Já começaram a chegar as automotoras alugadas em Espanha

pedro marques

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Quantos socialistas são necessários para vender um carro eléctrico?

1 – O ministro declara que os diesel estão condenados em 4 anos.

2 – O assunto gera discussão contribuindo para despertar o interesse da opinião pública e prepará-la para decisões neste domínio.

3 – Jornalistas atentos constatam que o Estado praticamente não tem carros eléctricos.

4 – A opinião pública, previamente alertada para a urgência de tomar decisões neste domínio (4 anos passam depressa, não é?), considera um desplante que o governo assuma um discurso num sentido e uma prática em sentido contrário. Na verdade, a opinião pública exige medidas concretas.

5 – Sensível à premência do tema, o governo declara que vai comprar 200 veículos eléctricos a curtíssimo prazo.

6 – Na mesma altura, Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, delcara que Portugal “será líder no carro eléctrico”.

Desculpem se insisto nisto, mas eu averiguaria quem são os socialistas que criaram recentemente sociedades destinadas a comercializar carros eléctricos e/ou a prestar serviços nessa área. Começaria pelo Galamba e pelo Matos Fernandes (o Sócrates e o Vara iniciaram a carreira nos negócios com um posto de combustível), mas claro, não me ficaria por aí. Em todo o caso, consideremo-nos avisados. Convém preparar a carteira.

Que sacana, Tó

goodfellas

– Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.

– Conta, Tó, conta!

– Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o Bernardino contratou o genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino… ai como é que se chama o gajo?

– O Eduardo Cabrita?

– Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa do genro de Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou à filha do Vieira da Silva… ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?

– A Mariana, a Secretária de Estado?

– Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou à Sónia Fertuzinhos, e digo: o genro do Jerónimo…

– Ahahahah!

– Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao irmão da Ana Catarina Mendes…

– O que é Secretário de Estado?

– Esse! E digo: e esta coisa do genro do Jerónimo, hã?

– Ahahahah!

– Depois vou ao Eduardo Paz Ferreira…

– O Eduardo Paz Ferreira… Quem é o Eduardo Paz Ferreira, Tó?

– É o marido da Van Dunem, Mário, aquele que pusemos na negociação de Sines, pá.

– Ahahahah!

– Depois vou ao Zorrinho…

– E quê, Tó, e quê?

– E digo: e aquilo do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois, ligo à Rosa Matos Zorrinho e digo: e aquela coisa do genro do Jerónimo?

– Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?

– Depois fui ao Carlos César.

– Ahahahah!

Vou apurar tudo, Rui

rio

Os dez erros de Costa

1º A aliança, por motivos puramente oportunistas, com propostas políticas que não têm qualquer compromisso com os elementares princípios democráticos;
2º A colagem ao velho PS, representante dos piores vícios do Bloco Central, com Carlos César e Ferro Rodrigues, que Costa não só afastou mas promoveu a cargos de grande visibilidade, como figuras que os personificam;
3º A colagem ao PS socrático, mais uma vez não estabelecendo qualquer faixa de protecção entre a sua liderança e personagens profundamente conotadas com o desastre governativo e pessoal do antigo primeiro-ministro como Vieira da Silva ou João Galamba.
4º A normalização do nepotismo como forma de ocupação do Estado, evidente a todos os níveis da Administração, desde o próprio governo até à estrutura da Protecção Civil e de que se pode tomar como símbolo o percurso e a prática de Maria Begonha;
5º A entronização da ilusão, do expediente da manipulação e do embuste como forma de governação por defeito, iniciada com o slogan do fim da austeridade, continuada com a dissonância entre orçamento prometido e execução, aqui com recurso ao expediente das cativações, e concretizada como técnica recorrente como ainda agora se viu com a substituição do imposto sobre a gasolina pela taxa do carbono.
6º O desprezo pelo princípio da responsabilidade política, com a tragédia dos incêndios, Tancos ou Borba como expoentes de uma visão em que o poder político desaparece de cena deixando os cidadãos entregues à sua própria sorte;
7º A erosão acelerada da capacidade de o Estado assegurar as suas funções essencias, na Protecção Civil com evidência trágica, mas na Defesa, na Saúde e na Educação também com profundas consequências.
8º A degradação acelerada de infra-estruturas e transportes essenciais ao desenvolvimento do país, decorrente de anos consecutivos de ausência de investimento que o governo de Costa não só não resolveu como agravou, nomeadamente, com a política de cativações.
9º A incapacidade de assegurar reformas políticas e económicas estruturais que lancem as bases de um desenvolvimento sustentado, limitando-se o exercício governativo a uma gestão táctica do ciclo económico e dos interesses sectoriais e profissionais.
10º O agravamento do fosso entre funcionários públicos e trabalhadores do sector privado, aqueles cada vez mais com esquemas de benefícios e remunerações francamente mais favoráveis.

O ciclo económico e as baixas expectativas iniciais relativamente ao seu governo têm permitido a António Costa prosseguir a sua marcha apesar destes erros e é muito provável que não afectem, sequer, a performance eleitoral do PS durante o ano de 2019. Será no entanto por estes erros que Costa responderá quando a conjuntura menos favorável que se aproxima fizer aparecer os primeiros sinais de descontentamento.

– Desculpem, não vai dar…

alfredo

Da motivação

coletes