Vergonha em tons multiculturais IV

Foi condenada a  rede que abusou de crianças em Rotherham.

Ringleader of Rotherham child sexual abuse gang jailed for 35 years

Judge praises ‘immeasurable courage’ of victims as three brothers are jailed for between 19 and 35 years for leading exploitation of girls

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Era um humano

Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter
Foto: Kevin Stankiewicz | Oller Reporter

A criatura que não dominou o carro e que experimentou uma faca de talhante noutras criaturas, frequentou um ATL virado para o sucesso.

Vale a pena ler uma pequena mas emotiva entrevista ao humano Abdul Razak Ali Artan.

(…) “I just transferred from Columbus State. We had prayer rooms, like actual rooms where we could go pray because we Muslims have to pray five times a day.

“There’s Fajr, which is early in the morning, at dawn. Then Zuhr during the daytime, then Asr in the evening, like right about now. And then Maghrib, which is like right at sunset and then Isha at night. I wanted to pray Asr. I mean, I’m new here. This is my first day. This place is huge, and I don’t even know where to pray.

“I wanted to pray in the open, but I was scared with everything going on in the media. I’m a Muslim, it’s not what the media portrays me to be. If people look at me, a Muslim praying, I don’t know what they’re going to think, what’s going to happen. But, I don’t blame them. It’s the media that put that picture in their heads so they’re just going to have it and it, it’s going to make them feel uncomfortable. I was kind of scared right now. But I just did it. I relied on God. I went over to the corner and just prayed.”

Um palhaço é um palhaço

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Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá sobre a morte do facínora Fidel Castro.

“It is with deep sorrow that I learned today of the death of Cuba’s longest serving President.

“Fidel Castro was a larger than life leader who served his people for almost half a century. A legendary revolutionary and orator, Mr. Castro made significant improvements to the education and healthcare of his island nation.

“While a controversial figure, both Mr. Castro’s supporters and detractors recognized his tremendous dedication and love for the Cuban people who had a deep and lasting affection for “el Comandante”.

“I know my father was very proud to call him a friend and I had the opportunity to meet Fidel when my father passed away. It was also a real honour to meet his three sons and his brother President Raúl Castro during my recent visit to Cuba.

“On behalf of all Canadians, Sophie and I offer our deepest condolences to the family, friends and many, many supporters of Mr. Castro. We join the people of Cuba today in mourning the loss of this remarkable leader.”

Leitura dominical

Um sucesso com precedentes, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…) O prof. Marcelo, especialista em selfies e obituários, chamou a Fidel Castro uma personalidade “marcante”, “cujo peso na história não se pode negar”. De facto, a criatura marcou sobretudo as suas incontáveis vítimas, executadas, torturadas ou, nos dias em que acordava bem-disposto, apenas presas por delito de opinião. E não serei eu a negar o tal “peso” de Fidel na história, a par de figuras estimáveis como Estaline, Hitler, Mao, Pol Pot, os ditadores argentinos e, numa escala modesta mas comparável na barba, o estrangulador Landru. Por sorte, dele e nossa por osmose, o prof. Marcelo ainda foi a tempo de conhecer o Carniceiro, perdão, o Comandante de Havana. Temos, em suma, um presidente esclarecido. Já os americanos terão o sr. Trump, que considerou Fidel um “ditador brutal”. Tamanha ignorância assusta.

25 de Novembro de 2016 na Venezuela

venezuelasocialismo

Hungry Venezuelans Flee in Boats to Escape Economic Collapse, por Nicholas Casey (texto) e Meridith Kohut (fotografias).

(…) “I’m leaving with nothing. But I have to do this. Otherwise, we will just die here hungry.” (…)

Espera-se, a todo o momento,  que o governo revolucionário venezuelano coloque em marcha um conjunto de medidas mágicas que resolverá de vez a escassez de bens essenciais e que potenciará os bons resultados do modelo socialista.

