Incendiários

Sugiro que a reforma da floresta comece por reformar os incendiário através de uma prisão efectiva, sem comutação de pena, redução de pena ou substituição de pena de qualquer tipo. Ou com qualquer atenuante que permita a prisão domiciliária. Simplesmente os mais de 400 incendiários conhecidos e catalogados na Justiça pirtuguesa iriam passar férias de Maio a Outubro com trabalho comunitário FORA das matas portuguesas. 

E como o Estado está envolto numa neo-austeridade socialista proponho que se concessionem prisões especiais ao Grupo Barraqueiro que tenham sido construídas por agentes privados do Regime. 

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A coerência no primeiro dia após o fim da Campanha Autarquica

Como se não bastasse um timing “ideal” na entrevista concedida ao DN pelo quinto elemento da Lista do PSD  à Assembleia Municipal de Lisboa, os ataques à sua lider de Lista em que participa, Sofia Vala Rocha revela uma coerência parecida com Antonio Costa na sua Governação: vale tudo e o seu contrário para sair bem na foto.

Só vai à bomba…

Uma vez que não há quem tire os ministros dos seus assentos ministeriais, haja o que houver nas suas áreas de actuação política (incêndios nas florestas, fraudes nas escolas, roubos nos quartéis ou outros escândalos nos offshores), há uns desconhecidos Zorros que assaltaram um paiol em Tancos e que talvez tenham munição suficiente para pôr algumas pernas a tremer num assombro de fervor revolucionário, digno de uma esquerda não caviar.

Vale-nos que o ministro da Defesa diz que foi grave e que vai construir um muro novo à volta do paiol. Ficamos mais sossegados todos.

Gritem pois com estes novos revolucionários: “no pasarán” !!!

Mary Poppins em São Bento

Faz manchete o publico que no dia da tolerância de ponto papal dos funcionários públicos , houve uma nova estrela no firmamento das nannys : um PM que teve poder de encaixe numa crítica jornalística de JMT e a transformou numa manobra de propaganda eleitoral a que 4 crianças e o Público acederam. 

Podia-se ser simpático e não fazer publiciďade, mas não era a mesma coisa. Qual seria então o propósito da simpatia, António Costa?

Estudantes extrapolados

Retirei este belo parágrafo de uma notícia do Observador

“…Citada pelo Jornal de Notícias, fonte da direção nacional da PSP adiantou apenas que “o comportamento [dos estudantes expulsos] extrapolou o aceitável”….”

Extrapolemos que a PSP não conhece o significado da palavra extrapolar.

Vivemos num país extrapolado da realidade…

O Acordo Escondidinho

Noticia o Expresso hoje que o Governo de Portugal foi obrigado a assinar uma nova convenção com a Finlândia por causa da tributação das pensões dos reformados finlandeses que estão a viver em Portugal e que tal como franceses e alemães não estão a ser tributados nem em Portugal, nem na Finlândia, ao abrigo de uma convenção de 1970 e do Regime dos residentes não habituais (RNH) em vigor no nosso país.  Foi obrigado a alterar porque, como parecerá a todos óbvio, os finlandeses queriam cobrar o que  lhes é devido em matéria tributária e os portugueses estariam, no mínimo , reticentes . 

Esperam as autoridades finlandesas recuperar a capacidade tributária a partir de Janeiro de 2018, desde que Portugal coopere nos procedimentos operacionais e legais que falta ainda implementar.

A notícia alerta-nos para 2 situações:

-há cerca de 11.000 não residentes habituais estrangeiros e maioritariamente comunitários, recentes , atraídos por este regime especial português de isenção tributária , e entre várias nacionalidades é conhecido o impulso que franceses (de património elevado) têm dado no imobiliário, em especial o Lisboeta.  A diferença está que no socialismo francês são tributados  e no bloquismo socialista português não. 

– a assinatura deste acordo, após a pressão do governo finlandês, ocorreu no ido dia de 16 de Novembro de 2016 sendo que hoje é 8 de Abril de 2017: passaram-se uns meros 143 dias. Se não é um Acordo Escondidinho parece. Ou como dizem os ingleses “if it walks and quacks like a duck, it’s a duck”.

Haver 143 dias entre a assinatura e um conhecimento público é perfeitamente banal e normal para aqueles que fazem da propaganda cor de rosa com um otimismo irritante em simultâneo com a censura das coisas “menos boas” (para ser politicamente correcto) a forma de governar Portugal.

Imaginem o Mário Centeno a anunciar o acordo de venda do NB, 143 dias depois de 31 de Março !!!


Mísseis Trump na Síria 

http://observador.pt/2017/04/07/eua-lancam-ataque-militar-na-siria/

Hoje os americanos lançaram um ataque com misseis a uma base militar Siria. 

Os russos já reagiram, indignados, referindo que este ataque deixa as relações entre os dois paises num estado deplorável. 

O dia de hoje marca uma mudança de rumo dos EUA , em que a força vence a diplomacia. Algo que aos olhos Russos até seria expectável, pois foi a força que no terreno sírio deu provas de ser a melhor arma para negociar numa posição de superioridade a divisão da Siria.

