No Future

kafka2Eu no Diário Económico de ontem sobre défices, Sex Pistols, futuro, falta dele, filhos e netos.

 

Enquanto os nossos pastores se entretêm na AR e no Governo a discutir de quem é a responsabilidade daquela décima a mais ou a menos no défice, cá fora estamos nós e os nossos filhos, e estes em particular condenados a perder o futuro.

O resto aqui

 

O melhor primeiro semestre de sempre d’O Insurgente

Com parte do mérito a caber certamente à “geringonça” arquitectada por António Costa – que quase todos os dias fornece material estimulante para análise e discussão – os primeiros seis meses de 2016 constituem o primeiro semestre com mais visitas de sempre d’O Insurgente. Mais de 2 milhões de visitas registadas no site em seis meses correspondendo a uma média superior a 11.000 por dia.

Entretanto, é de assinalar também que a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 15.000 pessoas.

Obrigado a todos pela preferência.

Confesse, Isabel: o seu problema são os traumas com o catolicismo

Eu nunca poria os meus filhos num colégio da Opus Dei, e sempre me apresentaram o Deus misericordioso, que toma conta de mim mesmo (ou sobretudo) no meio dos turbilhões e que nunca desiste de mim – e que até se diverte com esta minha maneira heterodoxa de me relacionar com ele. Mas eu não sou (nem quero ser) exemplo para ninguém, nem pretendo impor os meus pontos de vista sobre a fé.

Isto a propósito da nova fatwa da fanática Isabel Moreira contra a suposta falta de laicidade de Assunção Cristas, que infelizmente julga todos pela bitola do seu fanatismo. Isabel Moreira nunca superou os traumas de infância no colégio Mira Rio. Não tenho nada a ver com isso. O que não aceito é que apoie políticas – como o fim dos contratos de associação – e profira insanidades no parlamento na tentativa de exorcizar os seus traumas. Há toda uma gama de alternativas terapêuticas mais salutares para a vida em sociedade, desde psicofármacos a velas de aromaterapia, dependendo do tamanho do dano sofrido.

O regresso de Darth Putin

putinsmile

A seguir o Darth Putin’s Blog que promete “a reunificação soviética“.

 

Transcript of note from the 146% legitimate President of Russia!

Citizens!!

Your 146% legitimate President is being unjustly held in Twitter’s gulag! However, through a trusted, loyal courtier I have managed to smuggle a message to the outside world. (Ok, I scribbled note this on a spare copy of the Minsk Agreement in my pocket when I was arrested and jammed it up Medvedev’s backside for him to smuggle).

Appeals against this kangaroo court and travesty of justice have begun and the USA’s lickspittles have indicated that a compromise is possible.  However, be warned, I still have neighbors I have yet to invade in order to distract my citizens from shitty roads and falling wages.

With this in mind I urge the CIA’s stooges in Russia’s illegally annexed California Oblast to release me from this unjust detention.

In the mean time, please keep tweeting your support with the hashtag #NoTwitterGulagForDarthPutinKGB to remind the fascists that this will not stand.

Yours, topless

VVP

E saúde-se o regresso ao activo de @DarthPutinKGB.

Como a realidade tende a ultrapassar a ficção e a comédia, Konstantín Dolgov, o responsável pelos direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores russo aponta o neoliberalismo agressivo como a mãe de todos os males.

Felizmente que à humanidade resta Vladimir Putin – o verdadeiro porteiro do Kremlin.

Leitura complementar: Do Kremlin, com humor.

Denúncias justiceiras (e sandálias)

O meu texto de hoje no Observador.

‘Este fim de semana algo assombroso aconteceu. Ou, melhor, não aconteceu. Foi fim de semana de campanha do Banco Alimentar e não vi um único dos espíritos da esquerda-progressista-laica-o-voluntariado-é-uma-treta com quinze achaques seguidos contra o papel da odiosa caridade na ajuda aos mais pobres. Fiquei à espreita e não vislumbrei um único comentário verrinoso a Isabel Jonet.