 

25 de Novembro, sempre!

jaimeneves

No dia 25 de Novembro de 1975 foi colocado o ponto final ao PREC (Processo Revolucionário em Curso). A esquerda radical que hoje governa o país, recorria então à violência, à ameaça, intolerância e censura que colocavam Portugal no mesmo rumo da Albânia de Enver Hoxha ou da República Democrática Alemã.

À beira de um novo totalitarismo, militares como Jaime Neves e Ramalho Eanes derrotaram a esquerda radical, defenderam a liberdade e colocaram Portugal na rota da democracia Ocidental. Desde então os caminhos tomados são discutíveis mas até por isso, agradeço a quem lutou e consagrou a liberdade para todos. Obrigado Jaime Neves.

Polícia chavista em grande plano

Pela captura e exibição do inimigo número 1 da Venezuela, apanhado na posse de cinco abóboras ogivas nucleares, com as quais pretendia destruir o caminho de glória do socialismo.

venezuela

BE e PNR separados à nascença e unidos no anti-semitismo

be

O pasquim do Bloco de Esquerda apoia a luta contra os colaboracionistas que dão voz à propaganda de Israel.

Tradução: a esquerda caviar apoia o vandalismo e a destruição de propriedade privada e orgulhosamente sublinha a propaganda anti-semita dos vândalos.

A extrema-esquerda anti-semita difere em quê do PNR ou dos nazis?

Sim, podemos

Foto: EFE
Foto: EFE

La gran incoherencia de Podemos: hijos de la ‘casta’, especuladores y millonarios

Los líderes de la extrema izquierda española son comunistas, pero su ideología no se corresponde con la dolce vita de la que disfrutan. (…)

La moraleja de todo esto es clara: vive como tú quieras y deja que los demás vivan como tú quieras también. Y, sobre todo, haz lo que yo diga, no lo que yo haga.

Leitura dominical

Os serviçais públicos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Não é por conselho do meu médico de família, o qual aliás desconheço, que em geral não vejo “informação” política nas televisões. Nessa matéria, confesso automedicar-me para evitar fenómenos precoces de degeneração mental. No outro dia, furei o boicote e imprudentemente apanhei com cinco minutos de um “debate”. Moderado por José Adelino Faria, incluía o deputado ou ex-deputado do PSD José Eduardo Martins, o grande historiador e grande ex-promessa do trotskismo Rui Tavares e um mocito chamado Adão não sei quê.

A certa altura, o moderador pede ao mocito que compare o famoso populismo do sr. Trump com o menos famoso populismo do Podemos, do Syriza e do Bloco de Esquerda. O mocito recusa compará–los, sob o argumento – cito de cor – de que, ao contrário dos partidos nomeados, o sr. Trump é anti-semita, e isso, principalmente isso, o mocito não admite. Aliás, o mocito adverte que desde a eleição americana, e só desde então, o anti-semitismo regressou em força à Terra.

Não sei se o mocito sofre de percepção limitada (é burro), pseudologia fantástica (é aldrabão) ou pratica uma modalidade alternativa de comédia (é génio). O facto é que, mesmo num meio em que a mentira descabelada é língua franca, não me lembro, nem sequer nas intervenções do dr. Louçã, de alguém se aliviar de tantos e tão desmesurados delírios em tão pouco tempo. É verdade que Adelino Faria e Eduardo Martins tentaram, sem demasiada convicção, desmentir a enxurrada de asneiras. O mocito permaneceu imperturbável. Os idiotas têm essa vantagem. Ou os charlatães encartados. Ou os génios.

Não adianta, pois, dizer ao mocito que o sr. Trump, que será imensas coisas desagradáveis e possivelmente perigosas, não é, que se saiba, anti-semita, apesar de ter sido apoiado por gente que o é (há uma diferença). Ou esclarecer o mocito de que a filha, o genro e alguns dos principais conselheiros do sr. Trump são judeus. Ou elucidar o mocito sobre a promessa do sr. Trump de mudar a embaixada americana para Jerusalém. Ou lembrar ao mocito o júbilo do primeiro-ministro israelita ao congratular o sr. Trump pela vitória.

