Janela Indiscreta

Nos dias a seguir ao Natal verificou-se a cada vez mais usual corrida dos portugueses às lojas, a fim de trocarem presentes indesejados.

Por melhor intencionados que sejam os pais, avós, tios, primos, amigos, etc, apenas o presenteado sabe realmente o que se adequa aos seus gostos. A oportunidade de corrigir tais “erros” de decisão é, por isso, bem-vinda.

Ontem também se ficou a conhecer o valor da Dívida do Estado que, no final do mês de Dezembro, superou os 108 mil milhões de euros. Considerando uma taxa de juro de apenas 3%, o Estado terá, este ano, de confiscar aos portugueses 3,24 mil milhões de euros. Só para pagar os juros. Cerca de 324 euros por cada português criança, adulto ou sénior. Feliz ano novo caro contribuinte.

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Janela Indiscreta

Guerra ao desperdício. Poupar recursos. Salvar o planeta. Este é o mantra que apologistas da reciclagem desejam passar à nova geração. E a julgar pelo espaço aqui em casa reservado a papel, vidro e embalagens, os mais jovens não são os únicos a terem sido “convertidos”.

A mensagem é simples: o processo de reciclagem permite a reutilização de materiais que, de outro modo, seriam enviados para aterro com o restante lixo tornando, por sua vez, necessário efectuar nova extracção desses escassos recursos naturais a fim de serem usados no próximo ciclo de produção. Ora, se os recursos são escassos, a reciclagem possibilita o prolongamento da sua vida útil. É – dizem – uma questão de contribuir para o futuro do nosso planeta e, consequentemente, das próximas gerações.

A mensagem é simples mas será que é autêntica?
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Janela Indiscreta

À minimização do peso do Estado na economia, aqui anteriormente defendida, socialistas apontam como principal consequência a “falta de solidariedade” que tal cenário iria provocar. Por outras palavras, acusam os liberais de desejarem uma sociedade egoísta que não se preocupa com os mais fracos.

Primeiro, se o grau de “obesidade” do Estado representasse realmente o nível de solidariedade de uma sociedade, então poderíamos dizer que os socialistas não são tão solidários como os comunistas. Pois…

Acredito que a grande maioria das pessoas se preocupa com os mais necessitados. A continuada eleição de Governos socialistas é disso prova!
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Janela Indiscreta

Nota: a partir de hoje passo a publicar uma coluna semanal insurgente com o título em epígrafe; a escolha do nome é, sobretudo, uma homenagem a Alfred Hitchcock (que realizou o filme com o mesmo título) e a Frédéric Bastiat (que, em 1850, descreveu a falácia da janela quebrada para exemplificar a importância dos custos de oportunidade).

Na próxima sexta-feira, 3 de Novembro, o jogo de apostas Euromilhões vai sortear um primeiro prémio estimado em 131 milhões de euros. Até lá, milhares de apostadores de nove países europeus (Portugal incluído) vão continuar a imaginar como gastariam tal quantia, caso fossem o vencedor: nova casa, novo carro, volta ao mundo, os melhores restaurantes, reforma antecipada, um novo futuro…

Mas, considerando as probabilidades inerentes ao referido concurso, quem nele aposta só mesmo em sonhos terá acesso ao multimilionário estilo de vida desejado. Contudo, dado tratar-se de um prémio astronomicamente(!) alto, qualquer evidência estatística é, desde logo, “esquecida”. Tudo em nome da ínfima possibilidade do quase impossível acontecer!

E, no entanto, é curioso verificar que, para uma grande maioria das pessoas, aquela capacidade imaginativa para criar cenários “alternativos” rapidamente desvanece quando se trata de equacionar os benefícios de um Estado com menor peso na economia e, consequentemente, maior liberdade para os cidadãos que, supostamente, deveria servir.

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