Não, não ocorreu nenhum atentado terrorista que desviasse as atenções. Foi algo muito mais catastrófico: uma manifestação participadíssima a reclamar pela continuação dos contratos de associação onde já existem e pela continuidade da vida escolar dos alunos que os frequentam.

Mas – agradeçamos aos espíritos dos participantes na segunda internacional comunista – há quem esteja bem atento às manobras desta gente que defende os contratos de associação, que é mais perigosa que os meliantes (infelizmente praticantes de infrações ainda não tipificadas na lei) que se voluntariam para os supermercados a distribuir sacos ou dividir os alimentos doados no armazém do BA. E estes vigilantes têm feito denúncias escabrosas.

Por exemplo. Uns justiceiros, agora em voga no twitter, que uma noite sonharam com Engels e acordaram no dia seguinte com a missão de escancarar os horrorosos truques da comunicação social contra o nosso admirável e venerável governo, revelaram uma conspiração de dimensões quase internacionais. A manifestação prática era o uso, por duas apresentadoras da RTP e da TVI, de roupa amarela, numa clara e poderosa mensagem subliminar de apoio aos colégios com contratos de associação. Valentes pessoas que denunciam tais ignomínias.’

O resto está aqui.

Questões à CML, a construtora de mesquitas

medina

Vale a pena ler o post da Helena Matos intitulado A CML, a construtora de mesquitas.

Da leitura surgem algumas questões:

A CML – socialista, laica e republicana – paga a construção de uma mesquita na Mouraria a que propósito?

Que outros locais de culto foram promovidos e pagos pela CML?

Houve lugar a expropriações? Em que moldes e condições?

Passará a norma edificar templos religiosos a partir de instalações clandestinas?

A construção da mesquita na Mouraria está no programa eleitoral do PS local ou nacional?

Na incerteza de que terei as respostas por quem as deve dar, informo que existe uma petição dirigida À CML e Assembleia da República intitulada “Petição Contra a Construção de Mesquita em Lisboa em Propriedade Privada Expropriada“.

O Inverno da ignorância está a chegar

nothing

Nacionalizado à página de Facebook do Rui Rocha.

A fuga do paraíso cubano

AP Photo/Hans Deryk
AP Photo/Hans Deryk

E em números crescentes.

De forma surpreendente, o destino de quem escolhe escapar ao paraíso comunista não é a Venezuela nem a Festa do Avante.

Leitura complementar: Cuba jovem e revolucionáriaA homenagem da geringonça ao ditador Hugo Chávez.

Cuba jovem e revolucionária

Castrojovem

O Presidente de Cuba tem 84 anos. Raúl Castro anuncia que irá deixar o cargo em 2018 e sugere que os líderes do abençoado Partido Comunista Cubano sejam sub-70.  Graças a um curto período de transicão sugerido por si mesmo, Raúl Castro irá permanecer como Presidente daquela organização mafiosa por mais cinco anos.

Entretanto, o facínora mais velho, fo apanhado a falar com o coronel Chávez na Amadora.

Não sei se Cuba aguentará tanto sangue novo e mudanças tão abruptas.

Compreender o putinismo XL

crimeiaescocia

Pacificação final do referendo na Crimeia.

One of Russia’s most senior law enforcement officials has said that dismissing thnder which Crimea joined Russia should be a crime equal to extremism.

Crimea was controversially annexed from the territory of Ukraine in 2014 as well-armed, but unmarked, fighters who appeared to be Russian special operations forces seized government buildings. Pro-Russian authorities then set up an internationally unrecognized referendum in Crimea on joining Russia, after which the region was incorporated into the Russian Federation.

According to Alexander Bastrykin, head of Russia’s Investigative Committee, questioning the legitimacy of the referendum should be considered “extremist activity” for “falsifying reports of historical events and facts.”