E ainda que o sr. Trump fosse anti-semita, de que modo sairia desqualificado da comparação com o Syriza, que além de coligado com um partido neonazi possui dirigentes que acusam os judeus de incendiarem – metaforicamente, espero – a Grécia com os candelabros do Hanukkah? E da comparação com o Podemos, cujos sobas envergam lenços palestinianos, veneram o Hamas e, na melhor tradição de Goebbels, “desvendam” os “interesses” judaicos “ocultos” nos filmes da Disney? E da comparação com o BE, rival dos comparsas acima em matéria de “anti-sionismo”, a versão “correcta” do anti-semitismo de sempre?

Como o mocito ignora ou finge ignorar isto, não vale a pena informá-lo de que o anti-semitismo não voltou ao Ocidente na semana passada: é há muito dominante nos votos da ONU, nos boicotes de universidades e nas estatísticas dos crimes de ódio. Também não vale a pena aguardar que o poder, qualquer poder, ganhe vergonha e feche uma RTP hoje quase totalmente ocupada por funcionários da propaganda oficial: o mocito é apenas um entre inúmeros moços de recados. Mas quando orgulhosa e descaradamente referem o célebre “serviço público”, podiam explicitar o “público” que servem. Pensando melhor, não é preciso: já fazemos uma ideia.

Nem para a Palestina são bons

Os intolerantes mostram que o terror de Arafat & co. está vivo e de boa saúde.

Restaurante de José Avillez no Porto vandalizado por movimento pró-palestiniano

O restaurante Cantinho do Avillez foi vandalizado na sexta-feira. Na origem do ataque estará o movimento pró-palestiniano BDS. Avillez esteve recentemente num festival gastronómico em Israel.

Soluções para acabar com os proto-fascistas

Estaline também apontou para soluções saudáveis para resolver problemas.
Estaline também apontou para soluções saudáveis para resolver problemas.

O Ricardo Paes Mamede, usa a sua página de Facebook para esclarecer os mais desatentos sobre os caminhos a percorrer para travar o populismo proto-fascista.

Uma vida saudável previne o populismo proto-fascista. Esta parece ser a conclusão de um estudo publicado na edição desta semana da revista The Economist sobre o resultado das eleições americanas.

De acordo com o estudo, o desvio de votos a favor de Trump em cada condado está fortemente associado à incidência de fenómenos como a reduzida esperança média de vida, a obesidade, o alcolismo, a diabetes, ou a falta de exercício fisico. Isto verifica-se mesmo depois de se considerar o efeito de variáveis como a etnia, a educação, a idade, a situação perante o mercado de trabalho. As condições de vida da população local são estatisticamente mais relevantes do que a proporção de população branca com reduzida educação – o factor que tem sido mais apontado nas análises.

Só falta mesmo dizer que, como vários estudos têm mostrado, os problemas de saúde estão recorrentemente associados às desigualdades sociais e à inexistência de serviços públicos de qualidade.

A conclusão é óbvia e não é nova: só o socialismo previne a barbárie.

Isto foi tudo para prevenir a barbárie, através do empenho de pessoas boas que procuravam difundir os ensinamentos e as vantagens de uma vida saudável e de combate ao fascismo

Episódio de uma teocracia exemplar

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As leis são para cumprir na terra dos Ayatollahs. Yaser Mosibzadeh, Saheb Fadayee e Mohammed Reza Omidi estiveram presos por ofensas às leis da religião da pás. Saíram da prisão após o pagamento da fiança, detalhe que não impede a execução do resto da sentença – 80 chicotadas, em espectáculo público.

Ninguém os manda converter ao cristianismo, blasfemar nem beber o vinho da Comunhão no Irão moderado.

Episódio de uma democracia popular

A face visível do comunismo, versão chinesa.

Nacionalizado ao Romeu Monteiro.

Nojo

Violadores de crianças, casai-vos com as vítimas. Assunto arrumado.

Turkey’s governing party has sparked an outcry after putting forward a bill that would pardon up to 3,000 child rapists if the perpetrator married his victim.

