Falta de travões em mercado islamofóbico de Berlim

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Estado Islâmico Ordem dos Padres Carmelitas Descalços reclama a responsabilidade pela falha mecânica.

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Compreender o putinismo LXIII

O putinismo no seu pior: declarações de um camarada  do Embaixador Karlov,  hoje brutalmente assassinado na Turquia.

Russian ambassador’s assassination in Turkey was organised by ‘NATO secret services’ and was ‘a provocation and challenge to Moscow’ claims Kremlin senator

Franz Klintsevich claimed a NATO government was probably behind the hit Klintsevich is a key ally of Vladimir Putin and a defence and security expert

He said the involvement of NATO secret services in the hit was highly likely

The Russian government has branded the hit an act of terror and vowed revenge

 

Leitura dominical

Pedro e os Lobos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…)  Nem menciono os cidadãos de origem portuguesa hospedados em cadeias venezuelanas por razões políticas. Mas sabem dos três enviados da SIC e do Expresso presos em Cuba sem razão aparente? Provavelmente, não, já que por cá o assunto mereceu atenção idêntica à dedicada ao campeonato paquistanês de críquete. De qualquer modo, o PSD, com a escassa moral que lhe resta após tolerar o lamento parlamentar por Fidel, apresentou um voto de protesto contra o sucedido. O voto mereceu o apoio do CDS, a oposição do PCP e a abstenção de PS e BE. É como defender a “causa” homossexual enquanto se venera a Palestina: os famosos “direitos humanos” terminam logo que começa a afinidade ideológica. Para o que importa, os eleitores radicalmente distraídos ficam então informados de que a maioria dos seus representantes na AR acha muitíssimo bem, ou pelo menos não se importa, que jornalistas sejam detidos à toa. Também convinha que alguém informasse os jornalistas.

Sem palavras

Uma cabala de sangue

Que está a atingir a tralha socrática da geringonça.

O concurso internacional realizado chegou a tribunal. Mas apesar da polémica e dos protestos, foi a farmacêutica Octapharma que acabou por ganhar o contrato para aproveitar o plasma do Hospital de S. João no Porto.

Apesar de haver cinco concorrentes, a farmacêutica com a exclusividade de fornecimento de plasma às unidades de saúde em Portugal, era a única que reunia diretamente os dois principais requisitos. Definidos nas regras do concurso.

Fernando Araújo, atual secretário de Estado da Saúde, era então diretor do serviço de Imunohemoterapia. E “esteve diretamente envolvido” no concurso, segundo relata a investigação da TVI. (…)

Abram alas para a herança da geringonaça

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O PSD apresentou na Assembleia da República um voto de protesto relativo à detenção de três jornalistas do Expresso e da SIC em Cuba.

A votação foi o que se esperava: o CDS votou a favor. O PCP votou contra e o BE e o PS abstiveram-se. Está explicada, uma vez mais, a geringonça e o afastamento do PS do bom senso e da dignidade.

Leitura complementar: Abram alas para a herança de Fidel.

 

Síria: back to basics XXVIII

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Perante a histeria do carniceiro Assad: Triumphant Assad: ‘History is being made in liberated Aleppo’  faz ainda mais sentido ler o comentário sobre a Síria de Miguel Monjardino, na sua página de Facebook:

(…) 2. A vitória militar numa guerra urbana que dura há 5 anos representará um grande triunfo político para Damasco. A constelação de grupos revolucionários sunitas e rebeldes que combatem contra o regime de Bashar al-Assad está a caminho de deixar de representar uma ameaça existencial para a sobrevivência de Damasco.

