Um possível B. Bretch dos nossos dias

Primeiro levaram os passistas,

Mas eu não me importei

Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns dirigentes,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou dirigente.

Depois prenderam os que tinham dinheiro,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui rico.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns jornalistas, mas como
Nunca estive ligado ao jornalismo, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde

Quando o erro de percepção se agudiza…

Caro RAF, os dados económicos que usei do INE são a prova do erro das tuas afirmações no teu post inicial sobre a entrevista do candidato do PSD à Câmara do Porto . 

Admito que até possam não  ser os únicos, mas nesse caso era bom que nos desses outros valores e indicadores para sustentar a tua ideia . 

Não vi nenhuma refutação quantificada, nem nenhuma contra-prova factual nos teus dois últimos posts dos dados que aqui apresentei. O declínio dos dois dados apresentados pelo INE é um facto. Em nenhum momento explicas como queres suportar a tese de que o candidato do PSD à CM Porto estivesse “fora da realidade” quando falou do declínio económico da cidade no mandato de Rui Moreira. Esse era o ponto de partida, ou a tua pós-verdade sobre o candidato do PSD, do teu post inicial que convinha recordar e esclarecer.  

Passando um pano sobre o tema das insinuações, que não existem no meu post, pois faço uma pergunta directa sobre as fontes, respondes então que, e passo a citar-te:

” Quantos aos dados da Derrama, recorri à informação disponível no site da CMP relativa mapas dos orçamentos: 2013 – 2014 – 2015 – 2016Informação pública e disponível.”

Esta era a tua prova factual e numérica, que tinhas trazido para a discussão no teu segundo post incluindo um gráfico. Mas destróis o teu próprio único argumento factual com dados que estão errados, como te demonstrei pela consulta do relatório de Gestão da Câmara do Porto no meu post anterior que não contestas (na prática houve declínio e não subida da Derrama no municipio do Porto). E a razão do erro é porque confundes mapas de orçamentos com  relatórios de gestão e essa forma de baralhaqr os eleitores e leitores deste blog já a vi ser praticada pelo Ministro das Finanças da Geringonça. 

Escuso de explicar a diferença entre os dois tipos de documentos, acredito que a conheças, mas que por qualquer lapso não tenhas reparado.

Para além dos eventuais dados úteis da Pordata ou da DGO , aproveita para consultar também os dados da evolução do emprego no Porto vs a Região Norte ou vs o País no site do IEFP nestes últimos 3 anos. Eu já o fiz mas não te quero maçar com mais números . Eventualmente ficarás surpreendido como o Porto fica mal na fotografia relativamente à Região Norte e ao País.  Não ficarias tão suprendido se acreditasses mais em mim e no Álvaro Almeida em vez de acreditares na Politica dos Anúncios do Rui Moreira que segue a cartilha da Geringonça.

Por mim, partilho da tua convicção sobre este ser um assunto encerrado com estes 3 posts, à la RAF e à la MPC. Quando jantamos?

Fontes credíveis s.f.f., ou falta de Rigor com Rigor se paga

Meu caro amigo Rodrigo Adão da Fonseca (RAF) como reparaste e destacaste no teu último post eu usei os números do INE. O Instituto Nacional de Estatística. Usei uma fonte credível. 
Fi-lo porque são os únicos números que nos permitem ter uma análise relativa do Porto no contexto nacional e da Região Norte. E fi-lo também porque são os únicos possíveis ter para o Município do Porto apresentando o disclaimer, como pessoa intelectualmente honesta que me considero ser, de que eram dos poucos valores que havia disponíveis para fazer o contraponto da tua acusação de falta de rigor do candidato à Câmara do PSD. Se outros dados existissem te-los-ia usado, para relativizar o declínio (ou não) da minha cidade natal.

Mas se as exportações e o número de edifícios construídos/licenciados não satisfazem a realidade alternativa a este declínio “factual” que pretendes construir, não faças posts com o erro de não citar a fonte dos números da Derrama Municipal no gráfico usado (que enferma dos meus pseudo-defeitos de formatação).  

