Gloria Alvarez – Socialism does not work

 

Anúncios

Jovem liberal e descomplexado

Sai do sofá!!!

26994093_875518345955102_5864428247636102488_n

Vem marchar com o Costa, o Jerónimo e a Catarina – Iniciativa Liberal desce a Av. da Liberdade ao lado da esquerda no 25 de Abril

mw-680

Talvez um dia também possas mandar nos outros!

aaff93ab-1fbd-4115-91cc-c905d76683de

A falácia do imposto justo

“O imposto, seja ele o IRS ou outro qualquer, é tão-só um meio de arrecadação de receitas para fazer face à despesa pública.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o IRS progressivo e a função principal do imposto.

The Gender Pay Gap


Jonathan Pie – The Gender Pay Gap

Recursos adicionais:
Gender Pay Gap: The Myth That Will Not Die (Computing Forever)
There Is No Gender Wage Gap (Christina Hoff Sommers)
John Stossel – The Gender Pay Gap (John Stossel)
Do Women Earn Less than Men? – Learn Liberty (Steven Horwitz)
The Truth About The Gender Pay Gap (Stefan Molyneux)

Sun Tzu sobre a Síria… ou talvez não.

Sun Tzu on Syria.jpg

Suspeito, no mínimo. Desafia a lógica.

Independentemente de isto ser verdade ou não, que pode bem não ser.
As reações dos líderes europeus como se fossem uma orquestra…
Há algo muito mal contado nesta história. Algo de que nunca se fala...

O que é o Deep State?

Este vídeo explica muito bem um termo popularizado nos últimos anos, mas existente em todos os países europeus desde as guerras napoleónicas e nos EUA desde a guerra civil, e do qual o exemplo mais publicitado é o “Civil Service” britânico.
Aconselho como introdução a um termo nem sempre bem compreendido:

NB: ainda a pagar a resolução

“Como é que o conjunto pré-identificado de activos não produtivos do NB passou de uma avaliação de 7,9 mil milhões de euros (pré-venda) para 5,4 mil milhões em Dezembro passado?”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre os resultados do NB e o mecanismo de capital contingente.

Tertúlia: Liberalismo e Feminismo

O Instituto Mises Portugal organizará, dia 11 de Abril, uma tertúlia dedicada a explorar a relação entre o liberalismo e o feminismo. Terá como convidadas a nossa Maria João Marques e a Ana V. Martins e realizar-se-à na Sala D. Henrique, O Navegador do Instituo de Estudos Políticos da UCP, pelas 19 horas.

Aberração paritária (2)

No seguimento de
Aberração paritária
O sexo e as quotas

Agora que a Geringonça se prepara para mergulhar o país de cabeça na fossa séptica dos identity politics (“Parlamento quer medidas de acção afirmativa para afrodescendentes), será de esperar que tal abordagem política seja liberalmente reproduzida.

Estas novas causas progressistas, que dividem para reinar, são sim boas para criar circo quando falta pão. A promoção é praticamente gratuita. Basta convencer um punhado de óbvi@s representantes das “minorias” oprimidas que existem sinistras conspirações tácitas – e nebulosas barreiras sistémicas – ao seu progresso social, económico, ou mesmo humano. E logo se criam pequenas milícias de Che Guevaras de gente muito “resolvida”, resolvida a marchar pela revolução social.

Obviamente não há nada de razoável, correcto, sensato, moral ou justo em querer que o Estado imponha discriminações positivas para este ou aquele grupo, à laia de engenharia social de inspiração egalitária. Mas o marxismo cultural vive disso.

No que diz respeito às novas leis das quotas, é confrangedora a falta de princípios liberais dos nossos representantes, e de louvar quem, na política (not you Cristas), não se deixa levar em esganiçadas cantigas.

Agora que muito se fala de novos partidos liberais, e com pena minha que a Iniciativa Liberal pareça estar rendida ao politicamente correcto, é de louvar quem se atreve a dizer que a actual lei é uma aberração sob vários pontos de vista. O mais flagrante é impor uma discriminação positiva em detrimento do mérito profissional, levando ao extremo a condição de Estado paternalista.

