A direita que a esquerda gosta.

Há sensivelmente 10 meses, todos partidos à esquerda e o Chega votaram contra a proposta da IL de privatizar a TAP, tendo o PSD e o CDS votado abstenção. A IL votou a favor, sozinha. Em 230 deputados apenas um a favor. Passados 10 meses, depois desta trágica rejeição, os portugueses já enterraram 1700 milhões de euros nesta empresa agora nacionalizada.

Passados 10 meses, a direita que a esquerda gosta volta a repetir os erros. Há várias votações inacreditáveis do PSD, como já é hábito do partido de Rio, e o que não falta são propostas à la PCP do Chega: é antecipar idade da reforma, é recuperar todo o tempo de serviço, é subsídios de apoio, é revisões salariais… tudo para a função pública, tudo para ter votos de certas classes da função pública, enquanto o privado está asfixiado nesta crise. Propõe-se almoços grátis para toda a gente. É esta a direita que fala muito nas redes sociais e na comunicação social, mas que na prática no parlamento propõe o que a esquerda quer.

Temos um parlamento cada vez mais coletivista e estatista. Como dizia Bastiat, “o estado é a grande ficção através da qual todos tentam viver às custas de todos” e este é um parlamento onde cada vez mais, infelizmente, predomina essa mentalidade.

O populismo das minorias do mal

Pela primeira vez o partido messiânico está do lado de uma minoria. Pena é que seja da minoria dos polícias que abusam, em detrimento da maioria dos polícias de bem.

A proposta do CH para punir quem capturar e divulgar imagens/vídeos da atuação da polícia é uma das mais ridículas que chegaram ao Parlamento este ano.

É inconstitucional e tecnicamente mal feita como é hábito, viola a liberdade individual em “defesa” do Estado e nem sequer protege os polícias de bem.

1 – Viola liberdades individuais. E é claramente inconstitucional, visto que propõe um agravamento na pena quando as filmagens que pretende punir são relativas a ações policiais com membros de minorias étnicas. O princípio basilar da democracia liberal de Igualdade perante a Lei não existe para este partido.

2 – Filmar a atuação das polícias (que têm o monopólio da violência concedido pelo Estado) ou qualquer outra entidade do Estado é uma defesa dos direitos do indivíduo. Quem acha que não há abusos que saia de casa. Nem tem de ir a um “bairro problemático”, basta ir a uns dérbis de futebol.

3 – Os cheganos dizem que o objetivo é proteger a polícia. Mas é a própria polícia que tem pedido mais câmaras na rua/esquadra e até bodycams! Os polícias sabem bem que isso protege a maioria dos agentes que se comporta conforme a lei (expondo quer os polícias quer os suspeitos que não a cumprem ou têm comportamentos provocadores/abusivos).

Esta é mais uma proposta populista, para fazer uns títulos de jornal que algumas pessoas vão gostar porque nem carregam na notícia para a ler. Parece ser uma proposta – repito tecnicamente mal feita como costume – para proteger a minoria dos polícias que abusa e não segue a lei, em vez de proteger a maioria dos polícias de bem.

António Costa de 2020 vs António Costa de 2015

O António Costa de 2020 realça a importância de Portugal ser um estado de direito:

Já o António Costa de 2015, estava-se a literalmente a borrifar para o estado de direito (fonte e fonte).

Como é que se chamam mesmo os seres sem espinha dorsal?

PAN: O Partido Das Taxas e Taxinhas

Sempre que o PAN faz uma proposta, recomenda-se que os portugueses guardem as suas carteiras. Depois da grande causa das embalagens de Take-Away, o PAN encontrou mais uma grande causa nas viagens aéreas – e que grande sentido de timing. Sugiro que o PAN altere com urgência o nome para Partido das Taxas e Taxinhas (PTT).

A notícia acima foi retirada daqui.

Leitura complementar:

Taxas e Taxinhas: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Mais uma taxa para vossas excelências pagarem, cortesia do PAN com o apoio do Partido Socialista que está sempre à procura de novas maneiras de esmifrar o contribuinte – seja através de um novo imposto ou nova taxa, seja através do aumento de um imposto ou de uma taxa existente. Nesta nova página de austeridade que se vira, os contribuintes são brindados com uma taxa de 30 cêntimos em embalagens de take-away (fonte).

Ocorrerá provavelmente na cabeça dos leitores a seguinte pergunta: “E existe alguma taxa ou imposto que desce para compensar esta nova taxa?” A resposta a essa questão é: não – paguem e calem. Trata-se de apenas mais uma taxa a adicionar a esta lista crescente de impostos  que vai crescendo sempre pelas desculpas razões mais nobres que o governo invoca: “ambiente”, “saúde”, “segurança”, “cultura”, “solidariedade”, “justiça social”, “interesse nacional”, “interesse estratégio” … – a lista é extensa; é só escolher uma qualquer que sirva para justificar o imposto.

Leitura complementar: 150 Maneiras de Esmifrar o Contribuinte

TAP: Um Caso Crónico do Socialismo Português

Noruega: o sexto país do mundo com maior PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de 37,5% (fonte), e que devido ao petróleo que detem, possui um fundo soberano que excede um bilião de euros (fonte), algo que dá cerca de 190.000 euros por cada um dos seus 5,3 milhões de habitantes.

