Os restantes são Franciscanos do Alasca

A imbecilidade não respeita títulos académicos.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

bbc
Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg

O atentado terrorista em Nice visto por et’s revolucionários

arnaldo

Persononificados no PCTP/MRPP, pela facção Arnaldo Matos, o eterno educador do proletariado português.

(…) Há um ano que os factos têm sobejamente demonstrado a absoluta incapacidade das forças armadas e policiais da França para impedir o sucesso dos franceses nos actos de guerra que têm estado a praticar em França.

Existe em França uma guerra civil larvar, de franceses contra franceses, promovida por elementos do povo francês contra o imperialismo e os imperialistas da França.

Essa guerra civil vai crescer cada vez mais e vai mundializar-se. Hollande e os maoistas franceses chamam-lhe terrorismo. Mas a verdade é que essa guerra é cada vez mais a guerra que os maoistas do Partido Comunista de França (m-l-m) se recusam a reconhecer como a guerra do povo contra a guerra imperialista, guerra imperialista esta que o imperialismo francês levou e leva a cabo em África e no Médio Oriente, e que, quer queiram os maoistas da França quer não queiram, está a chegar a França, ao covil dos imperialistas.

Há em França dois milhões de imigrantes portugueses e seus descendentes. Mais cedo ou mais tarde, de um lado ou do outro, esses dois milhões de portugueses vão estar envolvidos na guerra imperialista, como carne para canhão dos imperialistas franceses, ou na guerra do povo contra a guerra dos imperialistas.

De que lado é que estarão então os maoistas do Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista)? Em Portugal, os seus amiguinhos liquidacionistas já estão do lado do imperialismo francês e das polícias secretas portuguesas… Pobre canalha!

Um regime de cunhas e avençados

Memórias dum Chefe de Gabinete, de Tomás da Fonseca. Por António Araújo.

Logo no primeiro dia de trabalho, Fonseca é inundado por pedidos de emprego vindos de todos os lados e com os mais variados destinos: escolas industriais, correios, serviços geológicos e florestais, o porto de Lisboa… O povo republicano ambicionava as vagas que a mudança de regime supostamente iria abrir. Dezenas de pessoas invadiam o ministério na afanosa busca de um lugar. Na secretária do chefe de gabinete amontoava-se correspondência com queixas de toda a ordem, mas sobretudo empenhos e pedidos. A barafunda era enorme. Nos corredores, dezenas de pessoas vagueavam na expectativa de serem recebidas. Tomás da Fonseca chama José Luís, o velho porteiro, e pergunta-lhe quem é aquela gente toda. Calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, o funcionário explica-lhe que são indivíduos que o regime anterior nomeou em troca de serviços prestados. A maioria, diz-lhe, são jornalistas avençados. Tantos que nem sequer cabem na sala que antigamente lhes era reservada. Por isso, deambulavam por ali, na ânsia de saberem se continuariam no activo e na folha de pagamentos. Só da escrita nos jornais – disse um deles a Tomás da Fonseca – não conseguiriam sobreviver.

O meu texto de ontem no Observador.

‘Queria escrever sobre a mais recente polémica com o Facebook: empresa tão moderna, tão hipster, tão tecnológica, tão universo-aos-nossos-pés que não deixa as senhoras que lá trabalham vestirem-se de forma sexy. A propósito disso fui reler as notícias de Tim Hunt, o Nobel que acha uma maçada as mulheres cientistas: que os cientistas e as cientistas apaixonam-se e as mulheres choram quando são criticadas. Aqui, apanhei a verborreia de V.S. Naipaul sobre mulheres escritoras, vi tudo encarnado e decidi alargar o arco deste texto.

