Um velho truque da imprensa

A partir do automóvel, um condutor palestiniano ataca soldados israelitas. Decide  sair da viatura e, supõe-se que por mero acaso, esfaqueia um militar e é abatido a tiro. A agência de notícias Reuters notícia o incidente assim: “Israeli soldier shoots dead Palestinian driver in West Bank: army.

truquesimprensa

Permanece um mistério as razões pelas quais as armas rudimentares continuam a ser usadas para matar pessoas e a mesma agência de notícias ter alterado o título inicial da notícia para “Palestinian who stabbed Israeli soldier shot dead: army“, de modo a clarificar o incidente.

A história de uma rosa do deserto

Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS
Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS

Sabe Deus as razões pelas quais o exercício de relações públicas a entrevista  à Primeira Dama síria, Asma al-Assad que saíu na Vogue desapareceu mas vale a pena ler o artigo de Joan Juliet Buck, My notorious interview with Mrs. Assad, the first lady of hell que revela detalhes preciosos.

Parabéns Wikileaks

FREE ASSANGE

A Wikileaks decidiu revelar ao mundo informações pessoais e financeiras de centenas de bandidos. De entre os expostos contam-se algumas vítimas de abusos sexuais, relatórios médicos  de crianças e adultos e gays.

O caso já seria muito grave e revelador do encanto da organização de Julian Assange mas o detalhe da exposição ter como palco a Arábia Saudita – esse oásis – da democracila liberal e dos direitos humanos -, apimenta a coisa.

A organização informativa está, uma vez mais, de parabéns. Nem imagino o que o jornalismo-cidadão e a polícia religiosa local serão capazes de fazer com tamanha quantidade e qualidade de informação. O mundo respirará melhor quando a liberdade da verdade completar o seu caminho.

Private lives are exposed as WikiLeaks spills its secrets.

WikiLeaks’ global crusade to expose government secrets is causing collateral damage to the privacy of hundreds of innocent people, including survivors of sexual abuse, sick children and the mentally ill, The Associated Press has found.

In the past year alone, the radical transparency group has published medical files belonging to scores of ordinary citizens while many hundreds more have had sensitive family, financial or identity records posted to the web. In two particularly egregious cases, WikiLeaks named teenage rape victims. In a third case, the site published the name of a Saudi citizen arrested for being gay, an extraordinary move given that homosexuality is punishable by death in the ultraconservative Muslim kingdom.

“They published everything: my phone, address, name, details,” said a Saudi man who told AP he was bewildered that WikiLeaks had revealed the details of a paternity dispute with a former partner. “If the family of my wife saw this … Publishing personal stuff like that could destroy people.” (…)

Uma questão de publicidade

Esqueçamos a tirada "não existe má publicidade: apenas publicidade. " Reuters Tv/Reuters.
Esqueçamos a tirada “não existe má publicidade, apenas publicidade. ” Reuters Tv/Reuters.

Iran ends Russian use of air base because of unwanted publicity.

As opções editoriais sobre crianças II

Rslan ym "fotógrafo" com amigos e passatempos verdadeiramente caridosos.
Rslan um “fotógrafo” com amigos e passatempos verdadeiramente caridosos.

Realidades que os media portugueses não noticiarão e que não se tornarão virais.

Syrie : la face obscure du photographe qui a immortalisé l’enfant blessé

Mahmoud Rslan, dont les images ont fait le tour du monde, ne cache pas sa sympathie pour un groupe rebelle qui a décapité un enfant, en juillet.

Leitura complementar: As opções editoriais sobre crianças.

Leitura dominical

Os malucos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…)Os filhos do embaixador do Iraque que, em Ponte de Sor, espancaram um rapaz quase até à morte não possuem apenas imunidade diplomática: aparentemente possuem também imunidade noticiosa. Houve pelo menos um canal televisivo que tratou o caso sem sequer referir a origem dos agressores. Se a ideia era evitar críticas preconceituosas, acho bem. Acolher os representantes oficiais de nações amigas é compreender os respectivos costumes. Alguém condenaria os filhos do embaixador americano por organizarem uma partida de softball com colegas? Ou os filhos do embaixador cabo-verdiano por participarem numa sessão de mornas? Cada um diverte-se como sabe e pode. São as diferenças culturais que fazem do mundo um lugar lindo. E o respeito pelas diferenças torna-o ainda mais bonito.