Here we go again…

Carrega Portugal II


Conhecem a dívida acumulada pela instituição que preside a pessoa que está entre o Ministro das Finanças e o Primeiro Ministro da República da Portugalândia? 

Sabem que a CGD e o Novo Banco são dois importantes credores desta instituição? Mesmo que não o saibam, conhecerão  certamente as perdas e prejuízos destas duas instituições bancárias e as recapitalizações a que foram ou vão ser sujeitas , de largos milhares de milhões de Euros. 

Sabem que existem “garantias” dadas pelo fundo de Resolução ao comprador do Novo Banco, a Lone Star (ver post Carrega Portugal),  que caso certos créditos malparados não sejam pagos, os contribuintes (o Fundo de Resolução para ser mais preciso) entram com massa? E se a instituição que preside o senhor que está entre o MoF e o PM da República da Portugalândia não pagar, lá vão os contribuintes contribuir para o perdão da dívida,  sejam eles adeptos do Sporting, do FCP, do Guimarães ou do Arouca…

No Europeu Pedro Passos Coelho sentou-se no meio da bancada no Estádio de Paris , enquanto o Sec. Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, e outros, iam a convite da Galp.

A separação entre politica e futebol é higiénica e saudável , em especial quando os conflitos de interesses são enormes, e as tentações dos milhões  (que se podem perdoar à custa do contribuinte) são ainda maiores .
#CarregaPortugal

Carrega Portugal

De vitória em vitória até à derrota final , foi anunciada ontem a venda do que já foi o maior banco privado português, o Novo Banco que já  estava a envelhecer nos cofres do Fundo de Resolução .

E, para nosso sossego, no Fundo de Resolução vão-se criar mais uns mecanisnos de controlo que terão uns especialistas do setor público (terão  assessoria do Dr. Lacerda?) quep

     depois de gastarem mais uns milhões em doutos pareceres jurídicos de gabinetes sem mácula nem interesses associados, 

     se pronunciarāo a favor de alienações dos activos  x ou y ou z com perdas adequadas (leia-se enormes) porque à Lone Star não custa muito

     que todos engoliremos com mais um sorriso amarelo como o que fizemos nesta fantástica venda que nos impõe, a nós contribuintes, mais 3.9 milhões de euros de riscos futuros que nos tinham prometido não existirem.

Ou talvez nem saibamos dessas vendas mais dolorosas até que venha a proxima Vitória em que “só” tenhamos que meter menos milhões do que os tais 3.9 mil milhões e no final  (na tal derrota) fiquemos todos muito contentes porque afinal venha a ser menos, tal como os prejuízos da CGD, do que o que tinha sido prometido que nem sequer existiria (a garantia).

Em dia de clássico fica bem dizer… #CarregaPortugal

Um possível B. Bretch dos nossos dias

Primeiro levaram os passistas,

Mas eu não me importei

Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns dirigentes,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou dirigente.

Depois prenderam os que tinham dinheiro,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui rico.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns jornalistas, mas como
Nunca estive ligado ao jornalismo, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde

Quando o erro de percepção se agudiza…

Caro RAF, os dados económicos que usei do INE são a prova do erro das tuas afirmações no teu post inicial sobre a entrevista do candidato do PSD à Câmara do Porto . 

Admito que até possam não  ser os únicos, mas nesse caso era bom que nos desses outros valores e indicadores para sustentar a tua ideia . 

Não vi nenhuma refutação quantificada, nem nenhuma contra-prova factual nos teus dois últimos posts dos dados que aqui apresentei. O declínio dos dois dados apresentados pelo INE é um facto. Em nenhum momento explicas como queres suportar a tese de que o candidato do PSD à CM Porto estivesse “fora da realidade” quando falou do declínio económico da cidade no mandato de Rui Moreira. Esse era o ponto de partida, ou a tua pós-verdade sobre o candidato do PSD, do teu post inicial que convinha recordar e esclarecer.  

Passando um pano sobre o tema das insinuações, que não existem no meu post, pois faço uma pergunta directa sobre as fontes, respondes então que, e passo a citar-te:

” Quantos aos dados da Derrama, recorri à informação disponível no site da CMP relativa mapas dos orçamentos: 2013 – 2014 – 2015 – 2016Informação pública e disponível.”

Esta era a tua prova factual e numérica, que tinhas trazido para a discussão no teu segundo post incluindo um gráfico. Mas destróis o teu próprio único argumento factual com dados que estão errados, como te demonstrei pela consulta do relatório de Gestão da Câmara do Porto no meu post anterior que não contestas (na prática houve declínio e não subida da Derrama no municipio do Porto). E a razão do erro é porque confundes mapas de orçamentos com  relatórios de gestão e essa forma de baralhaqr os eleitores e leitores deste blog já a vi ser praticada pelo Ministro das Finanças da Geringonça. 

Escuso de explicar a diferença entre os dois tipos de documentos, acredito que a conheças, mas que por qualquer lapso não tenhas reparado.