Paternalista.

O cisma de Centeno

“Somos todos Centeno? Não, não somos. Vem isto a propósito da tese do ministro das Finanças sobre a carga fiscal e o PIB como base da receita fiscal e contributiva.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o aumento da carga fiscal em Portugal.

#nãosomostodoscenteno


mortagua.jpg

“A Economia e o Futuro”, 4ª feira dia 4/04/2018

Esta 4ª feira (4/04/2018) terá lugar a 3ª sessão da edição de 2018 do “A Economia e o Futuro”, uma organização conjunta entre a Faculdade de Economia da Universidade do Porto e a Ordem dos Economistas.

Os convidados serão Manuel Caldeira Cabral (ministro da Economia) e João Miranda (fundador e CEO da Frulact). Os leitores d’ O Insurgente serão muito bem vindos. A partir das 17h00 na FEP.

O Paciente Inglês

o pac

Como a direita continua a não ter vergonha na cara e teima em chafurdar na mesma desonestidade intelectual de que acusa os Costas e os Galambas desta vida, acumulam-se as duras críticas à sensata posição do Governo de Portugal em relação à guerra fria entre a Rússia e o Reino Unido. Serão os mesmos que evocam uma aliança centenária, quase pretendendo fazer a equivalência entre a defesa da mesma e o patriotismo, patriotismo esse que os leva, em certas ocasiões e nas poucas partes que conhecem de cabeça, a cantar um hino que surge de uma marcha exigindo que os portugueses rasgassem essa tal aliança e pegassem em armas, o equivalente a um suicídio dos dolorosos, “contra os Bretões”. Bom povo inglês, sempre do nosso lado em Goa, em Angola, em Timor.

Bem faz o Governo em exigir prova concreta que suporte as acusações inglesas, como também faria bem em desconfiar das mesmas, sejam elas apresentadas. Não há muito tempo, a dupla Durão e Portas arrastou Portugal para um conflicto desencadeado à margem do direito internacional, cujas provas, posteriormente, se verificaram serem falsas, e que pode bem acartar as culpas da terrível situação que o Médio Oriente hoje enfrenta. Sim, PSD e CDS têm ambos sangue nas mãos e a choradeira dos seus dirigentes e apoiantes quando se deparam com imagens dos meninos sírios lembra aquelas viúvas chorosas no luto do defunto,  tendo umas semanas antes escarniado o marido à cabeceira do amante.

Continue reading “O Paciente Inglês”

Aberração paritária

A propósito da nouvel aberração legislativa, “Paridade no Cu dos Outros” de CGP no Blasfémias:

 

O défice, a Caixa e a azia de Centeno

“É uma ironia que o ministro que tanto recorreu a truques e a maus processos orçamentais, venha agora alegar que o défice de 2017 foi, afinal, uma espécie de resultado fabricado pelo Eurostat.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a CGD no défice público de 2017.

O CDS Feminista

Cds_simbolo_2.png
Foi ontem anunciado que será aprovada na AR a mudança da funesta Lei da Partidade, com o aumento da percentagem prevista para 40% e o alargamento do critério a todos os órgão politicos electivos. Na minha curta jornada pelo mundo da política já conheci, pessoalmente e pela via literária, uma imensidão de opiniões dentro das próprias ideologias, mesmo dentro das direitas, diversidade essa, em muitas ocasiões, bem fundamentada. Ora eu já conheci pessoas de direita, incluindo bons conservadores, defendendo a legalização das drogas leves ou da prostituição e socialistas que se lhe opunham. Já conheci quem de direita se opusesse à liberalização do porte de arma para defesa pessoal ou fosse um ambientalista fervoroso – como este que vos fala – e socialistas que optassem pelas posições contrárias. Muito se pode escrever acerca destas questões e muito se pode e se tem teorizado sob o seu enquadramento, legítimo ou não, à luz das ideologias relevantes.
O que eu nunca conheci pessoalmente, nunca encontrei nos livros, nem nunca ouvi num podcast foi uma feminista – nos moldes em que actualmente o feminismo se enquadra, na sua terceira via – que fosse de direita. Sendo improvável a existência de um cavalo com asas, nem pelas leis da biologia nem pelas da física, é mais provável eu ter exagerado nos shots de tequila do que estar na presença da mítica criatura. O que me leva a concluir que, dada a diferente natureza entre os fenómenos da própria e os ideológicos, quando me deparo com a primeira pessoa, supostamente à direita, que se diz feminista, é mais provável essa pessoa não ser, de facto, de direita do que estarmos na presença de um cisne negro, terminando eu a indagar acerca do escombro do espectro político em que a Presidente do CDS habita. Dito isto, revivo o debate que se acendeu pelas posições tomadas, na AR, por um deputado do partido, debate esse que gerou páginas de discussão na imprensa, no Facebook, na blogosfera e nas suas caixas de comentários, pois dizia-se ser impensável o partido ser tão complacente a uma suposta violação grave da matriz do partido.

