Por terras dos Ayatollahs

Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty
Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty

Depois de chafurdar no jornalismo de referência reverência português, nada como um banho de realidade em que a liberdade de expressão lhes sai do corpo.

Récit de la répression contre la liberté de l’information en Iran depuis le 1er janvier 2017

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“Anónimos” apoiantes de Sócrates

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Um bom resumo de Vítor Matos e Miguel Santos, no Observador.

O modus operandi do blogger que defendia Sócrates

Escreveu sob anonimato e atacou todos os que se opunham a Sócrates. Entrou nos radares da Operação Marquês por causa das alegadas avenças pagas pelo ex-PM. Quem era e o que escrevia “Miguel Abrantes”?

A propósito de prejuízos causados

socrassemprezesocrates

Recordar é viver.

Vergonha em tons multiculturais V

rotherhamchildsexgang

De alguma forma, fez-se justiça.

Rotherham child sex gang shout ‘Allahu Akbar’ in court as they are jailed for 80 years for abusing girls, including one who became pregnant at just 12, after being groomed with alcohol and drugs

Members of a Rotherham sex gang today yelled ‘Allahu Akbar’ in court as they were jailed for abusing a girl who fell pregnant aged 12 after being groomed with alcohol.

Six men were given sentences between 10 years and 20 years – and totalling more than 80 years – by a judge who heard details of how two young girls were sexually abused in the South Yorkshire town between 1999 and 2001.

Judge Sarah Wright described how one of the girls was plied with alcohol and drugs and was having sex with a number of men from the age of 11.

The victim, in a statement read to the court, said: ‘There’s evil and truly evil people in the world. I feel my child was the product of pure evil.’

The sentencing marks the end of a series of three major trials after a report on child sexual exploitation in Rotherham revealed that more than 1,400 youngsters had been groomed, trafficked and raped in the town over a 16-year period.

It has led to 18 people being jailed for sentences totalling more than 280 years.

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais IIIVergonha em tons multiculturais IV e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Make us poorer, again IV

trump

Vale a pena ler o artigo de opinião de Juan Ramón Rallo, Gobierno de Trump: los planes de Trump o cómo empobrecer a las clases medias de EE.UU.

(…)  Al respecto, el Peterson Instituteha estimado que una guerra comercial entre EE.UU., por un lado, y China y México, por el otro, provocaría que la economía estadounidense perdiera cinco millones de empleos hasta 2019: tanto las compañías locales que se dedicaran a exportar a China o México cuanto las empresas locales que distribuyeran mercancías importadas se verían enormemente penalizadas. Los sectores más afectados serían los manufactureros, con caídas del empleo potencial de hasta el 10%. A su vez, los estados más negativamente afectados serían Washington, California, Texas y también el cinturón industrial de EE.UU. (Michigan, Illinois, Wisconsin, Pensilvania u Ohio), los cuales sufrirían pérdidas de puestos de trabajo superiores al 4%.

En definitiva, quienes podrían salir más perjudicados de una escalada proteccionista entre EE.UU. y el resto del mundo son justamente aquellas clases trabajadoras cuyos intereses Trump dice querer defender: tanto sus rentas nominales cuanto su poder adquisitivo se verían muy negativamente afectados por una guerra comercial. Por supuesto, los habrá que piensen que el presidente republicano jamás tolerará que otros países dañen comercialmente a EE.UU., pero entonces deberá renunciar a uno de los principios expuestos en su (horrible) discurso de investidura: el aislacionismo. Recordemos que, de acuerdo con el magnate neoyorquino: “Buscaremos amistad y buenas relaciones con las distintas naciones del planeta, pero lo haremos entendiendo que todas las naciones tienen el derecho a anteponer sus propios intereses”. Si todas las naciones tienen derecho a anteponer sus propios intereses, ¿cómo rechazar que China o México represalien a EE.UU. castigando con aranceles a sus productos para así proteger a ciertas industrias locales? ¿O cómo frenar una carrera arancelaria global absteniéndote de intervenir en la política extranjera?

Una hora después de que Trump se convirtiese en presidente, la nueva Administración difundió un esbozo de las políticas que planea aplicar en energía, empleo, política exterior y comercio

Todos hemos salido ganando con la globalización de los últimos 30 años. Una guerra comercial a gran escala nos perjudicaría igualmente a todos y solo beneficiaría a los populistas nacionalistas que acceden al poder dividiendo, enfrentando y envenenando la concordia entre los distintos ciudadanos del planeta. ‘Make globalization great again‘.