Poderias partilhar connosco, ávidos leitores d’O Insurgente, de onde retiraste estes números da Derrama que aparecem no teu post? Qual é a fonte? Não deve ser o INE …

É que eu fui à net e consultando o Relatório de Gestão da CM Porto de 2014 e de 2015,  que já são mandatos do Rui Moreira, descobri na página 68 do primeiro destes relatórios, que a Derrama Muncipal cobrada no ano de 2013 , último mandato de Rui Rio, tinha sido de 16.654 milhares de Euros.

Mas, ooops , “surprise”, o valor de 2016 afinal é um valor … abaixo do cobrado em 2013 ! 

E fica cerca de 10% abaixo do orçamentado para 2016 (coincidente com o último ponto do teu gráfico), ao contrário do crescimento que afirmas no teu post.

Ou seja em vez de crescer 41,86% acumulados no período, afinal a verdade (sem truques e com uma fonte credível como deve ser um relatório de Gestão Anual da Câmara) é que a Derrama que nas tuas palavras dizem “…alguma coisa de relevante” e que “…não discrimina o tipo de actividade económica…” mostra uma descida de 10% após 3 anos de gestão de RM. 

Talvez também seja interessante entender se no contexto nacional e da Região Norte tal evolução negativa da Derrama no Porto tem algum paralelo para contextualizar esta queda.

Recuso-me a aceitar que tenhas cometido, como pessoa competente que és, este lapso. Esta minha forma de pensar acerca das tuas capacidades, está nas antípodas da tua forma algo deselegante de argumentar . 

Mas cá estou eu para encaixar o “fogo amigo”, como bom cristão e teu amigo, dou-te a outra face. 

A política dos anúncios

Hoje neste mesmo blog Rodrigo Adão da Fonseca defende  que Álvaro Almeida está afastado da realidade quando afirma que, fora o turismo, o Porto está em declínio económico, “argumentando” com
um conjunto de anúncios sobre investimentos futuros.

Como a realidade que me interessa é a dos números, e não a do marketing de Rui Moreira, ou dos seus apoiantes , vejamos o que dizem os dados do INE sobre a atividade económica
na cidade do Porto.

Dados do INE sobre atividade económica a nível municipal, atualizados pelo menos a 2015, não existem muitos, mas conseguem encontrar-se pelo menos
dois tipos de dados.

Os dados sobre “Exportações de bens por localização geográfica”, que já estão atualizados a Dezembro de 2016, e que mostram a seguinte informação (valores
em milhões de euros):

 

Portugal

Norte

Porto

2016

50290

20508

1044

2012

45213

16792

1385

2016/2012

11%

22%

-25%

 

Ou seja o Porto retrocede nas exportacoes quando o país e a Regiao Norte contribuiram para a recuperação das  contas externas portuguesas. Muito mal para um cidade de sucesso que estivesse para além do turismo.

Os dados sobre construção (recordando que a maior parte do investimento passa pela construção) que existem atualizados são sobre “Edifícios licenciados
para obras de edificação”, e são os seguintes (em número de edifícios licenciados):

 

Portugal

Norte

Porto

2015

13766

5518

42

2012

19627

7192

277

2015/2012

-30%

-23%

-85%

 

Nesta dimensão as variações percentuais neste mandato autárquico portuense falam por si mesmas.

Conclusão, os dados objetivos do INE mostram inequivocamente o declínio da atividade económica no Porto, quer em termos absolutos, quer em termos
relativos face ao país e à região Norte nesta duas importantes variáveis. 

Que Rodrigo Adão da Fonseca, como “laranja” assumido no próprio blog, queira apoiar Rui Moreira, que por sua vez é apoiado pelo partido da Rosa é um assunto que só a ele diz respeito. 

Provavelmente acreditará numa realidade ausente de números objectivos como os do INE, tal como muitos socialistas nacionais acreditam nos números do Centeno.  

