Banca para totós

​Porque é os contribuintes portugueses querem comprar um banco (diz uma sondagem do Expresso) que os “privados” domésticos ou estrangeiros não quiseram comprar ao longo dos últimos anos pelos valores pretendidos, tendo à medida que o tempo passou, diminuido o valor que alguns foram apresentando para o adquirir ?

Será que os contribuintes portugueses, ou os seus governantes, avaliarão melhor ou pior do que os privados os riscos, as rentabilidades e as contingências da actividade bancária?

Será que mais um banco nas mãos do Estado garante mais um cordel na “marionetagem” da economia portuguesa de que os decisores políticos tanto gostam, como é abundantemente demonstrado nas suas declarações públicas?

Será que gostamos de ajudar os amigos nas empresas de sectores estratégicos e inovadores com projectos financiados que um dia serão imparidades dos balanços do Banco?

Um euro que não se receba hoje dos privados nesta venda vai ser uma euro que todos vamos pagar amanhã em mais impostos. Já conhecemos o filme com a CGD e o BPN nas mãos públicas e parece que não aprendemos.

O problema já existe nas mãos de quem manda, a nacionalização apenas o adia, o prolonga e o torna pior, ganhando uma dimensão  maior para todos os contribuintes. Os empréstimos de dificil cobrança já existem,  os activos desnecessários já la estão, os passivos errados já oneram os resultados e querem mesmo os portugueses tudo isto por mais uns anos para pagarem do seu bolso, com IVAs, ISP, IMI, etc? 

Ou acharão mesmo que os privados se enganaram nas Contas quando oferecem um valor baixo ou nulo ?

Comparar esta nacionalização com o que se fez no Reino Unido é desonestidade intelectual pois, para além das condições económicas do eclodir da crise financeira face ao momento actual  serem distintas, esquecem-se do caso RBS (ainda detido a 73% pelo tesouro)  quando citam o Lloyds (detido a 9% pela Estado). Ninguem se lembrou de dizer que depois de nacionalizados estes dois bancos continuaram cotados em bolsa.

Ideologicamente sou contra as nacionalizações já o disse aqui no passado, mas para além disso,  o pior que podem fazer ao nosso sistema financeiro é criar processos de sobrevivência artificiais (com dinheiro público) de bancos limpando-os do passado e passando a mensagem que não interessa a dimensão da asneira que se tenha cometido, pois o nosso dinheiro estará sempre disponível para o resolver.

Assim aparecerão no horizonte do Portugalistão novos Salgados e novos Oliveiras, mas com nomes mais modernos como Galambas e Mortáguas (deixasse , claro está, o BCE).

O Mr.Nice Moreira

http://www.porto.pt/http://www.porto.pt/noticias/cinema-regressa-a-baixa-com-mais-descontos-

A notícia acima referida  de que a CMP vai pagar a reabertura de salas  de cinema na Baixa do Porto, oferecer bilhetes e concorrer no mercado cinematográfico com as grandes salas de cinema, pagando  30.000euros a 3 salas deixa-me completamente estupefacto para não dizer outra coisa. Talvez não o devesse ficar, se estivesse atento à maneira de fazer política no Porto nos últimos 3 anos.

É que a persistência no erro dos nossos políticos, de Norte a Sul, é confrangedora. O uso de dinheiros públicos, locais ou centrais, a justificar gastar para uns poucos o que o mercado não aceitava , ou não financia, sejam salas “bebé ” ou “adultas”, é uma forma de Governar de uma elite , talvez julgando-se iluminada, mas que molda nas pessoas a sua forma de entender as necessidades próprias em vez de deixar para a sociedade (indivíduos e empresas) a procura das melhores ideias. 

Eu sei que há muitas cinéfilos que gostarão de ver estes filmes independentes (eu próprio serei um deles) a preços reduzidos e com uma oferta de bilhete a acompanhar, mas dentro de 12-18 ou 24 meses, quando as salas tiverem meia dúzia de pessoas na sessão e os custos com a electricidade, com o pessoal, com a manutenção dos equipamentos , etc continuarem a necessitar de ser pagos , veremos quem vai pagar a fatura . Serão certamente, como já o são agora, todos os munícipes e empresários  do Porto. Não irão ser apenas aqueles  que agora aplaudirão mas que depois optarão por fazer uma sessão privada em casa, um download legal ou umas pipocas no micro ondas doméstico  para evitar o frio invernil da cidade Invicta.

Podemos sempre argumentar que há dinheiro para tudo, ainda que saibamos que não é assim, mas o dinheiro aplicado aqui , é dinheiro retirado do orçamento de bairros sociais, do apoio de saúde ou de outras funções sociais essencias nas  Câmara enquanto Governo de proximidade . 

