FADO – Futebol, Autoridade, Deus e Osgas

Sobre o endeusamento ao futebol clubístico que vai grassando em Portugal e as consequências e análises fica muito dito no artigo de Alberto Gonçalves no Observador de 10 de Março, cujo link aqui fica para os que quiserem reler.

http://observador.pt/opiniao/jonas-vende-me-a-tua-camisola/

Mas tenho pena que o Alberto Gonçalves não tenha feito a ligação, que me parece bastante óbvia, de que muita da argumentação “ao nível da osga” dos defensores do clube A ou de B no futebol português seja a mesma que em muitos fóruns televisivos e jornalísticos vemos na discussão da coisa política Portuguesa para assuntos sérios e importantes na nossa vida em sociedade, como sejam a sustentabilidade da segurança social, a carga impositiva e regulatória do Estado Centralista, o primado do colectivo sobre as liberdades individuais e tantas outras matérias que nos vão deixando relativamente mais pobres enquanto País.

Simplesmente a objectividade e a racionalidade desaparece quando falamos com a emoção e a paixão clubistica e na política partidária e dos comentadores nada de fundamentalmente diferentes se passa. Há iluminárias (pós) modernas que usam a justificação de que tem que ser assim, ou seja com argumentos “simples” defendendo custe o que custar, contra tudo e contra todos, para poder arregimentar os seguidores dos canais, dos blogs ou das redes sociais para uma causa clubistica ou política .

Como se a razão se obtivesse pelo maior número de adeptos ou número de votos. Dois terços do antigo Bundestag deu o poder absoluto a Adolph Hitler, só para citar a perversão do número, como critério de razão na sociedade (obrigado ao Pedro Arroja por nos lembrar isso ontem). Mais recentemente pouco mais de metade dos britânicos impuseram à outra metade condições de convivência com os europeus que irão trazer pouca prosperidade para eles mesmos nas próximas décadas .

Como ontem ouvíamos alguns de nós numa interessantíssima tertúlia liberal no Porto com a presença de Miguel Morgado, Pedro Arroja e Rui Albuquerque, a Autoridade baseada nas pessoas com conhecimento e na ciência , está , infelizmente , em vias de extinção numa sociedade ela própria em mutação para um Novo Mundo em que o combate passa pelos exércitos de analfabetos a tweetar influenciando o voto de todos. Mas de borla, se quiserem acreditar.

Tal Mundo Novo representa uma clara evolução para os analfabetos que há centenas de anos empunhavam lanças e espadas no campo de batalha em que os exércitos se enfrentavam, ainda que a troco de terras ou pão que a Autoridade lhes prometia.

Nota de Rodapé (para quem tiver lido o Alberto Gonçalves até ao fim): haja uns doutorados no estudo da igualdade do género no ISCSP (a casa onde Pedro Passos Coelho irá leccionar) que a extinção da raça humana será melhor debatida no próximo Prós e Contras, que terei o desprazer de financiar com a taxa que a EDP me cobra ilegitimamente.

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Incendiários

Sugiro que a reforma da floresta comece por reformar os incendiário através de uma prisão efectiva, sem comutação de pena, redução de pena ou substituição de pena de qualquer tipo. Ou com qualquer atenuante que permita a prisão domiciliária. Simplesmente os mais de 400 incendiários conhecidos e catalogados na Justiça pirtuguesa iriam passar férias de Maio a Outubro com trabalho comunitário FORA das matas portuguesas. 

E como o Estado está envolto numa neo-austeridade socialista proponho que se concessionem prisões especiais ao Grupo Barraqueiro que tenham sido construídas por agentes privados do Regime. 

A coerência no primeiro dia após o fim da Campanha Autarquica

Como se não bastasse um timing “ideal” na entrevista concedida ao DN pelo quinto elemento da Lista do PSD  à Assembleia Municipal de Lisboa, os ataques à sua lider de Lista em que participa, Sofia Vala Rocha revela uma coerência parecida com Antonio Costa na sua Governação: vale tudo e o seu contrário para sair bem na foto.

Só vai à bomba…

Uma vez que não há quem tire os ministros dos seus assentos ministeriais, haja o que houver nas suas áreas de actuação política (incêndios nas florestas, fraudes nas escolas, roubos nos quartéis ou outros escândalos nos offshores), há uns desconhecidos Zorros que assaltaram um paiol em Tancos e que talvez tenham munição suficiente para pôr algumas pernas a tremer num assombro de fervor revolucionário, digno de uma esquerda não caviar.

Vale-nos que o ministro da Defesa diz que foi grave e que vai construir um muro novo à volta do paiol. Ficamos mais sossegados todos.

Gritem pois com estes novos revolucionários: “no pasarán” !!!

Mary Poppins em São Bento

Faz manchete o publico que no dia da tolerância de ponto papal dos funcionários públicos , houve uma nova estrela no firmamento das nannys : um PM que teve poder de encaixe numa crítica jornalística de JMT e a transformou numa manobra de propaganda eleitoral a que 4 crianças e o Público acederam. 

Podia-se ser simpático e não fazer publiciďade, mas não era a mesma coisa. Qual seria então o propósito da simpatia, António Costa?

Estudantes extrapolados

Retirei este belo parágrafo de uma notícia do Observador

“…Citada pelo Jornal de Notícias, fonte da direção nacional da PSP adiantou apenas que “o comportamento [dos estudantes expulsos] extrapolou o aceitável”….”

Extrapolemos que a PSP não conhece o significado da palavra extrapolar.

Vivemos num país extrapolado da realidade…

O Acordo Escondidinho

Noticia o Expresso hoje que o Governo de Portugal foi obrigado a assinar uma nova convenção com a Finlândia por causa da tributação das pensões dos reformados finlandeses que estão a viver em Portugal e que tal como franceses e alemães não estão a ser tributados nem em Portugal, nem na Finlândia, ao abrigo de uma convenção de 1970 e do Regime dos residentes não habituais (RNH) em vigor no nosso país.  Foi obrigado a alterar porque, como parecerá a todos óbvio, os finlandeses queriam cobrar o que  lhes é devido em matéria tributária e os portugueses estariam, no mínimo , reticentes . 

Esperam as autoridades finlandesas recuperar a capacidade tributária a partir de Janeiro de 2018, desde que Portugal coopere nos procedimentos operacionais e legais que falta ainda implementar.

A notícia alerta-nos para 2 situações:

-há cerca de 11.000 não residentes habituais estrangeiros e maioritariamente comunitários, recentes , atraídos por este regime especial português de isenção tributária , e entre várias nacionalidades é conhecido o impulso que franceses (de património elevado) têm dado no imobiliário, em especial o Lisboeta.  A diferença está que no socialismo francês são tributados  e no bloquismo socialista português não. 

– a assinatura deste acordo, após a pressão do governo finlandês, ocorreu no ido dia de 16 de Novembro de 2016 sendo que hoje é 8 de Abril de 2017: passaram-se uns meros 143 dias. Se não é um Acordo Escondidinho parece. Ou como dizem os ingleses “if it walks and quacks like a duck, it’s a duck”.

Haver 143 dias entre a assinatura e um conhecimento público é perfeitamente banal e normal para aqueles que fazem da propaganda cor de rosa com um otimismo irritante em simultâneo com a censura das coisas “menos boas” (para ser politicamente correcto) a forma de governar Portugal.

Imaginem o Mário Centeno a anunciar o acordo de venda do NB, 143 dias depois de 31 de Março !!!