A aldrabice é a luz que guia o bloco de esquerda

Segundo o diário digital “DN”,  a agremiação também conhecida como bloco de esquerdaavança com (um) código de conduta. No horizonte estão as próximas campanhas eleitorais, em que os bloquistas temem que as notícias falsas assumam relevância no contexto dessas eleições.”

jv

Regressado à realidade, recordei-me de um post no Facebook de um grupo intitulado Algarve Político do deputado bloquista João Vasconcelos – que subiu ao poleiro da casa da democracia por se ter destacado como dinamizador e porta-voz da Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), na luta contra as portagens nesta via e aprovados todos os orçamentos desta legislatura, continua a bater-se com invulgar heroicidade contra as portagens algarvias e a aprovar todos os orçamentos que as mantêm -, em que escreve sobre os apoios às vítimas dos incêndios que afectaram boa parte do Barlavento algarvio e Odemira:

Orçamento de Estado para 2019: PS votou contra e PSD/CDS abstiveram-se, o que levou ao chumbo da proposta bloquista – uma vergonha! E PS, PSD e CDS ainda dizem que são a favor das populações do Algarve – neste caso as vítimas dos incêndios de Monchique, Silves, Portimão e Odemira! Cada um que retire as suas ilações!
A proposta do Bloco alargava às vítimas dos incêndios de Monchique, Silves, Portimão e Odemira, ocorridos em agosto passado, os mesmos critérios nos apoios concedidos às vítimas dos incêndios que tiveram lugar em junho e outubro de 2017!
Mas PS, PSD e CDS preferiram discriminar as populações do Algarve, vítimas dos incêndios. Ainda por cima, grande parte pessoas idosas e com mais dificuldades.Uma vergonha mesmo.

Ora, uma vez mais, transportado para a realidade, o que na verdade se passou foi que a Proposta 372C do BE Artigo 261-A, foi votada e aprovada às 18 horas do dia 28 de Novembro de 2018 d.C., um dia após o post aldrabão do deputado caviar.

A favor, votaram: be, PSD, PCP e CDS. Contra, votou o PS.

Parece-me muito transparente e com muita margem de progressão o código de conduta para a “campanha nas redes sociais” idealizado pelo agremiação a que pertence o deputado algarvio.  Parece-me reposta a superioridade moral, o suposto humanismo do gang da extrema esquerda.

Anúncios

Corrupção no PDeCAT

Não pode o partido do Puig a monte corrupto? Só pode ser Fake News!

 

Gira vs Lime

Bicicletas Gira e trotinetes Lime. Disponíveis em Lisboa. Não são dois meios de transporte substitutos mas são concorrentes. Além das óbvias diferenças de design, há um importante factor que os distingue: a forma de financiamento. As Gira são financiadas pelos nossos impostos, as Lime por privados.

Porque a Câmara Municipal de Lisboa não tem de se preocupar com a eficácia económica do projecto, não só pode gastar cerca de 3 milhões euros/ano (23 milhões em 8 anos) como também cobrar irrisórios preços pelo uso das bicicletas.

Já a Lime tem de cobrar valor superior pelas trotinetes. A inovação desta empresa está na forma como evitou a necessidade de investir na instalação de postos de carregamento destes veículos eléctricos: colaboração de pequenos empreendedores.

Ainda outra vantagem das Lime é poder deixar a trotinete em qualquer lugar.

Se ideia da Lime falhar quem fica a perder são os seus investidores. Com as Gira já estamos a perder.

#somosTaxi? Não!

Em dia de manifestação dos taxistas no centro da cidade de Lisboa, alguns destes motoristas usavam t-shirts com a hashtag (que modernos!) #somosTaxi e praticamente todos carros tinham bandeirinhas com essas duas palavras.

Então porque não investirem esse dinheiro numa app que faça real concorrência à Uber, Cabify, etc? A resposta é simples: isso significaria que tinham de oferecer um serviço de melhor qualidade e sujeitarem-se ao escrutínio dos seus clientes (através de avaliações).
Melhor que concorrer em pé de igualdade, será fazer tudo para “eliminar” a concorrência. A nossa liberdade de escolha não tem qualquer valor para os taxistas. Mas… e para vocês? Mesmo que não usem aquelas plataformas digitais, querem viver num país livre?

Ricardo Robles renuncia ao mandato

Observador:

Ricardo Robles renunciou ao mandato na Câmara de Lisboa e também ao de membro da comissão coordenadora concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda (BE).

Boas notícias! Ricardo Robles pode assim continuar o seu trabalho na reabilitação de prédios, para o qual já mostrou ter talento.

Não só poderá obter mais benefícios financeiros, como também Lisboa continuaria a ter cada vez menos prédios devolutos. Isto se reformulação das leis defendidas pelo Bloco de Esquerda o permitirem…

Ricardo Robles e rendas “acessíveis”

Ricardo Robles, engenheiro civil de formação e – agora sabemos – de profissão em part-time, tem um investimento no sector imobiliário que lhe está a causar algum mal-estar político e mediático. Catarina Martins, coordenadora do partido Bloco de Esquerda, já veio em defesa do seu único vereador na Câmara de Lisboa.

Resultado imediato será a desistência de voltar a colocar prédio no mercado (inicialmente com preço de venda de € 5,7 milhões). Ricardo Robles pretende, agora, dividir com a irmã (co-proprietária) o imóvel de 11 apartamentos e 3 lojas, cabendo a cada um dar destino que melhor entender. Para os apartamentos de Robles fala-se de aluguer a rendas acessíveis. Mas quão acessíveis?

Assumindo Robles metade do valor em dívida, € 500.000 [(350.000+650.000)/2], o custo de financiamento para, por exemplo, empréstimo a 30 anos (vereador tem já 41 anos de idade) e spread de 5%, será de € 2.710,48/mês. A este terão de ser adicionados custos com seguros, manutenção, IRS (sobre os rendimentos dos contratos de arrendamento) e IMI.

Estimo que rendas, para Robles não ter prejuízo, terão de ficar a um valor mínimo de € 750/mês. Dado que ele e irmã optaram por remodelar prédio com apartamentos entre 25 e 41 metros quadrados julgo que poucas pessoas terá disponibilidade para pagar tanto por residência permanente tão pequena. Rendas acessíveis? Talvez não…

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.