Compreender o putinismo XLVIII

Um bom resumo dos #SurkovLeaks.

Breaking Down the Surkov Leaks

What the leaked inbox of the Kremlin’s “Grey Cardinal” tells us about the war in the Donbass

Classe e estado da geringonça

simoes

Deputado do PS recomenda que ministro se cale e não faça “figura de miúdo”.

Quatro cadeiras, zero mesas.

 

Parabéns à república popular da Venezuela

Democratas populares ao serviço de Maduro tomam conta da Assembleia Nacional. Imagem: AFP Photo/Juan Barreto)
Democratas populares ao serviço de Maduro tomam conta da Assembleia Nacional. Imagem: AFP Photo/Juan Barreto)

Pelo golpe de estado. Outro caminho é possível e com resultados excelentes dirão os alucinados socialistas.

Leitura dominical

A pobreza da esquerda, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

É por estas e por outras que, pelo menos em Portugal, boa parte da “direita” só merece aspas e, com frequência, uma marretada na cabeça. Agora certa “direita” deu em criticar o governo por prejudicar os pobres e, assim, ignorar a sua principal “causa” (felizmente as aspas ainda não são taxadas). Segundo a tese, há uma contradição entre a lendária preocupação da esquerda com os desgraçadinhos e as recentes medidas que mandam os desgraçadinhos apanhar bonés, dos impostos indirectos aos salários dos administradores da CGD, da punição das pensões mínimas às tropelias em volta da “sobretaxa” de IRS.

Não vale a pena discutir as medidas, mistura de saque a tudo o que se mexe e de benesse aos que se encontram em posição de reclamar. Talvez valha a pena perguntar à “direita” em questão de onde tirou a extraordinária ideia de que a perpetuação e o fomento da pobreza traem os “princípios” da esquerda: nem de propósito, esses são os seus fins. E se o país não se parecesse demasiado a um asilo de lunáticos, o país notaria que a História está repleta de exemplos alusivos de como o “progressismo” ideológico é especialista em fazer progredir a miséria. Não há um único exemplo inverso. E não podia haver, sobretudo quando, grosso modo, um programa político se fundamenta no ressentimento e no parasitismo, e o roubo organizado é “justificado” pela crença de que umas dúzias de fanáticos e oportunistas utilizam melhor o dinheiro do que as pessoas que o ganharam.

A lamentável ironia disto é que a esquerda não se limita a criar pobres, mas alimenta-se da respectiva existência. Na oposição, os pobres, reais e imaginários, servem de argumento eleitoral. No poder, servem de criminosa compensação “moral”: ainda que a esquerda espatife uma economia, espalhe a desgraça e, nos regimes que consagram os verdadeiros apetites do BE e do PCP, vulgarize a fome, o “facto” é que agiu com as melhores intenções, invariavelmente sabotadas por “interferências” internas e externas. É difícil imaginar patranha tão infantil. Porém, em pleno século XXI (para recorrer a um desagradável cliché), é espantosa a quantidade de gente que a reproduz e, em situações de idiotia terminal, a engole.

Lembram-se da “austeridade” de 2011-2015, a qual, receosa ou injusta consoante os dias, respondeu aos delírios do eng. Sócrates e, mal ou bem, esforçou-se por devolver a nação a trilhos civilizados? É impossível esquecer, visto que os “telejornais” andaram quatro anos a oferecer-nos o rol das vítimas do dr. Passos Coelho, da troika e do “neoliberalismo” (?): a “austeridade” forçava as crianças a chegarem subnutridas à escola; a “austeridade” aumentava o número de suicídios; a “austeridade” desmantelava o sistema público de saúde; a “austeridade” propagava os divórcios; a “austeridade” empurrava os jovens para a emigração; a “austeridade” despenteava os pêssegos carecas; etc.

Quanto ao assalto em curso, que se esgota em si próprio, que nos aproxima do Terceiro Mundo e que deixará imensas saudades da “austeridade” (e, aposto, dos delírios do eng. Sócrates), passa na “informação” televisiva a título de “crescimento”, “redução do défice”, “virar de página”, o tal “tempo novo”. Até um rating sofrível, antes motivo de galhofa, é hoje uma celebrada proeza. Porquê? Porque o assalto em curso é de esquerda, salvo-conduto para que coisas abomináveis sejam encaradas com a devida ternura. Onde havia maldade gratuita, reina uma caríssima bondade.