3. Porém, a queda de Palmira e dos poços de petróleo à volta da cidade para o Daesh é um embaraço político para Moscovo e Damasco. Por duas razões. A primeira é tornar excessivamente claro que a verdadeira prioridade de Bashar al-Assad na guerra não tem sido o Daesh mas sim os outros grupos armados sunitas. A segunda mostrar que que Damasco não tem o número de tropas e milícias suficientes para controlar a capital, Alepo e uma parte do país e lutar contra os revolucionários do Daesh, Al Qaeda e outros grupos rebeldes sunitas ao mesmo tempo. O número de baixas das forças armadas sírias durante a guerra tem sido muito elevado. (…)

5. É importante ter em conta que os interesses de Damasco, Teerão e Moscovo não são coincidentes. Todas estas capitais estão dispostas a pagar um preço elevado em sangue e dinheiro para manter o regime de Bashar al-Assad. A determinação desta coligação foi superior à da Turquia, Arábia Saudita e Qatar que tentaram usar a guerra civil síria para derrubar o regime sírio e criar um baluarte sunita na costa do Mediterrâneo. Dito isto, o Kremlin não tem grande interesse em ver a guerra pelo controlo de todo o território sírio continuar. Moscovo aproveitou o recuo da administração Obama no Médio Oriente e a aposta estratégica de Washington na negociação do acordo nuclear com o Irão para intervir militarmente na Síria. O principal objectivo de Vladimir Putin é melhorar a sua posição estratégica na Europa: levantamento das sanções económicas, financeiras e tecnológicas impostas pelos EUA e a União Europeia, negociação do estatuto geopolítico da Ucrânia e impedir que tropas NATO sejam estacionadas nos estados da Aliança Atlântica a leste. Ou seja, a Rússia não quer aumentar o seu empenhamento militar na guerra síria. O interessa a Vladimir Putin é voltar a dar à Rússia um papel indispensável na política internacional. O que o líder russo ambiciona é uma mistura de estatuto e respeito em Washington. Damasco é um instrumento para Moscovo voltar a ser o nº 2 a nível mundial. Damasco e Teerão olham para o problema de outra forma. O mesmo pode ser dito dos grupos de revolucionários e rebeldes sunitas que combatem em território sírio. A sua determinação em continuar a combater mantém-se.

6. O que é que as capitais europeias podem fazer no meio de toda esta violência? Se não estivermos dispostos a agir militarmente para defender interesses ou valores, a resposta é “Nada!” Como Tucídides escreveu na sua “História da Guerra do Peloponeso” – esse grande clássico sobre a política, a estratégia e a natureza humana -, “a guerra é um professor muito violento.” Esta é uma lição que as sociedades europeias que decretaram ter abolido o problema do uso da força militar para conquistar ou manter o poder político vão ter de aprender. Restam os gestos como este em Paris e as redes sociais que geram emoções. O que está em jogo, porém, não são as emoções mas sim o poder. A paz, essa, levará mais algum tempo a chegar às cidades, vilas e aldeias sírias. (…)

Compreender o putinismo LXII

Não faço ideia do número de almas que continuam na libertada cidade síria de Allepo mas o porta-voz do Ministro da Defesa russo, o general Igor Konashenkov  nega tudo, cambada de russofóbicos.

The Russian Defense Ministry’s spokesman Maj. Gen. Igor Konashenkov has refuted allegations of “250,000 trapped” Aleppo civilians.

“All dramatized outcries allegedly in defense of ‘trapped 250,000’ Aleppo civilians, especially loudly voiced by representatives of Britain and France, are nothing more than russophobic chatter,” he said.

Konashenkov underscored that terrorists had used more than 100,000 civilians as human shields in Eastern Aleppo.

Leitura dominical

No jardim-de-infância, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) Geert Wilders, político holandês, “populista” e de “extrema-direita”, foi condenado por discriminação, racismo e “discurso de ódio” após ter perguntado à audiência de um comício se queria mais marroquinos no país. Já há cinco anos o sr. Wilders fora a tribunal por comparar o islão ao nazismo – pormenor curioso para quem é acusado de abominar muçulmanos e de ser nazi. De qualquer modo, o sr. Wilders é de facto impertinente. As pessoas de bem sabem que o racismo, a xenofobia, a discriminação e o ódio em geral só são tolerados quando dirigidos contra: a) banqueiros, especuladores e, salvo ditadores “revolucionários”, milionários em geral; b) alemães, americanos brancos, israelitas e “sionistas” em geral; c) políticos populistas, de extrema-direita ou à direita do socialismo em geral; e d) cavalgaduras que dizem coisas de que não gostamos em geral.