Very nice, Mr.Nice

#BoaSortePorto

O sr.Mandraquée da Costaa

comissaoeuropeialetter

A ilusão que o sr.Mandrake da Costa montou com o OE17 parece que não resultou com o socialista da Comissão Europeia Pierre Moscovici. Talvez a C.E. esteja à espera que o sr.Madrake da Costa tire um Coelho da cartola, mas considerando que PPC não tem estado muito pelos ajustes desde que a Geringonça foi montada, tenho a impressão que o Sr.Mandrake da Costa terá que baixar a Crista.

sr.Mandrake da Costa

​A forma de Governar com total transparência do sr.Mandrake da Costa ficou clara, após a recusa de cumprir a lei orçamental por parte do ministério das Finanças com a não entrega dos dados sobre a previsão de execução orçamental para 2016, violando a lei e impossibilitando assim que o Parlamento possa discutir com valores fidedignos e reais após quase 10 meses transcorridos deste  ano, as bases do que se prevê gastar em 2017. 

E a razão é simples : as cativações (outro nome para cortes temporários) nas despesas  que vêm a ser feitas por parte das finanças não são sustentáveis em diversas áreas (até o Louça já protestou) e isto deverá  provocar um súbito aumento da despesa no final de 2016 que não interessa discutir publicamente no Parlamento caso o “garrote” não se mantenha como por exemplo já foi prometido pelo Ministro da Saúde . Se se mantivesse haveria mais Louçãs a protestar no seio da Geringonça , introduzindo um ruído a que esta Geringonça não está habituada . 

Para  o cálculo dos valores da despesa do Estado em 2017 e para se cumprirem as metas propostas a Bruxelas , animando a demagogia do mais baixo déficit da democracia , convém continuar a discutir valores orçamentados  (não reais) de 2016 que estiveram sempre sub-orçamentados no lado da despesa. Não vejo  como é que vão poder esconder estas informações de Bruxelas nas próximas semanas, o que redundará na obtenção de informação por parte dos deputados e da UTAO pelas vias erradas . 

Esconder, Dissimular, Ocultar , Encobrir, Aparentar, Simular, Propagandear, Iludir, Fingir, Envolver , Disfarçar, Encapotar, Mascarar, Embuçar, Paliar são tudo sinónimos da Geringonça neste episódio que fica muito mal às instituições democráticas .

Como dizia no meu post anterior n’O Insurgente, tudo no OE2017 é mera ilusão. Mandrake não faria melhor.

#Enganamequeeugosto 

#BoaSortePortugal 

O sr.Riquinho da Costa

O sr.Riquinho da Costa votante do CDS desde os tempos de Adelino Amaro da Costa, está a fazer as contas do seu IMI para o próximo ano e pondera mudar a sua tendência de voto para as próximas eleições. 
Até este ano , sobre a sua moradia da zona do Estoril que tem um VPT de 1.000.000 euros, o governo de direita impunha-lhe um imposto de 1%, chamado de selo, que lhe obrigava a passar um cheque de 10.000 euros à AT. 

No entanto as ligações do sr.Riquinho junto de alguns fiscalistas e gabinetes produziram efeitos e agora já sabe que em 2017  poderá abater 600.000 euros a este VPT, passando a aplicar um valor de 0.3% sobre os remanescentes 400.000 euros , levando a passar um cheque de 1.200 euros à AT com uma economia de 88% do anterior imposto.

Com a poupança de 8.800 euros o sr.Riquinho está a pensar fazer uma contribuição de 1.000 euros para as finanças do PS que andam um pouco em baixo e dado que a ideia veio do BE, pode ser que o seu voto acabe nas mãos da “amiga” Mortágua que gosta de atacar o capital.

#Enganamequeeugosto

#BoaSortePortugal 

(Nota: qualquer semelhança desta situação com a realidade é uma mera ilusão, como o é o resto do Orçamento português de 2017)

Inflacionando o Orçamento , umas vezes o PIB, outras o IPC

​No Orçamento de Estado 2017, o cenário macroeconómico que determina as grandezas nominais , ie, a forma como certas receitas são calculadas ou derivadas do PIB, contém uma previsão de que a taxa de inflação vai ser de 1,5% em 2017. Isto tem um grande impacto no resultado final do déficit e de todas as variações nominais (Euros que previsionalmente serão pagos  e recebidos pelo Estado). 

A taxa de inflação dos últimos anos em Portugal esteve sistematicamente abaixo de 1%. A taxa de inflação média da UE é de 0.4% e a prevista para 2016 em Portugal de 0.8%. Em 2016 a previsão inicial de 1.6% teve que ser sistematicamente revista em baixa por parte do BdP e de todas as outras organizações económicas.  

A não ser pela via dos preços administrados ou quase administrados (por exemplo a electricidade deverá aumentar 1.2%) não há razões sustentadas de cariz económico  para esta aceleração da inflação no próximo ano. Aliás a variação do IVA da restauração em 10 pp deveria ter um efeito negativo ainda sobre os primeiros 6 meses de 2017.

Se isto não é martelanço macroeconómico da geringonça e se isto é um cenário macroeconómico plausível  (vide declarações de Teodora Cardoso da UTAO) então vivemos num país que vai divergir profundamente dos restantes nesta matéria e vamos todos perder poder de compra…porque os escalões de IRS foram apenas atualizados em 0.8% usando-se de uma coerência confrangedora. 