A saber: a mania que alguns egos masculinos têm de que a forma de agir, de trabalhar, de pensar, de escrever, de o que quer que seja masculina é a forma correta, o padrão, a ordem natural do mundo funcionar. E que a maneira feminina – e sim, eu voto sempre na existência de diferenças entre os sexos e nunca na igualdade intrínseca entre os xy e as xx (o que é muito diferente de assumir que há papeis, profissões, talentos predeterminados para cada sexo) – é um desvio à norma, fruto de emoções desordenadas e irracionalidades várias, sobretudo algo que as mulheres têm de corrigir se querem ser levadas a sério pelos guardiães da seriedade (também conhecidos como elementos do sexo masculino).

Este padrão masculino vai ao ponto das alucinações de Naipaul: a maneira de escrever certa e com qualidade é a masculina. O curioso é que este tipo de opiniões é levado a sério ou, pelo menos, reproduzido sem ser em tom de escárnio em jornais decentes. Quando merecia a zombaria que oferecemos a sugestões estrambólicas como a de retirar dos cursos de literatura as obras dos escritores masculinos, brancos e das potências colonizadoras. Os maluquinhos esquerdistas americanos querem extirpar os cursos de Shakespeare e Chaucer. Naipaul, porventura com o ego insuflado de que padecem os temperamentos artísticos e políticos, como aqui bem ilustrou Paulo Tunhas, opina que a escrita de Jane Austen ou das Brontë ou de George Eliot é ‘unequal to him’ (vá, vamos todos desmaiar ao mesmo tempo de comoção pelo tamanho do talento másculo de Naipaul).’

O resto está aqui.

Admirável Mundo Novo: a prática da eutanásia na Bélgica

Catholic care home in Belgium fined for refusing euthanasia

During the hearing, the three judges decided unanimously that “the nursing home had no right to refuse euthanasia on the basis of conscientious objection”. (…) Euthanasia pioneer Dr Wim Distelmans, a man who has been dubbed Belgium’s “Dr Death”, also welcomed the judgement. He said: “This is an important case because the judge sees the nursing home as an extension of a private home. When other institutions now want to reject euthanasia, they will think twice before they prohibit access to a doctor. Such denials are still common, both in nursing homes and in hospitals. To turn the tide, this court decision is very important.”

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Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

Anacleto, sempre

anacleto

Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

A antropologia, os falsos remates e as artes marciais

O esplendor de fazer exactamente o necessário

Os jogadores portugueses avaliados de zero a dez por Rogério Casanova, numa noite em que a antropologia, os falsos remates e as artes marciais usadas foram usadas para o bem patriótico.

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

castrochavez

A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Clap, clap, clap

Viva o progresso social e humano provado na pequena reportagem da Vice News  intitulada Grocery shopping during Venezuela’s food shortages.

Histerismo na geringonça

geringonca

Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro

Sim, podemos aguardar

podemos

Irão financiou Podemos com esquema, pelo menos, manhoso e que envolve as sinistras contas offshore. Aguardo o tratamento noticioso por parte do Esquerda.Net.

Recordar é viver

louca

O que dizer do Louçã – o Palhaço –, segundo os camaradas do PCTP/MRPP? Apenas que é o contributo possível para a indispensável união das esquerdas em geral e do Bloco em particular.

Nos últimos vinte e cinco anos, nunca houve ninguém em Portugal que fosse tão mimado, tão incensado, tão elogiado, tão lambido, tão levado ao colo e tão carregado em ombros de tudo o que é jornalista e órgão de comunicação social como esse tal de Francisco Louçã.

Com toda a imprensa burguesa, reaccionária em extremo como se sabe, a empurrar por trás, Louçã foi posto à cabeça de um bloco de oportunistas, baptizado de Bloco de Esquerda, de que se safou logo que pôde, foi levado a deputado da Assembleia da República e até foi colocado numa cátedra ali para os lados de São Bento, no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem que ninguém se tivesse apercebido a tempo de que o homem não só não era de esquerda como não passava de um ignorante em matéria de economia e de finanças.