Continue reading “O CDS Feminista”

The Big Short (“A Queda de Wall Street”) 1

Esta noite (21:55), no canal AXN, podem (re)ver uma boa obra cinematográfica sobre como a ignorância de muitos durante a expansão do mercado imobiliário nos primeiros anos deste século acabou por beneficiar em 2007 alguns melhor informados.

O filme, em cerca de duas horas, consegue introduzir temas complexos de uma forma – apesar de simplista – bastante eficaz. Não aborda a maior causa desta crise financeira (assunto para outro post) mas, mesmo assim, é muito recomendável.

PS: o título em português foi má escolha; claramente Wall Street não “caiu”, somente tropeçou. E os erros do passado continuam…

Como a Esquerda reage quando perde…

Os serviços públicos, versão 2018

“O cidadão tem de ser exigente na relação com a administração pública. É para isso que o cidadão é contribuinte: para que os serviços públicos lhe cheguem com eficiência e com qualidade.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a qualidade dos serviços públicos.

Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, no dia do Pai

Continue reading “Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, no dia do Pai”

50 anos do Maio de 68: a vitória de Raymond Aron

O meu ensaio no Jornal Económico sobre o Maio de 68.

50 anos do Maio de 68: a vitória de Raymond Aron

Falar do Maio de 68 implica recordar o Movimento de 22 de Março desse ano. Nesse dia, alguns estudantes de extrema-esquerda ocuparam a Universidade de Nanterre num protesto contra a guerra no Vietname. Os seus organizadores, Daniel Cohn-Bendit e Jean-Pierre Duteuil, foram detidos por terem participado na redacção de uma brochura de propaganda que ensinava como preparar cocktails Molotov. As autoridades libertaram-nos pouco depois.

O começo

No primeiro de Maio de 1968, Daniel Cohn-Bendit, que nem sequer era francês, foi a faísca que tornou tudo possível quando, ao serviço da CGT (uma confederação sindical comunista), se envolveu em alguns confrontos. A partir daí assistiu-se ao deflagrar de uma série de manifestações que abalaram a França. Perceber isto, o que está na base dos acontecimentos que marcaram os meses de Maio e Junho de 1968, é indispensável para, 50 anos depois, sermos capazes de analisar friamente o que se passou naqueles dias, o que aconteceu nas décadas seguintes e o que estava planeado mas acabou por não suceder, como alguns idealizavam.

Como também é importante reconhecer que o Maio de 68 não se deu em Maio de 1968 por acaso. Nesse ano, precisamente nesse mesmo mês, passavam 23 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Os jovens de então, esses jovens que encheram as ruas de Paris, não tinham vivido a guerra mas estavam fartos das limitações que esta impunha. A eles, aos pais, a todos. Quem sobrevive ao horror dá graças por estar vivo contentando-se com o que há. O problema não era a falta de ambição – afinal os 30 anos gloriosos deram-se depois da guerra e não mais se repetiram – mas o viver-se de forma contida, sem efusões de maior que o maior era mesmo estar vivo.