O comércio gera riqueza e não é imoral, ao contrário do proteccionismo.

Leituras complementares: Make us poorer, again, Make us poorer, again IIMake us poorer, again III.

 

Make us poorer, again III

Trump’s Scrapping of TPP Will Make America Poor Again, por Shikha Dalmia.

American consumers, exporters and manufacturing will get screwed

Leituras complementares: Make us poorer, againMake us poorer, again II.

Make us poorer, again II

trump

“We will follow two simple rules: Buy American and hire American”.

Donald Trump, o nacional-socialista no discurso de abertura do fim do mundo.

Leitura complementar: Make us poorer, again.

As opções editoriais sobre crianças III

baldaia

A correr desde o início de Dezembro do ano passado nas redes sociais e nalguns orgãos de comunicação social estrangeiros, o DN resolver publicar hoje com destaque da primeira página uma fotografia de um menino morto e com direito a editorial de Paulo Baldaia.

Na altura, as informações que acompanhavam a imagem relatavam que a criança terá sido uma das dezenas de vítimas mortais e que resultaram dos disparos contra barcos na fronteira entre Bangladesh e Myanmar, por guardas fronteiriços deste último país.

E o que “extraio” do editorial do director do DN? Isto “dito” de modo mais rústico quando comparado com a pena progressista do director do DN:

O centenário DN publica a 5 de Janeiro de 2017, algo que foi difundido nas redes sociais e nalguma imprensa internacional a 5 de Dezembro de 2016 e que ao contrário do que afirma Paulo Baldaia não foi publicada em primeira mão pela CNN.

Mais. Apesar “dos riscos de manipulação que deixaram o jornalismo ficar mal” (alguém se lembra de Pallywood?), a publicação pelo DN serve para de algum modo defender a minoria muçulmana de Myanmar e “expor” as vítimas do terrorismo religioso de qualquer ponto do planeta.

A crer nessa missão, estarão asseguradas para todas as restantes edições do diário de referência português a publicação de pelo menos uma fotografia chocante, de preferência de um corpo de uma criança, o respectivo editorial justificativo e um dossier sobre o tema do dia mas sem banalizar ou aborrecer os leitores do jornal.

Talvez esteja encontrada a solução para acabar com a decadência nas vendas do DN e tirar da miséria franciscana a secção de Internacional do jornal que até à publicação da imagem do corpo de um menino nunca se interessou verdadeiramente por conflitos que não nos são próximos e que matam inocentes. Até porque o Engº Guterres irá salvar o Mundo a partir da secretaria-geral da ONU e o DN não podia deixar de cumprir o seu papel.

Sugestão de leitura complementar: As opções editoriais sobre crianças e As opções editoriais sobre crianças II.

Abram alas para a herança da geringonaça

fidel

O PSD apresentou na Assembleia da República um voto de protesto relativo à detenção de três jornalistas do Expresso e da SIC em Cuba.

A votação foi o que se esperava: o CDS votou a favor. O PCP votou contra e o BE e o PS abstiveram-se. Está explicada, uma vez mais, a geringonça e o afastamento do PS do bom senso e da dignidade.

Leitura complementar: Abram alas para a herança de Fidel.

 

O melhor ano de sempre d’O Insurgente

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Não obstante algum abrandamento nos últimos meses – coincidente com o período de maior acalmia na política nacional – 2016 bateu já o recorde estabelecido em 2015 e passa a ser o ano com mais visitas de sempre d’O Insurgente. Até ao final do ano deverá também ser alcançada pela primeira vez a marca dos 4 milhões de visitas num só ano.

Números tanto mais significativos quanto se registam em paralelo com a expansão continuada e consolidada d’O Insurgente por outros canais de divulgação: para além dos milhares de pessoas que seguem O Insurgente através dos mais variados readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 26.000 pessoas e o blogue conta também com cerca de 3.000 seguidores via Twitter.

Obrigado a todos pela preferência.

Tiago Barbosa Ribeiro merece uma comenda

tbr

Deus e a concelhia distrital do PS do Porto abençoaram-nos pela existência, vivência, visão analítica e obra política do deputado Tiago Barbosa Nogueira consubstanciados num tweet de 2013.

pisa

Outras luzes do Tiago Barbosa Ribeiro: O PS é uma Grécia?; Prémio hot para o deputado socialista da legislaturaO PS, as portagens e a nova geração de socialistasO Casillas que se cuideQuando a vergonha muda de corUma homenagem aos lutadores pela imparcialidade da imprensa e Tiago Barbosa Ribeiro – para compreender o novo PS.