Leitura complementar: Compreender o putinismo XVI.

Bloggar continua a fazer mal à saúde

Samad

Secular activist who criticised Islamism killed in Dhaka

Nazimuddin Samad, whose family live in London, was hacked to death by at least four assailants after posting on Facebook

Samad foi a décima pessoa a ser assassinada no Banglandesh por expressar opiniões nas redes sociais.
Recordo o que escrevi no ano passado, a propósito das ameaças dos moderados  iranianos à feira do livro de Frankfurt:
Salman Rushdie foi condenado à morte por ofender o Islão. A gota de água que fez em 1989 Sayyid Ruhollah Musavi Khomeini “soltar” a fatwa condenatória foi o livro Versículos Satânicos. Nela, o responsável iraniano convidava todos os muçulmanos devotos a executar Salman Rushdie como exemplo para quem se atreve a insultar o Islão. O convite estava lançado. Quem se atreve a insultar o Islão, sabe com o que conta.
Salman Rushdie é obrigado a viver sob protecção policial. Passados todos estes anos os intelectuais mais pacifistas continuam a encontrar “razões” que levam à “compreensão” da fatwa que condenou à morte Salman Rushdie mais os seus editores e tradutores. Por certo, partilharão o repúdio  demonstrado pelo ministro iraniano.

Leitura recomendada

Escritora saudita questiona como reagiriam muçulmanos se terroristas cristãos se fizessem explodir no meio deles.

A autora é Nadine Al-Budair, saudita. A tradução é de Romeu Monteiro.

(…) “Imaginem um jovem ocidental a vir aqui e a levar a cabo uma missão suicida numa das nossas praças públicas em nome da Cruz. Imaginem que dois arranha-céus haviam colapsado numa capital árabe, e que um grupo extremista cristão, vestindo roupas do milénio passado, haviam assumido responsabilidade pelo evento enquanto destacavam a sua determinação em ressuscitar ensinamentos cristãos ou decisões cristãs, de acordo com a sua percepção, para viver como no tempo [de Jesus] e dos discípulos, e para implementar certos edictos de teólogos cristãos…

“Imaginem ouvir as vozes dos monges e dos padres nas igrejas e lugares de oração, dentro e fora do Mundo Árabe, gritando em altifalantes e fazendo acusações contra muçulmanos, chamando-os de infiéis, e cantando: ‘Deus, elimina os muçulmanos e derrota-os a todos.’

“Imaginem que havíamos oferecido a um número incontável de grupos de estrangeiros vistos de turismo e residência, cartões de identidade, cidadania, bons empregos, educação gratuita, cuidados de saúde modernos gratuitos, segurança social, e por aí fora, e depois disso um membro de um desses grupos surgia, consumido por ódio e por sede de sangue, e matava os nossos filhos nas nossas ruas, nos nossos prédios, nos escritórios dos nossos jornais, nas nossas mesquitas e nas nossas escolas. (…)

1.000.000 (quase…)

À conta (essencialmente) dos eventos mais recentes no Brasil, a página d’O Insurgente no Facebook atingiu (tanto quanto sei pela primeira vez) um reach semanal muito próximo de um milhão de pessoas – mais exactamente superando as 975.000 pessoas.

Obrigado a todos os leitores que nos seguem nas mais variadas plataformas pela preferência.

Garry Kasparov e o autoritarismo

TrumpPutin

Depois do socialsmo de Sanders, Kasparov escreve sobre o autoritarismo de Donald Trump e Putin.

Putin and Trump share an authoritarian spirit

(…) I resist most comparisons between Trump and Putin for one simple reason: power. Putin has it and Trump does not. When comedian Louis CK called Trump “Hitler in the 1920s” last week it echoed my labeling of Putin as “Hitler in the 1930s.” Of course Putin isn’t Hitler and Trump isn’t Putin, but this doesn’t mean we shouldn’t pay very close attention to anyone who sounds like Donald Trump, especially when he’s leading the Republican primary. We want to learn from history instead of repeating past mistakes.