Eu no que me diz respeito , como economista, acredito mais na realidade dos números do INE que mostram que a cidade está em declinio fora do surto turístico. Seguindo a senda dos exemplos dados e a par da anunciada entrada da Critical Software no Porto há o exemplo contrário com a saída da Phillips da cidade com a perda de 150 postos de trabalho para Gaia, governada, por sinal por socialistas. Talvez quando medirmos o número de parquímetros espalhados pela cidade consigamos encontrar taxas de variação bem mais elevadas, daquelas que gostaríamos de de ver nas outras duas variáveis medidas pelo INE.

Com amigos laranjas destes, o PSD não precisa de inimigos cor de rosa. 

Banca para totós

​Porque é os contribuintes portugueses querem comprar um banco (diz uma sondagem do Expresso) que os “privados” domésticos ou estrangeiros não quiseram comprar ao longo dos últimos anos pelos valores pretendidos, tendo à medida que o tempo passou, diminuido o valor que alguns foram apresentando para o adquirir ?

Será que os contribuintes portugueses, ou os seus governantes, avaliarão melhor ou pior do que os privados os riscos, as rentabilidades e as contingências da actividade bancária?

Será que mais um banco nas mãos do Estado garante mais um cordel na “marionetagem” da economia portuguesa de que os decisores políticos tanto gostam, como é abundantemente demonstrado nas suas declarações públicas?

Será que gostamos de ajudar os amigos nas empresas de sectores estratégicos e inovadores com projectos financiados que um dia serão imparidades dos balanços do Banco?

Um euro que não se receba hoje dos privados nesta venda vai ser uma euro que todos vamos pagar amanhã em mais impostos. Já conhecemos o filme com a CGD e o BPN nas mãos públicas e parece que não aprendemos.

O problema já existe nas mãos de quem manda, a nacionalização apenas o adia, o prolonga e o torna pior, ganhando uma dimensão  maior para todos os contribuintes. Os empréstimos de dificil cobrança já existem,  os activos desnecessários já la estão, os passivos errados já oneram os resultados e querem mesmo os portugueses tudo isto por mais uns anos para pagarem do seu bolso, com IVAs, ISP, IMI, etc? 

Ou acharão mesmo que os privados se enganaram nas Contas quando oferecem um valor baixo ou nulo ?

Comparar esta nacionalização com o que se fez no Reino Unido é desonestidade intelectual pois, para além das condições económicas do eclodir da crise financeira face ao momento actual  serem distintas, esquecem-se do caso RBS (ainda detido a 73% pelo tesouro)  quando citam o Lloyds (detido a 9% pela Estado). Ninguem se lembrou de dizer que depois de nacionalizados estes dois bancos continuaram cotados em bolsa.

Ideologicamente sou contra as nacionalizações já o disse aqui no passado, mas para além disso,  o pior que podem fazer ao nosso sistema financeiro é criar processos de sobrevivência artificiais (com dinheiro público) de bancos limpando-os do passado e passando a mensagem que não interessa a dimensão da asneira que se tenha cometido, pois o nosso dinheiro estará sempre disponível para o resolver.

Assim aparecerão no horizonte do Portugalistão novos Salgados e novos Oliveiras, mas com nomes mais modernos como Galambas e Mortáguas (deixasse , claro está, o BCE).

O Mr.Nice Moreira

http://www.porto.pt/http://www.porto.pt/noticias/cinema-regressa-a-baixa-com-mais-descontos-

A notícia acima referida  de que a CMP vai pagar a reabertura de salas  de cinema na Baixa do Porto, oferecer bilhetes e concorrer no mercado cinematográfico com as grandes salas de cinema, pagando  30.000euros a 3 salas deixa-me completamente estupefacto para não dizer outra coisa. Talvez não o devesse ficar, se estivesse atento à maneira de fazer política no Porto nos últimos 3 anos.