E é isto. Agora resta esperar para ver o exacto tipo de gente que persegue o sr. Wilders mostrar-se incrédulo com a popularidade crescente do sr. Wilders e similares. Vou comprar pipocas

Purga envergonhada no Bloco de Esquerda

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Imagino que na vida interna dos partidos existam episódios dignos de uma comédia que acaba muitas vezes por se  transformar em drama e nos piores casos, em tragédia e horror. E se até agora pensavam que a purga era um exclusivo do PCP – o mais moscovita-estalinista dos partidos comunistas da Europa Ocidental, estão enganados, de uma forma mais ou menos envergonhada o Bloco de Esquerda  lá vai percorrendo o seu caminho.

O Bloco de Esquerda é mais do que uma experiência, uma vivência de um conjunto de partidos inovadores de esquerda, com maioria absoluta nas  redacções, cujo primeiro líder foi o actual Senador da Rrrépública Francisco Anacleto Louçã. Depois dele, a gerência passou por uma direcção bicéfala que respeitou a quota dos sexos e acabou com Catarina Martins a chefe, a apoiar a Geringonça e a engolir uma generosa quota de sapos, rãs e demais batráquios.

Podemos estar gratos tanto à sua existência como à sua dissidência. É ao BE que devemos a existência de um MAS (Joana Amaral Dias durante umas eleições e gravidez), do Livre unipessoal de Rui Tavares, de um 3D (do Daniel Oliveira que não pergunta o que nos dizem os nossos olhos) ou qualquer outra agremiação que entretanto tenha nascido ou venha a nascer da força  imaginativa dos homens, mulheres e restantes criaturas da esquerda que se quer diferente mas igual. O BE para além dessa tarefa hercúlea de procura e  dissimulação envergonhada do comunismo,  sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da  luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Ao que parece,o BE oprimiu impediu  Francisco Raposo,ex-dirigente da agremiação de regressar. O curioso é que até ao momento ninguém sabe muito bem as razões do boicote. Para já, existe uma carta aberta de solidariedade com o socialismo, com uma peculiar lista de subscritores nacionais e estrangeiros e um manifesto de Solidariedade dos membros da Moção B da Mesa Nacional do BE, naquilo que é considerado como um golpe inaceitável na democracia interna do Bloco de Esquerda.

De regresso ao PCP, enquanto partido conservador-comunista aproveitou a derrocada do comunismo na Europa de Leste,  para purgar os elementos menos ortodoxos, cabendo a alguns deles a abertura de novos movimentos de participação cívica-comunista- na-realidade- mas-com- outro-nome. Ou na integração dos dissidentes sobreviventes em partidos como o PS ou o PSD.

O surrealismo purgatório é lei para o comum dos traidores e o desfecho natural da militância no Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP ). Um dia depois do Natal de  1976, após seis anos de luta, nasceu o PCTP/MRPP, um partido “com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na  aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.” Sempre consideraram os outros comunistas como uns betinhos e de valor residual. O camarada Arnaldo Matos atingiu o  estatuto de figura pública apesar de não ter o culto das multidões proletárias e camponesas de um Ribeiro Santos – abatido pela PIDE – ou de um Alexandrino de Sousa, assassinado pelos social-fascistas da UDP  (facção do actual BE) . E depois de um afastamento a que os ousados apelidariam de burguês, acabou recentemente por purgar o Secretário-Geral o mediático advogado Garcia Pereira e os membros do comité permanente do comité central. O  único partido capaz de fazer “a aliança operária-camponesa” e num momento de  reflexão profunda reconhece-se a si próprio como “o único partido que, desde o início da mais  recente e grave crise do sistema capitalista em Portugal, definiu que a questão central que se coloca  à classe operária para não ser esmagada pela contra-revolução é a do não pagamento da dívida.”  É esta a abrangência que os camaradas têm direito,  sem coligações burguesas, de preferência sem pagar aos credores e em perpétuas histórias de higienização interna.

