As melhores frases durante/sobre a crise pandémica:

“Há baixíssima probabilidade de vírus em Portugal. A OMS está a exagerar um bocadinho.”
Graça Freitas
 
“A pandemia pode ser uma oportunidade para a agricultura portuguesa.”
Maria do Céu Albuquerque
 
“Que cada um de nós recorra à horta de um amigo. Não açambarquem.”
Graça Freitas
 
“Até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar”
António Costa
 
“Apelo para que visitem os lares: sejam solidários.”
Graça Freitas
 
“Não usem máscaras. As máscaras dão falsa sensação de segurança.”
Graça Freitas
 
“Vamos, cada um virado para o seu lado”.
Graça Freitas
 
“Testes? Testes negativos dão falsa sensação de segurança.”
Graça Freitas
 
“Esta semana chegam 500 ventiladores. Outros tantos após a Páscoa.”
Lacerda Sales
 
“Existe, de facto, um produto muito eficaz, um produto que mata todos os micro-organismos e, portanto, bactérias e vírus, e que consegue durante um mês essa mesma segurança. Há uma película que é formada em torno das superfícies onde ele for aplicado.”
Matos Fernandes
 
“Então nós íamos mascarados para o 25 de Abril?”
Ferro Rodrigues
 
“Não é necessário usar máscara. A AR é um edifício grande.”
Graça Freitas
 
“Admito a possibilidade de celebração do 13 de Maio.”
Marta Temido
 
“População menos educada e mais pobre poderá estar a potenciar uma maior incidência da epidemia no norte.”
TVI
 
“Já tenho um esquema para ir à praia.”
Marcelo Rebelo de Sousa
 
“Senhor Presidente, isso não é permitido.”
Elemento da segurança de Marcelo Rebelo de Sousa
 
“Não vai haver austeridade.”
António Costa
 
“É muito difícil fazer previsões quando o mundo mudou em 360 graus em dois meses”
António Costa
 
“Tracei as linhas gerais para um plano a 10 anos em 2 dias.”
António Costa e Silva
 
“Comigo ninguém falou sobre qualquer plano.”
Mário Centeno
 
“Nos aviões não é necessário distanciamento porque as pessoas só olham para a frente.”
Graça Freitas
 
“Que bom que foi poder ver o Algarve sem as filas e as enchentes de sempre.”
António Costa
 
“A realização da fase final da Champions em Lisboa é um prémio para os profissionais de saúde.”
António Costa
 
“O que nós queremos é que venham muitos estrangeiros.”
Graça Freitas
 
“Admitimos retaliar contra países que impedem entrada de portugueses.”
Augusto Santos Silva
 
“Aparecem mais casos porque estamos a testar mais.”
António Costa
 
“A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro héllices.”
Câmara Municipal Arcos Valdez
 
“A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto levou a cabo uma acção de desinfecção do areal da praia com um tractor e uma solução que continha hipoclorito, no início de Maio.”
Junta de Freguesia São Martinho do Porto
 
“Nesta guerra, ninguém mente nem vai mentir a ninguém. Isto vos diz e vos garante o Presidente da República.”
Marcelo Rebelo de Sousa
 
“Confinamento é para manter diga a Constituição o que diga.”
António Costa
 
“Não é patriótico atacar agora o governo.”
Rui Rio
 
“Se isto é um milagre, o milagre chama-se Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa
 
“Por que é que aquilo só afeta os chineses?”
Cristina Ferreira
 
“Vai ficar tudo bem.”
Sem autor atribuído
 
“Quero felicitar o Senhor Presidente da República neste 4º aniversário da sua tomada de posse, com votos de que o ano que agora se inicia seja assinalado pelo mesmo nível de sucesso, aproveitando para o congratular pelos resultados negativos no teste efetuado.”
António Costa
 
“As Câmaras Municipais do Porto e de Vila Nova de Gaia informam que a noite de São João se comemora a 23 de junho, ontem.”
CMP/CMVNG
 
“Cerca sanitária no Porto? Neste momento, e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido, a ser equacionada entre a autoridade de saúde regional e nacional e o Ministério da Saúde, obviamente.”
Graça Freitas

Feliz Dia da Libertação de Impostos 2020!