E não se entende como é que as exportações aceleram nas previsoes deste Orçamento num contexto de evolução de preços relativos desfavoráveis vis a vis com a UE , já para não falar com o Reino Unido com a libra fortemente desvalorizada. 

De acordo com este cenário económico os portugueses vão perder poder de compra porque se o cenário de inflação se concretizar, as taxas de IRS do rendimento auferido em 2017 serão mais elevadas: é assim que se honra a palavra dada de que o IRS não iria ser aumentado. Há a hipótese de o salário não aumentar os tais 1.5%, mas então a perda real de poder de compra será pior (com inflacao de 1.5%) do que o aumento de escalão de IRS. 

Bravo Pr.Dr. Mário Centeno, o Phd de Harvard afinal tem utilidade para ludibriar com números o Zé Povinho . Se não podemos usar uns números de crescimento de PIB irrealistas como fizemos em 2016, usemos um número de inflação que permita fazer as mesmas contas…

#BoaSortePortugal

Sempre a Criar Emprego e Crescimento

​Estou certo que os trabalhadores da Unicer, da Sumolis, da Compal e da CocaCola Portugal vão agradecer ao Governo da Geringonça e ao Sr. Sec Estado dos Assuntos Fiscais, o despedimento de que irão ser alvo em 2017 com a quebra de consumo induzida pelo aumento de preços induzido pelo novo imposto sobre os refrigerantes. 

E é certo que vão votar neles nas próximas eleições pois repuseram os seus rendimentos em 2016…

Vai ser interessante acompanhar  a atitude dos Sindicatos em relação a esta política de direita austeritária que retira rendimento às classes trabalhadoras consumidoras de Sumol , SevenUp e Coca Cola…(mas talvez esteja enganado e são apenas os ricos que consomem refrigerantes).

Multiplicador? Não é um divisor, Prof . Dr. Mário Centeno – Take 2

Previsões de crescimento do PIB para o ano 2016 no “fabuloso” cenário macroeconómico do Excel do Prof.Dr. Mário Centeno : +2.1%

Previsões revistas pelo PS para PIB 2016 na altura das eleições legislativas: +2.0%

Previsões do Orçamento de Estado aprovado para 2016 : +1.8%

Previsões actuais do Banco de Portugal: +1.6%

Previsões actuais da Comissão Europeia +1.5%

Previsões actuais do FMI +1,4%

Previsões da Universidade Católica +1.3% (divulgadas em 13/Abril)

Dentro de meses, após a aplicação do Plano B (austeritário que o BE contestará mas aprovará) as previsões aproximar-se-ão de 1% (ou menos). Ou seja um valor próximo da média do crescimento do PIB português neste século, média que já  tinha sido superada em 2014 e 2015.

Sempre a descerem estas previsões, nacionais e internacionais, com a entrada em funções deste Governo: com Centeno & Costa passamos a ter, em vez de um multiplicador do PIB, um divisor do PIB.

NOTA : post escrito em Abril confirmado com os números hoje divulgados pelo INE com um crescimento yoy anémico de 0.8%

As vacas do Brexit

Consta que no Reino Unido não havia vacas voadoras há uns anos atrás, por isso prefiro mantermo-nos afastados de referendos sobre a UE neste cantinho luso, não vão as “vacas loucas” pensar que os juros da dívida em escudos seriam os mesmos que em Euros.
(Nota de edição de 28/06/2016 – o gráfico da direita é falso, aliás a doença das vacas loucas teve um surto em 2002 e não 1992. Espero que tenham gostado da ironia).

Saúde maltratada

Leio no diário económico digital que o actual ministro da saúde da Geringonça,  diz que o problema em Portugal não é a falta de médicos , mas sim a organização do trabalho médico. Sempre a defesa da classe a vir ao de cima.

Depois fui Googlar e descubro que o Ministro esteve à frente da Gestão de vários hospitais em Portugal. Gestão  suponho eu , deve ser organização do trabalho médico,  não é?

Acho que percebi : o problema da Saúde em Portugal, afinal é o próprio ministro da Saúde !

No pasarán

O assassinato da deputada britânica trabalhista Jo Cox , é um alerta para todos de que estamos a entrar numa zona violenta das nossas democracias consolidadas.

A pedra basilar das nossas democracias ocidentais é a liberdade de opinião do indivíduo em todos os quadrantes com respeito pela opinião e a vida dos opositores. No entanto já  se sente um ar PIDEsco em certas formas de fazer comentários e assassinatos nas redes sociais, com linchamentos públicos de quem ousa escrever “fora da caixa” (a esse propósito vejam texto de Rui Sinel de Cordel,  humorista português).

Em vários regimes não democráticos a vida dos opositores está constantemente em risco : seja na Venezuela,  seja na Arábia,  seja na Guiné Equatorial ou na Rússia,  os exemplos espalham-se pelos 4 cantos do mundo.

Mas na Europa, mãe da democracia, sofrer da mesma maleita é algo assustador.