Alguém alinha nas pipocas?

Abram alas para a herança de Fidel

fidel

O comunismo é um reconhecido sistema inventivo, daí as aparentes dificuldades que os três  jornalistas do Expresso e da SIC terão sentido quando foram detidos pela polícia cubana quando se preparavam para ir trabalhar, graças a uma dica do dono da casa em que estavam hospedados.

No domingo de manhã, as cinzas de Fidel iriam a ‘enterrar’ no cemitério de Santa Ifigénia, em cerimónia privada, reservada apenas a alguns convidados, incluindo alguns estrangeiros como Dilma Rousseff e Lula da Silva.

Ficara, por isso, combinado entre os enviados do Expresso e da SIC uma saída às 4 e meia da manhã, para poder registar o final da vigília que decorria na Praça da Revolução, em Santiago de Cuba, e o derradeiro cortejo em que povo cubano poderia participar ao fim de nove dias de luto.

Nunca lá chegaríamos, porém.

Minutos depois de sair da casa onde estávamos hospedados encontrámo-nos na insólita situação de detidos pela polícia cubana e obrigados a recorrer à diplomacia portuguesa.

Foi nesse momento que percebemos a importância do telefonema que o dono da casa recebera já depois da meia noite, e ao qual apenas respondera: “Três jornalistas portugueses, dois homens e uma mulher. Vão sair muito cedo”.

As mentes maldosas dirão que é algo típico de uma ditadura, resultado de um sistema opressivo e que premeia a bufaria. Não acreditem, oiçam os votos de louvor a Fidel do PS, PCP e Bloco de Esquerda.

 

É de pequenino que se atira ao pepino

Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.
Neste recreio para a educação dos mais que tudo, a entrada, a anizade, a partilha e o amor são grátis.

Mesmo no moderado Irão.

WAR GAMES Iran opens chilling kids’ military theme park with AK47s where children as young as 8 fire bullets at US flags and effigies of the Israeli PM

THE Iranian government has opened a sinister kids’ war-based theme park which instead of roller-coasters and roundabouts has military checkpoints and AK47s.  The City of Games for Revolutionary Children park lets youngsters dress up in full combat gear and pretend to be attacking Iran’s enemies like Israel and the West. (…)

Tiago Barbosa Ribeiro merece uma comenda

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Deus e a concelhia distrital do PS do Porto abençoaram-nos pela existência, vivência, visão analítica e obra política do deputado Tiago Barbosa Nogueira consubstanciados num tweet de 2013.

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Outras luzes do Tiago Barbosa Ribeiro: O PS é uma Grécia?; Prémio hot para o deputado socialista da legislaturaO PS, as portagens e a nova geração de socialistasO Casillas que se cuideQuando a vergonha muda de corUma homenagem aos lutadores pela imparcialidade da imprensa e Tiago Barbosa Ribeiro – para compreender o novo PS.

Leitura dominical

Os amigos do povo português, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) Já é embaraçoso que um adolescente dedique poemas à namorada, à vizinha, à mãe ou à menina que o atende na loja da Meo. Mas que espécie de distúrbio leva um adolescente apenas mental a dedicar poemas a um velho milionário que vivia nas longínquas Caraíbas? Por outras palavras (e que palavras, Nossa Senhora!), o intelectual Boaventura Sousa Santos escreveu uns versinhos, em rima branca, ao falecido Carniceiro de Havana e nem uma junta psiquiátrica conseguirá explicar porquê. O lado positivo disto é que o dr. Boaventura escreve tão mal quanto pensa e, escusado acrescentar, o poema é uma galhofa pegada. E é a segunda vez numa semana que Cuba nos proporciona alegrias.