As opções editoriais sobre crianças

O Observador noticía no artigo intitulado Omran e Aylan, as opções das crianças sírias a tragédia de duas crianças sírias que simbolizam o drama da guerra na Síria.

omranaylan omran

E a propósito do cartoon de  Khalid Albaih, divulga as imagens  tão brutais quanto virais de Kurdi e de Omran Daqneesh.

Espero que continue a ser mantida a discrição do Observador e dos restantes orgãos de comunicação social em relação às crianças feridas e mortas, vitímas dos ataques terroristas, islâmicos ou não.

Nice

Sobre esta temática, valerá a pena recordar o que escrevi há seis anos por, de algum modo, permanecer actual.

(…) A propaganda terrorista usa o distanciamento moral das consequências dos seus actos e mensagens sanguinárias. Quem os pratica é como se nunca os tivesse feito. Ninguém com os cinco alqueires bem medidos pode justificar um homem-bomba ou um atentado a um meio de transporte público.
As vítimas, os sobreviventes, os familiares e amigos vivem uma situação traumática fácil de entender mas, por certo, difícil de (sobre) viver. A presença permanente de jornalistas em buscas de imagens e histórias sensacionais e emotivas, muitas vezes com a parva pegunta do “como se sente?” é constante e passam a estar associados a parte da tragédia. Nestas ocasiões, é bom recordar um princípio: as vítimas são seres humanos, não são seres com lágrimas, prontos a serem retratados. E neste ponto, existe uma clara diferença entre culturas e os media na relação com a morte e a tragédia. É diferente, para pior, o tratamento que, por exemplo, os media árabes fazem das notícias que envolvem mortos e feridos. Há linhas que no Ocidente não se devem ultrapassar.
Nos atentados de Londres, a BBC, a ITN ou a Sky basearam boa parte da sua informação visual em imagens amadoras. Blogues, twitter, facebook noticiaram histórias que foram aproveitados por aqueles meios mas todos eles desempenham um papel importante de informação mas também na passagem da sensação de vulnerabilidade.
O acto terrorista lança um desafio ao estado, ao indivíduo, através dos media. Existe uma estreita relação entre todos os actores neste processo. O que se deseja é que as respostas dadas pelo estado, vítimas e media sejam reponsáveis.

Quem o comete sabe que o assassinato de inocentes é um meio para atingir um fim – a fractura social – e que a sua divulgação multiplica o seu impacto. A lógica terrorista é ser a primeira página. Por essa razão, é preciso ser crítico, até na terminologia usada. Para a generalidade dos media, o contexto é importante e as imagens apresentadas, por definição, retratam, realidade simplificada . Enxaguada a destruição e a dor, existe um fascínio pelas causas e não pelas consequências – as vítimas. Desta realidade resulta uma consequência: o jornalista passa a “narrador” dos terroristas . É comum assistir durante as entrevistas (um dos estilos jornalísticos mais difíceis de fazer bem) a que sejam os terroristas a controlar (e claro, a distorcer a realidade). A informação deve tratar com cuidado e conhecimento o terrorismo. Não pode legitimar, não pode apenas reproduzir a propaganda.

 

 

Sim, Podemos e em igualdade

PI

Quatr@ membr@s d@ P@dem@s expuls@s por agredirem vári@s membr@s d@ P@dem@s. Será, talvez, necessário aplicar um código de conduta aos bravos militantes do Podemos.

El Círculo Joven de la Comunidad de Madrid de Podemos ha expulsado a cuatro de sus miembros tras ser acusados por varias integrantes de esta agrupación de haberlas acosado y agredido verbal y físicamente, según han confirmado a Europa Press fuentes de la formación morada.

Las expulsiones se produjeron el pasado lunes en la asamblea de carácter extraordinario y urgente que celebró este grupo de militantes madrileños para tratar este asunto; encuentro en el que las afectadas denunciaron públicamente los supuestos abusos y anunciaron su abandono del Círculo, como consecuencia.

En dicha reunión, las militantes leyeron un comunicado en el que aseguraban que estaban “siendo constantemente acosadas y agredidas por algunos integrantes” del Círculo. “Estas actuaciones completamente machistas han provocado que el Círculo no sea seguro para nosotras y hemos decidido tomar medidas para cambiarlo”, rezaba el texto, tal y como consta en el acta de la asamblea que ha publicado Ok Diario.