Talvez esperar que o populismo das FN e dos Podemos não vença eleições na Europa democrática não seja suficiente para termos todos um melhor futuro.  Precisamos de combater quem se acha superior com a demonstração da sua pequenez humana que chega ao ponto de “calar” pela via da repressão física e social.

Propaganda

O ministro das Finanças, em conjunto com o pseudo ministro Galamba Goebbels, de maneira a evitarem que os resultados negativos dos últimos meses nos indicadores económicos influenciem as intenções de voto,  preparam-se para anunciar legislação, numa conferência de imprensa a realizar no Rato, em que se destacam 3 medidas:

1. proibição da subida do desemprego em território nacional, extendendo-se a proibição a inactivos que passem a mexer-se para arranjar emprego;

2. Eliminação das estatísticas desagradáveis nas exportações. Serão autorizados os números que mostrem quantos Magalhães vão para a Venezuela e passarão a ser reportados os carros importados enquanto forem em número superior ao mês anterior para demonstrar o impacto positivo da descida de um cêntimo no ISP;

3. Aceleração do crescimento do PIB por portaria e empurrão ministerial, nomeadamente com recurso à força braçal dos motoristas da UBER e do Cabify.

Complementarmente irão reclamar e exigir, em conjunto com Tsipras e Costa, que o programa 20/20 da UE passe a pagar um subsídio vitalício a todos os funcionários públicos,  com destaque para o TC e seus familiares que irão  receber em dobro. 

Desta forma garantem na Geringonça  que os seis pontos percentuais de avanço que o PS tem na “sondagem” da Aximage se transforma em maioria absoluta antes da chegada da troika.

Boa sorte Portugal !!

Mais lixo de Caracas

Sugiro aos PSD e CDS que na próxima segunda feira apresentem na Assembleia da República um voto de pesar, ou se existisse preferiria um voto de “horror”, pelo assassinato  do líder da oposição venezuelana.

E podem lembrar nesse voto, o opositor de Putin , Boris Nemtsov, assassinado pelas costas, em Moscovo em Fevereiro de 2015.

Ficarei muito curioso acerca do sentido de voto dos “chavistas e maduros” da geringonça , em especial dos que circulam nos corredores do Largo do Rato e que nos representam na Assembleia da República.

Infelizmente olhando para a tese da ingerência nos assuntos externos de um país e o cuidado com a comunidade portuguesa residente na Venezuela,  vejo os nossos políticos mais à direita a meterem o “rabinho entre as pernas”, como aconteceu com o caso dos presos políticos angolanos!

Lixo nas Finanças

Hoje questionei – me porque é que um Ministro das Finanças , graduado com um doutoramento em Harvard, põe a sua douta reputação académica em risco com uma gestão macro-orçamental desastrosa, para um país que já passou pela experiência traumática , não de uma nem de duas intervenções externas, mas de 3 intervenções que não deixaram boa memória em nenhum português .

Porque é que alguém, que supostamente e até há pouco tempo atrás era considerado pelos seus pares como uma pessoa inteligente, deixa que a convicção contrária se instale na mente de muitos dos seus colegas ?

O que terá a atracção pelo exercício do poder feito na cabeça deste homem de cabelos grisalhos desalinhados e sorriso inseguro? Não consigo entender qual o ganho reputacional (ou outro que seja legal e razoável) de ficar associado a um processo de deterioração acelerado de todos os indicadores económicos herdados há 5 meses atrás.

Procurei a resposta em várias hipóteses remotamente verosímeis , mas a única que me parece razoável acreditar é que o grau académico terá sido fruto do acaso, pois acreditando nas palavras do próprio , essas teses teóricas não devem ser levadas a sério,  mesmo que ele próprio as tenha escrito.

Graças ao prof.dr. Mário Centeno, a Academia portuguesa das ciências económicas pode desde já garantir um lugar no rating do País : o lixo !

Um bloqueio à economia

http://www.tsf.pt/economia/interior/estivadores-prolongam-greve-ate-27-de-maio-5148431.html

Em Portugal há classes que conseguem colocar todo um sector económico em situação de alarme . A dos estivadores foi, é e será uma delas.

Quando um país deixa de ter  matéria prima para fazer rações para os animais e cereais para algumas indústrias panificadoras por causa da intransigência negocial de um conjunto limitado de pessoas, questionamo-nos sobre o “direito” à greve que a CRP garante. É que neste caso concreto a greve agrava uma situação de emergência que já se fazia sentir nalgumas explorações agrícolas com animais .

Mas com a campanha eleitoral em curso antecipamos que o Ministro da Economia e o seu PM depois de darem uns milhões para os táxis e uns milhões para os transportadores, certamente que irão anunciar mais uns milhões , relembro que serão milhões do seu e do meu bolso, para pagar mais uns privilegiados que se beneficiam de regras corporativas defendidas há décadas, num país entregue às corporações de interesses.

Não há, nem haverão, Planos de Reformas que resistam às forças de bloqueio ao desenvolvimento da economia portuguesa que se materializam no puro “corporativismo salazarista” existente nas múltiplas castas que são contra a concorrência.