Para além dos eventuais dados úteis da Pordata ou da DGO , aproveita para consultar também os dados da evolução do emprego no Porto vs a Região Norte ou vs o País no site do IEFP nestes últimos 3 anos. Eu já o fiz mas não te quero maçar com mais números . Eventualmente ficarás surpreendido como o Porto fica mal na fotografia relativamente à Região Norte e ao País.  Não ficarias tão suprendido se acreditasses mais em mim e no Álvaro Almeida em vez de acreditares na Politica dos Anúncios do Rui Moreira que segue a cartilha da Geringonça.

Por mim, partilho da tua convicção sobre este ser um assunto encerrado com estes 3 posts, à la RAF e à la MPC. Quando jantamos?

Fontes credíveis s.f.f., ou falta de Rigor com Rigor se paga

Meu caro amigo Rodrigo Adão da Fonseca (RAF) como reparaste e destacaste no teu último post eu usei os números do INE. O Instituto Nacional de Estatística. Usei uma fonte credível. 
Fi-lo porque são os únicos números que nos permitem ter uma análise relativa do Porto no contexto nacional e da Região Norte. E fi-lo também porque são os únicos possíveis ter para o Município do Porto apresentando o disclaimer, como pessoa intelectualmente honesta que me considero ser, de que eram dos poucos valores que havia disponíveis para fazer o contraponto da tua acusação de falta de rigor do candidato à Câmara do PSD. Se outros dados existissem te-los-ia usado, para relativizar o declínio (ou não) da minha cidade natal.

Mas se as exportações e o número de edifícios construídos/licenciados não satisfazem a realidade alternativa a este declínio “factual” que pretendes construir, não faças posts com o erro de não citar a fonte dos números da Derrama Municipal no gráfico usado (que enferma dos meus pseudo-defeitos de formatação).  

Poderias partilhar connosco, ávidos leitores d’O Insurgente, de onde retiraste estes números da Derrama que aparecem no teu post? Qual é a fonte? Não deve ser o INE …

É que eu fui à net e consultando o Relatório de Gestão da CM Porto de 2014 e de 2015,  que já são mandatos do Rui Moreira, descobri na página 68 do primeiro destes relatórios, que a Derrama Muncipal cobrada no ano de 2013 , último mandato de Rui Rio, tinha sido de 16.654 milhares de Euros.

Mas, ooops , “surprise”, o valor de 2016 afinal é um valor … abaixo do cobrado em 2013 ! 

E fica cerca de 10% abaixo do orçamentado para 2016 (coincidente com o último ponto do teu gráfico), ao contrário do crescimento que afirmas no teu post.

Ou seja em vez de crescer 41,86% acumulados no período, afinal a verdade (sem truques e com uma fonte credível como deve ser um relatório de Gestão Anual da Câmara) é que a Derrama que nas tuas palavras dizem “…alguma coisa de relevante” e que “…não discrimina o tipo de actividade económica…” mostra uma descida de 10% após 3 anos de gestão de RM. 

Talvez também seja interessante entender se no contexto nacional e da Região Norte tal evolução negativa da Derrama no Porto tem algum paralelo para contextualizar esta queda.

Recuso-me a aceitar que tenhas cometido, como pessoa competente que és, este lapso. Esta minha forma de pensar acerca das tuas capacidades, está nas antípodas da tua forma algo deselegante de argumentar . 

Mas cá estou eu para encaixar o “fogo amigo”, como bom cristão e teu amigo, dou-te a outra face. 

A política dos anúncios

Hoje neste mesmo blog Rodrigo Adão da Fonseca defende  que Álvaro Almeida está afastado da realidade quando afirma que, fora o turismo, o Porto está em declínio económico, “argumentando” com
um conjunto de anúncios sobre investimentos futuros.

Como a realidade que me interessa é a dos números, e não a do marketing de Rui Moreira, ou dos seus apoiantes , vejamos o que dizem os dados do INE sobre a atividade económica
na cidade do Porto.

Dados do INE sobre atividade económica a nível municipal, atualizados pelo menos a 2015, não existem muitos, mas conseguem encontrar-se pelo menos
dois tipos de dados.

Os dados sobre “Exportações de bens por localização geográfica”, que já estão atualizados a Dezembro de 2016, e que mostram a seguinte informação (valores
em milhões de euros):

 

Portugal

Norte

Porto

2016

50290

20508

1044

2012

45213

16792

1385

2016/2012

11%

22%

-25%

 

Ou seja o Porto retrocede nas exportacoes quando o país e a Regiao Norte contribuiram para a recuperação das  contas externas portuguesas. Muito mal para um cidade de sucesso que estivesse para além do turismo.

Os dados sobre construção (recordando que a maior parte do investimento passa pela construção) que existem atualizados são sobre “Edifícios licenciados
para obras de edificação”, e são os seguintes (em número de edifícios licenciados):

 

Portugal

Norte

Porto

2015

13766

5518

42

2012

19627

7192

277

2015/2012

-30%

-23%

-85%

 

Nesta dimensão as variações percentuais neste mandato autárquico portuense falam por si mesmas.