Sabia-se há muito que a veia lírica do dr. Boaventura rivalizava em grotesco com o seu trabalho académico. Dos remotos poemas eróticos (“faz parte desta gota/ ser a taça e alagar-se/ faz parte deste cisma/ ter entranhas e sujar-se/ faz parte deste coito/ estar a um canto a masturbar-se”) às incursões pelo rap (“Jesus caminha/ caminha com alguém/ que pode ser ninguém/ Allah caminha/ nas ramblas de granada/ e não acontece nada”), o homem é um mestre do humor involuntário.

É também, sob determinada perspectiva, um sujeito invulgar. Qualquer pessoa que tivesse perpetrado semelhantes atentados à literatura fugiria sem deixar rastro no dia em que os visse cair no domínio público. Em geral, as pessoas têm vergonha. Na “poesia” (desculpem) e no resto, o dr. Boaventura não tem vergonha nenhuma. Por isso, mal o cadáver do ditador arrefecia e, a partir de um cantinho da Universidade de Coimbra, o mundo era abençoado com nove estrofes, livres e com antecanto, em louvor dele.

Não disponho de espaço para divulgar a peça na íntegra. Limito-me a notar que “Na morte de Fidel” contém referências a “comboios da imaginação”, “manivelas de razão”, “barcos polifónicos”, “mobílias espirituais”, “turismo de acomodação”, “supermercados” e, claro, “azeite puro”. Se o conteúdo parece saído de experiências médicas, o objectivo é óbvio: o dr. Boaventura presta vassalagem à causa que serviu a vida inteira, leia-se o despotismo de esquerda. O dr. Boaventura só não publicou um soneto sobre o Violador de Telheiras porque o tipo não desgraçou gente suficiente e, para cúmulo, se calhar vota no PSD. (…)

Vergonha em tons multiculturais IV

Foi condenada a  rede que abusou de crianças em Rotherham.

Ringleader of Rotherham child sexual abuse gang jailed for 35 years

Judge praises ‘immeasurable courage’ of victims as three brothers are jailed for between 19 and 35 years for leading exploitation of girls

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Era um humano

Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter
Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter

A criatura que não dominou o carro e que experimentou uma faca de talhante noutras criaturas, frequentou um ATL virado para o sucesso.

Vale a pena ler uma pequena mas emotiva entrevista ao humano Abdul Razak Ali Artan.

(…) “I just transferred from Columbus State. We had prayer rooms, like actual rooms where we could go pray because we Muslims have to pray five times a day.

“There’s Fajr, which is early in the morning, at dawn. Then Zuhr during the daytime, then Asr in the evening, like right about now. And then Maghrib, which is like right at sunset and then Isha at night. I wanted to pray Asr. I mean, I’m new here. This is my first day. This place is huge, and I don’t even know where to pray.

“I wanted to pray in the open, but I was scared with everything going on in the media. I’m a Muslim, it’s not what the media portrays me to be. If people look at me, a Muslim praying, I don’t know what they’re going to think, what’s going to happen. But, I don’t blame them. It’s the media that put that picture in their heads so they’re just going to have it and it, it’s going to make them feel uncomfortable. I was kind of scared right now. But I just did it. I relied on God. I went over to the corner and just prayed.”

Um palhaço é um palhaço

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Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá sobre a morte do facínora Fidel Castro.

“It is with deep sorrow that I learned today of the death of Cuba’s longest serving President.

“Fidel Castro was a larger than life leader who served his people for almost half a century. A legendary revolutionary and orator, Mr. Castro made significant improvements to the education and healthcare of his island nation.

“While a controversial figure, both Mr. Castro’s supporters and detractors recognized his tremendous dedication and love for the Cuban people who had a deep and lasting affection for “el Comandante”.

“I know my father was very proud to call him a friend and I had the opportunity to meet Fidel when my father passed away. It was also a real honour to meet his three sons and his brother President Raúl Castro during my recent visit to Cuba.

“On behalf of all Canadians, Sophie and I offer our deepest condolences to the family, friends and many, many supporters of Mr. Castro. We join the people of Cuba today in mourning the loss of this remarkable leader.”