Fuentes de la dirección de Podemos han asegurado a Europa Press que la dirección del partido en Madrid ya ha tomado las riendas del asunto y ha abierto una investigación, promovida desde el Area de Igualdad, para estudiar la expulsión del partido de los acusados, porque la formación no tolera el tipo de comportamientos denunciados. (…)

 

Da ética republicana, laica, socialista

Afinal, o pide fiscal que foi pago pela GALP para ir até França assistir a jogos da bola, quer reverter a doação.

Leitura dominical

Uma falsa ameaça, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

É absurdo atribuir à extrema-direita xenófoba e racista os recentes atentados na Europa. Embora os autores dos atentados alegadamente exibam um passado de militância na extrema-direita xenófoba e racista, e movimentos da extrema-direita xenófoba e racista os reivindiquem, é preciso não confundir estes elementos radicalizados com a extrema-direita xenófoba e racista em geral. Felizmente, a vasta maioria da extrema-direita xenófoba e racista é constituída por gente pacífica que não se revê em acções violentas. Uma ocasião, aliás, até vi um líder da extrema-direita xenófoba e racista condenar estes excessos.

A maior ameaça que o continente hoje enfrenta não advém da extrema-direita xenófoba e racista, mas justamente dos populistas que, aqui e ali, apelam à respectiva discriminação e, quiçá, erradicação. É fundamental que o discurso do ódio não prevaleça sobre a concórdia entre indivíduos de todas as crenças e convicções. Uma civilização tolerante não pode tolerar uma existência subordinada à desconfiança e à mentira. Falemos da mentira.

Há um factor que desmonta imediatamente a “narrativa” (desculpem) que responsabiliza a extrema-direita xenófoba e racista pelas matanças em curso. De acordo com as informações reveladas pelas autoridades, é notório que os protagonistas de esfaqueamentos, degolações, explosões e atropelamentos em série pertencem a um de dois grupos: a) sujeitos com problemas psiquiátricos, leia-se doentes carenciados da atenção que, evidentemente, a medicina não lhes prestou; b) sujeitos com problemas de integração, leia-se vítimas de governos incapazes de responder com políticas de apoio aos anseios dos filhos da extrema-direita xenófoba e racista. Vamos acusar a extrema-direita xenófoba e racista pelas proezas de pobres malucos e marginais que nós, enquanto sociedade, não soubemos tratar e acolher? Não faz sentido.

O que faz sentido? Antes de mais, importa conciliar discursos. Se defendemos que as chacinas não estão relacionadas com a extrema-direita xenófoba e racista, é chato, principalmente para a coerência argumentativa, defender em simultâneo que a extrema-direita xenófoba e racista se limita a reagir a intervenções abusivas dos poderes ocidentais.

Depois, para não publicitar os ideais de organizações autodenominadas de extrema–direita xenófoba e racista – e que, escusado acrescentar, não representam a extrema-direita xenófoba e racista – é necessário proibir a divulgação de notícias de novos atentados. Sempre que um infeliz, convencido de que é membro da extrema-direita xenófoba e racista, aviar meia dúzia de transeuntes a golpes de catana, os media terão de guardar segredo do caso sob pena de pesada multa. Mesmo as testemunhas sobreviventes estarão obrigadas ao silêncio, o que, dado que à cautela o melhor é nem chamar os paramédicos, não será difícil. Por fim, o Estado enviará às famílias dos falecidos uma cartinha a informá-las de que os ditos emigraram sem bilhete de regresso.

Se a coisa correr bem, os assassinos/ doentes/estigmatizados em causa continuarão a dizimar quem lhes surgir pela frente, numa sucessão de incidentes inexplicáveis que, em prol da convivência sadia, serão ignorados sem piedade. Em vez de perder tempo com irrelevâncias, o jornalismo passará exclusivamente a cobrir a engraçada caça aos Pokémons, a pré-época da bola e, mediante reportagens na praia, a curiosa circunstância de o Verão ser uma época quente. É verdade que, pelo meio, haverá centenas ou milhares de inocentes mortos, e um pavor sem remédio. Porém, é um pequeníssimo preço a pagar pelos valores multiculturais, multi-ideológicos e multiusos que nos definem. A extrema-direita xenófoba e racista merece o nosso respeito. E um abraço amigo. (…)

O sonho venezuelano

Maduro

Depois da fome, chega a escravidão.