Vergonha em tons multiculturais IV

Foi condenada a  rede que abusou de crianças em Rotherham.

Ringleader of Rotherham child sexual abuse gang jailed for 35 years

Judge praises ‘immeasurable courage’ of victims as three brothers are jailed for between 19 and 35 years for leading exploitation of girls

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Alguém dê uma garrafa de champanhe a Ana Gomes, please!

«Vai hoje a enterrar um canalha.
Morreu no dia dos Direitos Humanos. E deixou o nome: de ditador assassino e corrupto.
Durante anos viajou, na casa que levei às costas, de país para país, uma garrafa de champanhe. Para abrir no dia em que Pinochet morresse ou fosse preso.
Tive de a abrir, na falta de outra, em 1998, estava eu em Nova Iorque – para celebrar a queda de outro ditador assassino e corrupto: Suharto.
Substitui-a no mesmo dia, o patife chileno não perderia pela demora…»

(aqui)

Querida esquerda, nada acaba até estar acabado

O meu texto de ontem no Observador.

‘E o que dá por ‘encerrado’ a geringonça? Escândalos que alguma malvada comunicação social e a sempre aleivosa oposição inventam. Santos Silva deu por encerrado o caso das viagens pagas pela Galp a Rocha Andrade, e agora o BE também já informou que o caso das licenciaturas falsas de um chefe de gabinete do secretário de Estado da Educação está encerrado. E ai de nós se discordarmos. Ainda apanhamos mais umas décimas de impostos sobre os combustíveis se não formos dóceis e obedientes.

Há quem se escandalize pela sobranceria destes encerramentos compulsivos. Neste caso das licenciaturas falsas, por exemplo, pessoas miudinhas (e sem gosto pelas distrações ornitológicas preferidas pela geringonça) podem argumentar que há muito por explicar. Se Nuno Félix foi uma escolha do ministro Tiago Brandão Rodrigues, amigo próximo, independentemente de este saber ou não da mentira da nota biográfica, o ministro não é responsabilizado por escolher (e voltar a escolher) uma pessoa capaz de mentir sobre o seu percurso académico? Já não se avaliam os governantes pela qualidade das pessoas que escolhem recrutar?

Lembrando o motorista – teimariam os tais picuinhas –, não será um ministro politicamente responsável pela rebaldaria, inclusive financeira, de viagens diárias de quatrocentos quilómetros para transportar um chefe de gabinete de casa para o trabalho? Claro que não. Vamos agora submeter a geringonça a esse tipo de escrutínio? Pensam que estão a lidar com um governo de direita?’

O texto todo está aqui.

Classe e estado da geringonça

simoes

Deputado do PS recomenda que ministro se cale e não faça “figura de miúdo”.

Quatro cadeiras, zero mesas.

 

Tesourinhos

Querido & Sócrates a inventarem a internet e a blogosfera.
Querido & Sócrates a inventarem a internet e a blogosfera.

Deprimentes e hilariantes q.b.

Vale a pena recordar José Sócrates a participar na BlogConf – uma conferência de bloggers, realizada na LX Factory em Lisboa, graças ao empenho do Paulo Querido (sem gola alta) e o protagonismo esclarecido do então Secretário-Geral do PS e dos bloggers que participaram num evento de cariz inovador, num local bonito e com a garantia de qualidade que só o dinamizador Querido é capaz de garantir.

Aproveito a oportunidade para agradecer-lhes, passados que foram alguns anos, os bons momentos presentes em todos os 27 vídeos disponíveis do evento.

A lista de paricipantes é extensa mas destaco, a título meramente exemplificativo, as participações dos bloggers Carlos Santos, Hugo Mendes, João Gonçalves, João Mário Silva, Luís Novaes Tito, Maria João Pires, Tomás Vasques, Tomás Belchior e Rodrigo Moita de Deus.

Este post não teria sido possível sem a oportuna lembraça da Zazie, na caixa de comentários do meu post A confiança no mundo de Sócrates.

http://videos.sapo.pt/socrates2009/playview/7

A confiança no mundo de Sócrates

Na edição do Correio da Manhã de hoje (link disponível para assinantes) , são divulgadas escutas de José Sócrates com Domigos Farinho, o escritor fantasma do sucesso editorial A Confiança no Mundo da autoria do antigo Primeiro-Ministro  de Portugal.