A esquerda, cujo admirável combate à desigualdade apenas se traduz no rendimento (dado que em breve não sobrará nenhum), gosta tanto de pobres que não se satisfaz com os que há. A esquerda precisa de mais pobres. Os pobres de espírito precisam da esquerda. E certa “direita” precisa de juízo. (…)

Tesourinhos

Querido & Sócrates a inventarem a internet e a blogosfera.
Querido & Sócrates a inventarem a internet e a blogosfera.

Deprimentes e hilariantes q.b.

Vale a pena recordar José Sócrates a participar na BlogConf – uma conferência de bloggers, realizada na LX Factory em Lisboa, graças ao empenho do Paulo Querido (sem gola alta) e o protagonismo esclarecido do então Secretário-Geral do PS e dos bloggers que participaram num evento de cariz inovador, num local bonito e com a garantia de qualidade que só o dinamizador Querido é capaz de garantir.

Aproveito a oportunidade para agradecer-lhes, passados que foram alguns anos, os bons momentos presentes em todos os 27 vídeos disponíveis do evento.

A lista de paricipantes é extensa mas destaco, a título meramente exemplificativo, as participações dos bloggers Carlos Santos, Hugo Mendes, João Gonçalves, João Mário Silva, Luís Novaes Tito, Maria João Pires, Tomás Vasques, Tomás Belchior e Rodrigo Moita de Deus.

Este post não teria sido possível sem a oportuna lembraça da Zazie, na caixa de comentários do meu post A confiança no mundo de Sócrates.

http://videos.sapo.pt/socrates2009/playview/7

A confiança no mundo de Sócrates

Na edição do Correio da Manhã de hoje (link disponível para assinantes) , são divulgadas escutas de José Sócrates com Domigos Farinho, o escritor fantasma do sucesso editorial A Confiança no Mundo da autoria do antigo Primeiro-Ministro  de Portugal.

Não sendo propriamente uma surpresa inimaginável, destaco as capacidades de José Sócrates no domínio técnico das ferramentas dos programas de processamento de texto. Resta a dúvida: a versão estaria em inglês técnico?

Publica o CM:

 “6 de Novembro de 2013

José Sócrates diz que tem um texto de email para copiar para um documento e trabalhar sobre ele…

Domingos Farinho explica como fazer. José sócrates pergunta como pode ver quantos caracteres o texto tem.

Domingos Farinho explica.”

Quase um ano depois, a 20 de Setembro de 2014:

Domingos Farinho diz que está a escrever a introdução, que conta ter pronta no final do mês…para José Sócrates estar descansado, quando voltar deve ter coisas para mostrar.”

Sobre esta temática editorial, é de leitura imperdível a crónica de José Diogo Quintela, O Farinho ampara.

Farinho é um Cyrano de Bergerac, o que faz de Sócrates os Milli Vanilli da ciência política.

Ainda no reinado Socrático, uma nota para  a notícia do Sol, Sócrates pagava blogue para elogiar Governo e atacar ‘inimigos’. O blog Câmara Corporativa, tal como os seus upgrades patrulheiros Geringonça e Truques de Imprensa, não são fruto da obra individual mas do esforço colectivo bem pago. Basta passar os olhos pelos posts Anderen Mitteln e O ‘franchising’ Abrantes.

Compreender o putinismo XLVII

putin

Brincar aos alvos é um modo de ser e estar do regime de Vladimir Putin. Desta vez, a sorte coube à Finlândia.

(…)  He says Finland is facing intensifying media attacks led by Kremlin.

“We believe this aggressive influencing from Russia aims at creating distrust between leaders and citizens, and to have us make decisions harmful to ourselves,” he said. “It also aims to make citizens suspicious about the European Union, and to warn Finland over not joining NATO.”

Finland won independence during Russia’s revolution of 1917 but nearly lost it fighting the Soviet Union in World War Two. It kept close to the West economically and politically during the Cold War but avoided confrontation with Moscow.

Mantila, who is also the head of government communications, says Russian media last month reported on “cold-blooded” Finnish authorities taking custody of children from a Russian family living in Finland “due to their nationality”.

The Finnish government denied the reports, while declining to comment on an individual case due to the legal procedure. However, the story has been replicated hundreds of times in Russia over the past few weeks.