Conclusão, os dados objetivos do INE mostram inequivocamente o declínio da atividade económica no Porto, quer em termos absolutos, quer em termos
relativos face ao país e à região Norte nesta duas importantes variáveis. 

Que Rodrigo Adão da Fonseca, como “laranja” assumido no próprio blog, queira apoiar Rui Moreira, que por sua vez é apoiado pelo partido da Rosa é um assunto que só a ele diz respeito. 

Provavelmente acreditará numa realidade ausente de números objectivos como os do INE, tal como muitos socialistas nacionais acreditam nos números do Centeno.  

Eu no que me diz respeito , como economista, acredito mais na realidade dos números do INE que mostram que a cidade está em declinio fora do surto turístico. Seguindo a senda dos exemplos dados e a par da anunciada entrada da Critical Software no Porto há o exemplo contrário com a saída da Phillips da cidade com a perda de 150 postos de trabalho para Gaia, governada, por sinal por socialistas. Talvez quando medirmos o número de parquímetros espalhados pela cidade consigamos encontrar taxas de variação bem mais elevadas, daquelas que gostaríamos de de ver nas outras duas variáveis medidas pelo INE.

Com amigos laranjas destes, o PSD não precisa de inimigos cor de rosa. 

Banca para totós

​Porque é os contribuintes portugueses querem comprar um banco (diz uma sondagem do Expresso) que os “privados” domésticos ou estrangeiros não quiseram comprar ao longo dos últimos anos pelos valores pretendidos, tendo à medida que o tempo passou, diminuido o valor que alguns foram apresentando para o adquirir ?

Será que os contribuintes portugueses, ou os seus governantes, avaliarão melhor ou pior do que os privados os riscos, as rentabilidades e as contingências da actividade bancária?

Será que mais um banco nas mãos do Estado garante mais um cordel na “marionetagem” da economia portuguesa de que os decisores políticos tanto gostam, como é abundantemente demonstrado nas suas declarações públicas?

Será que gostamos de ajudar os amigos nas empresas de sectores estratégicos e inovadores com projectos financiados que um dia serão imparidades dos balanços do Banco?

Um euro que não se receba hoje dos privados nesta venda vai ser uma euro que todos vamos pagar amanhã em mais impostos. Já conhecemos o filme com a CGD e o BPN nas mãos públicas e parece que não aprendemos.

O problema já existe nas mãos de quem manda, a nacionalização apenas o adia, o prolonga e o torna pior, ganhando uma dimensão  maior para todos os contribuintes. Os empréstimos de dificil cobrança já existem,  os activos desnecessários já la estão, os passivos errados já oneram os resultados e querem mesmo os portugueses tudo isto por mais uns anos para pagarem do seu bolso, com IVAs, ISP, IMI, etc? 

Ou acharão mesmo que os privados se enganaram nas Contas quando oferecem um valor baixo ou nulo ?

Comparar esta nacionalização com o que se fez no Reino Unido é desonestidade intelectual pois, para além das condições económicas do eclodir da crise financeira face ao momento actual  serem distintas, esquecem-se do caso RBS (ainda detido a 73% pelo tesouro)  quando citam o Lloyds (detido a 9% pela Estado). Ninguem se lembrou de dizer que depois de nacionalizados estes dois bancos continuaram cotados em bolsa.

Ideologicamente sou contra as nacionalizações já o disse aqui no passado, mas para além disso,  o pior que podem fazer ao nosso sistema financeiro é criar processos de sobrevivência artificiais (com dinheiro público) de bancos limpando-os do passado e passando a mensagem que não interessa a dimensão da asneira que se tenha cometido, pois o nosso dinheiro estará sempre disponível para o resolver.

Assim aparecerão no horizonte do Portugalistão novos Salgados e novos Oliveiras, mas com nomes mais modernos como Galambas e Mortáguas (deixasse , claro está, o BCE).

O Mr.Nice Moreira

http://www.porto.pt/http://www.porto.pt/noticias/cinema-regressa-a-baixa-com-mais-descontos-

A notícia acima referida  de que a CMP vai pagar a reabertura de salas  de cinema na Baixa do Porto, oferecer bilhetes e concorrer no mercado cinematográfico com as grandes salas de cinema, pagando  30.000euros a 3 salas deixa-me completamente estupefacto para não dizer outra coisa. Talvez não o devesse ficar, se estivesse atento à maneira de fazer política no Porto nos últimos 3 anos.

É que a persistência no erro dos nossos políticos, de Norte a Sul, é confrangedora. O uso de dinheiros públicos, locais ou centrais, a justificar gastar para uns poucos o que o mercado não aceitava , ou não financia, sejam salas “bebé ” ou “adultas”, é uma forma de Governar de uma elite , talvez julgando-se iluminada, mas que molda nas pessoas a sua forma de entender as necessidades próprias em vez de deixar para a sociedade (indivíduos e empresas) a procura das melhores ideias. 