Trump doesn’t talk much about policy and is incoherent when he does. This makes it difficult for the pundits to make useful policy contrasts with the other candidates. This is by design. When Trump’s lies and flip-flops are pointed out, he presses on twice as loudly as before. What Trump does talk about relentlessly, instead of policy, are simple words with positive connotations. “Strength”, “power,” “greatness”, “energy”, “winning”, “huge”, “amazing.” Trump delivers these words, over and over, with the bravura of a carnival barker and the righteous anger of the oppressed, the trademark combination of the populist demagogue.

Trump also refers regularly to how he will demolish any and all critics and obstacles, from entire nations like Mexico to elected officials like Speaker Paul Ryan. He doesn’t talk about boring things like legality or procedure or how any of these threats and promises will be carried out. Before anyone can even ask, he’s on to the next audacious claim. “It will be taken care of!” “He’d better watch out!” “We’ll take the oil!” “They’ll pay for it all!” “It will be amazing!” Bold, decisive, fact-free, impossible, who cares? His followers love it.

I resist most comparisons between Trump and Putin for one simple reason: power. Putin has it and Trump does not. When comedian Louis CK called Trump “Hitler in the 1920s” last week it echoed my labeling of Putin as “Hitler in the 1930s.” Of course Putin isn’t Hitler and Trump isn’t Putin, but this doesn’t mean we shouldn’t pay very close attention to anyone who sounds like Donald Trump, especially when he’s leading the Republican primary. We want to learn from history instead of repeating past mistakes.

Trump doesn’t talk much about policy and is incoherent when he does. This makes it difficult for the pundits to make useful policy contrasts with the other candidates. This is by design. When Trump’s lies and flip-flops are pointed out, he presses on twice as loudly as before. What Trump does talk about relentlessly, instead of policy, are simple words with positive connotations. “Strength”, “power,” “greatness”, “energy”, “winning”, “huge”, “amazing.” Trump delivers these words, over and over, with the bravura of a carnival barker and the righteous anger of the oppressed, the trademark combination of the populist demagogue.

Trump also refers regularly to how he will demolish any and all critics and obstacles, from entire nations like Mexico to elected officials like Speaker Paul Ryan. He doesn’t talk about boring things like legality or procedure or how any of these threats and promises will be carried out. Before anyone can even ask, he’s on to the next audacious claim. “It will be taken care of!” “He’d better watch out!” “We’ll take the oil!” “They’ll pay for it all!” “It will be amazing!” Bold, decisive, fact-free, impossible, who cares? His followers love it.

All of these rhetorical habits are quite familiar to me and to anyone who has listened to Russian media—all state controlled—in the past decade. The repetition of the same themes of fear and hatred and racism, of victimhood, of a country beset by internal and external enemies, of how those enemies will be destroyed, of a return to national glory. How the Dear Leader apologizing or admitting error shows weakness and must never be done. Inspiring anger and hatred and then disavowing responsibility when violence occurs. It’s a match. As is the fixation with a leader’s personal strength and weakness, intentionally conflated with national strength and weakness.

There lies the clearest and most dangerous similarity between Trump and Putin: the authoritarian instinct, the veneration of power over the values that direct it. Trump has repeatedly praised not just Putin himself for his “strength,” but other tyrants as well. In 1990, in an interview with Playboy, Trump criticized Mikhail Gorbachev for not having a “firm enough hand” and spoke with admiration for the Chinese government’s massacre of protesters in Tiananmen Square. (…)

Americans cannot say they didn’t know. Trump has appeared in eleven debates during this campaign (eleven more than Putin has participated in during his entire life). Many Americans are fearful and angry today, unsatisfied with the weak excuses and vague proposals provided by their establishment politicians. Audacious plans and unorthodox candidates are attractive under these conditions, no matter how utopian or menacing their proposals are. This is how ideologies like socialism and fascism gain traction in democracies. But burning it all down isn’t any more of an answer than putting the government in charge of everything. And if you think liberals like big government, just wait until you see an authoritarian! Trump’s first war would be on the Bill of Rights. (…)

 

Entrou Lula, saiu polvo III

LulaSócrates

Brasil. Pedida prisão preventiva de Lula da Silva.