 

A Universidade e as greves

O forte progresso económico francês do pós-guerra levou a um aumento do número de estudantes universitários. Se em 1960 eram 200 mil, já em 1968 atingiam o meio milhão. Um crescimento que resulta não só do aumento da população no seu todo (46 milhões, em 1960 – 51 milhões, 1968), mas também da Universidade ter passado a ser o destino possível de qualquer jovem francês e não apenas dos filhos das classes médias-altas. A estratificação social diluiu-se nas universidades francesas e as expectativas dos estudantes mudaram.

Com o sucesso económico, o Estado precisa de quadros formados nos moldes que se conhecem então: futuros servidores, jovens bem-educados, respeitadores das regras sociais, cumpridores dos deveres que uma sociedade contida precisa. Mas esses jovens que nunca viram a guerra, esses jovens que já não pertencem apenas à classe média-alta que servia o Estado, não estão para aí virados. Querem mais. Houve quem o tenha pressentido, alguns deles professores com um contacto directo com a nova realidade universitária, como Paul Ricoeur e Raymond Aron. Por sinal, dois dos filósofos que ficaram à margem do movimento, que percebendo as críticas dos estudantes não aceitaram o condicionamento político a que estes foram depois submetidos.

O facto da Universidade não estar à altura das aspirações dos jovens foi o pretexto para o acender do rastilho. Cohn-Bendit usou o Vietname, onde a França não estava, utilizou a violência e depois o controlo perdeu-se para gáudio de muitos e desespero do Estado. A Universidade mudou, mas de forma informe, quase sem nexo, com professores vexados, uma democratização e igualitarismo extremos que apenas a desprestigiaram.

A reforma da Universidade, a redução de valores a palavras de ordem que mais não exprimem que emoções, conduziram a insatisfação crescente à necessidade de revolta. À afronta, o Estado respondeu com confronto. Em resultado, os sindicatos solidarizaram-se com os estudantes exigindo mais direitos para os trabalhadores. A 10 de Maio têm início as greves que se vão estendendo a todo o país; greves a que nem os acordos de Grenelle (25 de Maio) põem termo. Dividido, o Partido Comunista, que domina vários sindicatos, acaba por ceder à força das manifestações e as greves continuam por mais alguns dias. A expectativa é que o caos lhe seja favorável.

No entanto, a 30 de Maio, De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional e convoca eleições legislativas para 30 de Junho. A vitória da direita é avassaladora com perto de 60% dos votos e 394 dos 485 assentos parlamentares. A crise termina, mas deixa marcas.

“Un homme n’est pas stupide ou intelligent, il est libre ou il n’est pas.”

Uma das consequências do Maio de 68 foi o ataque à cultura. Cultura vista como a percepção, a capacidade de apreensão de algo superior que nos une, nos liga a todos e nos permite continuar capazes de sobreviver aos sobressaltos da história. A partir de 68 a cultura passa a ser encarada como uma nova arma política, um mero instrumento para a revolução. Trata-se da ‘banalização da cultura’, usando a expressão de Alain Finkielkraut (“La Défaite  de la pensée” – Gallimard, 1989). Cultura anunciada por todo o lado mas que não existe, não se delimita e se usa como meio para uma agenda política. Propaganda. O homem já não se define por saber ou não saber, por querer saber ou por não querer saber, por conhecer ou não conhecer, ser inteligente ou estúpido ou ignorante, culto ou inculto, mas apenas e tão-só por ser ou não ser livre. O que é a liberdade depois se verá: alguém entre os que reduziram a cultura a pó estará capacitado para definir o que significa essa  palavra.

É também Finkielkraut, desta vez com Pascal Bruckner, que tece a primeira crítica consistente à ‘revolução sexual’ saída do Maio de 68. Em “Le Nouveaux Désordre Amoureux” (Points), os dois filósofos definem o amor como algo demasiado concreto para se poder revolucionar. O amor não é política, nem tudo pode ser política e nem tudo melhora apenas porque se vira o mundo de pernas para o ar. Os dois acusam a revolução sexual de 68 de ser profundamente machista, uma revolução da qual a mulher é a principal vítima. Um trajecto iniciado há 50 anos e que alguns crêem estar agora a terminar com o #MeToo.