Eu sei que há muitas cinéfilos que gostarão de ver estes filmes independentes (eu próprio serei um deles) a preços reduzidos e com uma oferta de bilhete a acompanhar, mas dentro de 12-18 ou 24 meses, quando as salas tiverem meia dúzia de pessoas na sessão e os custos com a electricidade, com o pessoal, com a manutenção dos equipamentos , etc continuarem a necessitar de ser pagos , veremos quem vai pagar a fatura . Serão certamente, como já o são agora, todos os munícipes e empresários  do Porto. Não irão ser apenas aqueles  que agora aplaudirão mas que depois optarão por fazer uma sessão privada em casa, um download legal ou umas pipocas no micro ondas doméstico  para evitar o frio invernil da cidade Invicta.

Podemos sempre argumentar que há dinheiro para tudo, ainda que saibamos que não é assim, mas o dinheiro aplicado aqui , é dinheiro retirado do orçamento de bairros sociais, do apoio de saúde ou de outras funções sociais essencias nas  Câmara enquanto Governo de proximidade . 

Very nice, Mr.Nice

#BoaSortePorto

O sr.Mandraquée da Costaa

comissaoeuropeialetter

A ilusão que o sr.Mandrake da Costa montou com o OE17 parece que não resultou com o socialista da Comissão Europeia Pierre Moscovici. Talvez a C.E. esteja à espera que o sr.Madrake da Costa tire um Coelho da cartola, mas considerando que PPC não tem estado muito pelos ajustes desde que a Geringonça foi montada, tenho a impressão que o Sr.Mandrake da Costa terá que baixar a Crista.

sr.Mandrake da Costa

​A forma de Governar com total transparência do sr.Mandrake da Costa ficou clara, após a recusa de cumprir a lei orçamental por parte do ministério das Finanças com a não entrega dos dados sobre a previsão de execução orçamental para 2016, violando a lei e impossibilitando assim que o Parlamento possa discutir com valores fidedignos e reais após quase 10 meses transcorridos deste  ano, as bases do que se prevê gastar em 2017. 

E a razão é simples : as cativações (outro nome para cortes temporários) nas despesas  que vêm a ser feitas por parte das finanças não são sustentáveis em diversas áreas (até o Louça já protestou) e isto deverá  provocar um súbito aumento da despesa no final de 2016 que não interessa discutir publicamente no Parlamento caso o “garrote” não se mantenha como por exemplo já foi prometido pelo Ministro da Saúde . Se se mantivesse haveria mais Louçãs a protestar no seio da Geringonça , introduzindo um ruído a que esta Geringonça não está habituada . 

Para  o cálculo dos valores da despesa do Estado em 2017 e para se cumprirem as metas propostas a Bruxelas , animando a demagogia do mais baixo déficit da democracia , convém continuar a discutir valores orçamentados  (não reais) de 2016 que estiveram sempre sub-orçamentados no lado da despesa. Não vejo  como é que vão poder esconder estas informações de Bruxelas nas próximas semanas, o que redundará na obtenção de informação por parte dos deputados e da UTAO pelas vias erradas . 

Esconder, Dissimular, Ocultar , Encobrir, Aparentar, Simular, Propagandear, Iludir, Fingir, Envolver , Disfarçar, Encapotar, Mascarar, Embuçar, Paliar são tudo sinónimos da Geringonça neste episódio que fica muito mal às instituições democráticas .

Como dizia no meu post anterior n’O Insurgente, tudo no OE2017 é mera ilusão. Mandrake não faria melhor.

#Enganamequeeugosto 

#BoaSortePortugal 

O sr.Riquinho da Costa

O sr.Riquinho da Costa votante do CDS desde os tempos de Adelino Amaro da Costa, está a fazer as contas do seu IMI para o próximo ano e pondera mudar a sua tendência de voto para as próximas eleições. 
Até este ano , sobre a sua moradia da zona do Estoril que tem um VPT de 1.000.000 euros, o governo de direita impunha-lhe um imposto de 1%, chamado de selo, que lhe obrigava a passar um cheque de 10.000 euros à AT. 

No entanto as ligações do sr.Riquinho junto de alguns fiscalistas e gabinetes produziram efeitos e agora já sabe que em 2017  poderá abater 600.000 euros a este VPT, passando a aplicar um valor de 0.3% sobre os remanescentes 400.000 euros , levando a passar um cheque de 1.200 euros à AT com uma economia de 88% do anterior imposto.

Com a poupança de 8.800 euros o sr.Riquinho está a pensar fazer uma contribuição de 1.000 euros para as finanças do PS que andam um pouco em baixo e dado que a ideia veio do BE, pode ser que o seu voto acabe nas mãos da “amiga” Mortágua que gosta de atacar o capital.

#Enganamequeeugosto

#BoaSortePortugal 

(Nota: qualquer semelhança desta situação com a realidade é uma mera ilusão, como o é o resto do Orçamento português de 2017)

Inflacionando o Orçamento , umas vezes o PIB, outras o IPC

​No Orçamento de Estado 2017, o cenário macroeconómico que determina as grandezas nominais , ie, a forma como certas receitas são calculadas ou derivadas do PIB, contém uma previsão de que a taxa de inflação vai ser de 1,5% em 2017. Isto tem um grande impacto no resultado final do déficit e de todas as variações nominais (Euros que previsionalmente serão pagos  e recebidos pelo Estado). 