Ministério Público brasileiro pede prisão preventiva de Lula devido às investigações no tríplex de Guarajá. Este caso soma-se às alegadas ligações ao esquema de corrupção da Petrobras.

Leituras complementares: Entrou Lula, saiu polvoEntrou Lula, saiu polvo II.

Entrou Lula, saiu polvo II

socrateseLula
Uma obra fundamental para quem tem problemas com a justiça e demasiada confiança na impunidade.  O “autor” e quem escreveu o prefácio da obra artística.

Lula, você não está acima da lei! Mas o choro é livre! Por: Felipe Moura.

Levado para depor, ex-presidente enriqueceu às custas do petrolão, segundo MP

Entretanto, os camaradas de Lula estão dispostos a defender a democracia. É hora de defender nas ruas não lula — mas a democracia ameaçada.

 

Leitura compelmentar: Entrou Lula, saíu polvo.

O melhor blog do universo faz 11 anos

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O O Insurgente faz onze anos. Obrigado aos fundadores e a todos os insurgentes. Um “abraço” especial à Elise e à Patrícia Lança. Agradeço também aos leitores. É por causa deles que crescemos. Caramba, não é todos os dias que entramos na idade da pré-adolescência humana.

Parabéns ao melhor blog individual-ó-colectivo do mundo.

O pai, o filho e o neto da democracia IV

Filho de João Soares? Não é tacho, é talento, por Diogo Faro no semanário Sol.

(…) “Essa malta das jotinhas é só tachos!”. A questão é que o talento do mini-Soares é tanto que nem disso precisou, basta passar os olhos pelo CV do craque. Licenciatura e mestrado em História e passagens de meses por cargos de secretariado e produção. Que máquina, que percurso brilhante! Aliás, é tão distinto que o perfil dele se evaporou do Linkedin desde que as notícias começaram a rolar. Era tão bom que se tornava injusto para o resto do mundo, com certeza, e não há necessidade de usar o seu talento para sambar na cara das pessoas que têm que trabalhar 30 anos e terem 45 alíneas no CV para receber o que o príncipe vai receber – 2800€/mês. Leva é já 4600€ de bónus no primeiro mês por ter omitido no CV, por pura humildade, o MBA em Londres, os anos como Director de Produção do Cirque du Soleil e a viagem de 3 anos por todo o mundo com 6 meses de voluntariado na Somália. Um anjo iluminado.

A verdade é que a parte visível do CV é de fazer inveja a qualquer um. Talvez não exactamente a qualquer um, mas pelo menos a quem ainda não se conseguiu inscrever nas Novas Oportunidades e a um ou outro analfabeto. “Ai, mas a CML disse que o contratou porque, começando pela licenciatura em História, ele tinha o perfil ideal para gerir eventos culturais”. Acho correctíssimo. Não queremos Feiras Medievais produzidas por bons produtores de eventos que acham que “bobos da corte” são os portugueses aos olhos de quem lhes atira areia para a cara.

Claro que, para tudo isto, ser filho do actual Ministro da Cultura e ter ido exactamente para esse pelourinho da CML é uma coincidência tão pura quanto um puto sem mãos ter 5 a digitintas e ser filho da professora de Expressão Plástica.