Ya no es suficiente con los soldados movilizados para plantar tomates en el Valle de Quibor. Según una resolución adoptada en el marco de la emergencia económica vigente en el país, las compañías privadas en Venezuela estarán obligadas a ceder a sus trabajadores para reforzar los planes del chavismo en el sector agrícola. La medida del Ministerio de Trabajo, publicada en la gaceta oficial ayer, dispone que las empresas públicas y privadas deberán darle al Gobierno la mano de obra requerida para «fortalecer la producción» agroalimentaria. Con ese fin, la cartera estableció un régimen especial para «todas las entidades de trabajo del país, públicas, privadas, de propiedad social y mixtas». La resolución, de carácter transitorio, no detalla los mecanismos para la cesión de los empleados, ni los períodos en los que podrán ser reasignados. (…)

 

Onde já se viu?

Diabos em duas rodas e provavelmente com selim. Imagem: AFP/Getty Images
Diabos em duas rodas e provavelmente com selim. Imagem: AFP/Getty Images.

O mulherio a andar de bicicleta fora do recato caseiro.

Qualquer dia ganham vontade própria.

Socialismo cria novas espécies de animais em Caracas

O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS
O zoo Caricuao, em Caracas reduz a ração de carne aos leões, introduzindo na dieta dos carnívoros manga e abóbora. A imagem é de CARLOS JASSO / REUTERS.

Leões tornam-se vegetarianos.

Compreender o putinismo XLII

Na casa dos trolls de Putin, uma curiosa reportagem do The Guardian.

 

Sansão e Dalila

Onde está a Professora Edite Estrela?sansao

Pás, pás, pás

É de pequenino que se torce o pepino.

Na Tunísia, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado.
Na Tunísia, a eterna pátria da Primavera Árabe, a juventude anseia pelas festas que celebram o final dos exames. O senhor com o bigode ridículo é um professor muito querido e afamado, presente em muitas festas locais.

 

A aposta na formação, o passar à prática de conhecimentos milenares que os mais brutos chamariam de islamo-fascistas (ou islamo-nazis) que norteiam o percurso profissional de uma pessoa terrorista, passa pela compreensão de um extenso conjunto de conteúdos e matérias de um curso para a vida.

 

Festa2
Dados às artes, os jovens dão largas à criatividade e representam um bravo do Estado Islâmico que convive, de acordo com as regras de etiqueta e boas maneiras, com duas pessoas que se vestem de cor de laranja e que apresentam curiosas expressões faciais.

Dar o terreno e a outra face

Tem um preço.

The mosque in Saint-Etienne-du-Rouvray was inaugurated in 2000, built on a plot of land that was donated by Saint-Etienne’s sister parish, Saint Theresa’s.

Leitura dominical

Verão Gelado, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Camiões que atropelam nas esplanadas de Nice. Machados que retalham nos comboios da Baviera. Punhais que esfaqueiam nas estâncias dos Alpes. Metralhadoras que disparam em Munique. Por algum motivo que escapa à análise mais cuidada, toda a sorte de utensílios desatou a atacar, e frequentemente a matar, transeuntes despreocupados.

Se ao menos houvesse um factor comum à revolta dos objectos inanimados, poderíamos identificá-lo e, quem sabe, combatê-lo. Mas não há. Ou melhor: há, mas não se pode dizer. Só um racista e um xenófobo da pior espécie seria capaz de notar que, atrás do volante ou das peças de cutelaria, existem sujeitos de carne, osso e convicções fortemente orientadas por uma religião em particular. Sejamos francos: queremos um mundo fundamentado na desconfiança? É justo discriminar uma crença pacífica apenas porque uma quantidade razoável dos seus praticantes costuma ser vista nas imediações de traquitanas usadas na chacina de inocentes? Vamos confundir o islão com os atentados que animam as notícias e, aos poucos, modificam o nosso quotidiano?