A report by Kremlin-led NTV said “even the locals call Finland a land of ruthless and irrational child terror.” (…)

O ministro da economia faz mal à saúde e inteligência

DV/NUNO ANDRÉ
DV/NUNO ANDRÉ

Imposto sobre refrigerantes? É por “razões de saúde”, diz ministro da Economia.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons XVII

maomecartoon

Entretanto, em Estrasburguistão.

A Turkish official ripped a cartoon of the Prophet Mohammed out of a mural at the Council of Europe headquarters in Strasbourg, a source at the rights body said Friday.

Dozens of people watched as the official, a member of Turkey’s parliamentary delegation to the Council, removed the image from the mural titled “The Road not Taken” on Wednesday, the source said.

The drawing of Mohammed wearing a bomb instead of a turban – the original of which sparked outrage in the Muslim world when it was published in 2005 by a Danish newspaper – had a banner across the prophet’s face reading “censored.”  Most Muslims consider portraying the prophet in images to be blasphemous.  The work on the theme of freedom of expression, titled “The Road not Taken,” is made up of around 1,000 images.

The mural’s Maltese creator Norbert Attard told the online version of The Malta Independent he had placed the “censored” banner across the cartoon “so that it would not offend anyone.”

Leitura dominical

Rapazes de táxis, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Durante anos a fio, criaturas mal-intencionadas difundiram um estereótipo dos taxistas: rudes, mal–criados, intolerantes, não demasiado honestos, não excessiva- mente asseados e não muito agradáveis em geral. Entre outras coisas, os membros da classe que participaram na manifestação de segunda-feira provaram a todo o país que o estereótipo não corresponde à realidade.

De facto, a julgar pela vasta amostra, os taxistas são gente decentíssima, chefes de família que só desejam acautelar o primado da lei e a protecção do consumidor. No fundo, são heróis, quase mártires, dispostos a sacrificar um dia de trabalho a troco do bem comum. Imagine-se o inverso: quantos de nós abdicaríamos de parte apreciável do nosso salário apenas para beneficiar os taxistas? Só os que utilizarem os serviços de um deles, sobretudo dos que, sempre em prol do consumidor, fazem escala em Alverca numa “corrida” da Portela ao Marquês.

Joguetes de interesses obscuros, as televisões praticamente não dedicaram “antena” à manifestação. Se não fossem cinco ou seis canais em “directo” desde manhãzinha até à madrugada seguinte, o acontecimento teria passado despercebido, assim como a adequada indignação dos profissionais da bandeirada, que decerto justificava mais do que meras dezenas de horas de emissão. Para cúmulo, à escassa importância dada à manifestação os media acrescentaram interpretações absurdas das acções dos manifestantes, destinadas a fornecer uma péssima imagem dos mesmos. Tentarei repor a verdade e contar o que vi.

Em suma, vi uma bela lição de civismo. Vi os taxistas cercarem o aeroporto, não para transtornar o público, mas de modo a impedir a fuga de novos argelinos e contribuir voluntariamente para o combate ao terrorismo. Vi os taxistas tratarem à pedrada um carro da malévola concorrência, não para a intimidar, mas para aplicação graciosa de um restyling modernaço ao veículo. Vi os taxistas lançarem garrafas de água à política, não com intenções agressivas, mas a fim de refrescar os agentes da autoridade no pino do calor. Vi taxistas ajudar repórteres a passar o tempo através de saudáveis insultos e tabefes fraternos. Vi taxistas exaltarem a variedade étnica da nação (“O primeiro-ministro é monhé”). Vi taxistas oferecerem estimulantes pareceres jurídicos (“As leis são como as meninas virgens: são para ser violadas”). Vi taxistas homenagearem orientações sexuais alternativas (“Aqui é só paneleiragem”). Vi taxistas queixarem-se de discriminação. Vi que, dos dois destacados mentores espirituais dos taxistas, um se chama Florêncio e o segundo invoca constantemente uma “plantaforma”, referências botânicas que atestam o carácter dócil e íntegro dessas duas alminhas. Vi, afinal, uma corporação de valentes profissionais reagir à opressão mediante berros ordeiros e pancadaria didática.