Por isso é que voltar atrás com todas as reformas, dando sinais errados a estas corporações que sabem que o Governo se vende rende, nos conduz no caminho errado ao que Portugal deveria estar a trilhar em 2016.

Negócios “à la tuga”

http://observador.pt/2016/04/21/catroga-costa-voce-precisar-mim-dar-ai-alguns-entendimentos/

A referência de ser um negociador exímio  por parte de Eduardo Catroga só pode estar relacionada com a ultrapassagem pela esquerda que Lacerda Machado fez nos últimos meses em vários dossiers durante a governação de António Costa. Nesta conversa captada pelos jornalistas, EC teve que lembrar ao AC que não era necessário nenhum LM a meter-se na empresa dele.

Incómodo sim, mas para todos nós ao confirmarmos que com dois dedos de conversa se tiram e põem milhões nas faturas dos contribuintes…

Uns Cromos resolvem o problema

O futuro do Brent tocou no dia 20 de Abril nos 46 USD e fechou perto dos 45.5 USD, depois de um rallye diário  de 4% do preço.  É curioso, quando isto acontece, depois e apesar de não ter havido acordo em Doha no passado fim de semana entre a OPEC e a Rússia para limitar o produção de petróleo e com os comentários negativos permanentes acerca de um “oil glut” que virá dos EUA ou do Irão . Há tanto fogo de vista nestas declarações e previsões acerca do preço do petróleo  ! O mesmo “spin” que já  acontecia num outro sentido quando estávamos com o nível acima de 100 USD por barril.

O efeito desta evolução do Brent nas receitas fiscais com a subida do ISP decretada em Fevereiro deve estar a encher de orgulho o colectivista arrecadador de impostos, que se senta na Sec Estado de Assuntos Fiscais. Fala-se de fazer uma reavaliação do tema em Maio. Estou curioso…

Em simultâneo com a rápida subida dos preços nos últimos 3 meses, em Portugal e no sentido da Venezualização da nossa economia, avança -se com ideias peregrinas de diferenciação de preços dos combustíveis  com critérios geográficos e sectoriais. Será um regresso aos preços administrados do pós 25 de Abril e ao bom estilo soviético. Admito que tenha sido um membro do Comité Central do PCP a dar a sugestão ao ministro socialista . Tal como acontecia no passado entre as ex-repúblicas soviéticas, vai ser interessante,  caso avance esta medida, verificar o efeito dela nos concelhos limítrofes dos concelhos raianos e depois nos que com esses são fronteira e em todos os outros num efeito encadeado que chegará até  Praça do Comércio e a Av. Boavista .

Um dia destes, admito que os camionistas e transportadores tenham umas cadernetas para colar uns selos, ou uns cromos, e depois exista um caixeiro na AT ou numa DG qualquer que os receba para entregar os descontos de ISP promovidos nos tais concelhos. Tudo, claro, deveria ser antes sujeito à criação de uma Autoridade Nacional do Cromo que validasse a aplicação do sistema e tivesse na sua Presidência alguém que percebesse de cromos.

Inevitavelmente o sistema que se vier a montar e as horas perdidas por todos os envolvidos no planeamento e execução, mais as horas dos camionistas e agentes revendedores, custarão dinheiro aos contribuintes que têm melhores medidas em que aplicar os seus impostos.

Vem sempre ao de cima a mentalidade socialista e planificadora de mostrar como, com medidas do Estado, se pode gerar maior eficiência do que com o mercado a funcionar sem intervenções . Pena que,  neste caso, em primeiro lugar tenha sido o Estado a alterar as regras de mercado e portanto introduza regras para resolver um problema que ele próprio criou, quando bastaria não o ter criado logo de início .

Somos um país de cromos. Aliás, aproveito para informar o leitor que vêem aí os cromos do Euro 2016 que custarão aos pais mais de 100 euros (se quiserem completar a colecção de mais 600  cromos) mas que não  vos darão direito a descontos nem na AT nem em nenhuma DG do Estado Português.

Os Amigos Chineses de Soares

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http://observador.pt/2016/04/15/estranho-caso-do-chines-na-fundacao-mario-soares/

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2016-04-14-O-misterio-chines-da-Fundacao-Mario-Soares

http://abcnews.go.com/International/fbi-arrests-chinese-millionaire-tied-clinton-scandal/story?id=33990683

Sempre muito à frente do seu tempo o patriarca da famiglia preferiu usar os Macau Papers , ou faxes, em vez de se envolver nuns mais actuais Panama Papers. As modernices deixa-as para os “compagnons de route” mais jovens que visitou em Beja.

Mas apesar de todas as precauções e proibições de livros, azar, os malvados (adjectivo só aplicável a casos que envolvam esta família) dos jornalistas voltam ao caso e dizem que havia pessoas oriundas do (Grande) Oriente que eram nomeados para a sua fundação Soares sem serem conhecidos e que, espante-se, acabam presos nos EUA com graves acusações.