Norwegian Air: uma companhia aérea rentável antes do COVID-19 (fonte). Tendo sido afectada pela pandemia, pediu ajuda governamental que foi recusada. após o governo Norueguês ter concluído que “conceder ajuda financeira à Norwegian Air não seria um uso responsável de fundos públicos” (fonte). De seguida, a Norwegian Air entrou em insolvência (fonte).

Portugal: quadragésimo país do mundo em termos de PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de cerca de 140% (fonte), e sem qualquer fundo soberano. Se dividirmos a dívida pública por cada um dos 10 milhões de habitantes, cada português (mesmo os que nasçam hoje) tem uma dívida de 26,8 mil euros.

TAP: uma companhia aérea que já não era rentável antes da pandemia (fonte). Quer António Costa, quer Pedro Nuno Santos acham que ter uma companhia de bandeira justifica enterrar na TAP fundos ilimitados, mesmo num ano de particular dificuldade para o país, e em particular para o Serviço Nacional de Saúde. Assim, em plena pandemia, o governo PS decidiu injectar na TAP 1700 milhões de euros (fonte), mil e setecentos milhões de euros!!! Para colocar em perspectiva, o orçamento da saúde em 2020 foi cerca de 11 mil milhões de euros (fonte).

Destaque-se, que com a pandemia, a aviação foi um dos piores, senão mesmo o pior sector afectado, sendo que o impacto no sector se irá sentir durante muitos anos. Mas é no pior sector que se podia investir, que durante uma crise pandémica o governo português decide enterrar mil e setecentos milhões de euros dos contribuintes… e isto numa empresa que não era rentável mesmo antes da pandemia.  E isto, pasme-se, foi feito pelo governo do PS (apoiado pelo PCP e pelo BE) sem o governo nunca ter disponibilizado o plano de liquidez da TAP (fonte).

Somos de facto um país muito rico… em políticos medíocres e pobres.

PS: Cereja em cima do bolo, vejamos um outro negócio que está em grande declínio na era digital: o correio tradicional. Vamos ver então, em plena pandemia, onde podemos injectar dinheiro que não se tem para fazer um daqueles “bons negócios” para o contribuinte que só o Pedro Nuno Santos sabe fazer – nos CTT.

“Abrir Caminho Para Uma Sociedade Socialista”… e Pobre

Três pedidos de ajuda internacional (fonte); uma dívida pública que ronda os 140% do PIB (fonte); e um país cada vez mais pobre em relação aos restantes países da União Europeia… tendo em 20 anos descido da 15º posição da UE (a 27) em paridade de poder de compra para 19º – tendo Portugal sido ultrapassado pela Eslovénia, Malta, República Checa há dez anos atrás e mais recentemente (em 2019) também pela Lituânia e pela Estónia (fonte).

O tal caminho para a sociedade socialista não tem produzido grandes resultados, e parafraseando uma citação muito popular, “insanidade é continuar a aplicar as mesmas políticas e esperar resultados diferentes”.

Leitura complementar: Portugal está a ser “ultrapassado no PIB ‘per capita'” pelos 10 países que aderiram à UE em 2004?

Excesso de Mortalidade em Portugal

Os casos e mortes por COVID-19 têm tido uma atenção, relevância e importância tal, que as outras doenças e mortes por outras causas tem passado para segundo plano.

O excesso de mortalidade em Portugal em 2020 não relacionado com o COVID-19, não deixa pois de chocar e de revoltar. Faltará ainda contabilizar o efeito de todos os rastreios que foram adiados ou que simplesmente ficaram por fazer, algo cujo efeito só será possível observar a médio-longo prazo.

Entre 2 de Março [de 2020] quando os primeiros casos de COVID-19 foram diagnosticados em Portugal e 18 de Outubro, foram registadas 72519 mortes no território nacional, um aumento de 7936 mortes em relação à média dos últimos 5 anos. Destas mortes, 27,5% (2198) foram causadas por COVID-19.

A fonte deste post é este relatório do INE.

Leitura complementar:  Culpa do excesso de mortalidade não é do calor. Explicação “plausível” é menos cuidados de saúde

Em Cada Geração Há Um Grupo Selecto de Idiotas…

Merece ser vista e revista esta excelente intervenção de Toni Cantó, deputado dos Ciudadanos nas cortes gerais de Valência, contra o Comunismo defendido pelo partido Podemos.

Em cada geração há um grupo selecto de idiotas convencidos que o fracassso do colectivismo se deve a não ter sido dirigido por eles.

Cá em Portugal infelizmente, também não nos faltam grupos de idiotas a defender as mesmas ideias comunistas do Podemos.

Proibição de Circulação Entre Concelhos – Todos os Animais São Iguais, Mas Uns São Mais Iguais Do Que os Outros

Este país às vezes parece um sketch dos Monty Python.

Por um lado temos o governo a passar uma medida inconstitucional, uma vez que não se pode proibir a circulação entre concelhos sem declaração do estado de emergência – inconstitucionalidade essa confirmada pelo Presidente da República (ver notícia abaixo).

Por outro lado, a medida inclui um grande conjunto de excepções, o que leva a crer que o vírus seja altamente selectivo e dotado de particular inteligência (quem sabe, pode ser que um dia ainda chegue a ministro):