A imprensa tem andado tão babada com o seu menino-prodígio que, no mês passado, enquanto celebrava os quarenta anos do golpe de Otelo e dos seus capitães, foi ao ponto de transformar à sorrelfa o paizinho de Louçã num dos heróis de Abril, quando toda a gente sabe que foram os marinheiros e sub-oficiais da fragata Almirante Gago Coutinho, por um lado, e os obuses da bateria de artilharia de Vendas Novas, colocada no Cristo Rei, em Almada, por outro, quem impediu o comandante – capitão de fragata Seixas Louçã – de bombardear os homens e os carros de Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.

Mas a basbaquice da imprensa por Louçã é de tal ordem que não lhe custa nada homenagear como herói de Abril um fascista do antigo regime, desde que seja familiar do sobredito Louçã…

Ora, este produto acabado do jornalismo português de pacotilha – Louçã – de forma indirecta, e durante a presente crise, levantou-se contra o PCTP/MRPP aí por 2012, ao acusar uma das fracções do Bloco de ter cometido o crime de seguir o nosso Partido, ao defender o não pagamento da dívida e a saída do euro.

Desde que, em 16 de Junho de 2012, atacámos, numa conferência realizada na cidade do Porto, o Syrisa e o seu aliado português – o BE -, por não se atreverem a defender a saída do euro e o não pagamento da dívida, Louçã não tem feito outra coisa senão escrever, só ou acompanhado, resmas de papel que têm um único objectivo: explicar como se deve pagar honradamente a nossa dívida, de modo a mantermo-nos no Euro e na União Europeia a todo o custo.

Mas eis que, no último domingo, na Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Louçã terá admitido, segundo notícia circulada pelo jornal i, que “a saída do euro pode mesmo tornar-se na única solução para o País”.

Não acredito! Será possível que o animal tenha dito semelhante coisa?!

Mas acho que sim. Disse mesmo!

É que Louçã não passa de um palhaço! Até domingo passado, Louçã sempre defendeu a permanência de Portugal no euro e o pagamento honradinho e integral da dívida pública.

Começou, aliás, por defender, no consulado de Guterres, a adesão de Portugal à moeda única, muito embora criticasse as negociações da adesão, que teriam prejudicado o País. “Mas essa entrada era inevitável”, alegou então o catedrático Louçã.

Em Maio de 2011, fez agora três anos, numa troca pública de ideias com Jerónimo de Sousa, Louçã, com aquele ar de convicta certeza que nunca abandona mesmo quando diz as maiores alarvidades do planeta, pretendeu ter esmagado, com a sua autoridade professoral, o pouco ilustrado Jerónimo, atirando-lhe a matar: “Recuso a saída do euro, porque isso seria catastrófico”; “Ficaria tudo mais caro, desvalorizaria salários e pensões e faria com que as pessoas que têm créditos à habitação passassem a pagar muito mais“.

Não se encontraria em parte alguma da Europa um pequeno-burguês mais explícito… (…)

Má sorte não ser animal…

Abandonar idosos deve ser crime? Esquerda deve chumbar

Abandono de animais de estimação também vai dar prisão (2014)

Conjugando com a prioridade dada à eutanásia, pelo menos ninguém pode acusar a esquerda de falta de coerência…

O regresso de Darth Putin

putinsmile

A seguir o Darth Putin’s Blog que promete “a reunificação soviética“.

 

Transcript of note from the 146% legitimate President of Russia!

Citizens!!

Your 146% legitimate President is being unjustly held in Twitter’s gulag! However, through a trusted, loyal courtier I have managed to smuggle a message to the outside world. (Ok, I scribbled note this on a spare copy of the Minsk Agreement in my pocket when I was arrested and jammed it up Medvedev’s backside for him to smuggle).

Appeals against this kangaroo court and travesty of justice have begun and the USA’s lickspittles have indicated that a compromise is possible.  However, be warned, I still have neighbors I have yet to invade in order to distract my citizens from shitty roads and falling wages.

With this in mind I urge the CIA’s stooges in Russia’s illegally annexed California Oblast to release me from this unjust detention.