Hoje em dia, a imagem idílica que muitos têm do Maio de 68 já se esfumou. A ideia de uma massa de jovens unidos aos trabalhadores e prontos a derrubar a ordem política estabelecida, com De Gaulle à cabeça, uma revolução dos costumes que acabaria na mudança do regime, já não existe. O mito morreu porque a realidade nunca foi essa. Os estudantes queriam mais liberdade, outra forma de ensino, um diferente acesso às carreiras docentes; queriam fugir a uma contenção comportamental que a guerra que não tinham presenciado impunha, mas não queriam a revolução, virar o mundo do avesso, reduzir o passado a pó para que outros amanhãs cantassem. Esse mito foi uma tentativa da extrema-esquerda, partido comunista incluído, de tentar a sua sorte.

Foi precisamente essa ideia que Raymond Aron combateu. Para Aron era necessário diferenciar a luta dos estudantes da dos extremistas. Disse-o na altura e repetiu mais tarde. Aron não aceitou, nunca poderia aceitar, que se confundisse a política com a Universidade, se reduzisse esta àquela. Também para ele nem tudo era política, nem tudo devia ser mudado apenas porque sim, sem regras, porque as regras, desde que justas, nos protegem da anarquia e do totalitarismo.

Hoje em dia parece fácil dizê-lo mas na época foi um atrevimento. Mesmo no início do anos 80, pouco antes da sua morte, Aron continuou, para estupefacção dos que não entendiam porque não reconhecia o que era na generalidade aceite por todos, a separar os estudantes dos extremistas, a Universidade da Revolução, o país dos revolucionários. A liberdade da anarquia, a cultura da propaganda. E se coragem alguém teve na época foi Aron, que disse sozinho o que pensava, não se escondendo atrás dos estudantes que enchiam as ruas.

O que ontem era turvo hoje vê-se de forma límpida. As palavras vãs esfumaram-se, a inflação e o terrorismo dos anos 70 desiludiram e a recuperação económica dos anos 80 trouxe o fim das utopias. Se Mitterrand foi o melhor que a esquerda saída do Maio de 68 conseguiu produzir, Emmanuel Macron – que chegou a colaborar com o outro crítico do Maio de 68 que foi Paul Ricoeur – é a imagem de uma França que já digeriu os acontecimentos de há 50 anos.

Macron que, à semelhança de Michel Rocard – o socialista moderado derrotado por Mitterrand – foi profundamente marcado pela obra de Ricoeur. Este assumia-se como cristão protestante e, tal como Aron, criticou os excessos do Maio de 68 ao mesmo tempo que apoiava as reivindicações universitárias dos estudantes. 50 anos passados, os filósofos que a França lê e ouve já não são Sartre ou Marcuse, mas Bruckner, Finkielkraut e novamente Aron e Ricoeur. Como Phillipe Douroux, antigo chefe de redacção do Libération, escreveu nesse mesmo jornal em Julho de 2017, a razão estava do lado de Raymond Aron. De certa forma, a França deixou de gritar e passou a ouvir a voz da razoabilidade e da objectividade. O Carnaval, como o filósofo definiu aquele tempo, acabou.

Continue reading “50 anos do Maio de 68: a vitória de Raymond Aron”

Um rearranjo nas contas do Montepio

“Este “aumento de capital” da Associação Mutualista Montepio serve para recompor o aspecto do balanço, mas não passa disso mesmo: de um rearranjo.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre activos por impostos diferidos e o caso da MGAM.

Ban Assault Drugs

Free to Choose

“Socialists don’t like ordinary people choosing, for they might not choose socialism.”

Margaret Thatcher

La trampa liberticida de la brecha salarial

La trampa liberticida de la brecha salarial por Juan Ramón Rallo:

Sin embargo, la llamada brecha salarial por género, si bien existe en todos los países desarrollados, puede explicarse en gran medida por el hecho de que hombres y mujeres desarrollan un trabajo de una cantidad y calidad distintas: o dicho de otro modo, no se cobra distinto por el mismo trabajo, sino que se cobra distinto por distinto trabajo. Partiendo de un diagnóstico equivocado, terminan incurriendo en una prescripción no solo errónea sino también liberticida.