Não sendo propriamente uma surpresa inimaginável, destaco as capacidades de José Sócrates no domínio técnico das ferramentas dos programas de processamento de texto. Resta a dúvida: a versão estaria em inglês técnico?

Publica o CM:

 “6 de Novembro de 2013

José Sócrates diz que tem um texto de email para copiar para um documento e trabalhar sobre ele…

Domingos Farinho explica como fazer. José sócrates pergunta como pode ver quantos caracteres o texto tem.

Domingos Farinho explica.”

Quase um ano depois, a 20 de Setembro de 2014:

Domingos Farinho diz que está a escrever a introdução, que conta ter pronta no final do mês…para José Sócrates estar descansado, quando voltar deve ter coisas para mostrar.”

Sobre esta temática editorial, é de leitura imperdível a crónica de José Diogo Quintela, O Farinho ampara.

Farinho é um Cyrano de Bergerac, o que faz de Sócrates os Milli Vanilli da ciência política.

Ainda no reinado Socrático, uma nota para  a notícia do Sol, Sócrates pagava blogue para elogiar Governo e atacar ‘inimigos’. O blog Câmara Corporativa, tal como os seus upgrades patrulheiros Geringonça e Truques de Imprensa, não são fruto da obra individual mas do esforço colectivo bem pago. Basta passar os olhos pelos posts Anderen Mitteln e O ‘franchising’ Abrantes.

Francisco Seixas da Costa, o Trump português

Eu, sem saber como, sempre tive um certo iman para os maluquinhos da net. Por estes dias aparentemente tenho um novo observador bilioso. No meu texto da semana passada no Observador, contei o miserável tratamento que Guterres deu ao seu ministro das finanças, Pina Moura, publicamente despedido enquanto estava na AR a defender o orçamento retificativo de 2001. Logo veio Seixas da Costa comentar, dizendo mais ou menos que eu era uma ignoramus e contava a aldrabice que eu confundira Pina Moura com Manuela Arcanjo. Não sei se a aldrabice se deve a alzheimer precoce ou a gosto pela mentira (ou outro motivo igualmente pouco edificante), mas o certo é que Seixas da Costa não resistiu a contar a dita aldrabice com aquele ar sobranceiro de quem dá lições paternalistas a uma mulherzinha, coitada, e que os machistas tantas vezes adotam.

Entretanto voltou à carga. Ficou zangado com Vasco Pulido Valente porque este não ficou de coração pleno de harmonia universal, nem marcou a correr viagem para o Nepal para quatro meses de meditação celebratória, com o novo emprego de Guterres. Zangou-se também com um cronista que escreve na Sábado e no DN, Alberto Gonçalves of course, a quem acusa de azia – sem perceber que fala de uma qualidade que é afinal sua. E, ainda, com uma ‘uma caixadóculos direitolas de taxa arreganhada’.

Não faço ideia se a direitolas caixa de óculos é a yours truly, e se for até fico feliz de causar irritação na personagenzinha, que há estirpes de pessoas que eu gosto de irritar. Melhor ainda se irrito por ser sorridente. Percebo que Seixas da Costa prefira o ar macambúzio e sério de quem acha que está a salvar o mundo durante todos os minutos que passa acordado, ou a circunspeção sisuda de quem não pode falhar na missão que Marx lhe comunicou durante os seus sonhos mais deliciosos – tudo coisas que se encontram em abundância na esquerda. Prefere também certamente o riso risível a que se entrega ao ler factos indisputáveis das tropelias de Guterres.

Em todo o caso, sobre Seixas da Costa não me interessa muito falar. Se quiserem, podem ir ler o José Meireles Graça reduzir a picadinho a gelatina Seixas da Costa. Mas há um ponto importante. É que só para a cronista feminina a gelatina refere uma característica física: a necessidade de usar óculos. (E, no meu caso – ou no de outra mulher -, o gosto, como percebe qualquer pessoa pensante, porque se não me achasse piada de óculos não os usaria. Donde, concluiria uma pessoa pensante, dizer que eu uso óculos não é algo que me perturbe.) Claro que a seguir, como é sonso de mais (e gelatina) para assumir que queria reduzir a dita cronista à sua característica física de caixa de óculos – sendo que aos cronistas masculinos (oh surpresa) não calhou fazer elaborações fisiológicas – veio acusar outros de falta de sentido de humor. E declarar-se utilizador de óculos.