Leitura dominical

Um sucesso com precedentes, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) O prof. Marcelo, especialista em selfies e obituários, chamou a Fidel Castro uma personalidade “marcante”, “cujo peso na história não se pode negar”. De facto, a criatura marcou sobretudo as suas incontáveis vítimas, executadas, torturadas ou, nos dias em que acordava bem-disposto, apenas presas por delito de opinião. E não serei eu a negar o tal “peso” de Fidel na história, a par de figuras estimáveis como Estaline, Hitler, Mao, Pol Pot, os ditadores argentinos e, numa escala modesta mas comparável na barba, o estrangulador Landru. Por sorte, dele e nossa por osmose, o prof. Marcelo ainda foi a tempo de conhecer o Carniceiro, perdão, o Comandante de Havana. Temos, em suma, um presidente esclarecido. Já os americanos terão o sr. Trump, que considerou Fidel um “ditador brutal”. Tamanha ignorância assusta.

25 de Novembro de 2016 na Venezuela

venezuelasocialismo

Hungry Venezuelans Flee in Boats to Escape Economic Collapse, por Nicholas Casey (texto) e Meridith Kohut (fotografias).

(…) “I’m leaving with nothing. But I have to do this. Otherwise, we will just die here hungry.” (…)

Espera-se, a todo o momento,  que o governo revolucionário venezuelano coloque em marcha um conjunto de medidas mágicas que resolverá de vez a escassez de bens essenciais e que potenciará os bons resultados do modelo socialista.

 

25 de Novembro, sempre!

jaimeneves

No dia 25 de Novembro de 1975 foi colocado o ponto final ao PREC (Processo Revolucionário em Curso). A esquerda radical que hoje governa o país, recorria então à violência, à ameaça, intolerância e censura que colocavam Portugal no mesmo rumo da Albânia de Enver Hoxha ou da República Democrática Alemã.

À beira de um novo totalitarismo, militares como Jaime Neves e Ramalho Eanes derrotaram a esquerda radical, defenderam a liberdade e colocaram Portugal na rota da democracia Ocidental. Desde então os caminhos tomados são discutíveis mas até por isso, agradeço a quem lutou e consagrou a liberdade para todos. Obrigado Jaime Neves.

Polícia chavista em grande plano

Pela captura e exibição do inimigo número 1 da Venezuela, apanhado na posse de cinco abóboras ogivas nucleares, com as quais pretendia destruir o caminho de glória do socialismo.

venezuela

BE e PNR separados à nascença e unidos no anti-semitismo

be

O pasquim do Bloco de Esquerda apoia a luta contra os colaboracionistas que dão voz à propaganda de Israel.

Tradução: a esquerda caviar apoia o vandalismo e a destruição de propriedade privada e orgulhosamente sublinha a propaganda anti-semita dos vândalos.

A extrema-esquerda anti-semita difere em quê do PNR ou dos nazis?

Sim, podemos

Foto: EFE
Foto: EFE

La gran incoherencia de Podemos: hijos de la ‘casta’, especuladores y millonarios

Los líderes de la extrema izquierda española son comunistas, pero su ideología no se corresponde con la dolce vita de la que disfrutan. (…)

La moraleja de todo esto es clara: vive como tú quieras y deja que los demás vivan como tú quieras también. Y, sobre todo, haz lo que yo diga, no lo que yo haga.

Leitura dominical

Os serviçais públicos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Não é por conselho do meu médico de família, o qual aliás desconheço, que em geral não vejo “informação” política nas televisões. Nessa matéria, confesso automedicar-me para evitar fenómenos precoces de degeneração mental. No outro dia, furei o boicote e imprudentemente apanhei com cinco minutos de um “debate”. Moderado por José Adelino Faria, incluía o deputado ou ex-deputado do PSD José Eduardo Martins, o grande historiador e grande ex-promessa do trotskismo Rui Tavares e um mocito chamado Adão não sei quê.