Por desgracia, el objetivo principal de la huelga feminista de este jueves es el de reclamar un mayor intervencionismo y dirigismo del Estado para conculcar los derechos y libertades de hombres y mujeres inocentes con tal de planificar una sociedad al gusto de las feministas que secundan la huelga. No se busca respetar las libertades de cada persona como tal y, a partir de ese presupuesto fundamental, tratar de modificar pacíficamente las costumbres que rigen la interacción entre los ciudadanos, sino al contrario: cercenar esas libertades individuales para imponer coactivamente un tipo de relaciones interpersonales que muchos individuos —con independencia de su sexo— pueden aborrecer. Por eso, la ideologizada huelga feminista de este jueves no ambiciona, en general, mayor libertad e igualdad, sino menor libertad y mayor desigualdad ante la ley. Manipulan los datos para manipular a los ciudadanos y que terminen aceptando un recorte en el régimen de libertades.

Dia da Mulher, Sempre!

Para comemorar o que deve ser comemorado todos os dias, fica um vídeo de Ayn Rand, uma mulher da Liberdade.

Vídeo: Liberalismo e os Partidos em Portugal

Deixo aqui o vídeo da tertúlia organizada pelo Instituto Mises Portugal no IEP-UCP no passado dia 22, com o nosso André Azevedo Alves com o convidado e o Vice-Presidente do IMP, Bernardo Blanco, na moderação.

Clique na imagem para aceder ao vídeo.

 

 

 

 

 

Trump vs. Friedman (2)

Sempre que Trump aparece com uma política iliberal – sem surpresas, as taxas aduaneiras foram extensivamente prometidas na campanha eleitoral -, aparecem logo uns camaradas, supostamente “de direita”, a defendê-la e a defendê-lo. Abaixo, Dinesh D’Souza:

Dinesh nunca leu Friedman

Um probleminha:

It’s perfectly clear that if you restrict the imports of steel, there are some workers in the steel industry who will have jobs they otherwise would not have.

Trump vs. Friedman

CDS – Uma Reflexão Pré-Congresso

img_817x4602016_06_13_15_50_22_287628

O CDS padece, desde a sua génese, de uma lamentável disposição a ser bengala. Esta disposição, originada, a meu ver, por um medo de parar, permite-lhe ir andando, mas também o impede de correr. Nas ocasiões, poucas, em que o CDS resolveu tentar aspirar a marcar a sua posição no espectro político, ora obteve votações expressivas da parte do povo português – ver este artigo de Richard A. H. Robinson -, ora foi esmagado por circunstâncias da época, como o foi o choque de Lucas Pires e do Grupo de Ofir – ver artigo do Adolfo MN – com a ascensão do Cavaquismo. Faz falta pensar, sobretudo pensar. Os tecnocratas que nos apoquentam, os que nos bombardeiam diariamente com chavões como challenge e leadership e branding, não entenderam, ou não quiseram entender, o poder da marca na política: e essa marca é a ideologia, firme, segura de si.

Ao ambicionar diminuir-se ideologicamente, para com isso assaltar o eleitorado ao centro, o CDS consolida a desconfiança já tremida daquela que é a sua base: a direita. E porque um mal nunca vem só, enxota de vez os desapontados, aqueles que nos mais de 40% de abstenção não se reconhecem neste sistema putrefacto do arco da governação. Hipoteca o futuro por umas migalhas no presente, apesar de ser, mais tarde do que imaginam os arautos da serenidade do bom povo português, Pinheiros de Azevedo desta vida que tomam por fumaça o êxodo dos jovens da política, candidato a como os outros perecer na poeira do tempo, olhado daqui a uns anos como relíquia de uma época menos afortunada.

Continue reading “CDS – Uma Reflexão Pré-Congresso”