E principalmente vi Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, considerar que “a manifestação foi pacífica” e que “o balanço global é positivo”. Depois disto, fica claro que nenhum cidadão consciente voltará a entrar num automóvel da Uber. Ou deixará de reeleger o prof. Marcelo. Para a semana, os funcionários da Fosforeira vão apagar um incêndio qualquer em protesto contra a Bic. (…)

A aldrabice não foi virada

geringonca
Depois se ter extinto por decreto geringonço em 2016, a austeridade continuará a ser virada em 2017.

De acordo com o que notícia a Sic, o IRS vai baixar em todos os escalões.

Estes são os novos escalões:  até 7091€ (em 2016: até 7.035€)

7.091€ – 20.261€ (7.035€ até 20.100€)

20.261€ – 40.522€ (20.100€ até 40.200€)

40.522€ – 80.640€ (40.200€ até 80.000€)

+ de 80.640€ (+ de 80.000€)

O governo actualizou os escalões em 0.80% (abaixo da inflação, de 1,5% de acordo com a previsão  para 2017, quando este ano será de 0.8% e de 0.4% na Zona Euro). O IRS aumenta em todos os escalões. Se o IRS sobe sempre e se os salários subirem 1,5%, a carga fiscal efectiva ainda subirá mais, por aumento da base tributável, como é que a Sic propagandeia que o IRS vai baixar em todos os escalões?

Compreendo que a geringonça martele a realidade, custa a aceitar que a Sic engula sem mastigar a propaganda que chega por mão amiga e bem intencionada.

Ps: Post editado.

O partido socialista e o país

ps

Camaradas, estamos falidos. Queremos mais dinheiro, o vosso.

Saudações socialistas.

Nacionalizado ao Paulo Gorjão.

 

 

De São Paulo a Max Weber

socrates

José Sócrates está a adorar ler o livro que escreveu e quer conhecer o autor.

O Insurgente sabe de fontes seguras que a apresentação da segunda obra literária do também decorador José Sócrates estará a cargo do colectivo composto por Lula da Silva, Mário Soares, Jorge Máximo e a família alargada dos Metralha.

Socialismo, maravilhoso socialismo

venezuela

Vale a pena espreitar a foto-reportagem de Alessandro Falco para a Al Jazeera. O título é The face of hunger and malnutrition in Venezuela.

Compreender o putinismo XLVI

putin

Os americanos são lixados. Força, Putin.

Boião da cultura socrático

ls

Os detalhes dos projectos editoriais do antigo Primeiro-Ministro e também decorador amador em Paris vão sendo revelados. Será que não estamos perante uma fraude académica?

(…) 40 mil euros pela ajuda num livro já pareceria muito. Mas não terão sido os únicos montantes envolvidos por uma ajuda do género. A equipa liderada pelo procurador Rosário Teixeira descobriu que a empresa de Rui Mão de Ferro celebrou outro contrato com Jane Kirkby, advogada, mulher de Domingos Farinho e ex-assessora do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de um dos governos de José Sócrates, entre 2008 e 2009. A advogada terá assinado um contrato, também de prestação de serviços, que deveria vigorar entre 1 de Novembro de 2013 e 31 de Outubro de 2014, e a troco de cinco mil euros mensais. Ou seja, ao todo, 60 mil euros. Em Novembro de 2014, Sócrates seria detido por suspeitas de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. O Ministério Público suspeita que o dinheiro pago a Jane Kirkby serviria para pagar os serviços de Domingos Farinho na elaboração de mais uma obra que estava a ser planeada por Sócrates, intitulada “Carisma”. Além destes montantes, foram ainda descobertas faturas de viagens de avião e estadas em hotéis em Paris, no fim de 2012, facturadas a Sócrates, mas em nome de Domingos Farinho e da mulher. Jane Kirkby também foi ouvida no processo, na qualidade de testemunha.