A certa altura, o moderador pede ao mocito que compare o famoso populismo do sr. Trump com o menos famoso populismo do Podemos, do Syriza e do Bloco de Esquerda. O mocito recusa compará–los, sob o argumento – cito de cor – de que, ao contrário dos partidos nomeados, o sr. Trump é anti-semita, e isso, principalmente isso, o mocito não admite. Aliás, o mocito adverte que desde a eleição americana, e só desde então, o anti-semitismo regressou em força à Terra.

Não sei se o mocito sofre de percepção limitada (é burro), pseudologia fantástica (é aldrabão) ou pratica uma modalidade alternativa de comédia (é génio). O facto é que, mesmo num meio em que a mentira descabelada é língua franca, não me lembro, nem sequer nas intervenções do dr. Louçã, de alguém se aliviar de tantos e tão desmesurados delírios em tão pouco tempo. É verdade que Adelino Faria e Eduardo Martins tentaram, sem demasiada convicção, desmentir a enxurrada de asneiras. O mocito permaneceu imperturbável. Os idiotas têm essa vantagem. Ou os charlatães encartados. Ou os génios.

Não adianta, pois, dizer ao mocito que o sr. Trump, que será imensas coisas desagradáveis e possivelmente perigosas, não é, que se saiba, anti-semita, apesar de ter sido apoiado por gente que o é (há uma diferença). Ou esclarecer o mocito de que a filha, o genro e alguns dos principais conselheiros do sr. Trump são judeus. Ou elucidar o mocito sobre a promessa do sr. Trump de mudar a embaixada americana para Jerusalém. Ou lembrar ao mocito o júbilo do primeiro-ministro israelita ao congratular o sr. Trump pela vitória.

E ainda que o sr. Trump fosse anti-semita, de que modo sairia desqualificado da comparação com o Syriza, que além de coligado com um partido neonazi possui dirigentes que acusam os judeus de incendiarem – metaforicamente, espero – a Grécia com os candelabros do Hanukkah? E da comparação com o Podemos, cujos sobas envergam lenços palestinianos, veneram o Hamas e, na melhor tradição de Goebbels, “desvendam” os “interesses” judaicos “ocultos” nos filmes da Disney? E da comparação com o BE, rival dos comparsas acima em matéria de “anti-sionismo”, a versão “correcta” do anti-semitismo de sempre?

Como o mocito ignora ou finge ignorar isto, não vale a pena informá-lo de que o anti-semitismo não voltou ao Ocidente na semana passada: é há muito dominante nos votos da ONU, nos boicotes de universidades e nas estatísticas dos crimes de ódio. Também não vale a pena aguardar que o poder, qualquer poder, ganhe vergonha e feche uma RTP hoje quase totalmente ocupada por funcionários da propaganda oficial: o mocito é apenas um entre inúmeros moços de recados. Mas quando orgulhosa e descaradamente referem o célebre “serviço público”, podiam explicitar o “público” que servem. Pensando melhor, não é preciso: já fazemos uma ideia.

Nem para a Palestina são bons

Os intolerantes mostram que o terror de Arafat & co. está vivo e de boa saúde.

Restaurante de José Avillez no Porto vandalizado por movimento pró-palestiniano

O restaurante Cantinho do Avillez foi vandalizado na sexta-feira. Na origem do ataque estará o movimento pró-palestiniano BDS. Avillez esteve recentemente num festival gastronómico em Israel.

Soluções para acabar com os proto-fascistas

Estaline também apontou para soluções saudáveis para resolver problemas.
Estaline também apontou para soluções saudáveis para resolver problemas.

O Ricardo Paes Mamede, usa a sua página de Facebook para esclarecer os mais desatentos sobre os caminhos a percorrer para travar o populismo proto-fascista.

Uma vida saudável previne o populismo proto-fascista. Esta parece ser a conclusão de um estudo publicado na edição desta semana da revista The Economist sobre o resultado das eleições americanas.

