Desejos natalícios

Desejo um Santo Natal a todos os leitores e camaradas. E, se não for pedir muito, que 2019 nos traga a todos um bocadinho menos de socialismo.

Espero que estes desejos passem pelo apertado crivo da dona Fernanda Câncio.

A cruzada anti-especulação da extrema-esquerda caviar

Ricardo Robles é vereador do bloco de esquerda de Lisboa e é um cruzado contra a especulação imobiliária.

A mesma criatura que luta como poucos contra o lucro, ganha milhões em especulação imobiliária. Com “compaixão”, presume-se.

De acordo com o Jornal Económico, o capitalista caviar Ricardo Robles fez parte da compra de um prédio  à Segurança Social a um preço acessível – enganam-se todos aqueles que julgam que este tipo de excelentes negócios apenas acontecem porque um dos intervenientes tem e usa informação priviligiada-, utiliza em seu benefício a lei que combate, desalojando de imediato  os inquilinos (com excepção de um, que deverá ser despejado a médio prazo). As mais-valias ultrapassam os 4 milhões de euros. Nada mau para um comunista envergonhado.

Delito de Opinião (artigo sobre a SS)

8568937_ymmblAinda sobre o tema da Segurança Social, escrevi por estes dias um artigo para o blog Delito de Opinião que seria interessante lerem.

O artigo encontra-se aqui.

Excerptos:

Imaginemos que todos os meses, no dia 1, colocamos 100€ num mealheiro.
Imaginemos também que todos os meses, no dia 25, retiramos 100€ do mealheiro e deixamos no seu lugar um papel com a mensagem: “Título de Dívida. Valor: 100€.”
Pergunta: Quanto teríamos no mealheiro ao fim de 30 anos?

(…)

Deixe-me sublinhar isto porque é importante: se o leitor neste momento não tem dívidas – ou tem uma dívida muito pequena à banca por conta da casa e, portanto, acredita estar quase no equilíbrio financeiro – tem na verdade uma grande dívida implícita ao seu alter ego futuro e é importante começar logo que possível a poupar para essa dívida.
Falhar em poupar é cair num tipo especial de invalidez, em que a impossibilidade de sair de casa não é por motivos físicos (como na invalidez física), mas por motivos financeiros: a invalidez financeira. E ao contrário da primeira, esta é evitável.

Aniversários

No dia do 13º aniversário d’O Insurgente, há um outro aniversário que importa realçar: o do assassinato de Boris Nemtsov. Vale a pena ler o artigo de Vladimir Kara-Murza, How I Remember Boris Nemtsov.

Leitura complementar: Remembering Boris Nemtsov, por Keith Gessen.

 

 

Got2Globe: botem o voto

Carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás, Madagáscar. Todas as fotografias da Got2Globe.com são da autoria de Marco C. Pereira e Sara Wong.

A campanha está ao rubro e este é um apelo descarado ao voto electrónico no Melhor Blog de Fotografia de Viagens do Universo e arredores, o Got2Globe. A competição decorre no BTL Blogger Travel Awards 2018 . Todos os votos são preciosos e a Sara Wong merece manter o título.

Para exercem o vosso dever cívico de bom gosto, cliquem neste link:

http://btl.fil.pt/blogger-travel-awards/

E, claro, votem no Got2Globe e insiram o nome e email para validar o voto.  É fácil, só demora uns segundos e tem a vantagem de poderem votar acompanhados por todos os vossos amigos e família.

A ética republicana da geringonça e as casas ardidas que pagam IMI

Costa a abraçar uma contribuinte passiva cuja casa ardeu num incêndio florestal e que acaba de chegar da repartição das finanças, onde pagou o IMI.  A contribuínte não tem casa mas cumpiu o dever patriótico e cívico. Não tem nada a ver com os figurantes, a Aximage e o focus group. 

 

Ontem choquei de frente com este tweet da Margarida B. Lopes.  E pensei: mesmo para a evidente falta de nível político, ético e moral da geringonça, é mau demais para ser verdade. Erro meu.
Pelo menos 110 pessoas morreram, vítimas de incêndios florestais. Milhares ficarem sem sustento, sem nada. E o que fazem o PS, o BE e o PCP a propósito de uma iniciativa do PSD de isentar de IMI (referente a este ano e ao próximo) as pessoas que perderam as casas (prédios urbanos, rústicos e industriais)? Chumbam a proposta dos sociais-democratas, obrigando estas vítimas a pagarem IMI sobre imóveis que foram destruídos pelos fogos.
Por uma questão de higiene, vale a pena seguir a discussão na página da Margarida B. Lopes.
E para os mais distraídos em geral e em particular, aos deputados nacional-socialistas de rosto humano, a autora do tweet relembra que existem várias propostas da geringonça para isenções de IMI no OE 2018 e aprovadas na Assembleia da República.
Em resumo: a geringonça não aprovou a medida proposta pelo PSD porque entendeu não o fazer. Em jeito de conclusão: a decisão da geringonça mesmo levando em linha de conta os baixos padrões da geringonça, é monstruosa.
Às criaturas do PS, Bloco de Esquerda e do Partido Comunista que de livre vontade o fizeram, desejo que seja insuportavelmente pesada a terra que levarão em cima.