Antes de Sócrates ser detido à chegada ao aeroporto de Lisboa, a investigação interceptou inúmeras conversas que teve com Farinho antes e depois da publicação da obra. Numa dessas conversas, Sócrates diz que têm de conversar sobre os projectos para o futuro e Farinho questiona-o sobre se continuaria interessado em avançar para um doutoramento: é que se continuasse a trabalhar com José Sócrates, alegou, poderia ir com a mulher para o estrangeiro, já que o trabalho, uma vez que conversavam maioritariamente por email e telefone, poderia ser feito lá fora. Noutro momento, Sócrates pede ajuda a Farinho para escrever uma dedicatória em francês e noutro para saber como conta os caracteres. E em Novembro de 2013 já estão a discutir valores e contratos ao telefone: Farinho terá perguntado nessa ocasião a Sócrates se via algum problema em que o contrato fosse feito com Jane por causa da Faculdade. Depois disso, vão trocando impressões sobre leituras e escritas, até que em 2014 Farinho conta que estaria a escrever a introdução, sobre “razão de estado”,

O dinheiro investido nos projectos literários de Sócrates é uma das peças-chave da investigação para tentar provar que o dinheiro de Santos Silva era na verdade de José Sócrates. Além dos pagamentos a Domingos Farinho e à mulher, a investigação tem reunido indícios de que cerca de metade dos exemplares vendidos terá sido comprada por pessoas próximas de Sócrates, com dinheiro do empresário e amigo Carlos Santos Silva.

Não há fome que não dê em fartura

rocha

Depois do caso fechado da GALP, surge o caso EDP -empresa que tem um diferendo fiscal no valor de 327 milhões de euros.

Rocha Andrade é o homem certo, no lugar certo.

Declação entregue no TC indica que secretário de Estado dos Assuntos Fiscais tem ações do BCP e da EDP. No caso da empresa energética, há diferendos fiscais de 327 milhões de euros

Palavra honrada de Rocha Andrade, procura-se

rocha

Novo perdão fiscal também se aplica à Galp.

Viagens: Rocha Andrade pede escusa em decisões sobre Galp

O perdão fiscal da geringonça

gerinconca

Ficam as sábias palavras de Eduardo Cabrita

O deputado socialista Eduardo Cabrita sublinhou que o PS “provou recentemente em matéria de IRC que, quando está em causa defender a economia, a esperança dos portugueses e a criação de mecanismos de confiança” tudo faz “para obter consensos alargados e de médio prazo”.
“O perdão fiscal não é isso, o perdão fiscal é um expediente orçamental de vista curta que reforça o sentimento de injustiça e retira credibilidade ao Governo para lançar propostas para o futuro”, afirmou.
Eduardo Cabrita frisou que, segundo as contas do Governo, “este perdão custou aos contribuintes 494 milhões de euros, isto é, mais de 38% da receita arrecadada em juros de mora, compensatórios ou coimas já liquidadas”.

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A repetição desta manobra que recorre aos bolsos de todos para perdoar a alguns, visa novas medidas de austeridade?

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Submarino geringonço à vista.

Compreender o putinismo XLV

cleptocracia

The realism we need – The cold war is not over, por Edward Lucas.

PT dizimado nas eleições municipais de 2016

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Golpistas saíram à rua e foram botar o voto na urna.

Compreender o putinismo XLIV

gulag

O regresso dos saudosos gulags soviéticos à Ucrânia.

Human rights activists in eastern Ukraine say they have evidence that slave labour camps reminiscent of Soviet gulags are operating in rebel-controlled areas. A newly published report alleges that 5,000 people in the self-declared Luhansk People’s Republic are held in solitary confinement, beaten, starved or tortured if they refuse to carry out unpaid work.

Leitura dominical

Turismo nunca mais, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Talvez por influência da Catalunha, e dos interessantes chalupas que mandam em Barcelona, anda por aí um debate acerca do excesso de turistas sobretudo em Lisboa, um pouco no Porto e não tarda em Salvaterra de Magos. Personalidades de relevo chamam a atenção para a calamidade, com um frenesim proporcional ao relevo que pretendem alcançar. Os media conferem à calamidade a devida histeria. Multidões de anónimos partilham em fóruns (ou fora, para os chatos) testemunhos do horror. Todos juntos procuram responder à decisiva questão: como conseguir menos turismo?

Faz sentido. Numa altura em que todos os indicadores económicos se despenham pelos gráficos abaixo, seria ridículo que um sector destoasse da tendência geral. Enquanto quase pedia desculpa pelo inconveniente, uma secretária de Estado do Turismo já prometeu “afinações” à lei do alojamento local, alegadamente por causa da “preocupação” com a “segurança” e a “higiene”. De facto, as preocupações são outras: tentar levar à falência negócios emergentes e acabar com a vergonha que é ver estrangeiros ocuparem-nos as ruas e deixarem aqui o dinheiro deles.