In the mean time, please keep tweeting your support with the hashtag #NoTwitterGulagForDarthPutinKGB to remind the fascists that this will not stand.

Yours, topless

VVP

E saúde-se o regresso ao activo de @DarthPutinKGB.

Como a realidade tende a ultrapassar a ficção e a comédia, Konstantín Dolgov, o responsável pelos direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores russo aponta o neoliberalismo agressivo como a mãe de todos os males.

Felizmente que à humanidade resta Vladimir Putin – o verdadeiro porteiro do Kremlin.

Leitura complementar: Do Kremlin, com humor.

Do Kremlin, com humor

Vlad

Gozar com criaturas divinas não dá bom resultado.

Na vanguarda

A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.
A imagem da Reuters é de duas médicas num hospital em Riade mas à primeira vista, uma delas poderia ser o Dr. Mohannad al-Zubn a evitar chatices.

Um novo e aliciante desafio à medicina ou apenas uma forma de agradecimento local.

A doctor working at a hospital in Saudi Arabia has been shot for helping a woman deliver a baby.

Jordanian obstetrician Dr Mohannad al-Zubn helped a Saudi woman give birth at the King Fahad Medical City in the Saudi capital, Riyadh, last month.

The new father went to the hospital, saying he wanted to thank the doctor – but, after meeting him outside in the garden, withdrew a concealed gun and shot him at close range.

The unnamed attacker was reported to have carried out the shooting because he did not believe a man should have helped his wife give birth.  “The husband came to the hospital looking for the doctor and shot him in the chest in an attempt to kill him for helping his wife deliver a baby,” said a hospital spokesperson.

As cantigas euro-festivaleiras do PCP

Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.
Foto de Michael Campanella/Getty Images que retrata o nazi-fascismo eurofestivaleiro exposto pelo PCP.

Enganam-se aqueles que associam as xaropadas musicais dos Zecas e das Brigadas ao PCP. Na melhor das hipóteses, os cantautores canhotos fazem parte das relíquias dos comunistas portugueses, agora que o PCP descobriu as emoções burguesas da canção ligeira do Eurofestival. A responsável é a ucraniana Jamala que venceu o tal Festival da Canção, realizado em Estocolmo com a canção intitulada 1944 e que recorda os feitos de José Estaline na Crimeia. A canção que representava a Rússia, considerada como favorita, ficou no terceiro lugar, atrás da estreante Austrália.

Afinal, apesar da negação do comunista Mário Nogueira, o estalinismo continua vivo e de boa saúde no PCP.

(…) Pouco importará aos patrocinadores do Festival da Eurovisão que 1944 tenha sido o ano da deportação de tártaros da Crimeia. A História sabe que o imperialismo europeu nunca foi muito dado à preocupação com as tragédias dos humanos, dentro e fora do seu território. E se exemplos faltassem, teríamos o dos refugiados árabes sem refúgio, sobreviventes das guerras que os EUA e a UE levaram às suas casas e às suas vidas, agora reunidos nos campos de concentração que a União Europeia aluga na Turquia. Ou os povos da antiga Jugoslávia, vítimas de um xadrez «ocidental» diabólico, em que o sofrimento oscilou entre a morte e o comércio de órgãos humanos, patrocinado por conhecidos aliados do chamado ocidente.

Em 2016, o Tribunal Administrativo de Kiev decretou a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (PCU), na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2014. Ao mesmo tempo iniciou-se uma campanha de reescrita da história, traduzida no branqueamento dos crimes das forças colaboracionistas com o ocupante nazi na II Guerra Mundial e a promoção de forças paramilitares de perfil neonazi.

Mas isso é em 2016. Para os patrocinadores da Eurovisão a tarefa é a da reinvenção dos dramas que, em 1944, envolveram tártaros da Crimeia, utilizando o estafado (o criminoso) processo da apresentação simplista de «factos» vindos de um tempo que foi o da sementeira da paz, paga com mais de 20 milhões das vidas soviéticas (também de tártaros) que Jamala, esquecendo, ofende (e se ofende).