Por favor, queixem-se menos e trabalhem mais. Se houvesse uma alta taxa de desemprego, ainda percebia toda a indignação que isto gerou. Agora, assim? Poupem-me. Enquanto não perceberem que este país não é para velhos, nem para jovens não-partidários nem não-parentes de partidários, nem para quem acha que a meritocracia não devia ser uma ilusão, nem para quem tem ambições, nem para o Yannick Djaló, nem para quase ninguém, então vão andar sempre desiludidos. (…)

Leituras complementares: O pai, o filho e o neto da democracia, O pai, o filho e o neto da democracia II e O pai, o filho e o neto da democracia III.

O pai, o filho e o neto da democracia III

Num comentário na página de Facebook de João Soares, Catarina Albergaria justifica a escolha de Mário Barroso Soares. O destaque é da minha autoria.

 Exmo Sr Dr João Soares, como sabe o convite pessoal (conforme a lei prevê nestes caso de constituição de gabinete) que fiz ao Mario foi muito antes de ter sido convidado sequer para a lista de deputados . Relembro que o seu nome nem constava na primeira lista na altura tendo mais tarde o Dr Alvaro Beleza cedido o seu lugar como foi público .  Presidi muitos anos uma associação cultural no Campo Grande (ADECAM). O Mário apesar de não ser socialista é um adulto muito bem formado , educadíssimo, pessoa de carácter, com curriculum (em Portugal e França ) que prova o seu mérito . Tem uma cultura acima da média . Defende a causa pública e a Escola Pública de Qualidade e Defende a Democratização da Cultura. É o meu melhor elemento.  Parabéns aos pais e professores:):):)

O Insurgente sabe de fontes próximas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Mais Transferências que  o (neto e filho dos fundadores da democracia laica, republicana e socialista) Jonas Soares, se encontra muito bem colocado para ocupar o cargo de Embaixador em Angola.

Leituras complementares: O pai, o filho e o neto da democraciaO pai, o filho e o neto da democracia II.

O pai, o filho e o neto da democracia II

4200 de seriedade.

(…) Partindo da garantia de que os seus “filhos não devem, nem têm!, nenhuma espécie de privilégios”, o socialista diz que também por isso não podem “ser prejudicados”.

O discurso assume um teor mais pessoal: “Sou um homem sério. Que sempre exerci de forma desapegada de interesses materiais, no plano pessoal, as funções públicas que desempenhei e desempenho”.

“Há, passe a imodéstia, muita gente tão séria como eu, mais do que eu não”, termina o socialista. (…)

Leitura complementar: O pai, o filho e o neto da democracia.

O melhor Janeiro de sempre

Se 2015 foi o melhor ano de sempre d’O Insurgente, a verdade é que 2016 começa também com novos recordes: depois de a página d’O Insurgente no Facebook ter superado a marca das 10.000 pessoas (com um reach semanal consistentemente acima das 300.000 pessoas), Janeiro de 2016 estabeleceu-se (por larga margem) como o melhor mês de Janeiro desde a fundação do blogue e o segundo melhor mês de sempre, com mais de 430.000 visitas contabilizadas no site.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

10000

A página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 10.000 pessoas, com um reach semanal actualmente acima das 300.000 pessoas.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Assim se vê a força do pêcê II

edgar

Edgar Silva, o candidato dos valores da justiça social, da defesa do trabalho com direitos, dos valores da independência nacional e da paz, tudo fez para afirmar a candidatura assente e ao serviço do propósito democrático popular de mudar a vida com vista à criação de uma outra sociedade. Os resultados eleitorais confiados pelos portuguesas e portuguesas  à candidatura do comunista são brutais. Para a história fica Edgar Siva como o maior vencedor de sempre (até às próximas vitórias do PCP).

Fica a dúvida: por quanto tempo durará o apoio dos comunistas e associados ao governo golpista da geringonça.

Leitura complementar: Assim se vê a força do pêcê.

Balanço do 2015 Insurgente

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2015 confirmou-se como o melhor ano de sempre d’O Insurgente. A marca dos 3 milhões de visitas no site num só ano foi superada pela primeira vez, sendo que o total do ano se aproximou inclusivamente dos 4 milhões, ficando acima de 3.750.000. Pela primeira vez nos 11 anos de vida do blogue, a média diária de visitas ao longo de todo o ano foi assim superior a 10.000.