A intenção é óptima, porém insuficiente. Por muitas taxas, taxinhas e regulamentações que os governantes despejem em cima do assunto, os arrogantes dos estrangeiros não cessam de aterrar por cá, alheios ao carisma do comércio tradicional ou sedentos de descaracterizar o comércio tradicional (vai dar ao mesmo). Para cúmulo, continuam a irritar a irmã de Paulo Portas. A menos que, logo na fronteira, se impusesse um imposto de seis mil euros por cada turista excedentário que ouse pretender entrar no país, a coisa não vai lá por decreto. Sobra a sociedade civil.

A sociedade civil pode fazer imenso pela causa. A começar pelos choferes de praça no aeroporto, que até agora apenas são acusados de acrescentar umas voltinhas ao percurso requisitado. De agora em diante, compete-lhes manter as voltinhas adicionais para os primeiros turistas do dia (o contingente adequado, portanto) e acrescentar voltas de 300 quilómetros para os restantes, os quais, após o percurso Portela-Belém com escala na Figueira da Foz, ficariam sem orçamento para as férias e regressariam de imediato aos países de origem. À Uber sugiro que largue as mariquices e abrace este verdadeiro desígnio nacional.

Aos responsáveis da hotelaria cabe admitir somente uma percentagem escassa de turistas (definida previamente em sede de concertação social) e negar com rudeza quarto (ou ceder um canto nos fundos da lavandaria) à percentagem indesejável. Já os proprietários dos restaurantes têm, literal e metaforicamente, a faca e o queijo na mão: basta servirem sem problemas a quantidade decente de forasteiros e presentearem a quantidade indecente com salmoneloses, bruceloses e botulismos em abundância.

E os cidadãos comuns não ajudam? É só quererem. O que custa ao transeunte fornecer simpaticamente informações a meia dúzia de turistas e correr dúzias com indicações falsas (“A noite em Gondomar é um encanto, principalmente depois das duas da manhã…”) ou meros insultos (“Olha-me este… Vai para a tua terra, boche de um raio!”)? O que custa ao automobilista atropelar ocasionalmente um ou cinco espanhóis de chinelos e mapa perante a indiferença da polícia? E o que custa à polícia inventar transgressões suficientes para destruir as férias de uma família japonesa?

Não custa nada, excepto alguns milhares de milhões de euros que pelos vistos destoavam na nossa gloriosa caminhada rumo à bancarrota. Num instante atingiremos o número perfeito de turistas, que presumo similar ao da Coreia do Norte. E enfim seremos felizes: na Coreia do Norte a felicidade é obrigatória.

Voando sobre um ninho de socialistas

Imprescindível foto-reportagem de Meredith Kohut e Nicholas Casey no NYT, intitulada Inside Venezuela’s Crumbling Mental Hospitals. Um sonho que se tornou pesadelo.

Narcosoe

A deliciosa vida política de Pedro Sánchez, o grande líder do PSOE.

 

Quão miserável é Corbyn

corbyn

O fim de um partido? por Paulo Tunhas, n’ Observador.

(…) Corbyn representa, como se sabe, a “esquerda dura” do trabalhismo, no seguimento do seu mentor Tony Benn, que, de resto, começou na ala direita do partido. As tradições são o que são, e a “esquerda dura” trabalhista tem uma longa tradição e sempre foi mais ou menos activa. Mas esta nova encarnação vegetariana, abstémia e pacifista oferece um radicalismo que não parece ter tido antes uma tão plena oportunidade de se manifestar na chefia partidária. E Corbyn anda bem acompanhado, como por exemplo por um seu importante e muito próximo ministro-sombra, John McDonnell, que recentemente se recusou a pedir desculpa por ter apelado ao linchamento da deputada conservadora Esther McVey. McDonnell tem de resto uma longa história no capítulo: em 2003 elogiou, lembra a Economist, “as bombas, as balas e o sacrifício” do IRA.