Não contem comigo. Quando me apetece afligir com a intolerância religiosa, aflijo-me com as escolas que penduram crucifixos, com o “In God We Trust” que enfeita as notas de dólar, com as cautelas securitárias do “estado judaico” e com os pares de mórmones que às vezes passeiam na rua ao lado. Isso sim, é grave e susceptível de arrasar um modo de vida. Os muçulmanos encontrados na extremidade de machados e do que calha são uma conversa diferente. E polémica.

Para muitos, esses muçulmanos não representam as comunidades a que pertencem, tão sossegadas que, para não criar rebuliço, até evitam denunciar os elementos “radicalizados” à polícia ou pendurá-los preventivamente num poste. Para outros – ou para os mesmos, consoante os dias -, esses muçulmanos são de certeza vítimas de deficiências na integração social, fruto do desemprego, do descontentamento face ao T3 de renda técnica e de atrasos no rendimento mínimo. Para um terceiro grupo de pensadores, esses muçulmanos limitam-se a vingar, e bem, a opressão exercida por regimes imperialistas e capitalistas.

Para mim, até estes argumentos sofrem de discriminação enviesada. O islão, religião de paz, nada tem a ver com a violência acidental que assola a Europa. O problema são os islamofóbicos que, aposto, subornam bugigangas diversas para incriminar muçulmanos. Se a ideia é perseguir uma ameaça real, persiga-se islamofóbicos. Ou gambozinos. Ou Pokémons.

Os restantes são Franciscanos do Alasca

A imbecilidade não respeita títulos académicos.

Entretanto na Alemanha e arredores

Um jovem refugiado afegão enquanto grita Allahu Akbar,  ataca e fere pelo menos duas dezenas de passageiros de um comboio em Wuerzburg. No Reino Unido, a BBC noticía que a polícia alemã matou o pobre atacante.

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Imagem nacionalizada ao Romeu Monteiro.

Mais tarde, a BBC emenda o título para um informativo Germany axe attack: Assault on train in Wuerzburg

O atentado terrorista em Nice visto por et’s revolucionários

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Persononificados no PCTP/MRPP, pela facção Arnaldo Matos, o eterno educador do proletariado português.

(…) Há um ano que os factos têm sobejamente demonstrado a absoluta incapacidade das forças armadas e policiais da França para impedir o sucesso dos franceses nos actos de guerra que têm estado a praticar em França.

Existe em França uma guerra civil larvar, de franceses contra franceses, promovida por elementos do povo francês contra o imperialismo e os imperialistas da França.

Essa guerra civil vai crescer cada vez mais e vai mundializar-se. Hollande e os maoistas franceses chamam-lhe terrorismo. Mas a verdade é que essa guerra é cada vez mais a guerra que os maoistas do Partido Comunista de França (m-l-m) se recusam a reconhecer como a guerra do povo contra a guerra imperialista, guerra imperialista esta que o imperialismo francês levou e leva a cabo em África e no Médio Oriente, e que, quer queiram os maoistas da França quer não queiram, está a chegar a França, ao covil dos imperialistas.

Há em França dois milhões de imigrantes portugueses e seus descendentes. Mais cedo ou mais tarde, de um lado ou do outro, esses dois milhões de portugueses vão estar envolvidos na guerra imperialista, como carne para canhão dos imperialistas franceses, ou na guerra do povo contra a guerra dos imperialistas.

De que lado é que estarão então os maoistas do Partido Comunista de França (marxista-leninista-maoista)? Em Portugal, os seus amiguinhos liquidacionistas já estão do lado do imperialismo francês e das polícias secretas portuguesas… Pobre canalha!

Leitura dominical

Quem não chora não é patriota, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

(…)Vale a pena ouvir as platitudes genéricas e às vezes perigosas que os estadistas, nacionais e internacionais, produzem após cada chacina do terrorismo islâmico? Vale a pena simpatizar com os ingénuos que declaram em francês ser o que calha e fazem um “gosto” às propostas de vigílias e compreensão e harmonia universal? Vale a pena discutir com os canalhas que arranjam sempre “causas” e “justificações” e “motivações” e “contextos” para a mera vontade de matar? Vale a pena tolerar a lengalenga sobre um islão tão moderado que só se dá por ele na hora de lamentar as vítimas e nunca na hora de evitá-las? Vale a pena alguma coisa? Só isto: perceber que estamos a perder voluntariamente uma guerra travada no curto prazo pela violência e no longo prazo pela demografia. Em qualquer dos casos, trata-se de sangue, e o nosso, pelos vistos, vale pouco.

