Também quero uma fundação

É impressionante como um certo tipo de gente, normalmente ligada à esquerda ,consegue ter fundações pagas pelos contribuintes. Este caso da fundação de Saramago é paradigmático. Independentemente da qualidade de escritor (que não é por ser prémio Nobel que é bom) do mesmo Saramago (qualidade que não posso apreciar por ainda não ter lido qualquer livro dele – as minhas prioridades de leitura não passam, verdadeiramente, por ele), por que raio temos que ser nós a pagar a fundação dele (e, já agora, a de Mário Soares, por exemplo)?

Há pessoas que fazem fundações com o seu próprio dinheiro e há outras que fazem fundações com o dinheiro de todos nós. Será isto a tal de ética republicana?

À atenção do Louça e demais socialistas

Parece-me que o governador de Nova Iorque chegou a uma conclusão brilhante:

“You heard the mantra, ‘Tax the rich, tax the rich,’ ” Gov. David Paterson said Wednesday at a gathering of newspaper editors at an Associated Press event in Syracuse. “We’ve done that. We’ve probably lost jobs and driven people out of the state.”

Zapatero que esteve em Nova Iorque por estes dias devia ter falado com Paterson para não andar a dizer que os rendimentos mais altos suportarão os aumentos.

Continuem com as ideias brilhantes (e que tão brilhantes resultados têm dado ao longo do tempo)

Democracia à moda da extrema-esquerda

Quando se fala do perigo pelos resultados da extrema-direita nas eleições europeias, talvez fosse de notar que grande parte da violência urbana que acontece actualmente na Europa é obra de grupos extremistas de esquerda, da Itália à Suécia.

Por isso, não admira que estes “antifascistas” suecos tenham andado em nome do combate ao fascismo a agredir pessoas e assaltar sedes de outros partidos, conforme informa o jornal The Local.

“We noted around twenty incidents of violence against people or property. The Sweden Democrats were not the only ones affected; the Liberal and Moderate parties were also hit,” said Johan Olsson, chief analyst for Säpo’s constitutional protection division. […]
“It’s part of what they call their anti-fascist agenda. They don’t believe that parties they consider critical of immigrants or opposed to workers’ rights should be permitted to operate undisturbed,” Olsson told news agency TT.

É comovente a tolerância que estes “antifascistas” têm para com as opiniões dos outros. E já se sabe o que acontece quando este tipo de “anti-fascistas” sobem ao poder: crescem os gulags.

A Era Obama

Chegou já a última época dos oráculos de Cumas.

Renasce de raiz a grande sucessão dos séculos.

Eis que volta já a Virgem, volta o reino de Saturno,

e já do alto dos céus desce uma nova geração.

Favorece, ó casta Lucina, o menino a nascer; com ele cessará

a idade do ferro, e em todo o mundo surgirá desde logo

a de ouro. Reina já o teu caro Apolo.

[…]

Esse menino receberá uma vida divina, e verá entre os deuses

os heróis misturados; ele mesmo será visto por aqueles,

e governará o orbe pacificado pelas paternas virtudes.

Sem ser cultivada, a terra será a primeira a dar-te de prenda,

menino, as coleantes heras no meio do bácaro,

derramando a colocásia à mistura com o ridente acanto.

Por si mesmas, as cabras virão trazer a casa

os úberos tensos de leite, e aos leõe enormes não temerão os rebanhos.

[…]

O solo não sofrerá com o arado, nem a videira com a podoa;

o lavrador robusto desligará também o jugo aos touros,

e a lã não aprenderá a falsidade da mudança de cor,

mas por si mesmo o carneiro nos prados transformará o seu velo,

ora com uma púrpura delicada, ora com o açafrão.

[…]

Olha o mundo a oscilar na abóbada celeste,

as terras, a extensão do mar, a profundeza do céu.

Olha como tudo se compraz com o século vindouro!

Virgílio, Bucólicas (IV 4-10, 15-22, 40-44, 50-52), trad. Maria Helena da Rocha Pereira

O eixo do mal(-informado)

Habitualmente, não costumo ver o Eixo do Mal, nem é um programa de entretenimento nem sequer se ouvem, geralmente, opiniões muito inteligentes. Hoje também não foi excepção, mas acontece que acabei por ver a parte final do Eixo do Mal, em que eles apresentaram um vídeo, filmado durante a cimeira dos G20, em que parecia que Bush tinha sido ignorado por todos .

No entanto, isto são “old news” que ainda por cima foram desmentidas como se pode ver por aqui. Ou seja, Bush não foi ignorado pelos seus homólogos estrangeiros. Ainda por cima, a peça televisiva da CNN que desmente o caso já data de 20.11.2008.

Neste caso, mais uma vez, o que o Eixo do Mal fez foi anti-bushismo primário, sem se preocupar muito com a verdade. Mas, isso, na comunicação social, nem sequer é supresa.

Curiosidades

Não sou especialista em temas económico-financeiros, pelo que não passo o tempo a dar opiniões definitivas e taxativas sobre temas como os preços dos combustíveis ou a crise dos mercados financeiros mundiais (ao contrário dos participantes de programas como o Fórum de TSF ou Opinião Pública da SIC-N – que desperdício, tanta gente sábia todos os dias na rádio/TV).