A taxa de inflação dos últimos anos em Portugal esteve sistematicamente abaixo de 1%. A taxa de inflação média da UE é de 0.4% e a prevista para 2016 em Portugal de 0.8%. Em 2016 a previsão inicial de 1.6% teve que ser sistematicamente revista em baixa por parte do BdP e de todas as outras organizações económicas.  

A não ser pela via dos preços administrados ou quase administrados (por exemplo a electricidade deverá aumentar 1.2%) não há razões sustentadas de cariz económico  para esta aceleração da inflação no próximo ano. Aliás a variação do IVA da restauração em 10 pp deveria ter um efeito negativo ainda sobre os primeiros 6 meses de 2017.

Se isto não é martelanço macroeconómico da geringonça e se isto é um cenário macroeconómico plausível  (vide declarações de Teodora Cardoso da UTAO) então vivemos num país que vai divergir profundamente dos restantes nesta matéria e vamos todos perder poder de compra…porque os escalões de IRS foram apenas atualizados em 0.8% usando-se de uma coerência confrangedora. 

E não se entende como é que as exportações aceleram nas previsoes deste Orçamento num contexto de evolução de preços relativos desfavoráveis vis a vis com a UE , já para não falar com o Reino Unido com a libra fortemente desvalorizada. 

De acordo com este cenário económico os portugueses vão perder poder de compra porque se o cenário de inflação se concretizar, as taxas de IRS do rendimento auferido em 2017 serão mais elevadas: é assim que se honra a palavra dada de que o IRS não iria ser aumentado. Há a hipótese de o salário não aumentar os tais 1.5%, mas então a perda real de poder de compra será pior (com inflacao de 1.5%) do que o aumento de escalão de IRS. 

Bravo Pr.Dr. Mário Centeno, o Phd de Harvard afinal tem utilidade para ludibriar com números o Zé Povinho . Se não podemos usar uns números de crescimento de PIB irrealistas como fizemos em 2016, usemos um número de inflação que permita fazer as mesmas contas…

#BoaSortePortugal

Sempre a Criar Emprego e Crescimento

​Estou certo que os trabalhadores da Unicer, da Sumolis, da Compal e da CocaCola Portugal vão agradecer ao Governo da Geringonça e ao Sr. Sec Estado dos Assuntos Fiscais, o despedimento de que irão ser alvo em 2017 com a quebra de consumo induzida pelo aumento de preços induzido pelo novo imposto sobre os refrigerantes. 

E é certo que vão votar neles nas próximas eleições pois repuseram os seus rendimentos em 2016…

Vai ser interessante acompanhar  a atitude dos Sindicatos em relação a esta política de direita austeritária que retira rendimento às classes trabalhadoras consumidoras de Sumol , SevenUp e Coca Cola…(mas talvez esteja enganado e são apenas os ricos que consomem refrigerantes).

Multiplicador? Não é um divisor, Prof . Dr. Mário Centeno – Take 2

Previsões de crescimento do PIB para o ano 2016 no “fabuloso” cenário macroeconómico do Excel do Prof.Dr. Mário Centeno : +2.1%

Previsões revistas pelo PS para PIB 2016 na altura das eleições legislativas: +2.0%

Previsões do Orçamento de Estado aprovado para 2016 : +1.8%

Previsões actuais do Banco de Portugal: +1.6%

Previsões actuais da Comissão Europeia +1.5%

Previsões actuais do FMI +1,4%

Previsões da Universidade Católica +1.3% (divulgadas em 13/Abril)

Dentro de meses, após a aplicação do Plano B (austeritário que o BE contestará mas aprovará) as previsões aproximar-se-ão de 1% (ou menos). Ou seja um valor próximo da média do crescimento do PIB português neste século, média que já  tinha sido superada em 2014 e 2015.

Sempre a descerem estas previsões, nacionais e internacionais, com a entrada em funções deste Governo: com Centeno & Costa passamos a ter, em vez de um multiplicador do PIB, um divisor do PIB.

NOTA : post escrito em Abril confirmado com os números hoje divulgados pelo INE com um crescimento yoy anémico de 0.8%

As vacas do Brexit

Consta que no Reino Unido não havia vacas voadoras há uns anos atrás, por isso prefiro mantermo-nos afastados de referendos sobre a UE neste cantinho luso, não vão as “vacas loucas” pensar que os juros da dívida em escudos seriam os mesmos que em Euros.
(Nota de edição de 28/06/2016 – o gráfico da direita é falso, aliás a doença das vacas loucas teve um surto em 2002 e não 1992. Espero que tenham gostado da ironia).

Saúde maltratada

Leio no diário económico digital que o actual ministro da saúde da Geringonça,  diz que o problema em Portugal não é a falta de médicos , mas sim a organização do trabalho médico. Sempre a defesa da classe a vir ao de cima.

Depois fui Googlar e descubro que o Ministro esteve à frente da Gestão de vários hospitais em Portugal. Gestão  suponho eu , deve ser organização do trabalho médico,  não é?