Outubro de 2015 foi o melhor mês de sempre em termos de visitas no site – com perto de meio milhão de visitas num só mês – sendo que o recorde de visitas num só dia foi também batido em 2015, mais precisamente no dia 4 de Outubro, em que se registaram mais de 40.000 visitas no site.

Números tanto mais significativos quanto se registaram em paralelo com uma expansão igualmente sem precedentes d’O Insurgente por outros canais de divulgação: para além dos milhares de pessoas que seguem O Insurgente através dos mais variados readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 9.300 pessoas e o blogue conta também com cerca de 2.300 seguidores via Twitter.

A versão (beta) em inglês do blogue – The Portuguese Insurgent – regista como seria de esperar valores bastante mais modestos, mas atingiu já nesta fase embrionária um reach muito interessante, em especial pelo perfil dos leitores e pelos contactos e pedidos de informação adicionais que tem suscitado.

Pelo magnífico ano de 2015, termino este post de balanço com um agradecimento a todos os leitores e a todos quantos contribuem, ou contribuíram ao longo dos anos, para o extraordinário sucesso d’O Insurgente, com uma menção especial à nossa Elizabete Dias, que infelizmente partiu muito antes do tempo.

A telenovela do PCTP-MRPP merece o Emmy

Garcia Pereira

Os Liquidadores Alistaram-se como Lacaios da Cofina, pelo Camarada Arnaldo Matos.

A família Garcia Pereira, as duas sandrinhas, Domingos Bulhão e o Alberto da Damaia alistaram-se como lacaios ao serviço da Cofina. A de Odivelas já se tinha alistado há muito tempo, arrastando o pateta do marido para as páginas das revistas cor-de-rosa do Grupo, com a ideia de o transformar num socialite de calças do tipo Lili Caneças. Para quem não conhece o grupo mediático onde esta canalha acaba de assentar praça, cumprir-me-á esclarecer que a Cofina é a maior sociedade de gestão de participações sociais (holding) de títulos de imprensa da direita fascista em Portugal, proprietária de cinco jornais (Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios, Destak e Metro), de cinco revistas (Flash!, TVGuia, Máxima, Vogue e Sábado) e de um canal de televisão, o CMTV, além de participações menores dispersas por outros órgãos ditos de comunicação social, como o Expresso e a TVI.

Desde que resolvi denunciar os patifes que encabeçam a corrente pequeno-burguesa reaccionária dos liquidadores, já recebi – e recusei liminarmente – onze convites de diferentes órgãos da dita comunicação social para entrevistas, incluindo cinco convites do Grupo Cofina, três da Sábado.

Ora, precisamente a Sábado da semana passada concedeu à família Garcia Pereira, Domingos Bulhão, à sobrinha Sandra Raimundo e ao desgraçado Alberto da Damaia a capa da revista e sete folhas profusamente ilustradas, onde a canalha pôde vomitar com avonde o seu ódio aos comunistas, à classe operária, ao PCTP/MRPP e à revolução portuguesa.

Quanto aos familiares de Garcia Pereira, que não são nem nunca foram militantes do PCTP/MRPP e nada têm a ver com o comunismo e com o movimento operário, cabe-me unicamente agradecer-lhes os insultos e calúnias que acharam dever bolçar sobre a minha pessoa, usando para local do vómito as páginas de uma revista fascista, controlada pelos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) – a nova Pide, nem menos – e um conhecido informador dessa polícia, encapotado de jornalista, o bufo Fernando Esteves, que também me pretendeu entrevistar e a quem mandei à merda, mandando também explicar–lhe que não falo com bufos da Pide.

Centro-me apenas em dois comentários, com relação às declarações do Domingos Bulhão e do triste Alberto da Damaia.