Critics have warned that such a law would encourage sexual abuse, while the government has defended the bill as an attempt to deal with legal complications arising from child marriage.

The controversial proposal would apply to statutory rape cases without use of “force, threat, or any other restriction on consent” involving girls aged 15 or younger.

Men convicted in such cases between 2005, when a similar law was abolished, and Nov 16 this year would be eligible to have their sentences “deferred” if they married their victims.

In case of a divorce that is the “fault of the perpetrator”, the sentence would once again come into effect.

The bill — which was brought forward by President Recep Tayyip Erdogan’s conservative AKP — was approved on Thursday night, but did not reach the number of votes required for it to be passed into law. Parliament will vote on the proposal again on Tuesday.  (…)

O que diz a voz do povo sobre as eleições dos EUA

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Dita o educador do Povo, camarada Arnaldo Matos.

(…) E para aqueles que, como nós, proletários e combatentes marxistas e comunistas, temos como missão política e ideológica derrubar o imperialismo, inclusive no nosso país, nada temos que ver com as eleições presidenciais americanas e não alimentamos nenhuma espécie de ilusões sobre as marionetas presidentais do imperialismo, chamem-se elas o que se chamarem: desde Donald Trump a Hilary Clinton.

Dentro de alguns meses verão como Hilary e Trump realmente se amam…

Há por aí um chibarro da estirpe de Garcia Pereira para quem uma mulher na presidência dos Estados Unidos da América do Norte sempre seria, e apesar de tudo, um progresso revolucionário. Coisas desses cretinos papagaios! E quantos milhares de mulheres matou o imperialismo americano na Líbia, na Síria, no Iraque, em Alepo e em Mossul durante a campanha eleitoral para levar uma marioneta feminina do imperialismo, como Hilary Cinton, à Sala Oval da Casa Branca?! Garcia e seus capitulacionistas preferem a promoção de uma mulher a presidente do imperialismo ao de milhões de mulheres vivas no Médio Oriente…

Venha Trump ou quem vier; o nosso grito de guerra é sempre o mesmo: Morte ao Imperialismo Ianque! Viva o Comunismo! Não embarcamos em mascaradas presidenciais imperialistas.

Leitura dominical

A vitória de Trump explicada às criancinhas, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…)  8. A propósito de Portugal, cá como lá os canais televisivos colocaram criaturas que não perceberam nada do que se passou até às eleições para nos elucidarem acerca do que se vai passar a seguir. E todas continuam a não entender que cada uma, à sua microscópica escala, simboliza exactamente a cegueira e a arrogância que alimentaram o sucesso de Trump.

9. Fervorosos apoiantes do governo português, um bando de oportunistas a reboque de leninistas, guevaristas e estalinistas, alertaram repetidamente e sem se rir para as mentiras e a demagogia de Trump. É preciso cuidado com quem manda na América; aqui, qualquer porcaria serve.

10. O inquilino da Câmara de Lisboa, que ninguém elegeu, mandou pendurar pela cidade uns cartazes alusivos à vitória do presidente eleito dos EUA. Se calhar, a coisa pretendia ter graça. Como os cartazes estão escritos num inglês pior do que o dosrednecks de Trump e tão mau quanto o português do antecessor na autarquia, a coisa tem graça.

11. A SIC convidou uma psicóloga para ensinar a explicar a vitória de Trump às criancinhas (a julgar pela sensatez das análises, a vitória de Trump tem sido até aqui explicada pelas próprias criancinhas). A Visão publicou um editorial intitulado “Merda, merda, merda.” O popular fundador, líder e membro do falecido partido Livre convocou um colóquio destinado a combater o trumpismo (?). Aparentemente, o combate faz-se pela comédia involuntária.

12. O facto de haver tantos comentadores, politólogos e analistas a garantirem que Trump é mau não garante que Trump seja bom. O homem é avesso a Washington e à globalização e à Europa e à NATO. O homem privilegia o “investimento” público e a “criação” de emprego. O homem entende-se com Putin. De repente, Trump confunde-se com um esquerdista comum. Porém, dado que irrita esquerdistas, é possível que tenha alguma virtude.