Que atrevimento destes jornalistas. É claro que eram os amigos dos amigos ! Como é que poderia o GDDT conhecê – los?

Antes de tomar de assalto chegar ao comando da Nação, António Costa já teve um tirocínio na Câmara e bons professores nesta questão das amizades convenientes… e descartáveis .

Contas à moda do PS

António Costa terá prometido que não aumentará o IVA,  mas não será que,  contrariamente ao prometido e previsto no orçamento, em Julho não o irá descer para a restauração ?

É que às vezes neste Governo não percebemos que as subidas (de impostos) são descidas (de rendimentos) e que as descidas (de crescimento económico) são  subidas (de desemprego), tanto quanto os multiplicadores são divisores ou os divisores parecem multiplicadores na boca dos ministros doutorados.

De revisão em revisão uma coisa vamos tendo a certeza, acabamos todos por ficar com uma subtracção nos nossos bolsos que os consultores “melhores amigos” são uma grande adicção !

Multiplicador? Não, Prof.Dr. Centeno, afinal é um divisor

Previsões de crescimento do PIB para o ano 2016 no “fabuloso” cenário macroeconómico do Excel do Prof.Dr. Mário Centeno : +2.1%

Previsões revistas pelo PS para PIB 2016 na altura das eleições legislativas: +2.0%

Previsões do Orçamento de Estado aprovado para 2016 : +1.8%

Previsões actuais do Banco de Portugal: +1.6%

Previsões actuais da Comissão Europeia +1.5%

Previsões actuais do FMI +1,4%

Previsões da Universidade Católica +1.3% (divulgadas em 13/Abril)

Dentro de meses, após a aplicação do Plano B (austeritário que o BE contestará mas aprovará) as previsões aproximar-se-ão de 1% (ou menos). Ou seja um valor próximo da média do crescimento do PIB português neste século, média que já  tinha sido superada em 2014 e 2015.

Sempre a descerem estas previsões, nacionais e internacionais, com a entrada em funções deste Governo: com Centeno & Costa passamos a ter, em vez de um multiplicador do PIB, um divisor do PIB.

A terceira dívida não entra nas contas nacionais

Seja na imprensa nacional, seja no sentimento geral que se respira no mercado, há muita gente entusiasmada com o volume de investimento estrangeiro em imobiliário durante os últimos dois anos. Tanto entusiasmo, que até o FEFSS vai aumentar o seu investimento num segmento especial do imobiliário português em 10 p. p., ainda que o faça por más razões (instrumentalização das pensões futuras para finalidades sociais presentes).

No entanto há razões para este entusiasmo, para além das directamente relacionadas com as comissões geradas para intermediários, que não são as melhores para o país. Num país descapitalizado como o nosso, o capital que assim entra, em troca da propriedade nacional do activo, é a curto prazo, muito bem vindo pelos portugueses “falidos”.

Estes fluxos de entrada no imobiliário ocorrem quer no segmento de investimento institucional quer no investimento particular. Sobre o segundo tipo de adquirentes, resultante de os estrangeiros se mudarem para cá para residir, só há a dizer bem, mesmo que coloquem pressão nos preços das casas de certas zonas. Mas o primeiro tipo de investidores originam, em geral, um aumento das responsabilidades do país perante o Exterior,  vulgarmente conhecido como Dívida, quando os imóveis estão arrendados a inquilinos domésticos por períodos longos, como acontece numa grande parte destes casos em que se procura rendimento.

Acresce que esta dívida adicional para o país, que gera tanto entusiasmo, não aparece nem na Dívida Pública, nem na Dívida Privada face ao exterior como se verifica noutras aplicações (obrigações por ex.), se os imóveis tiverem sido adquiridos com recurso a capitais próprios (não financiados pela banca portuguesa). Isto acontece mesmo que estes imóveis tenham sido vendidos aos estrangeiros por empresas que depois arrendem a propriedade por um prazo muito longo, gerando encargos certos. As normas contabilísticas internacionais aplicáveis às empresas no entanto prevêem uma mudança desta “falsa” representação já em 2019, coisa que na Contabilidade Nacional não tenho nota que venha a ocorrer.

Neste contexto actual, em vez de serem os bancos a fazerem emissões de dívida no estrangeiro para financiar o Estado Português como aconteceu nos tempos de Sócrates, ou o próprio Estado a fazer estas emissões,  trata-se de uma terceira via de assunção de endividamento encapotado do país mas com uma garantia real (o imóvel) em que os “juros” pagos são as rendas cobradas aos inquilinos. Se os arrendatários forem à falência ficam os tijolos na posse estrangeira, em vez de um pedaço de papel titulado de uma dívida obrigacionista.

Assim se vão vendendo os dedos depois de se terem vendido os anéis deste país .

Com todos os dedos vendidos um destes dias não teremos “mão” na situação e conseguiremos ser como a Grécia. Tal como o nosso PM demonstrou almejar na assinatura da declaração conjunta com Tsipras.

