E agora fomos aos excendentes da Alemanha nazi

Com o devido beneplácito de conhecidos inimigos da liberdade, o Irão fez mais um dos seus extraordinários anúncios de terríveis castigos para os infiéis: agora eles têm um avião não tripulado.

É claro que o facto do referido drone parecer uma V1 de pacotilha não tem importância nenhuma. E de aquilo não ser avião não tripulado coisíssima nenhuma. O Irão, com estes seus anúncios grandiloquentes sobre armamento e de terríveis ameaças sobre os seus supostos inimigos, deveria ter mais em atenção os conselhos de Boileau:

N’allez pas dès l’abord, sur Pégase monté,
crier à vos lecteurs, d’une voix de tonerre:
«Je chante le vainqueur des vainqueurs de la terre.»
Que produira l’auteur après tous ces grands cris?
La montagne en travail enfante un souris”.

Apesar de não se poder menosprezar a ameaça que o Irão representa para a paz na região, também não há qualquer motivo para entrar em pânico, pois o Irão continua a ser, por enquanto, um tigre de papel.

De qualquer modo não deixa de ser irónico e divertido ver muitos esquerdistas comunistas aparar o jogo do Irão teocrático e defender o Irão contra o grande Satã americano.

O novo anti-semitismo

Shmuel Rosner entrevista por escrito Robert Solomon Wistrich, autor de “Lethal Obsession”, em que este explica o que é o novo anti-semitismo:

The “new” anti-Semitism is a somewhat unsatisfactory term often used to denote extreme hostility to Israel – a hatred which aims to demonize its actions, defame its character and delegitimize its existence. In fact, there is no clear or neatdividing-line between “old” and “new” anti-Semitism beyond the greater focus today on the negation of Israel’s right to exist and the fact that contemporary anti-Semites more frequently tend to be Muslim rather than Christian or that they come from the Left as much as they do from the Right. The “new” anti-Semitism often claims to be no more than justified “criticism” of Israel’s policies. There are, however, a number of ways to test this. The “critics” will usually be covert or overt anti-Semites if they engage in any of the following manoeuvres:

a.) They will blame Israel for all the problems of the Middle East and of the contemporary world from the financial crash to global terrorism.

b.) They ignore virtually all infringements of human rights around the globe except for those allegedly perpetrated by Israel against the Palestinians. Naturally Palestinian Jihadism and terror is downplayed.

c.) They firmly believe or assume that there is a Jewish/Israeli Lobby which controls American foreign policy or manipulates the West – especially against the Islamic world and the Palestinians.

d.) They systematically turn Israelis into “Nazis” and Palestinians into “Jews.”

e.) They apply classic antisemitic myths and stereotypes about Jewish greed, rapacity, cruelty, exploitation, bloodthirsty vengefulness and “racial” superiority to the behavior of the Jewish State. The result is to portray Israel as a fusion of Samson, Joshua and Shylock.

Cinema Português quer (o nosso) dinheiro

Através do Público fiquei a saber que os realizadores e produtores de cinema portugueses fizeram um Manifesto pelo cinema português, onde alegam que “nunca como hoje ele esteve tão ameaçado”.

E por esse motivo, e após vários considerandos, rematam a petição da seguinte forma:

O cinema português, que vale a pena, tem hoje em dia, apesar da paralisia, quando não da hostilidade, dos poderes públicos, um indiscutível prestígio internacional. Os seus realizadores, actores, técnicos, produtores, não deixaram de trabalhar apesar de tudo o que se tem vindo a passar. Está na altura de os poderes públicos assumirem as suas responsabilidades.
É necessária uma nova Lei do Cinema, mas é urgente uma intervenção de emergência no cinema português.