Acho que percebi : o problema da Saúde em Portugal, afinal é o próprio ministro da Saúde !

No pasarán

O assassinato da deputada britânica trabalhista Jo Cox , é um alerta para todos de que estamos a entrar numa zona violenta das nossas democracias consolidadas.

A pedra basilar das nossas democracias ocidentais é a liberdade de opinião do indivíduo em todos os quadrantes com respeito pela opinião e a vida dos opositores. No entanto já  se sente um ar PIDEsco em certas formas de fazer comentários e assassinatos nas redes sociais, com linchamentos públicos de quem ousa escrever “fora da caixa” (a esse propósito vejam texto de Rui Sinel de Cordel,  humorista português).

Em vários regimes não democráticos a vida dos opositores está constantemente em risco : seja na Venezuela,  seja na Arábia,  seja na Guiné Equatorial ou na Rússia,  os exemplos espalham-se pelos 4 cantos do mundo.

Mas na Europa, mãe da democracia, sofrer da mesma maleita é algo assustador.

Talvez esperar que o populismo das FN e dos Podemos não vença eleições na Europa democrática não seja suficiente para termos todos um melhor futuro.  Precisamos de combater quem se acha superior com a demonstração da sua pequenez humana que chega ao ponto de “calar” pela via da repressão física e social.

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O ministro das Finanças, em conjunto com o pseudo ministro Galamba Goebbels, de maneira a evitarem que os resultados negativos dos últimos meses nos indicadores económicos influenciem as intenções de voto,  preparam-se para anunciar legislação, numa conferência de imprensa a realizar no Rato, em que se destacam 3 medidas:

1. proibição da subida do desemprego em território nacional, extendendo-se a proibição a inactivos que passem a mexer-se para arranjar emprego;

2. Eliminação das estatísticas desagradáveis nas exportações. Serão autorizados os números que mostrem quantos Magalhães vão para a Venezuela e passarão a ser reportados os carros importados enquanto forem em número superior ao mês anterior para demonstrar o impacto positivo da descida de um cêntimo no ISP;

3. Aceleração do crescimento do PIB por portaria e empurrão ministerial, nomeadamente com recurso à força braçal dos motoristas da UBER e do Cabify.

Complementarmente irão reclamar e exigir, em conjunto com Tsipras e Costa, que o programa 20/20 da UE passe a pagar um subsídio vitalício a todos os funcionários públicos,  com destaque para o TC e seus familiares que irão  receber em dobro. 

Desta forma garantem na Geringonça  que os seis pontos percentuais de avanço que o PS tem na “sondagem” da Aximage se transforma em maioria absoluta antes da chegada da troika.

Boa sorte Portugal !!

Mais lixo de Caracas

Sugiro aos PSD e CDS que na próxima segunda feira apresentem na Assembleia da República um voto de pesar, ou se existisse preferiria um voto de “horror”, pelo assassinato  do líder da oposição venezuelana.

E podem lembrar nesse voto, o opositor de Putin , Boris Nemtsov, assassinado pelas costas, em Moscovo em Fevereiro de 2015.

Ficarei muito curioso acerca do sentido de voto dos “chavistas e maduros” da geringonça , em especial dos que circulam nos corredores do Largo do Rato e que nos representam na Assembleia da República.

Infelizmente olhando para a tese da ingerência nos assuntos externos de um país e o cuidado com a comunidade portuguesa residente na Venezuela,  vejo os nossos políticos mais à direita a meterem o “rabinho entre as pernas”, como aconteceu com o caso dos presos políticos angolanos!

Lixo nas Finanças

Hoje questionei – me porque é que um Ministro das Finanças , graduado com um doutoramento em Harvard, põe a sua douta reputação académica em risco com uma gestão macro-orçamental desastrosa, para um país que já passou pela experiência traumática , não de uma nem de duas intervenções externas, mas de 3 intervenções que não deixaram boa memória em nenhum português .

Porque é que alguém, que supostamente e até há pouco tempo atrás era considerado pelos seus pares como uma pessoa inteligente, deixa que a convicção contrária se instale na mente de muitos dos seus colegas ?

O que terá a atracção pelo exercício do poder feito na cabeça deste homem de cabelos grisalhos desalinhados e sorriso inseguro? Não consigo entender qual o ganho reputacional (ou outro que seja legal e razoável) de ficar associado a um processo de deterioração acelerado de todos os indicadores económicos herdados há 5 meses atrás.

Procurei a resposta em várias hipóteses remotamente verosímeis , mas a única que me parece razoável acreditar é que o grau académico terá sido fruto do acaso, pois acreditando nas palavras do próprio , essas teses teóricas não devem ser levadas a sério,  mesmo que ele próprio as tenha escrito.

Graças ao prof.dr. Mário Centeno, a Academia portuguesa das ciências económicas pode desde já garantir um lugar no rating do País : o lixo !

Um bloqueio à economia

http://www.tsf.pt/economia/interior/estivadores-prolongam-greve-ate-27-de-maio-5148431.html

Em Portugal há classes que conseguem colocar todo um sector económico em situação de alarme . A dos estivadores foi, é e será uma delas.