13. Simplificando imenso, Trump ganhou porque prestou, ou fingiu prestar, atenção à parte da população que só não é desprezada quando a usam para protagonizar momentos de chacota. Às vezes, as pessoas cansam-se.

14. Trump não foi o primeiro não político a chegar à Casa Branca, mas foi o primeiro não político que não precisou de ganhar uma guerra civil ou mundial para o conseguir. Sob certo ponto de vista, trata-se de uma proeza. Quanto ao resto, convém esperar para ver. A beatificação de Obama acabou por ser precoce. Talvez a demonização de Trump também o seja. É questão de fé: tenho pouca em Trump, e nenhuma na lucidez dos analistas.

Compreender o putinismo LXI

putinismo

O estado russo sabe o que é melhor para os seus cidadãos. A rede social LinkedIn foi banida na Rússia. 

O futuro

Sem dúvida

Recomendo a leitura da opinião do Alexandre Homem Cristo no Observador, Trump é tão mau quanto Tsipras.

Trump e Tsipras têm o mesmo desprezo pela democracia representativa, pela separação de poderes, pelo pluralismo. Mas não recebem o mesmo tratamento no debate público: um é temido, o outro é amado.

Trump dá mau nome à direita. Não é o único. Há também Marine Le Pen, Nigel Farage e demais hipócritas do Brexit, ou Viktor Órban e restantes nacionalistas do leste e do norte europeu. Mas, hoje, Trump é o ponta-de-lança desta equipa internacional de políticos de direita que, estando na primeira fila do acesso ao poder, se definem como inimigos da globalização e, não raras vezes, das liberdades republicanas – pondo em causa a livre circulação de pessoas e bens, a separação de poderes, a democracia representativa, a promoção do pluralismo e a tolerância social da diferença. No fundo, sacudindo os pilares das repúblicas modernas em que vivemos, aliados em ambição aos que, à esquerda, reprovam o modo de vida ocidental – da Rússia à China, passando pelos novos marxismos europeus (Syriza, Podemos) que vão condicionando a agenda política.

Os EUA não são a Hungria e o que se passa em Washington tende, mais tarde, a acontecer no resto do mundo. Isto devia preocupar-nos, independentemente de quem os americanos elegerem. Sim, a probabilidade de Trump perder é superior à de ganhar as eleições presidenciais desta terça-feira nos EUA. Ainda bem, digo eu – apesar de Hillary Clinton. Mas, mesmo que derrotado, sobreviverão os efeitos da adesão às suas propostas e da difusão das suas provocações. (…)

Leitura dominical

Se os portugueses votassem nos EUA, a crónica de Alberto Gonçalves no DN

(…) E, brincadeiras à parte, fazem bem. Quer pelos motivos enumerados acima quer pelo egocentrismo imprevisível do sr. Trump, a sra. Hillary, que representa bastante daquilo que os portugueses imaginam abominar na América, é um mal muito menor. No que toca aos EUA, os portugueses rejeitam o charlatanismo, a demagogia e o perigo em prol da relativa moderação: por uma vez, mesmo que pelas razões erradas, escolhem a opção certa. Em Portugal, como diariamente se constata em São Bento, em Belém e nas sondagens, erram nas razões e nas escolhas. Aqui, a única coisa certa é o perigo, além dos charlatães e demagogos. Se os portugueses votassem nos EUA, seria uma maravilha. O nosso azar é votarem em Portugal.

Mutilação genital feminina na Rússia

Entre a mutilação genital feminina e o assassinato.

Russia has launched an investigation into claims that tens of thousands of girls in remote mountain areas, some as young as three months’ old, have been forced to undergo female genital mutilation.

The general prosecutor’s office has acted following allegations that the life-threatening practice has been taking place “unchecked by the authorities” in the republic of Dagestan, Russia’s state-run news agency Tass reported. (…)

In August, the Dagestani cleric Ismail Berdiyevdescribed FGM as a Dagestani Muslim tradition that was a solution to the “problem of promiscuity in women in general”.