Ora bem, tendo nos últimos dias (e meses) a criatura Trump sistematicamente feito comentários sobre o físico das mulheres que lhe fazem chegar a pimenta ao nariz, parece-me que é hora de expormos as criaturas malcriadas, trogloditas e machistas a quem salta logo o comentário às características físicas das mulheres que ousam estar no espaço público. Comigo, além do recente bilioso, aconteceu há pouco tempo com o Quadros. Recentemente uma amiga de facebook – que conheço pessoalmente e é bem gira – lá levou com avaliação física by Alfredo Barroso, no meio de uma disputa facebuquiana. (Ah, e que mulher portuguesa não anseia por saber a avaliação que dela fazem portentos de beleza como os todos aqui referidos, de Trump a Barroso?)

O que tem mais piada nisto tudo é que este género de comentários é sempre feito por homens que estão mais para o lado de Quasimodo que para o de Adónis. Até me parece que é uma vingança contra o mundo que porventura já lhes trouxe umas tantas tampas de mulheres. No fundo, estão a acertar contas. Pelo que, além de lhes darmos os epítetos (de australopitecos) merecidos, devemos também informá-los que se tornam ainda mais ridículos, sobretudo junto do mulherio.

Quanto a Seixas da Costa, só me resta repetir o que disse no twitter, depois de ser insultada pela elegante gelatina (tão gelatina quanto o ídolo Guterres): o chá que se bebe em adulto nas embaixadas é demasiado tardio para ainda ter benefícios naquilo que importa. E cumprimentos dos meus óculos. Não são os que eu uso normalmente. Comprei-os para os dias de mood anos 50. Mesmo sendo os óculos dos dias fancy, têm mais gravitas que a pomposidade possidónia do reverendíssimo senhor embaixador. Ah, e olhe que o Gambrinus (onde eu por acaso ia muito com certas pessoas próximas que felizmente já não são) é, como diz o meu filho mais velho, muito século passado. Do tempo em que os homenzinhos podiam (tentar) reduzir a discussão das opiniões proferidas pelas mulheres a graçolas sobre as suas características físicas – e escapar.

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Aaaaah, esqueci-me. Obrigada, reverendíssimo embaixador, por me agrupar com dois cronistas como VPV e Alberto Gonçalves. Raras vezes recebi tamanho elogio ao que escrevo.

Obrigado

Agradeço em nome do Colectivo Insurgente as muito simpáticas palavras de Luís Menezes Leitão, ainda que pessoalmente fique sempre um pouco desconfortável com paralelismos com O Independente (por razões que expus, em parte, aqui). Em qualquer caso, fica o genuínio agradecimento.

Diversão à esquerda

cartaz
O cartaz que respeita a tradição de design a que o PCTP/MRPP nos habituou foi colocado na Venda Nova (Amadora), onde habitualmente o partido coloca a propaganda.

As mentiras do Arnaldo.

A título meramente exemplificativo, destaco o post Povo Exige Internamento de Arnaldo Matos, datado de 23 de Setembro e que reza assim:

Durante esta noite, numa grande acção de repudio pelo assalto do ditador Arnaldo ao PCTP/MRPP, foram afixados por todo o País incluindo regiões autónomas, uma série de cartazes.

Recordamos que pela primeira vez na sua história, o PCTP/MRPP não celebrou a sua data de fundação. O povo não deixou passar em claro o golpe do Arnaldo e sua seita.

Porque dentro de vinte anos as pessoas perguntarão umas às outras: onde estavas quando foi apresentado o Manual Modernista para a Modernidade?

manual-modernistaÉ amanhã o aguardado lançamento do livro Manual Modernista para a Modernidade, de Vítor Cunha. Bel’miró fará também uma aparição surpresa. Não temam: os serviços secretos de quinze países protegem este evento das ameaças terroristas repetidas nos últimos dias pelo Grupo de Amigos de Sócrates das Zonas Tribais do Paquistão. A apresentação contará com a minha intervenção – estava para ser Angelina Jolie (declarada admiradora do Vítor Cunha), mas ocorrências pessoais determinaram que não pudesse deslocar-se a Portugal, e evidentemente eu fui a substituição óbvia – mas não devem levar a mal ao livro e à sua apresentação por isso.

Apareçam.

20.000

Apenas alguns dias depois de chegar à marca das 19.000, eis que a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou as 20.000 pessoas, com um reach semanal actual de cerca de meio milhão de pessoas.

Desta vez graças em boa parte a um impulso deste video de Bel’Miró.