Quando um país deixa de ter  matéria prima para fazer rações para os animais e cereais para algumas indústrias panificadoras por causa da intransigência negocial de um conjunto limitado de pessoas, questionamo-nos sobre o “direito” à greve que a CRP garante. É que neste caso concreto a greve agrava uma situação de emergência que já se fazia sentir nalgumas explorações agrícolas com animais .

Mas com a campanha eleitoral em curso antecipamos que o Ministro da Economia e o seu PM depois de darem uns milhões para os táxis e uns milhões para os transportadores, certamente que irão anunciar mais uns milhões , relembro que serão milhões do seu e do meu bolso, para pagar mais uns privilegiados que se beneficiam de regras corporativas defendidas há décadas, num país entregue às corporações de interesses.

Não há, nem haverão, Planos de Reformas que resistam às forças de bloqueio ao desenvolvimento da economia portuguesa que se materializam no puro “corporativismo salazarista” existente nas múltiplas castas que são contra a concorrência.

Por isso é que voltar atrás com todas as reformas, dando sinais errados a estas corporações que sabem que o Governo se vende rende, nos conduz no caminho errado ao que Portugal deveria estar a trilhar em 2016.

Negócios “à la tuga”

http://observador.pt/2016/04/21/catroga-costa-voce-precisar-mim-dar-ai-alguns-entendimentos/

A referência de ser um negociador exímio  por parte de Eduardo Catroga só pode estar relacionada com a ultrapassagem pela esquerda que Lacerda Machado fez nos últimos meses em vários dossiers durante a governação de António Costa. Nesta conversa captada pelos jornalistas, EC teve que lembrar ao AC que não era necessário nenhum LM a meter-se na empresa dele.

Incómodo sim, mas para todos nós ao confirmarmos que com dois dedos de conversa se tiram e põem milhões nas faturas dos contribuintes…

Uns Cromos resolvem o problema

O futuro do Brent tocou no dia 20 de Abril nos 46 USD e fechou perto dos 45.5 USD, depois de um rallye diário  de 4% do preço.  É curioso, quando isto acontece, depois e apesar de não ter havido acordo em Doha no passado fim de semana entre a OPEC e a Rússia para limitar o produção de petróleo e com os comentários negativos permanentes acerca de um “oil glut” que virá dos EUA ou do Irão . Há tanto fogo de vista nestas declarações e previsões acerca do preço do petróleo  ! O mesmo “spin” que já  acontecia num outro sentido quando estávamos com o nível acima de 100 USD por barril.

O efeito desta evolução do Brent nas receitas fiscais com a subida do ISP decretada em Fevereiro deve estar a encher de orgulho o colectivista arrecadador de impostos, que se senta na Sec Estado de Assuntos Fiscais. Fala-se de fazer uma reavaliação do tema em Maio. Estou curioso…

Em simultâneo com a rápida subida dos preços nos últimos 3 meses, em Portugal e no sentido da Venezualização da nossa economia, avança -se com ideias peregrinas de diferenciação de preços dos combustíveis  com critérios geográficos e sectoriais. Será um regresso aos preços administrados do pós 25 de Abril e ao bom estilo soviético. Admito que tenha sido um membro do Comité Central do PCP a dar a sugestão ao ministro socialista . Tal como acontecia no passado entre as ex-repúblicas soviéticas, vai ser interessante,  caso avance esta medida, verificar o efeito dela nos concelhos limítrofes dos concelhos raianos e depois nos que com esses são fronteira e em todos os outros num efeito encadeado que chegará até  Praça do Comércio e a Av. Boavista .

Um dia destes, admito que os camionistas e transportadores tenham umas cadernetas para colar uns selos, ou uns cromos, e depois exista um caixeiro na AT ou numa DG qualquer que os receba para entregar os descontos de ISP promovidos nos tais concelhos. Tudo, claro, deveria ser antes sujeito à criação de uma Autoridade Nacional do Cromo que validasse a aplicação do sistema e tivesse na sua Presidência alguém que percebesse de cromos.

Inevitavelmente o sistema que se vier a montar e as horas perdidas por todos os envolvidos no planeamento e execução, mais as horas dos camionistas e agentes revendedores, custarão dinheiro aos contribuintes que têm melhores medidas em que aplicar os seus impostos.

Vem sempre ao de cima a mentalidade socialista e planificadora de mostrar como, com medidas do Estado, se pode gerar maior eficiência do que com o mercado a funcionar sem intervenções . Pena que,  neste caso, em primeiro lugar tenha sido o Estado a alterar as regras de mercado e portanto introduza regras para resolver um problema que ele próprio criou, quando bastaria não o ter criado logo de início .

Somos um país de cromos. Aliás, aproveito para informar o leitor que vêem aí os cromos do Euro 2016 que custarão aos pais mais de 100 euros (se quiserem completar a colecção de mais 600  cromos) mas que não  vos darão direito a descontos nem na AT nem em nenhuma DG do Estado Português.