No fundo é como na Música. Pois se as notas de que se compõe a Ode à Alegria de Beethoven são exactamente as mesmas com que Jamala escreveu uma canção feita para estimular ódios esquecidos! Saiba o vasto público televisivo – e os povos do nosso mundo – distinguir a Obra da provocação.

Questões à CML, a construtora de mesquitas

medina

Vale a pena ler o post da Helena Matos intitulado A CML, a construtora de mesquitas.

Da leitura surgem algumas questões:

A CML – socialista, laica e republicana – paga a construção de uma mesquita na Mouraria a que propósito?

Que outros locais de culto foram promovidos e pagos pela CML?

Houve lugar a expropriações? Em que moldes e condições?

Passará a norma edificar templos religiosos a partir de instalações clandestinas?

A construção da mesquita na Mouraria está no programa eleitoral do PS local ou nacional?

Na incerteza de que terei as respostas por quem as deve dar, informo que existe uma petição dirigida À CML e Assembleia da República intitulada “Petição Contra a Construção de Mesquita em Lisboa em Propriedade Privada Expropriada“.

Alguém tem notícias de Snowden?

VladFriend

State Has Put 6% of Russians Under Surveillance in Past Decade.

At least six percent of Russia’s population has been under state surveillance at some point in the last nine years, according to a report released by human rights activists Monday.

Information released by Russian human rights group Agora claims that the Russian Supreme Court received some 4,659,325 applications to monitor and record telephone communications between 2007 and 2015. The court approved almost 97 percent of these, or 4,517,515.

Assuming that each wiretap target was in conversation with at least one other person, activists calculate that six percent of the Russian population, or 8.5 million people, have been monitored by the state at some time.

“If we assume that each of the wiretaps lasted for roughly a month, that means that over the course of nine years at least six percent of the population have had their communications monitored at some point,” said report co-author Pavel Chikov.

Agora claims that a lack of accountability has left the work of the security services open to political exploitation. The report alleges that on numerous occasions Russian law enforcement agencies violated human rights without compelling criminal evidence.

Government agencies acted without evidence in 352 cases, taking DNA or other biometric information in 242 of them, according to the report. Targets included activists who demonstrated on Manezh Square in 2014 and a number of Crimean Tatars between 2014 and 2016.

In 35 cases, citizens’ movements were monitored without any evidence of a crime, while 23 targets saw electronic communications hacked by security services.

Hidden video or audio equipment was used without compelling reason on 28 occasions and in several cases covert police footage was leaked to the media. (…)

Um tratado de subordinação à agenda da extrema-esquerda

teresa_leal_coelho

O projeto-lei foi uma iniciativa do Bloco de Esquerda, mas foram 24 deputados do PSD – incluindo Passos Coelho – que tornaram possível que a gestação de substituição fosse aprovada. Teresa Leal Coelho é o rosto social-democrata dessa ponte com a esquerda. No fim da votação desta sexta-feira que aprovou as barrigas de aluguer em caso de doença, fez sinal de vitória com o polegar para Catarina Martins. A líder do Bloco cruzou o hemiciclo para lhe dar um beijinho

Não é fácil ser modelo no Irão…

elnaz_golrokh

…ainda, claro, que haja alguns países onde é ainda pior: Modelos iranianas presas por tirarem fotografias sem véu

“Divulgação de prostituição” e “promoção de corrupção” são alguns dos crimes de que as modelos estão acusadas.