Petróleo, Sondagens e ISP

Não queria atormentar muito o sr. Sec. Estado dos Assuntos Fiscais, mas é que o futuro do barril do petróleo Brent voltou a subir uns dólares nos últimos dias . Desde a última vez que escrevi sobre o tema, há cerca de 1 mês, são quase mais 3 USD de subida, qualquer coisa como 7%.

Entretanto a receita do seu ISP vai continuando a cair com os nossos automobilistas e camionistas a abastecerem no paraíso fiscal do outro lado da fronteira.

Ainda continua a dizer que “a palavra dada é para ser cumprida” como o seu primeiro ministro disse no Parlamento ?

Os portugueses esses não se esquecem de que prometeu descer o valor do ISP quando o preço do petróleo voltasse a subir. O que é manifestamente o caso desde que proferiu as declarações em finais de Janeiro.

Sabendo que preço do Brent já está quase nos 45 USD, até quando achará V.Exa que esperam os contribuintes/ eleitores sem vos retribuir na sondagens o vosso esbulho tributário ?

Soares Jr. , K.O.

Esperemos que o PM da geringonça,  não nos brinde com um momento de poesia do tipo “as coisas são como são” usada na justificação da aceitação da demissão  Soares Jr. quando tiver que aplicar o Plano B dentro de alguns meses/semanas.

Porque o PM não tinha que nomear o Soares Jr. para Ministro da Cultura e porque não tinha que reverter as reformas que Mário Draghi ontem elogiou no Conselho. Estas coisas não são como são, infelizmente para Portugal ..

Mas as sete vidas deste PM na política “são como são”, só facilidades para todos. ..

David Cameron vs Gordon Brown

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Claramente David Cameron engordou e tem uma pronúncia acento mais escocesa nesta foto  do Jornal de Negócios de hoje, dia 6 de Abril, que já não é o dia das mentiras…

Centenas de milhões de Euros desorçamentados

http://pasc-plataformaactiva.blogspot.pt/2013/09/fundo-de-estabilizacao-financeira-da.html

Após este comentário da PASC – Plataforma Activa dos Reformados criticando a instrumentalização do FEFSS pelo Governo anterior que obrigou a comprar dívida Pública através de Portaria , aguardamos com ansiedade e muito interesse o novo comunicado desta Plataforma, criticando o actual Governo pelo uso de 1.400 milhões de euros das nossas futuras reformas para fins de política econômica deste Governo, aplicando este montante num mercado imobiliário de arrendamento a preços “acessíveis” ou subsidiados.

A diferença, esclareço a PASC, é que o anterior Governo na fixação dos limites que constam da Portaria que regula os investimentos do FEFSS não disse que a dívida tinha que ser comprada com juros mais baixos em detrimento dos futuros reformados. Aliás, dado o contributo para o crescimento do património do FEFSS, graças à subida de valor das aplicações feitas, a decisão de comprar instrumentos de dívida pública em mais de 75% da carteira não sendo boa à luz de critérios de prudência foi extraordinariamente positiva em termos de rentabilidade. 

Mas este Governo não impõe apenas um limite a uma classe de activos, por Portaria do Ministro da tutela do FEFSS, como fez o anterior Governo. 

Impõe mais e diz mais: impõe de facto uma perda aos futuros reformados, pois diz que serão os 1.400 milhões de Euros aplicados em arrendamentos subsidiados (no caso da dívida pública teria que ser a taxas de juro mais baixa), o que contraria a lógica das avaliações que a CMVM obriga para os fundos imobiliários, em que os valores de mercado servem de referência para a valorização do património. 

Impõe por isso, esta decisão governamental uma perda imediata, ou seja, a diferença entre a taxa de rentabilidade obtida neste arrendamento subsidiado, digamos 3 ou 4% (sendo otimista no resultado obtido) e a taxa de mercado das aplicações imobiliárias, digamos 6,5%. Se pensarmos numa aplicação como esta, a longo prazo, um rombo de 3 pontos percentuais por ano nos próximos 20 anos, produzirá um resultado negativo de umas largas centenas de milhões de Euros no presente. Que não saem do Orçamento do Estado, saem do bolso dos futuros pensionistas.

Para além disso impõe  uma aplicação concreta numa subclasse do imobiliário, que nem sequer é a mais interessante, ou seja, seria como se o anterior governo tivesse dito que o FEFSS tinha que adquirir as OTs concretas com taxa 4,25% e amortização em 2041, porque do ponto de vista da gestão da sua curva de amortizações era a que mais lhe conviria para a política econômica prosseguida.

Será que os tribunais não têm uma palavra a dizer? 

Será que Tribunal Constitucional não será chamado a pronunciar-se? 

Será que a PASC , acima citada , não se indignará? 

Será que o PR no âmbito das suas relações privilegiadas com o Governo não procurará fazer pedagogia mudando esta ideia? 

Será que a nossa sociedade civil não se revolta?

Não, nada disso, tasse bem na República Socialista do Portugalistão. 

Noruega não é Portugal

O Governo norueguês proibiu o seu Governament Pension Fund Norway de investir em activos imobiliários,  ainda que os seus gestores tenham feito esse pedido ao Governo como uma forma de diversificar os seus activos financeiros valorizados em 21 biliões de Euros. Entre vários investimentos deste fundo existem algumas empresas cotadas na Euronext Lisboa.

