Reflictam sobre isto e votem dia 6

«Sendo necessário construir as raízes de uma oposição capaz de formar futuramente uma alternativa à governação socialista que tem sido dominante nos últimos 25 anos, este objectivo implica a eleição de deputados que tragam ideias novas para o debate político. Que defendam uma ruptura com a política do costume que transformou Portugal num país de baixo crescimento, altos impostos e com um governo refém de clientelas cujos interesses são os opostos aos da generalidade do país. Nos partidos a votos, só o Iniciativa Liberal tem propostas que dão corpo coerente a essa ruptura

Da poltrona para a mesa de voto

Os liberais são uma espécie rara que gosta de debater ideias e acima de tudo criticar a situação, quase sempre deplorável, da coisa pública. Cépticos no que toca à natureza dos partidos políticos e do exercício do poder, são frequentadores habituais da poltrona, lugar privilegiado para discorrer sobre os problemas políticos da nação. A poltrona é confortável e o seu usufruto evita que as mãos fiquem sujas, exceptuando a tinta dos jornais, cada vez mais em desuso. Esta característica é universal de liberais em quase todo o lado. Os anglo-saxónicos chamam-lhes armchair liberals.

Pela primeira vez em Portugal, haverá um partido liberal no boletim de voto. A Iniciativa Liberal. Apesar deste facto, é possível que alguns liberais fiquem nas suas poltronas a dissertar sobre o costume. Cépticismo oblige. Por mim acho que já era hora de sair desse recatado conforto e ir, no mínimo, até à mesa de voto. Se não pelo princípio da coisa, pelo menos pelo esforço meritório do Carlos Guimarães Pinto e do Ricardo Arroja, entre outros, que foram os primeiros a tomar a iniciativa de sair da poltrona.

Orbán: Podia ser Pior

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Esta questão do Orbán preocupa-me imenso, pois sou um pessimista e considero que pode sempre ficar pior. Ora imaginem lá que o homem não se dedicava apenas a fechar a Universidade do Soros e apertar uns adversários, mas decidia implementar uma ampla estratégia de censura de modo a condicionar globalmente o debate político?

Imaginem que o Orbán, à semelhança de um certo VP do Parlamento Europeu vinha afirmar que a intenção da UE era afastar determinados partidos do boletim de voto. Equacionem um cenário em que Orbán, ainda que admitindo a falta de provas, empreendia um vigoroso ataque contra um gigante tecnológico estrangeiro alegando interferência externa.

E se ele não se limitasse a correr com os refugiados? E se fosse a casa deles bombardear a malta até à idade da pedra, removendo no processo os líderes de países soberanos e deixando um rastro de morte e miséria? Era capaz de ser bem pior.

E se apostasse em montar um super-estado federal à revelia da população e ignorasse constantemente as decisões desta? Aí teria, claramente, uma grande parte das características de um fascista.

Felizmente a coisa ainda não está tão preta e Orbán ainda não se transformou nisso.

A génese teórica da democracia 21 e um hambúrguer sff

A Sofia Afonso Ferreira publicou ontem, no Facebook, um post em que arrasava – por assim dizer -, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador e que terminava com uma piada de elevado quilate sobre o autor possuir um restaurante, onde seriam colhidas assinaturas para um tal de partido libertário. Estava subentendido que haveria um insanável conflito de interesses.
A bem de alguma verdade e sabendo que corria o risco de estragar a piada da dirigente do futuro partido político, comentei que a parte da propriedade era mentira, que o meu amigo Hélder Ferreira estava aos comandos do excelente Burguer Point. Na altura, ficou a promessa de que a minha afirmação seria verificada.
Hoje, a meio da manhã, veio a bendita verificação que consistiu no print screen do anúncio de abertura do Burguer Point pelo Alberto Gonçalves, datado de 2018 bem como uma espécie de desafio para eu manter as minhas afirmações.
Mantive-as e esclareci a Sofia Afonso Ferreira que o anúncio datava de 2018 e que entretanto, as propriedades e os negócios, por definição e se as partes assim o entenderem, mudam de mãos. A Sofia Afonso Ferreira, não terá apreciado a minha insolência e insistiu para que fosse defender a minha posição na minha página, bloqueando-me de seguida – facto que me alivia e agradeço.
Deixo dois apelos: um de cariz humanitário e cristão: amigos reais e imaginários da Sofia Afonso Ferreira, ajudem-na. A Sofia Afonso Ferreira precisa muito, a sério;
o outro apelo: pessoas de bom gosto, sempre que visitarem o Porto, passem pelo Burguer Point, onde se come muito bem e se o Hélder estiver por lá, troquem dois dedos de conversa.
BurguerPoint
Excerto da crónica de Alberto Gonçalves sobre a piada que é o Democracia 21.
Disseram-me que, formalmente, o D21 ainda não é um partido. Isso não o impediu de se aliar ao Chega nas “europeias”, embora me impeça de me alargar nos comentários. Deduzo que seja contra a ciganada, os parasitas do RSI, as galdérias que abortam à balda e, quem sabe, os portistas. Avaliação: consta que o D21 é feminista.

Racismo, segundo a cartilha do bloco de esquerda