Mas , no meu trabalho de tradutor, tenho muitas vezes que pesquisar sobre estes temas e, por acaso, a propósito do Fannie Mae e Freddy Mac, encontrei a seguinte notícia (via blog Beltway Snark, de onde se retiram também as outras informações):

New Agency Proposed to Oversee Freddie Mac and Fannie Mae

Abstraindo o facto da existência destas duas entidades nem sequer ser justificada (conforme já aqui foi referido no Insurgente), em 2003 a Administração Bush tentou controlá-las um pouco melhor. Os democratas opuseram-se então.

Depois, em 2005, McCain co-patrocinou a Federal Housing Enterprise Regulatory Reform Act of 2005, que nunca chegou a passar bloqueada pelos democratas e alguns republicanos. McCain disse então:

I join as a cosponsor of the Federal Housing Enterprise Regulatory Reform Act of 2005, S. 190, to underscore my support for quick passage of GSE regulatory reform legislation. If Congress does not act, American taxpayers will continue to be exposed to the enormous risk that Fannie Mae and Freddie Mac pose to the housing market, the overall financial system, and the economy as a whole.

Parece-me que, afinal, os problemas poderiam ter sido antecipados, mas o Congresso, não quis fazer nada. É claro que Obama, neste caso, aos costumes disse nada, o que não admira, pois ele, em apenas 4 anos de senado, conseguiu ser o segundo maior beneficiário dos donativos do Fannie Mae e Freddie Mac, no período 1989-2008. É obra.

Pelo que parece, já há 5 anos que se antecipava que algo não ia bem com o Fannie Mae/Freddie Mac, mas houve grande resistência em mexer no assunto ou corrigir a rota.

Más ideias…

Parece que nos BET Awards o pessoal que foi premiado, mais alguns que por lá passaram, não paravam de falar no Obama. Ok, é problema deles se querem o Obama como presidente.

Mas, depois começam a fazer pedidos muito estranhos:

During his monologue, host D.L. Hughley cracked jokes about Obama. Other attendees were more flattering. Backstage, Humanitarian Award winner Quincy Jones said he wanted Obama to be elected and create a Secretary of Culture position.

Mas, para que é que os americanos haveriam de querer um Ministério da Cultura? É que o nosso não serve para nada (não é só o nosso). A cultura não se faz com ministérios….

Só dão más ideias ao Obama…

Descentralização e liberdade de educação: o modelo sueco (II)

Sem dúvida interessante o artigo Educação pública: Portugal versus Suécia de Nuno Lobo, aqui ligado pelo André.

Mas, também não deixa de ser interessante que, lá como cá, os professores suecos continuem, ao fim de mais de uma década, a ser estatistas e a terem saudade de um modelo de escola estatizado, como se pode ler nesta notícia do The Local: Teachers: ‘Go Back to state schools’.

Eight out of ten teachers would like the state to exert more influence over Sweden’s schools, a new study has shown.

The issue of whether to re-nationalize the Swedish school system will be high on the agenda when the National Union of Teachers in Sweden (Lärarnas Riksförbund) convenes for its annual conference in Stockholm on Friday.

Deveria fazer-se um estudo de caso sobre esta persistente mentalidade estatista dos professores nos países ocidentais.

Futebol

Muito recomendável a coluna de António Barreto de hoje no Público a propósito do futebol. E não apenas pelo que diz sobre o caso do F. C. Porto, mas também pelo que diz sobre aquele programa absolutamente inqualificável chamado “Liga dos Últimos”.

O Futebol Clube do Porto está a pagar. Começou, há vinte ou trinta anos, por ser um intruso. Apenas tolerado. Depois, transformou-se no clube dominante. O seu peren presidente teve os comportamentos que se lhe conhecem: inteligente, competente, autoritário, organizado, irascível e déspota. (…) Ora, não é admissível que um clube da segunda cidade e do Norte provinciano exerça uma hegemonia quase sem falhas. Tarde ou cedo, o Porto haveria de pagar.

Mas o que António Barreto diz sobre a “Liga dos Últimos” é, para mim, igualmente certeiro, pois nunca consegui achar piada ao programa.

Poderia pensar-se que o programa faz parte da nova “grelha” da RTP, da sua estratégia e das suas novas concepções que preconizam uma televisão popular e divertida, em poucas palavras, uma verdadeira “televisão para todos”, um “verdadeiro serviço público”. O que resulta é, além de paradoxal, confrangedor. Não apenas intelectualmente, mas sobretudo social e moralmente. É uma hora de autêntico desprezo social pelos aldeões, pelos provincianos, pelos pobres, pelos gordos, pelos mais velhos, pelos ignorantes e pelos analfabetos. Que, aliás, se oferecem em espectáculo de escárnio. É uma espécie de “racismo social”: coitados, tão estúpidos, mas praticam futebol! São tão puros! Tão autênticos!

A imigração é benéfica?

Sempre que ouvimos falar de imigração, é costume dizerem-nos que ela é benéfica, vem desenvolver o país, etc. No entanto, hoje, das ilhas britânicas chega-nos uma notícia diferente.

Assim, no Reino Unido, onde o fenómeno tem dimensões que não tem em Portugal, devido à política aberta de imigração dos governos trabalhistas, saiu hoje um relatório redigido por uma comissão da Câmara dos Lordes, que, segundo o resumo feito pelo The Telegraph, conclui que o Reino Unido não beneficiou com esta imigração maciça:

The number of immigrants entering Britain should be capped, an influential House of Lords committee has warned.

Its analysis concludes that record levels of immigration are bringing no economic benefit to the country.

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