Compreender o putinismo XLI

RamzanKadyrov

A congénere russa da comissão de recrutamento e selecção para a administração pública não fica parada no passado. Pelo contrário, é uma agência inovadora. A tal ponto que promove no canal estatal russo Rossia 1, o reality show “Team” cujo objectivo passa por encontrar o braço direito do líder checheno  Ramzan Kadyrov. Fica à consideração da Geringonça a sua aplicação em Portugal no pós-europeu de futebol.

Anacleto, sempre

anacleto

Francisco Anacleto Louçã crê que Partido Popular irá perder força em Espanha.

Leitura dominical

Quarta-feira de cinzas, a crónica de Alberto Gonçalves, no DN,

(…) Noite. A propósito, alguém suspeitava que pudéssemos descer tanto? Alguém antecipou uma corte que se assemelha a um circo? Alguém adivinhou que os pacientes tomariam conta do manicómio? Alguém podia prever os últimos seis meses, em que perante uma Europa segura por pinças e rendida ao terrorismo, uma nação pequenina e débil entregou o seu destino material a partidos comunistas e a sua representação a artistas de variedades que tiram selfies, acorrem a flash interviews, comunicam pelo Twitter, espalham “afectos” e riem imenso? Alguém concebeu uma população que, a um passo certo do abismo, alterna a apatia com o patriotismo em chuteiras?

Não sei se nos fazem de estúpidos. Não sei se somos realmente estúpidos. Não sei se os “estadistas” que nos tocaram em sorte são um enorme azar ou a consequência lógica de uma sociedade irremediavelmente embrutecida. Não sei o que fizemos para merecer isto. Não sei o que não fazemos para merecer melhor. Sei que, se imaginássemos o pior dos cenários, não seria tão terrível como o presente. O presente é mau demais. E do futuro, possivelmente sem os malévolos burocratas de Bruxelas a limitarem os nossos delírios, perdão, a nossa “soberania”, nem é bom falar

Se acreditasse em teorias da conspiração, acreditaria sermos cobaias numa experiência de engenharia social, com cientistas de bata branca a avaliar quais os níveis de primitivismo, incompetência, irresponsabilidade, alucinação, arrogância e zombaria que um país suporta? O pior é que, por esse Terceiro Mundo fora, a experiência já se realizou repetidamente. E, para infortúnio das cobaias, a conclusão foi sempre a mesma. Mas insisto: não acredito numa teoria assim. A prática é inacreditável quanto baste.

 

A guerra dos tronos dos direitos humanos progressistas

castrochavez

A ditadura dos irmãos Castro continua de boa saúde e recomenda-se.

Cuba criticized the policy of singling out countries for censure, protesting against the “endless allegations against the South by the industrial North.” The delegate asked the Council, “have any countries criticized or said a word against the warmongering of the North around the world?” before providing his own answer: “No.” He continued, asking “why aren’t we hearing about the xenophobia or glorification of fascism in the North?” Contrasting Cuba’s human rights record with that of the developed world, he told delegations that “we continue to work for the promotion and protection of human rights in our nation”

Venezuela, Egipto, Coreia do Norte, Irão, China, Bielorrússia, Eritreia e Portugal, sigam os melhores exemplos e apostem tudo no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados origina.

Clap, clap, clap

Viva o progresso social e humano provado na pequena reportagem da Vice News  intitulada Grocery shopping during Venezuela’s food shortages.

Leitura dominical

Os islamófilos, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Na sua página do Twitter, a dona Catarina Martins recomendou um artigo do Público intitulado “Não sou Orlando, sou LGBT”. O artigo, assinado por um “estudante” e “activista” (leia-se um rapaz do BE), fala em “ataque homo-bi-transfóbico” (caramba!) e termina a convocar as massas para uma marcha em Lisboa. Ao citá-lo, a dona Catarina Martins repete o cliché de outros grandes vultos da humanidade, incluindo a excelência que ocupa o cargo de primeiro-ministro: a matança naquela cidade da Florida reduz-se a um acto de homofobia, que segundo o dr. Costa “feriu de morte a Liberdade [sic]”.