Domingos Bulhão era membro do comité permanente do comité central do Partido, responsável pelas contas, e desapareceu levando o dinheiro e os documentos do Partido, criando uma situação extremamente perigosa para a existência legal do PCTP/MRPP.

O Partido seguiu Bulhão até ao sítio onde ele se encontrou com o pide Fernando Esteves, no Centro Comercial Colombo, em Benfica. Domingos Bulhão saberá muito bem porque deveu encontrar-se com o pide clandestinamente. Em devido tempo, falaremos do caso, porque estamos a averiguar se Garcia Pereira, amigo íntimo de Bulhão, conhecia ou não estes encontros que já vêm de antes da sua suspensão do comité permanente do comité central.

No Centro Colombo, em encontro clandestino, Bulhão disse ao bufo Fernando Esteves que eu humilhara e enxovalhara Garcia Pereira, com uma carta que lhe enviei quando Garcia Pereira se preparava para abandonar as tarefas do Partido, fugindo para férias.

No meu modo de ver, não há nada de humilhante nem de enxovalhante na minha carta de 28.07.2015 a Garcia Pereira. Não passa de uma carta a um camarada sobre algumas divergências na preparação da campanha eleitoral, que estava realmente em perigo. E foi assim que ele, Garcia Pereira, a entendeu. Publico de seguida a minha carta a Garcia Pereira e a resposta de Garcia Pereira à minha carta, já que o pide Fernando Esteves, que com certeza terá as duas em seu poder, fornecidas por Bulhão, procurou manipular o caso.

Leitura complementar: Direito de resposta de Sandra Raimundo.

Nada III

Escreve, animado, o assessor de imprensa do ex-44, Nuno Fraga Coelho no Twitter.

 

Leitura complementar: Nada e Nada II.

 

 

9000 no Facebook

Foi já há alguns dias que a marca foi ultrapassada, mas não quero deixar de assinalar que a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 9.000 pessoas.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Almas gémeas

Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.
Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.

As relações entre a Rússia e a Turquia após o abate de avião de guerra russo vivem um momento teen. A Santa Mãe Rússia protesta e bloqueia as importações de vegetais, galinhas e, imagina-se, de perús de origem turca. Um dos elos queixa-se que ele não devolveu a minha chamada. O outro continua à espera do pedido de desculpas. O primeiro faz birra e magoado avisa que o amor não pode brincar com o fogo. Longe vai o paraíso.

Leitura complementar: As voltas que o mundo dá.

“De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”

joaosoares

Memorável forma de estar e ser de S. Exa. o Ministro da Cultura, por Margarida Bentes Penedo.

(…)

Foram os últimos a chegar, e vinham do lado de cima. Ouviam com atenção a aula de história que o presidente desenvolvia, gesticulando, parando para apontar, provocando gargalhadas espontâneas e acenos de cabeça. Pareciam um grupo de crianças, as gravatas a esvoaçar, os casacos desapertados como os bibes no recreio. “De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”, foi a parte que ouvi quando já estavam a poucos metros.

De seguida, deram-se as apresentações. Trocaram-se apertos de mão e os vereadores trocaram olhares cúmplices e divertidos. De pé, todos dispostos em bateria, semicerraram os olhos e fizeram silêncio por uns segundos, contemplando os rectângulos de tinta colorida, concentrados a apreciar. Da boca socialista do presidente que, apesar de calado, nunca tinha chegado a fechá-la, saiu uma decisão: “Vermelho está fora de questão. Epá, para vermelho já me basta as gajas uma vez por mês”.

Aturdida com a sensibilidade do poeta, com o coração enaltecido por sentir os destinos da cidade entregues a este homem enorme, distraí-me das razões que levaram à exclusão da outra cor. Mas foi assim que em Lisboa, ao fundo do Parque Eduardo VII, para servir a Feira do Livro e os aflitos do ano inteiro, nasceu um edifício de casas de banho da cor das flores dos jacarandás.”