É que a persistência no erro dos nossos políticos, de Norte a Sul, é confrangedora. O uso de dinheiros públicos, locais ou centrais, a justificar gastar para uns poucos o que o mercado não aceitava , ou não financia, sejam salas “bebé ” ou “adultas”, é uma forma de Governar de uma elite , talvez julgando-se iluminada, mas que molda nas pessoas a sua forma de entender as necessidades próprias em vez de deixar para a sociedade (indivíduos e empresas) a procura das melhores ideias. 

Eu sei que há muitas cinéfilos que gostarão de ver estes filmes independentes (eu próprio serei um deles) a preços reduzidos e com uma oferta de bilhete a acompanhar, mas dentro de 12-18 ou 24 meses, quando as salas tiverem meia dúzia de pessoas na sessão e os custos com a electricidade, com o pessoal, com a manutenção dos equipamentos , etc continuarem a necessitar de ser pagos , veremos quem vai pagar a fatura . Serão certamente, como já o são agora, todos os munícipes e empresários  do Porto. Não irão ser apenas aqueles  que agora aplaudirão mas que depois optarão por fazer uma sessão privada em casa, um download legal ou umas pipocas no micro ondas doméstico  para evitar o frio invernil da cidade Invicta.

Podemos sempre argumentar que há dinheiro para tudo, ainda que saibamos que não é assim, mas o dinheiro aplicado aqui , é dinheiro retirado do orçamento de bairros sociais, do apoio de saúde ou de outras funções sociais essencias nas  Câmara enquanto Governo de proximidade . 

Very nice, Mr.Nice

#BoaSortePorto

O sr.Mandraquée da Costaa

comissaoeuropeialetter

A ilusão que o sr.Mandrake da Costa montou com o OE17 parece que não resultou com o socialista da Comissão Europeia Pierre Moscovici. Talvez a C.E. esteja à espera que o sr.Madrake da Costa tire um Coelho da cartola, mas considerando que PPC não tem estado muito pelos ajustes desde que a Geringonça foi montada, tenho a impressão que o Sr.Mandrake da Costa terá que baixar a Crista.

sr.Mandrake da Costa

​A forma de Governar com total transparência do sr.Mandrake da Costa ficou clara, após a recusa de cumprir a lei orçamental por parte do ministério das Finanças com a não entrega dos dados sobre a previsão de execução orçamental para 2016, violando a lei e impossibilitando assim que o Parlamento possa discutir com valores fidedignos e reais após quase 10 meses transcorridos deste  ano, as bases do que se prevê gastar em 2017. 

E a razão é simples : as cativações (outro nome para cortes temporários) nas despesas  que vêm a ser feitas por parte das finanças não são sustentáveis em diversas áreas (até o Louça já protestou) e isto deverá  provocar um súbito aumento da despesa no final de 2016 que não interessa discutir publicamente no Parlamento caso o “garrote” não se mantenha como por exemplo já foi prometido pelo Ministro da Saúde . Se se mantivesse haveria mais Louçãs a protestar no seio da Geringonça , introduzindo um ruído a que esta Geringonça não está habituada . 

Para  o cálculo dos valores da despesa do Estado em 2017 e para se cumprirem as metas propostas a Bruxelas , animando a demagogia do mais baixo déficit da democracia , convém continuar a discutir valores orçamentados  (não reais) de 2016 que estiveram sempre sub-orçamentados no lado da despesa. Não vejo  como é que vão poder esconder estas informações de Bruxelas nas próximas semanas, o que redundará na obtenção de informação por parte dos deputados e da UTAO pelas vias erradas . 

Esconder, Dissimular, Ocultar , Encobrir, Aparentar, Simular, Propagandear, Iludir, Fingir, Envolver , Disfarçar, Encapotar, Mascarar, Embuçar, Paliar são tudo sinónimos da Geringonça neste episódio que fica muito mal às instituições democráticas .

Como dizia no meu post anterior n’O Insurgente, tudo no OE2017 é mera ilusão. Mandrake não faria melhor.