Obrigado a todos pela preferência.

João Galamba dixit

Para o Bloco, a solução para a pobreza e para as desigualdades é muito simples: estamos perante um problema de redistribuição da riqueza. É o estafado: existem pobres porque existem ricos. Há quem ache que se deve ir por aqui. Eu discordo. Ou melhor: a redistribuição e necessária, mas não chega. É uma fantasia achar que se resolve o problma da pobreza e das desigualdades criando um escalão de 45% de IRS e um imposto sobre as grandes fortunas. Os nossos problemas também não se resolvem nacionalizando a banca, os seguros e o sector energético — e muitos menos se resolvem introduzindo mecanismos de controlo administrativo e burocratico dos juros.

Em tudo o que cheire a economia a solução do BE é sempre a mesma: estatismo e penalização da iniciativa privada. Estamos perante, se me permitem, um liberalismo invertido: onde estes acham que o privado resolve tudo, o BE acha que o estatismo é a panaceia para todos os atrasos do nosso país. Um e outro, acreditam na solução varinha mágica e reduzem as razões do nosso atraso reside à estafada questão da propriedade dos recursos — e não na utilização dos recursos. Se o PSD tem um preconceito em relação ao Estado, o BE tem um preconceito em relação aos privados. Nenhum destes partidos entende que a relação entre Estado e privados não é um jogo de soma nula.

O PS mostra ser mais inteligente e vai buscar ensinamentos tanto à direita liberal como à esquerda estatista. Daí o PS propor uma solução intermédia que reconhece a complementariedade entre público e privado, isto é, o PS é o único partido que mostra ter aprendido com a crise actual e com a falência do socialismo real. Enquanto o PSD fala como se esta crise não tivesse existido, o BE fala como se só tivesse existido essa crise, como se o socialismo tivesse sido inventado em 2009.

Um dos maiores problemas do BE consiste na ausência de uma política que assegure um crescimento económico que garanta o a sustentabilidade do estado social. Para o Bloco, solidariedade não requer competitividade e crescimento económico. Por outras palavras: a solução para todos os nossos problemas não tem de ser construída, isto é, não depende da criação de um contexto que económico que ainda não existe. Os nossos problemas resolvem-se a partir dos recursos actualmente existentes, redistribuindo-os. Mas alguém acredita que as medidas propostas pelo Bloco garantam os crescimento económico que financie as políticas sociais que a esquerda bloquista deseja? Qual a tx de crescimento necessária para pagar o estado social defendido pelo bloco sem que o défice se torne insustentável? O BE, infelizmente, ignorou estas contas.

Esquerda tradicional vs Esquerda moderna, numa realidade pré-geringonça.

galambamortagua

Para acompanhar

liberalunconference

Os descontentes com os partidos socialistas podem e devem reservar na sua agenda o final da tarde de 7 de Outubro (uma Sexta-feira). O motivo é nobre e trata-se da primeira Iniciativa Liberal Unconference, subordinada ao tema The future of the european project: Portugal’s role, que terá como convidado Hans Van Baalen,  Presidente do ALDE  e  moderação assegurada pelo Nuno Roby Amorim.

Mais informações e incrições na página do evento.

Leitura complementar: Manifesto Liberal Portugal 2016.

 

19.000

A Comunidade Insurgente no Facebook agrega já mais de 19.000 pessoas.

Estão também de parabéns o Carlos Guimarães Pinto e o Helder Ferreira pelo extraordinário sucesso dos seus posts Contos infantis para bloquistas – A cigarra e a formiga e Carta à Ministra das Finanças, cada um dos quais com várias dezenas de milhares de leituras no site e mais de 10.000 partilhas nas redes sociais.

Obrigado a todos pela preferência.

Perceber a Srª Doutora Ministra das Finanças Mariana Mortágua

Mariana Mortágua afirma, “do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro“. Percebamos a génese da ideia: afinal a senhora doutora ministra das finanças da geringonça é filha de um assaltante e terrorista.

9/11 2016

How the 9/11 attacks would have been reported based on how Islamic attacks are reported now ….

911

Síria: back to basics XXVII

assad

Algumas das razões pelas quais o regime de Assad não ganha a guerra, por Mikhail Khodarenok.

Perfil dos leitores d’O Insurgente

Aqui ficam alguns dados sobre o perfil da comunidade Insurgente (com base nas adesões à página d’O Insurgente no Facebook, que superou recentemente a marca das 18.000 pessoas):

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