De acordo com o estudo, o desvio de votos a favor de Trump em cada condado está fortemente associado à incidência de fenómenos como a reduzida esperança média de vida, a obesidade, o alcolismo, a diabetes, ou a falta de exercício fisico. Isto verifica-se mesmo depois de se considerar o efeito de variáveis como a etnia, a educação, a idade, a situação perante o mercado de trabalho. As condições de vida da população local são estatisticamente mais relevantes do que a proporção de população branca com reduzida educação – o factor que tem sido mais apontado nas análises.

Só falta mesmo dizer que, como vários estudos têm mostrado, os problemas de saúde estão recorrentemente associados às desigualdades sociais e à inexistência de serviços públicos de qualidade.

A conclusão é óbvia e não é nova: só o socialismo previne a barbárie.

Isto foi tudo para prevenir a barbárie, através do empenho de pessoas boas que procuravam difundir os ensinamentos e as vantagens de uma vida saudável e de combate ao fascismo

Episódio de uma teocracia exemplar

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As leis são para cumprir na terra dos Ayatollahs. Yaser Mosibzadeh, Saheb Fadayee e Mohammed Reza Omidi estiveram presos por ofensas às leis da religião da pás. Saíram da prisão após o pagamento da fiança, detalhe que não impede a execução do resto da sentença – 80 chicotadas, em espectáculo público.

Ninguém os manda converter ao cristianismo, blasfemar nem beber o vinho da Comunhão no Irão moderado.

Episódio de uma democracia popular

A face visível do comunismo, versão chinesa.

Nacionalizado ao Romeu Monteiro.

Nojo

Violadores de crianças, casai-vos com as vítimas. Assunto arrumado.

Turkey’s governing party has sparked an outcry after putting forward a bill that would pardon up to 3,000 child rapists if the perpetrator married his victim.

Critics have warned that such a law would encourage sexual abuse, while the government has defended the bill as an attempt to deal with legal complications arising from child marriage.

The controversial proposal would apply to statutory rape cases without use of “force, threat, or any other restriction on consent” involving girls aged 15 or younger.

Men convicted in such cases between 2005, when a similar law was abolished, and Nov 16 this year would be eligible to have their sentences “deferred” if they married their victims.

In case of a divorce that is the “fault of the perpetrator”, the sentence would once again come into effect.

The bill — which was brought forward by President Recep Tayyip Erdogan’s conservative AKP — was approved on Thursday night, but did not reach the number of votes required for it to be passed into law. Parliament will vote on the proposal again on Tuesday.  (…)

O que diz a voz do povo sobre as eleições dos EUA

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Dita o educador do Povo, camarada Arnaldo Matos.

(…) E para aqueles que, como nós, proletários e combatentes marxistas e comunistas, temos como missão política e ideológica derrubar o imperialismo, inclusive no nosso país, nada temos que ver com as eleições presidenciais americanas e não alimentamos nenhuma espécie de ilusões sobre as marionetas presidentais do imperialismo, chamem-se elas o que se chamarem: desde Donald Trump a Hilary Clinton.

Dentro de alguns meses verão como Hilary e Trump realmente se amam…

Há por aí um chibarro da estirpe de Garcia Pereira para quem uma mulher na presidência dos Estados Unidos da América do Norte sempre seria, e apesar de tudo, um progresso revolucionário. Coisas desses cretinos papagaios! E quantos milhares de mulheres matou o imperialismo americano na Líbia, na Síria, no Iraque, em Alepo e em Mossul durante a campanha eleitoral para levar uma marioneta feminina do imperialismo, como Hilary Cinton, à Sala Oval da Casa Branca?! Garcia e seus capitulacionistas preferem a promoção de uma mulher a presidente do imperialismo ao de milhões de mulheres vivas no Médio Oriente…

Venha Trump ou quem vier; o nosso grito de guerra é sempre o mesmo: Morte ao Imperialismo Ianque! Viva o Comunismo! Não embarcamos em mascaradas presidenciais imperialistas.