Páginas de Austeridade Que Se Viram: Carga Fiscal Manteve-se em Máximos Históricos em 2019

Deve ser isto (fonte) a viragem da página da austeridade:

A notícia acima, baseia-se em dados do INE divulgados hoje e que podem ser encontrados aqui.

Doutor Mário Centeno, o Ronaldo das Finanças, Falha o Penalty de Baliza Aberta

Vejamos o que noticiou ontem o Frankfurter Allgemeine sobre o Doutor Mário Centeno, Ronaldo das Finanças, e que segundo a notícia deixará de ser presidente do Eurogrupo em Julho – tradução cortesia do Google Translate e com destaques meus:

Os Português [Mário Centeno] não se vai recanditatar [a presidente do Eurogrupo] . Três nomes já estão em discussão para lhe sucederem. Em Bruxelas, recentemente houve insatisfação com a gestão de Centeno.

[…]

Crescente Descontentamento

Claramente, vários ministros das finanças do euro estavam cada vez mais insatisfeitos com a gestão de Mário Centeno. O português estava sempre mal preparado e, ao contrário do seu antecessor, era incapaz de liderar discussões e encontrar compromissos na disputa sobre aspectos factuais, segundo diplomatas da EU. O exemplo mais recente é a videoconferência do Eurogrupo na noite de 8 de abril, na qual os ministros discutiram infrutiferamente sobre o pacote de ajuda ao Corona Virus durante 16 horas. Os participantes descrevem a reunião virtual como um “pesadelo”.

Como é possível tanta ingradião com o sábio Mário Centeno que conseguiu prever em 2015 a criação de 466 empregos em 2019 como resultado das políticas de promoção do papel da lusofonia; e que garante que o pandemia do Covid 19 “não vai aumentar dívida pública do país(fonte)?

✈️ TAP e a história do dinheiro dos contribuintes a voar

O meu artigo hoje sobre a TAP aqui.

Uma coisa relevante que não disse no artigo: A grande maioria dos países do mundo não tem uma companhia aérea controlada pelo Estado. Aqui não deveria ser diferente. Não temos de salvar a empresa outra vez e ver várias centenas de milhões de impostos a voar.

E espero que a gestão da TAP já esteja a preparar um plano para trocar dívida dos credores por equity, porque isto não pode ser só andar a pedir dinheiro dos contribuintes.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é img_0128.jpg

Ética a Nicómaco

Manifestação 1 de Maio 2020

Na sua obra, “Ética a Nicómaco“, Aristóteles mostra-nos como o caráter é resultado de nossos atos, “o nosso caráter é o resultado da nossa conduta“, escreve-se. A virtude está ao nosso alcance, do mesmo modo que o vício. E se está ao nosso alcance, agir, existem situações em que o imperativo ético passa para por não-agir, quando as circunstâncias nos dizem que a nossa obrigação é simplesmente, não actuar, por exemplo se de uma dada ação resultar um resultado vil. No plano político e cívico, aquilo que temos assistido com as comemorações do 25 de Abril e, hoje, do 1 de Maio, mostram como alguns responsáveis políticos, que se consideram guardiães da ética republicana, usando o ascendente que têm sobre gente que há muito deixou de pensar, pervertem o regime, uns, na sua pulsão para a ação, outros, simplesmente na sua cobardia, que seguramente Aristoteles classificaria de vil.

Fui a favor do confinamento em Março, por considerar que tal se afigurava necessário e proporcional para travar a pandemia e organizar os serviços de saúde. Logo nessa altura comecei a alertar para o bloqueio que o medo estaria a criar nas pessoas, sendo por isso necessário começar a organizar os mecanismos de confiança para, na medida do possível, voltamos à normalidade.

Desde Março inúmeras liberdades foram suspensas. Liberdades de circulação, liberdades económicas, a possibilidade de trabalhar e garantir o sustento para os seus. Liberdades religiosas, tão essenciais para muitos como as necessidades materiais. O Estado tem exigido muito de todos, ao ponto de não permitir sequer que as pessoas se despeçam das que lhe são próximas, limitando significativamente os funerais, uma restrição de uma enorme violência para os que nestes tempos viram os seus partir. Tenho concordado e subscrito as dificuldades que o governo de Portugal enfrenta na gestão de uma crise com poucos meios, com uma população amedrontada, e onde existem inúmeras incertezas. Procuro dar o meu contributo (aqui, aqui, e aqui) na criação de uma opinião que ajude os portugueses a libertar-se do medo, e a organizar um regresso a uma realidade que vai ser de uma dureza nunca vivida por várias gerações de portugueses.

Dito tudo isto, não posso deixar de me entristecer com esta ação do 1 de Maio, que a par das celebrações do 25 de Abril, exibem um regime que está caduco e aprisionado. Os sindicatos em Portugal com estas ações mostram que não são solidários com o país e que no seu autismo tudo farão para nos arrastar nas suas caricaturas e decadência. Só líderes políticos eticamente maus, ou fracos, aceitam na sua magistratura este estado de coisas.