Para mim não está em causa a qualidade ou falta dela do cinema português, tal como me é indiferente se fazem filmes para o público ou não (no cinema, nunca andei atrás dos blockbusters), pois, mais uma vez o que está aqui em questão é haver uma actividade subsidiada por dinheiros públicos. Por que raio é que o pessoal das actividades ditas culturais pensa que tem que ser subsidiado pelo Estado? Por ser culto e ilustrado? Enfim…

Também quero uma fundação

É impressionante como um certo tipo de gente, normalmente ligada à esquerda ,consegue ter fundações pagas pelos contribuintes. Este caso da fundação de Saramago é paradigmático. Independentemente da qualidade de escritor (que não é por ser prémio Nobel que é bom) do mesmo Saramago (qualidade que não posso apreciar por ainda não ter lido qualquer livro dele – as minhas prioridades de leitura não passam, verdadeiramente, por ele), por que raio temos que ser nós a pagar a fundação dele (e, já agora, a de Mário Soares, por exemplo)?

Há pessoas que fazem fundações com o seu próprio dinheiro e há outras que fazem fundações com o dinheiro de todos nós. Será isto a tal de ética republicana?

À atenção do Louça e demais socialistas

Parece-me que o governador de Nova Iorque chegou a uma conclusão brilhante:

“You heard the mantra, ‘Tax the rich, tax the rich,’ ” Gov. David Paterson said Wednesday at a gathering of newspaper editors at an Associated Press event in Syracuse. “We’ve done that. We’ve probably lost jobs and driven people out of the state.”

Zapatero que esteve em Nova Iorque por estes dias devia ter falado com Paterson para não andar a dizer que os rendimentos mais altos suportarão os aumentos.

Continuem com as ideias brilhantes (e que tão brilhantes resultados têm dado ao longo do tempo)

Democracia à moda da extrema-esquerda

Quando se fala do perigo pelos resultados da extrema-direita nas eleições europeias, talvez fosse de notar que grande parte da violência urbana que acontece actualmente na Europa é obra de grupos extremistas de esquerda, da Itália à Suécia.

Por isso, não admira que estes “antifascistas” suecos tenham andado em nome do combate ao fascismo a agredir pessoas e assaltar sedes de outros partidos, conforme informa o jornal The Local.

“We noted around twenty incidents of violence against people or property. The Sweden Democrats were not the only ones affected; the Liberal and Moderate parties were also hit,” said Johan Olsson, chief analyst for Säpo’s constitutional protection division. […]
“It’s part of what they call their anti-fascist agenda. They don’t believe that parties they consider critical of immigrants or opposed to workers’ rights should be permitted to operate undisturbed,” Olsson told news agency TT.

É comovente a tolerância que estes “antifascistas” têm para com as opiniões dos outros. E já se sabe o que acontece quando este tipo de “anti-fascistas” sobem ao poder: crescem os gulags.

A Era Obama

Chegou já a última época dos oráculos de Cumas.

Renasce de raiz a grande sucessão dos séculos.

Eis que volta já a Virgem, volta o reino de Saturno,

e já do alto dos céus desce uma nova geração.

Favorece, ó casta Lucina, o menino a nascer; com ele cessará

a idade do ferro, e em todo o mundo surgirá desde logo

a de ouro. Reina já o teu caro Apolo.

[…]

Esse menino receberá uma vida divina, e verá entre os deuses

os heróis misturados; ele mesmo será visto por aqueles,

e governará o orbe pacificado pelas paternas virtudes.

Sem ser cultivada, a terra será a primeira a dar-te de prenda,

menino, as coleantes heras no meio do bácaro,

derramando a colocásia à mistura com o ridente acanto.

Por si mesmas, as cabras virão trazer a casa

os úberos tensos de leite, e aos leõe enormes não temerão os rebanhos.

[…]

O solo não sofrerá com o arado, nem a videira com a podoa;

o lavrador robusto desligará também o jugo aos touros,

e a lã não aprenderá a falsidade da mudança de cor,

mas por si mesmo o carneiro nos prados transformará o seu velo,

ora com uma púrpura delicada, ora com o açafrão.

[…]

Olha o mundo a oscilar na abóbada celeste,

as terras, a extensão do mar, a profundeza do céu.

Olha como tudo se compraz com o século vindouro!

Virgílio, Bucólicas (IV 4-10, 15-22, 40-44, 50-52), trad. Maria Helena da Rocha Pereira