Como é sabido a Noruega é um país muito pouco desenvolvido e que ainda não aprendeu com os ensinamentos do Primeiro Ministro português que irá aplicar 1.400 milhões de euros do FEFSS na reabilitação urbana para depois arrendar com rendas subsidiadas .

No caso português não foi o governo que impediu os gestores de fazerem asneira, foi o governo que decidiu tomar o papel dos gestores e substituir – se no mandato de gestão que é atribuído aos respectivos gestores .

Há gente que não aprende com os mais ricos !

Imóveis imobilizados (de novo)

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/rendas/detalhe/proprietarios_acusam_ps_de_congelar_rendas_e_expropriar_patrimonio.html

Em complemento a uma estratégia integrada, pensada , amadurecida e com toda a racionalidade económica de investir no imobiliário por parte do FEFSS (parte da nossa reforma na velhice) anunciada no início de Abril, o Governo vai decidir congelar as rendas de lojas nos centros históricos  por 10 anos como forma de, certamente, garantir a continuidade do influxo de investimento por parte do capital estrangeiro no nosso imobiliário que está atraído pelas elevadas baixas rendas praticadas nestas  zonas.

A reabilitação imobiliária, os futuros reformados portugueses, os investidores imobiliários estrangeiros e nacionais agradecem esta iniciativa do Governo da geringonça que continua a destruir a herança que lhe foi entregue há meros 4 meses .

Será sem pressa PPC, mas é pena, pois precisávamos que fosse depressa !

Imobiliário ao quadrado para a Reforma

http://observador.pt/ultimas/

https://oinsurgente.org/2016/03/26/capital-nao-o-destruam-mais-sff-take-3/

Lembram-se do meu post sobre o FEFSS e os seus potenciais investimentos na reabilitação urbana? Está reproduzido no link d’O Insurgente, em cima.

Afinal era pior do que antecipava naquele post…40% pior…são 1.400 milhões de euros, ou seja cerca 10% do património do FEFSS!

Depois da dívida pública portuguesa, o imobiliário português …faz todo o sentido para os reformados portugueses que são um dos povos que colectivamente são dos maiores proprietários residenciais do mundo (ainda que endividados com crédito imobiliário) em % do seu património!

As ingerências do BE na vida do PSD

Quando se faz parte de uma solução governativa de esquerda anti natural na sua formação e bases, as melhores ideias que conseguem ser reproduzidas na comunicação social pelos líderes daqueles que não fazem parte da máquina eleitoral do Governo, são as políticas de ingerência/comentário  nos nomes que fazem parte de Comissões Políticas (vice Presidências) dos partidos da oposição. De facto não me lembro nem do líder do CDS nem do PSD quando eram governo falarem de quem é que António José Seguro, António Costa ou Francisco Louça, ou a própria Catarina Martins tinham como vice Presidentes nos seus partidos quando acabavam os Congressos do PS ou do BE.

É falta de bom senso, Catarina Martins acusar Pedro Passos Coelho de falta de bom senso por nomear A ou B para a Comissão Política do PSD. Ela não é o José Manuel Fernandes no seu papel de comentador e analista político, mas sim a líder do BE que tem os seus próprios temas e que seguramente não entenderia se o líder do PSD fosse criticar a escolha de um ex – LUAR para uma vice presidência do BE .

Se tivessem um mínimo de razoabilidade naquilo que dizem no seu habitual discurso de protesto falariam do aumento da idade de reforma introduzida pelo ministro Vieira da Silva à sucapa. Ou falariam da preocupação com que encaram um plano B do seu Primeiro Ministro que o FMI está a exigir.

Mas o que conta são os Soundbytes do momento e a nossa imprensa vai fazendo eco de uma forma de ser e estar na política que contribui para as aparências mesmo que não sejam  as verdades. A verdade é que o PSD saiu com um líder forte e uma comissão política forte e sem pressa. Vão durar quer custe muito ou pouco à líder do partido que apoia esta solução que nos conduz pelo caminho errado da governação.

As maçãs podres caem por si só e cá estarei para o comentar na altura.

Andamos a brincar às freguesias

http://observador.pt/2016/04/03/governo-vai-voltar-aumentar-numero-freguesias-indica-secretario-estado/

Um Governo responsável e equilibrado promoveria a estabilidade de um quadro autárquico depois do trauma pelo que passaram as pessoas e organizações autárquicas no cenário de concentração que se desenrolou nos últimos anos por imperativo da troika.

Mas a geringonça prefere mexer em tudo e re-analisar e redistribuir o cenário autárquico para bem de todos os que ganham com a instabilidade do quadro institucional : marketeers,  advogados, proto-avençados e tudo o que ganha da constante alteração de nomes, localizações,  pessoas de contacto, imagens, instalações , contratos de serviços , etc, etc

Paga Tuga, que aguentas bem tudo o que a geringonça te vai sacando….