoro, por políticas liberais que baixem os impostos”, continuou.


E depois rematou com um ataque ao PP — que tem autoria da ministra das Finanças socialista, Maria Jesús Montero, que já o tinha dito em fevereiro deste ano — perguntando a Pablo Casado: “Sabe onde está o milagre económico do PP? Na prisão”, disse, segurando uma fotografia de Rodrigo Rato, ministro da Economia e vice-Presidente de Governo de José María Aznar, e atualmente preso por crimes de corrupção.

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Páginas de Austeridade Que Se Viram (IV)

Segundo notícias que circulam hoje (ver aqui e aqui), o estado prepara-se para aumentar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar pelos contribuintes através da revisão do coeficiente de localização que irá acontecer até Agosto deste ano.

Mais páginas de austeridade que se viram…

Campanha Eleitoral Financiada Pelos Contribuintes

Muito interessante o gráfico abaixo retirado daqui que revela os orçamentos dos diferentes partidos com assento parlamentar para a campanha das eleições para o parlamento europeu.

É curioso observar que a grande maioria dos partidos esperam que as subvenções estatais, pagas com o dinheiro de todos nós contribuintes, cubram a maior parte do orçamento da campanha eleitoral. Mesmo o CDS-PP que não prevê receber ajudas estatais, tem despesa orçamentada suficiente para poder vir a beneficiar delas caso venha a eleger um deputado, de acordo com a lei eleitoral.

E ainda dizem que não há margem para cortar nas despesas do estado.

Relativamente aos partidos “mais pequenos”, o orçamento é o seguinte (fonte e fonte):

  • Chega / Basta – 500 mil euros de orçamento, prevê receber 400 mil euros de subvenções estatais.
  • Aliança – 350 mil euros de orçamento, prevê receber 350 mil euros de subvenções estatais.
  • PDR – Partido Democrático Republicano – orçamento de 62.500 euros, não prevê subvenções estatais.
  • Iniciativa Liberal – orçamento de 28.000 euros, não prevê subvenções estatais. Aliás, tanto quanto tenho conhecimento é o único partido que assume publicamente que não aceitará subvenções do estado para a sua campanha eleitoral, mesmo no caso de eleger um eurodeputado (fonte).
  • PCTP-MRPP – orçamento de 16.000 euros, não prevê subvenções estatais.
  • Livre – orçamento de 11.650 euros, não prevê subvenções estatais.
  • PURP – Partido Unido dos Reformados e Pensionistas – orçamento de 5.000 euros, não prevê subvenções estatais.
  • PNR – Partido Nacional Renovador – 1.800 euros de orçamento, não prevê subvenções estatais,
  • PTPPartido Trabalhista Português – 1.000 euros de orçamento, não prevê subvenções estatais.

De entre os “partidos pequenos”, destaque para os orçamentos a coligação Basta e para o partido Aliança com um orçamento superior ao do CDS-PP e que contam cobrir na sua grande maioria com subvenções estatais.

De referir ainda que além da imoralidade das subvenções estatais, estas subvenções servem para defender e proteger os partidos grandes já confortavelmente instalados no mundo político português e para criar barreiras à entrada de novos partidos.

Leitura complementar: Europeias. Partidos contam gastar 4,9 milhões de euros na campanha eleitoral

Coisas que aprendemos durante a greve

1 – o sindicato só devia poder convocar greve uns 5 anos depois de formar-se
2 – se continuar a haver greves temos que limitar o direito à greve
3 – o governo não podia fazer nada
4 – é óptima ideia fixar serviços mínimos só para Porto e Lisboa
5 – excelente, o governo

A Melhor Razão De Sempre Para Uma Ministra Não Responder A Uma Pergunta

Podem observar no clip abaixo a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a revelar toda a sua classe e todo o respeito que tem pelas instituições democráticas deste país.

#nãomeapetece

Demência

Creio que as declarações abaixo de Pedro Marques e de António Costa só podem ser compreendidas como um estado avançado de demência.

As imagens das notícias acima foram retiradas daqui e daqui.