#Enganamequeeugosto 

#BoaSortePortugal 

O sr.Riquinho da Costa

O sr.Riquinho da Costa votante do CDS desde os tempos de Adelino Amaro da Costa, está a fazer as contas do seu IMI para o próximo ano e pondera mudar a sua tendência de voto para as próximas eleições. 
Até este ano , sobre a sua moradia da zona do Estoril que tem um VPT de 1.000.000 euros, o governo de direita impunha-lhe um imposto de 1%, chamado de selo, que lhe obrigava a passar um cheque de 10.000 euros à AT. 

No entanto as ligações do sr.Riquinho junto de alguns fiscalistas e gabinetes produziram efeitos e agora já sabe que em 2017  poderá abater 600.000 euros a este VPT, passando a aplicar um valor de 0.3% sobre os remanescentes 400.000 euros , levando a passar um cheque de 1.200 euros à AT com uma economia de 88% do anterior imposto.

Com a poupança de 8.800 euros o sr.Riquinho está a pensar fazer uma contribuição de 1.000 euros para as finanças do PS que andam um pouco em baixo e dado que a ideia veio do BE, pode ser que o seu voto acabe nas mãos da “amiga” Mortágua que gosta de atacar o capital.

#Enganamequeeugosto

#BoaSortePortugal 

(Nota: qualquer semelhança desta situação com a realidade é uma mera ilusão, como o é o resto do Orçamento português de 2017)

Inflacionando o Orçamento , umas vezes o PIB, outras o IPC

​No Orçamento de Estado 2017, o cenário macroeconómico que determina as grandezas nominais , ie, a forma como certas receitas são calculadas ou derivadas do PIB, contém uma previsão de que a taxa de inflação vai ser de 1,5% em 2017. Isto tem um grande impacto no resultado final do déficit e de todas as variações nominais (Euros que previsionalmente serão pagos  e recebidos pelo Estado). 

A taxa de inflação dos últimos anos em Portugal esteve sistematicamente abaixo de 1%. A taxa de inflação média da UE é de 0.4% e a prevista para 2016 em Portugal de 0.8%. Em 2016 a previsão inicial de 1.6% teve que ser sistematicamente revista em baixa por parte do BdP e de todas as outras organizações económicas.  

A não ser pela via dos preços administrados ou quase administrados (por exemplo a electricidade deverá aumentar 1.2%) não há razões sustentadas de cariz económico  para esta aceleração da inflação no próximo ano. Aliás a variação do IVA da restauração em 10 pp deveria ter um efeito negativo ainda sobre os primeiros 6 meses de 2017.

Se isto não é martelanço macroeconómico da geringonça e se isto é um cenário macroeconómico plausível  (vide declarações de Teodora Cardoso da UTAO) então vivemos num país que vai divergir profundamente dos restantes nesta matéria e vamos todos perder poder de compra…porque os escalões de IRS foram apenas atualizados em 0.8% usando-se de uma coerência confrangedora. 

E não se entende como é que as exportações aceleram nas previsoes deste Orçamento num contexto de evolução de preços relativos desfavoráveis vis a vis com a UE , já para não falar com o Reino Unido com a libra fortemente desvalorizada. 

De acordo com este cenário económico os portugueses vão perder poder de compra porque se o cenário de inflação se concretizar, as taxas de IRS do rendimento auferido em 2017 serão mais elevadas: é assim que se honra a palavra dada de que o IRS não iria ser aumentado. Há a hipótese de o salário não aumentar os tais 1.5%, mas então a perda real de poder de compra será pior (com inflacao de 1.5%) do que o aumento de escalão de IRS. 

Bravo Pr.Dr. Mário Centeno, o Phd de Harvard afinal tem utilidade para ludibriar com números o Zé Povinho . Se não podemos usar uns números de crescimento de PIB irrealistas como fizemos em 2016, usemos um número de inflação que permita fazer as mesmas contas…

#BoaSortePortugal