Apesar de a escrever com maiúscula, o dr. Costa tipicamente desconhece o significado da palavra. Liberdade é justamente permitir a existência de opiniões ou sentimentos distintos dos nossos, por patetas ou grotescos que os consideremos. A homofobia, enquanto pavor da homossexualidade ou ódio a homossexuais, é uma opinião ou um sentimento, matérias que só um espírito muito pouco livre pode achar criminosas. Numa sociedade decente, um indivíduo deve gozar do pleno direito de abominar gays, ciganos, brancos, banqueiros, esquimós, loiras, drogados, anões, políticos ou benfiquistas. Não pode é pôr as suas “convicções” (digamos) em prática a ponto de prejudicar alguém. Isso é que constitui um crime. O resto é, se assim o entendermos, mera estupidez.

E estúpido também é acreditar nas aflições de tantas almas perante os “ataques homo-bi-transfóbicos”. Sobretudo quando essas almas defendem em simultâneo o exacto tipo de cultura que, em vez de ridicularizar a homofobia, incentiva-a. E que, em vez de punir as atrocidades cometidas a pretexto, legitima-as. Toda a versão “mediática” da discoteca Pulse ignora o elefante no meio da sala – e que partiu a louça por culpa de Newton e da gravidade.

A fim de evitar a demência terminal, convém reparar no elefante: Omar Mateen, o assassino, era muçulmano e afirmou agir em nome do islão. Os países subjugados ao islão condenam e perseguem legalmente os homossexuais. Os Estados Unidos, por exemplo, condenam e perseguem legalmente as criaturas que agridem homossexuais. Não me lembro de nenhuma ocasião em que, no “confronto de civilizações” ou no que lhe quiserem chamar, a maioria dos nossos alegados inimigos da discriminação estivesse do lado que costuma proteger as respectivas vítimas.

Será cisma minha, mas desconfio um bocadinho do “activista” que, mal termina a marcha contra a homofobia, corre a marchar pela Palestina (embora, concedo, sejam raríssimos os tiroteios nos clubes gay de Gaza). Para não fugir demasiado do imaginário, é uma figura tão credível quanto um entusiasta da Noite de Cristal que se afirmasse amigo dos judeus. Usar quem morre para alimentar uma “causa” sem nunca valorizar a causa confessa de quem mata é, no mínimo, um acto de oportunismo velhaco. No máximo, é patrocinar a chacina. Evidentemente, essa gente não é Orlando nem LGBT: é, como sempre foi, pela força que representar a maior ameaça ao Ocidente.

E, conforme se constata pelos alvos quotidianos dos terroristas islâmicos, organizados ou “espontâneos”, o Ocidente não se esgota nos perversos sodomitas. Temos igualmente galdérias que exibem a pele na via pública, hereges que assistem a concertos de rock, tarados que aguardam aviões em aeroportos, infiéis que frequentam restaurantes, blasfemos que caminham pela rua, todos a pedir para que um mártir os rebente. As fobias, ao que se vê, são inúmeras, e se ousamos atribuir-lhes um padrão comum ganhamos mais uma: islamofóbicos.

As acusações de “islamofobia” são a tentativa de simular escândalo face aos triviais, e compreensíveis, receios do cidadão comum: lá por conter umas dúzias (ou uns milhões, não importa) de extremistas, o islão – homessa – é essencialmente moderado. Por mim, tenderia a crer piamente no islão moderado se este entregasse com regularidade os seus radicais filhos à polícia ou, na falta de esquadra próxima, os pendurasse no alto de um poste. A quantidade de desculpas prontas ou pesares tardios com que trata psicopatas faz-me duvidar ligeiramente do empenho do islão moderado em justificar a designação. É claro que muitos muçulmanos não sonham com a explosão de transeuntes. Porém, já que se pretende banir ou castigar opiniões, seria interessante questioná-los sobre o respeito que dedicam às mulheres, a certos grupos étnicos, a determinadas religiões e, se não for maçada, aos homossexuais. Aliás, eles respondem ainda que ninguém lhes pergunte. Os “activistas” é que fingem não ouvir.

Histerismo na geringonça

geringonca

Emigração de professores: “Há semelhanças entre Costa e Passos”, diz BE

Porta-voz Catarina Martins sublinha que o partido “dispensaria a similitude” entre as palavras do atual e do ex-primeiro-ministro