Celebra-se hoje em Portugal, dia 11 de Junho, o Dia da Libertação de Impostos – um dia que certamente deveria ser feriado todos os anos. O Dia da Libertação de Impostos representa o dia em que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (apenas para pagar impostos e assim cumprir as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si. Na prática, somos todos trabalhadores do estado durante cerca de meio ano.

O gráfico abaixo representa a evolução do número de dias de trabalho necessários apenas para o pagamento de impostos desde 2000 (fonte, fonte, fontefontefonte, fonte , fonte, fontefonte, fonte e fonte).

Para terminar este post, deixo aqui dois pensamentos:

Escravidao.png

A Presunção do Conhecimento

Um sábio conhece os limites do seu conhecimento; já para um ignorante, o seu conhecimento não tem limites.

Depois de Mário Centeno em 2015 ter previsto a criação de emprego à unidade (!!!) com quatro anos de antecedência (o plano macro-económico do PS em 2015 previa a criação de 466 empregos em 2019 como resultado das políticas de promoção do papel da lusofonia), temos agora António Costa Silva que sozinho, em dois dias, definiu um plano para Portugal para 10 anos! (fonte)

Sem surpresa, a mesma pessoa que em 2018 afirmou que “não valia a pena investir em Portugal” (fonte) chega à conclusão que o que Portugal precisa é de “mais estado na economia” (* suspiros *).

Este planeamento central a esquadro top-down tem funcionado muito bem para Portugal que tem sido sistematicamente ultrapassado por outros países que partiram de uma base muito mais pobre: Eslovénia, Chipre, Estónia, Lituânia e Eslováquia (fonte).

Até dá quase para ter saudades da União Soviética, em que os planos quinquenais tinham a duração, passe a redundância, de apenas cinco anos.

O que este país precisa é de mais liberalismo e de menos socialismo. Acredito e confio bem mais em dez milhões de pessoas a definirem os seus próprios destinos e a fazerem as suas próprias escolhas do que em qualquer plano saído da poltrona de um gabinete ministerial.

Sic transit…

Entretanto passou despercebido este momento do governo. Os ATLs e as famílias, na Sexta-Feira, estavam preparados para poder arrancar na Segunda-Feira a operação normal. Já depois do fecho de expediente, o governo anuncia que não, só dia 15. E nesse dia 15, só os ATLs fora dos estabelecimentos escolares, uma distinção nunca antes feita na comunicação do governo e sem qualquer sentido, os restantes (nos estabelecimentos escolares) esperam até ao final do ano lectivo.

A decisão, avançou o primeiro-ministro, decorre de uma necessidade de preparar a organização dos espaços onde se desenvolvem estas actividades.” – esta declaração do primeiro-ministro é um disparate. Haveria certamente espaços que precisariam de mais tempo e espaços que já se tinham organizado. Como já se tinham organizado as famílias para ter um pouco mais de normalidade e os seus filhos nos ATL – ou não, numa escolha livre.

O que aconteceu foi muito simples, e é por isso que houve o adiamento e por isso que houve a separação entre ATLs em escolas e ATLs fora das escolas: a FENPROF não quer que as escolas abram e ameaçou o governo de uma barragem na comunicação social sobre uma suposta impreparação das escolas para abrir, culpando o governo sobre vidas supostamente colocadas em risco. E quem paga a factura desta loucura? Os pais, as famílias e o país que continua bloqueado enquanto tivermos o AVANTE para abrir mas as escolas fechadas. E foi isto, assim na Sexta-Feira e pela calada. E pouco mais de cinco linhas na imprensa.

Doutor Mário Centeno, o Ronaldo das Finanças, Falha o Penalty de Baliza Aberta

Vejamos o que noticiou ontem o Frankfurter Allgemeine sobre o Doutor Mário Centeno, Ronaldo das Finanças, e que segundo a notícia deixará de ser presidente do Eurogrupo em Julho – tradução cortesia do Google Translate e com destaques meus:

Os Português [Mário Centeno] não se vai recanditatar [a presidente do Eurogrupo] . Três nomes já estão em discussão para lhe sucederem. Em Bruxelas, recentemente houve insatisfação com a gestão de Centeno.