He was supported by Vsevolod Chaplin, an Orthodox Christian leader, who said on Facebook that traditional practices should be allowed to continue without interference. (…)

The Guardian has seen interviews conducted by Moscow-based journalist Marina Akhmedova, who recently travelled to Dagestan to research FGM in the area. She said female cutting was linked to the lack of rights for women in Dagestan, their low status within the family and limited work opportunities.

She said many of the women she interviewed talked about the threat of honour killings if a girl did not behave according to adats (mountain law).

“I believe parents use circumcision as a way of protection from honour killings. They believe if a woman doesn’t have a clitoris she won’t be interested in sex and won’t have it before marriage. The villages support killings of such girls. (…)

Um código de conduta

Pre-pubescent girls can be taken’: ISIS publish guide on how to own a sex slave as the terror group uses an app to sell women and girls as young as 12.

Compreender o putinismo LX

Soldado desconhecido ou para a famíla e amigos: Maxim Kolganov,
Soldado fantasma ou  Maxim Kolganov, para a famíla e amigos. Fotografia Reuters/Maria Tsvetkova.

Na Ucrânia ficaram conhecidos como os homens verdes, simples agricultores com óbvios problemas de orientação. Na Síria, passaram a soldados fantasma.  Só ao alcance de uma santa mãe pátria.

Ghost soldiers: the Russians secretly dying for the Kremlin in Syria

A bem da república

nunofelix

No dia em que Relvas se demitiu, Nuno Félix desafiou o Ministério Público e os senhores jornalistas para investigarem todas as licenciaturas dos políticos, colocando-se à disposição dos investigadores. Tudo em prol da república tão bem representada por ele próprio.

Isto não tem preço.

Imagem nacionalizada ao Rui Rocha.

Crato, rua!

crato

Chefe de gabinete inventou dois cursos e o ministro da Educação segurou-o. Demitiu-se agora.

Em Abril, o ministro Crato deixou cair o anterior Secretário de Estado da Juventude que quis exonerar o amigo do ministro.

nuno

Adenda: No consulado de Sócrates, Nuno Félix recebeu 98.277 euros por serviços na área da comunicação, por ajuste directo.

 

Compreender o putinismo XLIX

Placa comemorativa do campo de concentração russo na qual se agradece o inestimável papel dos mentores e funcionáriose do campo.
Placa comemorativa do campo de concentração russo na qual se agradece o inestimável trabalho dos mentores e funcionários do campo.

Este é um retrato fiel da memória histórica do putinismo.

Não faltarão idiotas que dirão que a “culpa” é dos EUA, da NATO e de Israel.

 E novamente sobre a revisão da História na Rússia. Traduzo o conteúdo desta lápide recentemente inaugurada: “16 de Agosto de 1937. Neste local começou a construção de uma colónia de correcção (Campo Nº 19 do Vodorazdellag-Mikunskaia). Esta placa foi instalada a 16.08.2016 em sinal de respeito e agradecimento pelos primeiros construtores e funcionários, criadores do campo)”.

Não se trata de uma colónia de correcção, mas simplesmente de um campo de trabalhos forçados. Que dizer depois disto? Uma militante da defesa dos direitos humanos afirmou que não tinha palavrões para comentar isto, eu também não tenho. As trevas voltam a cobrir a Rússia: o medo, o medo e outra vez o medo… Até quando?

P.S. O que aconteceria na Europa e no mundo se uma placa destas fosse colocada à frente de um campo de concentração nazi? Protestos, muitos protestos, e isto é sinal de que, ao contrário de alguns, ainda temos uma memória histórica.

Imagem e post da página de Facebook do jornalista José Milhazes.

Compreender o putinismo XLVIII

Um bom resumo dos #SurkovLeaks.

Breaking Down the Surkov Leaks

What the leaked inbox of the Kremlin’s “Grey Cardinal” tells us about the war in the Donbass