O velho radicalismo da “esquerda dura” trabalhista – nacionalizações extensas, desarmamento nuclear unilateral, eliminação das bases americanas, anti-europeísmo manifesto ou mais ou menos disfarçado, etc. – encontra-se devidamente complementado em Corbyn por outras posições próprias ao presente. Tal como o antigo mayor de Londres, Ken Livingstone, Corbyn elegeu Israel como o seu ódio de estimação. Defendeu, por exemplo, os autores do atentado bombista de 1994 à embaixada israelita em Londres. E, naturalmente, é dotado de uma vasta complacência para com o islamismo radical. Corbyn, de resto, e só superficialmente há incoerência nisto (é unicamente Israel que se quer atacar), não vê grande diferença entre Israel e o Estado Islâmico.

Lindos e sem make-up

avante

PCP e Rússia, no Avante.

(…) Na explosiva confrontação em curso, o capitalismo russo não pode prescindir do legado da época soviética. Mas as contradições entre a política interna e externa da Rússia, expressão da complexidade da luta de classes, continuam a pairar perigosamente sobre o futuro do país da Revolução de Outubro no século XXI.

Com estes truques, a imprensa está a desaparecer

traques

O artigo do Expresso intulado “O povo português está a desaparecer” pode ser lido aqui. Os dados têm como fonte a Portada.

Nacionalizado ao Romeu Monteiro.

 

Compreender o putinismo XLIII

mh17

MH17 foi abatido com ajuda da Rússia

 Separatistas apoiados pela Rússia pediram e receberam o sistema de misseis terra-ar utilizado para abater o avião que voava de Amesterdão para o Kuala Lumpur em julho de 2014. Morreram 298 pessoas.

A equipa de investigadores liderada pela Holanda concluiu que o sistema de mísseis terra-ar usado para abater um avião da Malaysia Airlines que viajava de Amesterdão para o Kuala Lumpur há dois anos, matando 298 pessoas, era russo, estava localizado na Rússia e foi enviado para a Ucrânia a pedido de rebeldes separatistas ucranianos apoiados pelo Governo russo, tendo regressado à Rússia na mesma noite, avança o New York Times. (…)

Que enorme cabala. A investigação não culpa a Rússia. Apenas revela que um sistema de mísseis terra-ar, conhecido como “Buk” veio, foi usado para abater o avião e regressou a casa, à Santa Mãe Rússia. Se dúvidas existissem, é sabido que nenhum militar e equipamento bélico russo pisou o solo da Crimeia, Nunca existiram militares e armas russas em Donetsk. O Kremlin é incapaz de fornecer e financiar terroristas.

De regresso ao avião abatido, o então comandante militar rebelde  Igor Strelkov, da proclamada “República Popular de Donestsk”, afirmou nas redes sociais: “acabamos de abater um An-26 perto de Torez. Caíu perto da mina Progress. Avisámos (as forças armadas ucranianas) para não voarem no nosso espaço aéreo. Há um vídeo que confirma que o pássaro caíu.” O crédito do rebelde passou a glória quando o AN-26 passou a ser o avião de passageiros MH17. As redes sociais pro-russas celebraram o feito e difundiram o vídeo do avião abatido a arder. Alguns minutos após a divulgação, surgiram as primeiras notícias que confirmavam que o avião abatido pertencia à companhia aérea Malaysia Airlines, voo MH17 com  quase três centenas de pessoas a bordo. A partir deste ponto, a propaganda ao serviço dos pro-russos começaram a “cortar” as notícias sobre os mísseis terra-ar, o abate do avião de carga ucraniano e a apagar os vídeos. 

Claro como o vodka: com Vladimir Putin, os velhos usos e tiques soviéticos estão para lavar e durar. Para acompanhar as notícias, aconselho o trabalho do The Telegraph.

Diversão à esquerda

cartaz
O cartaz que respeita a tradição de design a que o PCTP/MRPP nos habituou foi colocado na Venda Nova (Amadora), onde habitualmente o partido coloca a propaganda.

As mentiras do Arnaldo.

A título meramente exemplificativo, destaco o post Povo Exige Internamento de Arnaldo Matos, datado de 23 de Setembro e que reza assim:

Durante esta noite, numa grande acção de repudio pelo assalto do ditador Arnaldo ao PCTP/MRPP, foram afixados por todo o País incluindo regiões autónomas, uma série de cartazes.

Recordamos que pela primeira vez na sua história, o PCTP/MRPP não celebrou a sua data de fundação. O povo não deixou passar em claro o golpe do Arnaldo e sua seita.