[…]

Crescente Descontentamento

Claramente, vários ministros das finanças do euro estavam cada vez mais insatisfeitos com a gestão de Mário Centeno. O português estava sempre mal preparado e, ao contrário do seu antecessor, era incapaz de liderar discussões e encontrar compromissos na disputa sobre aspectos factuais, segundo diplomatas da EU. O exemplo mais recente é a videoconferência do Eurogrupo na noite de 8 de abril, na qual os ministros discutiram infrutiferamente sobre o pacote de ajuda ao Corona Virus durante 16 horas. Os participantes descrevem a reunião virtual como um “pesadelo”.

Como é possível tanta ingradião com o sábio Mário Centeno que conseguiu prever em 2015 a criação de 466 empregos em 2019 como resultado das políticas de promoção do papel da lusofonia; e que garante que o pandemia do Covid 19 “não vai aumentar dívida pública do país(fonte)?

✈️ TAP e a história do dinheiro dos contribuintes a voar

O meu artigo hoje sobre a TAP aqui.

Uma coisa relevante que não disse no artigo: A grande maioria dos países do mundo não tem uma companhia aérea controlada pelo Estado. Aqui não deveria ser diferente. Não temos de salvar a empresa outra vez e ver várias centenas de milhões de impostos a voar.

E espero que a gestão da TAP já esteja a preparar um plano para trocar dívida dos credores por equity, porque isto não pode ser só andar a pedir dinheiro dos contribuintes.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é img_0128.jpg

Ética a Nicómaco

Manifestação 1 de Maio 2020

Na sua obra, “Ética a Nicómaco“, Aristóteles mostra-nos como o caráter é resultado de nossos atos, “o nosso caráter é o resultado da nossa conduta“, escreve-se. A virtude está ao nosso alcance, do mesmo modo que o vício. E se está ao nosso alcance, agir, existem situações em que o imperativo ético passa para por não-agir, quando as circunstâncias nos dizem que a nossa obrigação é simplesmente, não actuar, por exemplo se de uma dada ação resultar um resultado vil. No plano político e cívico, aquilo que temos assistido com as comemorações do 25 de Abril e, hoje, do 1 de Maio, mostram como alguns responsáveis políticos, que se consideram guardiães da ética republicana, usando o ascendente que têm sobre gente que há muito deixou de pensar, pervertem o regime, uns, na sua pulsão para a ação, outros, simplesmente na sua cobardia, que seguramente Aristoteles classificaria de vil.

Fui a favor do confinamento em Março, por considerar que tal se afigurava necessário e proporcional para travar a pandemia e organizar os serviços de saúde. Logo nessa altura comecei a alertar para o bloqueio que o medo estaria a criar nas pessoas, sendo por isso necessário começar a organizar os mecanismos de confiança para, na medida do possível, voltamos à normalidade.

Desde Março inúmeras liberdades foram suspensas. Liberdades de circulação, liberdades económicas, a possibilidade de trabalhar e garantir o sustento para os seus. Liberdades religiosas, tão essenciais para muitos como as necessidades materiais. O Estado tem exigido muito de todos, ao ponto de não permitir sequer que as pessoas se despeçam das que lhe são próximas, limitando significativamente os funerais, uma restrição de uma enorme violência para os que nestes tempos viram os seus partir. Tenho concordado e subscrito as dificuldades que o governo de Portugal enfrenta na gestão de uma crise com poucos meios, com uma população amedrontada, e onde existem inúmeras incertezas. Procuro dar o meu contributo (aqui, aqui, e aqui) na criação de uma opinião que ajude os portugueses a libertar-se do medo, e a organizar um regresso a uma realidade que vai ser de uma dureza nunca vivida por várias gerações de portugueses.

Dito tudo isto, não posso deixar de me entristecer com esta ação do 1 de Maio, que a par das celebrações do 25 de Abril, exibem um regime que está caduco e aprisionado. Os sindicatos em Portugal com estas ações mostram que não são solidários com o país e que no seu autismo tudo farão para nos arrastar nas suas caricaturas e decadência. Só líderes políticos eticamente maus, ou fracos, aceitam na sua magistratura este estado de coisas.