O Inverno da ignorância está a chegar

nothing

Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

Os verdadeiros “liberais” segundo a esquerda laicista e progressista

Monty Python’s Life of Brian: I want to have babies

(via Alexandre Mota)

Napoleão sobre a educação e o Estado

Com a devida vénia ao Professor Mário Pinto, aqui fica uma recolha de ideias napoleónicas sobre educação que, infelizmente, continuam a ser muito actuais:

1. «Em França, é sabido, os parlamentos [parlamentares representantes do povo nos Estados Gerais da Monarquia] aliavam-se aos padres e aos monges para formar um poder formidável, capaz de enfrentar a corte, os senhores, num palavra, a gente de espada. Quantas vezes os padres e os monges não salvaram a Europa da opressão das classes guerreiras e do poder militar?! Juliano, para escapar ao poder dos bispos que se opunham ao seu poder, fez-se apóstata. A Revolução anulou, entre nós, o poder civil; é preciso recriá-lo e não podemos servir-nos dos elementos que o constituíam antigamente. O clero perdeu as suas riquezas, e não formará jamais uma ordem no Estado; para o futuro, o poder civil não poderá deixar de comportar o corpo que terá a missão de formar a juventude e a magistratura encarregada de aplicar a justiça e fazer executar as leis. Para isso, é preciso tornar atraentes estas duas carreiras [de funcionários públicos], através da esperança de uma grande consideração e de uma grande fortuna» (cf. Napoléon, Vues politiques, Fayard, Paris, 1939, p. 222).

2. «Não haverá Estado político firme se não houver um corpo de ensinantes com princípios firmes. Enquanto não se aprender, desde a infância, se se deve ser republicano ou monárquico, católico ou irreligioso, o Estado não formará uma nação; e repousará sobre bases incertas e vagas, constantemente exposto a desordens e a mudanças» (cf. Napoléon, Vues politiques, Fayard, Paris, 1939, p. 213).

3. «Nos Estados do Ocidente, os governos preocuparam-se pouco com a educação pública, particularmente depois da religião cristã, porque a educação era confiada ao clero; basta conhecer o espírito do clero para saber em que espírito a educação era então dirigida. […] Se os reis de França se ocuparam pouco da instrução pública, essa pode ser uma razão para os imitar? […] Pelo contrário, nós podemos supor que nada existe e tudo está por organizar de novo; é impossível continuar na situação actual, em que qualquer um pode abrir um estabelecimento educativo como pode abrir uma loja de tecidos» (Declarações de Napoleão no Conselho de Estado, Março de 1806 (cf. Napoléon, Vues politiques, Fayard, Paris, 1939, pp. 210-211).

4. «De todas as nossas instituições, a mais importante é a instrução pública. Tudo depende disso. É preciso que a moral e as ideias políticas da geração que está a ser educada não dependa da novidade do dia, ou da circunstância do momento. Acima de tudo, é preciso chegar à unidade, e que uma geração inteira possa ser moldada pelo mesmo molde. Os homens diferem sempre muito pelas suas inclinações, pelo seu carácter e por tudo o que a educação não deve ou não pode reformar» (Declarações de Napoleão no Conselho de Estado, 1806 (cf. Napoléon, Vues politiques, Fayard, Paris, 1939, pp. 211-212).

5. «O meu fim principal, no estabelecimento de um corpo de professores, é ter um meio de dirigir as opiniões políticas e morais; esta instituição será uma garantia contra o restabelecimento dos monges, e não se falará mais disso; sem esse corpo de professores, os monges restabelecer-se-iam mais tarde ou mais cedo».

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O sentido da eutanásia

Eu, tu e a eutanásia. Por António Pedro Barreiro.

E, se questionados sobre o sentido da morte assistida, responderão porventura que se trata de um acto digno, na medida em que é voluntário. Dirão que se limitam a abrir uma porta e que cada pessoa, no acto soberano de escolher ou não transpô-la, carrega consigo as suas convicções e a sua dignidade, independentemente do que decida. Quem sabe das dores é o mortificado. E que ninguém mais se meta; que ninguém se aproxime. O problema é que a solidão também mata, como sabem Verónica e Martin Buber. O problema é que, ao dizer vigorosamente aos elementos mais vulneráveis da nossa sociedade que a vida de cada um é um assunto exclusivamente seu, estamos a sussurrar-lhes que estão sozinhos no Mundo. E estou disposto a apostar que não era bem isso que eles queriam ouvir.